02/05/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos




Os que nunca ouviram falar de Deus?

Bom…tens de convir comigo: hoje em dia, isso é um pouco difícil de admitir.

Mas se, apenas por consideração “académica”, possa existir tal pessoa, ela será julgada pelos actos da sua vida concreta e de acordo com o que conhecia.




ama , 2011.05.02

João Paulo II - Beatificação



Texto completo da homilia de Bento XVI na Missa da Beatificação de João Paulo II,


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TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Maria está ao pé de ti”

Não estás só. – Aceita com alegria a tribulação. – É verdade, pobre menino, que não sentes na tua mão a mão de tua Mãe. – Mas... não tens visto as mães da terra, de braços estendidos, seguir os seus pequenos quando se aventuram, receosos, a dar os primeiros passos sem a ajuda de ninguém? – Não estás só; Maria está ao pé de ti. (Caminho, 900)

Dá alegria verificar que a devoção à Virgem está sempre viva, despertando nas almas cristãs um impulso sobrenatural para se comportarem como domestici Dei, como membros da família de Deus.

Nestes dias, vendo como tantos cristãos exprimem dos mais diversos modos o seu carinho à Virgem Santa Maria, também vós certamente vos sentis mais dentro da Igreja, mais irmãos de todos esses vossos irmãos.

É uma espécie de reunião de família, como quando os irmãos que a vida separou voltam a encontrar-se junto da Mãe, por ocasião de alguma festa. Ainda que alguma vez tenham discutido uns com os outros e se tenham tratado mal, naquele dia não; naquele dia sentem-se unidos, reencontram-se unidos, reencontram-se todos no afecto comum.

Maria, na verdade, edifica continuamente a Igreja, reúne-a, mantém-na coesa. É difícil ter autêntica devoção à Virgem sem nos sentirmos mais vinculados aos outros membros do Corpo Místico e também mais unidos à sua cabeça visível, o Papa. Por isso me agrada repetir: Omnes cum Petro ad Iesum per Mariam! – todos, com Pedro, a Jesus, por Maria! (Cristo que passa, 139)




© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Dia da Mãe!

Leia o que o Joaquim diz sobre as Mães...e... a nossa Mãe!

Sobre a família 39

Como acertar com a minha vida


Isto é normal em qualquer vida presente. Segurança, segurança, a cem por cento, só se encontra em Deus. Humanamente buscamos segurança e Jesus pede-nos confiança.
Há uma cena do Evangelho que recolhe um momento da vida de São Pedro que nos pode dar luz sobre a segurança quando se trata das coisas de Deus. Já tinha entrado a noite e os discípulos remavam cruzando o lago de Genesaré, com vento forte que levantava as ondas. Jesus não ia com eles, porque se tinha ficado sozinho noutro lugar, fazendo oração, e tinha-lhes pedido que saíssem sem Ele. Quando já há bastante tempo remavam contra o vento, Jesus aproximou-se deles andando sobre as águas. Os discípulos, ao vê-lo, assustaram-se e começaram a gritar de terror, pensando que era um fantasma. Jesus tranquilizou-os: "tende confiança, sou Eu, não temais". E Pedro, para se assegurar, gritou: "Senhor, se és tu, manda-me ir a ti sobre as águas". Jesus respondeu-lhe: "vem". Pedro, sem mais demoras, saiu da barca e começou a fazer algo humanamente inexplicável: também ele caminhava sobre as águas. Tudo ia bem até que reparou de novo como soprava o vento e se agitavam as ondas. Então parece que se deu conta que estava fazendo algo completamente ilógico; ante a falta de segurança daquela situação, começou a duvidar, o medo voltou a dominá-lo e começou a afundar-se naquele mar embravecido. Gritou de novo: "Senhor salva-me!". No mesmo instante Jesus estendeu-lhe a mão, agarrou-o, e disse-lhe: "Homem de pouca fé! Porque duvidaste?" (Mt 14, 22-33).

juan manuel roca, in FLUVIUM, trad ama

Evangelho do dia e comentário

Páscoa - II Semana


Evangelho: Jo 3, 1-8

1 Havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, um dos principais entre os judeus. 2 Este foi ter com Jesus, de noite, e disse-Lhe: «Rabi, sabemos que foste enviado por Deus como mestre, porque ninguém pode fazer estes milagres que Tu fazes, se Deus não estiver com ele». 3 Jesus respondeu-lhe: «Em verdade, em verdade te digo que não pode ver o reino de Deus, senão aquele que nascer de novo». 4 Nicodemos disse-Lhe: «Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e renascer?». 5 Jesus respondeu-lhe: «Em verdade, em verdade te digo que quem não renascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.6 Aquilo que nasceu da carne, é carne, aquilo que nasceu do Espírito, é espírito. 7 Não te maravilhes de Eu te dizer: É preciso que nasçais de novo. 8 O vento sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes donde ele vem nem para onde vai; assim é todo aquele que nasceu do Espírito».

Comentário:

Com Jesus vai-se ter a qualquer hora, em qualquer circunstância porque, Ele, está sempre disponível e, mais, à nossa espera.
Jesus não tem “horários” para nos receber nem momentos específicos reservados para tal.

Não!

Não temos a menor desculpa para não nos encontrar-mos com Ele, falar-lhe, perguntar-lhe, pedir-lhe sempre e quando necessitemos.
                       
E, a verdade é que, precisamos sempre.

(ama, comentário sobre Jo 3, 1-8, 2010.04.12) 

Confidências de alguém

Confidências de Alguém
Nota de AMA: 
Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.




Entrevista para novo emprego.

Dentro de algumas horas tenho uma entrevista da qual pode resultar um emprego. Agradeço, Senhor, esta oportunidade que me dás. De mim depende o "êxito" da entrevista e... é isto que me preocupa. Conheço-me e sei que não valho nada, que não sei nada, que não posso nada, que não tenho nada e, portanto, só contigo e a Tua ajuda poderei, de alguma forma, conduzir as coisas para que seja eu o escolhido para o lugar em aberto.

Dom de línguas, clareza na exposição, firmeza nas posições, modéstia e contenção. Isto Te peço que instiles no meu espírito.

Verdadeiramente, Senhor, o que eu desejo é que sejas Tu a conduzir essa entrevista, me substituas, tomes o meu lugar.

De facto, é isto que Te peço.



01/05/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Porque é justíssimo?

Meu caro…então não te parece que o prémio tem de estar de acordo com os méritos que se alcançaram?

Vê bem: alguns por circunstâncias da vida ou de carácter pessoal, têm de fazer algum esforço para conquistar esse direito à herança.

Outros, por iguais motivos, podem ter de fazer um esforço muitíssimo maior, serem sujeitos a duras provas – lembra-te de Job – para o conseguirem.


ama , 2011.04.31

TEXTOS DE S. JOSEMARIA ESCRIVÁ

“A vossa vocação humana é uma parte da vossa vocação divina”


Jesus, nosso Sehor e nosso modelo, crescendo e vivendo como um de nós, revela- nos que na existência humana - a tua -, as ocupações correntes e vulgares têm ums sentido divino, de eternidade. (Forja, 688)

A fé e a vocação de cristãos afectam toda a nossa existência e não só uma parte dela. As relações com Deus são necessariamente relações de entrega e assumem um sentido de totalidade. A atitude de um homem de fé é olhar para a vida, em todas as suas dimensões, com uma perspectiva nova: a que nos é dada por Deus.
Dás formação
em centros de ensino, em oficinas ou escritórios, tendes exercido durante anos a vossa profissão, estabelecestes relações profissionais e pessoais com os vossos companheiros, participastes na solução dos problemas colectivos das vossas empresas e da sociedade.

Pois bem: recordo-vos, mais uma vez, que nada disso é alheio aos planos divinos. A vossa vocação humana é uma parte, e parte importante, da vossa vocação divina.

Esta é a razão pela qual vos haveis de santificar, contribuindo ao mesmo tempo para a santificação dos outros, vossos iguais, precisamente santificando o vosso trabalho e o vosso ambiente: a profissão ou ofício que enche os vossos dias, que dá fisionomia peculiar à vossa personalidade humana, que é a vossa maneira de estar no mundo: o vosso lar, a vossa família; e a nação em que nascestes e que amais. (Cristo que passa, 46)


http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Teresa de Calcutá - Pensamentos 11




Qual é o pior defeito                      


O mau-humor

SANCTA MARIA


SANTA MARIA

Um nome existe, sol de eterno encanto,
que doira a terra e inunda o Céu de luz:
outro não há mais belo nem mais santo,
excepto o do Homem-Deus, o de JESUS.

Nome que estanca a dor e enxuga o pranto,
nome que as almas torna doce a Cruz,
nome que encerra o mais formoso canto:
a Epopeia-Redenção traduz.

Um dia, o Arcanjo que baixou da glória
profere-o, como um hino de vitória,
por sobre a terra imersa em luto e dor,

e, ao ressoar, dos orbes na harmonia,
a vez primeira, o nome de MARIA,
o mundo inteiro estremeceu de amor !

visconde de montelo, Paráfrase da Ladainha Lauretana, 1956


Para ver notas sobre o autor, clicar aqui:

João Paulo II: Beatificação para a história

A beatificação de João Paulo II vai ser presidida pelo seu sucessor, Bento XVI, acontecimento que o Vaticano considerou “sem precedentes”, com paralelo apenas na Idade Média.
Na história da Igreja Católica nunca um Papa beatificou o seu antecessor, ainda que as regras para estas cerimónias, como hoje as conhecemos, tenham sofrido alterações significativas ao longo dos séculos.
Após o anúncio do final do processo de beatificação de João Paulo II, a 14 de Janeiro, o jornal do Vaticano assinalava que “nos últimos dez séculos nenhum Papa elevou às honras dos altares o seu imediato predecessor” e mesmo esses casos aconteceram “em contextos não comparáveis com a decisão de Bento XVI”.
Celestino V foi canonizado em 1313, menos de 20 anos depois da sua morte, e dois séculos antes fora imediatamente reconhecida a santidade de Leão IX e Gregório VII, em 1054 e 1085, acrescentava o «Osservatore Romano».
O último Papa proclamado santo foi Pio X (1835-1914), canonizado em 1954, que se juntou a outros 78 bispos de Roma nessa condição.
Pio IX, falecido em 1878, e João XXIII, que morreu em 1963, foram os dois últimos papas a ser beatificados, ambos por João Paulo II, em 3 de Setembro de 2000.
Nos primeiros séculos do cristianismo, o reconhecimento da santidade acontecia em âmbito local, a partir da fama popular do santo e com a aprovação dos bispos.
Ao longo do tempo e sobretudo no Ocidente, começou a ser solicitada a intervenção do Papa a fim de conferir um maior grau de autoridade às canonizações: a primeira intervenção papal deste tipo foi de João XV em 993, que declarou santo o bispo Udalrico de Augusta, que tinha morrido vinte anos antes.
As canonizações tornaram-se exclusividade papal por decisão de Gregório IX em 1234 e no decorrer do século XVI começou a distinguir-se entre “beatificação”, isto é, o reconhecimento da santidade de uma pessoa com culto em âmbito local, e “canonização”, o reconhecimento da santidade com a prática do culto universal, para toda a Igreja Católica.
Também a beatificação se tornou uma prerrogativa da Santa Sé e o primeiro acto deste tipo refere-se à beatificação de Francisco de Sales, pelo Papa Alexandre VII em 1662.
Hoje em dia todas estas normas encontram-se na constituição apostólica «Divinus perfectionis Magister» (25 de Janeiro de 1983) de João Paulo II e nas normas traçadas pela Congregação para as Causas dos Santos (CCS).
O actual responsável pela CCS, cardeal Angelo Amato, admitiu que a causa de João Paulo II teve tratamento “preferencial”, para não ficar em “lista de espera”, na linha do que fizera o Papa Bento XVI, ao permitir o início do processo antes do prazo canónico, que estipula uma espera mínima de cinco anos após a morte.

Ecclesia, 2011.04.28

João Paulo II, mestre do século XXI

O magistério de Wojtyla apostou no homem e na sua dignidade

É o Papa cuja missão foi a de plasmar na vida da Igreja os grandes ensinamentos do Concilio Vaticano II.


«Quando João Paulo II foi nomeado Papa em 1978, havia 757 milhões de católicos no mundo. Quando morreu em 2005 já eram 1.115 milhões. Quer dizer: a Igreja cresceu em 358 milhões de pessoas que cresceram bebendo do seu magistério, os jovens «João Paulo II» que acudiram aos seminários, hoje são sacerdotes. Alguns já começam a ser bispos. À data da sua morte, sete de cada dez bispos do mundo tinham sido designados por ele. Fica clara a sua influência doutrinal. Além disso, o seu magistério escrito, extensíssimo, continuará dando frutos inumeráveis.

Dois livros essenciais

João Paulo II encomendou e supervisionou o primeiro catecismo universal da Igreja em vários séculos. Foi apresentado em 1992. Tem mais citações do Papa polaco que de São Tomás de Aquino, Santo Agostinho ou do Concilio Vaticano II. Outro livro chave da Igreja actual, o Compendio da Doutrina Social, de 2004, inclui 10 páginas com listas de citações do Magistério conciliar e pontifício: metade dessas citações são de João Paulo II.
Estes dois livros que a Igreja usa para formar milhões de católicos de todo o mundo e sem data de caducidade, sistematizam, sem esgotar, os escritos de ensinamentos do «Papa dos recordes», a saber: 14 encíclicas, 15 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas, 45 cartas apostólicas, e uma infinidade de mensagens, audiências generais e discursos.

Três das suas encíclicas centraram-se na teologia  («Redemptor Hominis», «Dives in Misericordia», «Dominum et vivificantem»), outras três em doutrina social («Laborem exercens»; «Sollicitudo rei socialis» e «Centesimus Annus»); com «Veritatis Splendor» combateu o relativismo e o niilismo; com «Evangelium Vitae»  defendeu os não nascidos, os enfermos, anciãos e condenados; «Ut unum sint» foi o seu mapa do caminho para as relações com outras confissões cristãs. A urgência missionária ficou plasmada em «Redemptoris missio» e a sua doutrina sobre a Virgem em «Redemptoris mater». Por último, em «Ecclesia de Eucharistia», insistiu na tripla dimensão do eucarístico: a presença de Deus, o sacrifício e o banquete.

Bomba teológica e sexual

As suas catequeses tiveram uma profunda influencia. Tornaram-se famosas as que dedicou ao céu, ao inferno e ao purgatório, recordando que são reais, mas que não estão localizados no mundo material.   De 1979 a 1984, dedicou mais de 130 catequeses a falar sobre o sexualidade, o noivado, o matrimónio, a espiritualidade do corpo humano e a regulação natural da fertilidade. Trata-se de um corpus que se chamou «a Teologia do Corpo de João Paulo II».

O seu biógrafo, George Weigel, considera-a uma «bomba de tempo teológica»: à medida que expluda, que a Igreja a desenvolva, revolucionar-se-á a família cristã e reforçar-se-á uma visão do sexo que inclui a comunicação íntima dos esposos (o prazer, a relação mútua) e a abertura à vida, aos filhos e à entrega ao outro. Em tempos de pensamento débil, o Papa insistiu além disso em que «o bem da pessoa consiste em estar na Verdade e realizar a Verdade» («Veritatis Splendor»).
Também falou com clareza pedindo a abolição da pena de morte. As Filipinas da presidenta Gloria Macapagal oscilaram entre a moratória e a abolição desta pena pelas pressões do Papa e a Igreja. 
Inclusive ganhou batalhas depois de morto: em Abril de 2005, uma semana depois da sua morte, Guatemala anunciou que aboliria este castigo para «cumprir com os desejos do Papa João Paulo II». Também foi muito claro na sua oposição ao aborto e à experimentação que causa dano aos embriões humanos. Pregou sempre que causar dano ao ser humano antes do nascimento prejudicaria toda a sociedade.
Também insistiu na sua oposição às guerras  (incluindo a resposta ocidental à invasão iraquiana do Kuwait): «a guerra é sempre uma derrota, a violência e as armas não podem resolver nunca os problemas». Mas não aceitava uma paz feita de mera resignação sob a opressão: «não há verdadeira paz se não vem acompanhada de equidade, verdade, justiça e solidariedade».

Mulheres sábias

«Esperança» e «confiança» eram as palavras mais comuns de um Papa que começou o seu Pontificado dizendo «não tenhais medo».  
Difundiu em todo o mundo a mensagem de confiança na Divina Misericórdia da sua compatriota Faustina Kowalska, a quem canonizou: «Jesus, confio em ti». Não é casualidade que seja beatificado precisamente no dia da Divina Misericórdia. Mas houve outras mulheres que o marcaram. Nomeou doutora da Igreja Santa Teresa de Lisieux, e canonizou Santa Teresa Benedicta da Cruz, a filósofa judia Edith Stein, mártir em Auschwitz e autora de extensos escritos. 
Afinal, toda a sabedoria de Edith Stein, como a de João Paulo II, remetia sempre à Cruz, um ensinamento que nunca quis ocultar.

pablo ginés/A Razón, trad ama, 2011.04.28