Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
17/02/2020
É preciso que sejas homem de vida interior

Vida interior. Santidade nas tarefas usuais, santidade nas coisas
pequenas, santidade no trabalho profissional, nas canseiras de todos os
dias...; santidade para santificar os outros. Numa certa ocasião, um meu
conhecido – nunca hei-de chegar a conhecê-lo bem – sonhava que ia a voar num
avião a uma grande altura, mas não dentro da cabine; ia montado nas asas.
Coitado do desgraçado: como sofria e se angustiava! Parecia que Nosso Senhor
lhe dava a conhecer que assim andam pelas alturas – inseguras, inquietas – as
almas apostólicas que não têm vida interior ou que a descuidam: com o perigo
constante de caírem, sofrendo, incertas.
E penso, efectivamente, que correm um sério risco de se
extraviarem os que se lançam à acção – ao activismo – prescindindo da oração,
do sacrifício e dos meios indispensáveis para conseguir uma piedade sólida: a
frequência dos Sacramentos, a meditação, o exame de consciência, a leitura
espiritual, a convivência assídua com a Virgem Santíssima e com os Anjos da
Guarda... Tudo isto contribui, além disso, com uma eficácia insubstituível,
para que o caminho do cristão seja tão agradável, porque da sua riqueza
interior jorram a doçura e a felicidade de Deus como o mel do favo.
Na intimidade pessoal, na conduta externa, no convívio com os outros,
no trabalho, cada um há-de procurar manter-se numa contínua presença de Deus,
com uma conversa – um diálogo – que não se manifesta exteriormente. Melhor
dito, não se exprime normalmente com ruído de palavras, mas há-de notar-se pelo
empenho e pela diligência amorosa com que acabamos bem as tarefas, tanto as
importantes como as insignificantes. Se não procedêssemos com essa constância,
seríamos pouco coerentes com a nossa condição de filhos de Deus, pois teríamos
desperdiçado os recursos que Nosso Senhor colocou providencialmente ao nosso
alcance, para chegarmos ao estado de homem perfeito, à medida da idade perfeita
segundo Cristo. (Amigos
de Deus, 18–19)
THALITA KUM 104
(Cfr. Lc 8, 49-56)
Jesus retoma a
conversa com Jairo, mas por pouco tempo. Este é interpelado por dois de sua
casa que, pressurosos, «vêm dizer-lhe:
Tua filha morreu. Para que incomodar mais o Mestre?»
É um choque para Jairo,
desconsolado, pensa que se não fosse, talvez, a interrupção da hemorroíssa, já
teriam chegado a casa e ainda a tempo de evitar tão doloroso desfecho. Fica
abatido e amargurado. Fora em vão o seu intento de arrastar Jesus a sua casa
para que operasse o milagre da cura da sua querida filha.
Mas, Jesus, retoma
o seu braço e, na sua voz profunda e apaziguadora diz-lhe:
«Não temas; basta que tenhas fé.»
Jairo recompõe-se.
A mesma fé que o
trouxera ao Mestre, regressa agora mais forte. Por momentos duvidara, mas
agora, a dúvida converte-se em certeza:
Jesus fará o que
lhe pediu.
Connosco acontece
muitas vezes o mesmo que a Jairo.
Rezamos, cheios de
fé pedindo auxílio, protecção, um favor. No
nosso íntimo reside a convicção que o Senhor nos ouve e nos fará o que Lhe
pedimos. Mas, quando não se verifica o que ambicionámos, quando parece que foi
em vão o nosso pedido, não obstante a confiança que nele pusemos, o desânimo
apodera-se de nós e como que uma frustração entra insidiosamente destruindo a
nossa confiança.
Queremos que Deus
nos faça exactamente o que Lhe pedimos e, se o não faz, sentimo-nos abandonados
e preteridos na nossa petição. Chegamos, por vezes, a duvidar que Deus nos
escute.
Atrever-me-ia a
dizer que o Senhor concede a graça que pedimos movido pelo esforço, empenho e
persistência que pusemos da nossa parte em conquistá-la.
Com Deus não se
fazem chantagens ou exercem pressões, ou se fazem negócios do género: se me
concederes isto eu, faço aquilo.
O leproso diz-lhe
muito claramente:
E temos de admitir, reconhecer e
estar preparados para que Deus não queira.
Nos Seus desígnios,
Ele sabe o que é melhor para nós.
Confiança no
Senhor, sem dúvida, mas uma confiança total, absoluta.
Uma confiança de
filhos que têm a certeza que o seu Pai jamais lhes concederá algo que não seja
para seu próprio bem.
(AMA, reflexões).
Evangelho e comentário
Evangelho: Mc 8, 11-13
Comentário:
Um sinal do céu?
Mas o que é um sinal do
céu?
Não será o próprio céu e
tudo quanto nele e sob ele existe?
Não vemos a obra de Deus a
Criação extraordinária de beleza, ordem, complexidade magistral?
Então?
(AMA,
comentário sobre Mc 8, 11-13, 20.02.2016)
Leitura espiritual
Cartas de São Paulo
2ª Carta aos Tessalonicenses
2Ts 3
1
Quanto ao resto, irmãos, orai por nós para que a palavra do Senhor avance e
seja glorificada como o é entre vós, 2 e para que sejamos libertados dos homens
perversos e malvados, pois nem todos têm fé. 3 Mas fiel é o Senhor que vos
confirmará e vos protegerá do mal. 4 A respeito de vós, temos confiança no
Senhor em que já fazeis e continuareis a fazer o que vos ordenamos. 5 O Senhor
dirija os vossos corações para o amor de Deus e para a constância de Cristo.
III.
VIDA DESORDENADA E INACTIVA (3,6-15)
Contra
a ociosidade –
6
Ordenamo-vos, irmãos, no nome do Senhor Jesus Cristo, que vos afasteis de todo
o irmão que leva uma vida desordenada e oposta à tradição que de nós recebestes.
7 Com efeito, vós próprios sabeis como deveis imitar-nos, pois não vivemos
desordenadamente entre vós, 8 nem comemos o pão de graça à custa de alguém, mas
com esforço e canseira, trabalhámos noite e dia, para não sermos um peso para
nenhum de vós. 9 Não é que não tivéssemos esse direito, mas foi para nos
apresentarmos a nós mesmos como modelo, para que nos imitásseis. 10 a verdade,
quando ainda estávamos convosco, era isto que vos ordenávamos: se alguém não
quer trabalhar também não coma. 11 Ora constou-nos que alguns vivem no meio de
vós desordenadamente, não se ocupando de nada mas vagueando preocupados. 12 A
estes tais ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo a que ganhem o pão que
comem, com um trabalho tranquilo. 13 Da vossa parte, irmãos, não vos canseis de
fazer o bem. 14 Se alguém não obedecer à nossa palavra comunicada nesta Carta,
a esse assinalai-o, não tenhais contacto com ele para que se envergonhe. 15 Não
o considereis, todavia, como um inimigo mas repreendei-o como a um irmão.
Saudação
final –
16
O Senhor da paz, Ele próprio, vos dê a paz, sempre e em todos os lugares. O
Senhor esteja com todos vós. 17 A saudação é do meu punho, de Paulo. É este o
sinal em todas as Cartas. É assim que eu escrevo. 18 A graça de Nosso Senhor Jesus
Cristo esteja com todos vós.
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.
Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.
Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.
Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.
Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.
Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.
Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Subscrever:
Mensagens (Atom)