15/12/2021

Publicações em Dezembro 15

 


Detenho-me numa Parábola de Jesus conhecida como a do “Administrador Infiel” e, particularmente nas Suas palavras «os filhos das trevas são mais expertos que os filhos da luz».

Concluo que não se trata de um louvor daquele comportamento mas de uma constatação da triste realidade. 

Se juntar algo mais: "a árvore má não pode dar bons frutos", e assim fica mais claro.

Se o Administrador da Parábola fosse filho da luz o que teria feito ao ser descoberta a sua infidelidade seria ir ter com o seu Senhor, confessar a sua culpa e pedir-lhe perdão.

Mas era filho das trevas, logo procedeu de acordo com a sua condição que o impedia tomar a decisão correcta que assentaria na noção íntima que não é  admissível fazer algo intrínsecamente mau para conseguir algo bom.

Qualquer bem alcançado com o recurso a algo mau terá "vida curta", por assim dizer, porque a base em que assenta é de barro quebradiço, instável, inconsequente.

Penso que as propostas de legislação que muitos fazem têm exactamente esta configuração: os que as fazem têm estes "pés de barro", logo, procedem de acordo.

Ninguém pode dar o que não tem, esta verdade leva-me a considerar que ao exercer o meu direito de votar nos que, de alguma forma, me irão representar no Parlamento, têm de ser escrutinados nas suas competências, claro, mas, sobretudo na sua honestidade pessoal.

Recordo o que o pai da democracia americana  Benjamin Francklin dizia: A democracia é como um encontro entre dois lobos e um cordeiro para discutir o que vai ser o almoço.

Infelizmente em Portugal a abstenção não tem valor, foi uma hábil decisão política para impedir que fosse necessário haver um mínimo de votos para que um candidato pudesse ser eleito, daí que abster-se de votar não se traduzirá em opinião. Logo... que... fazer???

Penso que neste particular, não resta aos portugueses cristãos que pedir a Quem nos tem a todos no seu Coração Amantíssimo, a Senhora de Fátima, nos guie a uma solução conveniente e decisiva.

Ela saberá o que cada um tem de fazer...

Os sentimentos que possa ter são uma dádiva que não posso ignorar.

Essas como que  "molas" interiores que a propósito do que for como que disparam levando-me a considerar melhor o que se apresenta.

O sentimento é muito mais abrangente que o que sou levado a  avaliar simplistícamente... uma moção interior que de alguma forma me constrange e condiciona.

De facto, o sentimento, é um atributo exclusivo do ser humano que, por o possuir é levado a caminhos que talvez, não sejam assim tão evidentes numa primeira visão.

Sentimento é sentir no âmago do meu ser que o que faço, digo ou, de alguma forma manifesto, não é algo que surge súbitamente sem uma razão qualquer; é, antes, um como que frémito íntimo que leva a acrescentar à nua e crua realidade o doce sentir do coração, da alma, ou seja o efeito natural de uma causa evidente: sou um ser humano.

Os sentimentos têm forçosamente que ser controlados e nunca, absolutamente, serem o motivo, a causa, da minha acção.

Não os desprezar, o que seria um tremendo erro, mas, avaliando-os serenamente concluir se vale ou não a pena tê-los em conta.

Não deixar que, de alguma forma, eles dominem o meu pensamento como que bloqueando tudo o resto mas, considerando-os, fazer o possível para viver a realidade presente.

O que senti ontem já passou, o que importa é o que penso agora.

Fazer o possível por ser objectivo, concreto.

Compreendo que a minha idiossincrasia como que assenta numa base sentimental o que, em si não é reprovável mas que, em qualquer caso, não pode ser dominante.

Que os sentimentos interiores me guiem... pareceme aceitável, mas que me dominem... NÃO!

O Criador atribuiu-me esta faculdade: ter sentimentos e, portanto o que devo fazer, tenho a certeza, é aproveitá-los e usá-los para meu bem.

À janela vejo alguém passar na Rua, não sei quem é, de onde vem, para onde vai, mas... dentro de mim surge "um sentimento"... vou rezar um Pai-Nosso por esta pessoa. Penso que é um bom sentimento.

Nesta consideração poderia acrescentar que uma das melhores formas de "aplicar" os sentimentos que possa ter é pensar nos outros... todos os outros.

Tal deve levar-me como automaticamente a deixar de que o EU me domine e siga os excelentes conselhos de São Tomás Moro na suas "Cartas do Cárcere".

O EU é algo tão patético e  irrealista que me custa a admitir como sentimento que tenha, mas, a verdade... Quem é este EU?

 

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