19/02/2018

Não queiramos esquivar-nos à sua Vontade

Esta é a chave para abrir a porta e entrar no Reino dos Céus: "qui facit voluntatem Patris mei qui in coelis est, ipse intrabit in regnum coelorum", quem faz a vontade de meu Pai..., esse entrará! (Caminho, 754)

Não te esqueças: muitas coisas grandes dependem de que tu e eu vivamos como Deus quer. (Caminho, 755)

Nós somos pedras, silhares, que se movem, que sentem, que têm uma libérrima vontade. O próprio Deus é o estatuário que nos tira as esquinas, desbastando-nos, modificando-nos, conforme deseja, a golpes de martelo e de cinzel.
Não queiramos afastar-nos, não queiramos esquivar-nos à sua Vontade, porque, de qualquer modo, não poderemos evitar os golpes.  Sofreremos mais e inutilmente, e, em lugar de pedra polida e apta para edificar, seremos um montão informe de cascalho que os homens pisarão com desprezo. (Caminho, 756)

A aceitação rendida da Vontade de Deus traz necessariamente a alegria e a paz; a felicidade na Cruz. Então se vê que o jugo de Cristo é suave e que o seu peso é leve. (Caminho, 758)

Um raciocínio que conduz à paz e que o Espírito Santo oferece aos que querem a Vontade de Deus: "Dominus regit me, et nihil mihi deerit" O Senhor é quem me governa; nada me faltará.

Que é que pode inquietar uma alma que repita sinceramente estas palavras? (Caminho, 760)

Temas para reflectir e meditar

Defeitos - 2


Prosápia

Parece uma coisa menor ou de antigamente e reconheço que a palavra esteja em desuso. Mas isso não quer dizer que não exista, talvez com outro nome, mas, a prosápia anda por aí descaradamente à solta.

Mas o que é concretamente?

Diria que é uma pretensão de ser algo que se facto não se é, mascara-se com frases feitas colhidas aqui e ali, adrede, que se usam como muletas uma sabedoria que não se tem.

Mas prosápia é mais que presumir, é gabar-se de algo que até pode possuir-se atribuindo essa posse a um mérito próprio o que, obviamente, não é a raiz da posse.

(AMA, reflexões, 18.01.2017)

Evangelho e comentário

Tempo de Quaresma

Evangelho: Mt 25, 31-46

31 «Quando o Filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os seus anjos, há-de sentar-se no seu trono de glória. 32 Perante Ele, vão reunir-se todos os povos e Ele separará as pessoas umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 À sua direita porá as ovelhas e à sua esquerda, os cabritos.
34 O Rei dirá, então, aos da sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. 35 Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, 36 estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo.’ 37 Então, os justos vão responder-lhe: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? 38 Quando te vimos peregrino e te recolhemos, ou nu e te vestimos? 39 E quando te vimos doente ou na prisão, e fomos visitar-te?’ 40 E o Rei vai dizer-lhes, em resposta: ‘Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes.’ 41 Em seguida dirá aos da esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo e para os seus anjos! 42 Porque tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber, 43 era peregrino e não me recolhestes, estava nu e não me vestistes, doente e na prisão e não fostes visitar-me.’ 44 Por sua vez, eles perguntarão: ‘Quando foi que te vimos com fome, ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou doente, ou na prisão, e não te socorremos?’ 45 Ele responderá, então: ‘Em verdade vos digo: Sempre que deixastes de fazer isto a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.’ 46 Estes irão para o suplício eterno, e os justos, para a vida eterna.»

Comentários:

Este trecho do Evangelho de S. Mateus põe na boca de Jesus um discurso que é o prenúncio do Mandamento Novo.
Efectivamente o que nele se contém poderia ser resumido dizendo:

Amai os outros!


Quem anda por este mundo desinteressado do que se passa à sua volta, do que acontece aos outros, as suas carências e dificuldades, os problemas e dificuldades que enfrentam – numa palavra – quem não usa de misericórdia não tem, obviamente, que esperar misericórdia no dia em que mais precisará dela:

No dia do encontro final com Cristo.

Tive sede e fome, estive doente e na prisão, sofri carências e necessidades e, tu, que fizeste?
Olhaste de lado?
Seguiste o teu caminho se te deter um momento por breve que fosse para te inteirares de como poderias valer-me?
E esperas, então, com que direito, que o Senhor se detenha ao pé de ti considerando as dificuldades que tiveste, as necessidades que ainda tens?

Não!

Seguramente, Ele, que é o Supremo Juiz, porá num prato da balança o que recebeste e, noutro, o que deste e ao ver o enorme desequilíbrio que pensas que fará?


(AMA, comentário sobre Mt 25, 31-46, 02.02.2012)

Leitura espiritual

RESUMOS DA FÉ CRISTÃ

TEMA 9 A Encarnação

É a demonstração, por excelência do Amor de Deus para com os homens, pois a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade - Deus - torna-se participante da natureza humana em unidade de pessoa.


1. A obra da Encarnação

A assunção da natureza humana de Cristo pela Pessoa do Verbo é obra das três Pessoas divinas.
A Encarnação de Deus é a Encarnação do Filho, não do Pai, nem do Espírito Santo.
Não obstante, a Encarnação foi obra de toda a Trindade.
Por isso, na Sagrada Escritura, por vezes, atribui-se a Deus Pai [i], ou ao próprio Filho [ii], ou ao Espírito Santo [iii].
Sublinha-se, assim, que a obra da Encarnação foi um único acto, comum às três Pessoas divinas.
Santo Agostinho explicava que «o facto de que Maria concebesse e desse à luz é obra da Trindade, já que as obras da Trindade são inseparáveis» [iv].

Trata-se, com efeito, de uma acção divina ad extra, cujos efeitos estão fora de Deus, nas criaturas, pois são obra comum das três Pessoas divinas, já que uno e único é o Ser divino, que é o próprio poder infinito de Deus [v].

A Encarnação do Verbo não afecta a liberdade divina, pois Deus podia ter decidido que o Verbo não encarnasse, ou que encarnasse outra Pessoa divina.
No entanto, dizer que Deus é infinitamente livre não significa que as suas decisões sejam arbitrárias, nem negar que o amor seja a razão do seu agir.
Por isso, os teólogos costumam procurar as razões de conveniência que se possam vislumbrar nas diversas decisões divinas, tal como se manifestam na actual economia da salvação.
Procuram apenas pôr em evidência a maravilhosa sabedoria e coerência que existe em toda a obra divina, não uma eventual necessidade em Deus.

2. A Virgem Maria, Mãe de Deus

A Virgem Maria foi predestinada para ser Mãe de Deus, desde toda a eternidade, com a Encarnação do Verbo:
«no mistério de Cristo, Maria está presente já “antes da criação do mundo” como aquela que o Pai ‘elegeu’ como Mãe do Seu Filho na Encarnação, e juntamente com o Pai a elegeu o Filho, confiando-a eternamente ao Espírito de santidade» [vi].

A eleição divina respeita a liberdade de Santa Maria, pois «o Pai das misericórdias quis que a aceitação, por parte da que Ele predestinara para Mãe, precedesse a Encarnação, para que, assim, como uma mulher contribuiu para a morte, também outra mulher contribuísse para a vida [vii]» [viii]

Por isso, desde muito cedo, os Padres da Igreja viram em Maria a Nova Eva.
«Para vir a ser Mãe do Salvador, Maria foi “adornada por Deus com dons dignos de uma tão grande missão” [ix]» [x].

O Arcanjo Gabriel, no momento da Anunciação, saúda-a como «cheia de graça» [xi].
Antes do Verbo encarnar, Maria era já, pela sua correspondência aos dons divinos, cheia de graça.
A graça recebida por Maria fá-la grata a Deus e prepara-a para ser a Mãe virginal do Salvador.
Totalmente possuída pela graça de Deus, pôde dar o seu livre assentimento ao anúncio da sua vocação [xii].

Assim, «dando o seu consentimento à palavra de Deus, Maria tornou-se Mãe de Jesus.
E aceitando de todo o coração, sem que nenhum pecado a retivesse, a vontade divina da salvação, entregou-se totalmente à pessoa e à obra do seu Filho para servir, na dependência d’Ele e com Ele, pela graça de Deus, o Mistério da Redenção [xiii]» [xiv].

Os Padres da tradição oriental chamam à Mãe de Deus «a Toda Santa», «celebram-na como “imune de toda a mancha de pecado, visto que o próprio Espírito Santo a modelou e fez dela uma nova criatura” [xv].

Pela graça de Deus Maria manteve-se pura de todo o pecado pessoal ao longo de toda a vida» [xvi].

Maria foi redimida desde a sua concepção: «é o que professa o dogma da Imaculada Conceição, proclamado em 1854 pelo Papa Pio IX: “…por uma graça e favor singular de Deus omnipotente e em previsão dos méritos de Jesus Cristo Salvador do género humano, a bem-aventurada Virgem Maria foi preservada intacta de toda a mancha do pecado original no primeiro instante da sua Conceição” [xvii]» [xviii].

A Imaculada Conceição manifesta o amor gratuito de Deus, pois foi iniciativa divina e não mérito de Maria, mas de Cristo.
Com efeito, «este resplendor de uma “santidade de todo singular” com que foi “enriquecida desde o primeiro instante da sua Conceição” [xix], vem-lhe totalmente de Cristo: foi “redimida da maneira mais sublime em atenção aos méritos do seu Filho” [xx]» [xxi].
Santa Maria é Mãe de Deus: «com efeito, Aquele que Ela concebeu como homem por obra do Espírito Santo, e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne, não é outro senão o Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

A Igreja confessa que Maria é verdadeiramente Mãe de Deus [xxii]» [xxiii].

Certamente não gerou a divindade, mas o corpo humano do Verbo, a que se uniu imediatamente a sua alma racional, criada por Deus como todas as outras, dando assim origem à natureza humana que nesse mesmo instante foi assumida pelo Verbo.

Maria foi sempre Virgem. Desde muito cedo, a Igreja confessa no Credo e celebra na sua liturgia «Maria como a (…) “sempre-virgem” [xxiv]» [xxv].

Esta fé da Igreja reflecte-se na antiquíssima fórmula: «Virgem antes do parto, no parto e depois do parto».

Desde as primeiras formulações da fé, «a Igreja confessou que Jesus foi concebido unicamente pelo poder do Espírito Santo no seio da Virgem Maria, afirmando igualmente o aspecto corporal desse acontecimento: Jesus foi concebido “absque semine ex Spiritu Sancto[xxvi], isto é, por obra do Espírito Santo, sem sémen [de homem]» [xxvii].

Maria foi também virgem no parto, pois «deu-o à luz sem detrimento da sua virgindade, como sem perder a sua virgindade tinha concebido (…); Jesus Cristo nasceu de um seio virginal com um nascimento admirável» [xxviii].

Com efeito, «o nascimento de Cristo “longe de diminuir, antes consagrou a integridade virginal” da Sua mãe [xxix]» [xxx].

Maria permaneceu perpetuamente virgem depois do parto.
Os Padres da Igreja, nas explicações dos Evangelhos e nas respostas às diversas objecções, afirmaram sempre esta realidade, que manifesta a sua total disponibilidade e a entrega absoluta ao desígnio salvífico de Deus.
São Basílio resumia-o quando escreveu que «os que amam Cristo não admitem escutar que a Mãe de Deus tivesse deixado de ser virgem nalgum momento» [xxxi].

Maria foi elevada ao Céu.

«A Virgem Imaculada, preservada imune de toda a mancha da culpa original, terminado o curso da vida terrena, foi elevada ao céu em corpo e alma e exaltada pelo Senhor como Rainha, para assim se conformar mais plenamente com o seu Filho, Senhor de senhores e vencedor do pecado e da morte» [xxxii].

A Assunção da Santíssima Virgem é uma singular participação na ressurreição do seu Filho e uma antecipação da ressurreição dos outros cristãos [xxxiii].

A realeza de Maria fundamenta-se na sua maternidade divina e na sua associação à obra da Redenção [xxxiv].

Em 1 de Novembro de 1954, Pio XII instituiu a festa de Santa Maria Rainha [xxxv].

(cont)

José Antonio Riestra

Notas





[i] Hb 10, 5; Gl 4, 4
[ii] Fl 2, 7
[iii] Lc 1, 35; Mt 1, 20
[iv] Santo Agostinho, De Trinitate, 2, 5, 9; cf. Concílio Lateranense IV: DS 801.
[v] cf. Catecismo, 258
[vi] João Paulo II, Enc. Redemptoris Mater, 25-III-1987, 8; cf. Pio IX, Bula Ineffabilis Deus ; Pio XII, Bula Munificentissimus Deus, AAS 42 (1950) 9768; Paulo VI, Ex. Ap. Marialis Cultus, 25; CIC, 488.
[vii] LG 56; cf. 61
[viii] Catecismo, 488).
[ix] LG 56
[x] Catecismo, 490
[xi] Lc 1, 28
[xii] cf. Catecismo, 490
[xiii] cf. LG 56
[xiv] Catecismo, 494
[xv] LG 56
[xvi] Catecismo, 493
[xvii] DS 2803
[xviii] Catecismo, 491
[xix] LG 56
[xx] LG 53
[xxi] Catecismo, 492
[xxii] cf. DS 252
[xxiii] Catecismo, 495
[xxiv] cf. LG 52
[xxv] Catecismo, 499; cf. Catecismo, 496-507
[xxvi] cc. Latrão, ano 649; DS 503
[xxvii] Catecismo, 496
[xxviii] São Leão Magno, Ep. Lectis Dilectionis tuae, DS 291-294.
[xxix] LG 57
[xxx] Catecismo, 499
[xxxi] São Basílio, In Christi Generationem, 5.
[xxxii] Concílio Vaticano II, Const. Lumen Gentium, 59; cf. a proclamação do dogma da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria pelo Papa Pio XII em 1950: DS 3903.
[xxxiii] cf. Catecismo, 966
[xxxiv] Cf. Pio XII, Enc. Ad Coeli Reginam, 11-X-1954: AAS 46 (1954) 625-640.
[xxxv] Cf. AAS 46 (1954) 662-666.

Devoción a la Virgen


Katie Ladecky, deportista mundial del año con sólo 20 años: antes de competir siempre reza el Ave María

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 9

A. O PROBLEMA DO DIVÓRCIO


Pergunto:

E quem se casa depois de enviuvar?

Respondo:

Isto é correcto e as diferenças com o divórcio são grandes. No caso da viuvez:

A dignidade do corpo não sofre pois continua a ser um com uma para sempre. Na viuvez, o corpo anterior já não existe.
A estabilidade e segurança familiares permanecem garantidas pois continua um casamento para sempre.

Os filhos não padecem tensões de dupla paternidade simultânea; nem se lhes introduz ódio em relação a algum dos pais. Pode haver alguma dificuldade de aceitação, mas são problemas inferiores aos do caso de divórcio.

Pequena agenda do cristão

SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça "boa cara" que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




18/02/2018

A correcção fraterna

A prática da correcção fraterna – que tem tradição evangélica – é uma manifestação de carinho sobrenatural e de confiança. Agradece-a quando a receberes, e não deixes de praticá-la com quem convives. (Forja, 566)

Sede prudentes e actuai sempre com simplicidade, virtude tão própria dos bons filhos de Deus. Sede naturais na vossa linguagem e na vossa actuação. Chegai ao fundo dos problemas; não fiqueis à superfície. Reparai que é preciso contar antecipadamente com o sofrimento alheio e com o nosso, se desejamos deveras cumprir santamente e com honradez as nossas obrigações de cristãos.

Não vos oculto que, quando tenho que corrigir ou tomar uma decisão que fará sofrer alguém, padeço antes, durante e depois; e não sou um sentimental. Consola-me pensar que só os animais não choram; nós, os homens, filhos de Deus, choramos. Sei que em determinados momentos, também vós tereis que sofrer, se vos esforçardes por levar a cabo fielmente o vosso dever. Não vos esqueçais de que é mais cómodo – mas é um descaminho – evitar o sofrimento a todo o custo, com o pretexto de não magoar o próximo; frequentemente o que se esconde por trás desta omissão é uma vergonhosa fuga ao sofrimento próprio, porque normalmente não é agradável fazer uma advertência séria a alguém. Meus filhos, lembrai-vos de que o inferno está cheio de bocas fechadas.

(...) Para curar uma ferida, primeiro limpa-se esta muito bem e inclusivamente ao seu redor, desde bastante distância. O médico sabe perfeitamente que isso dói, mas se omitir essa operação, depois doerá ainda mais. A seguir, põe-se logo o desinfectante; arde – pica, como dizemos na minha terra – mortifica, mas não há outra solução para a ferida não infectar.


Se para a saúde corporal é óbvio que se têm de tomar estas medidas, mesmo que se trate de escoriações de pouca importância, nas coisas grandes da saúde da alma – nos pontos nevrálgicos da vida do ser humano – imaginai como será preciso lavar, como será preciso cortar, como será preciso limpar, como será preciso desinfectar, como será preciso sofrer! A prudência exige-nos intervir assim e não fugir ao dever, porque não o cumprir seria uma falta de consideração e inclusivamente um atentado grave, contra a justiça e contra a fortaleza. (Amigos de Deus, nn. 160–161)

Temas para reflectir e meditar

Defeitos - 1


Deve reflectir-se preferencialmente, sobre as virtudes, as que temos e desejamos fortalecer, e as que não possuímos e nos fazem falta.
Mas convém, penso, reflectir sobre os defeitos, os que temos, evidentemente.
Sem excessivo rigor ou compunção, mas com objectividade e honestamente.
Quer dizer, sem procurar desculpas ou "razões" que só servirão para mascarar a realidade.

Qual será o objectivo?

Naturalmente procurar uma solução para erradicar esse defeito e, isso, pode revelar-se menos complicado ou difícil que possamos pensar.

(AMA, reflexões, 17.01.2017)