23/01/2019

O SÁBADO FOI FEITO PARA O HOMEM …


No silêncio do meu coração, ouço a tua voz, Senhor, dizer-me que o Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado.

O mundo foi feito para o homem e não o homem para o mundo.
Não deve o mundo dominar o homem, mas sim o homem deve viver no mundo, em harmonia, desfrutando de toda a beleza e bem que criaste para o homem, quando criaste o mundo.

O verdadeiro mundo do homem, és Tu, Senhor!

O mundo que criaste é fruto do teu infinito amor pelo homem e criaste-o para o bem do homem, se o homem souber deixar-se conduzir por Ti, no mundo.

O mundo em si não é mau, mas se o homem der ouvidos ao inimigo e lhe abrir a porta, então transforma a tua magnifica obra, num mundo de mentira, divisão e destruição do próprio homem.

Ajuda-nos, Senhor, a saber viver no mundo e do mundo, para Te descobrirmos cada vez mais na liberdade e no amor que infinitamente nos tens e um dia gozarmos na tua presença a felicidade perfeita, que começada no mundo, se completará um dia, por tua graça, em Ti, Senhor.



Monte Real, 22 de Janeiro de 2019
Joaquim Mexia Alves
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El Reto del Amor








por El Reto Del Amor

Temas para reflectir e meditar

Getsemani


Cada detalhe da vida de Jesus encerra uma lição para nós. Na noite em que ia ser entregue, retira-Se para orar no horto. Com Cristo, até a escuridão se torna luz e caminho de claridade. Ainda quando tudo se torne trevas e os padecimentos sejam imensos, Ele mostra que, com a oração, não há cegueira, mas caminho iluminado, compatível com a dor, para nos meter-mos na intimidade divina.

(javier echevarríaGetsemaniPlaneta, 3ª Ed. Cap. I, 7)


Pequena agenda do cristão

Quarta-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)






Propósito:

Simplicidade e modéstia.


Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.


Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.


Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.

Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?









Dois mil anos de espera do Senhor


Jesus ficou na Hóstia Santa por nós! Para permanecer ao nosso lado, para nos sustentar, para nos guiar. – E amor só se paga com amor. Como poderemos deixar de ir ao Sacrário, todos os dias, ainda que por uns minutos apenas, para Lhe levar a nossa saudação e o nosso amor de filhos e de irmãos? (Sulco, 686)

O nosso Deus decidiu ficar no Sacrário para nos alimentar, para nos fortalecer, para nos divinizar, para dar eficácia ao nosso trabalho e ao nosso esforço. Jesus é simultaneamente o semeador, a semente e o fruto da sementeira: o Pão da vida eterna.
(...) Assim espera o nosso amor, desde há quase dois mil anos. É muito tempo e não é muito tempo; porque, quando há amor, os dias voam.
Vem-me à memória uma encantadora poesia galega, uma das cantigas de Afonso X, o Sábio. É a lenda de um monge que, na sua simplicidade, suplicou a Santa Maria que o deixasse contemplar o céu, ainda que fosse só por um instante. A Virgem acolheu o seu desejo, e o bom monge foi levado ao Paraíso. Quando regressou, não reconhecia nenhum dos moradores do mosteiro: a sua oração, que lhe tinha parecido brevíssima, tinha durado três séculos. Três séculos não são nada, para um coração que ama. Assim compreendo eu esses dois mil anos de espera do Senhor na Eucaristia. É a espera de Deus, que ama os homens, que nos procura, que nos quer tal como somos – limitados, egoístas, inconstantes – mas com capacidade para descobrirmos o seu carinho infinito e para nos entregarmos inteiramente a Ele. (Cristo que passa, 151)

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mc 3, 1-6

1 Novamente entrou na sinagoga. E estava lá um homem que tinha uma das mãos paralisada. 2 Ora eles observavam-no, para ver se iria curá-lo ao sábado, a fim de o poderem acusar. 3 Jesus disse ao homem da mão paralisada: «Levanta-te e vem para o meio.» 4 E a eles perguntou: «É permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar uma vida ou matá-la?» Eles ficaram calados. 5 Então, olhando-os com indignação e magoado com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão.» Estendeu-a, e a mão ficou curada. 6 Assim que saíram, os fariseus reuniram-se com os partidários de Herodes para deliberar como haviam de matar Jesus.

Comentário:

Assinalamos em primeiro lugar a confiança e a fé em Jesus por parte deste homem.

Obedeceu sem titubear ou duvidar sequer um momento à ordem do Senhor e, o resultado, foi a cura instantânea da mão doente.

Depois atentamos no que nos diz o Evangelista: «magoado com a dureza dos seus corações»!

O Senhor tem muita dificuldade em lidar com gente assim sem qualquer amor ou preocupação pelos outros.
O que fará com eles?

Como diz o Evangelho «olhá-los-á com indignação»

(AMA, comentário sobre Mac 3, 1-6, 13.11.2018)

Leitura espiritual


A FORTALEZA HOJE

Ainda que pareça reiterativo, é preciso voltar a insistir na ideia de que a fortaleza é indispensável para se viver dignamente. E isto precisamente em face das circunstâncias actuais, que não apenas nos rodeiam, mas em muitos casos nos assaltam, nos invadem.

(…)

A perda generalizada dos valores humanos básicos, o permissivismo hedonista, o materialismo histórico e pratico, a instabilidade gritante do matrimónio e o desabamento da estrutura familiar reclamam uma forte estrutura moral que resista a essa avalanche de correntes desumanizadas que tudo quer levar de roldão

A mulher que valoriza a sua intimidade e o respeito ao seu pudor, precisa, hoje mais que nunca, de uma fortaleza moral a toda a prova; ; como necessita dela qualquer homem que queira manter-se firme ante os apelos da pornografia que nos assaltam em qualquer esquina, em qualquer meio de comunicação; e o magistrado e o funcionário para não claudicarem perante a fácil tentação do suborno; e o político para enfrentar uma corrupção que invade a vida pública por todos os flancos; e o comerciante e o industrial para se limitarem a uma margem de lucro honesta nas suas transacções económicas; e os jovens para levarem uma vida limpa num ambiente de drogas e de sexo brutal.

Em todas as situações históricas e geográficas – não apenas na nossa época – sejam quais forem o estado e as condições de vida, a fortaleza é um requisito insubstituível para se manter a dignidade humana e cristã.
Pensemos que para se vivera fidelidade conjugal; para cumprirmos com exactidão o dever estafante do dia a dia; pois para sermos sinceros connosco mesmos, com os outros e com Deus, evitando a cobardia da mentira e a fraqueza da duplicidade; para vivermos sacrificadamente o esquecimento próprio e o espírito de serviço exigido pela caridade cristã; para permanecermos firmes na fé, navegando contra a corrente; para sofrermos em silêncio, com paciência e mansidão, as contrariedades, as incompreensões e as injustiças, a pobreza, a doença e a dor, para tudo isso e para muito mais nos é necessária – como o ar que respiramos - virtude da fortaleza.

A vivência continuada virtude da fortaleza, em todos estes aspectos, torna-se, no entanto, indispensável num sentido muito concreto: vai-nos preparando para podermos resistir aos grandes embates ou às situações difíceis que, por vezes, a vida nos reserva. Há, porventura nessas situações, dois ou três momentos em que temos de ser heróicos: ou somos heróicos ou não conseguiremos evitar o desmoronamento total.
Mas essa fortaleza suprema, extraordinária, só se consegue por meio dessa outra vivência contínua da fortaleza comum, ordinária, que pouco a pouco vamos adquirindo no nosso viver diário.

Até que chega uma circunstância em que ela se torna irrecusável: o momento em que nos assaltam as crises existenciais e, por fim, as angústias da morte próxima.
Porque, em conclusão, todas as depressões, todas as frustrações, todos os temores e apreensões, todas as nostalgias e solidões são como um pressentimento, com uma ressonância antecipada da morte.

É então que a fortaleza demonstra a sua verdadeira consistência e o seu carácter insubstituível.
Quantas pessoas que parecem fortes se sentem de repente no ar, apavoradas, perdidas, quando uma circunstância qualquer desmascara os convencionalismos enganosos- as mentiras dissimuladas – em que estão instaladas, e se encontram diante de uma vida sem sentido ou e uma morte sem eternidade.

(…)

Quando enxergamos de alguma maneira a morte no horizonte do nosso futuro – nessa horas de extrema fraqueza, depressão física ou psíquica, nesses momentos de crise existencial-, sentimos no mais fundo da alma a necessidade de um suporte fundamental mais forte que os abalos da vida e os temores da morte.

E esse suporte fundamental é a fé.

Senão existe uma convicção, uma certeza profunda da realidade próxima, íntima, de um Deus Criador, de um Deus Salvador, vencedor da morte e perpetuador da vida, o homem sente no mais profundo da alma eu é simplesmente um projecto de existência absurdo, destinado à desintegração total.
E o instinto de conservação – que é um instinto de eternidade – revolta-se em forma de ansiedade e angústia.

A fé, ao contrário, é como uma ponte entre o tempo e a eternidade.
Uma ponte segura que dilata a vida e a perpetua.



(Cfr FORTALEZA (1991) de Rafael Llano Cifuentes)

(Revisão da versão portuguesa por AMA)






22/01/2019

El Reto del Amor






por El Reto Del Amor

Temas para reflectir e meditar

Conversão



Não podes converter-te enquanto não estiveres sinceramente arrependido.




(Tadeus Dajczer, Meditações sobre a Fé, Paulus, 4ª Ed., pg. 90)


Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?





As almas santas têm que ser felizes


Contava-te que até pessoas que não receberam o baptismo, me disseram comovidas: "É verdade, eu compreendo que as almas santas têm que ser felizes, porque olham os acontecimentos com uma visão que está por cima das coisas da terra, porque vêem as coisas com olhos de eternidade". - Oxalá não te falte esta visão! - acrescentei depois - para que sejas consequente com o tratamento de predilecção que recebeste da Trindade. (Forja, 1017)

Asseguro-te que, se nós, os filhos de Deus, quisermos, contribuiremos poderosamente para iluminar o trabalho e a vida dos homens, com o resplendor divino - eterno! - que o Senhor quis depositar nas nossas almas.

Mas "quem diz que mora em Jesus, deve seguir o caminho que Ele seguiu", como ensina S. João: caminho que conduz sempre à glória, passando - sempre também - através do sacrifício. (Forja, 1018)

Meu Senhor Jesus: faz com que sinta, que secunde de tal modo a tua graça, que esvazie o meu coração..., para que o enchas Tu, meu Amigo, meu Irmão, meu Rei, meu Deus, meu Amor! (Forja, 913).

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mc 2, 23-28

23 Ora num dia de sábado, indo Jesus através das searas, os discípulos puseram-se a colher espigas pelo caminho. 24 Os fariseus diziam-lhe: «Repara! Porque fazem eles ao sábado o que não é permitido?» 25 Ele disse: «Nunca lestes o que fez David, quando teve necessidade e sentiu fome, ele e os que estavam com ele? 26 Como entrou na casa de Deus, ao tempo do Sumo Sacerdote Abiatar, e comeu os pães da oferenda, que apenas aos sacerdotes era permitido comer, e também os deu aos que estavam com ele?» 27 E disse-lhes: «O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado. 28 O Filho do Homem até do sábado é Senhor.»

Comentário:

São Marcos continua a narrar factos que têm a ver com o Sábado e nós não podemos esconder um certo "cansaço" por este autêntico "encarniçamento" dos detractores e inimigos de Jesus.
Mas, ao mesmo tempo, constatamos, que, de facto, não encontram nenhum outro motivo para O confrontar.

E temos de convir que criticar ou perseguir alguém porque faz o bem e opera milagres, não terá muitos apoiantes.

(AMA, comentário sobre Mc 2, 23-28, 17.01.2018)

Leitura espiritual


Rezar: como e porquê

Pergunta:

Permita-me pedir-lhe que nos confie pelo menos um pouco do segredo do seu coração. Face à convicção que na sua pessoa – como na de qualquer Papa – vive o mistério no qual que a fé crê, surge espontaneamente a pergunta:
Como é capaz de aguentar um peso semelhante, que a partir do ponto de vista humano será quase insuportável?
Nenhum homem na terra, nem sequer nenhum dos mais altos representantes das diferentes religiões, tem uma responsabilidade semelhante; ninguém está em tão estreita relação com O próprio Deus, apesar das sua declarações sobre a “co-responsabilidade” de todos os baptizados, se bem que cada um ao seu nível.

Santidade, se mo permite:
Como se dirige a Jesus?
Como dialoga na oração com esse Cristo que entregou a Pedro (para que chegassem até à sua pessoa, através da sucessão apostólica) «as chaves do Reino dos céus», conferindo-lhe o poder de «atar e desatar» todas as coisas?

Resposta:

Faz-me uma pergunta sobre a oração, pergunta ao Papa como reza. Agradeço-lhe a pergunta.
Talvez convenha iniciar a resposta com o que São Paulo escreve na Carta aos Romanos.
O Apóstolo entra directamente in medias res quando diz:
«O Espírito vem em ajuda da nossa debilidade porque nem sequer sabemos o que nos convém pedir, mas o próprio Espírito intercede com insistência por nós, com gemidos inefáveis» [i]


O que é a oração?
Comummente considera-se uma conversa.
Numa conversa há sempre um “eu” e um “tu”. Neste caso um Tu com T maiúsculo.
A experiência da oração ensina que se inicialmente o “eu” parece o elemento mais importante, logo nos damos conta que na realidade as coisas são de outro modo.
Mais importante é o “Tu”, porque a nossa oração parte da iniciativa de Deus.
São Paulo na Carta aos Romanos ensina exactamente isto.
Segundo o Apóstolo, a oração reflecte toda a realidade criada, tem em certo sentido uma função cósmica.

O homem é sacerdote de toda a criação, fala em nome dela mas enquanto guiado pelo Espírito.
Dever-se-ia meditar detidamente sobre esta passagem da Carta aos Romanos para entrar no centro profundo do que é a oração.
Leiamos: «A própria criação espera com impaciência a revelação dos filhos de Deus; pois foi submetida à caducidade – não por sua vontade, mas pelo querer daquele que lha impôs -, e fomenta a esperança de ser também ela libertada da escravidão da corrupção, para entrar na liberdade da glória dos filhos de Deus.
Sabemos efectivamente que toda a criação geme e sofre até hoje as dores do parto; não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espirito, gememos interiormente esperando a adopção dos filhos, a redenção do nosso corpo.
Porque na esperança fomos salvos» [ii]
E aqui encontramos de novo as palavras do Apóstolo já citadas:

«O espírito vem em ajuda da nossa debilidade, porque nem sequer sabemos o que nos convém pedir, mas o próprio Espírito intercede por nós com insistência, «com gemidos inefáveis»[iii]

Na oração, pois, o verdadeiro protagonista é Deus.
O protagonista é Cristo, que constantemente liberta a criatura da escravidão da corrupção e a conduz para a liberdade, para a glória dos filhos de Deus.
Protagonista é o Espírito Santo, que «vem em ajuda da nossa debilidade».
Nós começamos a rezar com a impressão que é uma iniciativa nossa: ao contrário, é sempre uma iniciativa de Deus em nós.
É exactamente assim como escreve São Paulo
Esta iniciativa reintegra-nos na nossa dignidade especial.
Sim, introduz-nos na dignidade superior dos filhos de Deus, filhos de Deus que são o que toda a criação espera.




(Cfr entrevista de Vittorio Messori a São João Paulo II, CRUZANDO EL UMBRAL DE LA ESPERANZA, Outubro de 1994)

(Tradução do castelhano por AMA)



[i] 8,26
[ii] 8, 19-24
[iii] 8, 26

21/01/2019

El Reto del amor





por El Reto Del Amor

Temas para reflectir e meditar

Getsemani

Na oração perseverante e entregue de Jesus Cristo, vemos, no Amor humano de Jesus, o Amor de Deus pelas criaturas, gratuito e infinito; e na oração sonolenta e por fim abandonada dos Apóstolos, o pobre amor – o desamor – da criatura centrada no seu eu e dobrada pela sua debilidade.

(javier echevarríaGetsemani, Planeta, 3ª Ed. Cap. I, 10)