25/06/2017

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Leitura espiritual



Amar a Igreja  
5
               
A Igreja é Santa

Agora compreenderemos melhor como a unidade da Igreja leva à santidade, como um dos aspectos capitais da sua santidade é essa unidade centrada no mistério de Deus Uno e Trino:

Há um só corpo e um só espírito, como também vós fostes chamados a uma só esperança pela vossa vocação.

Há um só Senhor, uma só fé, um só baptismo.

Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, e governa todas as coisas e habita em todos nós.

Santidade rigorosamente não significa senão união com Deus. A uma maior intimidade com o Senhor corresponderá, portanto, maior santidade.

A Igreja foi querida e fundada por Cristo, que cumpre assim a vontade do Pai; a Esposa do Filho está assistida pelo Espírito Santo.

A Igreja é a obra da Santíssima Trindade; é Santa e Mãe, a Nossa Santa Mãe Igreja.

Podemos admirar na Igreja uma perfeição a que chamaríamos original e outra final, escatológica.

Às duas se refere São Paulo na Epistola aos Efésios:

Cristo amou a sua Igreja, e por ela se entregou a si mesmo, para a santificar, purificando-a no baptismo da água pela palavra da vida, para apresentar a si mesmo esta Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e imaculada.

A santidade original e constitutiva da Igreja pode ficar velada - mas nunca destruída, porque é indefectível: as portas do inferno não prevalecerão contra ela -, pode ficar encoberta aos olhos humanos, dizia, em certos momentos de obscuridade pouco menos que colectiva.

Mas S. Pedro aplica aos cristãos o título de gens sancta, povo santo.

E, sendo membros dum povo santo, todos os fiéis receberam essa vocação para a santidade e hão-de esforçar-se por corresponder à graça e ser pessoalmente santos.

Ao longo de toda a história, e também na actualidade, tem havido tantos católicos que se santificaram efectivamente:

jovens e velhos, solteiros e casados, sacerdotes e leigos, homens e mulheres.

Mas acontece que a santidade pessoal de tantos fiéis - dantes e de agora - não é uma coisa aparatosa.

É frequente que não a descubramos nas pessoas normais, correntes e santas, que trabalham e convivem no meio de nós.

Para um olhar terreno o pecado e as faltas de fidelidade ressaltam mais; chamam mais a atenção.


SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ


(cont)

Hoy el reto de Amor es meter en tu bolsillo un signo

¿TU BOLSILLO TE HABLA DE CRISTO?

Para la Vigilia Pascual nos ponemos todas nuestro mejor hábito, el velo más nuevo, los zapatos más elegantes... incluso a Celia le hizo un peinado precioso Sión. Todo es poco para Cristo, y más en esa Noche Santa.

Cuando me estaba poniendo la saya limpia (falda blanca que llevamos debajo del hábito), fui a coger las cosas que tenía en los bolsillos de la que había estado usando. Pero, como los tenía bien cargados, decidí coger sólo lo fundamental.

Para el bolsillo derecho cogí mi Cruz y mi Rosario, y, para el izquierdo, unos Evangelios tamaño bolsillo y un dedal.

Al ponerme la saya, me reía yo sola: ¡vaya bolsillos! Quién me iba a imaginar llevando estas cosas...

Justo esa mañana, Lety nos había dado un tema preparativo para la Vigilia Pascual, en el que explicaba que tenemos necesidad de signos y ritos que nos hablen de Cristo, y por eso la liturgia (y especialmente esa noche) está cargada de ellos: cirio, luz, fuego, agua... Los necesitamos porque son sencillos y cualquiera los puede comprender, de manera que no nos cuesta ver a Cristo en lo que representan.

Entonces vi el tema hecho realidad en mis bolsillos. Me gusta mucho echar mi mano al bolsillo y poder agarrar fuerte mi Cruz pidiéndole al Señor poder verle, o pasar las cuentas del rosario cuando necesito recobrar la paz.

Sí, lo sé, no es que sean unos bolsillos convencionales, quizá de una monja te esperas cualquier cosa, aunque seguro que te preguntas qué pinta un dedal en todo esto.

Se trata de un ejemplo que hace años me puso un sacerdote:

"Imagina que vives en un pueblo antiquísimo, de esos en los que sólo hay una fuente. Todo el que tiene necesidad de agua va a la fuente a por ella. Y ahora, imagina que tu cántaro es así de pequeñito, tan pequeño como ese dedal. ¿Qué te ocurriría? Intentarías irte de la fuente con él lleno, pero tendrías que volver enseguida. No te puedes ir muy lejos sin sentir una gran sed. Y, al final, acabas dándote por vencido y decides quedarte en la fuente.

Pues eso es tu pobreza, tu humor, tu pequeñez o lo que te hace caer; es tu dedal, el que continuamente te vuelve al Señor, a la fuente."

Este pequeño signo en mi bolsillo me vuelve continuamente a Él; cuando lo veo, siento que mi corazón se ensancha, porque hay una Fuente que me espera.

Hoy el reto de Amor es meter en tu bolsillo un signo, algo que te recuerde que Cristo te ama. Desde un crucifijo, una imagen en la cartera, o aquello que sabes que, cuando lo veas, te va a recordar que eres amado por Él.

Cruz, medalla, dedal... ¿cuál es el tuyo?


VIVE DE CRISTO

Doutrina – 341

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ

CAPÍTULO SEGUNDO

CREIO EM JESUS CRISTO, O FILHO UNIGÉNITO DE DEUS
«JESUS CRISTO PADECEU SOB PÔNCIO PILATOS, FOI CRUCIFICADO, MORTO E SEPULTADO»

119. Com é que Cristo se ofereceu ao Pai?


Toda a vida de Cristo é oferta livre ao Pai para realizar o seu desígnio de salvação.
Ele dá «a sua vida em resgate por muitos» [i] e deste modo reconcilia com Deus toda a humanidade.
O seu sofrimento e a sua morte manifestam como a sua humanidade é o instrumento livre e perfeito do Amor divino que quer a salvação de todos os homens.




[i] Mc 10, 45

Fátima: Centenário - Vida de Maria - 6

Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima



Imaculada Conceição


A VOZ DOS PADRES E ESCRITORES ANTIGOS


«Os meses iam-se passando para a menina. Ao fazer dois anos, disse Joaquim a Ana: “Levemo-la ao templo do Senhor para cumprir a promessa que Lhe fizemos, para que não a reclame e nossa oferenda se torne inaceitável a Seus olhos”. Ana respondeu: “Esperamos  até que complete três anos, para que a menina não tenha saudades de nós. Joaquim respondeu: “Esperaremos”».

Ao chegar aos três anos, disse Joaquim: “Chama as donzelas hebreias que não têm mancha e que cada uma leve uma lâmpada acesa e a acompanhem, para que a menina não olhe para trás e seu coração seja cativado por alguma coisa fora do templo de Deus. Assim fizeram, enquanto iam subindo para o templo de Deus. Lá recebeu-a o sacerdote, que abraçando-a, abençoou-a e exclamou: “O Senhor glorificou o teu nome diante de todas as gerações, e no final dos tempos, manifestará em ti sua redenção aos filhos de Israel”».

Fê-la sentar-se no terceiro degrau do altar. O Senhor derramou graças sobre a menina, que dançou cativando toda a casa de Israel.

«Os seus pais saíram do templo cheios de admiração e louvando a Deus porque a menina não tinha olhado para trás. Maria permaneceu no templo alimentando-se como uma pomba e recebendo alimento pelas mãos de um anjo».

Proto-evangelho de Santiago, VII-VIII (Escrito apócrifo do século II).

***

«Quando ultrapassou a idade da amamentação e fez três anos, os seus bem-aventurados pais levaram-na ao templo de Deus e consagraram-na como oferenda, de acordo com a promessa que tinham feito antes do seu nascimento. Conduziram-na com glória e honra, como era justo; precediam-na muitas virgens e acompanhavam-na com lâmpadas acesas, como tinha pre-anunciado um dia o rei profeta [1], antepassado da Virgem imaculada, dizendo: As suas jovens companheiras conduziram-na até ao rei, os seus amigos ofereceram-lha [2]. O profeta tinha dito isto com antecedência, a propósito da apresentação no templo e das virgens que a precediam e a acompanhavam».

«No entanto, esta profecia não diz respeito somente àquelas virgens, mas refere-se também às almas virgens que seguiram os seus passos, almas a que o profeta chamou "seus amigos". Embora todos sejam inferiores a Ela na amizade e na semelhança, no entanto, por graça e bondade do seu Filho, o Senhor, as almas dos santos são chamadas " seus amigos "; por outro lado, o próprio Senhor e Criador do universo não considerou indigno chamar "irmãos" àqueles que lhe são gratos e o imitam. Na realidade, todas as almas dos justos que chegaram a ser "seus amigos" mediante o exercício da santidade, gozarão da sua ajuda e estarão espiritualmente unidas ao Senhor seu Filho e serão introduzidas Santo dos Santos celestial».

Vida de Maria, atribuída a São Máximo o Confessor (século VII)




[1] David
[2] Sal 44 15

Evangelho e comentário

Tempo Comum


Evangelho: Mt 10, 26-33

26Não os temais, portanto, pois não há nada encoberto que não venha a ser conhecido. 27O que vos digo às escuras, dizei-o à luz do dia; e o que escutais ao ouvido, proclamai-o sobre os terraços. 28Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer na Geena o corpo e a alma. 29Não se vendem dois pássaros por uma pequena moeda? E nem um deles cairá por terra sem o consentimento do vosso Pai! 30Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados! 31Não temais, pois valeis mais do que muitos pássaros.» 32«Todo aquele que se declarar por mim, diante dos homens, também me declararei por ele diante do meu Pai que está no Céu. 33Mas aquele que me negar diante dos homens, também o hei-de negar diante do meu Pai que está no Céu.

Comentário:

Temer o demónio?

Parece que é esta a recomendação de Jesus, tal como Evangelista escreve, mas o que na verdade quer dizer é que devemos ter cuidado com as tentações que quando menos esperamos ele insinua no nosso espírito.
Já o dissemos e repetimos com absoluta segurança: o demónio não tem qualquer poder sobre nós a menos que nós próprios lho outorguemos.

Nem devemos ter medo das tentações porque o Senhor prometeu que jamais consentiria que fossemos tentados além das nossas forças.
Uma coisa é ter medo outra, completamente diferente, é ter cuidado e cautela redobrados sobretudo naquelas situações ou circunstâncias em que podemos estar mais frágeis ou pouco vigilantes.

No Pai-Nosso, Jesus Cristo ensinou-nos que não devemos pedir não ser tentados, mas sim força, ânimo e ajuda para não cairmos na tentação.

Ah! E sabemos muito bem que quanto mais progredimos na nossa união com Cristo mais o demónio se encarniçará contra nós, por isso, tenhamos especial cuidado na vigilância e unidade de vida e, assim, estaremos a salvo.

(AMA, comentário sobre Mt 10, 26-33, 16.02.2017)






Tratado da vida de Cristo 166

Questão 55: Da manifestação da ressurreição

Art. 2 — Se os discípulos deviam ver Cristo ressuscitar.

O segundo discute-se assim. — Parece que os discípulos deviam ver Cristo ressuscitar.

1. — Pois os discípulos deviam testificar a ressurreição de Cristo, segundo a Escritura: Os apóstolos com grande valor davam testemunho da ressurreição de Jesus Cristo Nosso Senhor. Ora, o testemunho mais certo é o da vista. Logo, eles deviam por si mesmos presenciar a ressurreição de Cristo.

2. Demais. — Para terem a certeza da fé os discípulos presenciaram a ascensão de Cristo, segundo a Escritura: Vendo-o eles, se foi elevando. Ora, também era necessário que tivessem uma fé certa na ressurreição de Cristo. Logo parece que Cristo devia ressuscitar na presença deles.  

3. Demais. — A ressurreição de Lázaro foi um sinal da ressurreição futura de Cristo. Ora, o Senhor ressuscitou Lázaro à vista dos discípulos. Logo, parece que também Cristo devia ressuscitar na presença deles.

Mas, em contrário, o Evangelho: O Senhor, tendo ressuscitado de manhã no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena. Ora, Maria Madalena não o viu ressuscitar, mas, estando à procura dele no sepulcro ouviu do Anjo: Ressuscitou, não está aqui. Logo, ninguém o viu ressuscitar.

Como diz o Apóstolo, as causas de Deus são ordenadas. Ora, é ordem instituída por Deus que as verdades superiores ao homem lhes sejam reveladas pelos anjos, como está claro em Dionísio: Ora, Cristo ressuscitado não voltou a viver uma vida habitual dos homens, mas passou a uma vida imortal como a que é própria de Deus, segundo o Apóstolo: Mas enquanto ao viver, vive para Deus. Por isso, a própria ressurreição de Cristo não devia ser imediatamente presenciada pelos homens, mas a eles anunciada pelos anjos. Donde o dizer Hilário: O anjo foi o primeiro mensageiro da ressurreição, para que esta fosse anunciada por um ministro familiar da vontade paterna.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — Os Apóstolos puderam ser testemunha de vista da ressurreição de Cristo, porque com os próprios olhos viram-no vivo, depois de ressuscitado, a ele que sabiam tinha morrido. Ora, assim como chegamos à visão da bem-aventurança pela fé que ouvimos pregar, assim os homens chegaram à visão de Cristo ressuscitado pelo que primeiro ouviram dos anjos.

RESPOSTA À SEGUNDA. — A ascensão de Cristo, quanto ao seu ponto de partida, não transcendia o conhecimento comum aos homens; mas só quanto ao seu termo de chegada. Por isso os discípulos puderam presenciar o início da ascensão de Cristo, isto é, quando se elevava da terra. Mas não a viram no seu termo, porque não viram como foi recebido no céu. Ao passo que a ressurreição de Cristo transcendia o conhecimento comum quanto ao seu ponto de partida, que foi a volta da sua alma dos infernos e a saída do corpo do sepulcro fechado. E também quanto ao ponto de chegada, pelo qual alcançou a vida gloriosa. Por isso a ressurreição não devia ser tal que fosse vista pelos homens

RESPOSTA À TERCEIRA. — Lázaro ressuscitou para voltar à vida que antes vivia, e que não ultrapassava o conhecimento comum dos homens. Donde, não há semelhança de razão. 

Nota: Revisão da versão portuguesa por ama.



Epístolas de São Paulo – 101

Carta aos Hebreus - cap 8

2. CRISTO, SUMO SACERDOTE DE UMA NOVA ALIANÇA (8,1-9,28)

O novo Santuário e a nova Aliança (Jr 31,31-34)


- 1O ponto principal do que estamos a dizer é que temos um Sumo Sacerdote que se sentou nos céus à direita do trono da Majestade, 2como ministro do santuário e da verdadeira tenda, construída pelo Senhor e não pelo homem. 3Todo o Sumo Sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; daí a necessidade de também ele ter algo para oferecer. 4Se Cristo estivesse na terra, nem sequer seria sacerdote, pois já existem aqueles que oferecem os dons segundo a Lei. 5Esses prestam um culto que é uma imagem e uma sombra das realidades celestes, como foi revelado a Moisés quando estava para construir a tenda. Foi-lhe dito: Presta atenção, faz tudo segundo o modelo que te foi mostrado no monte. 6Mas, de facto, ele obteve um ministério tanto mais elevado, quanto maior é a aliança de que é mediador, a qual foi estabelecida sobre melhores promessas. 7Se, na verdade, a primeira fosse perfeita, não haveria lugar para a segunda. 8De facto, censurando-os, diz: Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que farei com a casa de Israel e com a casa de Judá uma aliança nova, 9não como a aliança que fiz com os seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os fazer sair do Egipto; porque eles não permaneceram na minha aliança, também Eu me desinteressei deles - diz o Senhor. 10Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel, depois daqueles dias. Diz o Senhor: Porei as minhas leis na sua mente e as imprimirei nos seus corações; serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 11Ninguém ensinará o seu próximo nem o seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor’; porque todos me conhecerão, do mais pequeno ao maior, 12pois perdoarei as suas iniquidades e não mais me lembrarei dos seus pecados.13Ao falar de uma aliança nova, Deus declara antiquada a primeira; ora, o que se torna antiquado e envelhece está prestes a desaparecer.

Há pobres que realmente são ricos. E vice-versa

Não esqueças: tem mais aquele que precisa de menos. - Não cries necessidades. (Caminho, 630)

Desapega-te dos bens do mundo. - Ama e pratica a pobreza de espírito. Contenta-te com o que basta para passar a vida sóbria e temperadamente.

- Se não, nunca serás apóstolo. (Caminho, 631)

A verdadeira pobreza não consiste em não ter, mas em estar desprendido, em renunciar voluntariamente ao domínio sobre as coisas.

- Por isso há pobres que realmente são ricos. E vice-versa. (Caminho, 632)


Não tens espírito de pobreza, se, podendo escolher de modo que a escolha passe inadvertida, não escolhes para ti o pior. (Caminho, 635)

Pequena agenda do cristão


DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?

24/06/2017

Fátima: Centenário - Oração diária


Senhora de Fátima:

Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:

Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


AMA, Fevereiro, 2017

Fátima: Centenário - Oração jubilar de consagração


Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.

Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.

Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.

Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.

E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.


Ámen.

Leitura espiritual



Amar a Igreja 

3
               
A Igreja é Una

Que sejam um, assim como nós, clama Cristo a seu Pai;

para que sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós.

Brota constantemente dos lábios de Jesus Cristo esta exortação à unidade, porque todo o reino, dividido em facções contrárias, será desolado; e toda a cidade ou família, dividida em bandos, não subsistirá.

Exortação que se converte em desejo veemente:

Tenho também outras ovelhas que não são deste aprisco; e importa que eu as traga, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor

De que forma maravilhosa pregou Nosso Senhor esta doutrina!

Multiplica as palavras e as imagens, para que a compreendamos e fique gravada na nossa alma a paixão da unidade.

Eu sou a verdadeira vide e o meu Pai é o agricultor.

Todo o sarmento que não dá fruto em Mim, ele cortá-la-á; e todo o que der fruto, podá-la-á para que dê mais abundante fruto...

Permanecei em Mim, que Eu permanecerei em vós.

Como o sarmento não pode de si mesmo dar fruto, se não estiver unido à videira, assim também vós se não permanecerdes em Mim.

Eu sou a videira e vós as varas.

O que permanece em Mim e Eu nele dá muito fruto, porque, sem Mim, nada podeis fazer.

Não vedes como aqueles que se separam da Igreja, estando às vezes cheios de frondosidade não tardam em secar e como os seus frutos se transformam em vermineira viva?

Amai a Santa Igreja, Apostólica, Romana, Una! Porque, como escreve São Cipriano:

quem recolhe noutro lado, fora da Igreja, dissipa a Igreja de Cristo.

E São João Crisóstomo insiste:

não te separes da Igreja. Nada é mais forte do que a Igreja. A tua esperança é a Igreja; a tua salvação é a Igreja; o teu refúgio é a Igreja. É mais alta do que o céu e mais larga do que a terra. Nunca envelhece e o seu vigor é eterno.

Defender a unidade da Igreja traduz-se em viver muito unidos a Jesus Cristo, que é a nossa vide.

Como?

Aumentando a nossa fidelidade ao Magistério perene da Igreja: na verdade, não foi prometido o Espírito Santo aos sucessores de Pedro para que por sua revelação manifestassem uma nova doutrina, mas para que, com a sua assistência, santamente custodiassem e fielmente exprimissem a revelação transmitida pelos Apóstolos ou depósitos da fé.

Assim conservaremos a unidade, venerando esta Nossa Mãe sem mancha e amando o Romano Pontífice.

4
               
Alguns afirmam que ficamos poucos na Igreja.

Eu responder-lhes-ia que, se todos defendessem com lealdade a doutrina de Cristo, depressa cresceria consideravelmente o número, porque Deus quer que se encha a sua casa.

Na Igreja descobrimos Cristo, que é o Amor dos nossos amores.

E temos de desejar para todos esta vocação, este gozo íntimo que nos embriaga a alma, a doçura luminosa do Coração misericordioso de Jesus.

Devemos ser ecuménicos, ouve-se repetir.

Pois sim.

No entanto, temo que, por trás de algumas iniciativas auto-denominadas ecuménicas, se oculte uma fraude, pois são actividades que não conduzem ao amor de Cristo, à verdadeira vide.

Por isso não dão fruto.

Eu peço todos os dias ao Senhor que torne cada vez maior o meu coração, para que continue a tornar sobrenatural este amor que pôs na minha alma a todos os homens, sem distinção de raça, de povo, de condições culturais ou de fortuna.

Estimo sinceramente a todos, católicos e não católicos, aos que crêem em alguma coisa e aos não crentes, que me dão tristeza.

Mas Cristo fundou uma única Igreja, tem uma única Esposa.

A união dos cristãos?

Sim.

Mais ainda: a união de todos os que crêem em Deus.

Mas só existe uma Igreja verdadeira.

Não é preciso reconstruí-la com pedaços disperses por todo o mundo. E não necessita de passar por nenhum tipo de purificação para depois se encontrar finalmente limpa.

A Esposa de Cristo não pode ser adúltera, porque é incorruptível e pura. Só uma casa conhece, guarda a inviolabilidade de um único tálamo com pudor casto.

Ela conserva-nos para Deus, ela destina para o Reino os filhos que engendrou.

Todo aquele que se separa da Igreja une-se a uma adúltera, afasta-se das promessas da Igreja:

não conseguirá as recompensas de Cristo quem abandona a Igreja de Cristo.

SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

(cont)



Fátima: Centenário - Vida de Maria - 5

Centenário das aparições da Santíssima 

Virgem em Fátima



Imaculada Conceição


A VOZ DO MAGISTÉRIO

«A definição do dogma da Imaculada Conceição refere-se de modo directo unicamente ao primeiro instante da existência de Maria, a partir do qual ficou livre de toda a mancha da culpa original. O Magistério pontifício quis assim definir só a verdade que tinha sido objecto de controvérsias ao longo dos séculos: a preservação do pecado original, sem se preocupar em definir a santidade permanente da Virgem Mãe do Senhor».

«Essa verdade faz parte do senso comum do povo cristão, que defende que Maria, livre do pecado original, foi preservada também de todo o pecado actual e a santidade inicial foi-lhe concedida para preencher toda a sua existência».

«A Igreja reconheceu constantemente que Maria foi santa e livre de todo o pecado ou imperfeição moral. O Concílio de Trento expressa essa convicção afirmando que ninguém “pode na sua vida inteira evitar todos os pecados, mesmo os veniais, se não for por privilégio especial de Deus, como a Igreja ensina sobre a bem-aventurada Virgem" [1]. Também o cristão transformado e renovado pela graça tem a possibilidade de pecar. Com efeito, a graça não preserva de todo o pecado no decurso completo da vida, salvo se, como afirma o Concílio de Trento, um privilégio especial assegurar essa imunidade do pecado. E foi isso o que aconteceu em Maria».

«O Concílio tridentino não quis definir este privilégio, mas declarou que a Igreja o afirma com vigor: tenet, quer dizer, mantém-no com firmeza. Trata-se de uma opção que, longe de incluir essa verdade entre as crenças piedosas ou as opiniões de devoção, confirma o seu carácter de doutrina sólida, bem presente na fé do povo de Deus. Por outro lado, essa convicção fundamenta-se na graça que o anjo atribui a Maria no momento da Anunciação. Ao chamá-la "cheia de graça" — kejaritoméne —, o anjo reconhece n’Ela a mulher dotada de uma perfeição permanente e de uma plenitude de santidade, sem sombra de culpa nem de imperfeição moral ou espiritual».

«O privilégio especial que Deus outorgou à Toda Santa leva-nos a admirar as maravilhas realizadas pela graça na sua vida. E recorda-nos também que Maria foi sempre toda do Senhor e que nenhuma imperfeição diminuiu a perfeita harmonia entre Ela e Deus».

«A sua vida terrena, portanto, caracterizou-se pelo desenvolvimento constante e sublime da fé, da esperança e da caridade. Por isso, Maria é para os crentes sinal luminoso da Misericórdia divina e guia seguro para as elevadas metas da perfeição evangélica e a santidade».

João Paulo II, Catequese mariana (Discurso na audiência geral, 19-VI-1996).




[1] DS 1573