Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
12/07/2017
Oração de graças

deixo aberto o coração,
levanto os braços p’ra Ti,
e deixo que a oração
brote como água fresca,
bem viva,
dentro de mim!
Não me refugio num canto,
não fujo em qualquer viagem,
mas deixo que o Espírito Santo,
me ilumine, me guie,
me dê coragem,
para dizer-Te olhos nos olhos:
Jesus, Senhor, eu amo-Te!
Um vento forte,
impetuoso,
irrompe na minha vida,
move o meu coração,
varre o sofrimento e a dor,
e grita forte aos meus ouvidos:
Não temas!
Vive apenas o Meu amor!
E eu caio,
prostrado na vida,
não de dor,
nem de emoção,
mas em plena adoração,
para gritar bem alto:
Obrigado,
meu Deus e meu Senhor!
Monte Real, 11 de Julho de 2017
Joaquim Mexia Alves
O santo não nasce: forja-se

O principal requisito que nos é pedido bem conforme com a nossa
natureza consiste em amar: a caridade é o vínculo da perfeição; caridade que
devemos praticar de acordo com as orientações explícitas que o próprio Senhor
estabelece: amarás o Senhor teu Deus com todo o
teu coração, com toda a tua alma, com toda a tua mente, sem reservarmos nada
para nós. A santidade consiste nisto.
É bem certo que se trata de um objectivo elevado e árduo. Mas não
se esqueçam de que o santo não nasce: forja-se no jogo contínuo da graça divina
e da correspondência humana. Um dos escritores cristãos dos primeiros séculos
adverte, referindo-se à união com Deus: Tudo o que se desenvolve começa por ser
pequeno. Ao alimentar-se gradualmente, com constantes progressos, é que chega a
ser grande. Por isso te digo que, se quiseres portar-te como um cristão
coerente sei que estás disposto a isso,
embora te custe tantas vezes vencer-te ou puxar por esse pobre corpo deves ter
muito cuidado com os mais pequenos
pormenores, porque a santidade que Nosso Senhor te exige atinge-se realizando
com amor de Deus o trabalho e as obrigações de cada dia, que se compõem quase
sempre de pequenas realidades. (Amigos
de Deus, nn 67)
Fátima: Centenário - Oração Jubilar de Consagração
Salve, Mãe do Senhor,
Virgem Maria, Rainha do Rosário de Fátima!
Bendita entre todas as mulheres,
és a imagem da Igreja vestida da luz pascal,
és a honra do nosso povo,
és o triunfo sobre a marca do mal.
Profecia do Amor misericordioso do Pai,
Mestra do Anúncio da Boa-Nova do Filho,
Sinal do Fogo ardente do Espírito Santo,
ensina-nos, neste vale de alegrias e dores,
as verdades eternas que o Pai revela aos pequeninos.
Mostra-nos a força do teu manto protector.
No teu Imaculado Coração,
sê o refúgio dos pecadores
e o caminho que conduz até Deus.
Unido/a aos meus irmãos,
na Fé, na Esperança e no Amor,
a ti me entrego.
Unido/a aos meus irmãos, por ti, a Deus me consagro,
ó Virgem do Rosário de Fátima.
E, enfim, envolvido/a na Luz que das tuas mãos nos vem,
darei glória ao Senhor pelos séculos dos séculos.
Ámen.
Evangelho e comentário
Evangelho:
Mt 10, 1-7
1 Jesus
chamou doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos malignos e de
curar todas as enfermidades e doenças. 2 São estes os nomes dos doze Apóstolos:
primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e
João, seu irmão; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos;
Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4 Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que o
traiu. 5 Jesus enviou estes doze, depois de lhes ter dado as seguintes instruções:
«Não sigais pelo caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos.
6 Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel. 7 Pelo caminho,
proclamai que o Reino do Céu está perto.
Comentário:
As instruções de Jesus são
claras:
«Ide, primeiramente, às ovelhas perdidas da casa de Israel»
Parece muito lógico porque o
Senhor procura, quer reaver o que está perdido, desorientado, sem caminho
seguro.
Depois, sim, depois virão
todos os outros de todos os lugares da terra porque por todos o Senhor deu a
Sua Vida e Ressuscitou.
A partir da Sua Ressurreição
todos os homens serão convertidos em filhos de Deus e, então sim, têm “direito”
a conhecer o Reino, a Doutrina para terem pleno acesso à Fé que salva.
Fátima: Centenário - Oração diária
Senhora de Fátima:
Neste ano do Centenário da tua vinda ao nosso País, cheios de confiança vimos pedir-te que continues a olhar com maternal cuidado por todos os portugueses.
No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a este nosso País.
Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.
Faz com que todos, sem excepção, nos comportemos como autênticos filhos teus e com a sinceridade, o espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, sermos, de facto, unidos na Fé, santos e exemplo para o mundo.
Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.
Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos:
“Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.
Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.
AMA, Fevereiro, 2017
Epístolas de São Paulo – 104
IV. A FÉ PERSEVERANTE (10,19-12,29)
Apelo a evitar a
apostasia
- 19 Temos, pois, irmãos, plena liberdade para a entrada no
santuário por meio do sangue de Jesus. 20 Ele abriu para nós um caminho novo e
vivo através do véu, isto é, da sua humanidade 21 e, tendo um Sumo Sacerdote à
frente da casa de Deus, 22 aproximemo-nos dele com um coração sincero, com a
plena segurança da fé, com os corações purificados da má consciência e o corpo
lavado com água pura. 23 Conservemos firmemente a profissão da nossa esperança,
pois aquele que fez a promessa é fiel. 24 Estejamos atentos uns aos outros, para
nos estimularmos ao amor e às boas obras, 25 sem abandonarmos a nossa assembleia
- como é costume de alguns - mas animando-nos, tanto mais quanto mais próximo
vedes o Dia. 26 De facto, se pecamos deliberadamente, depois de termos recebido o
conhecimento da verdade, não nos resta nenhum sacrifício pelos pecados, 27 mas
somente a terrível espera do julgamento e o ardor de um fogo que se prepara
para devorar os rebeldes. 28 Se aquele que transgride a Lei de Moisés é, sem
piedade, condenado à morte com base em duas ou três testemunhas, 29 quanto maior
castigo pensais que merecerá o que tiver calcado aos pés o Filho de Deus, tiver
considerado profano o sangue da aliança, pelo qual foi santificado, e tiver
ultrajado o Espírito da graça? 30 Conhecemos, de facto, aquele que disse: A mim
pertence a vingança; Eu é que retribuirei. E ainda: O Senhor julgará o seu
povo. 31 É terrível cair nas mãos do Deus vivo! 32 Recordai os primeiros dias nos
quais, depois de terdes sido iluminados, 33 suportastes a grande luta dos
sofrimentos, tanto sendo expostos publicamente a insultos e tribulações, como
sendo solidários com os que assim eram tratados. 34 Tomastes parte nos
sofrimentos dos encarcerados, aceitastes com alegria a confiscação dos vossos
bens, sabendo que possuís bens melhores e mais duradouros. 35 Não percais, pois,
a vossa confiança, à qual está reservada uma grande recompensa. 36 Na realidade,
tendes necessidade de perseverança, para que, tendo cumprido a vontade de Deus,
alcanceis a promessa. 37 Pois ainda um pouco, de facto, um pouco apenas, e o que
há-de vir, virá e não tardará. 38 O meu justo viverá pela fé, mas, se ele voltar
atrás, a minha alma não encontrará nele satisfação. 39 Nós, porém, não somos
daqueles que voltam atrás para a perdição, mas homens de fé para a salvação da
nossa alma.
Reflectindo - 266
Forçosamente - quase - tenho de escrever sobre a
alegria.
Porquê o "quase"?
Bom porque, em princípio, a alegria é o oposto da
tristeza.
Mas estou triste?
Não!
Mas também não estou alegre!
É estranho?
Se é tenho de interrogar-me:
Tenho motivos para estar triste?
Não propriamente, porque nem chorar é uma manifestação
de tristeza nem esta condiciona a minha vida.
E razões para estar alegre?
Ah! Isso tenho é muitas!
Inúmeras pessoas se preocupam comigo, me falam com
frequência, se interessam, mostram a sua disponibilidade.
A tranquilidade económica é um factor muito
importante, também.
Quero mais?
É aqui que bate o ponto.
Quero sempre mais, sinto-me credor de mais atenção,
carinho, interesse.
Está visto, o que se passa comigo é um excessivo
centrar-me em mim próprio.
Tenho, pois, a certeza que quando pensar mais nos
outros que em mim, serei terei acesso permanente à alegria.
AMA, reflexões, 08.01.2017
Pequena agenda do cristão
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito:
Simplicidade e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha “importância”, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me:
Do meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda, perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de tantos favores recebidos.
Pequeno exame:
Cumpri o propósito que me propus ontem?
Fátima: Centenário - Vida de Maria - 23
A
VOZ DOS PADRES
«A menina ao crescer, quando
já não era necessário amamentá-la, os seus pais apressaram-se a levá-la ao
templo para a oferecer a Deus e cumprir, assim, a promessa que tinham feito. Os
sacerdotes educaram-na no santuário, do mesmo modo que Samuel tinha sido
educado[i].
Depois, quando se tornou uma adolescente, reuniram-se em conselho para decidir
o que fazer daquele corpo santo sem ofender o Senhor. Pareceu um absurdo
submetê-la às leis da natureza dando-a como esposa a um varão; pensavam que
seria sacrílego que um homem se convertesse em dono do que tinha sido
consagrado ao Senhor. Efectivamente, era conforme à lei que o varão se
convertesse em dono da sua esposa».
«Por outro lado, a lei não
permitia que uma mulher habitasse o templo junto dos sacerdotes e se mostrasse
no interior do santuário, coisa contrária também à honestidade e à dignidade da
lei. Após discutir esses problemas, tomaram uma decisão verdadeiramente inspirada:
confiá-la, sob a forma de um matrimónio, a um homem que oferecesse todas as
garantias de respeito pela sua virgindade».
«Encontrou-se em José o
homem adequado para aquela situação. Além disso, era da mesma tribo e família
da Virgem. Seguindo o conselho dos sacerdotes, José desposou a donzela, mas a
relação matrimonial ficou excluída daquelas núpcias».
São
Gregório de Nisa (séc. IV), Homilia sobre a Natividade do Senhor (PG 46, 1140
A-B).
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