PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO
Quinta-Feira
(Coisas muito simples, curtas, objectivas)
Propósito: Participar na Santa Missa.
Senhor, vendo-me tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O meu coração palpita de alegria,
confiança e amor. Alegria por ser convidado, confiança em que saberei
esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites pela caridade que me
fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e deveria ser.
Não sou digno, não sou digno, não sou
digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a minha dignidade de filho e irmão me
dará o direito a receber-te tal como Tu mesmo quiseste que fosse. Aqui me tens,
Senhor. Convidaste-me e eu vim.
Lembrar-me: Comunhões espirituais.
Senhor, eu quisera receber-vos com aquela
pureza, humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o
espírito e fervor dos Santos.
Pequeno exame: Cumpri o propósito que me propus ontem?
LEITURA ESPIRITUAL
Mt, XVI, 1-28
1 Foram ter com
Ele os fariseus e os saduceus e, para O tentarem, pediram-Lhe que lhes
mostrasse algum prodígio do céu. 2 Ele, porém, respondeu-lhes: «Vós, quando vai
chegando a noite, dizeis: “Haverá tempo sereno, porque o céu está vermelho”. 3
E de manhã: “Hoje haverá tempestade, porque o céu mostra um avermelhado
sombrio”. 4 Sabeis, pois, distinguir o aspecto do céu e não podeis conhecer os
sinais dos tempos? Esta geração perversa e adúltera pede um prodígio, mas não
lhe será dado outro prodígio, senão o prodígio do profeta Jonas». E,
deixando-os, retirou-Se. 5 Os Seus discípulos, tendo passado à outra margem do
lago, tinham-se esquecido de levar pão. 6 Jesus disse-lhes: «Olhai e
acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus». 7 Mas eles discorriam
entre si, dizendo: «É que não trouxemos pão». 8 Conhecendo Jesus isto, disse:
«Homens de pouca fé, porque estais a discorrer entre vós por não terdes trazido
pão? 9 Ainda não compreendeis nem vos lembrais dos cinco pães para os cinco mil
homens, e quantos cestos recolhestes? 10 Nem dos sete pães para quatro mil
homens, e quantos cestos recolhestes? 11 Porque não compreendeis que não foi a
respeito do pão que eu vos disse: “Acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos
saduceus”?». 12 Então compreenderam que não havia dito que se guardassem do
fermento dos pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus. 13 Tendo
chegado à região de Cesareia de Filipe, Jesus interrogou os Seus discípulos,
dizendo: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?». 14 Eles responderam:
«Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou
algum dos profetas». 15 Jesus disse-lhes: «E vós quem dizeis que Eu sou?». 16
Respondendo Simão Pedro, disse: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo». 17
Respondendo Jesus, disse-lhe: «Bem-aventurado és, Simão filho de João, porque
não foi a carne e o sangue que to revelaram, mas Meu Pai que está nos céus. 18
E Eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e
as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te darei as chaves do
Reino dos Céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos
céus, e tudo o que desatares sobre a terra, será desatado também nos céus». 20
Depois ordenou aos Seus discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o
Cristo. 21 Desde então começou Jesus a manifestar a Seus discípulos que devia
ir a Jerusalém e padecer muitas coisas dos anciãos, dos príncipes dos
sacerdotes e dos escribas, ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia. 22
Tomando-O Pedro à parte, começou a repreendê-l'O, dizendo: «Deus tal não
permita, Senhor; não Te sucederá isto». 23 Ele, voltando-Se para Pedro,
disse-lhe: «Retira-te de Mim, Satanás! Tu serves-Me de escândalo, porque não
tens a sabedoria das coisas de Deus, mas dos homens». 24 Então, Jesus disse aos
Seus discípulos: «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua
cruz e siga-Me. 25 Porque quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem
perder a sua vida por amor de Mim, acha-la-á. 26 Pois, que aproveitará a um
homem ganhar todo o mundo, se vier a perder a sua alma? Ou que dará um homem em
troca da sua alma? 27 Porque o Filho do Homem há-de vir na glória de Seu Pai
com os Seus anjos, e então dará a cada um segundo as suas obras. 28 Em verdade
vos digo que, entre aqueles que estão aqui presentes, há alguns que não
morrerão antes que vejam vir o Filho do Homem com o Seu reino».
Comentário
Pedro, iluminado pelo Espírito Santo faz uma declaração definitiva:
Jesus Cristo É o Filho de Deus!
A seu estatuto como o primeiro convocado que seguiu Jesus sem esitação
e por ser o mais velho dá-lhe esse direito e, os outros onze acolhem nos seus
corações esta sua manifestação.
E, Jesus Cristo confirma-o definitivamente como a pedra sobre a qual irá
fundar a Sua Igreja com os poderes que tal implica dos quais, talvez o mais
relevante seja o de perdoar os pecados.
E assim continuou até aos dias de hoje nas pessoas dos seus sucessores.
A Igreja não é uma democracia onde cada um podeter a sua opinião e actuar como
melhor lhe aprouver, não! A Igreja é uma instituição com um único chefe que
representa nesta terra O seu Fundador.
Porque investido nessas funções por Cristo compete-lhe guiar o rebanho
como pastor diligente e sábio levando-o pelos caminhos que conduzem a Vida
Eterna, ao Seio de Cristo.
É, portanto, dever de todo o cristão rezar pelo Sumo Pontífice para que
não pereça perante os ataques de que é alvo, resista ás investidas dos inimigos
e vença os obstáculos que se levantarem com a certeza que tem – temos- que as
palavras de Cristo se cumprirão e a Igreja sairá vencedora.
(AMA, 2021)
SACRAMENTOS
O
Matrimónio
1. O
desígnio divino sobre o matrimónio
O
sacramento do matrimónio aumenta a graça santificante e confere a graça
sacramental específica, a qual exerce singular influência sobre todas as
realidades da vida conjugal, especialmente sobre o amor dos esposos. A vocação
universal à santidade é especificada para os esposos «pela celebração do
sacramento e traduzida concretamente nas realidades próprias da existência conjugal
e familiar. Os casados estão chamados a santificar o seu matrimónio e a
santificar-se nessa união: cometeriam, por isso, um grave erro. se edificassem
a sua vida espiritual à margem do lar. A vida familiar, as relações conjugais,
o cuidado e a educação dos filhos, o esforço por sustentar, manter e melhorar
economicamente a família, as relações com as outras pessoas que constituem a
comunidade social, tudo isso são situações humanas e correntes que os esposos
cristãos devem sobrenaturalizar.
REFLEXÃO
Muitas
vezes, a nossa débil alma quando recebe pelas suas boas acções os mimos dos
aplausos humanos, desvia-se (...), encontrando assim maior prazer em ser
chamada ditosa que em sê-lo realmente (...). E aquilo que deveria ser para ela
motivo de louvor a Deus converte-se em causa de separação.
(São Gregório Magno, Moralia, 10, 47-48)
SÃO JOSEMARIA – textos
Não te assustes ao veres-te tal como és
Não necessito de milagres; bastam-me os que há na Escritura. –
Pelo contrário, faz-me falta o teu cumprimento do dever, a tua correspondência
à graça. (Caminho, 362)
Repitamos com a palavra e com as obras: Senhor, confio em Ti,
basta-me a tua providência ordinária, a tua ajuda de cada dia. Não temos por
que pedir a Deus grandes milagres. Temos de lhe suplicar, pelo contrário, que
aumente a nossa fé, que ilumine a nossa inteligência, que fortaleça a nossa
vontade. Jesus está sempre junto de nós e permanece fiel. Desde o começo da minha
pregação, preveni-vos contra um falso endeusamento. Não te assustes ao veres-te
tal como és: assim, feito de barro. Não te preocupes. Porque, tu e eu somos
filhos de Deus, – este é o endeusamento bom – escolhidos desde a eternidade,
com uma vocação divina: escolheu-nos o Pai, por Jesus Cristo, antes da criação
do mundo, para que sejamos santos diante dele. Nós, que somos especialmente de
Deus, seus instrumentos apesar da nossa pobre miséria pessoal, seremos eficazes
se não perdermos o conhecimento da nossa fraqueza. As tentações dão-nos a
dimensão da nossa própria fraqueza. Se sentimos desalento ao experimentar –
talvez de um modo particularmente vivo – a nossa mesquinhez, é o momento de nos
abandonarmos por completo, com docilidade, nas mãos de Deus. Conta-se que,
certo dia, um mendigo saiu ao encontro de Alexandre Magno, pedindo uma esmola.
Alexandre parou e ordenou que o fizessem senhor de cinco cidades. O pobre,
confundido e atordoado, exclamou: eu não pedia tanto! E Alexandre respondeu: tu
pediste como quem és; eu dou-te como quem sou. (Cristo que passa, 160)