31/03/2020

Amamos apaixonadamente este mundo

O mundo espera-nos. Sim! Amamos apaixonadamente este mundo, porque Deus assim no-lo ensinou: "sic Deus dilexit mundum...", Deus amou assim o mundo; e porque é o lugar do nosso campo de batalha – uma formosíssima guerra de caridade – para que todos alcancemos a paz que Cristo veio instaurar. (Sulco, 290)

Tenho ensinado constantemente com palavras da Sagrada Escritura: o mundo não é mau porque saiu das mãos de Deus, porque é uma criatura Sua, porque Iavé olhou para ele e viu que era bom (Cfr. Gen. 1, 7 e ss.). Nós, os homens, é que o tornamos mau e feio, com os nossos pecados e as nossas infidelidades. Não duvideis, meus filhos: qualquer forma de evasão das honestas realidades diárias é, para vós, homens e mulheres do mundo, coisa oposta à vontade de Deus.
Pelo contrário, deveis compreender agora – com uma nova clareza – que Deus vos chama a servi-Lo em e a partir das ocupações civis, materiais, seculares da vida humana: Deus espera-nos todos os dias no laboratório, no bloco operatório, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Ficai a saber: escondido nas situações mais comuns há um quê de santo, de divino, que toca a cada um de vós descobrir.
Eu costumava dizer àqueles universitários e àqueles operários que vinham ter comigo por volta de 1930 que tinham que saber materializar a vida espiritual. Queria afastá-los assim da tentação, tão frequente então como agora, de viver uma vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas. (Temas Actuais do Cristianismo, n. 114).

Temas para reflectir e meditar

Vocação

(Quando deixa de se ver clara a vocação) que se examine com lealdade. Não deixará de descobrir que desde há algum tempo a sua vida de piedade está um tanto relaxada, a oração é mais esparsa ou menos atenta, e é menos exigente consigo mesmo. 
Não renova um pecado cuja gravidade se oculta deliberadamente a si mesmo? Seguramente que já não reprime com a mesma energia as suas paixões, se é que não consente com complacência nalguma delas. 
Um ressentimento fomenta-se contra outro, uma questão de interesse em que a nossa honradez não é total, uma amizade demasiado absorvente, ou simplesmente o despertar de baixos instintos que não se rejeitam com bastante prontidão, não é preciso mais para que se levantem nuvens entre Deus e nós. E a fé obscurece-se.

(Cf. G. ChevrotSmón Pedro, trad. AMA)

Orações: Tranquilidade

Peço-Te, Senhor, tranquilidade e confiança que não me deixe arrastar pelas emoções e dominar pelas incertezas.
Confiar absolutamente na Tua Sabedoria e Misericórdia que não deixarão que nada aconteça superior as minhas forças e muito menos que não seja o que mais me convém em cada momento.
Forte e sereno, confiante SEMPRE! 





(AMA, orações pessoais)

Leitura espiritual

Pensamentos para a vida diária 

Capítulo X

APENAS CIÊNCIA TEM OS SEUS PERIGOS

Uma civilização


Pensamentos para a vida diária 

Capítulo X

APENAS CIÊNCIA TEM OS SEUS PERIGOS

Uma civilização que não põe no pináculo a instrução mental, corre o perigo de desleixar a educação do carácter.
Jamais houve na história do mundo tanta instrução, e também nunca houve tantas guerra, tanta anarquia mental e tanta criminalidade na juventude.
Segue-se, necesariamente, tal qual ao dia se segue a noite, que, só por sai ciência não cria virtude, e, na verdade, dela e por ela só, podem ocorrer enormes perigos.
        Bacon [1], no seu tratado do “Progresso do Conhecimento”, disse com razão que “o saber contém em si qualquer coisa de veneno de serpente e, assim, quando essa veneno entra no homem, fá-lo inchar”.
        Esse saber que torna o homem impante de vaidade é o resultado da ciência sem amor.
        O saber que cada homem, de per si, pode possuir e assimilar na mente é coisa mínima, em comparação com  quanto no mundo espiritual e material constitui o conjunto da ciência.
Newton disse algures que tinha a impressão de estar numa praia e que contemplava o oceano da ciência estendendo-se à sua frente, a perder de vista.
E Darwin, que tão grande foi nas ciências naturais, afirmou: “Quanto sabemos deste nosso planeta compara-se ao que uma galinha velha sabe acerca do recinto de dez metros quadrados da sua capoeira, num canto da qual, à força de esgravatar, conseguiu descobrir duas minhocas.”
        Por si só, o saber não constitui elo de união entre os homens, pelo contrário, opõe uns contra outros, como sucede quando um professor se remorde de inveja ante o saber e renome de outro professor, tal qual uma mulher, devorada pelo ciúme por causa do casaco de peles de outra mulher.
Assim é que os viveiros de sábios, que se chamam ‘universidade’, não são, geralmente, centros de boa camaradagem.
        Se realmente o saber unisse os homens, então as universidades deveriam ser para o mundo modelos de amor fraterno.
Ora o que o saber consegue é levar, muitas vezes, os homens a humilhar o seu semelhante, quer pela jactancia de maior ciência que a deles, quer pelo desdém pela cultura inferior dos outros, perante a vastidão da própria.
        Os gregos antigos menosprezaram os outros povos, chamando-lhes bárbaros, principalmente porque era vaidosos da sua cultura.
E Horácio, grande poeta e homem de muito saber, escreveu aquele verso famoso: “Odeio a ignorância do vulgo e fujo dele”.
        Saber é força e é poder, contudo, talvez tanto para o mal como para o bem, a não ser que, à semelhança de uma máquina a vapor, tenha uma válvula de segurança e um maquinista competente.
Só o amor é capaz de tirar ao saber o senão fatal da presunção.
        Como disse São Paulo, o saber enche o homem como se fosse um balão, mas só o amor consegue elevá-lo.
Ciência sem amor produz vaidade, intolerância e egoísmo.
Isto, porém, não quer dizer que seja mais de aconselhar o amor sem a ciência, poi que, deste extremo oposto resultam o sentimentalismo, a superstição e a ignorância.
O amor torna o saber eficaz e útil,
Há muitos que conhecem , pelo menos, os elementos da lei moral e até compreendam as provas da existencia de Deus.
Como, todavia, não procedem de acordo com esses princípios, nunca progredirão na compreensão na ciência completa que eles encerram.
        Quando o verdadeiro amor inspira o saber, orienta-o para a mais inteira e profunda compreensão.
O saber não transpõe o limiar do templo: o amor entra e prostra-se ante o altar.
        É sempre indispensável um mínimo de saber, antes que alguém possa amar outrem, necesariamente carece de primeiro conhecer esse outrem.
Daí por diante, no entanto, à medida que as relações pessoais se estreitam é o amor que toma a dianteira e faz progredir a compreensão da pessoa que se ama.
Por isso dizem as Escrituras que aquele que não ama não conhece Deus porque Deus é Amor.
        Não é a inteligência que abre os tesouros mais íntimos do amor humano: se outrem nos mostra uma curiosidade demasiado intelectual a nosso respeito, nós imaginaremos que apenas quer autopsiar a frio a nossa alma, psicanalisar-nos (como agora é moda dizer-se) tão certo é que a personalidade de qualquer pessoa se melindra com a mera curiosidade mental e faz com que o mais íntimo dessa personalidade se feche, como planta sensitiva ao menor toque estranho.
        Ciência sem amor,sem o Amor de Deus, sem o amor da pátria, sem o amor dos  pais, é uma força de destruição.
        Estamos agora na posse da ciência da energia nuclear do átomos,e começamos, ao mesmo tempo, a procurar acautelar-nos dos seus efeitos.
Será preciso, porém, mais tempo e, ainda mais, amor, para que aprendamos para que também aprendamos a não nos servirmos dessa nova ciência e do poder e da força que ela dá, para fazermos ir pelos ares o planeta em que vivemos.
Instruidos em ciência sem amor já nós estamos demais, e talvez seja agora conveniente construirmos algumas universidades onde se ensine que o Amor de Deus, e do próximo por amor de Deus, são os melhores companheiros das ciências da Natureza.

Fulton J. Sheen, Thoughts for dayly living, (tradução por AMA)


[1] Francis Bacon, (22.01.1561 – 09.04.1621) 1°. Visconde de Alban, também referido como Bacon de Verulâmio; político, filósofo, cientista, ensaísta inglês, barão de Verulam e visconde de Saint Alban. É considerado como o fundador da ciência moderna. Desde cedo, sua educação orientou-o para a vida política, na qual exerceu posições elevadas (Lord Chancellor 1617–1621). Influenciado por: Aristóteles, Platão, Nicolau Maquiavel,

PANDEMIA

PANDEMIA – 6 

UNIVERSAL

Não há verdadeiro AMOR sem universalidade no seu objecto.

Não se ama mais uns que outros, ou se ama todos ou, então o AMOR fica incompleto.

O AMOR É:
ENTREGA – DOAÇÃO – RESPEITO – PRUDÊNCIA - UNIVERSAL

Com estes predicados o AMOR não será a solução para a PANDEMIA?


(AMA, 2020)

NUNC COEPI publicações

Publicações de hoje: 

        Clicar: 👇

 

http://amexiaalves-nunccoepi.blogspot.com/

Evangelho e comentário


TEMPO DE QUARESMA


Evangelho: Jo 8, 21-30

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Eu vou partir. Haveis de procurar-Me e morrereis no vosso pecado. Vós não podeis ir para onde Eu vou». Diziam então os judeus: «Irá Ele matar-Se? Será por isso que Ele afirma: ‘Vós não podeis ir para onde Eu vou’?» Mas Jesus continuou, dizendo: «Vós sois cá de baixo, Eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, Eu não sou deste mundo. Ora Eu disse-vos que morrereis nos vossos pecados, porque, se não acreditardes que ‘Eu sou’, morrereis nos vossos pecados». Então perguntaram-Lhe: «Quem és Tu?» Respondeu-lhes Jesus: «Absolutamente aquilo que vos digo. Tenho muito que dizer e julgar a respeito de vós. Mas Aquele que Me enviou é verdadeiro e Eu comunico ao mundo o que Lhe ouvi». Eles não compreenderam que lhes falava do Pai. Disse-lhes então Jesus: «Quando levantardes o Filho do homem, então sabereis que ‘Eu sou’ e que por Mim nada faço, mas falo como o Pai Me ensinou. Aquele que Me enviou está comigo: não Me deixou só, porque Eu faço sempre o que é do seu agrado». Enquanto Jesus dizia estas palavras, muitos acreditaram n’Ele.

Comentário:

A Cruz de Cristo - a Santa Cruz – é o símbolo da nossa Fé Cristã, mas, é mais que isso: é a “marca” dos Filhos de Deus porque foi nela que Cristo redimiu toda a humanidade e lhe restituiu a dignidade perdida com o pecado dos nossos primeiros Pais.

Por todo o mundo - mesmo nos lugares mais ignotos – a Santa Cruz está presente atraindo as atenções – o olhar – de todos os homens.

As palavras de Jesus cumprem-se; Ele próprio afirmou que atrairia todos os olhares e que, na Cruz, reconheceriam Quem Ele era:


«Et ego, si exaltatus fuero a terra, omnia traham ad meipsum.» [i]


(AMA, comentário sobre Jo 8, 21-30, 04.04.2017) 


[i] Cfr. Jo 12,32

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO


TeRÇa-Feira

PEQUENA AGENDA DO CRISTÃO

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?


Orações sugeridas:

salmo ii