16/02/2020

NUNC COEPI

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NUNC COEPI


Espírito de mortificação e penitência


O espírito de mortificação, mais do que manifestação de Amor, brota como uma das suas consequências. Se falhas nessas pequenas provas, reconhece-o, fraqueja o teu amor ao Amor. (Sulco, 981)

Penitência, para os pais e, em geral, para os que têm uma missão de dirigir ou de educar é corrigir quando é necessário fazê-lo, de acordo com a natureza do erro e com as condições de quem necessita dessa ajuda, superando subjectivismos néscios e sentimentais.

O espírito de penitência leva a não nos apegarmos desordenadamente a esse esboço monumental dos projectos futuros, no qual já previmos quais serão os nossos traços e pinceladas mestras. Que alegria damos a Deus quando sabemos renunciar aos nossos gatafunhos e pinceladas, e permitimos que seja Ele a acrescentar os traços e cores que mais lhe agradam! (Amigos de Deus, 138)


THALITA KUM 103


THALITA KUM 103

(Cfr. Lc 8, 49-56)


Sem Se deter mais, Jesus retoma o caminho e o braço de Jairo.
Este não consegue articular palavra. Assistiu a tudo, ouviu tudo. Estava mesmo ali, ao lado do Mestre, e entendeu perfeitamente o que este tinha feito.
A fé e confiança que o levaram a procurar Jesus para que curasse a sua querida filha, redobram e confirmam-se:

Ele é capaz de tudo! Pode tudo!

Jesus respeita o silêncio comovido de Jairo e, por momentos, cessa a conversa.
Lá atrás, a multidão, está agora, também, em silêncio. Alguns batem no peito, no gesto tradicional dos orientais que significa recolhimento interior.
Ocorrem-lhe os próprios problemas, as doenças, as dificuldades, as desavenças familiares, a falta de meios, as limitações.

Também se encontram na multidão algumas pessoas que destoam, um pouco, do povo anónimo. São escribas, sacerdotes, membros do Sinédrio.
Enquanto uns seguem a multidão de perto, procurando não se misturar com ela, mas suficientemente próximos para ouvirem e verem quanto Jesus disser e fizer, á espreita de encontrar algo que, no seu entender estreito e preconceituoso, seja contrário á lei e que, portanto, lhes permita intervir com a sua autoridade, outros pensam numa forma de contactar Jesus, talvez não em público, mas na tranquilidade de um encontro a sós. Têm algum pudor em expor a sua vida, assim, a nu em frente dos demais.

Talvez um ou outro se tenha decidido a procurar o Mestre de noite, fora dos olhares e da presença de outras pessoas.
As suas dúvidas são sérias, a pregação de Jesus, que vêm ouvindo há algum tempo, não só nos grandes ajuntamentos, como agora, mas também, aos Sábados, nas sinagogas, trazem-nos inquietos e algo perplexos.
Reconhecem no Mestre uma doutrina muito simples se comparada com a tradicional complexidade dos preceitos rabínicos. E, no entanto, ouviram-nos afirmar que não vinha revogar a lei ([1]), mas dar-lhe um novo enfoque, uma nova luz.
Têm constatado que fala em nome próprio como “uma autoridade” bem expressa. [2]

As suas respostas têm sempre um sentido claro e objectivo, não obstante as questões capciosas que muitas vezes lhe colocam.
Reconhecem que tem um carisma que arrasta multidões, que atrai como íman poderoso pessoas de todas as classes e condições sociais.
Ao contrário de muitos chefes do povo, não faz acepção de pessoas e parece à-vontade com todos, publicanos e pecadores, homens de cultura e responsabilidade, judeus, samaritanos e de outras nacionalidades. Não foge ao contacto pessoal, directo, seja com quem for. Compadece-se dos desgraçados miseráveis, enternece-se com as crianças e os humildes.

Talvez, depois de tudo isto, o que mais os impressiona é saberem que não tem bens pessoais, dependendo da generosidade dos Seus discípulos e seguidores.
Não aceita ofertas de valor, nem procura benefícios próprios, nem para Si nem para os Seus. Não é um ser solitário, triste. Aprecia o convívio e não enjeita convites para se hospedar em casa de alguém ou participar numa refeição.

Embora, por vezes, apresente um ar fatigado das intermináveis caminhadas e longas horas de pregação, nunca se nega a ouvir, atender, acolher quem O procura.

É, não têm dúvida, um personagem apaixonante que os intriga e faz pensar.

Um destes há-de chegar, de facto, à fala com Jesus e dizer-lhe com veemência:

«Seguir-te-ei para onde quer que fores.» [3]

Outros tomam uma decisão pessoal importante:
Têm se de esclarecer, tirar dúvidas, saber mais.
Compreendem que o Mestre fala em parábolas para que todos entendam a Sua mensagem, mas, no seu caso, desejam ouvir em concreto a doutrina de Jesus a qual se lhes afigura muito digna de estudo detalhado. Como homens de saber, habituados a interpretar a lei, mais que a curiosidade move-os o desejo de aprofundar, de ir mais longe.

Talvez, um destes se chame Nicodemos…




(AMA, reflexões).



[1] Cfr. Mt 5, 17-19.
[2] Cfr. Mt 5, 43-48.
[3] Lc 9, 55, 57.

Evangelho e comentário


TEMPO COMUM



Evangelho: Mt 5, 17-37

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar. Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus. Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus. Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Não matarás; quem matar será submetido a julgamento’. Eu, porém, digo-vos: Todo aquele que se irar contra o seu irmão será submetido a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será submetido ao Sinédrio, e quem lhe chamar louco será submetido à geena de fogo. Portanto, se fores apresentar a tua oferta ao altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta. Reconcilia-te com o teu adversário, enquanto vais com ele a caminho, não seja caso que te entregue ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá, enquanto não pagares o último centavo. Ouvistes que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. Eu, porém, digo-vos: Todo aquele que olhar para uma mulher com maus desejos já cometeu adultério com ela no seu coração. Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e lança-o para longe de ti, pois é melhor perder-se um só dos teus olhos do que todo o corpo ser lançado na geena. E se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e lança-a para longe de ti, porque é melhor que se perca um só dos teus membros, do que todo o corpo ser lançado na geena. Também foi dito: ‘Quem repudiar sua mulher dê-lhe certidão de repúdio’. Eu, porém, digo-vos: Todo aquele que repudiar sua mulher, salvo em caso de união ilegítima, expõe-na ao adultério. E quem se casar com uma repudiada comete adultério. Ouvistes ainda que foi dito aos antigos: ‘Não faltarás ao que tiveres jurado, mas cumprirás diante do Senhor o que juraste’. Eu, porém, digo-vos que não jureis em caso algum: nem pelo Céu, que é o trono de Deus; nem pela terra, que é o escabelo dos seus pés; nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei. Também não jures pela tua cabeça, porque não podes fazer branco ou preto um só cabelo. A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’. O que passa disto vem do Maligno».

Comentário:

Cristo afirma, uma vez mais, que a Missão que O trouxe ao mundo encarnado no seio puríssimo da Santíssima Virgem, não foi para instituir uma Nova Lei mas sim para aperfeiçoar e tornar sólida e decisiva a Lei dada por Moisés no monte Sinai.

Toda a Sua pregação confirma este propósito: o Reino de Deus está no meio dos homens – todos os homens – sem distinção nem condições.

Dependerá do homem aceitá-lo e cumprir a Lei e, só assim, terá garantida a salvação eterna.

Deus, contudo, é Absolutamente Justo e, por isso mesmo, não impõe mas convida.

(AMA, comentário sobre Mt 5, 17-37, 22.10.2019)




Leitura espiritual

Novo Testamento

Cartas de São Paulo

2ª Carta aos Tessalonicenses

2Ts 2

II. A VINDA DO SENHOR (2,1-3,5)

Vinda do Senhor e seus sinais (Mt 24; Mc 13; Lc 21) –

1 Acerca da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo e da nossa reunião junto dele, pedimo-vos, irmãos, 2 que não percais tão depressa a presença de espírito, nem vos aterrorizeis com uma revelação profética, uma palavra ou uma carta atribuída a nós, como se o Dia do Senhor estivesse iminente. 3 Ninguém, de modo algum, vos engane. Com efeito, antes deve vir a apostasia e manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, 4 o adversário, aquele que se ergue contra tudo o que se chama Deus ou é objecto de culto, até a ponto de ele próprio se sentar no templo de Deus e de se ostentar a si mesmo como Deus. 5 Não vos lembrais de que, quando ainda estava convosco, vos dizia estas coisas? 6 E agora sabeis o que o detém para que se manifeste no momento que lhe toca. 7 Com efeito, o mistério da iniquidade já está em acção; basta que seja afastado aquele que agora o detém. 8 Então é que se manifestará o iníquo que o Senhor destruirá com o sopro da sua boca e aniquilará com o fulgor da sua vinda. 9 A vinda do iníquo dá-se por obra de Satanás, com toda a espécie de milagres, sinais e prodígios enganadores, 10 com todo o tipo de seduções de injustiça para os que se perdem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. 11 Por isso, Deus manda-lhes uma força que leva ao erro para que acreditem na mentira, 12 e sejam condenados todos os que não acreditaram na verdade mas sentiram prazer na injustiça. 13 Nós, porém, devemos dar continuamente graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, pois Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação na santificação do Espírito e na fé da verdade. 14 A isto Ele vos chamou por meio do nosso Evangelho: à posse da glória de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Encorajamento –

15 Portanto, irmãos, estai firmes e conservai as tradições nas quais fostes instruídos por nós, por palavra ou por carta. 16 O próprio Senhor Nosso Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu, pela sua graça, uma consolação eterna e uma boa esperança, 17 consolem os vossos corações e os confirmem em toda a obra e palavra boa.

DEVOÇÃO A SÃO JOSÉ


OS SETE DOMINGOS

7 Dores e Alegrias


III - A terceira dor e alegria de S. José

A sua dor quando viu o sangue de Jesus derramado na circuncisão; a sua alegria quando Lhe deu o nome de Jesus.

"Quando se completaram oito dias para O circuncidarem, deram-Lhe o nome de Jesus, indicado pelo Anjo antes de Ele ter sido concebido no seio materno."[i]

"A vida interior não é outra coisa senão o trato assíduo e íntimo com Cristo, para nos identificarmos com Ele. E José saberá dizer-nos muitas coisas sobre Jesus. Por isso, não deixeis nunca de conviver com ele..."[ii]



[i] Lc 2,21
Ibid., "Na oficina de José", ibid. n. 56

Pequena agenda do cristão

DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?