07/08/2018

Reto del amor





VIVE DE CRISTO®Dominicas de Lerma

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã – 25

O Senhor quando disse para sermos santos como o nosso Pai Deus é Santo (Cfr Mt 5, 48), não se referia apenas a uns quantos privilegiados, com características especiais ou fora do comum.

Não! Dirigia-se a todos os homens de todos os tempos.

Ele, que nos conhece intimamente, não diria tal coisa se fosse impossível de alcançar.

E, evidentemente, nós sabemos muito bem como fazer para cumprir tal mandato:

Trata-se de fazer, em tudo, a Vontade de Deus.

(AMA, reflexões)

A messe é grande e poucos os operários


A messe é grande e poucos os operários. – "Rogate ergo!". – Rogai, pois, ao Senhor da messe que envie operários para o seu campo. A oração é o meio mais eficaz do proselitismo. (Caminho, 800)


Ainda ressoa no mundo aquele clamor divino: "Vim trazer fogo à Terra, e que quero senão que se ateie?". – E bem vês: quase tudo está apagado...

Não te animas a propagar o incêndio? (Caminho, 801)


Querias atrair ao teu apostolado aquele homem sábio, aquele poderoso, e aquele cheio de prudência e virtudes.

Pede por eles, oferece sacrifícios e prepara-os com o teu exemplo e com a tua palavra. – Não: vêm? – Não percas a paz; é que não são precisos.

Julgas que não havia contemporâneos de Pedro sábios e poderosos, e prudentes, e virtuosos, fora do apostolado dos primeiros doze? (Caminho, 802)


Corta o coração aquele clamor – sempre actual! – do Filho de Deus, que se lamenta porque a messe é grande e os operários são poucos.

- Esse grito saiu da boca de Cristo, para que também tu o ouvisses: como lhe respondeste até agora? Rezas, pelo menos diariamente, por essa intenção? (Forja, 906)


Para seguir o Senhor, é preciso dar-se de uma vez, sem reservas e com fortaleza: queimar as naves com decisão, para que não haja possibilidades de retroceder. (Forja, 907)

Evangelho e comentário


Evangelho 

Evangelho: Mt 14, 22-36

22 Depois, Jesus obrigou os discípulos a embarcar e a ir adiante para a outra margem, enquanto Ele despedia as multidões. 23 Logo que as despediu, subiu a um monte para orar na solidão. E, chegada a noite, estava ali só. 24 O barco encontrava-se já a várias centenas de metros da terra, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 De madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. 26 Ao verem-no caminhar sobre o mar, os discípulos assustaram-se e disseram: «É um fantasma!» E gritaram com medo. 27 No mesmo instante, Jesus falou-lhes, dizendo: «Tranquilizai-vos! Sou Eu! Não temais!» 28 Pedro respondeu-lhe: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas.» 29 «Vem» - disse-lhe Jesus. E Pedro, descendo do barco, caminhou sobre as águas para ir ter com Jesus. 30 Mas, sentindo a violência do vento, teve medo e, começando a ir ao fundo, gritou: «Salva-me, Senhor!» 31 Imediatamente Jesus estendeu-lhe a mão, segurou-o e disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?» 32 E, quando entraram no barco, o vento amainou. 33 Os que se encontravam no barco prostraram-se diante de Jesus, dizendo: «Tu és, realmente, o Filho de Deus!» 34 Após a travessia, pisaram terra em Genesaré. 35 Ao reconhecerem-no, os habitantes daquele lugar espalharam a notícia por toda a região. Trouxeram-lhe todos os doentes, 36 suplicando-lhe que, ao menos, os deixasse tocar na orla do seu manto. E todos aqueles que a tocaram ficaram curados.

Comentário:

Estas cenas que São Mateus nos relata de forma tão viva e detalhada têm uma importância extraordinária na formação dos futuros apóstolos.

Jesus retira de qualquer circunstância ou acontecimento o que necessita para formar o carácter e fortalecer a fé dos O seguem mais de perto e, sobretudo, os que serão os seguidores a quem confiará a Sua Igreja.

Já estamos habituados a estas revelações da humildade daqueles homens que desejam que conste para sempre, as suas hesitações, os “altos e baixos” da sua confiança em Jesus… enfim, da sua fragilidade e medos.

Claro que, temos de pensar, também com humildade, que, no nosso caso as reacções que teríamos seriam idênticas porque, na verdade há todo um ambiente de mistério e de poder divino que ultrapassa a simples compreensão humana.

Mas, de facto, o que acontece, é que a convivência com o Senhor há-de levar estes homens simples a formarem uma fé e confiança sólidas como rocha e inabaláveis perante todas as adversidades.

Leiamos com atenção quanto os Evangelhos nos relatam e peçamos ao Espírito Santo nos ilumine o entendimento para entender e acreditar.

(AMA, comentário sobre Mt 14, 22-36, 05.05.2018)





Tratado das Virtudes


Questão 66: Da igualdade das virtudes.

Art. 5 — Se a sabedoria é a maior das virtudes intelectuais.

O quinto discute-se assim. — Parece que a sabedoria não é a maior das virtudes intelectuais.

1. — Pois, quem dirige é maior que o dirigido. Ora, parece que a prudência impera sobre a sabedoria como diz o Filósofo: esta, i. é, a política, relativa à prudência, segundo ficou dito [2], esta preordena quais as artes que devem existir no Estado, e quais e até que ponto cada um as deve estudar [3]. Ora, como a sabedoria também faz parte da ciência, resulta que a prudência é maior que ela.

2. Demais. — É da essência da virtude ordenar o homem à felicidade, pois, ela é a disposição do que é perfeito para o que é óptimo, como se disse [4]. Ora, a prudência é a razão recta dos actos, pelos quais alcançamos a felicidade; ora, a sabedoria não considera esses actos. Logo, a prudência é maior que ela.

3. Demais. — Tanto mais perfeito, tanto maior é o conhecimento. Ora, podemos ter um conhecimento mais perfeito das coisas humanas, com as quais se ocupa a ciência, do que das divinas, objecto da sabedoria, como diz Agostinho [5]; porque as coisas divinas são incompreensíveis, conforme a Escritura (Job 36, 26): Com efeito, Deus é grande, que sobreexcede a nossa ciência. Logo a ciência é maior virtude que a sabedoria.

4. Demais. — O conhecimento dos princípios é mais digno que o das conclusões. Ora, a sabedoria, como as outras ciências, conclui partindo de princípios indemonstráveis, objecto do intelecto. Logo, o intelecto é maior virtude que a sabedoria.

Mas, em contrário, o Filósofo diz, que a sabedoria é como a cabeça das virtudes intelectuais [6].


SOLUÇÃO. — Como já dissemos [7], a grandeza específica de uma virtude depende do seu objecto. Ora; o objecto da sabedoria tem precedência sobre os objectos de todas as virtudes intelectuais, pois, é Deus, causa altíssima, como já dissemos [8]. E como pela causa julgamos do efeito, e pela causa superior, das inferiores, à sabedoria cabe julgar de todas as outras virtudes intelectuais e ordená-las a todas, e é quase arquitectónica em relação a todas.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — Versando a prudência sobre as coisas humanas e a sabedoria, sobre a causa altíssima, é impossível seja a prudência maior virtude que a sabedoria, a menos que, como se disse, o homem fosse o que há de maior no mundo [9]. Donde, devemos concluir, conforme também já está dito [10] que a prudência não governa a sabedoria, mas ao inverso, pois, como diz a Escritura (1 Cor 2, 15), o espiritual julga todas as coisas, e ele não é julgado de ninguém. Assim, a prudência não deve se ocupar com as coisas altíssimas, que a sabedoria considera, mas dirige aquilo que se ordena à sabedoria, i. é, se ocupa com o modo pelo qual os homens devem chegar à sabedoria. E por aí a prudência ou política é ministra da sabedoria, pois conduz a ela, preparando-lhe a via, como o ostiário ao rei.

RESPOSTA À SEGUNDA. — A prudência considera os meios pelos quais chegamos à felicidade, ao passo que a sabedoria considera o objecto mesmo da felicidade que é o inteligível altíssimo. Ora, se a sabedoria fosse perfeita no considerar o seu objecto, nesse acto consistiria a felicidade perfeita. Mas, como o acto da sabedoria nesta vida é imperfeito, em relação ao seu principal objecto que é Deus, esse acto é uma como incoação ou participação da felicidade futura. E portanto, está mais próxima da felicidade que a prudência.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Como diz o Filósofo, um conhecimento é superior a outro, ou porque tem um objecto mais nobre, ou pela sua certeza[11]. Se porém os objectos fossem iguais em bondade e nobreza, a virtude mais certa será a maior. Mas a menos certa porém, com objectos mais altos e mais importantes, é superior a mais certa, mas que tem por objecto coisas inferiores. Por isso o Filósofo diz que é grande coisa poder conhecer algo sobre as coisas celestes, mesmo por uma razão débil e local [12]. E, noutro lugar, Aristóteles diz, que é preferível conhecer um pouco dos seres mais nobres, que conhecer muito de seres inferiores [13]. Donde, a sabedoria, cujo objecto é o conhecimento de Deus, o homem, no estado da vida presente, não pode alcançá-la perfeitamente, de modo a ter-lhe a posse, o que só é próprio de Deus, como se disse [14]. Porém, mesmo esse pequeno conhecimento, que, pela sabedoria, podemos ter de Deus, é preferível a qualquer outro.

RESPOSTA À QUARTA. — A verdade e o conhecimento dos princípios indemonstráveis, depende da natureza dos termos. Assim, quem souber o que é o todo e o que é a parte, imediatamente compreenderá que o todo é maior que a parte. Ora, conhecer em que consiste o ente e o não-ente, o todo e a parte, e tudo o mais que resulta do ser e de que se constituem como termos; os princípios indemonstráveis, isso pertence à sabedoria. Pois, o ser comum é efeito próprio da causa altíssima, i. é, Deus. E portanto, a sabedoria não só se serve dos princípios indemonstráveis, que é o objecto do intelecto, para por eles chegar a conclusões, como o fazem também as outras ciências, mas também os julga e disputa contra os que os negam. Donde se conclui que a sabedoria é maior virtude que o intelecto.

(Revisão da versão portuguesa por AMA)




[1] (Supra, q. 57. a. 2. ad 2 ; VI Ethic., lect. VI).
[2] IV Ethic. (lect. VII).
[3] I Ethic. (lect. II).
[4] VII Physic. (lect. V).
[5] XII De Trinit. (cap. XIV).
[6] VI Ethic. (lect. VI).
[7] Q. 66, a. 3.
[8] Metaph. (lect. I, II).
[9] VI Ethic. (lect. VI).
[10] Ibid (lect. X, XI).
[11] I De anima (lect. I).
[12] II De caelo (lect. XVII).
[13] I De partibus animalium (cap. V).
[14] I Metaph. (lect. II).

Leitura espiritual


São Josemaria Escrivá

Amigos de Deus

196 
      
Jesus, parando, mandou chamá-lo.
E alguns dos melhores que o rodeiam, dirigem-se ao cego: Tem confiança; levanta-te; Ele chama-te.
É a vocação cristã!
Mas, na vida de cada um de nós, não há apenas um chamamento de Deus.
O Senhor procura-nos a todo o instante: levanta-te - diz-nos - e sai da tua preguiça, do teu comodismo, dos teus pequenos egoísmos, dos teus problemazinhos sem importância.
Desapega-te da terra; estás aí rasteiro, achatado e informe.
Ganha altura, peso, volume e visão sobrenatural.

Aquele homem, deitando fora a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus.
Atirou a capa!
Não sei se estiveste alguma vez na guerra.
Há já muitos anos, tive ocasião de andar por um campo de batalha, algumas horas depois de ter acabado a luta.
Lá havia, abandonados pelo chão, mantas, cantis e mochilas cheias de recordações de família: cartas, fotografias de pessoas queridas... E não pertenciam aos derrotados, mas aos vitoriosos!
Tudo aquilo lhes sobrava para correrem mais depressa e saltarem as trincheiras do inimigo.
Tal como acontecia com Bartimeu, para correr atrás de Cristo.

Não te esqueças de que, para chegar até Cristo, é preciso o sacrifício.
Deitar fora tudo o que estorva: manta, mochila, cantil. Tens de proceder da mesma maneira nesta luta pela glória de Deus, nesta luta de amor e de paz, com que procuramos difundir o reinado de Cristo. Para servires a Igreja, o Romano Pontífice e as almas, deves estar disposto a renunciar a tudo o que sobeja; a ficar sem essa manta, que é abrigo para as noites frias, sem essas recordações queridas da família e sem o refrigério da água.
Lição de fé, lição de amor, porque é assim que se tem de amar Cristo.

197
         
Fé com obras

E imediatamente começa um diálogo divino, um diálogo maravilhoso, que comove, que abrasa, porque tu e eu somos agora Bartimeu.
Da boca divina de Cristo sai uma pergunta: quid tibi vis faciam?
Que queres que te faça?
E o cego: Mestre, faz que eu veja.
Que coisa mais lógica!

E tu, vês?
Não te aconteceu já, alguma vez, o mesmo que a esse cego de Jericó?
Não posso agora deixar de recordar que, ao meditar nesta passagem há já muitos anos e ao compreender então que Jesus esperava alguma coisa de mim - algo que eu não sabia o que era! - compus para mim, umas jaculatórias:
Senhor, que queres?
Que me pedes?
Pressentia que me procurava para uma realidade nova e o Rabboni, ut videam - Mestre, que eu veja - levou-me a suplicar a Cristo, numa oração contínua: Senhor, que se faça isso que Tu queres.

198
         
Rezai comigo ao Senhor: doce me facere voluntatem tuam, quia Deus meus es tu, ensina-me a cumprir a tua Vontade, porque Tu és o meu Deus.
Por outras palavras: que brote dos nossos lábios o afã sincero por corresponder, com um desejo eficaz, aos convites do nosso Criador, procurando seguir os seus desígnios com uma fé inquebrantável, com a convicção de que Ele não pode falhar.

Amando deste modo a Vontade divina, percebemos como o valor da fé não consiste apenas na clareza com que se expõe, mas também na resolução de a defender com obras.
Assim, agiremos de acordo com ela.

Mas voltemos à cena que se desenrola à saída de Jericó.
Agora é contigo que Cristo fala.
Diz-te: que queres de Mim?
Que eu veja, Senhor, que eu veja!
E Jesus: Vai, a tua fé te salvou.
Nesse mesmo instante, começou a ver e seguia-o pelo caminho. Segui-lo pelo caminho.
Tu tomaste conhecimento do que o Senhor te propunha e decidiste acompanhá-lo pelo caminho.
Tu procuras seguir os seus passos, vestir-te com as vestes de Cristo, ser o próprio Cristo: portanto, a tua fé - fé nessa luz que o Senhor te vai dando - deverá ser operativa e sacrificada.
Não te iludas, não penses em descobrir novas formas.
É assim a fé que Ele nos pede: temos de andar ao seu ritmo com obras cheias de generosidade, arrancando e abandonando tudo o que seja estorvo.

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Fé e humildade

Agora é S. Mateus quem nos descreve um quadro comovedor.
Eis que uma mulher, que, havia doze anos, padecia de um fluxo de sangue, se chegou por detrás dele e tocou a fímbria do seu manto. Que humildade a desta mulher!
Dizia dentro de si: Basta que eu toque somente o seu manto para ficar curada.
Nunca faltam doentes que imploram, como Bartimeu, com uma fé grande, e que não têm pejo em confessá-la aos gritos.
Mas reparai como, no caminho de Cristo, não há duas almas iguais. Grande é também a fé desta mulher, e não grita: aproxima-se sem que ninguém a note.
Basta-lhe tocar ao de leve o traje de Jesus, porque tem a certeza de que será curada.
E ainda mal tinha acabado de fazê-lo, quando Nosso Senhor se volta e a olha.
Já sabe o que se passa no interior daquele coração.
Apercebeu-se da sua segurança: Tem confiança, filha, a tua fé te salvou.

Tocou com delicadeza a orla do manto, aproximou-se com fé, acreditou e soube que tinha sido curada...
Também nós, se queremos salvar-nos, devemos tocar com fé o manto de Cristo.
Estás bem persuadido de como há-de ser a nossa fé?
Humilde.
Quem és tu, quem sou eu, para merecer este chamamento de Cristo? Quem somos nós, para estar tão perto dele?
Tal como àquela pobre mulher no meio da multidão, ofereceu-nos uma oportunidade.
E não só para tocar um pouco do seu traje ou, num breve momento, a ponta do seu manto, a orla.
Temo-lo a ele próprio.
Entrega-se-nos totalmente, com o seu Corpo, com o seu Sangue, com a sua Alma e com a sua Divindade.
Comemo-lo todos os dias, falamos intimamente com Ele, como se fala com um pai, como se fala com o Amor.
E isto é verdade.
Não são imaginações.

200
         
Procuremos que aumente a nossa humildade.
Porque só uma fé humilde permite que tenhamos visão sobrenatural. Não existe outra alternativa.
Só são possíveis dois modos de viver na terra: ou se vive vida sobrenatural ou vida animal.
E tu e eu não podemos viver senão a vida de Deus, a vida sobrenatural.
Que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma.
Que proveito terá para o homem tudo o que existe na terra, todas as ambições da inteligência e da vontade? Que vale tudo isto, se tudo se acaba, se tudo se desfaz, se são bambolinas de teatro todas as riquezas deste mundo terreno, se depois é a eternidade para sempre, para sempre, para sempre?

Este advérbio - sempre - tornou grande Teresa de Jesus. Quando ela - em criança - saía pela porta do rio Adaja, atravessando as muralhas da cidade acompanhada por seu irmão Rodrigo, com o intuito de chegar a terras de moiros, para que os decapitassem por amor de Cristo, ia segredando ao irmão que já dava mostras de cansaço: para sempre, para sempre, para sempre.

Mentem os homens ao dizer para sempre em coisas temporais. Só é verdade, com uma verdade total, o para sempre em relação a Deus.
E assim hás-de viver tu, com uma fé que te ajude a sentir sabor de mel, doçura de céu, ao pensares na eternidade, que é, de verdade, para sempre.

201
        
Vida corrente e contemplação

Voltemos ao Santo Evangelho e detenhamo-nos no que refere S. Mateus, no capítulo vigésimo primeiro.
Conta-nos que Jesus, quando voltava para a cidade, teve fome.
Vendo uma figueira junto do caminho, aproximou-se dela.
Que alegria, Senhor, ver-te com fome, ver-te também sedento, junto do poço de Sicar!
Contemplo-te perfectus Deus, perfectus homo: verdadeiro Deus, mas também verdadeiro homem, com carne como a minha.
Aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, para que eu nunca mais duvidasse de que Ele me compreende e me ama.

Teve fome.
Sempre que nos cansemos - no trabalho, no estudo, na tarefa apostólica - sempre que no horizonte haja trevas, então é preciso olhar Cristo: Jesus bom, Jesus cansado, Jesus faminto e sedento.
Como te fazes compreender bem, Senhor!
Como te fazes amar!
Mostras-te igual a nós em tudo, excepto no pecado, para que sintamos que contigo poderemos vencer as nossas más inclinações e as nossas culpas.
Efectivamente, não têm importância o cansaço, a fome, a sede, as lágrimas...
Cristo cansou-se, passou fome, teve sede, chorou.
O que importa é a luta - uma luta amável, porque o Senhor permanece sempre a nosso lado - para cumprir a vontade do Pai que está nos céus.

(cont)


Pequena agenda do cristão


TeRÇa-Feira


(Coisas muito simples, curtas, objectivas)




Propósito:

Aplicação no trabalho.

Senhor, ajuda-me a fazer o que devo, quando devo, empenhando-me em fazê-lo bem feito para to poder oferecer.

Lembrar-me:
Os que estão sem trabalho.

Senhor, lembra-te de tantos e tantas que procuram trabalho e não o encontram, provê às suas necessidades, dá-lhes esperança e confiança.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?