01/07/2023

Publicações em Julho 01

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Jo XXI…)

 

Sentado com os outros "mais íntimos" ouvi Jesus perguntar por três vezes a Pedro:

«Simão, filho de João: Tu amas-Me?»

Sim, três vezes repetiu esta pergunta e o pobre Pedro acabrunhado pela insistência respondia que sim… que O amava com todas as forças do seu coração.

Só passado todo  o “drama” do Gólgota, compreendi a insistência de Jesus na pergunta, destinava-se a sublinhar indelevelmente a afirmação do Apóstolo de tal modo que, quando O negou três vezes percebeu a sua fraqueza, o pouco que era e, arrependendo-se chorou amargamente.

Na verdade, foi este arrependimento, este choro sentido no mais fundo do coração que salvou Pedro e o confirmou como o Príncipe dos Apóstolos, o primeiro Papa.

O facto de São Marcos descrever este episódio que o próprio Pedro lhe terá relatado, revela bem a humildade de Pedro.

Senti Jesus a tocar-me no ombro. Estremeci!

Disse-me: olha para Mim, olhos nos olhos.

Assim fiz.

- António, tu amas-Me?

Fiquei suspenso, olhei para Pedro que me acenou com a cabeça e respondi:

- Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo!

- Sei, sim sei que Me amas mas... amas-Me com todo o teu coração, a tua alma, todo o teu ser?

- Oh Senhor! Sim, sim, sim... mas bem sabes que sou um pobre homem com escassas forças e tenho receio que não seja capaz de Te amar como deveria!

- Ah! Então que queres que Eu faça?

- Senhor, meu Jesus... ajuda-me a amar-Te como devo, total e incondicionalmente, como coisa inteiramente Tua!

- Está bem, António, era isto mesmo que esperava ouvir de ti... e desTe-me um apertado abraço.

 

Reflexão

Ofensa e perdão

A ofensa tem o "valor" do ofendido e, consequentemente, a atinente gravidade. Daqui que o perdão da mesma tenha de estar de acordo. Concretizo; a ofensa feita a Deus só pode ser perdoada por Ele próprio, mas, impõe que o ofensor se arrependa e o manifeste específicamente usando,  para tal, da Confissão Sacramental, especificando, pedindo perdão, arrepender-se e tomar o propósito de não repetir.

"Acuso-me de ter feito isto, tenho consciência que não o deveria ter feito, aceito a minha culpa, peço perdão e faço o propósito de não reincidir".

Com a absolvição sacramental e o cumprimento da penitência imposta pelo Sacerdote, regressa a paz e reconquista-se o convívio com Deus.

Este é o perdão de Deus. O perdão dos homens é muito diferente sobretudo devido à dificuldade em esquecer.

Perdão sem esquecimento do que se perdoa... não é perdão!

 

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