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26/03/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 14 

AS LEIS FAVORÁVEIS AO DIVÓRCIO


Pergunto:

Que pode fazer quem deseje casar-se com maior segurança?


Respondo:


Se num país as leis matrimoniais não proporcionam segurança por não defenderem a estabilidade e a indissolubilidade matrimonial, cabe procurar essa segurança amparando-se noutras leis, principalmente de tipo económico que costumam ser as mais protegidas. 
Por exemplo, redigir diante de um notário uma cláusula de rescisão de milhares de milhões.

19/03/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 13 19

AS LEIS FAVORÁVEIS AO DIVÓRCIO


Pergunto:

Mas permitir o divórcio não impede que continuem casados.


Respondo:


Com leis a favor do divórcio uma pessoa pode continuar casada; e com uma lei de indissolubilidade continua a haver adultérios. 
O problema não está no que se pode fazer, mas sim no que se deseja proteger. 
E a família estará mais protegida se a lei proibir o divórcio.

12/03/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 12 

AS LEIS FAVORÁVEIS AO DIVÓRCIO


Pergunto:

Que males origina uma lei favorável ao divórcio?


Respondo:

O divórcio fomenta o divórcio, como demonstra a experiência em muitos países. As pessoas, em vez de terem paciência e aprenderem a entender-se, pensam em terminar à menor dificuldade.
Gera-se insegurança e instabilidade pessoal e familiar (o outro pode divorciar-se quando quiser).

A pessoa humana perde dignidade pois passa a ser considerada como objecto de usar e deitar fora.

05/03/2018

Diálogos apostólicos

O DIVÓRCIO – 11 

AS LEIS FAVORÁVEIS AO DIVÓRCIO


Pergunto:

As leis favoráveis ao divórcio favorecem a liberdade?


Respondo:

Parece que o divórcio favorece a liberdade, mas na realidade o que favorece é a rotura familiar. Adultérios sempre os houve - com ou sem divórcio -; o que o divórcio faz é tornar o adultério mais fácil. Se uma lei facilita a realização de um mal, dificulta a liberdade uma vez que convida a escolher erradamente e uma escolha má é prova de liberdade defeituosa.

31/07/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

6. Porque convém que haja um juízo final?; não basta o particular?

Respondo:


A sentença é a mesma, mas, convém um juízo final para que as sentenças sejam públicas, se aprecie a justiçai divina, e aumente a glória de Deus. 

24/07/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

5. O que é o juízo final?

Respondo:


Ao chegar o fim do mundo, os corpos ressuscitarão (ressurreição) unidos às suas almas para receber conjuntamente o mesmo prémio ou castigo que a alma já tinha assumido. 

17/07/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

4. Como será o juízo particular?

Respondo:

Sobre isto sabe-se muito pouco.

Pode ser algo assim:
Depois da morte, a alma ainda não vê Deus, mas, se encontra com a majestade divina, o seu amor, justiça e misericórdia.

Então há três reacções possíveis:
Se alguém morre sem se ter arrependido dos seus pecados graves, é incapaz de aceitar o amor divino e fica condenado ao inferno para sempre.
Quando alguém morre em graça, mas, sem ter feito a penitencia que os seus pecados reclamavam, sente a chamada do amor divino e aceita-a para sempre, mas, vê a necessidade de purificar-se antes de poder ver a Deus, e dirige-se temporalmente ao purgatório. Isto sucede com a maioria da gente.

Algumas pessoas muito santas são levadas directamente à visão de Deus para sempre.

10/07/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte


Pergunto:

3. Qual será o critério de medição?


Respondo:


No seu juízo, o Senhor com a sua sabedoria infinita medirá as nossas acções segundo se adaptaram à vontade divina, tendo em conta os dos que cada um recebeu.

03/07/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

Na última conversa abordávamos o assunto Juízo Particular.
Sobre o que seremos julgados?



Respondo:

2. Deus nosso Senhor nos julgar-nos-á sobre:
As coisas boas que tivermos feito, incluídos os bons desejos.
As coisas boas que deixámos de fazer (omissões).
As coisas más que tenhamos feito, incluídos os maus pensamentos.

As consequências dos nossos actos.

26/06/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

Na última conversa abordávamos o assunto Juízo.
Vamos prosseguir?


Respondo:

Claro! Comecemos, portanto, falando sobre o Juízo Particular.

1. O que é o juízo particular?


Imediatamente despois da morte tem lugar o juízo particular, no qual cada alma recebe o premio ou o castigo que as suas obras merecem. E dirige-se para o céu ou o inferno. Ou, talvez, para o purgatório, por algum tempo. 

19/06/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

Gostaria de te ouvir sobre o chamado Juízo a que seremos submetidos após a nossa morte.


Respondo:


De facto, podemos dividir o Juízo a que seremos submetidos em dois:

O Juízo Particular e o Juízo Final.

Acrescento que o conceito de “Juízo” é apropriado porque, de facto, temos de prestar contas ao nosso Criador sobre o que fizemos – ou deixámos de fazer – durante a nossa vida.
Gostaria de ficasses com uma ideia clara sobre o assunto porque, se acreditamos na Vida Eterna, é perfeitamente natural que sejamos “avaliados” ao entrar nela.

Se assim não fosse, estaríamos perante uma flagrante injustiça, o que não é possível porque, Deus, é, Ele Próprio, sumamente justo.

12/06/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

Porque os sofrimentos reparam as ofensas cometidas?

Respondo:

Em qualquer pecado há una dupla maldade:

O homem afasta-se de Deus. E isto repara-se com obras que agradem ao Senhor; por exemplo, acções apostólicas, o oferecimento do trabalho, de esforços, etc.
O homem segue uns gostos próprios. E isto corrige-se mortificando as apetências propiás mediante desgostos.


Além disso, o caminho de reparação ficou marcado por nosso Senhor Jesu Cristo que morreu na Cruz para redimir os nossos pecados.

05/06/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

A justiça reclama algum castigo?

Respondo:

Perante as ofensas, a justiça exige una reparação, nesta vida ou na outra. Isto consegue-se com obras que agradem a Deus e mediante a mortificação.

Bem entendido que o Senhor não precisa de tal.


Somos nós que necessitamos reparar a situação da nossa alma em pecado.

24/04/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

Desejo que me fales – concretizando - sobre as ofensas.

Respondo:

O tema é um pouco vasto, dará para várias conversas.
Vamos começar por:

1.   Definição e tipos.

- Una ofensa é um dano à honra ou dignidade de uma pessoa.
Podem ser de varias classes:

a) Segundo o modo de as fazer:
        . activas: troças, desprezos, insultos,...: ataques directos à dignidade de alguém.
        . passivas: esquecimentos, indiferença, desleixo,...: deixar de prestar a atenção e honra devidas.

b) Segundo a quem se dirigem:
        . directas: vão contra a própria pessoa.

        . indirectas: prejudicam os seres amados por essa pessoa: filhos, família, amigos, propriedades.

17/04/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

4. Então, o que é o pecado?

Respondo:

É um acto voluntário oposto à lei de Deus (pode ser interno, externo e inclusive uma omissão).
É prejudicial para o homem e uma ofensa a Deus.


10/04/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

3. Como saber se uma acção concreta é boa?

Respondo:


Além da reflexão sincera, convém preguntar a um bom cristão que entenda destas coisas; e consultar encíclicas e outros documentos dos Papas, por exemplo, o Catecismo da Igreja Católica.

03/04/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte

Pergunto:

2. Esses três aspectos são a mesma coisa?

Respondo:


Coincidem: o Criador deseja o verdadeiro bem dos homens, e criou-nos com um modo de ser que se aperfeiçoa cumprindo as suas leis. Opor-se a essa Vontade equivale a ir contra a nossa natureza e causar-nos um mal. Estas más acções chamam-se pecados.

30/01/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte
29 - [1]

De acordo com o que disseste, esta “Doutrina” envolve só crítica ou aponta caminhos concretos?

Respondo:

A Igreja, evidentemente, denuncia sempre que acha conveniente, situações ou comportamentos que de alguma forma atentem contra a dignidade da pessoa humana. Mas não deixa de apontar caminhos que na sua “visão” universal pensa os mais adequados para conseguir os fins propostos.

O documento oferece um quadro abrangente das linhas fundamentais do «corpus» doutrinal do ensinamento social católico.
Tal quadro consente afrontar adequadamente as questões sociais do nosso tempo, que é mister enfrentar com uma adequada visão de conjunto, porque se caracterizam como questões cada vez mais interligadas, que se condicionam reciprocamente e que sempre mais dizem respeito a toda a família humana.
A exposição dos princípios da doutrina social da Igreja entende sugerir um método orgânico na busca de soluções aos problemas, de sorte que o discernimento, o juízo e as opções sejam mais consentâneas com a realidade e a solidariedade e a esperança possam incidir com eficácia também nas complexas situações hodiernas.
Os princípios, efectivamente, se evocam e iluminam uns aos outros, na medida em que exprimem a antropologia cristã [i], fruto da Revelação do amor que Deus tem para com a pessoa humana.
Tenha-se, entretanto, na devida consideração que o transcurso do tempo e a mudança dos contextos sociais requererão constantes e actualizadas reflexões sobre os vários argumentos aqui expostos, para interpretar os novos sinais dos tempos.



[1] Nota: Normalmente, estes “Diálogos apostólicos”, são publicados sob a forma de resumos e excertos de conversas semanais. Hoje, porém, dado o assunto, pareceu-me de interesse publicar quase na íntegra.




[i] Cf. João Paulo II, Carta encicl. Centesimus annus, 55: AAS 83 (1991) 860.

23/01/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte
28 - [1]

Mas o que realmente está na “base” da Doutrina Social da Igreja?

Respondo:

De uma forma muito breve, diria que “na base” está o amor.
Amor entre os homens de todas as raças e origens independentemente da posição que ocupem na sociedade.
O amor tem diante de si um vasto campo de trabalho e a Igreja, nesse campo, quer estar presente também com a sua doutrina social, que diz respeito ao homem todo e se destina a todos os homens.
Tantos irmãos necessitados estão à espera de ajuda, tantos oprimidos esperam por justiça, tantos desempregados à espera de trabalho, tantos povos esperam por respeito:

«Como é possível que ainda haja, no nosso tempo, quem morra de fome, quem esteja condenado ao analfabetismo, quem viva privado dos cuidados médicos mais elementares, quem não tenha uma casa onde abrigar-se?
E o cenário da pobreza poderá ampliar-se indefinidamente, se às antigas pobrezas acrescentarmos as novas que frequentemente atingem mesmo os ambientes e categorias dotadas de recursos económicos, mas sujeitos ao desespero da falta de sentido, à tentação da droga, à solidão na velhice ou na doença, à marginalização ou à discriminação social. [...]
E como ficar indiferentes face às perspectivas de um desequilíbrio ecológico que torna inabitáveis e hostis ao homem vastas áreas do planeta?
Ou em face dos problemas da paz, frequentemente ameaçada com o íncubo de guerras catastróficas?
Ou frente ao vilipêndio dos direitos humanos fundamentais de tantas pessoas, especialmente das crianças?» [i].



[1] Nota: Normalmente, estes “Diálogos apostólicos”, são publicados sob a forma de resumos e excertos de conversas semanais. Hoje, porém, dado o assunto, pareceu-me de interesse publicar quase na íntegra.




[i] João Paulo II, Carta apost. Novo millennio ineunte, 50-51: AAS 93 (2001) 303-304.

16/01/2017

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte
27 - [1]

Fiquei esclarecido!

Então… faria a primeira pergunta:

Qual a principal razão da Igreja para se preocupar tanto com uma “Doutrina Social”?

Respondo:

A Igreja continua a interpelar todos os povos e todas as nações, porque somente no nome de Cristo a salvação é dada ao homem.
A salvação, que o Senhor Jesus nos conquistou por um “alto preço” [i], realiza-se na vida nova que espera os justos após a morte, mas abrange também este mundo [ii] nas realidades da economia e do trabalho, da sociedade e da política, da técnica e da comunicação, da comunidade internacional e das relações entre as culturas e os povos.



[1] Nota: Normalmente, estes “Diálogos apostólicos”, são publicados sob a forma de resumos e excertos de conversas semanais. Hoje, porém, dado o assunto, pareceu-me de interesse publicar quase na íntegra.




[i] cf. 1Cor 6, 20; 1Pd 1, 18-19
[ii] cf. 1Cor 7, 31