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23/05/2023

Publicações em Maio 23

  


Mês de Maio

História verdadeira

 

Com 4/5 anos de idade, o sexto filho de uma, família nessa altura com 7 irmãos, mais tarde seriam 10, apareceu com uma doença, na época, pelos anos 1944/45, estranha ou, pelo menos, pouco divulgada: Leucemia.

 

Não havia, então, grandes meios, nem de diagnóstico e, muito menos de tratamento. As análises semanais eram feitas e enviadas para Alemanha; em Portugal, não havia recursos para tal. Os resultados revelavam sempre o agravamento da doença.

 

Os Pais, não desistiam de aplicar todos os meios, embora escassos, para lutar pela saúde do seu filho e, sobretudo, todos os dias 13 de cada mês, levavam-no a Fátima onde participava na Missa dos peregrinos e recebia a bênção dos doentes.

O miúdo olhava para a Mãe ao seu lado, vestida de servita e via nos seus olhos doces, fixando a Custódia, um brilho de lágrimas incontidas.

 

Passados talvez 2 anos e meio, num dia 13 de Maio, mais uma vez ali estiveram.

 

No dia seguinte mais uma análise, desta vez com colheita de gânglios linfáticos que se avolumavam no pescoço do rapazinho. Uns dias depois, talvez uma semana, vieram os resultados do laboratório alemão: Não havia vestígios de Leucemia!

 

As análises continuaram, cada vez mais espaçadas e, os resultados mantinham-se.

O rapazinho recuperou totalmente a saúde, foi para o colégio e fazia, normalmente, a vida que todos os rapazes da sua idade faziam.

 

Passados 3 anos, em Fevereiro, nova e terrível doença: Meningite no seu estado mais grave!

 

Não havia ainda medicamentos apropriados (como a Estreptomicina que só apareceria no mercado em Abril desse ano e por um preço astronómico). As punções lombares cada dois dias eram um tormento indescritível e as dores de cabeça eram tais que o Pai do menino pediu ao porteiro do prédio que desse uma moeda a cada tocador de guitarra, acordeão etc., que então abundavam nas ruas de Lisboa, com a recomendação de se afastarem do local.

 

Não havia possibilidades de o levar a Fátima, tal a prostração e debilidade crescentes, mas, a sua Mãe colocou-lhe debaixo da almofada da sua cama de quase moribundo, um cravo que tinha colhido do andor de Nossa Senhora, em Fátima, depois da “procissão do adeus” num dia 13 também de Maio.

 

Passadas poucas semanas, voltou para o colégio, são e salvo!

 

Naquela família existiu – existe – sempre a convicção profunda que Jesus, por intercessão da Sua Santíssima Mãe, tinha, mais uma vez, operado um milagre.

 

O rapazinho viveu.

 

Tem, hoje 83 anos!

 

A Deus nada é impossível… e atende sempre a Sua Santíssima Mãe!

 

 

 

(AMA, 2016.11.12)

 

 

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22/05/2023

Publicações em Maio 22

  


Mês de Maio

História das Aparições de Fátima - 10

 

Sétima aparição de Nossa Senhora

 

Local: Cova da Iria

 

Data: 15 de Junho de 1921

 

Contexto: Véspera da partida de Lúcia para o asilo do Vilar

 

D. José encontrou-se pela primeira vez com Lúcia por volta de 1920-1921 e interrogou-a acerca dos acontecimentos. Propôs-lhe deixar Fátima para ir para o Porto, porque lá ainda não era conhecida.

 

Do diário da Irmã Lúcia:

 

«De novo, em Fátima, guardei inviolável o meu segredo. Mas a alegria que senti ao despedir-me do Senhor Bispo, durou pouco tempo. Lembrava-me dos meus familiares, da casa paterna, da Cova da Iria, Cabeço, Valinhos, do poço… e agora deixar tudo, assim, de uma vez para sempre? Para ir não sei bem para onde…? Disse ao Sr. Bispo que sim, mas agora vou dizer-lhe que me arrependi e que para aí não quero ir.»

Estava nesta luta, quando foi à Cova da Iria:

«Assim solícita, mais uma vez desceste à terra, e foi então que senti a Tua mão amiga e maternal tocar-me no ombro; levantei o olhar e vi-Te, eras Tu, a Mãe bendita a dar-me a mão e a indicar-me o caminho; os Teus lábios descerraram-se e o doce timbre da tua voz restituiu a luz e a paz à minha alma: “Aqui estou pela sétima vez, vai, segue o caminho por onde o Senhor Bispo te quiser levar, essa é a vontade de Deus.”

Repeti então o meu “sim”, agora bem mais consciente do que, o do dia 13 de Maio de 1917 e enquanto de novo Te elevavas ao Céu, como num relance, passou-me pelo espírito toda a série de maravilhas que naquele mesmo lugar, havia apenas quatro anos, ali me tinha sido dado contemplar.»

 

Notas:

Boletim Bem-aventurados Francisco e Jacinta. Fátima: Postulação de Francisco e Jacinta Marto, Janeiro Março 2006

 

O Poder de Jesus

 

Jesus Cristo não podia ser mais claro como quando, segundo relata São João, disse: «O Pai, aliás, não julga ninguém, mas entregou ao Filho todo o julgamento».

O poder de julgar é um poder absoluto porque do seu exercício resultará a condenação ou a absolvição.

Sinto uma felicidade imensa por saber que este poder está nas Mãos Misericordiosas de Jesus Cristo e digo isto porque sei quanto É Magnânimo e quer que me salve, não obstante os meus erros e fraquezas. Mas, mesmo assim, que se me perdoem as palavras, desejo ter a meu lado uma Advogada que me assista na hora do julgamento, tentando como só as Mães sabem fazer trazer factos, pequenas lembranças que de alguma forma possa “adoçar” a crueza dos meus pecados.

Sim, esta Advogada quero-a, desejo-a particular, ao meu serviço permanente e, por isso mesmo a invoco permanentemente: Advogada minha esses teus olhos misericordiosos para mim volvei e não me deixeis cair em tentação. Os teus conselhos são o que de mais precioso posso ter para me ajudar converter este vale de lágrimas onde estou em permanente perigo de perecer em rios de alegria onde possa vogar tranquilo e em paz para a salvação.

Ah! E advogada Poderosa porque no Tribunal Celeste está logo abaixo do assento do Juíz Supremo. Tenho a certeza que se me vir em perigo intervirá com veemente carinho para que o castigo dos meus pecados seja mais brando ou, até talvez, anulados pelo perdão final.

 

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21/05/2023

Publicações em Maio 21



 

Mês de Maio

Minha querida Mãe do Céu, escrevo esta pequena carta para te confirmar a minha devoção e o meu amor. Posso imaginar-me a teus pés na Capelinha em Fátima a dizer-te o que me vai na alma: a alegria e felicidade que sinto por te ter a ti, como tão excelente Mãe, que te louvo e exalto como a mais excelsa criatura, a mais doce, a mais pura, a mais piedosa, a mais venerável, admirável, poderosa sempre Virgem Mãe de Deus e minha Mãe!

História das Aparições de Fátima - 9

 

Sexta aparição de Nossa Senhora

 

Local: Cova da Iria

 

Data: 13 de Outubro de 1917

 

Pessoas presentes: 50000 a 70000

 

«– Que é que Vossemecê me quer?

 

– Quero dizer-te que façam aqui uma capela em Minha honra, que sou a Senhora do Rosário, que continuem sempre a rezar o Terço todos os dias. A guerra vai acabar [ainda hoje] e os militares voltarão em breve para as suas casas.

 

– Eu tinha muitas coisas para Lhe pedir: se curava uns doentes e se convertia uns pecadores, etc.

 

– Uns sim, outros não. É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados.

 

E tomando um aspecto mais triste:

 

– Não ofendam mais a Nosso Senhor que já está muito ofendido! {Se o povo se emendar, acaba a guerra e, se não se emendar, acaba o mundo.}

 

– Ainda me quer mais alguma coisa?

 

– Já não quero mais nada.

 

E, abrindo as mãos, fê-las reflectir no Sol. E enquanto se elevava, continuava o reflexo da sua própria luz a projectar no Sol.

 

Desaparecida Nossa Senhora na imensa distância do firmamento, vimos, ao lado do sol, S. José com o Menino e Nossa Senhora vestida de branco, com um manto azul. São José com o Menino, pareciam abençoar o Mundo, com os gestos que faziam com a mão em forma de cruz. Pouco depois, desvanecida esta aparição, vi Nosso Senhor e Nossa Senhora que me dava a ideia de ser Nossa Senhora das Dores. Nosso Senhor parecia abençoar o mundo da mesma forma que São José. Desvaneceu-se esta aparição e pareceu-me ver ainda Nossa Senhora em forma semelhante a Nossa Senhora do Carmo.»

Notas:

Memórias da Irmã Lúcia I. 14.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2010, p. 180-181 (IV Memória); a secção entre parênteses retos consta do interrogatório do pároco, de 16 de outubro de 1917, em Documentação Crítica de Fátima, vol. I. Fátima: Santuário de Fátima, 1992, p. 24, e a secção entre chavetas do interrogatório do Dr. Formigão, em Documentação Crítica de Fátima, vol. I, p. 142.

 

 

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19/05/2023

Publicações em Maio 19

  


Mês de Maio

Monstra te esse matrem! Sim, mostra que és Mãe, minha Mãe. Como, apesar de tudo quanto não sou e deveria ser, tu és minha Mãe e me queres, e me proteges, e desejas a minha felicidade aqui na terra e, depois, no Céu. Monstra te esse matrem! Ajuda-me também a mostrar-me como teu filho, a comportar-me, a conduzir a minha vida como teu filho, e, sobretudo: Recordare Virgo Mater Dei, dum steteris in conspectu Domini et loquaris pro me bona. Ámen

História das Aparições de Fátima - 8 

Quinta aparição de Nossa Senhora

 

Local: Cova da Iria

 

Data: 13 de Setembro de 1917

 

Pessoas presentes: 20000 a 30000

 

«– Continuem a rezar o Terço a Nossa Senhora do Rosário, todos os dias, [que abrande ela a guerra] para alcançarem o fim da guerra, [que a guerra está para acabar].

 

Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, S. José com o Menino Jesus para abençoarem o Mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia.

 

– Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, dum surdo-mudo.

 

– Alguns, curarei, outros não, [porque Nosso Senhor não quer crer neles]. Em Outubro farei o milagre para que todos acreditem.

 

– O povo muito gostava aqui duma capelinha.

 

– De metade do dinheiro que juntaram até hoje façam dois andores e dêem-nos à Senhora do Rosário; a outra metade seja para ajuda da capelinha.

 

Ofereci-lhe duas cartas e um vidro com água-de-cheiro.

 

– Deram-me isto, se Vossemecê os quer.

 

– Isso não é conveniente lá para o Céu.]»

 

Notas:

Memórias da Irmã Lúcia I. 14.ª ed. Fátima: Secretariado dos Pastorinhos, 2010, p. 179 (IV Memória); as secções entre parênteses retos constam do interrogatório do pároco, de 15 de Setembro de 1917, em Documentação Crítica de Fátima, vol. I. Fátima: Santuário de Fátima, 1992, p. 21-22

 

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Nossa Senhora e o mar

 

Cristo está junto ao mar porque quer ver como nos comportamos na nossa barca, na nossa navegação. Ele sabe muito bem os perigos que o mar desta vida tem, conhece profundamente e em detalhe as nossas incapacidades e deficiências como “marinheiros”. Está ali, para “o que der e vier”. Da praia, se nos vir em perigo, aflitos com a perda do rumo, acenar-nos-á para que vamos ter com Ele. É tão bom saber que Cristo está na praia do nosso mar! Que confiança nos dá o sabê-Lo ali, disponível para o que for preciso! Mesmo quando não nos damos conta, ou pior, quando ignoramos a Sua presença, Ele está lá, sempre, solícito e pronto a acudir-nos. Foi na praia que Jesus começou a fantástica história da salvação humana. Eram homens do mar os que, em primeiro lugar, Jesus escolheu para concretizar a Sua Missão Salvadora. Muito particularmente, três: Pedro, Tiago e João, hão-de acompanhá-Lo mais perto da Sua intimidade. Jesus conversa com eles de forma que eles entendem bem: Fala-lhes do mar e da faina da pesca; diz-lhes que o que espera deles, a tarefa grandiosa, extraordinária que lhes tem reservada. Talvez não tenham percebido completamente o que encerrava esta primeira conversa, mas não precisaram de mais para se decidirem. Na escolha feita por Jesus, o que contou, de facto, foi a pronta decisão de O seguirem assim que os chamou. Ele sabe bem o que espera os homens da Sua Igreja até ao final dos tempos. A agitação, os ventos contrários, os naufrágios, as vagas alterosas, o velame que se rompe, os mastros que quebram. Por isso, escolhe, sempre, um “patrão” para a Sua barca que sabe guiá-la através de todas estas dificuldades, que será sempre fiel ao rumo e que acabará sempre por alcançar bom porto. Esses homens que ao longo dos séculos se têm sucedido no comando da barca de Cristo, da Sua Igreja, são sempre as melhores escolhas porque, quem os escolhe, é Ele. Como não confiar inteiramente naquele que foi escolhido para esse lugar? Sozinho, entre o mundo e Cristo, o Papa encontra sempre o rumo certo para a Igreja, porque não confia em si próprio, na sua sabedoria ou aptidões, mas, sim, em Cristo a quem obedece fielmente nesse constante duc in altum. Nem um “til”, nem um “jota” jamais será mudado ou alterado até ao final dos tempos. Jesus afirma: «Sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.» Estas palavras atestam a vontade de Jesus em edificar a Sua Igreja com uma referência especial à missão e o poder específicos que Ele, por Sua vez, conferirá a Simão. Jesus define Simão Pedro como cimento sobre o qual construirá a Sua Igreja. A relação Cristo-Pedro reflecte-se, assim, na relação Pedro-Igreja. Confere-lhe valor e clarifica o seu significado teológico e espiritual, que objectiva e eclesialmente está na base do seu significado jurídico.

É bem conhecida a devoção das gentes do mar à Virgem Santíssima. Muitas das suas embarcações têm nomes que a invocam. Fazem-se procissões em sua honra muito concorridas com os barcos engalanados em ambiente de grande festa e alegria. Algumas ostentam pinturas algumas de carácter bem ingénuo quase infantis, outras mais elaboradas retratando cenas mais complexas em que a Senhora é sempre a figura central. Apercebo-me sem dificuldade que faz todo o sentido a presença da Mãe. De facto, ela tem muito a ver com tudo o que se passa com a humanidade. Afinal todos os homens – por vontade expressa do Filho - somos seus filhos. Mas também tem muito a ver com o mar porque é Guia dos Navegantes; a Stela Maris; a segurança – iter para tuto. ([1]) A sua vida depois que o Filho começou a ingente tarefa que O trouxe ao mundo foi passada entre pescadores, homens do mar, gente habituada aos “altos e baixos” da profissão, das pescas abundantes e dos malogros das redes vazias. Sabe do que falam, conhece o que desejam, consola-os e anima-os a prosseguir. Tal como o Filho também ela lhes diz: «Duc in altum», fazei-vos ao largo onde a pesca será mais abundante e compensadora do esforço despendido. Não vai com eles nas barcas, mas fica em terra, na praia, pensando neles, pedindo insistentemente ao Filho que os guie, os proteja, que os ventos e as ondas não se tornem perigos insuperáveis. Mas, se acaso, soçobram ou estão prestes a sucumbir porque ou perderam os remos ou as velas e estão à deriva num mar desconhecido apressa-se a socorrê-los.

Em Dezembro de 2011 a embarcação “Virgem do Sameiro” com seis pescadores a bordo naufragou. Os pescadores recolheram-se numa balsa e andaram sessenta horas à deriva no mar, exaustos, sem comida nem água sem quaisquer meios disponíveis para sobreviver quando finalmente foram avistados por um helicóptero que os resgatou e os trouxe para terra. Rodeado pelas televisões e jornalistas, o Mestre da embarcação respondeu a uma jornalista que perguntava o que tinha a dizer sobre o que se afirmava que teria sido milagre por intervenção de Nossa Senhora: ‘Sim, estou convencido que foi um milagre! Não é por acaso que o nome da embarcação é “Virgem do Sameiro” e que dentro da balsa tínhamos um Terço do Rosário’». ([2])

 

 

 

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[1] Guia de um caminho seguro

[2] Estas declarações estão gravadas em vídeo. (http://expresso-virgem-do-sameiro-diz-que-o-mais-dificil-foi-suportar-o-frio-video=f692077)