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24/05/2014

Confidências de alguém


Nota de AMA: 

Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.


Anjo da Guarda

Hoje apercebi-me perfeitamente que o meu Anjo da Guarda é um “brincalhão”, quer dizer, gosta de brincar comigo e faz umas coisas que deixando-me atónito a princípio, depois também me dão vontade de rir e alegrar-me com ele.

É bom, muito bom ter um Anjo da Guarda bem-disposto; é sinal que nos estamos a portar bem e que nos apressamos a corrigir o que, talvez só por instantes fugazes, consentimos nos ponha algum  ressentimento no coração por qualquer coisa – sempre - de escassa importância.

E, ele alegra-se e, então, demonstra-o claramente.

Hoje, e aproveitando a tua boa disposição, volto à pergunta de há tempos atrás:

Como te chamas?




18/05/2014

Evangelho diário, comentário e leitura espiritual (Os Sacramentos)

Tempo de Páscoa

V Semana 


Evangelho: Jo 14, 1-2

1 «Não se perturbe o vosso coração. Acreditais em Deus, acreditai também em Mim.2 Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, Eu vo-lo teria dito. Vou preparar um lugar para vós. 3 Depois que Eu tiver ido e vos tiver preparado um lugar, virei novamente e tomar-vos-ei comigo, para que, onde estou, estejais vós também. 4 E vós conheceis o caminho para ir onde Eu vou». 5 Tomé disse-Lhe: «Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos saber o caminho?». 6 Jesus disse-lhe: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vai ao Pai senão por Mim. 7 Se Me conhecesseis, também certamente conheceríeis Meu Pai; mas desde agora O conheceis e já O vistes». 8 Filipe disse-Lhe: «Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta». 9 Jesus disse-lhe: «Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não Me conheces, Filipe? Quem Me viu, viu também o Pai. Como dizes, pois: Mostra-nos o Pai? 10 Não acreditais que Eu estou no Pai e que o Pai está em Mim? As palavras que vos digo, não as digo por Mim mesmo. O Pai, que está em Mim, Esse é que faz as obras. 11 Crede em Mim: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim. 12 Crede-o ao menos por causa das mesmas obras. «Em verdade, em verdade vos digo, que aquele que crê em Mim fará também as obras que Eu faço. Fará outras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai.


Comentário:

«Muitas moradas» porque todos os homens têm lugar no Céu não como multidão informe e anónima mas cada um individualmente porque o Senhor chama cada um pelo seu nome.

Que pena que alguns - muitos infelizmente - não queiram atender ao chamado e fiquem vazias essas moradas preparadas com tanto amor.

(ama, comentário sobre Jo 14, 1-12, 2011.05.22)


Leitura espiritual





Temas para leitura espiritual








Os Sacramentos 2

Os sacramentos da iniciação cristã

O Baptismo (II)

E, além disso, ainda que tendo recebido o Baptismo na infância, está em nossas mãos a capacidade de fazer com que a “participação na natureza divina”, que se nos concede, e a acção da graça em nós que o segue, seja eficaz o inoperante.
        
Uma vez recebida a Graça, aceite e aberto nosso Espírito à sua acção, a capacidade de “ser filhos de Deus em Cristo” toma corpo, e as potencias do homem abrem-se para a santidade, para a união com Deus, como filhos adoptivos, e deitam raízes e se desenvolvem em cada cristão, na liberdade de cada cristão, que se manifesta expressamente no desejo de mar a Deus e na rejeição decidida o pecado.
           
San Paulo expressa-o com estas palavras: “Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Pois não recebestes um Espírito de escravos para recair no temor; antes, recebestes um Espírito de filhos adoptivos, que nos faz clamar: ¡Abbá, Pai! O próprio Espírito une-se ao nosso Espírito para dar testemunho de que somos filhos de Deus. E, se filhos, também herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, já que sofremos com ele, para ser também com ele glorificados” (Rm 8, 14-17).
        
Filhos de Deus, e membros do Corpo de Cristo, que é a Igreja. A família de todos os baptizados que todos formamos e somos chamados a ir “construindo” espiritualmente ao longo da nossa vida, somos: “linhagem escolhida, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido, para anunciar os louvores daquele que os chamou das trevas à sua luz admirável” (1 Pedro 2, 9).
          
“Os baptizados, pelo seu novo nacimento como filhos de Deus, estão obrigados a confessar diante dos homens a fé que receberam de Deus por meio da Igreja, e a participar na actividade apostólica e missionária do Povo de Deus” (Catecismo, n. 1270).

- Sou consciente de que estou exercitando a minha liberdade plena de filho de Deus, quando me ajoelho ante a Eucaristia e adoro?
- Tenho a alegria de dar um testemunho de Fé, vivendo a minha vocação de adorador Eucarístico?
- Quando saúdo o Senhor no Sacrário, rezo pelo Santo Pai e por toda a Igreja?

O Baptismo (III)
            
Sei o Baptismo é necessário para a salvação, que ocorre com os que não recebem, o não podem receber, o Baptismo?
            
Nós, adoradores Eucarísticos temos de ser um ponto de referência, entre os nossos familiares, amigos e conhecidos, da Fé em Cristo. Por essa razão temos de ter presente os caminhos que a Igreja estabeleceu para facilitar que qualquer pessoa possa ser baptizada, pelo desejo dos seus pais, se é de menor idade, ou por decisão pessoal, se já é maior de idade.
           
Em perigo de morte, qualquer pessoa pode baptizar.
          
 “Em caso de necessidade qualquer pessoa, inclusive não baptizada, se tem a intenção requerida, pode baptizar. A intenção requerida consiste em querer fazer o que faz a Igreja ao baptizar, e empregar a fórmula baptismal trinitária (“Eu…te baptizo no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1256).
           
Além do Baptismo sacramental, a Igreja considera outros dos tipos de Baptismo que abrem a alma às portas da Graça.
           
“Desde sempre, a Igreja possui a firme convicção de que os que padecem a morte por razão da fé, sem ter recebido o Baptismo, são baptizados pela sua morte com Cristo e por Cristo. Este Baptismo de sangue como o desejo do Baptismo, produz os frutos do Baptismo sem ser sacramento”

Este é o baptismo que os que se unem aos cristãos que sofrem martírio, movidos pelo seu exemplo recebem. E morrem com eles afirmando a mesma Fé.
          
Unido a este Baptismo de sangue a Igreja reconhece dois modos do Baptismo de desejo:
          
O primeiro refere-se aos que já se estão preparando para receber o Baptismo: “Aos catecúmenos que morrem antes do seu Baptismo, o desejo explícito de receber o Baptismo, unido ao arrependimento dos seus pecados e à caridade, assegura-lhes a salvação que não puderam receber pelo sacramento”.
          
O segundo caso aplica-se a todos os homens e manifesta claramente a universalidade da salvação que Cristo nos alcançou:
         
“Todo o homem que, ignorando o Evangelho de Cristo e a sua Igreja, busca a verdade e faz a vontade de Deus, segundo ele a conhece, pode ser salvo. Pode supor-se que semelhantes pessoas teriam desejado explicitamente o Baptismo se tivessem conhecido a sua necessidade”.
            
Talvez algum de nós tenha sabido de crianças que morreram apenas nascidos, e não receberam o Baptismo. Para estas situações – quer seja por descuido dos pais, por doenças imprevistas que precipitaram a morte, por atrasos desnecessários - temos de recordar a doutrina da Igreja para que saibamos consolar os pais que sofreram essa desgraça de forma involuntária, e sofrem pensando na situação dos seus filhos na vida eterna:
           
“Emquanto às crianças mortas sem Baptismo, a Igreja só pode confiá-los à misericórdia divina. Com efeito, a grande misericórdia de Deus, que quere que todos os homens se salvem e a ternura de Jesus com as crianças (…) permitem-nos confiar em que haja um caminho de salvação para as crianças que morrem sem Baptismo. Por isso é mais premente ainda a chamada da Igreja a não impedir que as crianças venham a Cristo pelo dom do Santo Baptismo” (Catecismo, n. 1261)
              
E terminamos esta reflexão recordando a doutrina comum na Igreja de que a todas os crianças que foram abortadas no seio das suas mães, a Misericórdia de Deus as acolhe no Céu.

- Recebemos com alegria a chegada de um novo filho, de um novo neto? Damo-nos conta de que é, verdadeiramente, um dom de Deus à família?
- Rezamos alguma vez nos momentos de adoração, pedindo a Deus  que se deixe de assassinar crianças no seio das sua mães?
- Lembramo-nos de vez em quando de nosso próprio baptismo, e  damos graças a Deus de todo coração por ter recebido a Fé?

A Confirmação (I)
          
A nossa condição de criatura comporta uma capacidade para desenvolver as potências e as qualidades, que cada um de nós temos como seres humanos. O nosso “eu”, núcleo vital de cada um que é a própria “pessoa”, encarrega-se de pôr em marcha a nossa “riqueza humana”.
            
Como poderemos desenvolver a “riqueza sobrenatural” que recebemos no Baptismo, e chegar a viver, como verdadeiros filhos de Deus em Cristo “participando da natureza divina”? Este é o efeito principal do segundo sacramento da iniciação cristã: a Confirmação.
           
“O efeito do sacramento da Confirmação é a efusão especial do Espírito Santo, como foi concedida noutro tempo aos apóstolos no dia de Pentecostes” (Catecismo, n. 1302).
            
Ao despedir-se dos apóstolos o Senhor prometeu-lhes a chegada do Espírito Santo, e anunciou-lhes a obra que o Paráclito levaria a cabo na alma de cada um deles e no espírito de todos os crentes, através dos séculos.
          
Qual é a obra principal que o Espírito Santo realiza no mundo, e que, de modo semelhante e ao mesmo tempo diferente, leva a cabo na alma do crente?
           
A principal obra do Espírito Santo na terra é a Encarnação do Filho de Deus, Jesus Cristo, no seio da Virgem Maria. Também Deus Pai nos envia o Espírito Santo, para que Cristo nasça e viva nas nossas almas, e possamos assim viver toda a nossa vida “com Cristo, por Cristo e em Cristo”.
          
O anúncio de Jesus Cristo de enviar o Espírito Santo consta de duas fases: “O Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á tudo e vos recordará tudo quanto eu vos disse” (Jo 14, 26). Pouco depois o Senhor afirma: “O Espírito da Verdade vos guiará até à Verdade completa, pois não falará por sua conta, mas falará o que ouve, e vos anunciará o que há-de vir… Receberá do mesmo e vo-lo comunicará” (Jo 16, 13-15).

Que significam estas duas afirmações do Senhor?
           
Em primeiro lugar, o Espírito Santo, ao ensinar-nos e ao dar-nos a Verdade, o próprio Cristo e ao enxertar-nos nele, permite-nos viver com Cristo, e vivendo com Cristo, com a Pessoa de Cristo, torna possível que cada um de nós esteja em condições de desenvolver as potencialidades sobrenaturais recebidas na “participação da natureza divina”, no baptismo.
            
A Confirmação leva a cabo o entrosamento de cada pessoa na sua nova vida cristã, em Deus, definitivamente, tanto no plano do “ser” como no do “actuar”. Esta acção fica expressa nestas palavras: “A Confirmação imprime na alma uma marca espiritual indelével, o “carácter”, que é o sinal de que Jesus Cristo marcou o cristão com o selo do seu Espírito revestindo-o da força do alto para que seja sua testemunha” (Catecismo, n. 1304).
           
Os efeitos da Confirmação promovem o crescimento da “nova criatura em Cristo”, que é cada cristão. Esta acção do sacramento ocorre seguindo um duplo meio: desenvolve a graça baptismal, que introduz o cristão mais profundamente na filiação divina;  e aperfeiçoa o sacerdócio comum dos fiéis – considerá-lo-emos mais adiante -, que  dá o poder de confessar publicamente a fé de Cristo, e como em virtude de um cargo (cfr. Catecismo, nn. 1304 e 1305).
           
Acção do Espírito Santo que se reflecte, portanto, na consciência de ser “nova criatura” que o cristão vai adquirindo, consciência que o leva a saber-se, e a ser, “filho de Deus”, capaz de clamar “Abba, Pai”. Todo este entrosamento da consciência da filiação divina, é obra da acção dos dons do Espírito Santo, que actuam no baptizado desde o primeiro instante de sua vida cristã.

- Ante o Sacrário, detenho-me a pensar que sou, de verdade, “filho de Deus em Cristo Jesus”?
- Rezo alguma vez ao Espírito Santo e o peço que encha o meu coração de amor a Cristo-homem, a Cristo-Eucaristia?
- Sou consciente de que o Espírito Santo vem a mim quando vivo o Sacramento da Reconciliação; e quando recebo a Cristo-Eucaristia na Comunhão?

A acção do Espírito Santo, que fortalece, em primeiro lugar, o interior da pessoa do crente, reflecte-se para o exterior: na condição social do homem e nas suas actuações públicas.
            
Recordemos brevemente os efeitos da Confirmação na alma do baptizado:
- “Introduze-nos mais profundamente na filiação divina, sabendo-nos “filhos de Deus em Cristo” e, portanto, une-nos mais firmemente a Cristo;
- Aumenta em nós os dons do Espírito Santo: sabedoria, inteligência, ciência, conselho, fortaleza, piedade e temor de Deus;
- Concede-nos uma força especial do Espírito Santo para difundir e defender a fé mediante a palavra e as obras, como verdadeiras testemunhas de Cristo, para confessar valentemente o nome de Cristo e para jamais nos envergonharmos da cruz” (cfr. Catecismo, n. 1303).
            
A Confirmação, portanto, sublinha com clareza a dignidade à qual os cristãos foram chamados: a viver com Deus e em Deus, sendo filhos de Deus e manifestando a grandeza deste viver em Cristo, com a suas obras e com a suas acções, porque estamos chamados também a ser testemunhos vivos da vida – no céu e na terra - de Cristo morto e ressuscitado. Testemunhas, portanto, não só da presença de Cristo no tempo e no agora da vida dos homens, mas também, do viver de Cristo na eternidade do Céu.

Viver com Cristo, guiados pelo Espírito Santo e participando da natureza divina, implica uma plenitude de vida, uma riqueza de espírito, que, logicamente, se traduz em testemunho da vida de Cristo entre nós, nas mais variadas situações do viver.
             
A vida do cristão confirmado tende converter-se num testemunho real do viver de Cristo. Porque esta vida em Cristo é também “vida de Cristo em nós”, e não só é o Espírito Santo que clama dentro de nós “Abba, Pai”, é também Cristo que nos une ao seu sacerdócio e nos faz viver a todos os fiéis cristãos, membros da Igreja, o seu próprio sacerdócio de oferecimento, de intercessão, de reparação, de acção de graças a Deus Pai.
            
Em verdade podemos dizer que a acção do Espírito Santo que recebemos na Confirmação, nos une tão firmemente a Cristo, nos ajuda a identificar-nos com Ele, a fazer com que o mesmo Cristo cresça em nós em Espírito. Um crescimento que guarda certa analogia - consideradas logicamente todas as distâncias, como  dissemos - com o  crescimento de Cristo em Maria, na carne de Maria.
           
Quando consideramos os Dons do Espírito Santo, e os seus Frutos no nosso eu, sublinharemos a realidade da conversão do cristão no próprio Cristo, que torna possível desenvolver a capacidade de entender e de actuar para dirigir todo o bem, “o bem de os que amam a Deus”.
                
Jesus Cristo manifestou com toda clareza a existência do Espírito Santo, a realidade da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade e prometeu enviá-lo aos homens. Primeiro, receberam-no os Apóstolos no Pentecostes; agora envia-no-los na Confirmação e quando recebemos os demais Sacramentos.
           
E o Espírito Santo dá-nos a força para “confessar publicamente a fé em Cristo”.

- Dou-me conta de que ao receber o Espírito Santo na Confirmação, o meu Espírito recebe uma graça especial para orar, para adorar a Deus?
- Tenho a valentia de manifestar a minha fé; e especialmente, a minha fé na Eucaristia, inclusive entre pessoas que blasfemam contra Deus e contra Cristo?
- Levar a um amigo connosco para adorar o Senhor no Sacrário é uma fonte de gozo para a nossa alma, e peço à Virgem que me dê a audácia para o fazer?


ernesto julia, Os Sacramentos, Janeiro 28, 2011, trad, ama.




30/07/2012

Aumenta a minha Fé



Nota de AMA: 


Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.

Senhor eu creio em Ti mas aumenta a minha fé.
Porque, como Tu muito bem sabes, a minha fé é bem pouca coisa.
A cada momento vacila e abana porque é débil e fraca.
Eu bem tento pôr o meu coração inteiramente nas Tuas mãos.
«Nada me há-de faltar, nada sucederá superior às minhas forças».
Mas, Senhor, a minha fraqueza é tão grande, a minha cobardia, a minha tibieza, o meu apego ao conforto e às coisas da vida são tão grandes que eu tenho medo e, então, Senhor, o que Te peço não será ajuda para superar as dificuldades – que eu próprio criei – não, o que secretamente eu Te imploro são carros, dinheiro, posição social, etc.
O que hei-de eu fazer, Senhor, senão confessar-me assim e dizer-te com toda a franqueza que não quero nada disto, ou melhor, não quero querer.
Peço-te, Senhor, que me ajudes a querer só aquilo que Tu quiseres, nem mais nem menos.
Assim terei o bastante, para mim e para os outros e, o bastante vindo das Tuas mãos misericordiosas é muitíssimo.
Ajuda-me Senhor, a conseguir vencer-me assim, passo a passo, talvez centímetro ou milímetro a milímetro, mas que eu não pare, não me detenha nesta luta diária por melhorar, por extirpar de mim os defeitos que me tolhem o passo.

28/07/2012

Consagração a Nossa Senhora de Fátima



Nota de AMA: 

Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.


Senhora nossa Mãe:
Aqui, aos teus pés, neste lugar santo de Fátima onde desde muito pequenos nos habituamos a acorrer com a confiança e a esperança que os nossos queridos Pais nos incutiram, vimos consagrar-te a nossa família inteira.

No íntimo dos nossos corações instala-se alguma apreensão e incerteza em relação a esta nossa família.

Sabes bem que nos referimos às diferenças de opinião que se transformam em desavenças, desunião e afastamento; aos casais desfeitos com todas as graves consequências; à falta de fé e de prática da fé; ao excessivo apego a coisas passageiras deixando de lado o essencial; aos respeitos humanos que se traduzem em indiferença e falta de coragem para arrepiar caminho; às doenças graves que se arrastam e causam tanto sofrimento.

Faz com que todos, sem excepção, inspirados no exemplo dos nossos queridos Pais, nos comportemos como autênticos filhos teus e com sinceridade, espírito de compreensão e a humildade necessárias para, com respeito de uns pelos outros, ser-mos, de facto, uma família unida e santa.

Que nenhum de nós se perca para a salvação eterna.

Como Paulo VI, aqui mesmo em 1967, te repetimos: “Monstra te esse Matrem”, Mostra que és Mãe.

Isto te pedimos, invocando, uma vez mais, ao teu Dulcíssimo Coração, a tua protecção e amparo.


Fátima, 2012.07.06

30/06/2012

Acções de graças



Nota de AMA: 

Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.

Senhor, de novo na Tua presença para te louvar e dar graças.
Hoje a ‘minha Missa’ foi algo que senti fundo, a minha Comunhão comovente.
Senti perfeitamente a grandeza da Tua bondade, do teu sacrifico de amor em acederes em vir até mim e morares por instantes no meu peito, no meu corpo.
Como é possível, Senhor, que um ser tão abjecto como eu, com obras e pensamentos tão impuros e repugnantes possa merecer tal graça do meu Deus, do meu Senhor!
Vieste até mim como se eu merecesse alguma coisa, como se valesse a pena perderes tempo comigo.
E eu, pobre tolo, que não entendo de uma vez por todas, que Tu me queres, Tu me amas loucamente e queres, mas queres mesmo, estar ao pé de mim e comigo.
Quando será, Senhor, que eu compreendo isto e aceitando esta evidência, vivo e me comporto, penso e actuo de acordo com esta maravilha?
Eu, …, estou na presença de Deus e Deus está comigo!
Quando me convencerei disto?
Ah! Senhor, se eu tivesse sempre no meu espírito esta realidade, de certeza que não te ofenderia, não ofenderia os meus irmãos, o meu comportamento seria bem diferente e toda a minha vida seria um hino de louvor e acção de graças permanente.
Mas não.
Mal me levanto um pouco, logo caio outra vez ao nível do chão e nunca consigo senão uns poucos centímetros de altura.

Para quem, como Tu, quer que eu seja um gigante, deve ser bem triste verificar a minha ridícula e triste pequenez.

Umas ‘andas´ que me tornem mais alto, eis o que preciso, Senhor.

A Tua graça, o Teu amparo, o Teu auxílio constante serão essas ‘andas’ imprescindíveis a que eu possa tomar uma pouco mais de altura, respirar o ar mais puro que existe ao pé de Ti.
Não me faltes, Senhor, com esse precioso auxílio.
Hoje vou oferecer a pequena mortificação habitual para desconto – infelizmente não posso, jamais poderei, dizer: saldo – dos meus pecados.
É poucochinho, Senhor, e será mal feito, irei distrair-me mas… porei isto prometo, todo o meu amor e a minha vontade em cumpri-la.
Ouve, Senhor, a minha oração.
O Santo Rosário que vou dirigir à Tua e minha santíssima Mãe, poderá ser veículo da minha admiração, da minha entrega, da minha disponibilidade total à Tua Vontade e desejos.
Faz de mim, Senhor, o que e como quiseres.
Sou Teu, pertenço-te inteiramente e nada poderá ser mais grato que cumprir a Tua Vontade Santa.

Minha Mãe Imaculada, São José meu Pai e Senhor, Anjo da Minha Guarda, intercedei por mim.

30/05/2012

Amo-te



Nota de AMA: 

Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.

Aqui, sentado - minha mesa de trabalho, entro em contacto mais intimo contigo, meu Senhor e meu Deus.
Ao longo deste dia, lembrei-me de Ti alguma vez.
Não tantas como devia e, na realidade deveria estar tão embebido em Ti, que cada momento deveria ser um momento inteiramente Teu.
E, no entanto, eu creio firmemente que Tu me vês, escutas e ouves em qualquer lugar onde esteja, sempre.
A minha condição de homem fraco e pusilânime, faz-me esquecer essas verdades e a desviar-me do que deveria ser a minha constante preocupação.
Tu sabes bem, meu Senhor, quanto me custa, a dificuldade que tenho em falar contigo.
Parece que não me ocorre nada para Te dizer e, na verdade, tenho tanto para Te contar.
Apetecia-me ficar constantemente repetindo:
Senhor eu amo-te, Senhor eu amo-te, Senhor eu amo-te.
E isto é verdade, bem o sabes. É um amor pouco limpo, cheio de mazelas e imperfeições, mas é um amor autêntico, total.
Entrego-me nas Tuas mãos de maneira inteira e dou-te de bom grado tudo, absolutamente tudo o que possuo.
Aceita-me Senhor, coloca tudo isso junto dos mais ínfimos que recebes e dá-me a graça de permanecer junto de mim.
Sabes bem como sou fraco e esqueço e rodeio os meus propósitos de fazer mais, de fazer melhor.
Só com a Tua ajuda, que não me canso de solicitar, posso conseguir alguma coisa.
Só com a Tua carinhosa mão a sustentar-me poderei evita mais quedas e mais graves.
Porque Tu és o meu refúgio, a minha força, a minha segurança.
Em Ti reside tudo quanto sou, Senhor, e posso.
Em Ti confio, desde manhãzinha até ao adormecer.
Lembra-te tu também, minha querida Mãe, de falares bem de mim ao Teu Filho. Intercede por este pobre (…), que tão ingrato é, mas que confia totalmente no teu coração de Mãe amantíssima.
A ti me recomendo, Senhora de Fátima, na recitação tão distraída do terço, vê o teu pobre filho tentando balbuciar as palavras que alegram o teu coração.
Eu te imploro o teu auxílio, Mão extremosa, e o teu amparo nas horas difíceis.
O reconhecimento por tudo quanto me fazes e me dás, a cada momento, engolfam-se neste beijo cheio de ternura com que peço a tua bênção.

30/04/2012

Pedido a um Sacerdote conf



Nota de AMA: 


Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.

Por aqui me fico esperando o seu regresso do Retiro, com a paciência para me aturar renovada.

Não me canso nunca de lhe pedir – embora tenha a certeza que não é necessário – as suas orações por mim. São a minha “prancha de surf” graças à qual me vou mantendo na crista das ondas deste encapelado mar que é a minha vida.

Se achar bem, diga-lhe também que, como há dois mil anos, impere aos ventos para que se faça a bonança que não mereço mas anseio de espero.

06/04/2012

Sexta -Feira Santa


Nota de AMA: 


Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.


Pronto, chegou ao fim a caminhada extraordinária do Filho de Deus feito Homem.  

Nascido da Virgem Maria, é, trinta e três anos depois, a Vitima por excelência oferecida ao Pai para expiação dos pecados dos homens de todos os tempos – passados, presentes e futuros – numa morte cruenta terrível, antecedida de uma Paixão dolorosa e humilhante. Nada Lhe foi poupado, do sarcasmo mais soes à mentira mais descarada, do abandono dos amigos mais íntimos, ao despojamento dos poucos bens: algumas, poucas, peças de vestuário.

Ele, o Rei dos Reis… era o que tinha por espólio: Umas roupas simples empapadas de sangue.

Aqui estou eu, Senhor, atónito com tudo isto e maravilhado que o meu Deus, o meu Senhor, me tenha incluído nos Seus planos de salvação. A mim, …., pobre de mim que não sei o que fazer para merecer tão enormíssimo sacrifício.
Só com a Tua ajuda e a intercessão na nossa Mãe Maria Santíssima será possível alcançar as graças e merecimentos de toda esta Paixão do meu Jesus.