22/02/2013

Leitura espiritual para 22 Fev


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Tratado dos actos humanos 40


Questão 13: Da eleição.

Art. 5 ― Se há eleição só do possível.





(III Ethic., lect. V).

O quinto discute-se assim. ― Parece que a eleição não é só do possível.


Resumos da Fé Cristã


A santíssima Trindade 2

1. A revelação de Deus uno e trino 2

Em Cristo, Deus abre e entrega a Sua intimidade, que de per si seria inacessível ao homem apenas por meio das suas forças 2. Esta mesma revelação é um acto de amor, porque o Deus pessoal do Antigo Testamento abre livremente o Seu coração e o Unigénito do Pai sai ao nosso encontro, para Se fazer uma só coisa connosco e levar-nos de regresso ao Pai (cf. Jo 1, 18). Trata-se de algo que a filosofia não podia adivinhar, porque radicalmente apenas pode ser conhecido mediante a fé.

2. Deus na Sua vida íntima

Deus não só possui uma vida íntima, mas Deus é – identifica-se com – a Sua vida íntima, uma vida caracterizada por eternas relações vitais de conhecimento e de amor, que nos levam a expressar o mistério da divindade em termos de processões.

De facto, os nomes revelados das três Pessoas divinas exigem que se pense em Deus como o proceder eterno do Filho do Pai e na mútua relação – também eterna – do Amor que «procede do Pai» (Jo 15, 26) e «toma do Filho» (Jo 16, 14), que é o Espírito Santo. A Revelação fala-nos, assim, de duas processões em Deus: a geração do Verbo (Cf. Jo 17. 6) e a processão do Espírito Santo. Com a característica peculiar de que ambas são relações imanentes, porque estão em Deus: mais ainda, são o próprio Deus, enquanto Deus é Pessoal; quando falamos de processão, pensamos habitualmente em algo que sai de outro e implica mudança e movimento. Visto que o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus Uno e Trino (cf. Gn 1, 26-27), a melhor analogia com as processões divinas podemos encontrá-la no espírito humano, onde o conhecimento que temos de nós próprios não sai para o exterior: o conceito que fazemos de nós é distinto de nós mesmos, mas não está fora de nós. O mesmo se pode dizer do amor que temos para connosco. De forma parecida, em Deus o Filho procede do Pai e é Imagem Sua, da mesma forma como o conceito é imagem da realidade conhecida. Só que esta Imagem em Deus é tão perfeita que é Deus mesmo, com toda a Sua infinitude, a Sua eternidade, a Sua omnipotência: o Filho é uma só coisa com o Pai, o próprio Algo, essa é a única e indivisa natureza divina, embora seja outro Alguém. O Símbolo de Niceia-Constantinopla exprime-o com a fórmula «Deus de Deus, Luz de Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro». O facto é que o Pai gera o Filho dando-Se a Ele, entregando-Lhe a Sua substância e a Sua natureza, não em parte, como acontece na geração humana, mas perfeita e infinitamente.

giulio maspero

Bibliografia básica:

Catecismo da Igreja Católica, 232-267.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 44-49.

Leituras recomendadas:

São Josemaria, Homilia «Humildade», em Amigos de Deus, 104-109.
J. Ratzinger, El Dios de los cristianos. Meditaciones, Ed. Sígueme, Salamanca 2005.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

_______________________
Notas:
2 «Deus deixou alguns traços do seu ser trinitário na criação e no Antigo Testamento, mas a intimidade do seu Ser como Trindade Santa constitui um mistério inacessível à razão humana sozinha e mesmo à fé de Israel, antes da Encarnação do Filho de Deus e do envio do Espírito Santo. Tal mistério foi revelado por Jesus Cristo e é a fonte de todos os outros mistérios» (Compêndio, 45).

Maria, Rainha da Paz


Maria, Regina pacis, Rainha da Paz, porque tiveste fé e acreditaste que se cumpriria o anúncio do Anjo, ajuda-nos a aumentar a Fé, a sermos firmes na Esperança, a aprofundar o Amor. Porque é isso que quer hoje de nós o teu Filho, ao mostrar-nos o seu Sacratíssimo Coração. (Cristo que passa, 170).


Característica evidente de um homem de Deus, de uma mulher de Deus, é a paz na alma: tem "a paz" e dá "a paz" às pessoas com quem convive. (Forja, 649).

Não é lícito escudar-se em razões aparentemente piedosas para espoliar os outros do que lhes pertence: Se alguém diz: "Eu amo a Deus" mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Mas também se engana a si mesmo quem regateia ao Senhor o amor e a reverência – a adoração – que lhe são devidos como Criador e nosso Pai; a quem se nega a obedecer aos seus mandamentos com a falsa desculpa de que algum deles é incompatível com o serviço dos homens claramente adverte S. João que nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus: Se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque o amor de Deus consiste em guardar os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados. (Amigos de Deus, n. 166)

21/02/2013

Evangelho do dia e comentário





Quaresma Semana I






S. Pedro Damião – Doutor da Igreja

Evangelho: Mt 7, 7-12

7 «Pedi, e vos será dado; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8 Porque todo aquele que pede, recebe, e quem busca, encontra; e a quem bate, abrir-se-á. 9 Qual de vós dará uma pedra a seu filho, quando este lhe pede pão? 10 Ou se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? 11 Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai celeste dará coisas boas aos que lhas pedirem. 12 «Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles; esta é a Lei e os Profetas.
Comentário:

É difícil compreender as palavras de Jesus apenas com raciocínio humano. São palavras de vida eterna, logo, só numa perspectiva de eternidade são compreensíveis.

E como podemos ter esta perspectiva, nós humanos?

A resposta reside, como sempre, na consideração da nossa filiação divina.
Se a tivermos bem arreigada na nossa alma e no nosso coração, entenderemos tudo quanto Deus nos quer dizer.
Não é verdade que os Pais extremosos e dedicados sempre se fazem entender pelos seus filhos?

(ama, comentário sobre Mt 7, 7-12, 2011.04.14)

Leitura espiritual para 21 Fev


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 321

À procura de Deus


Se não dou,
como posso ter “espaço” para receber?

CRER NÃO É QUERER!

.
.


NUNC COEPI recomenda vivamente a leitura do artigo (cujo link abaixo se detalha) e com o qual se identifica plenamente.


.
.

Tratado dos actos humanos 39


Questão 13: Da eleição.


Art. 4 ― Se a eleição só existe em relação aos actos humanos.




O quarto discute-se assim. ― Parece que a eleição não existe só em relação aos actos humanos.



Resumos da Fé Cristã


A santíssima Trindade

1. A revelação de Deus uno e trino

«O mistério central da fé e da vida cristã é o mistério da Santíssima Trindade. Os cristãos são baptizados no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Compêndio, 44). Toda a vida de Jesus é revelação do Deus Uno e Trino: na anunciação, no nascimento, no episódio da Sua perda e encontro no Templo quando tinha doze anos e na Sua morte e ressurreição, Jesus revela-Se como Filho de Deus de uma forma nova relativamente à filiação conhecida por Israel. Além disso, no momento do Seu baptismo, ao iniciar a Sua vida pública, o próprio Pai testemunha ao mundo que Cristo é o Filho Amado (cf. Mt 3, 13-17 e par.) descendo sobre Ele o Espírito em forma de pomba. A esta primeira revelação explícita da Trindade corresponde a manifestação paralela na Transfiguração, que introduz o mistério Pascal (cf. Mt 17, 1-5 e par.). Finalmente, ao despedir-Se dos Seus discípulos, Jesus envia-os a baptizar em nome das três Pessoas divinas, para que seja comunicada a todo o mundo a vida eterna do Pai, do Filho e do Espírito Santo (cf. Mt 28, 19).

No Antigo Testamento, Deus tinha revelado a Sua unicidade e o Seu amor para com o povo eleito: Yahwé era como um Pai. Mas, depois de ter falado muitas vezes pelos profetas, Deus falou por meio de Seu Filho (cf. Hb 1, 1-2), revelando que Yahvé não só é como um Pai, mas que é Pai (cf. Compêndio, 46). Jesus dirige-se a Ele na Sua oração com o termo aramaico Abba, usado pelas crianças israelitas para se dirigirem ao seu próprio pai (cf. Mc 14, 36) e distingue sempre a Sua filiação da dos discípulos. Isto é tão chocante, que se pode dizer que a verdadeira razão da crucifixão é justamente o facto de Se chamar a si mesmo Filho de Deus em sentido único. Trata-se de uma revelação definitiva e imediata 1, porque Deus se revela com a Sua Palavra: não podemos esperar outra revelação, enquanto Cristo é Deus (cf., p. ex., Jo 20, 17) que se nos dá, enxertando-nos na vida que emana do regaço de Seu Pai.

giulio maspero

Bibliografia básica:

Catecismo da Igreja Católica, 232-267.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 44-49.

Leituras recomendadas:

São Josemaria, Homilia «Humildade», em Amigos de Deus, 104-109.
J. Ratzinger, El Dios de los cristianos. Meditaciones, Ed. Sígueme, Salamanca 2005.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet) *

_______________________
Notas:
1 Cf. SãoTomás de Aquino, In Epist. Ad Gal., c. 1, lect. 2.

Consummati in unum


Aos que procuram a unidade, temos de colocá-los perante Cristo, que pede que estejamos consummati in unum, consumados na unidade. A fome de justiça deve conduzir-nos à fonte originária da concórdia entre os homens: ser e saber-se filhos do Pai, irmãos. (Cristo que passa, 157)


Pobre ecumenismo o que anda na boca de muitos católicos, que maltratam outros católicos! (Sulco, 643)

Uma vez disse ao Santo Padre João XXIII, movido pelo encanto afável e paterno do seu trato: “Santo Padre, na nossa Obra, todos os homens, católicos ou não, encontraram sempre um ambiente acolhedor: não aprendi o ecumenismo de Vossa Santidade”. Ele riu-se emocionado, porque sabia que, já desde 1950, a Santa Sé tinha autorizado o Opus Dei a receber como associados Cooperadores os não católicos e até os não cristãos.

São muitos, efectivamente – e entre eles contam-se pastores e até bispos das suas respectivas confissões –, os irmãos separados que se sentem atraídos pelo espírito do Opus Dei e colaboram nos nossos apostolados. E são cada vez mais frequentes – à medida que os contactos se intensificam – as manifestações de simpatia e de cordial entendimento, resultantes de os sócios do Opus Dei centrarem a sua espiritualidade no simples propósito de viver com sentido de responsabilidade os compromissos e exigências baptismais do cristão. O desejo de procurar a plenitude da vida cristã e de fazer apostolado, procurando a santificação do trabalho profissional; a vida imersa nas realidades seculares, respeitando a sua própria autonomia, mas tratando-as com espírito e amor de almas contemplativas; a primazia que na organização dos nossos trabalhos concedemos à pessoa, à acção do Espírito nas almas, ao respeito da dignidade e da liberdade que provêm da filiação divina do cristão. (Temas Actuais do Cristianismo, 22)

20/02/2013

Evangelho do dia e comentário





Quaresma Semana I





Btºs Jacinta e Francisco Marto

Evangelho: Lc 11, 29-32

29 Concorrendo as multidões, começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado outro sinal, senão o sinal do profeta Jonas. 30 Porque, assim como Jonas foi sinal para os ninivitas, assim o Filho do Homem será um sinal para esta geração. 31 A rainha do meio-dia levantar-se-á no dia do juízo contra os homens desta geração, e condená-los-á, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está Quem é mais do que Salomão. 32 Os ninivitas levantar-se-ão no dia do juízo contra esta geração, e condená-la-ão, porque fizeram penitência com a pregação de Jonas; e aqui está Quem é mais do que Jonas!

Comentário:

De facto, a salvação não é fácil de conseguir.
Com o pecado original, o homem ficou irremediavelmente sujeito a grandes condicionamentos na sua vida um dos quais é a sua concupiscência - tendência para o mal - e o orgulho - a dificuldades em reconhecer o erro e arrepender-se dele.
Ora são condições de salvação as boas relações com Deus o que implica correcção e humildade e, estas são muito difíceis de alcançar quando as preocupações e cuidados com o que se tem dominam o nosso espírito.

E hoje... Jesus Cristo repetiria as mesmas palavras a propósito desta nossa geração?
Temo bem que sim já que os erros, preconceitos, afastamento de Deus e a ignorância da Sua Lei alastram por todo o mundo.
Passados dois mil anos parece que, a humanidade, não aprendeu nada com os próprios erros e, repetidamente, volta a cair neles com cada vez mais 'requinte' e persistência.
Por isso o ANO DA FÉ afigura-se como uma ocasião propícia a um exame sério das consciências que leve a uma consequente renovação de propósitos e comportamentos.

(ama, comentário sobre Lc 11, 29-32, 2012.10.15)

Leitura espiritual para 20 Fev


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Tratado dos actos humanos 38


Questão 13: Da eleição.

Art. 3 ― Se a eleição só existe em relação aos meios.




(I Sent., dist., XLI, a . 1, II, dist. XXV, a . 3, ad 2, De Verit., q. 24, a . 1, ad 20, III Ethic., lect. V).

O terceiro discute-se assim. ― Parece que a eleição não existe só em relação aos meios.



Resumos da Fé Cristã


A natureza de Deus e a Sua actuação 4

2. Como é Deus? 2

Assim se vê que, para entender o sentido propriamente cristão dos atributos divinos, é necessário unir a afirmação de omnipotência com a de bondade e misericórdia. Só quando se entendeu que Deus é omnipotente e eterno, a pessoa se pode abrir à esmagadora verdade de que este mesmo Deus é Amor, vontade de Bem, fonte de toda a Beleza e de todo o dom 9. Por isso os dados oferecidos pela reflexão filosófica são essenciais embora, de algum modo, insuficientes. Seguindo este percurso a partir das características que se percebem como primeiras até às que se podem compreender apenas mediante o encontro pessoal com Deus que se revela, chega-se a entrever como estes atributos são expressos com termos distintos apenas na nossa linguagem, enquanto na realidade de Deus coincidem e se identificam. O Uno é o Verdadeiro e o Verdadeiro identifica-se com o Bem e com o Amor. Com outra imagem, pode dizer-se que a nossa razão limitada actua um pouco como um prisma que decompõe a luz nas diferentes cores, cada uma das quais é um atributo de Deus; mas que em Deus coincidem com o Seu próprio Ser, que é Vida e fonte de toda vida.

3. Como conhecemos a Deus?

 Pelo que foi dito, podemos conhecer como é Deus a partir das Suas obras: só o encontro com o Deus que cria e que salva o homem pode revelar-nos que o Único é simultaneamente o Amor e a origem de todo o Bem. Assim Deus é reconhecido não só como intelecto – Logos segundo os gregos – que outorga racionalidade ao mundo – ao ponto de que alguns o terem confundido com o mundo, como acontecia na filosofia grega e como volta a suceder com algumas filosofias modernas – mas que também é reconhecido como vontade pessoal que cria e que ama. Trata-se, assim, de um Deus vivo; mais ainda, de um Deus que é a própria Vida. Assim, enquanto Ser vivo dotado de vontade, vida e liberdade, na Sua infinita perfeição, Deus permanece sempre incompreensível; ou seja, irreduzível a conceitos humanos.

giulio maspero

Bibliografia básica

Catecismo da Igreja Católica, 199-231; 268-274.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 36-43; 50.

Leituras recomendadas:

São Josemaria, Homilia «Humildade», em Amigos de Deus, 104-109.
J. Ratzinger, El Dios de los cristianos. Meditaciones, Ed. Sígueme, Salamanca 2005.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

_______________________
Notas:
9 «Deus revela-Se a Israel como Aquele que tem um amor mais forte do que o pai ou a mãe pelos seus filhos ou o esposo pela sua esposa. Ele, em Si mesmo, “é amor” (1 Jo 4, 8.16), que se dá completa e gratuitamente, “que tanto amou o mundo que lhe deu o seu próprio Filho unigénito, para que o mundo seja salvo por seu intermédio” (Jo 3, 16-17). Enviando o seu Filho e o Espírito Santo, Deus revela que Ele próprio é eterna permuta de amor» (Compêndio, 42).

19/02/2013

Evangelho do dia e comentário





Quaresma Semana I





Evangelho: Mt 6, 7-15

7 Nas vossas orações não useis muitas palavras como os gentios, os quais julgam que serão ouvidos à força de palavras. 8 Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós Lho peçais. 9 «Vós, pois, orai assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o Teu nome. 10 «Venha o Teu reino. Seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu. 11 O pão nosso supersubstancial nos dá hoje. 12 Perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores. 13 E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14 «Porque, se vós perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. 15 Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não perdoará as vossas ofensas.

Comentário:

Parece, e de facto é, da nossa inteira responsabilidade o ser-mos perdoados.

Jesus Cristo di-lo claramente, O senhor aplicar-nos-á a medida com que medirmos os outros.

É de justiça!

Nem podia deixar de ser, em primeiro lugar porque Deus é sumamente Justo e, depois porque respeita a nossa liberdade absolutamente, mesmo que, a usemos mal e as consequências possam ser más para nós.

Orar? Está bem, é preciso, absolutamente necessário.

De pouco valerá, porém se guardarmos os agravos que nos possam ter feito.

(ama, comentário sobre Mt 6, 7-15, 2012.06.21)

Leitura espiritual para 19 Fev


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Tratado dos actos humanos 37


Questão 13: Da eleição.


Art. 2 ― Se a eleição convém aos brutos.



(II Sent., dist. XXV, a . 1, ad 6, 7, V Metaphys, lect. XVI, III Ethic., lect V).

O segundo discute-se assim. ― Parece que a eleição convém aos brutos.



Resumos da Fé Cristã


A natureza de Deus e a Sua actuação 3

2. Como é Deus?

O Deus da Sagrada Escritura não é uma projecção do homem, pois a Sua absoluta transcendência só pode ser descoberta a partir de fora do mundo e, por isso, como fruto de uma revelação; quer dizer, não há propriamente uma revelação intra-mundana. Ou, dito de outro modo, a natureza como lugar da revelação de Deus 6 remete sempre para um Deus transcendente. Sem esta perspectiva, não teria sido possível para o homem chegar a estas verdades. Deus é ao mesmo tempo exigente 7 e amante, muito mais do que o homem se atreveria a esperar. De facto, podemos imaginar facilmente um Deus omnipotente, mas custa-nos reconhecer que essa omnipotência nos possa amar 8. Entre a concepção humana e a imagem de Deus revelada há, simultaneamente, continuidade e descontinuidade, porque Deus é o Bem, a Beleza, o Ser, como dizia a filosofia, mas, ao mesmo tempo, esse Deus ama-me a mim, que sou nada em comparação com Ele. O eterno procura o temporal e isso altera radicalmente as nossas expectativas e a nossa perspectiva de Deus.

 Em primeiro lugar Deus é Uno, mas não no sentido matemático como um ponto, mas é Uno em sentido absoluto desse Bem, dessa Beleza e desse Ser de quem tudo procede. Pode dizer-se que é Uno porque não há outro deus e porque não tem partes; mas, ao mesmo tempo, há que dizer que é Uno porque é fonte de toda a unidade. De facto, sem Ele tudo se decompõe e regressa ao não ser: a Sua unidade é a unidade de um Amor que também é Vida e dá a vida. Por isso, esta unidade é infinitamente mais do que uma simples negação da multiplicidade.

 A unidade leva a reconhecer Deus como o único verdadeiro. Mais ainda, Ele é a Verdade e a medida e fonte de tudo o que é verdadeiro (cf. Compêndio, 41); e isto porque justamente Ele é o Ser. Por vezes, tem-se medo desta identificação, porque parece que, dizendo que a verdade é una, se torna impossível todo o diálogo. Por isso, é tão necessário considerar que Deus não é verdadeiro no sentido humano do termo, que é sempre parcial. Mas que n’Ele a Verdade se identifica com o Ser, com o Bem e com a Beleza. Não se trata de uma verdade meramente lógica e formal, mas de uma verdade que se identifica com o Amor que é Comunicação, em sentido pleno: efusão criativa, exclusivo e universal ao mesmo tempo, vida íntima divina partilhada e participada pelo homem. Não estamos a falar da verdade das fórmulas ou das ideias, que são sempre insuficientes, mas da verdade do real que, no caso de Deus, coincide com o Amor. Além disso, dizer que Deus é a Verdade quer dizer que a Verdade é o Amor. Isto não mete nenhum medo e não limita a liberdade. De modo que, a imutabilidade de Deus e a Sua unicidade coincidem com a sua Verdade, enquanto que é a verdade de um Amor que não pode passar.

giulio maspero

Bibliografia básica

Catecismo da Igreja Católica, 199-231; 268-274.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 36-43; 50.

Leituras recomendadas:

São Josemaria, Homilia «Humildade», em Amigos de Deus, 104-109.
J. Ratzinger, El Dios de los cristianos. Meditaciones, Ed. Sígueme, Salamanca 2005.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)
_______________________
Notas:
6 João Paulo II, Enc. Fides et Ratio, 14-IX-1998, 19.
7 Deus pede ao homem – a Abraão – que saia da terra prometida, que deixe as suas seguranças, confia nos pequenos, pede coisas de acordo com uma lógica diferente da humana, como no caso de Oseias. É claro que não pode ser uma projecção das aspirações ou dos desejos humanos.
8 «Como é possível darmo-nos conta disso, apercebermo-nos de que Deus nos ama e não enlouquecermos também nós de amor? É necessário deixar que essas verdades da nossa fé vão calando na alma, até mudarem toda a nossa vida. Deus ama-nos! O Omnipotente, o Todo Poderoso, o que fez os céus e a terra» (São Josemaria, Cristo que Passa, 144).

Estai alegres, sempre alegres


Ninguém é feliz na Terra enquanto não se decidir a não o ser. Este é o caminho: dor, que em cristão se diz Cruz, Vontade de Deus, Amor; felicidade agora e depois – eternamente! (Sulco, 52)


«Servite Domino in laetitia!» Hei-de servir a Deus com alegria! Uma alegria que há-de ser consequência da minha Fé, da minha Esperança e do meu Amor...; que há-de durar sempre, porque, como nos assegura o Apóstolo, "Dominus prope est!", o Senhor segue-me de perto. Hei-de caminhar com Ele, portanto, bem seguro, já que o Senhor é meu Pai...; e com a sua ajuda hei-de cumprir a sua amável Vontade, ainda que me custe. (Sulco, 53)

Um conselho, que vos tenho repetido teimosamente: estai alegres, sempre alegres! Que estejam tristes os que não se consideram filhos de Deus! (Sulco, 54)