03/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Caminho e Luz
A debilidade do relativismo

2. O relativismo necessita usar absolutos



Para que o relativismo seja demonstrado como certo requer que as afirmações comparadas e o marco da comparação sejam absolutos. Isto pode ver-se no que segue.

Na compreensão clássica não relativista, a verdade é a correspondência entre uma afirmação e a realidade. Se o que se afirma não corresponde à realidade, a afirmação considera-se falsa. É uma relação que vai da forma seguinte  afirmação > mundo.
Os relativistas acrescentam um elemento a essa relação, a de uma espécie de filtro que torna impossível a observação directa do mundo:  afirmação > filtro > mundo.
Esse filtro é uma visão pessoal que pode ter a forma de uma opinião, uma crença cultural, um valor moral, ou uma simples percepção sobre o mundo. Esta visão pessoal é o que torna impossível o conhecimento da realidade, segundo o relativismo.
Tem uma aparência atractiva, mas é um engano: sendo lógicos, se o filtro existe, então não pode conhecer-se nada mais que o filtro ou visão pessoal; mas então o conhecimento desse filtro deve ser absoluto e não relativo (ainda que em cada pessoa seja diferente).
E se essas visões ou filtros são absolutos, segundo o relativismo, não podem ser conhecidos e a sua existência não pode ser demonstrada.
Mais ainda, se como dizem os relativistas nenhuma afirmação pode considerar-se falsa, então deve concluir-se que tampouco nenhuma afirmação é verdadeira.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama


Perguntas e respostas sobre Jesus de Nazaré. 3

Jesus de Nazaré


É Jesus,  Deus?

“Em Jesus, Deus fez-se homem. Deus entrou no nosso próprio ser. Nele, Deus é realmente o ‘Deus-connosco’ (…). Dar a conhecer Cristo significa dar a conhecer Deus”



55 Preguntas y respuestas sobre Jesús de Nazaret, extraídas del libro de Joseph Ratzinger-Benedicto XVI: “Jesús de Nazaret. Desde la Entrada en Jerusalén hasta la Resurrección”, Madrid 2011, Ediciones Encuentro. Pag. 126, marc argemí, trad. ama

Mostra que és Mãe!

Senhora:


Vêem aí tempos difíceis, graves para Portugal.

Tu, que és a nossa Rainha, não abandones os teus súbditos que, muitas vezes, não sabem o que fazem.

Ajuda-nos - a todos - a escolher os que melhor nos possam governar, com leis justas e equitativas, de acordo com a Lei Natural, nomeadamente no que se refere à defesa da dignidade humana, em todos os seus aspectos e ao respeito pela prática da Fé Cristã.

Esta "terra de Santa Maria" não pode, sob risco de se perder, continuar a ignorar os valores e princípios que durante séculos teve como norte e guia.

Não esqueças do que, em Fátima, te cantamos: “Ó Glória da nossa terra que nos salvaste mil vezes, enquanto houver portugueses, tu serás o nosso amor!” e MOSTRA QUE ÉS MÃE!

AMA, 2011.06.03

O valor educativo da Confissão

Doutrina

Sem dúvida por causa da situação actual de «emergência (urgência) educativa», Bento XVI quis assinalar o valor pedagógico da Confissão sacramental. Fê-lo numa alocução aos participantes num curso promovido pela Penitenciaria Apostólica (25-III-2011). Citou vários exemplos de confessores (São João Maria Vianney, São João Bosco, São Josemaria Escrivá, São Pio de Pietrelcina, São Giuseppe Cafasso e São Leopoldo Mandić) como testemunhas da misericórdia divina, que se manifesta sempre nesse encontro pessoal com Jesus Cristo que é o sacramento da Confissão.
Cabe recordar que o Sacramento da Penitencia o da Reconciliação, ou simplesmente «a Confissão», é um dos sacramentos «de cura», pois da mesma forma que a vida humana pode adoecer, tal sucede também com a vida espiritual. Impulsionado por João Paulo II, o VI Sínodo dos Bispos ocupou-se de «A Reconciliação e a Penitencia na missão da Igreja (1983). Seguiu-se uma magnífica exortação sobre o mesmo tema. Nela se analisava a perda do «sentido do pecado» no nosso tempo. Os principais meios para a formação neste âmbito são a educação na fé com o seu fundamento bíblico (ver a respeito a Exortação Verbum Domini, 30-IX-2010), a formação da consciência dos fiéis e uma praxis dos sacramentos atenta e renovada.
Todo isto se oferece em nossos dias como um re-descobrimento para os cristãos e um motivo de interesse para muitas outras pessoas.

ramiro pellitero iglesias, conioZe, trad ama, 2011.04.29

Sobre a família 71

Matrimónio: Um com uma 5

Porque é que o direito a casar não é um direito humano básico?


“O direito a casar e fundar uma família” está escrito na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948). Mas a lei internacional dos direitos humanos sempre foi entendida e afirmada a duradoura verdade que o casamento é a união para a vida de um homem e de uma mulher. O “United Nations Human Rights Committee”, que monitoriza os tratados internacionais dos direitos humanos, declarou que o direito a casar “implica, em princípio, a possibilidade de procriar”. O direito a casar e a fundar uma família é um direito humano básico, mas este direito tem um objectivo significado e conteúdo – a formação com uma pessoa de sexo oposto de uma união aberta à vida.

mary joseph, [i]  MercatorNet, 2011.03.09, trad ama
cont/


[i] Mary Joseph is a project officer at the Life, Marriage and Family Centre of the Catholic Archdiocese of Sydney.

Partilha

Reflectindo



Partilha


Partilhas o teu bolo, ele torna-se mais pequeno, compartilhas o teu tecto, ele não diminui; mas compartilha a tua alegria e ela aumenta (Provérbio árabe).

(antónio Cardigos, Filiação Divina, Rei dos Livros, nr.106)

Evangelho do dia e comentário








Páscoa – VI Semana




Evangelho: Jo 16, 20-23

16 «Um pouco, e já não Me vereis; outra vez um pouco, e ver-Me-eis, porque vou para o Pai». 17 Disseram então entre si alguns dos Seus discípulos: «Que é isto que Ele nos diz: Um pouco, e já não Me vereis, e outra vez um pouco, e ver-Me-eis? Que significa também: Porque vou para o Pai?». 18 Diziam pois: «Que é isto que Ele diz: Um pouco? Não sabemos o que Ele quer dizer». 19 Jesus, conhecendo que queriam interrogá-l'O, disse-lhes: «Vós perguntais uns aos outros porque é que Eu disse: Um pouco, e já não Me vereis, e outra vez um pouco, e ver-Me-eis. 20 Em verdade, em verdade vos digo que haveis de chorar e gemer, e o mundo se há-de alegrar; haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria. 21 A mulher, quando dá à luz, está em sofrimento, porque chegou a sua hora, mas, depois que deu à luz a criança, já não se lembra da sua aflição, pela alegria que sente de ter nascido um homem para o mundo. 22 Vós, pois, também estais agora tristes, mas hei-de ver-vos de novo e o vosso coração se alegrará, e ninguém vos tirará a vossa alegria. 23 Naquele dia, não Me interrogareis sobre nada. «Em verdade, em verdade vos digo que, se pedirdes a Meu Pai alguma coisa em Meu nome, Ele vo-la dará.

Comentário:

Duas certezas – pelo menos – o Mestre confirma aos Seus Apóstolos:
A tristeza converter-se-á em alegria e que obterão tudo quanto pedirem ao Pai em Seu nome.
Entreolham-se interrogando-se em silêncio.
O Senhor nunca promete nada que não cumpra!
Rapidamente a paz lhes inunda a alma constrangida pelo medo do futuro muito próximo: alegria e bens de Deus!
Realmente, não desejam mais nada, não precisam de mais nada.
Novamente se debruçam sobre a Jesus bebendo com avidez cada palavra que sai da Sua boca, observando e guardando na memória cada gesto e sinal das Suas mãos. A expressão do Seu rosto é a de sempre: calma, confiante, acolhedora.
«Em verdade, em verdade vos digo», esta forma do Mestre Se exprimir não é uma figura de retórica, não! É a veemente expressão que deseja que os Seus Apóstolos guardem bem no fundo dos seus corações:

Sou Eu quem vos diz isto! Acreditai!


(ama, comentário sobre Jo 16, 20-23, 2009.03.12)

02/06/2011

Decenário do Espírito Santo

O Espírito Santo: O sopro de Deus [i]

O Espírito Santo é como que a respiração de Deus, o Seu sopro, a exalação natural da Sua vida.

Não temos senão palavras humanas para descrever a Divindade mas a “tentação” de nos aproximar-mos leva-nos a procurar a expressão que melhor se identifique com o que pensamos.

Se Deus é amor, não será de estranhar que tudo quanto dele sai seja amor porque, de facto, não pode ser outra coisa.

O Espírito Santo, Ele Próprio, independente do Pai e do Filho, mas “resultado” do amor que une Ambos, é, portanto, Amor.

Este “sopro” de Deus há-de varrer as almas e os corações de todos os homens da terra e incendiar neles o fogo do Amor de Deus.

ama, 2011.06.03


[i] Jo 20, 22

Diálogos apostólicos

Diálogos




A alegria de fazer apostolado é a primeira “gratificação” que recebemos do Senhor.

Tens conhecimento de algum apóstolo que fosse triste?



ama , 2011.06.02

Inspirados para amar

Testemunhos de 22 pessoas

Tema para breve reflexão

Reflectindo

Tibieza e fervor

Nada há, por fácil que seja, que a nossa tibieza não o apresente difícil e pesado; como tão pouco nada há tão difícil e penoso que o nosso fervor e determinação não torne totalmente fácil e leve.






(S. João crisóstomo, De ompuntione, 1, 5)

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Bendita és tu, entre todas as mulheres!”

Olha para a Virgem Santíssima, e observa como vive a virtude da lealdade: quando Isabel precisa d'Ela, diz o Evangelho que vai "cum festinatione", com pressa, com alegria. Aprende! (Sulco, 371)


Agora, menino amigo, espero que já saibas desembaraçar-te. Acompanha, alegremente, José e Santa Maria... e ficarás a par das tradições da Casa de David.



Ouvirás falar de Isabel e de Zacarias, enternecer-te-ás com o amor puríssimo de José e baterá com mais força o teu coração, cada vez que pronunciarem o nome do Menino que há-de nascer em Belém...



Caminhamos, apressadamente, em direcção às montanhas, até uma aldeia da tribo de Judá (Lc I, 39).



Chegamos. – É a casa onde vai nascer João Baptista. – Isabel aclama, agradecida, a Mãe do Redentor: Bendita és tu, entre todas as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre! – A que devo eu tamanho bem, que venha visitar-me a Mãe do meu Senhor? (Lc I, 42 e 43).



O Baptista, ainda por nascer, estremece... (Lc I, 41)... A humildade de Maria verte-se no Magnificat... E tu e eu, que somos – que éramos – uns soberbos, prometemos ser humildes. (Santo Rosário, 2º mistério gozoso).



© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

João Paulo II e o Opus Dei

Entrevista com D. Javier Echevarría, prelado do Opus Dei, por ocasião da beatificação de João Paulo II.

-Procurando fazer um resumo quase impossível, o que deixou João Paulo II à Igreja?


- Deixou-nos um esplêndido tesouro de doutrina e de exemplo de caridade pastoral. Destacaria, no seu pontificado, um impulso para uma nova evangelização através da vida corrente, através de pessoas activamente presentes em todos os campos dos afazeres humanos, com uma conduta coerente com a fé.



Talvez por isso se entendeu muito bem com o Opus Dei, cujo espírito é a santificação e o apostolado na vida corrente...



- Tenho que esclarecer que a veneração e o agradecimento dos fiéis do Opus Dei se estendem a todos os Papas, pelo trabalho que realizaram para o bem da Igreja universal e porque todos, desde Pio XII até hoje, foram providenciais para o desenvolvimento dos apostolados do Opus Dei. Com João Paulo II existe uma particular dívida de gratidão, porque durante o seu pontificado tiveram lugar alguns eventos de especial importância para a história da Obra, como a erecção desta parte da Igreja em Prelatura pessoal, a beatificação e canonização de São Josemaria ou a criação da Universidade Pontifícia da Santa Cruz.


Sem dúvida que o Papa via na Obra um instrumento eficaz na linha da evangelização através da vida corrente. Mas, ao mesmo tempo, diria que não teve predilecção diferente pelo Opus Dei; João Paulo II foi verdadeiramente o Papa de todos, um pai sensível a todos os carismas que o Espírito Santo suscita. Penso que, com ele, milhões de pessoas se sentiram “filhos predilectos”; e com esta alegria e agradecimento diários viveram os fiéis do Opus Dei.

michele dolz, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet, 2011/05/16
2011.06.02