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10/02/2021

Virtudes

 

A alegria cristã 9

Os paradoxos do Cristianismo

Agradecer

 

Caminho, [1] alimentado por raiz cristã, não poderia estar longe desta rica textura da alegria. No ponto 268 pode ler-se: “Dá-Lhe graças por tudo, porque tudo é bom” (Caminho, 268). Considero que o texto fundamental sobre a alegria é este. Deste dar graças por tudo nasce uma alegria grande, como o Evangelho gosta de dizer: os anjos anunciam, no Nascimento de Cristo, «uma grande alegria» (Lc 2, 10); «os discípulos, confortados pela bênção de Cristo, que voltou para o Pai, experimentam uma grande alegria» (Lc 24, 50-52).



[1] São Josemaria Escrivá

03/02/2021

Virtudes

 

A alegria cristã 8

Os paradoxos do Cristianismo

 

O gaudium

A palavra clássica para alegria é gaudium do Latim. Na Vulgata, gaudium traduz praticamente sempre o xáQtg grego, e este termo grego serve também para presente, prémio, esmola e graça. Graça é o que se consegue sem esforço por parte de quem a recebe. Por isso, agradecer é reconhecer essa gratuidade. O gozo, a alegria, é resultado de possuir um bem, e precisamente um bem grande, que só de graça se pode receber. De todos esses bens, existe um de qualidade superior, o amor. O arquétipo do bem gratuitamente recebido é o amor. Por isso, o apaixonado, quando ama e é amado, entrega-se e recebe o dom, está alegre, satisfeito, canta. Por isso a alegria das crianças tem uma natureza particular: porque a sua vida é receber sempre amor, um amor especial dos pais, mas também de quase todos, que olham com benevolência para as crianças (volendo bene, diz-se em italiano).

 

27/01/2021

Virtudes

A alegria cristã 7

Os paradoxos do Cristianismo

 

Quando aparecem esses ataques simultâneos e contraditórios, pode-se dizer que aqueles que acusam não entenderam o “escândalo” e a “loucura” cristãos. Chesterton escrevia em Tremendas Trivialidades: “o verdadeiro resultado de toda a experiência e o verdadeiro fundamento de toda a religião é isto: as quatro ou cinco coisas, cujo conhecimento é praticamente essencial ao homem, são aquilo a que se chama paradoxos”. A alegria do cristão também se expressa em paradoxos. Paradoxal é o conselho de Jesus para os momentos de jejum: estar alegre, perfumado, parecer longe de qualquer tristeza. Naturalmente, um jejuador alegre pode facilmente ser acusado de hipocrisia. Porém, o acusador é que não terá entendido o paradoxo.

Convém dar sempre uma chance à pessoa que ataca. Convém tentar entender sempre o motivo da acusação. Pode pensar-se, por isso, que o homem inteligente aprecia a complexidade, porque quase nada está escrito com uma só cor ou desenhado sem nuances. Apregoar com voz estrondosa que “tudo é simples” magoa os temperamentos que temem que o cristalino se converta em véu da superficialidade. Assim, diante da afirmação “o cristão é alegre”, aparecerão gestos de insatisfação: não pode ser tão simples. 

E não é! O facto de o Cristianismo ter sido atacado por vários lados diferentes e opostos demonstra que a realidade cristã é difícil de envolver com um único olhar. Simples não é equivalente a simplório. Falar de simplicidade não é o mesmo que simplificar: simples é o que não se oculta, porém aquilo que não se oculta pode ser uma realidade complexa. É precisamente isso que acontece no Cristianismo. E, de forma singular, na alegria do cristão.

20/01/2021

Virtudes

A alegria cristã 6

As raízes da alegria


O cristão tem de ser alegre. A origem do otimismo do cristão resulta de ter sido aberto um caminho autêntico para o melhor, que é Deus.

Felicidade significa esperar um “final feliz”?

Como o mundo não pode viver sem o Cristianismo – tão fortes são as consequências históricas da realidade do Verbo feito homem – em muitas épocas uma parte desse mundo empenhou-se em denegri-lo, literalmente: pintá-lo de tintas obscuras, negras. Os homens de humor dionisíaco, segundo a terminologia de Nietzsche, acusaram o Cristianismo de pregar a morte, a renúncia, a tristeza, o abandono do mundo. E, pelo contrário, quando por qualquer motivo a história entra numa época de desespero, o otimismo torna-se irritante: por que razão os cristãos são felizes, porque não duvidam sempre, porque não sofrem de angústia perpétua? Não será frivolidade, superficialidade confiar num final feliz? Chegamos, assim, à conclusão de que, como era de esperar, o cristão foi acusado de triste e de alegre, de sombrio e de descaradamente luminoso, de derrotista e de triunfalista. Agora, o canto sagrado é complexo, polifónico, rico? “Perdeu-se a austeridade primitiva”. Torna-se sóbrio? “São cantos de morte e não de vida”.

 

06/01/2021

Virtudes

 

A alegria cristã 5

O seu exercício

 

Um dos primeiros escritos cristãos afirma que “todo o homem alegre pratica o bem, pensa o bem e despreza a tristeza. Mas o homem triste sempre pratica o mal” [9]. Ao ser a alegria efeito da caridade, aquele que procura a proximidade de Deus e responder à chamada à santidade pratica o bem e, consequentemente, o seu coração transborda de paz e alegria: “Se vivermos assim, realizaremos no mundo uma obra de paz; saberemos tornar amável aos outros o serviço a Nosso Senhor, porque Deus ama quem dá com alegria (2Cor 9, 7). O cristão é uma pessoa igual às outras na sociedade; mas do seu coração transbordará a alegria de quem se propõe cumprir, com a ajuda constante da graça, a Vontade do Pai” (Amigos de Deus, n. 93).

 

O Papa Francisco, no texto citado anteriormente, ao diagnosticar o perigo da tristeza individualista que pode criar uma exacerbada sociedade de consumo, aponta indiretamente o antídoto: a atenção e o serviço aos outros. A convivência na família, no trabalho e na sociedade são ocasiões contínuas para fazer o bem e semear alegria: “Dar-se sinceramente aos outros é de tal eficácia, que Deus o premeia com uma humildade cheia de alegria” (Forja, n. 591).

 

Todos precisamos de ver caras alegres à nossa volta. Por isso vale a pena fazer um esforço para viver um conselho que era o título de um programa juvenil de televisão e de um livro ainda hoje à venda: sempre alegres para fazer felizes os outros. A mesma palavra alegria, na sua tradução inglesa – JOY – indica-nos a ordem dos nossos interesses e amores: Jesus, Others, You.

 

Vicente Bosch

 

[9] Pastor de Hermas, Mand X, 3, 2-3 (ed. J.J. Ayán Calvo, Madrid 1995, p. 161).

 

14/10/2020

Reflexão

Reflectindo
Alegria cristã

Devemos alegrar-nos em ouvir que outros estão avançando no serviço a Deus, especialmente se são das nossas relações ou amizade, e devemos regozijar-nos que compartilhem qualquer bem espiritual que possamos ter.



(s. filipe de néri, Máximas, F.W. Faber, Cromwell Press SN12 8PH, pg. 43, nr. 14, trad ama)

19/05/2018

Temas para reflectir e meditar

Alegria cristã

O cristão é um semeador de alegria; por isso realiza brandes coisas. 

A alegria é um dos mais irresistíveis poderes que há o mundo: acalma, desarma, conquista, arrasta. 

A alma alegre é um apóstolo: atrai os homens para Deus mostrando-Lhes o que nela produz a presença de Deus. 

Por isso o Espírito Santo nos dá este conselho. "nunca vos aflijais porque  alegria em Deus é a vossa força" (Ne 8, 10).

(M. V. Bernardot, De la Eucaristia a la Trinidad, Edições Palabra, Madrid 1983, nr. 96, trad ama)

17/11/2012

Amor verdadeiro é sair de si mesmo

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

A alegria cristã não é fisiológica: o seu fundamento é sobrenatural, e está por cima da doença e da contradição. Alegria não é alvoroço de guizos ou de baile popular. A verdadeira alegria é algo mais íntimo: algo que nos faz estar serenos, transbordantes de gozo, mesmo que, às vezes, o rosto permaneça grave. (Forja, 520)


Há quem viva amargurado todo o dia. Tudo lhe causa desassossego. Dorme com uma obsessão física: a de que essa única evasão possível lhe vai durar pouco. Acorda com a impressão hostil e descorçoada de que já tem outra jornada pela frente...

Muitos esqueceram-se de que o Senhor nos colocou neste mundo de passagem para a felicidade eterna; e não pensam que só podem alcançá-la os que caminharem na Terra com a alegria dos filhos de Deus. (Sulco, 305)

Amor verdadeiro é sair de si mesmo, entregar-se. O amor traz consigo a alegria, mas é uma alegria que tem as suas raízes em forma de cruz. Enquanto estivermos na terra e não tivermos chegado à plenitude da vida futura, não pode haver amor verdadeiro sem a experiência do sacrifício, da dor. Uma dor de que se gosta, amável, fonte de íntimo gozo, mas dor real, porque significa vencer o nosso egoísmo e tomar o amor como regra de todas e cada uma das nossas acções. (Cristo que passa, 4)

05/11/2011

Amor verdadeiro é sair de si mesmo

Textos de S. Josemaria

A alegria cristã não é fisiológica: o seu fundamento é sobrenatural, e está por cima da doença e da contradição. Alegria não é alvoroço de guizos ou de baile popular. A verdadeira alegria é algo mais íntimo: algo que nos faz estar serenos, transbordantes de gozo, mesmo que, às vezes, o rosto permaneça grave. (Forja, 520)


Há quem viva amargurado todo o dia. Tudo lhe causa desassossego. Dorme com uma obsessão física: a de que essa única evasão possível lhe vai durar pouco. Acorda com a impressão hostil e descorçoada de que já tem outra jornada pela frente...

Muitos esqueceram-se de que o Senhor nos colocou neste mundo de passagem para a felicidade eterna; e não pensam que só podem alcançá-la os que caminharem na Terra com a alegria dos filhos de Deus. (Sulco, 305)

Amor verdadeiro é sair de si mesmo, entregar-se. O amor traz consigo a alegria, mas é uma alegria que tem as suas raízes em forma de cruz. Enquanto estivermos na terra e não tivermos chegado à plenitude da vida futura, não pode haver amor verdadeiro sem a experiência do sacrifício, da dor. Uma dor de que se gosta, amável, fonte de íntimo gozo, mas dor real, porque significa vencer o nosso egoísmo e tomar o amor como regra de todas e cada uma das nossas acções.  (Cristo que passa, 43) 

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

02/06/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos




A alegria de fazer apostolado é a primeira “gratificação” que recebemos do Senhor.

Tens conhecimento de algum apóstolo que fosse triste?



ama , 2011.06.02

01/06/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos


Novamente te digo: não me surpreende que tenhas ficado alegre…muito alegre.

O que pensas tu que sinto todas as vezes que falo contigo?



ama , 2011.06.01