16/03/2013

Tratado dos actos humanos 62


Questão 17: Dos actos ordenados pela vontade.

Art. 7 ― Se um acto do apetite sensitivo pode ser ordenado.



(I. q. 81. a. 3, infra, q. 56, a. 4 ad 3, q.58, a . 2, De Verit., q.25, a. 4 De Virtut., q. 1, a. 4).

O sétimo discute-se assim. ― Parece que um acto do apetite sensitivo não pode ser ordenado.



Leitura espiritual para 16 Mar


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Semeadores de paz e de alegria


Ris-te porque te digo que tens "vocação matrimonial"? – Pois é verdade: assim mesmo, vocação. Pede a São Rafael que te conduza castamente ao termo do caminho, como a Tobias. (Caminho, 27)

É muito importante que o sentido vocacional do matrimónio nunca falte, tanto na catequese e na pregação como na consciência daqueles a quem Deus quer levar por esse caminho, porque estão real e verdadeiramente chamados a integrar-se nos desígnios divinos da salvação de todos os homens.

Por isso, talvez não possa apresentar-se aos esposos cristãos melhor modelo que o das famílias dos tempos apostólicos: o centurião Cornélio, que foi dócil à vontade de Deus e em cuja casa se consumou a abertura da Igreja aos gentios; Áquila e Priscila, que difundiram o cristianismo em Corinto e em Éfeso, e que colaboraram no apostolado de S. Paulo; Tabita, que com a sua caridade assistiu aos necessitados de Jope... E tantos outros lares de judeus e de gentios, de gregos e de romanos, nos quais lançou raízes a pregação dos primeiros discípulos do Senhor.

Famílias que viveram de Cristo e que deram a conhecer Cristo. Pequenas comunidades cristãs que foram centros de irradiação da mensagem evangélica. Lares iguais aos outros lares daqueles tempos, mas animados de um espírito novo que contagiava aqueles que os conheciam e com eles conviviam. Assim foram os primeiros cristãos e assim havemos de ser os cristãos de hoje: semeadores de paz e de alegria, da paz e da alegria que Cristo nos trouxe. (Cristo que passa, 30)

Resumos sobre a Fé Cristã

A Criação 7

1. O acto criador 7

1.4. Criação e salvação

A criação é «o primeiro passo para a Aliança do Deus único com o seu povo» (Compêndio, 51). Na Bíblia a criação está aberta à actuação salvífica de Deus na história, que tem a sua plenitude no mistério pascal de Cristo e que alcançará a sua perfeição final no fim dos tempos. A criação está feita com vista ao Sábado, o sétimo dia em que o Senhor descansou, dia em que culmina a primeira criação e que se abre ao oitavo dia em que começa uma obra ainda mais maravilhosa: a Redenção, a nova criação em Cristo (2 Cor 5,7; cf. Catecismo, 345-349).

Mostra-se, assim, a continuidade e unidade do desígnio divino de criação e redenção. Entre ambas não há nenhum hiato, pois o pecado dos homens não corrompeu totalmente a obra divina, mas o vínculo. A relação entre ambas – criação e salvação – pode expressar-se dizendo que, por um lado, a criação é o primeiro acontecimento salvífico e, por outro, que a salvação redentora tem as características de uma nova criação. Esta relação ilumina importantes aspectos da fé cristã, como a ordenação da natureza à graça ou a existência de um único fim sobrenatural do homem.

santiago sanz

Bibliografia básica

Catecismo da Igreja Católica, 279-374.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 51-72.
DS, n. 125, 150, 800, 806, 1333, 3000-3007, 3021-3026, 4319, 4336, 4341.
Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes, 10-18, 19-21, 36-39.
João Paulo II, Creo en Dios Padre. Catequesis sobre el Credo (I), Palabra, Madrid 1996, 181-218.

Leituras recomendadas:

Santo Agostinho, Confissões, livro XII.
São Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I, qq. 44-46.
São Josemaria, Homilia «Amar o mundo apaixonadamente» em Temas Actuais do Cristianismo, 113-123.
Joseph Ratzinger, Creación y pecado, Eunsa, Pamplona 1992.
João Paulo II, Memória e Identidade, Bertrand Editora, Lisboa 2005.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

15/03/2013

Porta voz

Talvez o porta voz da Santa Sé devesse pensar em, por vezes, tomar esta atitude:



Falar de mais e, sobretudo, sobre detalhes que não interessam senão a quem quer explorar notícias como lhe possa convir aos objectivos, pode não ser o mais adequado, sobretudo neste momento.

Evangelho do dia e comentário




Quaresma Semana IV





Evangelho: Jo 7, 1-2, 10. 25-30

25 Diziam então alguns de Jerusalém: «Não é Este Aquele que procuram matar? 26 Eis que fala com toda a liberdade e não Lhe dizem nada. Terão os chefes do povo verdadeiramente reconhecido que Este é o Messias? 27 Nós, porém, sabemos donde Este é; e o Messias, quando vier, ninguém saberá donde Ele seja». 28 Jesus, que ensinava no templo, exclamou: «Vós Me conheceis, e sabeis donde Eu sou. Eu não vim de Mim mesmo, mas é verdadeiro Aquele que Me enviou, a Quem vós não conheceis. 29 Mas Eu conheço-O, porque procedo d'Ele, e Ele Me enviou». 30 Procuraram então prendê-l'O; mas ninguém Lhe lançou as mãos, porque não tinha ainda chegado a Sua hora.

Comentário:

Não vale muito a pena tergiversar sobre a atitude dos chefes do povo de Israel em relação a Cristo. Nos últimos dois mil anos tal foi abundantemente examinado e 'avaliado' por 'gigantes' pensadores e outros. O que interessa é reter esta verdade eminente: ninguém pode julgar ninguém e, muito menos fazer acepção de pessoas.
Se não concordamos com o que fazem ou dizem devemos, por estrita justiça, informar-nos fidedignamente antes de decidirmos acreditar ou não.
Ao contrário poderemos proceder muito mal pensando que fazemos bem.

(ama, comentário sobre Jo 7, 1-2; 25-30, 2012.03.23)

Tratado dos actos humanos 61


Questão 17: Dos actos ordenados pela vontade.

Art. 6 ― Se um acto da razão pode ser ordenado.




(De Vertut., q. 1, a . 7).

O sexto discute-se assim. ― Parece que um acto da razão não pode ser ordenado.



Leitura espiritual para 15 Mar


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Eleição do Papa



A eleição do Papa é bem um sinal de viragem, ou antes, de adaptação aos tempos correntes. 

Penso que só este Papa, sendo quem é e vindo de onde vem, com uma experiência pastoral extraordinária e a vivência no meio de um país e uma região em conflitos e turbulência quase permanentes, além da cultura e sabedoria pessoais, o poderia fazer. 

Ao mesmo tempo, que se desenganem os que pensam ver este Papa a andar de autocarro em Roma ou a ir tomar um café à esquina, isso não é modernidade, mas um manifesto alheamento da figura, responsabilidade e estatura de um Papa. 

Veremos alguém humilde mas digníssimo, discreto mas não apagado, contemporizador no opinável mas inflexível no fundamental.

Hão-de, afanosamente, descobrir-lhe defeitos, 'podres', vaidades, talvez... um filho ilegítimo... mas ele, resistirá a tudo. 

Deus o conserve, o proteja e o assista com a Sua Graça!

AMA

Minha filha, o Senhor conta com a tua ajuda


– Minha filha, que formaste um lar, agrada-me recordar-te que vós, as mulheres, – bem o sabes! – tendes muita fortaleza, que sabeis envolver numa doçura especial, para que não se note. E, com essa fortaleza, podeis fazer do marido e dos filhos instrumentos de Deus ou diabos. Tu fá-los-ás sempre instrumentos de Deus: Nosso Senhor conta com a tua ajuda. (Forja, 690)

A mulher é chamada a levar à família, à sociedade civil, à Igreja, alguma coisa de característico, que lhe é próprio e que só ela pode dar: a sua delicada ternura, a sua generosidade incansável, o seu amor ao concreto, a sua agudeza de engenho, a sua capacidade de intuição, a sua piedade profunda e simples, a sua tenacidade... A feminilidade não é autêntica se não reconhece a formosura dessa contribuição insubstituível e não a incorpora na própria vida.

Para cumprir essa missão, a mulher tem de desenvolver a sua própria personalidade, sem se deixar levar por um ingénuo espírito de imitação, que – em geral – a colocaria facilmente num plano de inferioridade e deixaria irrealizadas as suas possibilidades mais originais. Se se formar bem, com autonomia pessoal, com autenticidade, realizará eficazmente o seu trabalho, a missão para que se sente chamada, seja ela qual for. A sua vida e o seu trabalho serão realmente construtivos e fecundos, cheios de sentido, tanto se passa o dia dedicada ao marido e aos filhos, como se, tendo renunciado ao matrimónio por alguma razão nobre, se entregou plenamente a outras tarefas. Cada uma no seu próprio caminho, sendo fiel à sua vocação humana e divina, pode realizar e realiza de facto a plenitude da personalidade feminina. Não esqueçamos que Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe dos homens, é não só modelo, mas também prova do valor transcendente que pode alcançar uma vida aparentemente sem relevo. (Temas Actuais do Cristianismo, 87)

Uma mulher com preparação adequada deve ter a possibilidade de encontrar aberto o caminho da vida pública, em todos os níveis. Neste sentido, não se podem apontar tarefas específicas da mulher. Como disse antes, o específico neste terreno não é dado tanto pela tarefa ou pelo posto, como pelo modo de realizar esta função, pelos matizes que a sua condição de mulher encontrará para a solução dos problemas com que se enfrente, e inclusivamente pela descoberta e pela formulação destes problemas. (Temas Actuais do Cristianismo, 90) 

Resumos sobre a Fé Cristã

A Criação 6

1. O acto criador 6

1.3. Conservação e providência. O mal

A criação não se reduz aos começos. «Depois da criação, Deus não abandona a criatura a si mesma. Não só lhe dá o ser e o existir, mas a cada instante a mantém no ser, lhe dá o agir e a conduz ao seu termo» (Catecismo, 301). A Sagrada Escritura compara esta actuação de Deus na história com a acção criadora (cf. Is 44,24; 45,8; 51,13). A literatura sapiencial explicita a acção de Deus que mantém na existência as suas criaturas. «E como poderia subsistir algo se não o quisésseis ou conservar-se aquilo que Vós não tivésseis chamado?» (Sb 11,25). São Paulo vai mais longe e atribui esta acção conservadora a Cristo: «Ele é antes de todas as coisas e todas as coisas subsistem por Ele» (Cl 1,17).

O Deus cristão não é um relojoeiro ou um arquitecto que, após ter realizado a sua obra, se desinteressasse dela. Estas imagens são próprias duma concepção deísta, segundo a qual Deus não se imiscui nos assuntos deste mundo. Mas isto supõe uma distorção do autêntico Deus criador, pois separam drasticamente a criação da conservação e do governo divino do mundo 9.

A noção de conservação “faz de ponte” entre a acção criadora e o governo divino do mundo (providência). Deus não só cria o mundo e o mantém na existência, mas além disso «conduz as suas criaturas para a perfeição última, à qual Ele as chamou» (Compêndio, 55). A Sagrada Escritura apresenta a soberania absoluta de Deus e testemunha constantemente o seu cuidado paterno, tanto nas coisas mais pequenas como nos grandes acontecimentos da história (cf. Catecismo, 303). Neste contexto, Jesus revela-Se como a providência “encarnada” de Deus, que atende, como Bom Pastor, as necessidades materiais e espirituais dos homens (Jo 10,11.14-15; Mt 14,13-14, etc.) e ensina-nos a abandonarmo-nos ao seu cuidado (Mt 6,31-33).

Se Deus cria, mantém e dirige tudo com bondade, donde provém o mal? «A esta questão, tão premente quanto inevitável, tão dolorosa como misteriosa, não é possível dar uma resposta rápida e satisfatória. É o conjunto da fé cristã que constitui a resposta a esta questão .... Não há nenhum pormenor da mensagem cristã que não seja, em parte, resposta ao problema do mal» (Catecismo, 309).

A criação não ficou acabada no princípio, mas Deus fê-la in statu viae, ou seja, dirigida a uma perfeição última ainda por alcançar. Para a realização dos Seus desígnios, Deus serve-se do concurso das criaturas e concede aos homens uma participação na sua providência, respeitando a sua liberdade mesmo que façam o mal (cf. Catecismo, 302, 307, 311). O realmente surpreendente é que Deus «na sua omnipotente providência pode tirar um bem das consequências de um mal» (Catecismo, 312). É misteriosa, mas é uma enorme verdade que «todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus» (Rm 8, 28) 10.

A experiência do mal parece manifestar uma tensão entre a omnipotência e a bondade divinas na sua actuação na história. Aquela recebe resposta, certamente misteriosa, no evento da Cruz de Cristo, que revela o “modo de ser” de Deus e é, portanto, fonte de sabedoria para o homem (sapientia crucis).

santiago sanz

Bibliografia básica

Catecismo da Igreja Católica, 279-374.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 51-72.
DS, n. 125, 150, 800, 806, 1333, 3000-3007, 3021-3026, 4319, 4336, 4341.
Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes, 10-18, 19-21, 36-39.
João Paulo II, Creo en Dios Padre. Catequesis sobre el Credo (I), Palabra, Madrid 1996, 181-218.

Leituras recomendadas:

Santo Agostinho, Confissões, livro XII.
São Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I, qq. 44-46.
São Josemaria, Homilia «Amar o mundo apaixonadamente» em Temas Actuais do Cristianismo, 113-123.
Joseph Ratzinger, Creación y pecado, Eunsa, Pamplona 1992.
João Paulo II, Memória e Identidade, Bertrand Editora, Lisboa 2005.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

_______________________
Notas: 
9 O deísmo implica um erro na noção metafísica de criação, pois esta, enquanto doação de ser, leva consigo uma dependência ontológica por parte da criatura, que não é separável da sua continuação no tempo. Ambas constituem um mesmo acto, mesmo quando possamos distingui-las conceptualmente: «a conservação das coisas por Deus não se dá por alguma acção nova, mas pela continuação da acção que dá o ser, que é certamente uma acção sem movimento e sem tempo» (São Tomás, Summa Theologiae, I, q. 104, a. 1, ad 3).
10  Em continuidade com a experiência de tantos santos da história da Igreja, esta expressão paulina encontrava-se frequentemente nos lábios de São Josemaria, que vivia e animava assim a viver numa gozosa aceitação da vontade divina (cf. São Josemaria, Sulco, 127; Via Sacra, IX, 4; Amigos de Deus, 119). Por outro lado, o último livro de João Paulo II, Memória e Identidade, constitui uma profunda reflexão sobre a actuação da providência divina na história dos homens, segundo aquela outra asserção de São Paulo: «Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem» (Rm 12, 21).

14/03/2013

Papa Francisco I - Escudo de Armas como Arcebispo


Francisco I - Papa


É grande a alegria de todos os cristãos: a Sede Vacante está ocupada como deve pelo escolhido pelo Espírito Santo.

Devem estar contentes, sobremaneira, os inimigos da Santa Igreja Católica.

Porquê:

Porque alguns - bastantes - comentaristas 'encartados' não têm falado noutra coisa que a Cúria Romana a precisar de urgente reforma já que, constituída por vetustas personalidades 'agarradas' ao poder, têm condicionado a Igreja e, até, aventam alguns mais ilustrados, o Próprio Sumo Pontífice.

Assim e - neste momento lembramos o escrito em Lc 11, 12, - como Francisco I foi eleito pela própria Cúria esta, a Igreja, não pode senão estar condenada ao fracasso, ao desaparecimento!

Desenganem-se! A Igreja é eterna!

Rezemos por esses pretensos fazedores de opinião, que, efectivamente, não sabem o que dizem.

AMA


Evangelho do dia e comentário




Quaresma Semana IV





Evangelho: Jo 5, 31-47

31 «Se dou testemunho de Mim mesmo, o Meu testemunho não é verdadeiro. 32 Outro é o que dá testemunho de Mim; e sei que é verdadeiro o testemunho que dá de Mim. 33 Vós enviastes mensageiros a João e ele deu testemunho da verdade. 34 Eu, porém, não recebo o testemunho dum homem, mas digo-vos estas coisas a fim de que sejais salvos. 35 João era uma lâmpada ardente e luminosa. E vós, por uns momentos, quisestes alegrar-vos com a sua luz. 36 «Mas tenho um testemunho maior que o de João: as obras que o Pai Me deu que cumprisse, estas mesmas obras que Eu faço dão testemunho de Mim, de que o Pai Me enviou. 37 E o Pai que Me enviou, Esse mesmo deu testemunho de Mim. Vós nunca ouvistes a Sua voz nem vistes a Sua face 38 e não tendes em vós, de modo permanente, a Sua palavra, porque não acreditais n'Aquele que Ele enviou. 39 «Examinai as Escrituras, visto que julgais ter nelas a vida eterna: elas são as que dão testemunho de Mim. 40 E não quereis vir a Mim, para terdes vida. 41 A glória, não a recebo dos homens, 42 mas sei que não tendes em vós o amor de Deus. 43 Vim em nome de Meu Pai e vós não Me recebeis; se vier outro em seu próprio nome, recebê-lo-eis. 44 Como podeis crer, vós que recebeis a glória uns dos outros e não buscais a glória que só de Deus vem? 45 Não julgueis que sou Eu que vos hei-de acusar diante do Pai; Moisés, em quem confiais, é que vos acusará. 46 Se acreditásseis em Moisés, certamente acreditaríeis também em Mim, porque ele escreveu de Mim. 47 Porém, se não dais crédito aos seus escritos, como haveis de dar crédito às Minhas palavras?».

Comentário:

Jesus Cristo faz o que diz, as Suas obras correspondem às Suas palavras e, este, é o testemunho mais evidente da Verdade.

Podemos dizer coisas muito belas e profundas e, até, ‘convencer’ alguns mas, esse ‘crédito’ desvanecer-se-á como fumo se as nossas obras não corresponderem ao que dizemos.

Preocupemo-nos, pois, em fazer e, depois, em dizer.

‘Res non verba’ é um aforismo muito antigo e, também, muito a propósito neste comentário.

O mundo está repleto de ‘bons faladores’ que arrastam pessoas e as levam por caminhos que não são os correctos porque, as suas obras, não condizem com o que apregoam.

Tentar ‘convencer’ outros pela palavra sem a acção é estultícia e engano e, tanto mais grave será, quanto a ‘categoria’ que se tenha ou o cargo que se desempenhe.

(ama, comentário sobre Jo 5, 31-47, 2012.03.22)

Tratado dos actos humanos 60


Questão 17: Dos actos ordenados pela vontade.

Art. 5 ― Se o acto da vontade é ordenado.




(I Ethic., lect. XX).

O quinto discute-se assim. ― Parece que o acto da vontade não é ordenado.



Leitura espiritual para 14 Mar


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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O Trabalho: Caminho de santidade


Está a ajudar-te muito, dizes-me, este pensamento: desde os primeiros cristãos, quantos comerciantes terão sido santos? E queres demonstrar que também agora isso é possível... O Senhor não te abandonará nesse empenho. (Sulco, 490)

Para seguir os passos de Cristo, o apóstolo de hoje não vem reformar nada, e menos ainda desentender-se da realidade histórica que o rodeia... Basta-lhe actuar como os primeiros cristãos, vivificando o ambiente. (Sulco, 320)

O que sempre ensinei – desde há quarenta anos – é que todo o trabalho humano honesto, tanto intelectual como manual, deve ser realizado pelo cristão com a maior perfeição possível: com perfeição humana (competência profissional) e com perfeição cristã (por amor à vontade de Deus e em serviço dos homens). Porque, feito assim, esse trabalho humano, por humilde e insignificante que pareça, contribui para a ordenação cristã das realidades temporais – a manifestação da sua dimensão divina – e é assumido e integrado na obra prodigiosa da Criação e da Redenção do mundo: eleva-se assim o trabalho à ordem da graça, santifica-se, converte-se em obra de Deus, operatio Dei, opus Dei.

Ao recordar aos cristãos as palavras maravilhosas do Génesis – que Deus criou o homem para que trabalhasse –, fixámo-nos no exemplo de Cristo, que passou a quase totalidade da sua vida terrena trabalhando numa aldeia como artesão. Amamos esse trabalho humano que Ele abraçou como condição de vida, e cultivou e santificou. Vemos no trabalho – na nobre e criadora fadiga dos homens – não só um dos mais altos valores humanos, meio imprescindível para o progresso da sociedade e o ordenamento cada vez mais justo das relações entre os homens, mas também um sinal do amor de Deus para com as suas criaturas e do amor dos homens entre si e para com Deus: um meio de perfeição, um caminho de santificação. (Temas Actuais do Cristianismo, 10)

Resumos sobre a Fé Cristã

A Criação 5

1. O acto criador 5

1.2. «O mundo foi criado para a glória de Deus» (Concílio Vaticano I)

Deus criou tudo «não para aumentar a Sua glória mas para a manifestar e comunicar» (São Boaventura, Sent., 2,1,2,2,1). O Concílio Vaticano I (1870) afirma que «na sua bondade e pela sua força omnipotente, não para aumentar a sua felicidade, nem para adquirir a sua perfeição, mas para a manifestar pelos bens que concede às suas criaturas, Deus, no Seu libérrimo desígnio, criou do nada, simultaneamente, e desde o princípio do tempo uma e outra criatura – a espiritual e a corporal» (DS 3002; cf. Catecismo, 293).

«A glória de Deus está em que se realize esta manifestação e esta comunicação da sua bondade, em ordem às quais o mundo foi criado. Fazer de nós “filhos adoptivos por Jesus Cristo. Assim aprouve à sua vontade, para que fosse enaltecida a glória da sua graça” (Ef 1,5-6): “Porque a glória de Deus é o homem vivo e a vida do homem é a visão de Deus” (Santo Ireneu de Lião, Adversus haereses, 4,20,7)» (Catecismo, 294).

Longe de uma dialéctica de princípios contrapostos – como ocorre no dualismo de traço maniqueu e, também, no idealismo monista hegeliano – afirmar a glória de Deus como fim da criação não implica uma negação do homem, mas um pressuposto indispensável para a sua realização. O optimismo cristão mergulha as suas raízes na exaltação conjunta de Deus e do homem: «o homem é grande só se Deus é grande» 8. Trata-se de um optimismo e de uma lógica que afirmam a absoluta prioridade do bem, mas que, nem por isso, são cegos perante a presença do mal no mundo e na história.

santiago sanz

Bibliografia básica

Catecismo da Igreja Católica, 279-374.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 51-72.
DS, n. 125, 150, 800, 806, 1333, 3000-3007, 3021-3026, 4319, 4336, 4341.
Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes, 10-18, 19-21, 36-39.
João Paulo II, Creo en Dios Padre. Catequesis sobre el Credo (I), Palabra, Madrid 1996, 181-218.

Leituras recomendadas:

Santo Agostinho, Confissões, livro XII.
São Tomás de Aquino, Summa Theologiae, I, qq. 44-46.
São Josemaria, Homilia «Amar o mundo apaixonadamente» em Temas Actuais do Cristianismo, 113-123.
Joseph Ratzinger, Creación y pecado, Eunsa, Pamplona 1992.
João Paulo II, Memória e Identidade, Bertrand Editora, Lisboa 2005.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

_______________________
Notas:
8 Bento XVI, Homilia, 15-VIII-2005.

13/03/2013

Evangelho do dia e comentário




Quaresma Semana IV






Evangelho: Jo 5, 17-30

17 Mas Jesus respondeu-lhes: «Meu Pai não cessa de trabalhar, e Eu trabalho também». 18 Por isso, os judeus procuravam com maior ardor matá-l'O, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era Seu Pai, fazendo-Se igual a Deus. Jesus respondeu e disse-lhes: 19 «Em verdade, em verdade vos digo: O Filho não pode por Si mesmo fazer coisa alguma, mas somente o que vir fazer ao Pai; porque tudo o que fizer o Pai o faz igualmente o Filho. 20 Porque o Pai ama o Filho e mostra-Lhe tudo o que faz; e Lhe mostrará maiores obras do que estas, até ao ponto de vós ficardes admirados. 21 Porque assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, assim também o Filho dá vida àqueles que quer. 22 O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho o poder de julgar 23 a fim de que todos honrem o Filho como honram o Pai. Quem não honra o Filho não honra o Pai que O enviou. 24 Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a Minha palavra e crê n'Aquele que Me enviou tem a vida eterna e não incorre na sentença de condenação, mas passou da morte para a vida. 25 Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão. 26 Com efeito, assim como o Pai tem a vida em Si mesmo, assim deu ao Filho ter vida em Si mesmo; 27 e deu-Lhe o poder de julgar, porque é o Filho do Homem. 28 Não vos admireis disso, porque virá tempo em que todos os que se encontram nos sepulcros ouvirão a Sua voz, 29 e os que tiverem feito obras boas sairão para a ressurreição da vida, mas os que tiverem feito obras más sairão ressuscitados para a condenação. 30 Não posso por Mim mesmo fazer coisa alguma. Julgo segundo o que ouço, e o Meu juízo é justo, porque não busco a Minha vontade, mas a d'Aquele que Me enviou.

Comentário:

O próprio Cristo declara que o Seu julgamento é justo porque se exerce sobre aquilo que vê. Ou seja, as obras e não as intenções.
De facto, pode dizer-se que o homem é extraordinariamente feliz por ter um Juiz que É, Ele mesmo, a Justiça, não estando, assim, sujeito, como acontece no mundo, a critérios ou interpretações pessoais da Lei.

Por isso 'não vale' tentar, mascarar as nossas obras e, antes, com toda a simplicidade assumir: fiz isto, fiz aquilo.
Ah!... e fazê-lo desde já, aos pés de um Sacerdote que nos  ouve em confissão.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ele nos absolverá e nos mandará em paz.

(ama, comentário sobre Jo 5, 17-30, 2012.04.21)

Tratado dos actos humanos 59


Questão 17: Dos actos ordenados pela vontade.

Art. 4 ― Se o acto ordenado e a ordem são um mesmo acto.



(III, q. 19, a. 2, De Unione Verbi, a. 5).

O quarto discute-se assim. ― Parece que o acto ordenado e a ordem não são um mesmo acto.