27/12/2012

Evangelho do dia e comentário


TEMPO DE NATAL
Oitava do NATAL

S. João – Apóstolo e Evangelista





Evangelho: Jo 20, 2-8

2 Correu então, e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo a quem Jesus amava, e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram». 3 Partiu, pois, Pedro com o outro discípulo e foram ao sepulcro. 4 Corriam ambos juntos, mas o outro discípulo corria mais do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. 5 Tendo-se inclinado, viu os lençóis no chão, mas não entrou. 6 Chegou depois Simão Pedro, que o seguia, entrou no sepulcro e viu os lençóis postos no chão, 7 e o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus, que não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. 8 Entrou também, então, o outro discípulo que tinha chegado primeiro ao sepulcro. Viu e acreditou.

Comentário:

A Liturgia, logo a seguir ao Nascimento do Salvador coloca à consideração dos fiéis duas figuras incontornáveis na história da salvação: O primeiro Mártir, Santo Estêvão como que a referir que o Reino de Deus que o Menino Jesus veio instaurar será banhado, abundantemente, com o sangue dos que deram e hão-de continuar a dar as suas vidas por Ele e por João, o apóstolo mais jovem dos doze, que esteve a na origem dos convites apostólicos.
Foi João que, aceitando as indicações do Baptista se dirigiu ao Senhor e Lhe perguntou onde morava tendo recebido em resposta um convite para O acompanhar.
Desde então, não mais O largou nem na altura extrema do Calvário em que foi o único que permaneceu firme ao pé da Cruz.
Amigo íntimo, querido do Senhor, é ele o escolhido para o encargo de cuidar da Santíssima Virgem e recebê-la na sua casa.
Este João que até ao fim da sua longa vida pregou insistentemente o amor de Deus pelos homens e o amor destes pelos outros.
Entendeu perfeitamente a mensagem do Mestre: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei e, foi isto mesmo, que incansavelmente, ensinou aos seus discípulos: se o fizerdes… bastará!

(ama, comentário sobre Jo 20, 2-8, 2011.12.27)

Leitura espiritual para 27 Dez 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 7


7. Vêm à minha mente umas palavras de S. Josemaria, escritas pouco antes de sua partida para a casa do céu. Ao contemplar a crise de fé, de virtudes e de valores que já então – era o ano de 1973 – se tinha instaurado em muitos ambientes, manifestava cheio de sentido sobrenatural e de zelo apostólico: «em momentos de crises profundas na história da Igreja, nunca foram muitos os que, permanecendo fiéis, reuniram, além da preparação espiritual e doutrinal suficiente, os recursos morais e intelectuais, para opor uma decidida resistência aos agentes da maldade. Mas esses poucos encheram de luz, de novo, a Igreja e o mundo» [7]. Havemos de ocupar-nos de que muitas mulheres e muitos homens acolham a vida da graça, e se amparem e robusteçam neste refúgio.
A nova evangelização é especialmente urgente na Europa e nos países mais desenvolvidos. Na Exortação Apostólica Ecclésia in Europa, o beato João Paulo II retratou a situação religiosa da sociedade no velho continente. Embora se destinasse a recolher as conclusões do Sínodo dos Bispos da Europa, as suas afirmações poderiam ser aplicadas em grande parte a muitos outros lugares. Na verdade, depois de vinte séculos, mesmo em países de grande tradição cristã, «aumenta o número das pessoas não babtizadas, seja pela consistente presença de imigrantes que pertencem a outras religiões, seja também porque famílias de tradição cristã não babtizaram os filhos» [8]. Como conclusão o Papa dizia: «com efeito, a Europa já faz parte daqueles espaços tradicionalmente cristãos, onde, para além duma nova evangelização, se requer em determinados casos a primeira evangelização» [9]. Primeira evangelização e nova evangelização: duas formas de anunciar o Evangelho que a situação da Igreja e do mundo nos exige hoje.

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Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[7] S. Josemaria, Carta 28-III-1973, n. 18.
[8] Beato João Paulo II, Exort. Apost. Ecclésia in Europa, 28-VI-2003, n. 46.
[9] Beato João Paulo II, Exort. Apost. Ecclésia in Europa, 28-VI-2003, n. 46.

Tratado da bem-aventurança 23


Questão 3: Que é a bem-aventurança.



Art. 7 — Se a bem-aventurança do homem consiste no conhecimento das substâncias separadas, i. é, dos anjos.

(I, q. 64, 1, ad 1, III Cont. Gent., cap. XLIV, In Boet, de Trin., q. 6, a. 4, ad 3).

O sétimo discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança do homem consiste no conhecimento das substâncias separadas, i. é, dos anjos.


Deus costuma procurar instrumentos fracos


– Estamos gostosamente, Senhor, na tua mão chagada. Aperta-nos com força!, espreme-nos!, de modo que percamos toda a miséria terrena!, que nos purifiquemos, que nos inflamemos, que nos sintamos empapados no teu Sangue! E depois, lança-nos longe!, longe, com fome de messe, para uma sementeira cada dia mais fecunda, por Amor de Ti. (Forja, 5)

Sem grande dificuldade, poderíamos encontrar na nossa família, entre os nossos amigos e companheiros – para não me referir já ao imenso panorama do mundo – tantas pessoas mais dignas do que nós de receber o chamamento de Cristo. Mais simples, mais sábias, mais influentes, mais importantes, mais gratas, mais generosas...

Eu, ao pensar nisto, fico envergonhado. Mas compreendo também que a nossa lógica humana não serve para explicar as realidades da graça. Deus costuma procurar instrumentos fracos para que se manifeste com evidente clareza que a obra é sua. O próprio S. Paulo evoca com estremecimento a sua vocação; e por último, depois de todos, foi também visto por mim, como por um aborto. Porque eu sou o mínimo dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. Assim escreve Paulo de Tarso, homem de uma personalidade e de um vigor que a história não fez mais do que engrandecer.

Fomos chamados sem mérito algum da nossa parte, dizia-vos. Realmente, na base da nossa vocação está o conhecimento da nossa miséria, a consciência de que as luzes que iluminam a alma – a fé – o amor com que amamos – a caridade – e o desejo que nos mantém – a esperança – são dons gratuitos de Deus. Por isso, não crescer em humildade significa perder de vista o objectivo da escolha divina: ut essemus sancti, a santidade pessoal.

Agora, tomando como ponto de partida essa humildade, podemos compreender toda a maravilha da chamada divina. A mão de Cristo colheu-nos num trigal: o semeador aperta na sua mão chagada o punhado de trigo; o sangue de Cristo banha a semente, empapa-a. Depois, o Senhor lança ao ar esse trigo, para que, morrendo, seja vida e, afundando-se na terra, seja capaz de multiplicar-se em espigas de oiro. (Cristo que passa, 3)

26/12/2012

Evangelho do dia e comentário


TEMPO DE NATAL
Oitava do NATAL


Santo Estevão




Evangelho: Mt 10, 17-22

17 Acautelai-vos dos homens, porque vos farão comparecer nos seus tribunais e vos açoitarão nas sinagogas. 18 Sereis levados por Minha causa à presença dos governadores e dos reis, para dar testemunho diante deles e diante dos gentios. 19 Quando vos entregarem, não cuideis como ou o que haveis de falar, porque naquela hora vos será inspirado o que haveis de dizer. 20 Porque não sereis vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é o que falará em vós. 21 O irmão entregará à morte o seu irmão e o pai o seu filho; os filhos se levantarão contra os pais e lhes darão a morte. 22 Vós, por causa do Meu nome, sereis odiados por todos; aquele, porém, que perseverar até ao fim será salvo.

Comentário:

Acabámos de ler uma passagem do Evangelho que, sabemos, teve a sua confirmação passado pouco tempo.

Não!

O Evangelho aplica-se sempre porque é a Palavra de Deus que é eterna.
Ontem mesmo, dia de Natal, foram numerosos cristãos que sofreram na carne, muitos dando a própria vida, só pelo facto de serem cristãos. Foram atentados à bomba arquitectados para causar o maior dano possível ao maior numero de pessoas.
Aconteceu na Nigéria no dia de Natal de 2011!

O Evangelho é sempre actual. O Cristo de ontem é o mesmo de hoje e de sempre.
O ódio a Cristo, à Sua Igreja e aos que O seguem existirá sempre porque o demónio não deixará nunca de tentar a reconquista total do homem, do mundo.

Mas, estejamos seguros, não o conseguirá porque, um dia haverá um só rebanho e um só Pastor e o Reino de Deus estender-se-á por toda a terra.

(ama, comentário sobre Mt 10, 17-22, 2011.12.26)

Leitura espiritual para 26 Dez 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 298



Com o orgulho nunca mostras quem és,
mas apenas o que julgas ser!

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 6


NECESSIDADE DE UMA NOVA EVANGELIZAÇÃO

6. A humanidade caminhou e caminhará sempre, também agora, faminta da palavra e do conhecimento de Deus, embora muitas pessoas não estejam conscientes dessa profunda necessidade das suas almas. E a quem, como nós, o Senhor concedeu o dom da fé, incumbe o dever de despertarmos e despertar aqueles que estão mergulhados nessa indolência de morte, de ineficácia. O Ano da Fé, que se inaugura no marco da Assembleia do Sínodo dos Bispos dedicada à nova evangelização, é mais um incentivo para todos. É hora de acelerar o passo, como fazem os desportistas quando se aproxima a meta duma corrida.

Tenho muito viva a memória de como o Venerável Servo de Deus Álvaro del Portillo nos incentivava a participar pessoalmente na tarefa da nova evangelização. Já no Natal de 1985, escreveu uma carta pastoral com sugestões para colaborar mais intensamente na recristianização dalguns países, em que se manifestava principalmente um enfraquecimento progressivo da vida cristã. Alertava contra o novo paganismo procedente dessas nações economicamente mais desenvolvidas que, assim advertia, se caracterizava, como agora, «pela busca do bem-estar material a qualquer preço, e pelo correspondente esquecimento, melhor seria dizer medo, autêntico pavor, de tudo o que possa causar sofrimento» [6].

A essa enorme tarefa apostólica, veio juntar-se a necessidade de ter também em conta os povos e sociedades da Europa Central e Oriental que, durante décadas, estiveram submetidos ao jugo do materialismo comunista e que, com um prolongado e silencioso martírio, nos sustentaram a nós na liberdade.

Devemos renovar diariamente o desejo de pôr Cristo no cume e no centro das realidades humanas. Para isso, é preciso crescer no convívio pessoal com Deus e na entrega aos outros, contribuindo com o nosso grãozinho de areia, a entrega diária total, para a construção dum mundo renovado pela graça e pelo sal do Evangelho, que o Senhor confiou aos seus discípulos. Se alguma vez o pessimismo tentasse entrar na alma, por não recolhermos de imediato o fruto dos nossos esforços, deveríamos rejeitar essa falta de esperança, porque não somos nós, tão pouca coisa, tão cheios de defeitos, quem há de levar para a frente os planos divinos. Diferentes textos das Escrituras, nas suas múltiplas alusões, confirmam-nos que inter médium móntium pertransíbunt aquæ (Sl 103/104, 10). Esta certeza opõe-se até ao menor sintoma de desalento, mesmo que os obstáculos possam atingir grandes alturas; e esse caminho é o adequado para chegarmos ao Céu, certos de que as águas divinas purificam e também estimulam todas as nossas limitações para chegar a estar com Deus.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[6] Venerável Álvaro del Portillo, Carta, 25-XII-1985, n. 4.

Tratado da bem-aventurança 22


Questão 3: Que é a bem-aventurança.


Art. 6 — Se a bem-aventurança do homem consiste na consideração das ciências especulativas.

(III Cont. Gent., cap. XLVIII, Compend. Theol., cap. CIV).

O sexto discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança do homem consiste na consideração das ciências especulativas.




1. — Pois, como diz o Filósofo (1), a felicidade é a operação segundo a virtude perfeita. E ao distinguir as virtudes, admite só três especulativas — a ciência, a sapiência e o intelecto — concernentes todas à consideração das ciências especulativas. Logo, a bem-aventurança última do homem consiste na consideração dessas ciências.

2. Demais. — A bem-aventurança última do homem é a desejada, naturalmente e por si mesma, por todos os homens. Ora, tal é a consideração das ciências especulativas, pois, como diz Aristóteles (2), todos os homens desejam naturalmente saber, e acrescenta, logo depois, que as ciências especulativas são buscadas por si mesmas. Logo, a bem-aventurança consiste na consideração de tais ciências.

3. Demais. — A bem-aventurança é a perfeição última do homem. Ora, tudo o que chega à perfeição há-de sê-lo na medida em que é reduzido da potência ao acto. Ora, o intelecto humano reduz-se ao acto pela consideração das ciências especulativas. Logo, nessa consideração há-de consistir a bem-aventurança última do homem.

Mas, em contrário, diz Jeremias (9, 23): Não se glorie o sábio no seu saber, referindo-se à sabedoria das ciências especulativas. Logo, não consiste na consideração delas a bem-aventurança última do homem.

Como já se disse, é dupla a bem-aventurança do homem: uma, perfeita e outra, imperfeita. Há-de considerar-se como perfeita a que realiza a verdadeira essência da bem-aventurança, e como imperfeita, a que não a realiza, mas só participa de uma semelhança particular da bem-aventurança. Assim como a prudência perfeita é a do homem que conhece a razão do que deve agir, ao passo que a imperfeita é a de alguns brutos, que têm uns instintos particulares para certas operações semelhantes às da prudência.

Donde, a bem-aventurança perfeita não pode consistir essencialmente na consideração das ciências especulativas. E isto é evidente para quem reflectir que a consideração da ciência especulativa não ultrapassa o alcance dos seus princípios, pois, nos princípios da ciência está virtualmente contida toda a ciência. Ora, os princípios primeiros das ciências especulativas são derivados dos sentidos, como claramente se vê no Filósofo (3). Donde, toda a consideração das ciências especulativas não pode ultrapassar o ponto a que pode levar o conhecimento dos sensíveis. Ora, a bem-aventurança última do homem, que é a sua perfeição última, não pode consistir no conhecimento dos sensíveis. Pois nada se aperfeiçoa pelo que é inferior, senão na medida em que este participa de algum modo do superior. Ora, é manifesto que a forma da pedra, ou de qualquer outro objecto sensível, é inferior ao homem. Por isso, não se aperfeiçoa o intelecto por essa forma, como tal, mas enquanto ela participa da semelhança de algo superior ao intelecto humano, que é o lume inteligível ou algo de tal. Ora, tudo o que existe em virtude de outra coisa se reduz ao existente por si. Donde, é necessário que a perfeição última do homem se realize pelo conhecimento de algo superior ao intelecto humano. Já se demonstrou, porém, que, pelos sensíveis, não se pode chegar ao conhecimento das substâncias separadas, superiores ao intelecto humano. Donde se conclui que a bem-aventurança última do homem não pode consistir na consideração das ciências especulativas. – Mas assim como as formas sensíveis participam de certa semelhança com as substâncias superiores, assim, a consideração das ciências especulativas e uma participação da bem-aventurança verdadeira e perfeita.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJECÇÃO. — No passo aduzido, o Filósofo trata da felicidade imperfeita, tal como pode ser obtida nesta vida, segundo já se disse.

RESPOSTA À SEGUNDA. — É desejada naturalmente não só a bem-aventurança perfeita, mas também qualquer semelhança ou participação dela.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Pela consideração das ciências especulativas o nosso intelecto se reduz ao acto, de certo modo, não porém ao acto último e completo.

Nota: Revisão da tradução portuguesa por ama.
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Notas:

1. I Ethic.
2. I Metaphys.
3. Metaphys.

O Senhor socorre-nos e levanta-nos



Tu não podes tratar ninguém com falta de misericórdia; e, se te parecer que uma pessoa determinada não é digna dessa misericórdia, tens de pensar que tu também não mereces nada: não mereces ter sido criado, nem ser cristão, nem ser filho de Deus, nem pertencer à tua família... (Forja, 145)

Ficaram também muito gravadas em nós, entre muitas outras cenas do Evangelho, a clemência com a mulher adúltera, a parábola do filho pródigo, a da ovelha perdida, a do devedor perdoado, a ressurreição do filho da viúva de Naim. Quantas razões de justiça para explicar este grande prodígio! Era o filho único daquela pobre viúva; era ele quem dava sentido à sua vida; só ele poderia ajudá-la na sua velhice! Mas Cristo não faz o milagre por justiça; fá-lo por compaixão, porque interiormente se comove perante a dor humana.

Que segurança deve produzir-nos a comiseração do Senhor! Se ele clamar por mim, ouvi-lo-ei, porque sou misericordioso. É um convite, uma promessa que não deixará de cumprir. Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça a fim de alcançar misericórdia e o auxílio da graça, no tempo oportuno. Os inimigos da nossa santificação nada poderão, porque essa misericórdia de Deus nos defende. E se caímos por nossa culpa e da nossa fraqueza, o Senhor socorre-nos e levanta-nos. Tinhas aprendido a afastar a negligência, a afastar de ti a arrogância, a adquirir piedade, a não ser prisioneiro das questões mundanas, a não preferir o caduco ao eterno. Mas, como a debilidade humana não pode manter o passo decidido num mundo resvaladiço, o bom médico indicou-te também os remédios contra a desorientação e o juiz misericordioso não te negou a esperança do perdão. (Cristo que passa, 7)

25/12/2012

Evangelho do dia e comentário



TEMPO DE NATAL






Evangelho: Jo 1,1-18

1 No princípio existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por Ele; e sem Ele nada foi feito. 4 N'Ele estava a vida, e a vida era a luz dos homens, 5 e a luz resplandeceu nas trevas, mas as trevas não O receberam. 6 Apareceu um homem enviado por Deus que se chamava João. 7 Veio como testemunha para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. 8 Não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. 9 O Verbo era a luz verdadeira, que vindo a este mundo ilumina todo o homem. 10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, mas o mundo não O conheceu. 11 Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam. 12 Mas a todos os que O receberam, àqueles que crêm no Seu nome, deu poder de se tornarem filhos de Deus; 13 eles que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo fez-Se carne, e habitou entre nós; e nós vimos a Sua glória, glória como de Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. 15 João dá testemunho d'Ele e clama: «Este era Aquele de Quem eu disse: O que há-de vir depois de mim é mais do que eu, porque existia antes de mim». 16 Todos nós participamos da Sua plenitude, e recebemos graça sobre graça; 17 porque a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade foram trazidas por Jesus Cristo.18 Ninguém jamais viu a Deus; o Unigénito de Deus, que está no seio do Pai, Ele mesmo é que O deu a conhecer.

Comentário:

Este capítulo de S. João pode ser – é, de facto – uma declaração das principais razões para fazer-mos um profundo acto de fé na Redenção e no Redentor.
Explica-se porque devemos acreditar e, até, as ‘vantagens’ em acreditar no próprio testemunho do Precursor.
Porque acreditar em Jesus Cristo? Porque, Ele, é: «o Unigénito de Deus, que está no seio do Pai, Ele mesmo é que O deu a conhecer.»
Porque nos convém acreditar? Porque: «a todos os que O receberam, àqueles que crêm no Seu nome, deu poder de se tornarem filhos de Deus»

(ama, comentário sobre Jo 1, 1-18, 2012.111.27)

Leitura espiritual para 25 Dez 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 5


5. Minhas filhas e filhos, o mesmo sucede agora, porque os meios, como nos repetia S. Josemaria, são os mesmos: o Evangelho, vivido!, e o crucifixo.

Apregoemos constantemente que redescobrir a alegria e a certeza da fé é obrigação da Igreja universal, de toda a Igreja: portanto, não é apenas tarefa dos pastores, mas diz respeito a todos os fiéis. Logicamente, os pastores têm de ir à frente com o seu exemplo e as suas exortações, como escreve o Papa no motu proprio com que convocou este tempo especial na Igreja; mas também convida todos a assumir essa exigência de transmitir aos outros o tesouro da pregação de Jesus Cristo.

A Congregação para a Doutrina da Fé, numa nota do passado 6 de janeiro, aconselha os bispos a dedicar uma carta pastoral a este tema, tendo em conta as circunstâncias específicas da porção de fiéis que lhes estão confiados [4]. É o que eu me propus fazer com estas linhas, que não têm outra finalidade senão transmitir-vos mais um estímulo para que cada um, por sua conta e também em comunhão com os outros, admire de novo a beleza dessa fé que recebeu de Deus, a ponha em prática na sua vida diária e a difunda sem respeitos humanos.

Esse documento afirma também que «os Santos e os Beatos são as autênticas testemunhas da fé» [5]; por este motivo, recomenda aos Pastores que se esforcem por dar a conhecer a vida e a doutrina de tantos santos. Nada mais consequente, portanto, que nestas páginas me inspire frequentemente nos ensinamentos escritos e orais de S. Josemaria, amadíssimo fundador do Opus Dei, um santo que, pelos frutos que tem produzido, nos mostra a adesão total com que confiou em Deus.


Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[4] Cfr. Congregação para a Doutrina da Fé, Nota Pastoral, 6-I-2012, III, 3.
[5] Congregação para a Doutrina da Fé, Nota Pastoral, 6-I-2012, II, 5.

Tratado da bem-aventurança 21


Questão 3: Que é a bem-aventurança.


Art. 5 — Se a bem-aventurança consiste na actividade do intelecto prático.

(IV Sent., dist. XLIX, q. 1 a . 1, q ª 3, III Ethic., lect. X spp.).

O quinto discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança consiste na actividade do intelecto prático.



Oxalá te não falte a simplicidade


Repara: os apóstolos, com todas as suas misérias patentes e inegáveis, eram sinceros, simples... transparentes. Tu também tens misérias patentes e inegáveis. – Oxalá te não falte a simplicidade. (Caminho, 932)

Aqueles primeiros doze apóstolos – a quem tenho grande devoção e carinho – eram, segundo os critérios humanos, bem pouca coisa. Quanto à posição social, com excepção de Mateus – que com certeza ganhava bem a vida e deixou tudo quando Jesus lhe pediu – eram pescadores; viviam do dia-a-dia, trabalhando até de noite para poderem alcançar o seu sustento.

Mas a posição social é o de menos. Não eram cultos, nem sequer muito inteligentes, pelo menos no que diz respeito às realidades sobrenaturais. Até os exemplos e as comparações mais simples lhes eram incompreensíveis e pediam ao Mestre: Domine, edissere nobis parabolam, Senhor, explica-nos a parábola. Quando Jesus, com uma imagem, alude ao fermento dos fariseus, supõem que os está a recriminar por não terem comprado pão.

Pobres, ignorantes. E nem sequer eram simples, humildes. Dentro das suas limitações, eram ambiciosos. Muitas vezes discutem sobre quem seria o maior, quando – segundo a sua mentalidade – Cristo instaurasse na terra o reino definitivo de Israel. Discutem e excitam-se até naquela hora sublime em que Jesus está prestes a imolar-se pela humanidade, na intimidade do Cenáculo.

Fé? Pouca. O próprio Jesus Cristo o diz. Viram ressuscitar mortos, curar todo o tipo de doenças, multiplicar o pão e os peixes, acalmar tempestades, expulsar demónios. Pois S. Pedro, escolhido como cabeça, é o único que sabe responder com prontidão: Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo. Mas é uma fé que ele interpreta à sua maneira; por isso atreve-se a enfrentar Jesus Cristo, a fim de que Ele não se entregue pela redenção dos homens. E Jesus tem de responder-lhe: Retira-te de mim, Satanás; tu serves-me de escândalo, porque não tens a sabedoria das coisas de Deus mas das coisas dos homens. Pedro raciocinava humanamente, comenta S. João Crisóstomo, e concluía que tudo aquilo (a Paixão e a Morte) era indigno de Cristo, reprovável. Por isso Jesus repreende-o e diz-lhe: não, sofrer não é coisa indigna de Mim; tu pensas assim porque raciocinas com ideias carnais, humanas.

Em que sobressaem então aqueles homens de pouca fé? Talvez no amor a Cristo? Sem dúvida que O amavam, pelo menos de palavra. (…) São homens correntes, com defeitos, com debilidades, com palavras maiores do que as suas obras. E, contudo, Jesus chama-os para fazer deles pescadores de homens, corredentores, administradores da graça de Deus. (Cristo que passa, 2)

Aqui estou, porque me chamaste


Chegou para nós um dia de salvação, de eternidade. Uma vez mais se ouvem os assobios do Pastor Divino, as suas palavras carinhosas: "Vocavi te nomine tuo". – Chamei-te pelo teu nome. Como a nossa mãe, Ele convida-nos pelo nome. Mais: pelo apelativo carinhoso, familiar. Lá, na intimidade da alma, chama, e é preciso responder: "Ecce ego, quia vocasti me". Aqui estou, porque me chamaste; decidido a que desta vez não passe o tempo como a água sobre os seixos rolados, sem deixar rasto. (Forja, 7)

Um dia (não quero generalizar; abre o coração ao Senhor e conta-lhe tu a história) talvez um amigo, um cristão normal e corrente como tu, te tenha feito descobrir um panorama profundo e novo e ao mesmo tempo tão antigo como o Evangelho. Sugeriu-te a possibilidade de te empenhares seriamente em seguir Cristo, em ser apóstolo de apóstolos. Talvez tenhas perdido então a tranquilidade e não a terás recuperado, convertida em paz, até que, livremente, "porque muito bem te apeteceu" – que é a razão mais sobrenatural – respondeste a Deus que sim. E veio a alegria, vigorosa, constante, que só desaparece quando te afastas d'Ele.

Não me agrada falar de escolhidos nem de privilegiados. Mas é Cristo quem fala disso, quem escolhe. É a linguagem da escritura: elegit nos in ipso ante mundi constitutionem – diz S. Paulo – ut essemus sancti, escolheu-nos antes da criação do mundo para sermos santos. Eu sei que isto não te enche de orgulho, nem contribui para que te consideres superior aos outros homens. Essa escolha, raiz do teu chamamento, deve ser a base da tua humildade. Costuma levantar-se porventura algum monumento aos pincéis dum grande pintor? Serviram para fazer obras-primas mas o mérito é do artista. Nós – os cristãos – somos apenas instrumentos do Criador do mundo, do Redentor de todos os homens. (Cristo que passa, 1)

24/12/2012

Evangelho do dia e comentário



TEMPO DE ADVENTO 

 Semana IV





Evangelho: Lc 1, 67-79

67 Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo, e profetizou dizendo: 68 «Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e resgatou o Seu povo; 69 e suscitou uma força para nos salvar, na casa do Seu servo David, 70 conforme anunciou pela boca dos Seus santos profetas de outrora; 71 que nos livraria dos nossos inimigos, e das mãos de todos os que nos odeiam; 72 para exercer a Sua misericórdia a favor de nossos pais, e lembrar-Se da Sua santa aliança, 73 segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão, de nos conceder 74 que, livres das mãos dos nossos inimigos, O sirvamos sem temor, 75 diante d'Ele com santidade e justiça, durante todos os dias da nossa vida. 76 E tu, menino, serás chamado o profeta do Altíssimo, porque irás à frente do Senhor, a preparar os Seus caminhos; 77 para dar ao Seu povo o conhecimento da salvação, pela remissão dos seus pecados, 78 graças à terna misericórdia do nosso Deus, que nos trará do alto a visita do Sol Nascente, 79 para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte; para dirigir os nossos pés no caminho da paz»

Comentário:

Zacarias é um autêntico profeta, o penúltimo do AT. Diz claramente o que outros disseram de forma algo enigmática.
Revela o papel de primeira grandeza que o seu filho João está chamado a desempenhar.

Seguramente, sua mulher Isabel ter-lhe-á contado o que se passara quando da visita de Maria sua prima, e os sinais que lhe revelaram que esta trazia no seu seio o Salvador do mundo.
Zacarias tem, assim, a noção exacta de que o seu filho será o Precursor do seu primo Jesus ainda por nascer.

As pessoas que escutaram este hino de Zacarias, e deveriam ser numerosas dado o estatuto social - sacerdote do Templo - e, também pelo extraordinário facto de João ter nascido de um casal de "idade avançada" sendo a mulher "estéril", toda esta gente parece ter compreendido bem do que se tratava e, por isso mesmo, o comenta e divulga por onde quer que vá.

A grande diferença entre os dois nascimentos, o de João e o de Jesus, estará, talvez na propagação do próprio nascimento o que se compreende porque, por agora a figura e a missão do que será conhecido por Baptista, é muito mais importante que a que Jesus Cristo, a seu tempo, irá levar a cabo.

(ama, comentário sobre Lc 1, 67-79, 2012.12.24)

Leitura espiritual para 24 Dez 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 297



Não faças da caridade,
lenha para a fogueira da tua vaidade!