08/04/2013

Evangelho diário e comentário









Tempo de Páscoa II










Anunciação do Senhor

Evangelho: Lc 1, 26-38

26 Estando Isabel no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David; o nome da virgem era Maria. 28 Entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça; o Senhor é contigo». 29 Ela, ao ouvir estas palavras, perturbou-se e discorria pensativa que saudação seria esta. 30 O anjo disse-lhe: «Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; 31 eis que conceberás no teu ventre, e darás à luz um filho, a Quem porás o nome de Jesus. 32 Será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai David; 33 reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim». 34 Maria disse ao anjo: «Como se fará isso, pois eu não conheço homem?». 35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso mesmo o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. 36 Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês da que se dizia estéril; 37 porque a Deus nada é impossível». 38 Então Maria disse: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo afastou-se dela.

Comentário:

O homem passa, assim, a um 'estatuto' extraordinário de filho e irmão de Deus e filho 'adoptivo' de Maria.
Desta forma se integra numa família de nobreza inexcedível e de uma grandeza inultrapassável.

Que honra!

Que responsabilidade!

(ama, comentário sobre, Lc 1, 26-38, 2012.03.26)

Deus e Audácia!


Não sejais almas de via reduzida, homens ou mulheres menores de idade, de vistas curtas, incapazes de abrangerem o nosso horizonte sobrenatural cristão de filhos de Deus. Deus e Audácia! (Sulco, 96).

Ao longo dos anos, apresentar-se-ão – talvez mais depressa do que pensamos – situações particularmente custosas, que vão exigir de cada um muito espírito de sacrifício e um maior esquecimento de si mesmo. Fomenta então a virtude da esperança e, com audácia, faz teu o grito do Apóstolo: Eu estimo, efectivamente, que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção alguma com a glória que há-de revelar-se em nós. Medita com segurança e com paz: como será o amor infinito derramado sobre esta pobre criatura?

Chegou a hora de, no meio das tuas ocupações habituais, exercitares a fé, despertares a esperança, avivares o amor. Quer dizer: de activar as três virtudes teologais que nos impelem a desterrar imediatamente, sem dissimulações, sem rebuço, sem rodeios, os equívocos da nossa vida profissional e da nossa vida interior. (Amigos de Deus, 71)

SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ


1. A comunhão dos Santos 4


1.1. A Igreja é comunhão e sociedade. Os fiéis: hierarquia, leigos e vida consagrada. 3

Os leigos são aqueles fiéis cuja missão é procurar o Reino de Deus, iluminando e ordenando as realidades temporais segundo Deus. Respondem assim à chamada à santidade e ao apostolado, que se dirige a todos os baptizados. Como participam do sacerdócio de Cristo, os leigos associam-se, também, à sua missão santificadora, profética e real (cf. Compêndio, 189-191). Participam na missão sacerdotal de Cristo, quando oferecem como sacrifício espiritual, sobretudo na Eucaristia, a própria vida com todas as suas obras. Participam na missão profética, quando acolhem na fé a Palavra de Cristo e a anunciam ao mundo com o testemunho da vida e da palavra. Participam na missão real, porque recebem d’Ele o poder de vencer o pecado em si mesmos e no mundo, por meio da abnegação e da santidade da própria vida, e impregnam de valores morais as actividades temporais do homem e das instituições da sociedade.

Dos fiéis leigos e da hierarquia provêm fiéis que se consagram de modo especial a Deus pela profissão dos conselhos evangélicos, castidade (no celibato ou virgindade), pobreza e obediência. A vida consagrada é um estado de vida, reconhecido pela Igreja, que participa na sua missão mediante uma plena entrega a Cristo e aos irmãos, testemunhando a esperança do Reino celeste (cf. Compêndio, 192 e seg.).

miguel de salis amaral

Bibliografia básica
Catecismo da Igreja Católica, 976-987.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 200-201.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

Tratado dos actos humanos 84

Questão 19: Da bondade do acto interior da vontade.




Art. 9 ― Se a bondade da vontade humana depende da sua conformidade com a divina.

(I Sent., dist. XLVIII, a . 1, De Verit., q. 23, a . 7).

O nono discute-se assim. ― Parece que a bondade da vontade humana não depende da sua conformidade com a divina.

07/04/2013

Evangelho diário e comentário









Tempo de Páscoa II










II Domingo de Páscoa ou da Divina Misericórdia

Evangelho: Jo 20, 19-31

19 Chegada a tarde daquele mesmo dia, que era o primeiro da semana, e estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam juntos, por medo dos judeus, foi Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!». 20 Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se muito ao ver o Senhor. 21 Ele disse-lhes novamente: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também vos envio a vós». 22 Tendo dito esta palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo.23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». 24 Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Os outros discípulos disseram-lhe: «Vimos o Senhor!». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas Suas mãos a abertura dos cravos, se não meter a minha mão no Seu lado, não acreditarei». 26 Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, colocou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». 27 Em seguida disse a Tomé: «Mete aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no Meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel!». 28 Respondeu-Lhe Tomé: «Meu Senhor e Meu Deus!». 29 Jesus disse-lhe: «Tu acreditaste, Tomé, porque Me viste; bem-aventurados os que acreditaram sem terem visto». 30 Outros muitos prodígios fez ainda Jesus na presença de Seus discípulos, que não foram escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram escritos a fim de que acrediteis que Jesus é o Messias, Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em Seu nome.

Comentário:

O mais importante que Jesus tem a comunicar aos Apóstolos é de facto, a Paz. Por isso repete uma e outra vez:

«A paz esteja convosco!»

Este Dom de Deus – a Paz – é o maior dom que nos poderia ser dado porque, nós homens, por nós mesmos, não somos capazes de alcançar a paz verdadeira e duradoira, a paz dos corações, dos espíritos, das pessoas, das nações.
E, principalmente, a paz connosco próprios sem o que não conseguiremos transmiti-la aos outros.

O Príncipe da Paz quer fazer ‘jus’ ao Seu título mais proeminente, aquele que de facto O distingue como Filho Unigénito do Pai, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade e, por isso mesmo, Ele uma e outra vez, insiste: «A paz esteja convosco!» como se nos dissesse, que, a partir de agora, teremos de ser os portadores da paz de Cristo a todos os recantos da terra.

(ama, comentário sobre Jo 20, 19-31, 2012.04.16)

Sabendo-me pescador de homens... não pesco?


O Senhor quer de ti um apostolado concreto, como o da pesca daqueles cento e cinquenta e três grandes peixes apanhados à direita da barca, e não outros. E perguntas-me: "Como é que, sabendo-me pescador de homens, vivendo em contacto com muitos companheiros e podendo discernir a quem deve ser dirigido o meu apostolado específico, afinal não pesco?... Falta-me amor? Falta-me vida interior?". Escuta a resposta dos lábios de Pedro, naquela outra pesca milagrosa: – "Mestre, cansámo-nos de trabalhar toda a noite, e não apanhámos nada; apesar disso, sob a Tua palavra, lançarei a rede". Em nome de Jesus, começa de novo. Revigorado. – Fora com essa moleza! (Sulco, 377)

O apostolado, essa ânsia que vibra no íntimo do cristão, não é coisa separada da vida de todos os dias; confunde-se com o próprio trabalho, convertido em ocasião de encontro pessoal com Cristo. Nesse trabalho, ombro a ombro com os nossos colegas, com os nossos amigos, com os nossos parentes, lutando pelos mesmos interesses, podemos ajudá-los a chegar a Cristo, que nos espera na margem do lago... Antes de ser apóstolo, pescador. Também, pescador depois de ser apóstolo. Antes e depois, a mesma profissão. (…)

Passa ao lado dos seus Apóstolos, junto daquelas almas que se lhe entregaram... E eles não se dão conta disso!. (…)Lançai a rede para o lado direito da barca e encontrareis. Lançaram a rede e já não a podiam tirar por causa da grande quantidade de peixes. Agora compreendem. Recordam o que tinham ouvido tantas vezes dos lábios do Mestre: pescadores de homens, apóstolos!... E compreendem que tudo é possível, porque é Ele quem dirige a pesca. (…)

Os outros discípulos foram com a barca, porque não estavam distantes de terra, senão duzentos côvados, tirando a rede cheia de peixes. Em seguida põem a pesca aos pés do Senhor, porque é sua, para que aprendamos que as almas são de Deus, que ninguém nesta terra pode atribuir a si mesmo essa propriedade, que o apostolado da Igreja – a palavra e a realidade da salvação – não se baseia no prestígio de algumas pessoas, mas na graça divina. (Amigos de Deus, nn. 264–267)

SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ


1. A comunhão dos Santos 3


1.1. A Igreja é comunhão e sociedade. Os fiéis: hierarquia, leigos e vida consagrada. 2

O Papa é o Bispo de Roma e sucessor de São Pedro; é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja. É o Vigário de Cristo, cabeça do colégio dos bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual tem, por instituição divina, a potestade plena, suprema, imediata e universal. O colégio dos bispos, em comunhão com o Papa, e nunca sem ele, exerce também a potestade suprema e plena sobre a Igreja. Os bispos receberam a missão de ensinar como testemunhas autênticas da fé apostólica; de santificar, dispensando a graça de Cristo no ministério da Palavra e dos sacramentos, em particular da Eucaristia; e governar o povo de Deus na terra (cf. Compêndio, 184, 186 e seg.).
O Senhor prometeu que a sua Igreja permanecerá sempre na fé (cf. Mt 16, 19) e garante-a com a Sua presença em virtude do Espírito Santo. Esta propriedade é possuída pela Igreja na sua totalidade (não em cada membro). Por isso, os fiéis, no seu conjunto, não se enganam ao aderir indefectivelmente à fé, guiados pelo magistério vivo da Igreja, sob a acção do Espírito Santo que guia uns e outros. A assistência do Espírito Santo a toda a Igreja para que não se equivoque ao crer dá-se também ao magistério para que ensine fiel e autenticamente a Palavra de Deus. Nalguns casos específicos, essa assistência do Espírito garante que as intervenções do magistério não contêm erro; por isso, se costuma dizer que em tais casos o magistério participa da mesma infalibilidade que o Senhor prometeu à sua Igreja. «A infalibilidade exerce-se quando o Romano Pontífice, em virtude da sua autoridade de Supremo Pastor da Igreja, ou o Colégio Episcopal em comunhão com o Papa, reunido sobretudo num Concílio Ecuménico, proclamam com um acto definitivo uma doutrina respeitante à fé ou à moral; e também quando o Papa e os bispos, no seu Magistério ordinário, concordam em propor uma doutrina como definitiva. A tais ensinamentos cada fiel deve aderir com o obséquio da fé» (Compêndio, 185).
miguel de salis amaral

Bibliografia básica
Catecismo da Igreja Católica, 976-987.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 200-201.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

Tratado dos actos humanos 83



Questão 19: Da bondade do acto interior da vontade.

Art. 8 ― Se o grau de bondade da vontade depende do grau de bondade da intenção.




O oitavo discute-se assim. ― Parece que o grau de bondade da vontade depende do grau de bondade da intenção.



06/04/2013

Evangelho do dia e comentário




Tempo de Páscoa

















Evangelho: Mc 16, 9-15

9 Jesus, tendo ressuscitado de manhã, no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios. 10 por ela, não acreditaram. 12 Depois disto, mostrou-Se de outra forma a dois deles, enquanto iam para a aldeia; 13 os quais foram anunciar aos outros, que também a estes não deram crédito. 14 Finalmente, apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e censurou-lhes a sua incredulidade e dureza de coração, por não terem dado crédito aos que O tinham visto ressuscitado. 15 E disse-lhes: «Ide por todo o mundo, e pregai o Evangelho a toda a criatura.

Comentário:

Custa-nos dar-nos conta da quase impenetrável desconfiança dos Onze.
Ficamos como que ofendidos porque pensamos... ‘Connosco seria muito diferente, correríamos a prostrar-nos ante Jesus, abraçando e beijando os Seus pés chorando de alegria’.

É o que pensamos exactamente porque aqueles onze nos trouxeram a novidade confirmando a Ressurreição de Cristo.

Quase todos deram a própria vida para que nós conhecêssemos a verdade e, conhecendo-a, sejamos levados por esses nobres sentimentos de veneração, adoração e acções de graças pelo Ressuscitado que nos mereceu a salvação.

(AMA, comentário sobre Mc 16, 9-15, 2012.04.14)

Aniversário


Stº Tirso - Antes da tua ida para a Guiné
Mais um ano que passou
Na tua vida tão cheia
E… tanta coisa mudou!

Mais um ano diferente
Na tua vida tão cheia
E… como deves estar contente!

Mais um ano devotado
Na tua vida tão cheia
E… ainda não estás cansado!

Mais um ano, meu Joaquim
Meu querido irmão e afilhado
E… eu que sinto em mim
Que sou um privilegiado
Que recebo e não mereço
O muito que me tens dado
(que deveria ser eu a dar-te).

Hoje e sempre a Deus eu peço
Que continue a abençoar-te.

(ama, 2013.04.06)

É preciso que sejas homem de vida interior


É preciso que sejas "homem de Deus", homem de vida interior, homem de oração e de sacrifício. – O teu apostolado deve ser uma superabundância da tua vida "para dentro". (Caminho, 961)


Vida interior. Santidade nas tarefas usuais, santidade nas coisas pequenas, santidade no trabalho profissional, nas canseiras de todos os dias...; santidade para santificar os outros. Numa certa ocasião, um meu conhecido – nunca hei-de chegar a conhecê-lo bem – sonhava que ia a voar num avião a uma grande altura, mas não dentro da cabine; ia montado nas asas. Coitado do desgraçado: como sofria e se angustiava! Parecia que Nosso Senhor lhe dava a conhecer que assim andam pelas alturas – inseguras, inquietas – as almas apostólicas que não têm vida interior ou que a descuidam: com o perigo constante de caírem, sofrendo, incertas.

E penso, efectivamente, que correm um sério risco de se extraviarem os que se lançam à acção – ao activismo – prescindindo da oração, do sacrifício e dos meios indispensáveis para conseguir uma piedade sólida: a frequência dos Sacramentos, a meditação, o exame de consciência, a leitura espiritual, a convivência assídua com a Virgem Santíssima e com os Anjos da Guarda... Tudo isto contribui, além disso, com uma eficácia insubstituível, para que o caminho do cristão seja tão agradável, porque da sua riqueza interior jorram a doçura e a felicidade de Deus como o mel do favo.

Na intimidade pessoal, na conduta externa, no convívio com os outros, no trabalho, cada um há-de procurar manter-se numa contínua presença de Deus, com uma conversa – um diálogo – que não se manifesta exteriormente. Melhor dito, não se exprime normalmente com ruído de palavras, mas há-de notar-se pelo empenho e pela diligência amorosa com que acabamos bem as tarefas, tanto as importantes como as insignificantes. Se não procedêssemos com essa constância, seríamos pouco coerentes com a nossa condição de filhos de Deus, pois teríamos desperdiçado os recursos que Nosso Senhor colocou providencialmente ao nosso alcance, para chegarmos ao estado de homem perfeito, à medida da idade perfeita segundo Cristo. (Amigos de Deus, 18–19)

SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ


2. Creio no perdão dos pecados


Cristo tinha o poder de perdoar os pecados (cf. Mc 2, 6-12). Deu-o aos seus discípulos, quando lhes entregou o Espírito Santo, lhes deu «o poder das chaves» e os enviou a baptizar e a perdoar os pecados a todos: «Recebei o Espírito Santo, a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos» (Jo 20, 22-23). São Pedro conclui o seu primeiro discurso depois do Pentecostes animando os judeus à penitência, «e que cada um seja baptizado em nome de Jesus Cristo, para a remissão dos vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo» (Act 2, 38).

A Igreja conhece dois modos de perdoar os pecados. O Baptismo é o primeiro e principal sacramento pelo qual se nos perdoam os pecados. Para os pecados cometidos depois do Baptismo, Cristo instituiu o sacramento da Penitência, em que o baptizado se reconcilia com Deus e com a Igreja.

Quando se perdoam os pecados, é Cristo e o Espírito que actuam na e através da Igreja. Não há nenhuma falta que a Igreja não possa perdoar, porque Deus pode perdoar sempre e sempre o quis fazer se o homem se converte e pede perdão (cf. Catecismo, 982). A Igreja é instrumento de santidade e santificação, actua para que todos estejamos mais perto de Cristo. O cristão, com a sua luta por viver santamente e com a sua palavra, pode fazer com que os outros estejam mais perto de Cristo e se convertam.

miguel de salis amaral

Bibliografia básica

Catecismo da Igreja Católica, 976-987.

Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 200-201.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

Tratado dos actos humanos 82



Questão 19: Da bondade do acto interior da vontade.


Art. 7 ― Se a bondade da vontade depende do fim intencional.



(II Sent., dist. XXXVIII, a . 4, 5).

O sétimo discute-se assim. ― Parece que a bondade da vontade não depende do fim intencional.

05/04/2013

Evangelho do dia e comentário





Tempo de Páscoa
















Evangelho: Jo 21, 1-14

1 Depois disto, Jesus voltou a mostrar-Se aos Seus discípulos, junto do mar de Tiberíades. Mostrou-Se deste modo: 2 Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e dois outros dos Seus discípulos. 3 Simão Pedro disse-lhes: «Vou pescar». Responderam-lhe: «Nós vamos também contigo». Partiram e entraram numa barca. Naquela noite nada apanharam. 4 Chegada a manhã, Jesus apresentou-Se na praia; mas os discípulos não conheceram que era Ele. 5 Jesus disse-lhes: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?». Responderam-Lhe: «Nada». 6 Disse-lhes: «Lançai a rede para o lado direito do barco, e encontrareis». Lançaram a rede e já não a podiam arrastar, por causa da grande quantidade de peixes. 7 Então aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor!». Simão Pedro, ao ouvir dizer que era o Senhor, cingiu-se com a túnica, porque estava nu, e lançou-se à água. 8 Os outros discípulos, que não estavam distantes de terra, senão duzentos côvados, vieram no barco puxando a rede cheia de peixes. 9 Logo que saltaram para terra, viram umas brasas acesas, peixe em cima delas, e pão. 10 Jesus disse-lhes: «Trazei dos peixes que apanhastes agora». 11 Simão Pedro subiu à barca e arrastou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes. E, sendo tantos, não se rompeu a rede. 12 Jesus disse-lhes: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos ousava perguntar-Lhe: «Quem és Tu?», sabendo que era o Senhor. 13 Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe. 14 Foi esta a terceira vez que Jesus Se manifestou aos discípulos depois de ter ressuscitado dos mortos.

Comentário:

Atrevemo-nos às vezes - talvez muitas vezes - a dizer que não temos 'jeito' para a pesca, que não sabemos o que fazer, nos faltam as palavras, a capacidade...
E, então, em vez de procurar-mos quem nos ensine a pescar com os meios que temos, ficamos na 'praia' do comodismo sem nada fazer.
Jesus não aparecerá nessa praia, porque não pescámos nada para Lhe dar.

Que tristeza!

Deixemo-nos de desculpas e argumentações sem razão nem sentido e... toca a pescar...

(ama, comentário sobre Jo 21, 1-14, 2012.04.29)

Leitura espiritual para 05 Abr


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Comunhão Eucaristica



Nota de AMA: 

Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.

Acabo de comungar!Regressado ao meu lugar, ajoelho-me, de cabeça levantada, com um sorriso calmo no rosto, porque o meu Deus é libertador e n’Ele reside toda a minha confiança, toda a minha esperança.

Sei que dentro em pouco não vai ser assim, porque vou novamente “mergulhar” no mundo, e fraco como sou, vou-me deixar envolver nas tristezas, nas provações, embora Ele continue comigo, dentro de mim, (não por meu mérito, mas pelo seu infinito amor), assim como no Sacrário, (pobre de mim), como dizia o Beato Francisco: «O Jesus escondido!», ou serei eu que O escondo, fraca testemunha que sou.

Mas nestes momentos, após a comunhão, a paz, a serenidade, a ternura, verdadeiramente a beleza, tomam conta de mim, e por esses momentos deixo-me sair de mim e gozo a sua presença real em mim, desejando que todos os outros sintam, vivam, os momentos que estou a viver.

Sinto a cara molhada e percebo que há lágrimas que choram dos meus olhos, mas são lágrimas de uma alegria indizível, de uma paz inebriante, de uma ternura incontrolável, porque o seu amor por mim, não tem dimensão, é maior do que tudo o que é maior que a minha humanidade conheça.

Perdoa-me, Senhor, mas neste momento não consigo pensar sequer nos que estão ao meu lado, nos que comigo são Igreja, porque, Senhor, talvez seja egoísta, mas quero gozar este momento em que Te dás inteiramente, e em que por tua graça, eu me abandono a Ti e em Ti.

Amor, beleza, paz, ternura, carinho, imensidão, totalidade, são palavras humanas e não podem descrever este momento divino, porque é um momento teu, que Tu concedes ao que de Ti se aproximou, pois Lhe foi dado por Ti, reconhecer-Te ao «partir do Pão».

Calmamente, mansamente, desço do Tabor, e regresso à minha condição de pecador!

Sou pecador, mas incomparavelmente maior do que o meu pecado, é o teu amor!

Nota:
Vivido na Missa de Quinta Feira Santa de 2013

O espírito de mortificação


O espírito de mortificação, mais do que manifestação de Amor, brota como uma das suas consequências. Se falhas nessas pequenas provas, reconhece-o, fraqueja o teu amor ao Amor. (Sulco, 981)

Penitência, para os pais e, em geral, para os que têm uma missão de dirigir ou de educar é corrigir quando é necessário fazê-lo, de acordo com a natureza do erro e com as condições de quem necessita dessa ajuda, superando subjectivismos néscios e sentimentais.

O espírito de penitência leva a não nos apegarmos desordenadamente a esse esboço monumental dos projectos futuros, no qual já previmos quais serão os nossos traços e pinceladas mestras. Que alegria damos a Deus quando sabemos renunciar aos nossos gatafunhos e pinceladas, e permitimos que seja Ele a acrescentar os traços e cores que mais lhe agradam! (Amigos de Deus, 138)

SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ


1. A comunhão dos Santos 2


1.1. A Igreja é comunhão e sociedade. Os fiéis: hierarquia, leigos e vida consagrada.

A Igreja na terra é, simultaneamente, comunhão e sociedade estruturada pelo Espírito Santo através da Palavra de Deus, dos sacramentos e dos carismas. Portanto, a sua estrutura não se pode separar da sua realidade de comunhão, não se pode sobrepor a ela nem pode entender-se como um modo de se auto-manter e auto-dirigir, depois de um primeiro período de fervor “carismático”. Os próprios sacramentos que fazem a Igreja são os que a estruturam para que, na terra, seja o sacramento universal de salvação. Concretamente, pelos sacramentos do Baptismo, Confirmação e Ordem, os fiéis participam – de formas diferentes – da missão sacerdotal de Cristo e, portanto, do seu sacerdócio. Da acção do Espírito Santo nos sacramentos, e através dos carismas, provêm as três grandes posições históricas que se encontram na Igreja: os fiéis leigos, os ministros sagrados (que receberam o sacramento da Ordem e formam a hierarquia da Igreja) e os religiosos (cf. Compêndio, 178). Todos eles têm em comum a condição de fiéis, isto é, ao serem «incorporados em Cristo pelo Baptismo, são constituídos membros do Povo de Deus. Tornados participantes, segundo a sua condição, da função sacerdotal, profética e real de Cristo, são chamados a exercer a missão confiada por Deus à Igreja. Entre eles subsiste uma verdadeira igualdade, na sua dignidade de filhos de Deus» (Compêndio, 177).

Cristo instituiu a hierarquia eclesiástica com a missão de fazer presente Cristo a todos os fiéis por meio dos sacramentos e através da pregação da Palavra de Deus com autoridade, em virtude do mandato d’Ele recebido. Os membros da hierarquia receberam também a missão de guiar o Povo de Deus (cf. Mt 28, 18-20). A hierarquia é formada pelos ministros sagrados, bispos, presbíteros e diáconos. O ministério da Igreja tem uma dimensão colegial, quer dizer, a união dos membros da hierarquia eclesiástica está ao serviço da comunhão dos fiéis. Cada bispo exerce o seu ministério como membro do colégio episcopal – que sucede ao colégio apostólico – e em união com a cabeça, que é o Papa, tornando-se participante, com ele e os outros bispos, da solicitude pela Igreja universal. Além disso, se lhe foi confiada uma igreja particular, governa-a em nome de Cristo com a autoridade que recebeu, com potestade ordinária, própria e imediata, em comunhão com toda a Igreja e sob o poder do Santo Padre. O ministério episcopal também tem um carácter pessoal, porque cada um é responsável diante de Cristo, que o chamou pessoalmente e lhe conferiu a missão ao receber o sacramento da Ordem em plenitude.

miguel de salis amaral

Bibliografia básica
Catecismo da Igreja Católica, 976-987.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 200-201.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

Tratado dos actos humanos 81



Questão 19: Da bondade do acto interior da vontade.


Art. 6 ― Se a vontade concorde com a razão errónea é boa.

(De Verit., q. 17, a . 3, ad 4, Quodl.III, q. 12, a . 2, VIII, 1. 6, a . 3, 5, IX, q. 7, a . 2).

O sexto discute-se assim. ― Parece que a vontade concorde com a razão errónea é boa.