09/01/2013

Tratado da bem-aventurança 34




Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.


Art. 4 — Se a bem-aventurança pode ser perdida.



(I. p. 64, a . 2, q. 94, a . 1, I Sent., dist., VIII, q. 3, a . 2, IV, dist. XLIX, q. 1, a . 1 q ª 4, III Cont. Gent., cap. LXII, Compend. Theol., Art. I, cap. CLXVI, pArt. II, cap. IX, In Ioann, cap. X, lect V).

O quarto discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança pode ser perdida.


Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Mc 6, 45-52

45 Imediatamente Jesus obrigou Seus discípulos a embarcar, para chegarem primeiro que Ele à outra margem do lago, a Betsaida, enquanto Ele despedia o povo. 46 Depois de os ter despedido, retirou-Se para um monte a fazer oração. 47 Chegada a noite, encontrava-se a barca no meio do mar, e Ele só em terra. 48 Vendo-os cansados de remar, porque o vento lhes era contrário, cerca da quarta vigília da noite, foi ter com eles andando sobre o mar; e fez menção de lhes passar adiante. 49 Quando eles O viram caminhar sobre o mar, julgaram que era um fantasma e gritaram;50 porque todos O viram e se assustaram. Mas logo Ele lhes falou e disse: «Tende confiança, sou Eu, não temais». 51 Subiu em seguida para junto deles na barca, e o vento cessou. Ficaram extremamente estupefactos, 52 pois não se tinham dado conta do que se tinha passado com os pães; a sua inteligência estava obscurecida.

Comentário:

Não sabiam, não podiam saber, que Jesus é Dono e Senhor de quanto existe já que foi Deus Quem criou, onde nada havia, absolutamente tudo.

Assim, pode ordenar o que quiser e quando quiser e tudo Lhe obedece.

Mais tarde, hão-de compreender, quando o Espírito Santo lhes revelar o que não sabem e lhes abrir o entendimento para compreender o que não entendem.

(ama, comentário sobre Mc 6, 45-52, 2013.12.17)

Leitura espiritual para 09 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 301


A Mãe não vem dizer-nos "coisas" novas,
vem lembrar-nos o que não devemos esquecer!

Para obedecer, é preciso humildade


Quando tiveres de mandar, não humilhes: procede com delicadeza; respeita a inteligência e a vontade de quem obedece. (Forja, 727)

Muitas vezes fala-nos através doutros homens e pode acontecer que, à vista dos defeitos dessas pessoas ou pensando que não estão bem informadas ou que talvez não tenham entendido todos os dados do problema, surja uma espécie de convite a não obedecermos.
Tudo isso pode ter um significado divino, porque Deus não nos impõe uma obediência cega, mas uma obediência inteligente, e temos de sentir a responsabilidade de ajudar os outros com a luz do nosso entendimento. Mas sejamos sinceros connosco próprios: examinemos em cada caso se o que nos move é o amor à verdade ou o egoísmo e o apego ao nosso próprio juízo. Quando as nossas ideias nos separam dos outros, quando nos levam a quebrar a comunhão, a unidade com os nossos irmãos, é sinal certo que não estamos a actuar segundo o espírito de Deus.

Não o esqueçamos: para obedecer, repito, é preciso humildade. Vejamos de novo o exemplo de Cristo. Jesus obedece, e obedece a José e a Maria. Deus veio à Terra para obedecer, e para obedecer às criaturas. São duas criaturas perfeitíssimas – Santa Maria, Nossa Mãe; mais do que Ela só Deus; e aquele varão castíssimo, José. Mas criaturas. E Jesus, que é Deus, obedecia-lhes! Temos de amar a Deus, para amar assim a sua vontade, e ter desejos de responder aos chamamentos que nos dirige através das obrigações da nossa vida corrente: nos deveres de estado, na profissão, no trabalho, na família, no convívio social, no nosso próprio sofrimento e no sofrimento dos outros homens, na amizade, no empenho de realizar o que é bom e justo... (Cristo que passa, 17)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 20


A moralidade pública

20. Outro desafio prioritário da evangelização é o da moralidade pública. Um dos obstáculos que com mais iniquidade se opõe ao reinado de Cristo, nas almas e na sociedade, como um todo, é a onda de sensualidade que invade os costumes, leis, modas, meios de comunicação, expressões artísticas. Para deter esse ataque venenoso, além de rezar e convidar a rezar, de reparar e de levar à reparação, movidos por uma responsabilidade cristã e também humana, havemos de mobilizar muitas pessoas, católicas ou não, mas homens e mulheres de boa vontade, instando-os a que sintam a urgência de fazer algo. Sobram os lamentos estéreis, e muito mais qualquer atitude de indiferença, de se conformar com não fazer pessoalmente o mal. Pelo contrário, a toda a hora se apresenta o momento propício de se lançar com mais brio a um apostolado capilar, a uma mudança radical, começando pela própria vida, o próprio lar, o próprio ambiente profissional.

Escutemos o Apóstolo dos gentios, que nos exorta: a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: “Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação”. Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação (2Cor6, 1-2). Os cristãos devemos proceder com a segurança da fé, precisamente para refazer tudo o que à nossa volta está em desacordo com a lei de Deus, sem respeitos humanos, sem medo de que se note a nossa condição de pessoas convictas da nossa fé. Há valores que não são negociáveis, como repetidamente tem manifestado Bento XVI: «tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da conceção até à morte natural; reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimónio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu caráter particular e o seu papel social insubstituível; tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos» [34].

O Papa esclarecia que «estes princípios não são verdades de fé mesmo se recebem ulterior luz e confirmação da fé. Eles estão inscritos na natureza humana e, portanto, são comuns a toda a humanidade. A ação da Igreja de os promover não assume, por conseguinte, um caráter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, prescindindo da sua filiação religiosa. Ao contrário, esta ação é tanto mais necessária quanto mais estes princípios forem negados ou mal compreendidos porque isto constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma grave ferida infligida à própria justiça» [35].

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[34] Bento XVI, Discurso a um grupo de parlamentares da União Europeia, 30-III-2006.
[35] Bento XVI, Discurso a um grupo de parlamentares da União Europeia, 30-III-2006.

08/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Mc 6, 34-44

34 Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor, e começou a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Fazendo-se tarde chegaram-se a Ele os discípulos, dizendo: «Este lugar é solitário e a hora é já adiantada; 36 despede-os, a fim de que vão às quintas e povoados próximos e comprem alguma coisa para comer». 37 Ele respondeu-lhes: «Dai-lhes vós de comer». Eles disseram: «Iremos, pois, com duzentos denários comprar pão para lhes darmos de comer?». 38 Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes? Ide ver». Depois de se terem informado, disseram-Lhe: «Temos cinco pães e dois peixes». 39 Então mandou-lhes que os fizessem sentar a todos, em grupos, sobre a relva verde. 40 E sentaram-se em grupos de cem e de cinquenta. 41 Jesus, tomando os cinco pães e os dois peixes, elevando os olhos ao céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e os deu a Seus discípulos para que os distribuíssem; igualmente repartiu os dois peixes por todos. 42 Comeram todos e ficaram saciados. 43 E recolheram doze cestos cheios das sobras dos pães e dos peixes. 44 Os que tinham comido dos pães eram cinco mil homens.
Comentário:

Esta ordem de Jesus: «Dai-lhes vós de comer» parece despropositada já que sabia muito bem da impossibilidade de ser cumprida.

Mas, o verdadeiro objectivo das Suas palavras é obter a colaboração dos discípulos, aquilo que têm para entregar ao Senhor.

Quando o fazem o resultado é espantoso, como se pode ver neste relato de S. Marcos.

Assim nós, quando entregamos nas mãos de Deus o que temos – pouco ou muito – Ele há-de multiplicar infinitamente o que Lhe entregámos com alegria e inteira disponibilidade e, o bem que fará com essa nossa oferta não o podemos sequer imaginar.

(ama, comentário sobre Mc 6, 34-44, 12-17, 2012.12.15)

Leitura espiritual para 08 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 19



Harmonia entre fé e razão

19. Os que nos sabemos filhos de Deus, havemos de propagar que «não há motivo para existir concorrência entre a razão e a fé: uma implica a outra, e cada qual tem o seu espaço próprio de realização. (…) Deus e o homem estão colocados, cada um no seu respectivo mundo, numa relação única. Em Deus reside a origem de tudo, n’Ele se encerra a plenitude do mistério e isto constitui a sua glória; ao homem, pelo contrário, compete o dever de investigar a verdade com a razão, e nisto está a sua nobreza» [31].

Mantém plena actualidade o horizonte que S. Josemaria descrevia: «sobre a base firme dum profundo conhecimento científico, havemos de mostrar que não há oposição alguma entre a fé e a razão» [32]; antes, pelo contrário, deve existir uma plena sintonia, porque os dois âmbitos do conhecimento procedem de Deus, do Logos criador que, além disso, se fez homem.

Na Carta Apostólica Novo Millénnio ineúnte, João Paulo II escreveu: «Para a eficácia do testemunho cristão, especialmente nestes âmbitos delicados e controversos, é importante fazer um grande esforço para explicar adequadamente os motivos da posição da Igreja, sublinhando sobretudo que não se trata de impor aos não crentes uma perspectiva de fé, mas de interpretar e defender valores radicados na própria natureza do ser humano. A caridade tomará então necessariamente a forma de serviço à cultura, à política, à economia, à família, para que em toda a parte sejam respeitados os princípios fundamentais de que depende o destino do ser humano e o futuro da civilização» [33]. Para esta tarefa, necessita-se do dom de línguas, que se alcança quando se invoca com fé o Espírito Santo e se empregam os meios humanos.

De todos é conhecida a plena liberdade, que dentro da doutrina católica, a Igreja reconhece aos seus filhos na própria actuação profissional e enquanto cidadãos iguais aos outros cidadãos. A sensibilidade para os problemas humanos, o sentido sobrenatural para julgá-los e resolvê-los cristãmente, de acordo com a reta consciência bem formada, deve estimular a responsabilidade apostólica pessoal para trazer para o debate científico uma visão mais humana e sempre cristã. Por isso, convém abordar com rectidão e seriedade os trabalhos que têm especial relevância doutrinal e ética, nas áreas científicas e humanistas próprias de cada um. A crise moral pela qual passa a sociedade, e a necessidade perene de evangelizar, tornam ainda mais urgente que os investigadores cristãos não abandonem este trabalho e desenvolvam com constância e profundidade esses temas, para ajudar a resolver correctamente os problemas atuais.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[31] Beato João Paulo II, Carta Enc. Fides et ratio, 14-IX-1998, n. 17.
[32] S. Josemaria, Carta 9-I-1951, n. 12.
[33] Beato João Paulo II, Carta Apost. Novo millénnio ineúnte, 6-I-2001, n. 51.

Tratado da bem-aventurança 33




Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.

Art. 3 — Se a bem-aventurança pode ser obtida nesta vida.



(IV Sent., dist. XLIII, a . 1, q ª 1, dist. XLIX, q. 1, a . 1, q ª 4, Cont. Gent., cap. XLVIII, I Ethic., lect. X, XVI).

O terceiro discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança pode ser obtida nesta vida.



O valor divino do matrimónio


No meio do júbilo da festa, em Caná, só Maria nota a falta de vinho... Até aos mais pequenos pormenores de serviço chega a alma quando vive, como Ela, apaixonadamente atenta ao próximo, por Deus. (Sulco, 631)

O amor puro e limpo dos esposos é uma realidade santa, que eu, como sacerdote, abençoo com ambas as mãos. A tradição cristã viu frequentemente na presença de Jesus nas bodas de Caná uma confirmação do valor divino do matrimónio: O nosso Salvador foi às bodas – escreve S. Cirilo de Alexandria – para santificar o princípio da geração humana.

O matrimónio é um sacramento que faz de dois corpos uma só carne: como diz com expressão forte a teologia, são os próprios corpos dos contraentes que constituem a sua matéria. O Senhor santifica e abençoa o amor do marido à mulher e o da mulher ao marido; e ordenou não só a fusão das suas almas, mas também a dos seus corpos. Nenhum cristão, esteja ou não chamado à vida matrimonial, pode deixar de a estimar.

O Criador deu-nos a inteligência, centelha do entendimento divino, que nos permite – com vontade livre, outro dom de Deus – conhecer e amar; e deu ao nosso corpo a possibilidade de gerar, que é como uma participação do seu poder criador. Deus quis servir-se do amor conjugal para trazer novas criaturas ao mundo e aumentar o corpo da Igreja. O sexo não é uma realidade vergonhosa; é uma dádiva divina que se orienta limpamente para a vida, para o amor, para a fecundidade. (Cristo que passa, 24)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 19


Harmonia entre fé e razão

19. Os que nos sabemos filhos de Deus, havemos de propagar que «não há motivo para existir concorrência entre a razão e a fé: uma implica a outra, e cada qual tem o seu espaço próprio de realização. (…) Deus e o homem estão colocados, cada um no seu respectivo mundo, numa relação única. Em Deus reside a origem de tudo, n’Ele se encerra a plenitude do mistério e isto constitui a sua glória; ao homem, pelo contrário, compete o dever de investigar a verdade com a razão, e nisto está a sua nobreza» [31].

Mantém plena actualidade o horizonte que S. Josemaria descrevia: «sobre a base firme dum profundo conhecimento científico, havemos de mostrar que não há oposição alguma entre a fé e a razão» [32]; antes, pelo contrário, deve existir uma plena sintonia, porque os dois âmbitos do conhecimento procedem de Deus, do Logos criador que, além disso, se fez homem.

Na Carta Apostólica Novo Millénnio ineúnte, João Paulo II escreveu: «Para a eficácia do testemunho cristão, especialmente nestes âmbitos delicados e controversos, é importante fazer um grande esforço para explicar adequadamente os motivos da posição da Igreja, sublinhando sobretudo que não se trata de impor aos não crentes uma perspectiva de fé, mas de interpretar e defender valores radicados na própria natureza do ser humano. A caridade tomará então necessariamente a forma de serviço à cultura, à política, à economia, à família, para que em toda a parte sejam respeitados os princípios fundamentais de que depende o destino do ser humano e o futuro da civilização» [33]. Para esta tarefa, necessita-se do dom de línguas, que se alcança quando se invoca com fé o Espírito Santo e se empregam os meios humanos.

De todos é conhecida a plena liberdade, que dentro da doutrina católica, a Igreja reconhece aos seus filhos na própria actuação profissional e enquanto cidadãos iguais aos outros cidadãos. A sensibilidade para os problemas humanos, o sentido sobrenatural para julgá-los e resolvê-los cristãmente, de acordo com a recta consciência bem formada, deve estimular a responsabilidade apostólica pessoal para trazer para o debate científico uma visão mais humana e sempre cristã. Por isso, convém abordar com rectidão e seriedade os trabalhos que têm especial relevância doutrinal e ética, nas áreas científicas e humanistas próprias de cada um. A crise moral pela qual passa a sociedade, e a necessidade perene de evangelizar, tornam ainda mais urgente que os investigadores cristãos não abandonem este trabalho e desenvolvam com constância e profundidade esses temas, para ajudar a resolver correctamente os problemas actuais.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[31] Beato João Paulo II, Carta Enc. Fides et ratio, 14-IX-1998, n. 17.
[32] S. Josemaria, Carta 9-I-1951, n. 12.
[33] Beato João Paulo II, Carta Apost. Novo millénnio ineúnte, 6-I-2001, n. 51.

07/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Mt 4, 12 - 17

12 Tendo Jesus ouvido dizer que João fora preso, retirou-Se para a Galileia. 13 Depois, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, situada junto do mar, nos confins de Zabulon e Neftali, 14 cumprindo-se o que tinha sido anunciado pelo profeta Isaías, quando disse: 15 “Terra de Zabulon e terra de Neftali, terra que confina com o mar, país além do Jordão, Galileia dos gentios! 16 Este povo, que jazia nas trevas, viu uma grande luz, e uma luz levantou-se para os que jaziam na sombra da morte”. 17 Desde então, começou Jesus a pregar: «Fazei penitência porque está próximo o Reino dos Céus».
23 Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas e pregando o Evangelho do reino de Deus, e curando todas as enfermidades entre o povo. 24 A Sua fama espalhou-se por toda a Síria, e trouxeram-Lhe todos os que tinham algum mal, possuídos de vários achaques e dores: possessos, lunáticos, paralíticos. E Ele curava-os. 25 Seguiam-n'O grandes multidões de povo da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e de além do Jordão.

Comentário:

Começa efectivamente a caminhada apostólica de Jesus que demorará cerca de três anos e terminará no Gólgota.

Terminada a missão entregue ao Baptista, chegou a Sua vez de Se entregar sem descanso à tarefa que O trouxe a este mundo: Anunciar a todos o Reino de Deus e a forma de fazer parte dele.

E começa com uma recomendação para levar muito a sério: Fazer penitência!

Sem penitência que é a expressão lógica do arrependimento, não é possível seguir Cristo e, consequentemente, alcançar a salvação que nos promete na Vida Eterna.

Quem procura seriamente salvar-se tem de ter bem presente esta necessidade.

(ama, comentário sobre Mt 4, 12-17, 2012.12.17)

Leitura espiritual para 07 Jan 2013


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Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 18


18. A investigação ocupa um lugar destacado no trabalho dos professores universitários e doutros intelectuais. Nessa tarefa, o cristão comprometido com a busca e a difusão da verdade, animado pelo desejo recto de colaborar na configuração dum saber que supere a fragmentação e o relativismo, descobre constantes oportunidades para levar a cabo um profundo apostolado doutrinal. Nenhum tema de investigação, nenhuma área do amplo campo do ensino é neutro do ponto de vista da fé. Todo o nosso trabalho, até umas aulas de química, para dar um exemplo bastante concreto, podem cooperar ou não para a dilatação do Reino de Cristo. «A necessária objectividade científica rejeita justamente toda a neutralidade ideológica, toda a ambiguidade, todo o conformismo, toda a cobardia: o amor à verdade compromete a vida e todo o trabalho do cientista» [30]. Se o professor, o investigador, se move principalmente pelo desejo de dar glória a Deus e de servir as almas, então a coerência cristã do seu exemplo, a disponibilidade para os alunos e colaboradores, a rectidão com que orienta o seu trabalho, o empenho por formar os seus discípulos e transmitir o seu saber, contribui sem dúvida, para que as pessoas que escutam ou que recebem o eco do seu trabalho, descubram ou vejam o rasto dos seguidores de Cristo.
Além disso, estes trabalhos científicos facilitam as relações profissionais com investigadores de prestígio dentro do próprio país ou noutros países; levam a estabelecer amizades sinceras, que são o ambiente natural do apostolado pessoal, o que facilita conseguir que os colegas, nos seus trabalhos de investigação, respeitem pelo menos os princípios morais fundamentais.

Os católicos responsáveis que intervêm nestes lugares cruciais para a nova evangelização, deveriam interrogar-se sobre o modo de chegar também, na medida das suas possibilidades, aos meios de comunicação e aos fóruns de opinião, para transmitir boa e segura doutrina, nas matérias da sua especialidade: colaborando na imprensa, intervindo em programas de rádio e de televisão ou através da internet; participando em actividades culturais, dando um parecer científico autorizado sobre temas que surgem no debate público, etc. E, por sua vez, os católicos que promovem empresas de comunicação e opinião pública, ou trabalham profissionalmente nesses meios, devem esforçar-se para que as suas páginas ou os seus programas apresentem, com elevação e rigor, o que de limpo e recto se realiza nestes espaços.

Quero deixar bem claro que os que intervêm nestas áreas, hão de sentir a responsabilidade de tirar partido dos seus talentos, sem esquecer que muitas outras pessoas, com trabalhos materiais ou aparentemente de pouco relevo, se esforçam para converter a sua ocupação em oração a Deus, a fim de que os homens e mulheres importantes nas áreas que dirigem a sociedade, saibam ser inteiramente responsáveis, conscientes de que Deus lhes pedirá contas do seu desempenho; e hão-de mostrar-se muito agradecidos aos que trabalham, por assim dizer, na penumbra. Vem muito a propósito o que comentava S. Josemaria: Quem é mais importante, o magnífico reitor duma universidade ou a última pessoa que serve na manutenção do edifício? E respondia sem duvidar: o que cumpre a sua tarefa com mais fé, com mais desejo de santidade.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[30] S. Josemaria, Discurso no acto de investidura de doutores “honoris causa” pela Universidade de Navarra, 9-V-1974.

Tratado da bem-aventurança 31


Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.


Art. 2 — Se um homem pode ser mais feliz que outro.



(IV Sent., dist. XLIX, q. 1, a . 4, q ª 2, In Matth., cap. XX, In Ioann, cap. XIV, lect. I, Cor., III, lect II).

O segundo discute-se assim. — Parece que um homem não pode ser mais feliz que outro.



Tudo pode e deve levar-nos a Deus


É urgente difundir a luz da doutrina de Cristo. Entesoura formação, enche-te de clareza de ideias, de plenitude da mensagem cristã, para poder depois transmiti-la aos outros. Não esperes umas iluminações de Deus, que não tem porque dá-las, já que dispões de meios humanos concretos: o estudo, o trabalho. (Forja, 841)

O cristão precisa de ter fome de saber. Desde o estudo dos saberes mais abstractos até à habilidade do artesão, tudo pode e deve conduzir a Deus. Efectivamente não há tarefa humana que não seja santificável, motivo para a nossa própria santificação e oportunidade para colaborar com Deus na santificação dos que nos rodeiam. A luz dos seguidores de Jesus Cristo não deve estar no fundo do vale, mas no cume da montanha para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.

Trabalhar assim é oração. Estudar assim é oração. Investigar assim é oração. Nunca saímos afinal do mesmo: tudo é oração, tudo pode e deve levar-nos a Deus, alimentar a nossa intimidade contínua com Ele, da manhã à noite. Todo o trabalho honrado pode ser oração e todo o trabalho que é oração é apostolado. Deste modo, a alma fortalece-se numa unidade de vida simples e forte.

Vimos a realidade da vocação cristã, ou seja, como o Senhor confiou em nós para levar as almas à santidade, para as aproximar d'Ele, para as unir à Igreja e estender o reino de Deus a todos os corações. O Senhor quer-nos entregues, fiéis, dedicados, com amor. Quer-nos santos, muito seus. (Cristo que passa, nn. 10–11)

06/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL






Epifania


Evangelho: Mt 2, 1-12

1 Naquele tempo, num dia de sábado, passava Jesus por umas searas, e Seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas e a comê-las. 2 Vendo isto os fariseus, disseram-Lhe: «Olha que os Teus discípulos fazem o que não é permitido fazer ao sábado». 3 Jesus respondeu-lhes: «Não lestes o que fez David e os seus companheiros, quando tiveram fome? 4 Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães sagrados, dos quais não era lícito comer, nem a ele, nem aos que com ele iam, mas só aos sacerdotes? 5 Não lestes na Lei que aos sábados os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? 6 Ora Eu digo-vos que aqui está Alguém que é maior que o templo. 7 Se vós soubésseis o que quer dizer: “Quero misericórdia e não sacrifício”, jamais condenaríeis inocentes. 8 Porque o Filho do Homem é senhor do próprio sábado».9 Partindo dali, foi à sinagoga deles,10 onde se encontrava um homem que tinha atrofiada uma das mãos; e, eles, para terem de que O acusar, perguntaram-Lhe: «É permitido curar aos sábados?». 11 Ele respondeu-lhes: «Que homem haverá entre vós que, tendo uma ovelha, se esta cair no dia de sábado a uma cova, não a agarre, e não a tire de lá? 12 Ora quanto mais vale um homem do que uma ovelha? Logo, é permitido fazer bem no dia de sábado».

Comentário:

Tanta gente com fome anda pelo mundo! Nos áridos desertos e nas buliçosas metrópoles há um número de seres humanos que cresce dia a dia assustadoramente que têm fome.
É verdade que há muitíssima gente individual ou organizada, jovens e não tão jovens que procura Com enorme generosidade, minimizar as carências, socorrer as aflições.
Mas há, continua a haver, pessoas cuja preocupação é fazer crescer o muito que já têm e governantes que fecham os olhos preferindo gastar somas escandalosamente avultadas em armamentos ou obra faraónicas cuja necessidade não se descortina

(ama, comentário sobre Mt 12, 1-8, 2012.07.20)

Leitura espiritual para 06 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Tratado da bem-aventurança 30


Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.


Em seguida devemos, tratar da própria consecução da bem-aventurança. E sobre esta Questão discutem-se oito artigos:

Art. 1 — Se o homem pode alcançar a bem-aventurança.
Art. 2 — Se um homem pode ser mais feliz que outro.
Art. 3 — Se a bem-aventurança pode ser obtida nesta vida.
Art. 4 — Se a bem-aventurança pode ser perdida.
Art. 5 — Se o homem pelas suas faculdades naturais pode alcançar a bem-aventurança.
Art. 6 — Se o homem pode tornar-se feliz por obra de uma criatura superior, o anjo.
Art. 7 — Se são necessárias obras para que o homem alcance de Deus a bem-aventurança.
Art. 8 — Se todos desejam a bem-aventurança.

Art. 1 — Se o homem pode alcançar a bem-aventurança.

O primeiro discute-se assim. — Parece que o homem não pode alcançar a bem-aventurança.