30/12/2012

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 300



Apenas dás conselhos,
ou vives o que aconselhas?

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 10


VOLTAR ÀS ORIGENS DO EVANGELHO

10. Muitas vezes, no passado, a Europa teve de enfrentar difíceis períodos de transformação e de crise, mas «sempre os superou, conseguindo seiva nova inesgotável reserva de energia vital do Evangelho» [15]. Estas palavras do beato João Paulo II, pronunciadas em 1995, confirmam-nos no caminho que é preciso seguir. Não há outro: recorrer às raízes da nossa fé para nos impregnarmos da seiva vivificante que nos transmitem (a tal se dirige a formação doutrinal que nos dá a Obra) e, a partir daí, pôr os homens e as mulheres em contacto vital com Cristo, em todos os lugares.

S. Josemaria afirmava que «viver a fé é também transmiti-la aos outros». Para consegui-lo, é preciso caminhar com eles. E no caminho devemos ouvir as dificuldades que têm ante a mensagem cristã, entendê-las e demonstrar-lhes que os entendemos, de modo que se sintam compreendidos e esclarecidos com a nossa conversa orientadora; e assim, caminhando com elas ou com eles, comunicar-lhes com afeto e amabilidade o Evangelho, a palavra viva do Senhor, isto é, mostrar a maravilha do espírito cristão, que harmoniza razão e fé e oferece respostas a todas as perguntas e aquieta as preocupações dos corações humanos; e, deste modo, vamo-los preparando para desejarem os sacra­mentos e para se disporem a recebê-los.

Em muitos casos, a graça divina terá de construir nas almas o edifício sobrenatural desde os alicerces. Aproveitemos a oportunidade desses desejos de fazer o bem e de solidariedade, que se advertem nas novas gerações, e não apenas nestas, para que descubram o Salvador, anunciando-lhes a doutrina com dom de línguas e lançando as bases, pouco a pouco, por um plano inclinado, até adquirirem uma vida cristã firme.

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Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[15] Beato João Paulo II, Discurso, 9-IX-1995.

Tratado da bem-aventurança 26


Questão 4: Do necessário à bem-aventurança.



Art. 2 — Se o deleite, na bem-aventurança, tem prioridade sobre a visão.

(II Sent., dist. XXXVIII, a . 2, ad 6, III Cont. Gent., cap. XXVI, X Ethic., lect VI).

O segundo discute-se assim. — Parece que o deleite tem, na bem-aventurança, prioridade sobre a visão.




Se não me sinto à vontade não é autêntico.


29/12/2012

Evangelho do dia e comentário



TEMPO DE NATAL
Oitava do NATAL






Evangelho: Lc 2, 22-35

22 Depois que se completaram os dias da purificação de Maria, segundo a Lei de Moisés, levaram-n'O a Jerusalém para O apresentar ao Senhor 23 segundo o que está escrito na Lei do Senhor: “Todo o varão primogénito será consagrado ao Senhor”, 24 e para oferecerem em sacrifício, conforme o que também está escrito na Lei do Senhor: “Um par de rolas ou dois pombinhos”. 25 Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem era justo e piedoso; esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. 26 Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte sem ver primeiro o Cristo do Senhor. 27 Foi ao templo conduzido pelo Espírito. E, levando os pais o Menino J esus, para cumprirem as prescrições usuais da Lei a Seu respeito, 28 ele tomou-O nos braços e louvou a Deus, dizendo: 29 «Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz segundo a Tua palavra; 30 porque os meus olhos viram a Tua salvação, 31 que preparaste em favor de todos os povos; 32 luz para iluminar as nações, e glória de Israel, Teu povo». 33 O Seu pai e a Sua mãe estavam admirados das coisas que d'Ele se diziam. 34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição.

Comentário:

É apresentado no Templo o Senhor do Templo!
Outra magnifica manifestação de humildade da Família Sagrada! Cumpre as prescrições da Lei em tudo agindo com tanta naturalidade e discrição que ninguém se dá conta excepto os que, iluminados pelo Espírito Santo reconhecem naquele Menino o Filho de Deus incarnado.
Que lição para nós que tanto gostamos de ser vistos e as nossas acções reconhecidas!
Aprendamos, pois, do Rei dos Reis a submeter-nos às nossas obrigações com diligência e simplicidade.

(ama, comentário sobre Lc 2, 22-40, P de Lima, 2011.12.29)

Leitura espiritual para 29 Dez 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 9


9. Que grande tarefa temos pela frente! Com humildade, com o desejo pessoal de santidade, havemos de chegar às pessoas, acima de tudo, com o nosso exemplo. Estejamos cientes de que o esforço por nos comportarmos como cristãos autênticos, apesar das nossas misérias pessoais, faz parte da luz que o Senhor deseja acender no mundo. Não tenhamos medo de chocar com o ambiente, nos pontos incompatíveis com a fé católica, mesmo que essa atitude possa trazer-nos até prejuízos materiais ou sociais: «convencei-vos, e suscitai nos outros a convicção de que os cristãos havemos de navegar contra a corrente. Não vos deixeis levar por falsas ilusões. Pensai bem nisto: contra a corrente andou Jesus, contra a corrente foram Pedro e os outros primeiros e quantos, ao longo dos séculos, quiseram ser discípulos fiéis do Mestre. Tende, pois, a firme convicção de que não é a doutrina de Jesus que tem de se adaptar aos tempos, mas são os tempos que se hão de abrir à luz do Salvador» [12].
Por isso, voltando os olhos para o Redentor, pedindo-lhe que nos conceda a sua paz e a capacidade de perdoar e amar os que promovem essas incompreensões, rezemos com obstinação pelos que obstinadamente pretendem pôr no pelorinho a Igreja, a Hierarquia, os católicos. Conscientes da nossa debilidade pessoal, procuremos incansavelmente retribuir o bem pelo mal; e, como consequência da união com Deus, amemos aqueles que tentam perseguir ou reduzir a religião à sacristia, à exclusiva esfera privada.

Por outro lado, se os respeitos humanos não hão-de travar o zelo apostólico, menos ainda o deterá o pensamento real da debilidade pessoal ou da falta de meios, porque não confiamos nas nossas forças, mas na graça do Céu: ómnia possum in eo, qui me confórtat (Fl 4, 13). A este respeito, o Fundador do Opus Dei comentava: «permanecer todos unidos na oração: esta é (...) a origem da nossa alegria, da nossa paz, da nossa serenidade e, portanto, da nossa eficácia sobrenatural» [13]. E noutro momento, acrescentava: «que outros conselhos hei-de dar? Usar os procedimentos que sempre usaram os cristãos que pretendiam, de verdade, seguir Cristo. Os mesmos que os primeiros a escutar o apelo de Jesus seguiram: o encontro assíduo com o Senhor na Eucaristia, a invocação filial da Santíssima Virgem, a humildade, a temperança, a mortificação dos sentidos (…) e a penitência» [14], uma fé forte, bem fundada no Senhor Omnipotente. Difícil de explicar é o optimismo e a firmeza de S. Josemaria, a quem, entre muitos outros textos, sempre estimularam as palavras do Salmo: et in lúmine tuo vidébimus lumen (Sl 35/36, 10), porque, com Ele, todas as trevas se dissipam.

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Notas:

[12] S. Josemaria, Carta 28-III-1973, n. 4.
[13] S. Josemaria, Carta 19-III-1954, n. 27.
[14] S. Josemaria, Amigos de Deus, n. 186.

Tratado da bem-aventurança 25


Questão 4: Do necessário à bem-aventurança.


Em seguida deve-se tratar do necessário à bem-aventurança. E sobre esta Questão oito artigos se discutem:

Art. 1 — Se o deleite é necessária à bem-aventurança.
Art. 2 — Se a deleite  , na bem-aventurança, tem prioridade sobre a visão.
Art. 3 — Se a bem-aventurança supõe a compreensão.
Art. 4 — Se a rectidão da vontade é necessária para a bem-aventurança.
Art. 5 — Se o corpo é necessário à bem-aventurança.
Art. 6 — Se a perfeição do corpo é necessária à perfeita bem-aventurança do homem.
Art. 7 — Se para a bem-aventurança são também necessários bens externos.
Art. 8 — Se os amigos são necessários à bem-aventurança.

Art. 1 — Se o deleite é necessária à bem-aventurança.


A vida matrimonial, um caminhar divino pela Terra


Vê quantos motivos para venerar S. José e para aprender da sua vida: foi um varão forte na fé...; sustentou a sua família – Jesus e Maria – com o seu trabalho esforçado...; guardou a pureza da Virgem, que era sua Esposa...; e respeitou – amou! – a liberdade de Deus que fez a escolha, não só da Virgem como Mãe, mas também dele como Esposo de Santa Maria. (Forja, 552)

Ao pensar nos lares cristãos, gosto de imaginá-los luminosos e alegres, como foi o da Sagrada Família. A mensagem de Natal ressoa com toda a força: Glória a Deus no mais alto dos Céus e paz na terra aos homens de boa vontade. Que a Paz de Cristo triunfe nos vossos corações, escreve o Apóstolo. Paz por nos sabermos amados pelo nosso Pai, Deus, incorporados em Cristo, protegidos pela Virgem Santa Maria, amparados por S. José. Esta é a grande luz que ilumina as nossas vidas e que, perante as dificuldades e misérias pessoais, nos impele a seguir animosamente para diante. Cada lar cristão deveria ser um remanso de serenidade, em que se notassem, por cima das pequenas contrariedades diárias, um carinho e uma tranquilidade, profundos e sinceros, fruto de uma fé real e vivida.

Para o cristão o matrimónio não é uma simples instituição social e menos ainda um remédio para as fraquezas humanas: é uma autêntica vocação sobrenatural. Sacramento grande em Cristo e na Igreja, como diz S. Paulo, é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, contrato que um homem e uma mulher fazem para sempre, pois, quer queiramos quer não, o matrimónio instituído por Jesus Cristo é indissolúvel, sinal sagrado que santifica, acção de Jesus, que invade a alma dos que se casam e os convida a segui-Lo, transformando toda a vida matrimonial num caminhar divino pela Terra. (Cristo que passa, nn. 22–23

28/12/2012

Evangelho do dia e comentário


TEMPO DE NATAL
Oitava do NATAL


Santos Inocentes


 
Evangelho: Mt 2, 13-18

13 Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: «Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, foge para o Egipto, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para O matar». 14 ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e Sua mãe, e retirou-se para o Egipto. 15 Lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta: “Do Egipto chamei o Meu filho”. 16 Então Herodes, percebendo que tinha sido enganado pelos Magos, irou-se em extremo, e mandou matar, em Belém e em todos os seus arredores, todos os meninos de idade de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos Magos. 17 Cumpriu-se então o que estava anunciado pelo profeta Jeremias: 18 “Uma voz se ouviu em Ramá, pranto e grande lamentação; Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem”.

Comentário:

De uma forma ou outra, todos os homens procuram Cristo.
“De uma forma ou outra” porque sendo natural que a criatura procure o seu Criador muitos não saibam como o fazer.
O apostolado é isso mesmo: ensinar os outros como procurar e encontrar Jesus Cristo e, mais que ensinar, levar até Ele os que andam perdidos e angustiados como “ovelhas sem pastor”. E são muitos os que esperam, às vezes longo tempo ou, até, em vão, uma oportunidade para esse encontro.
Que nunca ouçamos o que Jesus ouviu do homem da piscina de Siloé: Hominem non habeo! Não tive ninguém que me ajudasse…

(ama, comentário sobre Mt 2, 13-18, 2011.12.28)

Leitura espiritual para 28 Dez 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 299



A má-língua é um veneno
que mata muito lentamente.

Tratado da bem-aventurança 24


Questão 3: Que é a bem-aventurança.


Art. 8 — Se a bem-aventurança do homem consiste na visão da essência divina em si mesma.

(I. q. 12, a . 1, De Verit., q. 8, a . 1, Quodl. X, q. 8, Compend. Theol., part. I. cap. CIV, CVI, part. II, cap. IX, In Matth., cap. V, In Ion., cap. I lect. XI).

O oitavo discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança do homem não consiste na visão da divina essência em si mesma.


Não podemos ensinar o que não praticarmos


"Coepit facere et docere". – Jesus começou a fazer e depois a ensinar: tu e eu temos de dar o testemunho do exemplo, porque não podemos levar uma vida dupla: não podemos ensinar o que não praticarmos. Por outras palavras, temos de ensinar o que, pelo menos, lutamos por praticar. (Forja, 694)


Veio ensinar, mas fazendo; veio ensinar, mas sendo modelo, sendo o Mestre e o exemplo, com a sua conduta. Agora, diante de Jesus Menino, podemos continuar o nosso exame pessoal: estamos decididos a procurar que a nossa vida sirva de modelo e de ensinamento aos nossos irmãos, aos nossos iguais, os homens? Estamos decididos a ser outros Cristos? Não basta dizê-lo com a boca. Tu – pergunto-o a cada um de vós e pergunto-o a mim mesmo – tu, que por seres cristão estás chamado a ser outro Cristo, mereces que se repita de ti que vieste facere et docere, fazer tudo como um filho de Deus, atento à vontade de seu Pai, para que deste modo possas levar todas as almas a participar das coisas boas, nobres, divinas e humanas, da Redenção? Estás a viver a vida de Cristo na tua vida de cada dia no meio do mundo?

Fazer as obras de Deus não é um bonito jogo de palavras, mas um convite a gastar-se por Amor. Temos de morrer para nós mesmos a fim de renascermos para uma vida nova. Porque assim obedeceu Jesus, até à morte de Cruz, mortem autem crucis. Propter quod et Deus exaltavit illum. Por isso Deus O exaltou. (Cristo que passa, 21)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 8


8. A realidade do «ser missionário – com missão – e não te chamares missionário», a que S. Josemaria se refere no ponto 848 de Caminho, situa-se no momento radical e originário da missão – como o Pai Me enviou, assim também Eu vos envio a vós (Jo 20, 21) – que configura as formas históricas de que a missão de Cristo se virá a revestir na vida da Igreja: desde o cuidado da vida de fé dos católicos (pastoral, fraternidade), ao anúncio de Cristo Salvador aos pagãos (primeiro anúncio, evange­lização); do convívio fraterno com os cristãos não católicos para estimulá-los à plena comunhão (ecumenismo), ao novo anúncio de Cristo e da sua doutrina aos batizados que O deixaram e rejeitaram a Sua doutrina (nova evangelização). Os fiéis do Opus Dei, a partir da sua plena secularidade, estão chamados a assumir essas diferentes dimensões da única missão da Igreja.
S. Josemaria repetia insistentemente: «Somos missionários com missão, sem nos chamarmos missionários. Missionários, tanto nas ruas asfaltadas de Roma, Nova York, Paris, México, Tóquio, Buenos Aires, Lisboa ou Madrid, Dublin ou Sydney, como no coração da África» [10]. A necessidade de comunicar o primeiro anúncio da fé não se limita aos países tradicionalmente conhecidos como terras de missão, mas, infelizmente, afeta o mundo inteiro, e a esta grande tarefa havemos de dedicar-nos.

Mas essa responsabilidade não pode ficar-se em meras considerações; cada uma e cada um há-de pensar: eu, como contribuo? E ainda antes, havemos de ponderar como influi a fé no nosso atuar e também se sabemos agradecer diariamente este dom e, como consequência, se procuramos transmitir aos outros tão grande tesouro. Levantemos a nossa alma ao Senhor, implorando: adáuge nobis fidem (Lc 17, 5) para todos rezarmos melhor; adáuge mihi fidempara trabalhar santificando-me e santificando os outros; para dar à minha amizade um contínuo sentido cristão. Não esqueçamos o ditado de que o exemplo é o melhor pregador, seguindo os passos de Jesus Cristo, que cœpit fácere et docére (cfr. Act 1, 1), começou a fazer e ensinar.

Persuadamo-nos de que, nos mais diferentes lugares, «há necessidade dum renovado anúncio, mesmo para quem já está batizado. Muitos (…) contemporâneos pensam que sabem o que é o cristianismo, mas realmente não o conhecem. Frequentemente ignoram os próprios rudimentos da fé» [11], e devemos enfrentar este desafio com a nossa vida e a nossa formação doutrinal. Sem pessimismo, consideremos que a missão apostólica, a que o Senhor urge os cristãos, os que nos sabemos filhos de Deus, adquire no nosso tempo tonalidades diversas, dependendo das circunstâncias do ambiente, do lugar, das pessoas que cada uma ou cada um encontra. Em qualquer caso, havemos de pôr as pessoas que nos rodeiam ou com quem convivemos em contacto com Cristo, ajudando-as a conhecer ou reconhecer o rosto do nosso Redentor, e ajudálas a caminhar na sua companhia, mesmo que tenham de ir contra a corrente.

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Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[10] S. Josemaria, Instrução, maio-1935/14-IX-1950, nota 231.
[11] Beato João Paulo II, Exort. Apost. Ecclésia in Europa, 28-VI-2003, n. 47.

27/12/2012

Evangelho do dia e comentário


TEMPO DE NATAL
Oitava do NATAL

S. João – Apóstolo e Evangelista





Evangelho: Jo 20, 2-8

2 Correu então, e foi ter com Simão Pedro e com o outro discípulo a quem Jesus amava, e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde o puseram». 3 Partiu, pois, Pedro com o outro discípulo e foram ao sepulcro. 4 Corriam ambos juntos, mas o outro discípulo corria mais do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. 5 Tendo-se inclinado, viu os lençóis no chão, mas não entrou. 6 Chegou depois Simão Pedro, que o seguia, entrou no sepulcro e viu os lençóis postos no chão, 7 e o sudário que estivera sobre a cabeça de Jesus, que não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. 8 Entrou também, então, o outro discípulo que tinha chegado primeiro ao sepulcro. Viu e acreditou.

Comentário:

A Liturgia, logo a seguir ao Nascimento do Salvador coloca à consideração dos fiéis duas figuras incontornáveis na história da salvação: O primeiro Mártir, Santo Estêvão como que a referir que o Reino de Deus que o Menino Jesus veio instaurar será banhado, abundantemente, com o sangue dos que deram e hão-de continuar a dar as suas vidas por Ele e por João, o apóstolo mais jovem dos doze, que esteve a na origem dos convites apostólicos.
Foi João que, aceitando as indicações do Baptista se dirigiu ao Senhor e Lhe perguntou onde morava tendo recebido em resposta um convite para O acompanhar.
Desde então, não mais O largou nem na altura extrema do Calvário em que foi o único que permaneceu firme ao pé da Cruz.
Amigo íntimo, querido do Senhor, é ele o escolhido para o encargo de cuidar da Santíssima Virgem e recebê-la na sua casa.
Este João que até ao fim da sua longa vida pregou insistentemente o amor de Deus pelos homens e o amor destes pelos outros.
Entendeu perfeitamente a mensagem do Mestre: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei e, foi isto mesmo, que incansavelmente, ensinou aos seus discípulos: se o fizerdes… bastará!

(ama, comentário sobre Jo 20, 2-8, 2011.12.27)

Leitura espiritual para 27 Dez 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 7


7. Vêm à minha mente umas palavras de S. Josemaria, escritas pouco antes de sua partida para a casa do céu. Ao contemplar a crise de fé, de virtudes e de valores que já então – era o ano de 1973 – se tinha instaurado em muitos ambientes, manifestava cheio de sentido sobrenatural e de zelo apostólico: «em momentos de crises profundas na história da Igreja, nunca foram muitos os que, permanecendo fiéis, reuniram, além da preparação espiritual e doutrinal suficiente, os recursos morais e intelectuais, para opor uma decidida resistência aos agentes da maldade. Mas esses poucos encheram de luz, de novo, a Igreja e o mundo» [7]. Havemos de ocupar-nos de que muitas mulheres e muitos homens acolham a vida da graça, e se amparem e robusteçam neste refúgio.
A nova evangelização é especialmente urgente na Europa e nos países mais desenvolvidos. Na Exortação Apostólica Ecclésia in Europa, o beato João Paulo II retratou a situação religiosa da sociedade no velho continente. Embora se destinasse a recolher as conclusões do Sínodo dos Bispos da Europa, as suas afirmações poderiam ser aplicadas em grande parte a muitos outros lugares. Na verdade, depois de vinte séculos, mesmo em países de grande tradição cristã, «aumenta o número das pessoas não babtizadas, seja pela consistente presença de imigrantes que pertencem a outras religiões, seja também porque famílias de tradição cristã não babtizaram os filhos» [8]. Como conclusão o Papa dizia: «com efeito, a Europa já faz parte daqueles espaços tradicionalmente cristãos, onde, para além duma nova evangelização, se requer em determinados casos a primeira evangelização» [9]. Primeira evangelização e nova evangelização: duas formas de anunciar o Evangelho que a situação da Igreja e do mundo nos exige hoje.

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Notas:

[7] S. Josemaria, Carta 28-III-1973, n. 18.
[8] Beato João Paulo II, Exort. Apost. Ecclésia in Europa, 28-VI-2003, n. 46.
[9] Beato João Paulo II, Exort. Apost. Ecclésia in Europa, 28-VI-2003, n. 46.

Tratado da bem-aventurança 23


Questão 3: Que é a bem-aventurança.



Art. 7 — Se a bem-aventurança do homem consiste no conhecimento das substâncias separadas, i. é, dos anjos.

(I, q. 64, 1, ad 1, III Cont. Gent., cap. XLIV, In Boet, de Trin., q. 6, a. 4, ad 3).

O sétimo discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança do homem consiste no conhecimento das substâncias separadas, i. é, dos anjos.


Deus costuma procurar instrumentos fracos


– Estamos gostosamente, Senhor, na tua mão chagada. Aperta-nos com força!, espreme-nos!, de modo que percamos toda a miséria terrena!, que nos purifiquemos, que nos inflamemos, que nos sintamos empapados no teu Sangue! E depois, lança-nos longe!, longe, com fome de messe, para uma sementeira cada dia mais fecunda, por Amor de Ti. (Forja, 5)

Sem grande dificuldade, poderíamos encontrar na nossa família, entre os nossos amigos e companheiros – para não me referir já ao imenso panorama do mundo – tantas pessoas mais dignas do que nós de receber o chamamento de Cristo. Mais simples, mais sábias, mais influentes, mais importantes, mais gratas, mais generosas...

Eu, ao pensar nisto, fico envergonhado. Mas compreendo também que a nossa lógica humana não serve para explicar as realidades da graça. Deus costuma procurar instrumentos fracos para que se manifeste com evidente clareza que a obra é sua. O próprio S. Paulo evoca com estremecimento a sua vocação; e por último, depois de todos, foi também visto por mim, como por um aborto. Porque eu sou o mínimo dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus. Assim escreve Paulo de Tarso, homem de uma personalidade e de um vigor que a história não fez mais do que engrandecer.

Fomos chamados sem mérito algum da nossa parte, dizia-vos. Realmente, na base da nossa vocação está o conhecimento da nossa miséria, a consciência de que as luzes que iluminam a alma – a fé – o amor com que amamos – a caridade – e o desejo que nos mantém – a esperança – são dons gratuitos de Deus. Por isso, não crescer em humildade significa perder de vista o objectivo da escolha divina: ut essemus sancti, a santidade pessoal.

Agora, tomando como ponto de partida essa humildade, podemos compreender toda a maravilha da chamada divina. A mão de Cristo colheu-nos num trigal: o semeador aperta na sua mão chagada o punhado de trigo; o sangue de Cristo banha a semente, empapa-a. Depois, o Senhor lança ao ar esse trigo, para que, morrendo, seja vida e, afundando-se na terra, seja capaz de multiplicar-se em espigas de oiro. (Cristo que passa, 3)