02/06/2013

Evangelho do dia e comentário

Tempo comum
IX Semana


Corpo de Deus
Evangelho: Lc 9, 11-17

11 Sabendo isto, as multidões foram-n'O seguindo. E as recebeu, falou-lhes do reino de Deus e curou os que necessitavam de cura. 12 Ora o dia começava a declinar. Aproximando-se d'Ele os doze, disseram-Lhe: «Despede as multidões, para que, indo pelas aldeias e herdades circunvizinhas, se alberguem e encontrem que comer, porque aqui estamos num lugar deserto». 13 Ele respondeu-lhes: «Dai-lhes vós de comer». Eles disseram: «Não temos mais do que cinco pães e dois peixes, a não ser que vamos comprar mantimento para toda esta multidão». 14 Pois eram quase cinco mil homens. Então disse aos discípulos: «Mandai-os sentar divididos em grupos de cinquenta». 15 Eles assim fizeram, e mandaram-nos sentar a todos. 16 Tendo tomado os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, pronunciou sobre eles a bênção, partiu-os e distribuiu-os aos Seus discípulos, para que os servissem à multidão. 17 Comeram todos e ficaram saciados. E recolheram do que sobrou doze cestos de fragmentos.

Comentário:

Nada mais adequado á Festa de hoje, que este trecho de S. Lucas: dia do Corpo de Deus!
Este mistério extraordinário que por ser tão comum pode tender para a banalização: o Corpo de Deus! A Santíssima Eucaristia!
O Senhor passou pelas ruas de muitas cidades espalhadas por esse mundo! Foi ao encontro das gentes. Mostrou-se a todos humildissimamente escondido na Hóstia Consagrada, como que dizendo: Heis-me aqui! Tomai e comei que Sou o verdadeiro alimento para as vossas almas; olhai e vede que, Eu, que sou o Senhor, venho ao vosso encontro!

Ó hóstia salutar, Pão dos Anjos, benvinda sejas, recebe a minha grata admiração e a rendição de todo o meu ser à magnificência da Tua Majestade. Como o mais humilde dos Teus súbditos, eu Te imploro: vem, Senhor Jesus.

(ama, comentário sobre Lc 9, 11-17, dia do Corpo de Deus, 2010.06.05)

Leitura espiritual para 02 Jun



Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Tu podes chamar-te filho de Deus


Dá muitas graças a Jesus, porque por Ele, com Ele e n'Ele, tu podes chamar-te filho de Deus. (Forja, 265)

Se nos sentimos filhos predilectos do nosso Pai dos Céus – é o que somos! –, como é que não estamos sempre alegres? Pensa bem nisto. (Forja, 266)

Que bonita é a nossa vocação de cristãos – de filhos de Deus! –, que nos dá na terra a alegria e a paz que o mundo não pode dar! (Forja, 269)

Ut in gratiarum semper actione maneamus! Meu Deus, obrigado, obrigado por tudo: pelo que me contraria, pelo que não entendo, pelo que me faz sofrer.

Os golpes são necessários, para arrancar o que sobra do grande bloco de mármore. Assim esculpe Deus nas almas a imagem do Seu Filho. Agradece ao Senhor essas delicadezas! (Via Sacra, Estação VI, n. 4)

Quando os cristãos passam maus bocados, é porque não dão a esta vida todo o seu sentido divino.

Onde a mão sente a picadela dos espinhos, os olhos descobrem um ramo de rosas esplêndidas, cheias de aroma. (Via Sacra, Estação VI, n. 5)

Resumos da Fé cristã


TEMA 31. O Decálogo. O primeiro mandamento

2. O primeiro mandamento

O primeiro mandamento é duplo: o amor a Deus e o amor ao próximo por amor de Deus. «”Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?” Jesus disse-lhe: “Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente. Este é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”» (Mt 22,36-40).

Este amor chama-se caridade. Com este termo também se designa a virtude teologal cujo acto é o amor a Deus e aos outros por Deus. A caridade é um dom que o Espírito Santo infunde naqueles que são filhos adoptivos de Deus (cf. Rm 5,5). A caridade há-de crescer ao longo da vida nesta terra por acção do Espírito Santo e com a nossa cooperação: crescer em santidade é crescer na caridade. A santidade não é outra coisa senão a plenitude da filiação divina e da caridade. Esta pode diminuir pelo pecado venial e mesmo perder-se pelo pecado mortal. A caridade tem uma ordem: Deus, os outros (por amor de Deus) e nós mesmos (por amor de Deus).

O amor de Deus

Amar a Deus como filhos significa:

a) Escolhê-Lo como o fim último de tudo o que fazemos. Actuar em tudo por amor e para a sua glória: «Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus» (1 Cor 10,31). «Deo omnis gloria. - Para Deus toda a glória» 3. Não deve haver um fim mais elevado do que este. Nenhum amor se pode colocar acima do amor de Deus: «Quem amar o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem amar o filho ou filha mais do que a mim, não é digno de mim» (Mt 10,37). «Não há amor, senão o Amor!» 4. Não pode existir um verdadeiro amor que exclua ou postergue o amor de Deus.

b) Cumprir a vontade de Deus com obras: «Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu» (Mt 7,21). A vontade de Deus é que sejamos santos (cf. 1 Ts 4,3), que sigamos Cristo (cf. Mt 17,5), cumprindo os seus mandamentos (cf. Jo 14,21). «Queres deveras ser santo? – Cumpre o pequeno dever de cada momento faz o que deves e está no que fazes» 5. Cumpri-la também quando exige sacrifício: «Não se faça a minha vontade, mas a tua» (Lc 22,42).

c) Corresponder ao seu amor por nós. Ele amou-nos primeiro, criou-nos livres e fez-nos seus filhos (cf. 1 Jo 4,19). O pecado é rejeitar o amor de Deus (cf. Catecismo, 2094); todavia Ele perdoa sempre, entrega-se continuamente a cada um de nós. «É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados» (1 Jo 4,10; cf. Jo 3,16). Ele «amou-me e a si mesmo entregou-se por mim» (Gl 2,20). «Para corresponder a tanto amor, é preciso que haja da nossa parte uma entrega total do corpo e da alma» 6. Não se trata de um sentimento, mas de uma determinação da vontade que pode estar ou não acompanhada de afectos.

O amor a Deus leva-nos a procurar o diálogo pessoal com Ele. Esse diálogo é oração que por sua vez é amor. Pode revestir diversas formas 7:

a) «A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante do seu Criador (Catecismo, 2628). É a atitude mais fundamental da religião (cf. Catecismo, 2095). «Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto» (Mt 4,10). A adoração a Deus liberta-nos das diversas formas de idolatria que conduzem à escravidão. «Que a tua oração seja sempre um sincero e real acto de adoração a Deus» 8.

b) A acção de graças (cf. Catecismo, 2638), porque tudo o que temos e somos, d’Ele o recebemos para Lhe dar glória: «Que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, porque te glorias, como se não o tivesses recebido?» (1 Cor 4,7).

c) A petição, a qual tem dois modos: o pedido de perdão pelo que nos separa de Deus (o pecado) e o pedido de ajuda para nós mesmos e para os outros, bem como para toda a Igreja e a humanidade inteira. Estas duas formas de petição manifestam-se no Pai Nosso: «…o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas…». A petição do cristão está cheia de segurança, porque «foi na esperança que fomos salvos» (Rm 8,24) e porque é um rogo filial, por meio de Cristo: «se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, Ele vo-la dará» (Jo 16,23; cf. 1 Jo  5,14-15).

O amor manifesta-se também com o sacrifício, inseparável da oração: «a oração valoriza-se com o sacrifício» 9. O sacrifício é o oferecimento a Deus de um bem sensível, em sua homenagem, como expressão da entrega interior da própria vontade, quer dizer, da obediência a Cristo. Cristo redimiu-nos pelo Sacrifício da Cruz, que manifesta a sua perfeita obediência até à morte (cf. Fl 2,8). Os cristãos como membros de Cristo, podem co-redimir com Ele, unindo os nossos sacrifícios aos seus na Santa Missa (cf. Catecismo, 2100).

A oração e o sacrifício constituem o culto a Deus. Chama-se culto de latria ou adoração, para o distinguir do culto aos anjos e aos santos, que é de dulia ou veneração, e do culto com que se honra Nossa Senhora, chamado hiperdulia (cf. Catecismo, 971). O acto de culto por excelência é a Santa Missa, prenúncio da liturgia celeste. O amor de Deus deve manifestar-se na dignidade do culto: observância das prescrições da Igreja, «urbanidade da piedade» 10, cuidado e limpeza dos objectos. «Aquela mulher que, em casa de Simão o leproso, em Betânia, unge com rico perfume a cabeça do Mestre, recorda-nos o dever de sermos magnânimos no culto de Deus. – Todo o luxo, majestade e beleza me parecem pouco» 11.

javier lópez

Bibliografia básica:
Catecismo da Igreja Católica, 2064-2132.

Leituras recomendadas:
Bento XVI, Enc. Deus Caritas est, 1-18, 25-XII-2005.
Bento XVI, Enc. Spe Salvi, 30-XI-2007.
S. Josemaria, Homilias «Vida de Fé», «A Esperança do cristão», «Com a força do amor», em Amigos de Deus.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)
____________________________
Notas:
3 S. Josemaria, Caminho, 780.
4 Ibidem, 417.
5 Ibidem, 815; cf. Ibidem 933.
6 S. Josemaria, Cristo que Passa, 87.
7 Cf. S. Josemaria, Caminho, 91.
8 S. Josemaria, Forja, 263.
9 S. Josemaria, Caminho, 81.
10 Ibidem, 541.
11 Ibidem, 527; cf. Mt 26, 6-13.

Tratado das paixões da alma 45



Questão 31: Do prazer em si mesmo.

Art. 5 ― Se os prazeres corpóreos e sensíveis são maiores que os espirituais e intelectuais.

(IV Sent., dist. XLIX, q. 3, a . 5, qª 1, In Psalm., XVIII, I Ethic., lect. XIII, XII Metaph., lect. VIII).


O quinto discute-se assim. ― Parece que os prazeres corpóreos e sensíveis são maiores que os espirituais e intelectuais.


Pequena agenda do cristão



Domingo

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me: Cultivar a Fé.

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do que me propus ontem?


01/06/2013

Evangelho do dia e comentário

Tempo comum
VIII Semana

Evangelho: Mc 11, 27-33

27 Voltaram a Jerusalém. E, andando Jesus pelo templo, aproximaram-se d'Ele os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos, 28 e disseram-Lhe: «Com que autoridade fazes Tu estas coisas? E quem Te deu o direito de as fazer?». 29 Jesus disse-lhes: «Eu também vos farei uma pergunta; respondei-Me e Eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. 30 O baptismo de João era do céu ou dos homens? Respondei-Me». 31 Mas eles discorriam entre si: «Se respondermos que era do céu, Ele dirá: “Porque razão, então, não crestes nele?”. 32 Responderemos que é dos homens?». Temiam o povo, porque todos tinham a João como um verdadeiro profeta. 33 Então responderam a Jesus: «Não sabemos». E Jesus disse-lhes: «Pois nem Eu vos digo com que autoridade faço estas coisas».

Comentário:

Nem sempre as perguntas que nos fazem merecem resposta, depende em primeiro lugar se quem a faz tem o direito a ela e depois o espírito ou intenção com que é feita.
O direito de perguntar cessa quando a pergunta é capciosa ou mal-intencionada; o dever de responder fica limitado quer pela pergunta em si, quer pelo direito de quem a faz.
«não lanceis pérolas aos porcos» disse Jesus...

(ama, comentário sobre Mc 11, 27-33, 2011.03.05)

Leitura espiritual para 01 Jun



Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

A união com o Papa é união com Pedro



Ama, venera, reza, mortifica-te – cada dia com mais amor – pelo Romano Pontífice, pedra basilar da Igreja, que prolonga entre todos os homens, ao longo dos séculos e até ao fim dos tempos, aquele trabalho de santificação e governo que Jesus confiou a Pedro. (Forja, 134)

A suprema potestade do Romano Pontífice e a sua infalibilidade, quando fala ex cathedra, não são uma invenção humana, pois baseiam-se na explícita vontade fundacional de Cristo. Que pouco sentido tem enfrentar o governo do Papa com o dos bispos, ou reduzir a validade do Magistério pontifício ao consentimento dos fiéis! Nada mais alheio à Igreja do que o equilíbrio de poderes; não nos servem esquemas humanos, por mais atractivos ou funcionais que sejam. Ninguém na Igreja goza por si mesmo de potestade absoluta, enquanto homem; na Igreja não há outro chefe além de Cristo; e Cristo quis constituir um Vigário seu – o Romano Pontífice – para a sua Esposa peregrina nesta terra. (…)

Contribuímos para tornar mais evidente essa apostolicidade aos olhos de todos, manifestando com requintada fidelidade a união com o Papa, que é união com Pedro. O amor ao Romano Pontífice há-de ser em nós uma formosa paixão, porque nele vemos a Cristo. Se tivermos intimidade com o Senhor na nossa oração, caminharemos com um olhar desanuviado que nos permitirá distinguir, mesmo nos acontecimentos que às vezes não compreendemos ou que nos causam pranto ou dor, a acção do Espírito Santo. (Amar a Igreja; n 13).

Resumos da Fé cristã


TEMA 31. O Decálogo. O primeiro mandamento

Jesus Cristo ensinou que para se salvar é necessário cumprir os mandamentos, os quais expressam a substância da lei moral natural. O primeiro mandamento é duplo: o amor a Deus e o amor ao próximo por amor de Deus.

1. Os Dez Mandamentos ou Decálogo

Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou que para se salvar é necessário cumprir os mandamentos. Quanto um jovem Lhe pergunta: «Mestre, que hei-de fazer de bom, para alcançar a vida eterna?» (Mt 19,16). Ele responde: «Se queres entrar na vida eterna, cumpre os mandamentos» (Mt 19,17). A seguir, cita alguns preceitos relacionados com o amor ao próximo: «Não matarás, não cometerás adultério, não roubarás, não levantarás falso testemunho, honra teu pai e tua mãe» (Mt 19,18-19). Estes preceitos, juntamente com os referentes ao amor a Deus que o Senhor menciona noutras ocasiões, formam os dez mandamentos da Lei divina (cf. Ex 20,1-17; Catecismo, 2052). «Os três primeiros referem-se mais ao amor de Deus; os outros sete, ao amor do próximo» (Catecismo, 2067).

Os dez mandamentos expressam a substância da lei moral natural (cf. Catecismo, 1955). É uma lei inscrita no coração dos homens, cujo conhecimento se obscureceu como consequência do pecado original e dos sucessivos pecados pessoais. Deus quis revelar algumas «verdades religiosas e morais que, de si, não são inacessíveis à razão» (Catecismo, 38) para que todos a possam conhecer de modo completo e certo (cf. Catecismo, 37-38). Revelou-se primeiro no Antigo Testamento e depois, plenamente, através de Jesus Cristo (cf. Catecismo, 2053-2054). A Igreja guarda a Revelação e ensina-a a todos os homens (cf. Catecismo, 2071).

Alguns mandamentos estabelecem o que se deve fazer (p. ex., santificar os domingos e festas de guarda); outros assinalam o que nunca é lícito realizar (p. ex.; matar um inocente). Estes últimos indicam alguns actos que são intrinsecamente maus em função do seu próprio objecto moral, independentemente dos motivos ou intenções posteriores de quem os realiza e das circunstâncias que os acompanham 1.

«Jesus mostra que os mandamentos não devem ser entendidos como um limite mínimo a não ultrapassar, mas antes, como uma estrada aberta para um caminho moral e espiritual de perfeição, cuja alma é o amor (cf. Cl 3, 14)» 2. Por exemplo, o mandamento «não matarás» contém em si não só a obrigação de respeitar a vida do próximo, mas também a de promover e fomentar o seu desenvolvimento e enriquecimento como pessoas. Não se trata de proibições que limitem a liberdade; mas de luzes que mostram o caminho do bem e da felicidade, libertando o homem do erro moral.

javier lópez

Bibliografia básica:
Catecismo da Igreja Católica, 2064-2132.

Leituras recomendadas:
Bento XVI, Enc. Deus Caritas est, 1-18, 25-XII-2005.
Bento XVI, Enc. Spe Salvi, 30-XI-2007.
S. Josemaria, Homilias «Vida de Fé», «A Esperança do cristão», «Com a força do amor», em Amigos de Deus.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)
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Notas:
1 Cf. João Paulo II, Enc. Veritatis Splendor, 80, 6-VIII-1993.
2 Ibidem, 15

Tratado das paixões da alma 44



Questão 31: Do prazer em si mesmo.

Art. 4 ― Se o prazer reside no apetite intelectivo.

(Infra, q. 35, a. 1, I Sent., dist. XLV, a . 1, IV, dist. XLIX, q. 3, a. 1, qª 1, 2).



O quarto discute-se assim. ― Parece que o prazer não reside no apetite intelectivo.



Pequena agenda do cristão



Sábado

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Honrar a Santíssima Virgem.

A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador, porque pôs os olhos na humildade da Sua serva, de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas, santo é o Seu nome. O Seu Amor se estende de geração em geração sobre os que O temem. Manifestou o poder do Seu braço, derrubou os poderosos do seu trono e exaltou os humildes, aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel Seu servo, lembrado da Sua misericórdia, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência para sempre.

Lembrar-me: Santíssima Virgem Mãe de Deus e minha Mãe.

Minha querida Mãe: Hoje queria oferecer-te um presente que te fosse agradável e que, de algum modo, significasse o amor e o carinho que sinto pela tua excelsa pessoa.
Não encontro, pobre de mim, nada mais que isto: O desejo profundo e sincero de me entregar nas tuas mãos de Mãe para que me leves a Teu Divino Filho Jesus. Sim, protegido pelo teu manto protector, guiado pela tua mão providencial, não me desviarei no caminho da salvação.

Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do que me propus ontem?


31/05/2013

Evangelho do dia e comentário



Visitação de Nossa Senhora
Evangelho: Lc 1, 39-56

39 Naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá. 40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Aconteceu que, logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe no ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; 42 e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. 43 Donde a mim esta dita, que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44 Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão-de cumprir as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor». 46 Então Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor; 47 e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade da Sua serva. Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão ditosa, 49 porque o Todo-poderoso fez em mim grandes coisas. O Seu nome é Santo, 50 e a Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51 Manifestou o poder do Seu braço, dispersou os homens de coração soberbo. 52 Depôs do trono os poderosos, elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e aos ricos despediu de mãos vazias. 54 Tomou cuidado de Israel, Seu servo, lembrado da Sua misericórdia; 55 conforme tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses; depois voltou para sua casa.

Comentário:

Vê-se bem que Maria não pode conter o que lhe vai na alma. Durante a longa caminhada pelas montanhas terá meditado longamente no que tão recentemente acontecera, aliás, imediatamente antes de iniciar a viagem.
As palavras do Arcanjo soam ainda nos seus ouvidos e a magnitude da mensagem vai tomando conta de todo o seu ser.

Sabe, Ela sabe, que é, já, a Mãe de Deus, que o pequenino ser que começa a formar-se no seu ventre puríssimo é, de facto, o seu Senhor e é, de facto, o seu Filho.

O Espírito Santo urge-a a que comunique ao mundo a boa nova, a grandiosidade de Deus todo-poderoso que dela se servia para trazer ao mundo o Salvador.
E, então, o Magnificat solta-se dos seus lábios, cristalino e límpido, assombrosamente simples e completo, grandiosamente humilde.

(ama, comentário sobre Lc 1, 39-56, 2013.05.03)

Leitura espiritual para 31 Mai


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Pequena agenda do cristão



Sexta-Feira

(Coisas muito simples, curtas, objectivas)

Propósito: Contenção; alguma privação; ser humilde.

Senhor: Ajuda-me a ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes, Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o, esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente nada.

Lembrar-me: Filiação divina.

Ser Teu filho Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu, entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca. Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a afastar-me de Ti.

Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do que me propus ontem?


Tratado das paixões da alma 43




Questão 31: Do prazer em si mesmo.

Art. 3 ― Se a alegria é absolutamente o mesmo que o prazer.

(Infra, q. 35, a . 2, III Sent., dist. XXVI, q. 1, a . 3, dist. XXVII, q. 1, a . 2 ad 3, IV, dist. XLIX, q. 3, a . 1, qª 4, I Cont. Gent., cap. XC, De Verit., q. 25, a . 4, ad 5).

O terceiro discute-se assim. ― Parece que a alegria é absolutamente o mesmo que o prazer.



Resumos da Fé cristã



TEMA 19. A Eucaristia (I)

3. A celebração litúrgica da Eucaristia 1
3.1. A estrutura fundamental da celebração

Fiel ao mandato de Jesus, a Igreja, guiada pelo «Espírito de Verdade» (Jo 16, 13), que é o Espírito Santo, quando celebra a Eucaristia não faz outra coisa senão conformar-se com o rito realizado pelo Senhor na Última Ceia. Os elementos essenciais das sucessivas celebrações eucarísticas não podem ser outros senão os da Eucaristia originária, ou seja:

a) A assembleia dos discípulos de Cristo, por Ele convocada e reunida à sua volta.

b) A realização do novo ricto memorial.

ángel garcia ibáñez

Bibliografia Básica:

Catecismo da Igreja Católica, 1322-1355.
João Paulo II II, Enc. Ecclesia de Eucharistia, 17-IV-2003, nn. 11-20; 47-52.
Bento XVI, Ex. ap. Sacramentum Caritatis, 22-II-2007, nn. 6-13; 16-29; 34-65.
Congregação para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos, Instrução Redemptionis Sacramentum, 25-III-2004, nn. 48-79.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)


Ninguém dá o que não tem



Convence-te: o teu apostolado consiste em difundir bondade, luz, entusiasmo, generosidade, espírito de sacrifício, constância no trabalho, profundidade no estudo, amplitude na entrega, actualização, obediência absoluta e alegre à Igreja, caridade perfeita... Mas ninguém dá o que não tem. (Sulco, 927)
Não o esqueças: convencemos tanto melhor quanto mais convencidos estivermos. (Sulco, 929)

"Não se acende a luz para a pormos debaixo de um alqueire, mas sobre um candeeiro, a fim de que ilumine todos os da casa; assim brilhe a vossa luz diante dos homens, de maneira que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus".

E, no final da sua passagem pela Terra, ordena: "euntes docete", ide e ensinai. Quer que a sua luz brilhe na conduta e nas palavras dos seus discípulos. Nas tuas também. (Sulco, 930)

Que essa ideia do catolicismo é velha e, portanto, inaceitável?... Mais antigo é o Sol, e não perdeu a sua luz; mais arcaica é a água, e ainda tira a sede e refresca! (Sulco, 937)

Alguns não sabem nada de Deus..., porque não lhes falaram d'Ele em termos compreensíveis. (Sulco, 941)

Acredita em mim: normalmente, o apostolado, a catequese, tem de ser capilar: um a um. Cada crente com o seu companheiro mais próximo.

A nós, filhos de Deus, interessam-nos todas as almas, porque nos interessa cada uma delas. (Sulco, 943)