07/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Mt 4, 12 - 17

12 Tendo Jesus ouvido dizer que João fora preso, retirou-Se para a Galileia. 13 Depois, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, situada junto do mar, nos confins de Zabulon e Neftali, 14 cumprindo-se o que tinha sido anunciado pelo profeta Isaías, quando disse: 15 “Terra de Zabulon e terra de Neftali, terra que confina com o mar, país além do Jordão, Galileia dos gentios! 16 Este povo, que jazia nas trevas, viu uma grande luz, e uma luz levantou-se para os que jaziam na sombra da morte”. 17 Desde então, começou Jesus a pregar: «Fazei penitência porque está próximo o Reino dos Céus».
23 Jesus percorria toda a Galileia, ensinando nas sinagogas e pregando o Evangelho do reino de Deus, e curando todas as enfermidades entre o povo. 24 A Sua fama espalhou-se por toda a Síria, e trouxeram-Lhe todos os que tinham algum mal, possuídos de vários achaques e dores: possessos, lunáticos, paralíticos. E Ele curava-os. 25 Seguiam-n'O grandes multidões de povo da Galileia, da Decápole, de Jerusalém, da Judeia e de além do Jordão.

Comentário:

Começa efectivamente a caminhada apostólica de Jesus que demorará cerca de três anos e terminará no Gólgota.

Terminada a missão entregue ao Baptista, chegou a Sua vez de Se entregar sem descanso à tarefa que O trouxe a este mundo: Anunciar a todos o Reino de Deus e a forma de fazer parte dele.

E começa com uma recomendação para levar muito a sério: Fazer penitência!

Sem penitência que é a expressão lógica do arrependimento, não é possível seguir Cristo e, consequentemente, alcançar a salvação que nos promete na Vida Eterna.

Quem procura seriamente salvar-se tem de ter bem presente esta necessidade.

(ama, comentário sobre Mt 4, 12-17, 2012.12.17)

Leitura espiritual para 07 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 18


18. A investigação ocupa um lugar destacado no trabalho dos professores universitários e doutros intelectuais. Nessa tarefa, o cristão comprometido com a busca e a difusão da verdade, animado pelo desejo recto de colaborar na configuração dum saber que supere a fragmentação e o relativismo, descobre constantes oportunidades para levar a cabo um profundo apostolado doutrinal. Nenhum tema de investigação, nenhuma área do amplo campo do ensino é neutro do ponto de vista da fé. Todo o nosso trabalho, até umas aulas de química, para dar um exemplo bastante concreto, podem cooperar ou não para a dilatação do Reino de Cristo. «A necessária objectividade científica rejeita justamente toda a neutralidade ideológica, toda a ambiguidade, todo o conformismo, toda a cobardia: o amor à verdade compromete a vida e todo o trabalho do cientista» [30]. Se o professor, o investigador, se move principalmente pelo desejo de dar glória a Deus e de servir as almas, então a coerência cristã do seu exemplo, a disponibilidade para os alunos e colaboradores, a rectidão com que orienta o seu trabalho, o empenho por formar os seus discípulos e transmitir o seu saber, contribui sem dúvida, para que as pessoas que escutam ou que recebem o eco do seu trabalho, descubram ou vejam o rasto dos seguidores de Cristo.
Além disso, estes trabalhos científicos facilitam as relações profissionais com investigadores de prestígio dentro do próprio país ou noutros países; levam a estabelecer amizades sinceras, que são o ambiente natural do apostolado pessoal, o que facilita conseguir que os colegas, nos seus trabalhos de investigação, respeitem pelo menos os princípios morais fundamentais.

Os católicos responsáveis que intervêm nestes lugares cruciais para a nova evangelização, deveriam interrogar-se sobre o modo de chegar também, na medida das suas possibilidades, aos meios de comunicação e aos fóruns de opinião, para transmitir boa e segura doutrina, nas matérias da sua especialidade: colaborando na imprensa, intervindo em programas de rádio e de televisão ou através da internet; participando em actividades culturais, dando um parecer científico autorizado sobre temas que surgem no debate público, etc. E, por sua vez, os católicos que promovem empresas de comunicação e opinião pública, ou trabalham profissionalmente nesses meios, devem esforçar-se para que as suas páginas ou os seus programas apresentem, com elevação e rigor, o que de limpo e recto se realiza nestes espaços.

Quero deixar bem claro que os que intervêm nestas áreas, hão de sentir a responsabilidade de tirar partido dos seus talentos, sem esquecer que muitas outras pessoas, com trabalhos materiais ou aparentemente de pouco relevo, se esforçam para converter a sua ocupação em oração a Deus, a fim de que os homens e mulheres importantes nas áreas que dirigem a sociedade, saibam ser inteiramente responsáveis, conscientes de que Deus lhes pedirá contas do seu desempenho; e hão-de mostrar-se muito agradecidos aos que trabalham, por assim dizer, na penumbra. Vem muito a propósito o que comentava S. Josemaria: Quem é mais importante, o magnífico reitor duma universidade ou a última pessoa que serve na manutenção do edifício? E respondia sem duvidar: o que cumpre a sua tarefa com mais fé, com mais desejo de santidade.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[30] S. Josemaria, Discurso no acto de investidura de doutores “honoris causa” pela Universidade de Navarra, 9-V-1974.

Tratado da bem-aventurança 31


Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.


Art. 2 — Se um homem pode ser mais feliz que outro.



(IV Sent., dist. XLIX, q. 1, a . 4, q ª 2, In Matth., cap. XX, In Ioann, cap. XIV, lect. I, Cor., III, lect II).

O segundo discute-se assim. — Parece que um homem não pode ser mais feliz que outro.



Tudo pode e deve levar-nos a Deus


É urgente difundir a luz da doutrina de Cristo. Entesoura formação, enche-te de clareza de ideias, de plenitude da mensagem cristã, para poder depois transmiti-la aos outros. Não esperes umas iluminações de Deus, que não tem porque dá-las, já que dispões de meios humanos concretos: o estudo, o trabalho. (Forja, 841)

O cristão precisa de ter fome de saber. Desde o estudo dos saberes mais abstractos até à habilidade do artesão, tudo pode e deve conduzir a Deus. Efectivamente não há tarefa humana que não seja santificável, motivo para a nossa própria santificação e oportunidade para colaborar com Deus na santificação dos que nos rodeiam. A luz dos seguidores de Jesus Cristo não deve estar no fundo do vale, mas no cume da montanha para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.

Trabalhar assim é oração. Estudar assim é oração. Investigar assim é oração. Nunca saímos afinal do mesmo: tudo é oração, tudo pode e deve levar-nos a Deus, alimentar a nossa intimidade contínua com Ele, da manhã à noite. Todo o trabalho honrado pode ser oração e todo o trabalho que é oração é apostolado. Deste modo, a alma fortalece-se numa unidade de vida simples e forte.

Vimos a realidade da vocação cristã, ou seja, como o Senhor confiou em nós para levar as almas à santidade, para as aproximar d'Ele, para as unir à Igreja e estender o reino de Deus a todos os corações. O Senhor quer-nos entregues, fiéis, dedicados, com amor. Quer-nos santos, muito seus. (Cristo que passa, nn. 10–11)

06/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL






Epifania


Evangelho: Mt 2, 1-12

1 Naquele tempo, num dia de sábado, passava Jesus por umas searas, e Seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas e a comê-las. 2 Vendo isto os fariseus, disseram-Lhe: «Olha que os Teus discípulos fazem o que não é permitido fazer ao sábado». 3 Jesus respondeu-lhes: «Não lestes o que fez David e os seus companheiros, quando tiveram fome? 4 Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães sagrados, dos quais não era lícito comer, nem a ele, nem aos que com ele iam, mas só aos sacerdotes? 5 Não lestes na Lei que aos sábados os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? 6 Ora Eu digo-vos que aqui está Alguém que é maior que o templo. 7 Se vós soubésseis o que quer dizer: “Quero misericórdia e não sacrifício”, jamais condenaríeis inocentes. 8 Porque o Filho do Homem é senhor do próprio sábado».9 Partindo dali, foi à sinagoga deles,10 onde se encontrava um homem que tinha atrofiada uma das mãos; e, eles, para terem de que O acusar, perguntaram-Lhe: «É permitido curar aos sábados?». 11 Ele respondeu-lhes: «Que homem haverá entre vós que, tendo uma ovelha, se esta cair no dia de sábado a uma cova, não a agarre, e não a tire de lá? 12 Ora quanto mais vale um homem do que uma ovelha? Logo, é permitido fazer bem no dia de sábado».

Comentário:

Tanta gente com fome anda pelo mundo! Nos áridos desertos e nas buliçosas metrópoles há um número de seres humanos que cresce dia a dia assustadoramente que têm fome.
É verdade que há muitíssima gente individual ou organizada, jovens e não tão jovens que procura Com enorme generosidade, minimizar as carências, socorrer as aflições.
Mas há, continua a haver, pessoas cuja preocupação é fazer crescer o muito que já têm e governantes que fecham os olhos preferindo gastar somas escandalosamente avultadas em armamentos ou obra faraónicas cuja necessidade não se descortina

(ama, comentário sobre Mt 12, 1-8, 2012.07.20)

Leitura espiritual para 06 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Tratado da bem-aventurança 30


Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.


Em seguida devemos, tratar da própria consecução da bem-aventurança. E sobre esta Questão discutem-se oito artigos:

Art. 1 — Se o homem pode alcançar a bem-aventurança.
Art. 2 — Se um homem pode ser mais feliz que outro.
Art. 3 — Se a bem-aventurança pode ser obtida nesta vida.
Art. 4 — Se a bem-aventurança pode ser perdida.
Art. 5 — Se o homem pelas suas faculdades naturais pode alcançar a bem-aventurança.
Art. 6 — Se o homem pode tornar-se feliz por obra de uma criatura superior, o anjo.
Art. 7 — Se são necessárias obras para que o homem alcance de Deus a bem-aventurança.
Art. 8 — Se todos desejam a bem-aventurança.

Art. 1 — Se o homem pode alcançar a bem-aventurança.

O primeiro discute-se assim. — Parece que o homem não pode alcançar a bem-aventurança.


Piedosos como meninos


– Jesus, considerando agora mesmo as minhas misérias, digo-te: Deixa-te enganar pelo teu filho, como esses pais bons, carinhosos, que põem nas mãos do seu menino a dádiva que dele querem receber..., porque sabem muito bem que as crianças nada têm. E que alvoroço o do pai e o do filho, ainda que ambos estejam no segredo! (Forja, 195)

A vida de oração e de penitência e a consideração da nossa filiação divina transformam-nos em cristãos profundamente piedosos, como meninos pequenos diante de Deus. A piedade é a virtude dos filhos e, para que o filho possa entregar-se nos braços do seu pai, há-de ser e sentir-se pequeno, necessitado. Tenho meditado com frequência na vida de infância espiritual, que não se contrapõe à fortaleza, porque requer uma vontade rija, uma maturidade bem temperada, um carácter firme e aberto.

Piedosos, portanto, como meninos; mas não ignorantes, porque cada um há-de esforçar-se, na medida das suas possibilidades, pelo estudo sério e científico da fé. E o que é isto, senão teologia? Piedade de meninos, sim, mas doutrina segura de teólogos.
O afã por adquirir esta ciência teológica – a boa e firme doutrina cristã – deve-se, em primeiro lugar, ao desejo de conhecer e amar a Deus. Simultaneamente é consequência da preocupação geral da alma fiel por alcançar a mais profunda compreensão deste mundo, que é uma realização do Criador. Com periódica monotonia, há pessoas que procuram ressuscitar uma suposta incompatibilidade entre a fé e a ciência, entre a inteligência humana e a Revelação divina. Tal incompatibilidade só pode surgir, e só na aparência, quando não se entendem os termos reais do problema.

Se o mundo saiu das mãos de Deus, se Ele criou o homem à sua imagem e semelhança e lhe deu uma chispa da sua luz, o trabalho da inteligência deve ser – embora seja um trabalho duro – desentranhar o sentido divino que naturalmente já têm todas as coisas. E, com a luz da fé, compreendemos também o seu sentido sobrenatural, que resulta da nossa elevação à ordem da graça. Não podemos admitir o medo da ciência, visto que qualquer trabalho, se é verdadeiramente científico, tende para a verdade. E Cristo disse: Ego sum veritas. Eu sou a verdade. (Cristo que passa, 10)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 17


A investigação e o ensino

17. Embora devamos estar sempre abertos a todos, é evidente que é muito importante dar a conhecer o Evangelho às pessoas que se movem em ambientes intelectuais. Concretamente, os que trabalham em instituições universitárias hão de recordar umas palavras do Senhor, dirigidas a todos, mas que convém considerar que se adaptam especialmente a eles: vos estis lux mundi (Mt 5, 14), deveis ser luz do mundo. Na verdade, o seu trabalho profissional coloca-os na vanguarda da nova evangelização. S. Josemaria, que tanto impulsionou, mesmo antes de 1928, o apostolado com intelectuais, escrevia: «a Universidade tem como mais alta missão o serviço aos homens, ser fermento da sociedade em que vive» [28].

Palavras que exprimem muito bem qual há de ser a direção apostólica que hão de seguir os que atuam nesses ambientes: ser fermento, dar luz e calor, a luz e o calor do Evangelho, para que os seus amigos e colegas, os seus alunos, impregnem a alma e a atuação com a Boa Nova de Cristo, em plena fidelidade ao Magistério da Igreja. Desse modo contribuirão para a evangelização da cultura. De perene atualidade é aquele ponto de Caminho: «tens de comunicar a outros Amor de Deus e zelo pelas almas, para que esses, por sua vez, peguem fogo a muitos mais que estão num terceiro plano, e cada um destes últimos aos seus companheiros de profissão.

De quantas calorias espirituais não precisas! – E que responsabilidade tão grande, se arrefeces! E (nem o quero pensar) que crime tão horroroso, se dás um mau exemplo!» [29]

Não permitamos que caia no vazio o desafio saudável de animar que muitas pessoas e instituições, em todo o mundo, promovam, estimulados pelo exemplo dos primeiros cristãos, uma nova cultura, uma nova legislação, uma nova moda, coerentes com a dignidade da pessoa humana e o seu destino para a glória dos filhos de Deus em Jesus Cristo (cfr. 2 Cor 3, 18). Se todos temos de rezar e colaborar com generosidade completa para o conseguir, é aos professores universitários e aos investigadores que incumbe a responsabilidade dum empenho profundo e perseverante, para aproveitar cada uma das ocasiões que o exercício da profissão lhes proporciona. A fé configura-se, neste contexto, como apoio para avançar para a verdade, ao mesmo tempo que nos esforçamos, pela própria força da virtude, a levá-la para todos as âmbitos, e ajudar os que nos rodeiam a que a recebam ou nela cresçam.

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Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[28] S. Josemaria, Discurso no ato de investidura de doutores “honoris causa” pela Universidade de Navarra, 7-X-1967.
[29] S. Josemaria, Caminho, n. 944.

05/01/2013

Evangelho do dia e comentário



TEMPO DE NATAL






Oitava do Natal



Evangelho: JO 1, 43-51

43 No dia seguinte, Jesus resolveu ir à Galileia. Encontrou Filipe e disse-lhe: «Segue-Me». 44 Filipe era de Betsaida, pátria de André e de Pedro 45 Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos Aquele de Quem escreveu Moisés na Lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José». 46 Natanael disse-lhe: «De Nazaré pode porventura sair coisa que seja boa?». Filipe disse-lhe: «Vem ver». 47 Jesus viu Natanael, que vinha ter com Ele, e disse dele: «Eis um verdadeiro israelita em quem não há fingimento». 48 Natanael disse-lhe: «Donde me conheces?». Jesus respondeu-lhe: «Antes que Filipe te chamasse, Eu te vi, quando estavas debaixo da figueira». 49 Natanael respondeu: «Mestre, Tu és o Filho de Deus, Tu és o Rei de Israel». 50 Jesus respondeu-lhe: «Porque te disse que te vi debaixo da figueira, acreditas?; verás coisas maiores que esta». 51 E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subir e descer sobre o Filho do Homem».
Comentário:

De muitos modos a existência dos anjos é confirmada. Muitos santos lhes dedicam especial carinho e devoção.
Hoje, a Igreja evoca de forma especial, três dos mais conhecidos: Gabriel, Miguel e Rafael.
Aos olhos humanos o fiel desempenho das suas 'tarefas' foi decisivo para a história de toda a criação e esta certeza que temos deve levar-nos a dedicar-lhes todo o nosso carinho e gratidão o que também é muito conveniente porque estando continuamente na presença de Deus, podem interceder valorosamente em nosso favor.

(ama, comentário sobre Jo 1, 47-51, V. Moura, 2012.09.29)

Leitura espiritual para 05 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Seguir de perto os passos de Cristo


A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á – insisto – a ter espírito contemplativo no meio de todas as actividades humanas – luz, sal e levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura religiosa e profissional –, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estivermos, tanto mais temos de ser de Deus. (Forja, 740)

Não contemplamos o mundo com um olhar triste. Talvez involuntariamente, prestaram um fraco serviço à catequese os biógrafos de santos que queriam encontrar a todo o custo coisas extraordinárias nos servos de Deus, logo desde os primeiros vagidos. (…)

Agora, com o auxílio de Deus, aprendemos a descobrir ao longo dos dias (aparentemente sempre iguais) spatium verae penitentiae, tempo de verdadeira penitência; e nesses instantes fazemos propósitos de emendatio vitae, de melhorar a nossa vida. Este é o caminho para nos predispormos à graça e às inspirações do Espírito Santo na alma. E com essa graça – repito – vem o gaudium cum pace, a alegria, a paz e a perseverança no caminho. (Cristo que passa, 9)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 16


16. Este trabalho não está reservado a pessoas que trabalhem em áreas especialmente qualificadas. De grande eficácia será sempre o apostolado pessoal de cada cristão, no âmbito em que habitualmente decorre a sua existência normal. Por isso, sugiro que nos detenhamos, num exame muito pessoal, sobre como procuramos ajudar as almas para que se aproximem de Deus: que oração, que sacrifícios, quantas horas de trabalho bem acabado oferecemos; que conversas tivemos – oralmente, por escrito – com amigos, parentes, colegas, conhecidos. Contagiemos esta santa preocupação a quem convive connosco, porque a fé na eficácia dos ensinamentos de Cristo nos há de estimular a servir e a querer mais os nossos irmãos e irmãs: ninguém nos pode deixar indiferentes.
O apostolado da inteligência, como digo, é tarefa de todos. Mas, sem perder de vista os numerosos campos em que é urgente uma nova evangelização, hoje é prioritário impregnar com a doutrina de Cristo alguns âmbitos particulares. Basta considerar as tarefas dos governantes, cientistas e investigadores, dos profissionais da opinião pública, etc.; sem esquecer que todos os homens e mulheres experimentam, experimentamos, a necessidade de escutar a voz do Senhor e de segui-la.

«A luta pela alma do mundo contemporâneo é máxima, aí mesmo onde o espírito deste mundo parece mais forte», escreveu o beato João Paulo II, a propósito da existência «de “modernos areópagos”, isto é, de novos púlpitos. Estes areópagos são hoje o mundo da ciência, da cultura, dos meios de comunicação; são os ambientes em que se criam as elites intelectuais, os ambientes dos escritores e dos artistas» [27].

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Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[27] Beato João Paulo II, Atravessar o Limiar da Esperança, p. 107.

Tratado da bem-aventurança 32


Questão 4: Do necessário à bem-aventurança.



Art. 8 — Se os amigos são necessários à bem-aventurança.

O oitavo discute-se assim. — Parece que os amigos são necessários à bem-aventurança.





04/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL






Oitava do Natal


Evangelho: Jo 1, 35-42

35 No dia seguinte, João lá estava novamente com dois dos seus discípulos. 36 Vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». 37 Ouvindo as suas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38 Jesus, voltando-Se para trás, e vendo que O seguiam, disse-lhes: «Que buscais?». Eles disseram-Lhe: «Rabi (que quer dizer Mestre), onde habitas?». 39 Jesus disse-lhes: «Vinde ver». Foram, viram onde habitava e ficaram com Ele aquele dia. Era então quase a hora décima. 40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o que João dissera e que tinham seguido Jesus. 41 Encontrou ele primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias», que quer dizer Cristo. 42 Levou-o a Jesus. Jesus, fixando nele o olhar, disse: «Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas», que quer dizer Pedra.

Comentário:

Avulta a figura de André como aquele que leva ao seu irmão a notícia mais importante das suas vidas: encontrei o Messias!
De facto, quando por uma graça especial do Senhor O encontramos já não podemos guardar para nós essa dita. Movidos pela enormíssima alegria que o encontro com Jesus nos encheu a alma, o coração, corremos a comunicar a boa nova a todos, começando pelos que estão mais perto, como os familiares e amigos, alargando cada vez mais o âmbito dos que desejamos participem da nossa ventura.
Não guardemos Jesus Cristo para nós, afinal, Ele, veio salvar todos os homens.
Vi o Senhor! Sei onde está! Vem... vou mostrar-te!

(ama, comentário sobre Jo 1, 35-42, 2012.01.04)

Leitura espiritual para 04 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Tempos diários de oração


Se desejas deveras ser alma penitente – penitente e alegre –, deves defender, acima de tudo, os teus tempos diários de oração, de oração íntima, generosa, prolongada, e hás-de procurar que esses tempos não sejam ao acaso, mas a hora fixa, sempre que te for possível. Sê escravo deste culto quotidiano a Deus, e garanto-te que te sentirás constantemente alegre. (Sulco, 994)

Como anda a tua vida de oração? Não sentes às vezes, durante o dia, desejos de falar mais devagar com Ele? Não Lhe dizes: logo vou contar-te isto e aquilo; logo vou conversar sobre isso contigo?

Nos momentos dedicados expressamente a esse colóquio com o Senhor o coração expande-se, a vontade fortalece-se, a inteligência – ajudada pela graça – enche a realidade humana com a realidade sobrenatural. E, como fruto, sairão sempre propósitos claros, práticos, de melhorares a tua conduta, de tratares delicadamente, com caridade, todos os homens, de te empenhares a fundo – com o empenho dos bons desportistas – nesta luta cristã de amor e de paz.

A oração torna-se contínua como o bater do coração, como as pulsações. Sem essa presença de Deus não há vida contemplativa. E sem vida contemplativa de pouco vale trabalhar por Cristo, porque em vão se esforçam os que constroem se Deus não sustenta a casa.

Para se santificar, o cristão corrente – que não é um religioso e não se afasta do mundo, porque o mundo é o lugar do seu encontro com Cristo – não precisa de hábito externo nem sinais distintivos. Os seus sinais são internos: a constante presença de Deus e o espírito de mortificação. Na realidade, são uma só coisa, porque a mortificação é apenas a oração dos sentidos. (Cristo que passa, nn. 8–9)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 15


ALGUNS CAMPOS PRIORITÁRIOS

15. Em todo o mundo e sempre, é necessário realizar um profundo apostolado da inteligência. “Comunicar” sobre verdade para “comunicar” a Verdade. Esta é a síntese de toda a tarefa apostólica. Não podemos cansar-nos na petição a Deus, com humildade, com insistência, com confiança, para que as inteligências e os corações se abram à sua luz. Muitas pessoas repetem, como os Magos: vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-Lo (Mt 2, 2). Hão-de manifestar-nos isso, se os que acreditamos em Cristo nos aproximarmos de todos com amizade sincera, impregnada de caridade e compreensão, de simpatia também humana, valorizada pela vida de piedade; e também com agradecimento pelo bem que não poucos realizam em tantas áreas.

O que maravilha na atitude dos Magos, comenta Bento XVI, «é que eles se prostraram em adoração diante dum simples menino nos braços da sua mãe, não no quadro dum palácio real, mas na pobreza duma cabana em Belém (cfr. Mt 2, 11). Como foi possível? Que convenceu os Magos que aquele menino era “o rei dos Judeus” e o rei dos povos? Certamente persuadiu-os o sinal da estrela, que eles tinham visto “surgir” e que tinha parado precisamente ali onde se encontrava o Menino (cfr. Mt 2, 9)

Mas a estrela também não teria sido suficiente, se os Magos não fossem pessoas intimamente abertas à verdade. Ao contrário do rei Herodes, tomado pelos seus interesses de poder e de riquezas, os Magos propendiam para a meta da sua busca, e quando a encontraram, mesmo sendo homens cultos, comportaram-se como os pastores de Belém: reconheceram o sinal e adoraram o Menino, oferecendo-lhe os dons preciosos e simbólicos que tinham levado consigo» [25].

Não esqueçamos que «Nosso Senhor dirige-se a todos os homens, para que venham ao seu encontro, para que sejam santos. Não chama só os Reis Magos, que eram sábios e poderosos; antes disso tinha enviado aos pastores de Belém, não simplesmente uma estrela, mas um dos seus anjos. Mas tanto uns como outros – os pobres e os ricos, os sábios e os menos sábios – têm de fomentar na sua alma a disposição de humildade que permite ouvir a voz de Deus» [26].

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Notas:

[25] Bento XVI, Homilia na Solenidade da Epifania do Senhor, 6-I-2007.
[26] S. Josemaria, Cristo que passa, n. 33.

Tratado da bem-aventurança 31


Questão 4: Do necessário à bem-aventurança.



Art. 7 — Se para a bem-aventurança são também necessários bens externos.

(2.2, q. 186, a 3, ad 4).

O sétimo discute-se assim. — Parece que para a bem-aventurança são também necessários os bens externos.