25/12/2012

Evangelho do dia e comentário



TEMPO DE NATAL






Evangelho: Jo 1,1-18

1 No princípio existia o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por Ele; e sem Ele nada foi feito. 4 N'Ele estava a vida, e a vida era a luz dos homens, 5 e a luz resplandeceu nas trevas, mas as trevas não O receberam. 6 Apareceu um homem enviado por Deus que se chamava João. 7 Veio como testemunha para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele. 8 Não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. 9 O Verbo era a luz verdadeira, que vindo a este mundo ilumina todo o homem. 10 Estava no mundo, e o mundo foi feito por Ele, mas o mundo não O conheceu. 11 Veio para o que era Seu, e os Seus não O receberam. 12 Mas a todos os que O receberam, àqueles que crêm no Seu nome, deu poder de se tornarem filhos de Deus; 13 eles que não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo fez-Se carne, e habitou entre nós; e nós vimos a Sua glória, glória como de Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. 15 João dá testemunho d'Ele e clama: «Este era Aquele de Quem eu disse: O que há-de vir depois de mim é mais do que eu, porque existia antes de mim». 16 Todos nós participamos da Sua plenitude, e recebemos graça sobre graça; 17 porque a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade foram trazidas por Jesus Cristo.18 Ninguém jamais viu a Deus; o Unigénito de Deus, que está no seio do Pai, Ele mesmo é que O deu a conhecer.

Comentário:

Este capítulo de S. João pode ser – é, de facto – uma declaração das principais razões para fazer-mos um profundo acto de fé na Redenção e no Redentor.
Explica-se porque devemos acreditar e, até, as ‘vantagens’ em acreditar no próprio testemunho do Precursor.
Porque acreditar em Jesus Cristo? Porque, Ele, é: «o Unigénito de Deus, que está no seio do Pai, Ele mesmo é que O deu a conhecer.»
Porque nos convém acreditar? Porque: «a todos os que O receberam, àqueles que crêm no Seu nome, deu poder de se tornarem filhos de Deus»

(ama, comentário sobre Jo 1, 1-18, 2012.111.27)

Leitura espiritual para 25 Dez 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 5


5. Minhas filhas e filhos, o mesmo sucede agora, porque os meios, como nos repetia S. Josemaria, são os mesmos: o Evangelho, vivido!, e o crucifixo.

Apregoemos constantemente que redescobrir a alegria e a certeza da fé é obrigação da Igreja universal, de toda a Igreja: portanto, não é apenas tarefa dos pastores, mas diz respeito a todos os fiéis. Logicamente, os pastores têm de ir à frente com o seu exemplo e as suas exortações, como escreve o Papa no motu proprio com que convocou este tempo especial na Igreja; mas também convida todos a assumir essa exigência de transmitir aos outros o tesouro da pregação de Jesus Cristo.

A Congregação para a Doutrina da Fé, numa nota do passado 6 de janeiro, aconselha os bispos a dedicar uma carta pastoral a este tema, tendo em conta as circunstâncias específicas da porção de fiéis que lhes estão confiados [4]. É o que eu me propus fazer com estas linhas, que não têm outra finalidade senão transmitir-vos mais um estímulo para que cada um, por sua conta e também em comunhão com os outros, admire de novo a beleza dessa fé que recebeu de Deus, a ponha em prática na sua vida diária e a difunda sem respeitos humanos.

Esse documento afirma também que «os Santos e os Beatos são as autênticas testemunhas da fé» [5]; por este motivo, recomenda aos Pastores que se esforcem por dar a conhecer a vida e a doutrina de tantos santos. Nada mais consequente, portanto, que nestas páginas me inspire frequentemente nos ensinamentos escritos e orais de S. Josemaria, amadíssimo fundador do Opus Dei, um santo que, pelos frutos que tem produzido, nos mostra a adesão total com que confiou em Deus.


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Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[4] Cfr. Congregação para a Doutrina da Fé, Nota Pastoral, 6-I-2012, III, 3.
[5] Congregação para a Doutrina da Fé, Nota Pastoral, 6-I-2012, II, 5.

Tratado da bem-aventurança 21


Questão 3: Que é a bem-aventurança.


Art. 5 — Se a bem-aventurança consiste na actividade do intelecto prático.

(IV Sent., dist. XLIX, q. 1 a . 1, q ª 3, III Ethic., lect. X spp.).

O quinto discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança consiste na actividade do intelecto prático.



Oxalá te não falte a simplicidade


Repara: os apóstolos, com todas as suas misérias patentes e inegáveis, eram sinceros, simples... transparentes. Tu também tens misérias patentes e inegáveis. – Oxalá te não falte a simplicidade. (Caminho, 932)

Aqueles primeiros doze apóstolos – a quem tenho grande devoção e carinho – eram, segundo os critérios humanos, bem pouca coisa. Quanto à posição social, com excepção de Mateus – que com certeza ganhava bem a vida e deixou tudo quando Jesus lhe pediu – eram pescadores; viviam do dia-a-dia, trabalhando até de noite para poderem alcançar o seu sustento.

Mas a posição social é o de menos. Não eram cultos, nem sequer muito inteligentes, pelo menos no que diz respeito às realidades sobrenaturais. Até os exemplos e as comparações mais simples lhes eram incompreensíveis e pediam ao Mestre: Domine, edissere nobis parabolam, Senhor, explica-nos a parábola. Quando Jesus, com uma imagem, alude ao fermento dos fariseus, supõem que os está a recriminar por não terem comprado pão.

Pobres, ignorantes. E nem sequer eram simples, humildes. Dentro das suas limitações, eram ambiciosos. Muitas vezes discutem sobre quem seria o maior, quando – segundo a sua mentalidade – Cristo instaurasse na terra o reino definitivo de Israel. Discutem e excitam-se até naquela hora sublime em que Jesus está prestes a imolar-se pela humanidade, na intimidade do Cenáculo.

Fé? Pouca. O próprio Jesus Cristo o diz. Viram ressuscitar mortos, curar todo o tipo de doenças, multiplicar o pão e os peixes, acalmar tempestades, expulsar demónios. Pois S. Pedro, escolhido como cabeça, é o único que sabe responder com prontidão: Tu és o Cristo, Filho de Deus vivo. Mas é uma fé que ele interpreta à sua maneira; por isso atreve-se a enfrentar Jesus Cristo, a fim de que Ele não se entregue pela redenção dos homens. E Jesus tem de responder-lhe: Retira-te de mim, Satanás; tu serves-me de escândalo, porque não tens a sabedoria das coisas de Deus mas das coisas dos homens. Pedro raciocinava humanamente, comenta S. João Crisóstomo, e concluía que tudo aquilo (a Paixão e a Morte) era indigno de Cristo, reprovável. Por isso Jesus repreende-o e diz-lhe: não, sofrer não é coisa indigna de Mim; tu pensas assim porque raciocinas com ideias carnais, humanas.

Em que sobressaem então aqueles homens de pouca fé? Talvez no amor a Cristo? Sem dúvida que O amavam, pelo menos de palavra. (…) São homens correntes, com defeitos, com debilidades, com palavras maiores do que as suas obras. E, contudo, Jesus chama-os para fazer deles pescadores de homens, corredentores, administradores da graça de Deus. (Cristo que passa, 2)

Aqui estou, porque me chamaste


Chegou para nós um dia de salvação, de eternidade. Uma vez mais se ouvem os assobios do Pastor Divino, as suas palavras carinhosas: "Vocavi te nomine tuo". – Chamei-te pelo teu nome. Como a nossa mãe, Ele convida-nos pelo nome. Mais: pelo apelativo carinhoso, familiar. Lá, na intimidade da alma, chama, e é preciso responder: "Ecce ego, quia vocasti me". Aqui estou, porque me chamaste; decidido a que desta vez não passe o tempo como a água sobre os seixos rolados, sem deixar rasto. (Forja, 7)

Um dia (não quero generalizar; abre o coração ao Senhor e conta-lhe tu a história) talvez um amigo, um cristão normal e corrente como tu, te tenha feito descobrir um panorama profundo e novo e ao mesmo tempo tão antigo como o Evangelho. Sugeriu-te a possibilidade de te empenhares seriamente em seguir Cristo, em ser apóstolo de apóstolos. Talvez tenhas perdido então a tranquilidade e não a terás recuperado, convertida em paz, até que, livremente, "porque muito bem te apeteceu" – que é a razão mais sobrenatural – respondeste a Deus que sim. E veio a alegria, vigorosa, constante, que só desaparece quando te afastas d'Ele.

Não me agrada falar de escolhidos nem de privilegiados. Mas é Cristo quem fala disso, quem escolhe. É a linguagem da escritura: elegit nos in ipso ante mundi constitutionem – diz S. Paulo – ut essemus sancti, escolheu-nos antes da criação do mundo para sermos santos. Eu sei que isto não te enche de orgulho, nem contribui para que te consideres superior aos outros homens. Essa escolha, raiz do teu chamamento, deve ser a base da tua humildade. Costuma levantar-se porventura algum monumento aos pincéis dum grande pintor? Serviram para fazer obras-primas mas o mérito é do artista. Nós – os cristãos – somos apenas instrumentos do Criador do mundo, do Redentor de todos os homens. (Cristo que passa, 1)

24/12/2012

Evangelho do dia e comentário



TEMPO DE ADVENTO 

 Semana IV





Evangelho: Lc 1, 67-79

67 Zacarias, seu pai, ficou cheio do Espírito Santo, e profetizou dizendo: 68 «Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e resgatou o Seu povo; 69 e suscitou uma força para nos salvar, na casa do Seu servo David, 70 conforme anunciou pela boca dos Seus santos profetas de outrora; 71 que nos livraria dos nossos inimigos, e das mãos de todos os que nos odeiam; 72 para exercer a Sua misericórdia a favor de nossos pais, e lembrar-Se da Sua santa aliança, 73 segundo o juramento que fez a nosso pai Abraão, de nos conceder 74 que, livres das mãos dos nossos inimigos, O sirvamos sem temor, 75 diante d'Ele com santidade e justiça, durante todos os dias da nossa vida. 76 E tu, menino, serás chamado o profeta do Altíssimo, porque irás à frente do Senhor, a preparar os Seus caminhos; 77 para dar ao Seu povo o conhecimento da salvação, pela remissão dos seus pecados, 78 graças à terna misericórdia do nosso Deus, que nos trará do alto a visita do Sol Nascente, 79 para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte; para dirigir os nossos pés no caminho da paz»

Comentário:

Zacarias é um autêntico profeta, o penúltimo do AT. Diz claramente o que outros disseram de forma algo enigmática.
Revela o papel de primeira grandeza que o seu filho João está chamado a desempenhar.

Seguramente, sua mulher Isabel ter-lhe-á contado o que se passara quando da visita de Maria sua prima, e os sinais que lhe revelaram que esta trazia no seu seio o Salvador do mundo.
Zacarias tem, assim, a noção exacta de que o seu filho será o Precursor do seu primo Jesus ainda por nascer.

As pessoas que escutaram este hino de Zacarias, e deveriam ser numerosas dado o estatuto social - sacerdote do Templo - e, também pelo extraordinário facto de João ter nascido de um casal de "idade avançada" sendo a mulher "estéril", toda esta gente parece ter compreendido bem do que se tratava e, por isso mesmo, o comenta e divulga por onde quer que vá.

A grande diferença entre os dois nascimentos, o de João e o de Jesus, estará, talvez na propagação do próprio nascimento o que se compreende porque, por agora a figura e a missão do que será conhecido por Baptista, é muito mais importante que a que Jesus Cristo, a seu tempo, irá levar a cabo.

(ama, comentário sobre Lc 1, 67-79, 2012.12.24)

Leitura espiritual para 24 Dez 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 297



Não faças da caridade,
lenha para a fogueira da tua vaidade!

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 4



4. O Ano da Fé oferece-nos uma magnífica ocasião para aprofundar no tesouro divino que recebemos e, com a graça de Deus, difundir esta virtude em ondas concêntricas que cheguem muito longe; apresenta-se-nos uma excelente oportunidade para dar um forte impulso à nova evangelização de que o mundo necessita, começando pela nossa melhoria diária, com factos, no trato com as três Pessoas da Trindade, amparando-nos precisamente na fé que tiveram Maria e José, que S. Josemaria tanto contemplou e admirou, para dar passos na sua identificação com Cristo, com a Vontade divina. Se desejamos mover as almas para que se aproximem de Deus, devemos falar­‑lhes, antes de mais, com a nossa vida de cristãos.

Sabemos que o nosso Padre punha os olhos de modo incessante nos Apóstolos, nos primeiros cristãos. Nos Doze e nas primitivas comunidades de homens e mulheres que seguiram Cristo brilhava intensamente a segurança da sua fé em Cristo, nos seus ensinamentos. Souberam e quiseram examinar com detalhe a passagem do Redentor pelos caminhos da humanidade. Não é exagero pensar que conservariam, com muita força, as muitas ocasiões em que Jesus Cristo pedia aos doentes, aos estropiados, a eles mesmos, que recorressem a Ele com fé, que rezassem ou pedissem com fé. É também evidente que manteriam, bem gravada na alma, aquela repreensão paterna, clara, sobre a sua falta de fé, precisamente antes de lhes confiar que fossem por todo o mundo, levar a Boa Nova (cfr. Mc 16, 14-15).

É óbvio que os primeiros cristãos estavam conscientes de que também lhes correspondia, a elas e a eles, crer firmemente na graça do Céu para cumprir o mandato de difundir os ensinamentos do Mestre: são maravilhosos os abundantes testemunhos que nos transmitiram com a sua conduta.

Os Doze, e aqueles nossos irmãos e irmãs, estavam conscientes de que essa virtude, tão exigida pelo Filho de Deus, abria o caminho à esperança de que o plano redentor se havia de cumprir. Ao mesmo tempo, o seu amor e gratidão ao Deus Uno e Trino, tornou-se cada dia mais forte, mais apostólico, isto é, capaz também de arrastar para a Verdade pessoas de todos os ambientes e profissões.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

Tratado da bem-aventurança 20


Questão 3: Que é a bem-aventurança.


Art. 4 — Se a bem-aventurança consiste no acto da vontade.

(I, q. 26, a . 2, ad 2, IV Sent., dist. XLIX, q. 1, a . 1, q ª 2, III Cont. Gent. cap. XXVI, Quodl. VIII, q. 9, a . 1, Compend. Theol., cap. CVII),

O quarto discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança consiste no acto da vontade.



Temos de nos gastar diariamente com ele


Que contente se deve morrer quando se viveram heroicamente todos os minutos da vida! Posso-to garantir, porque presenciei a alegria daqueles que, com serena impaciência, durante muitos anos, se prepararam para esse encontro. (Sulco, 893)

O Senhor deu-nos a vida, os sentidos, as potências, graças sem conta. E não temos o direito de esquecer que somos, cada um, um operário, entre tantos, nesta fazenda em que ele nos colocou, para colaborar na tarefa de dar alimento aos outros. Este é o nosso sítio: dentro destes limites. Aqui temos nós de nos gastar diariamente com ele, ajudando-o no seu trabalho redentor.

Deixai-me que insista: o teu tempo para ti? O teu tempo para Deus! Pode ser que, pela misericórdia do Senhor, esse egoísmo não tenha entrado de momento na tua alma. Digo-te isto desde já, para estares prevenido no caso de sentires alguma vez que o teu coração vacila na fé de Cristo. Então, peço-te – pede-te Deus – que sejas fiel no teu empenhamento, que domines a soberba, que sujeites a imaginação, que não te deixes ir longe demais por leviandade, que não desertes. (Amigos de Deus, 49)

23/12/2012

Evangelho do dia e comentário



TEMPO DE ADVENTO 


 Semana IV





EVANGELHO: Lc 1, 39-45

39 Naqueles dias, levantando-se Maria, foi com pressa às montanhas, a uma cidade de Judá. 40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41 Aconteceu que, logo que Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe no ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo; 42 e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. 43 Donde a mim esta dita, que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? 44 Porque, logo que a voz da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o menino saltou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada a que acreditou, porque se hão-de cumprir as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor».

Comentário:

Não se pode estranhar a reacção de João ainda no ventre de sua mãe. Quem está presente? Nada mais que o próprio Salvador do mundo e Sua Santíssima Mãe!

A nós acontece-nos o mesmo quando O temos presente em nós, tão real e verdadeiramente como está no Céu, quando recebemos a Sagrada Eucaristia.

E, também, quando o nosso olhar recai sobre uma imagem da Senhora, provavelmente a que trazemos sempre connosco na carteira, junto ao coração, e sentimos desejos íntimos de nos abrigar-mos sob o seu manto protector, dizendo-lhe muito simplesmente: Iter para tutum! (leva-me por um caminho seguro)

(ama, comentário sobre, Lc 1, 39-45, 2012.11.28)

Leitura espiritual para 23 Dez 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 3



3. Apesar dos esforços do Magistério na última metade do século passado e do testemunho fiel de grande número de pessoas, entre as quais não faltaram santos, a desorientação estendeu-se por todo o mundo. O Papa escreve: «Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida (cfr. Mt 5, 13-16). Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva (cfr. Jo 4, 14). Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos (cfr. Jo 6, 51). De facto, em nossos dias ressoa ainda, com a mesma força, este ensinamento de Jesus: “Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna” (Jo 6, 27). E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: “Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?” (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: “A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou” (Jo 6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação» [3].

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Notas:

[3] Bento XVI, Carta Apost. Porta fídei, 11-X-2011, n. 3.

Tratado da bem-aventurança 19


Questão 3: Que é a bem-aventurança.



Art. 3 — Se a bem-aventurança consiste também na actividade dos sentidos.

(III Cont. Gent., cap. XXXIII. Compend. Theol., part. II, cap. IX, I Ethic., lect. X).

O terceiro discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança consiste na actividade dos sentidos.


Acabar bem as tarefas


A santidade compõe-se de heroísmos. Por isso, no trabalho pede-se-nos o heroísmo de rematar bem as tarefas que nos cabem, dia após dia, embora se repitam as mesmas ocupações. Se não, não queremos ser santos! (Sulco, 529)

Perguntaste-me o que podes oferecer ao Senhor. Não necessito de pensar na resposta: as mesmas coisas de sempre, mas mais bem acabadas, com um remate de amor, que te leve a pensar mais n'Ele e menos em ti. (Sulco, 495)

Ao retomar as tuas ocupações normais, escapou-te uma espécie de grito de protesto: sempre a mesma coisa!

E eu disse-te: – Sim, sempre a mesma coisa. Mas essa actividade vulgar, igual à dos teus companheiros de profissão, há-de ser para ti uma oração contínua, com as mesmas palavras íntimas, mas cada dia com música diferente.

É missão muito nossa transformar a prosa desta vida em decassílabos, em poesia heróica. (Sulco, 500)

Coloca na tua mesa de trabalho, no teu quarto, na tua carteira... uma imagem de Nossa Senhora, e dirige-Lhe o olhar ao começar as tuas tarefas, enquanto as realizas, e ao terminá-las. Ela te alcançará – eu to garanto – a força necessária para fazeres da tua ocupação um diálogo amoroso com Deus. (Sulco, 531)

Música de Natal 4


22/12/2012

Evangelho do dia e comentário

Advento Semana III

Evangelho: Lc 1, 46-56

46 Então Maria disse: «A minha alma glorifica o Senhor; 47 e o meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade da Sua serva. Portanto, eis que, de hoje em diante, todas as gerações me chamarão ditosa, 49 porque o Todo-poderoso fez em mim grandes coisas. O Seu nome é Santo, 50 e a Sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51 Manifestou o poder do Seu braço, dispersou os homens de coração soberbo. 52 Depôs do trono os poderosos, elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e aos ricos despediu de mãos vazias. 54 Tomou cuidado de Israel, Seu servo, lembrado da Sua misericórdia; 55 conforme tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses; depois voltou para sua casa.
Comentário:

Quem poderia entoar um hino como este?
Quem se atreveria?

E, mais relevante ainda, um hino que não é fruto de uma composição elaborada mas o resultado de uma irresistível moção interior!
Alguém que se atrevesse a tal como seria considerado?

E, no entanto, este "grito de alma" parece muitíssimo apropriado nos lábios da Santíssima Virgem.

A ela e só a ela se lhe pode permitir tal composição porque, sabemos, não fere nem ao de leve a humildade daquela que a si mesma se considera a "escrava do Senhor".

A lição da perfeita humildade é esta:

O que em mim é bom, notável, extraordinário deve-se a Deus e todos os louvores, admiração e encómios que possam merecer irão, sempre, directamente para Ele.
Ele é o oleiro que moldou este vaso de barro que sou, a Ele, só, se deve a maravilha de ser quem sou!

(ama, comentário sobre, Lc 1, 46-56, 2011.12.23)

Leitura espiritual para 22 Dez 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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