30/12/2011

Fez-se Homem para nos redimir

Textos de São Josemaria Escrivá


Pasma ante a magnanimidade de Deus: fez-se Homem para nos redimir, para que tu e eu – que não valemos nada, reconhece-o! – o tratemos com confiança. (Forja, 30)

Lux fulgebit hodie super nos, quia natus est nobis Dominus – Hoje brilhará sobre nós a luz, porque nos nasceu o Senhor! Eis a grande novidade que comove os cristãos e que, através deles, se dirige à Humanidade inteira. Deus está aqui! Esta verdade deve encher as nossas vidas. Cada Natal deve ser para nós um novo encontro especial com Deus, deixando que a sua luz e a sua graça entrem até ao fundo da nossa alma.

Detemo-nos diante do Menino, de Maria e de José; estamos contemplando o Filho de Deus revestido da nossa carne... Vem-me à lembrança a viagem que fiz a Loreto, em 15 de Agosto de 1951, para visitar a Santa Casa por motivo muito íntimo. Celebrei lá a Santa Missa. Queria dizê-la com recolhimento mas não tinha contado com o fervor da multidão. Não tinha calculado que nesse grande dia de festa muitas pessoas dos arredores viriam a Loreto – com a bendita fé dessa terra e com o amor que têm à Madona. E a sua piedade, considerando as coisas – como diria? – só do ponto de vista das leis rituais da Igreja, levava-as a manifestações não muito correctas.
E assim, enquanto eu beijava o altar, nos momentos prescritos pelas rubricas da Missa, três ou quatro camponeses beijavam-no ao mesmo tempo. Distraía-me mas estava emocionado. E também me atraía a atenção a lembrança de que naquela Santa Casa – que a tradição assegura ser o lugar onde viveram Jesus, Maria e José – na mesa do altar tinham gravado estas palavras: Hic Verbum caro factum est. Aqui, numa casa construída pelas mãos dos homens, num pedaço de terra em que vivemos, habitou Deus! (Cristo que passa, 12)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Informação de NUNC COEPI

A partir de 01 de Janeiro poderá fazer a Leitura Espiritual diária em NUNC COEPI

Está aconselhada a leitura espiritual diária de duração mais ou menos 15 minutos. Inclui leitura do Novo Testamento [1] e textos devidamente aprovados.

Não abandones a tua leitura espiritual.

A leitura tem feito muito santos.

(S. josemaria, Caminho 116)




[1] Seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em: “NOVO TESTAMENTO”, Editorial A. O. - Braga

Criação

      Reflectindo
Criaste-nos, Senhor, para Vós, e o nosso coração está inquieto enquanto em Vós não repousa.

(stº. agostinho, Confissões, 1, 1, 1) 

Ante o apostolado: "Eu não sirvo" 3

Praticamente cada dia, estamos sob a tentação de desconfiar da eficácia do nosso apostolado, devido à evidência das nossas fragilidades e misérias. Todos carregamos com nosso próprio "aguilhão da carne", que a nossa vaidade e orgulho julga incompatível com o poder do Espírito que opera em nós. No dia em que aceitamos que Deus se serve - e necessita - das nossas debilidades e incompetências para exercer o seu poder como protagonista do apostolado, a fim de que ninguém se envaideça senão no Senhor, nesse dia começamos a ser verdadeiramente apóstolos e a pôr a nossa confiança em Deus. O Senhor da graça não necessita de instrumentos "superdotados", mas seguidores que reconhecem humildemente a sua própria pequenez, e que confiam no poder de Deus que nela se revela.

Com humildade, afrontemos a tarefa encomendada. Rezemos muito encomendando ao Senhor o apostolado e os seus frutos. E por nossa parte, façamos todo o que esteja na nossa mão para o fazer bem, com delicadeza, com entrega e sacrifício, e além disso, na medida do possível, capacitando-nos sempre mais e melhor para bem desenvolver o trabalho apostólico.

Javier Sánchez Martínez [i], trad ama



[i] Javier Sánchez Martínez, sacerdote da diocese de Córdoba, ordenado a 26 de Junho de 1999. Exerceu o ministério sacerdotal em varias paróquias, nol Centro de Orientación Familiar de Lucena (Córdoba) e como capelão de Mosteiros. Pregou retiros, jornadas anuais de Exercícios espirituais a leigos e religiosas e participado em diversos cursos de formação litúrgica; publicou artigos em revistas e colaborado em rádios e TV locais. É vigário paroquial da Asunción y de Santa Clara em Palma del Río (Córdoba) e está terminando a licenciatura em Teologia na Facultad de San Dámaso (Madrid)".

Evangelho do dia e comentário

Tempo de Natal I Semana

5º Dia da Oitava do Natal 30 de Dezembro


Evangelho: Lc 2, 22-40

22 Depois que se completaram os dias da purificação de Maria, segundo a Lei de Moisés, levaram-n'O a Jerusalém para O apresentar ao Senhor 23 segundo o que está escrito na Lei do Senhor: “Todo o varão primogénito será consagrado ao Senhor”, 24 e para oferecerem em sacrifício, conforme o que também está escrito na Lei do Senhor: “Um par de rolas ou dois pombinhos”. 25 Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem era justo e piedoso; esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. 26 Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte sem ver primeiro o Cristo do Senhor. 27 Foi ao templo conduzido pelo Espírito. E, levando os pais o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições usuais da Lei a Seu respeito, 28 ele tomou-O nos braços e louvou a Deus, dizendo: 29 «Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz segundo a Tua palavra; 30 porque os meus olhos viram a Tua salvação, 31 que preparaste em favor de todos os povos; 32 luz para iluminar as nações, e glória de Israel, Teu povo». 33 O Seu pai e a Sua mãe estavam admirados das coisas que d'Ele se diziam. 34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. 35 E uma espada trespassará a tua alma. Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos». 36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada. Tinha vivido sete anos com o seu marido, após o seu tempo de donzela, 37 e tinha permanecido viúva até aos oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus noite e dia com jejuns e orações. 38 Ela também, vindo nesta mesma ocasião, louvava a Deus e falava de Jesus a todos os de Jerusalém que esperavam a redenção. 39 Depois que cumpriram tudo, segundo o que mandava a Lei do Senhor, voltaram para a Galileia, para a sua cidade de Nazaré. 40 O Menino crescia e fortificava-Se, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele.

Comentário:

São Lucas detém-se com alguma demora, nestes episódios da vida de Jesus, que, só Maria Santíssima lhe poderia ter transmitido com tanta abundância de pormenores.

São relato de acontecimentos normais e correntes naqueles tempos e, ao participar neles a Sagrada Família age com toda a simplicidade das restantes famílias da sua terra, em nada sobressai, nada se evidencia de peculiar.

Exemplo de humildade e discrição que podemos - e devemos - imitar.

(ama, comentário sobre Lc 2, 22-40, 2011.02.03)

Gospel

 You Raise Me Up - Secret Garden feat - Brian Kennedy


selecção ALS

29/12/2011

Desejar a morte


Muitas vezes penso que seria uma 

comodidade morrer cedo. Não desejo 

a morte: devemos desejar viver 

muitos anos, e trabalhar. 


(Carta, 1948.10.15, nr. 11)

Pensamentos inspirados à procura de Deus

À procura de Deus



Que a tua Palavra, Senhor,


seja o mapa para a minha vida.



jma

Coração de Jesus

      Reflectindo
Quem não amará o Seu coração tão ferido? Quem não dará amor por amor? Quem não abraçará um Coração tão puro? Nós, que somos de carne, pagaremos amor com amor, abraçaremos o Ferido que encontrámos, Aquele a quem os ímpios atravessaram as mãos e os pés, o lado e o Coração. Peçamos-Lhe que Se digne prender o nosso coração com o vínculo do seu amor, feri-lo com uma lança, pois é ainda duro e impenitente.

(s. boaventura, Vitis Mystica, 3 11) 

O amor manifesta-se com factos

Textos de São Josemaria Escrivá


Vai até Belém, aproxima-te do Menino, baila com Ele, diz-lhe muitas coisas vibrantes, aperta-o contra o coração... Não estou a falar de infantilidades: falo de amor! E o amor manifesta-se com factos: na intimidade da tua alma, bem o podes abraçar! (Forja, 345)

É preciso ver o Menino, nosso Amor, no seu berço. Olhar para Ele, sabendo que estamos perante um mistério. Precisamos de aceitar o mistério pela fé, aprofundar o seu conteúdo. Para isso necessitamos das disposições humildes da alma cristã: não pretender reduzir a grandeza de Deus aos nossos pobres conceitos, às nossas explicações humanas, mas compreender que esse mistério, na sua obscuridade, é uma luz que guia a vida dos homens.
Ao falar diante do presépio sempre procurei ver Cristo Nosso Senhor desta maneira, envolto em paninhos sobre a palha da manjedoura, e, enquanto ainda menino e não diz nada, vê-Lo já como doutor, como mestre. Preciso de considerá-Lo assim, porque tenho de aprender d'Ele. E para aprender d'Ele é necessário conhecer a sua vida: ler o Santo Evangelho, meditar no sentido divino do caminho terreno de Jesus.
Na verdade, temos de reproduzir na nossa, a vida de Cristo, conhecendo Cristo à força de ler a Sagrada Escritura e de a meditar, à força de fazer oração, como agora estamos fazendo diante do presépio.
É preciso entender as lições que nos dá Jesus já desde menino, desde recém-nascido, desde que os seus olhos se abriram para esta bendita terra dos homens. Jesus, crescendo e vivendo como um de nós, revela-nos que a existência humana, a vida corrente e ordinária, tem um sentido divino. (Cristo que passa, nn. 13–14)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Novo Ministro do Interior de Espanha: Entrevista

O novo ministro de Interior explica o seu reencontro com Deus depois de anos a virar-Lhe as costas

No seu gabinete no Congresso de Deputados há um enorme retrato de Tomás Moro, santo a quem João Paulo II pedia que se encomendassem os políticos para obter fortaleza, paciência, perseverança e bom humor. (…) Os que o conhecem bem dizem que o  Jorge de "agora" nada tem que ver com o de “antes”. Ele fala de conversão.

-O sua conversão foi ao modo de Santo Paulo ou ao de Santo Agostinho?
-Foi, guardando as distâncias, más agostiniana que paulina, no sentido de que não foi instantânea, mas que resisti muito.

-Vinha do ateísmo?
-Não.

-Então, do agnosticismo.
-Tampouco. Eu não negava Deus, simplesmente vivia como se não existisse, só me lembrava dele nos momentos difíceis. Era isso a que chamam um católico não praticante.

- Isso não é uma contradição?
-É. Mas eu vivia nessa contradição. A minha fé era uma fé morta porque era uma fé sem obras.

-Que mudou tudo?
-A convicção plena de que a minha vida só fazia sentido à luz de Deus. A partir desse momento, Ele começou a ter más presença na minha vida. É neste sentido não que falo de conversão.

-Em que consiste a sua vida com Deus?
-Digamos que o meu plano de vida está muito próximo da espiritualidade do Opus Dei: ir à missa todos os dias, rezar o Rosário, fazer uns tempos de oração, outro de leitura espiritual...

-Lê muito?
-Muito. Depois da minha conversão dei-me conta que o meu deficit em formação religiosa, moral e ética era importante. Tinha que recuperar o tempo perdido e a dedicar-me à leitura ajudou.

-O autor que más o marcou?
-São muitos, mas se tenho de mencionar um que quedar, elejo Vittorio Messori, a quem me unem tantas coisas. O providencialismo, por exemplo. Messori analisa os acontecimentos tendo em conta que Deus é o Senhor da Historia, do Tempo, da Cronologia. A mim também me atrai esse tipo de visão dos factos que se incorpora no que se chama Teologia da Historia.

-E o livro?
-Mencionarei três, ainda que haja muitos mais. O regresso do filho pródigo, de Henry Nouwen, A história de uma alma, de Santa Teresinha de Lisieux, e As confissões, de Santo Agostinho. Li-os pela primeira vez em 1997.

-É o ano de o seu caminho de regresso?
-1997 foi o ano em que o Senhor me disse: “Chegámos até aqui. Ou sim ou sopas”. Mas o meu caminho de regresso começou em 1991.

-Seis anos antes.
-Eu disse que a minha conversão foi mais agostiniana que paulina, pois tive muito que pedir.

-O que se passou em 1991?
-Encontrava-me em viajem oficial nos Estados Unidos, convidado pelo Departamento de Estado. Num fim-de-semana levaram-nos a Las Vegas. Ali, por meio de um grande amigo, que sem dúvida foi um instrumento da providência de Deus, Ele veio manifestamente ao meu encontro. O lembro-o e penso em São Paulo “Onde abundou o pecado, superabundou a Graça”.

-É fácil ter Deus presente no Congresso dos Deputados?
-Ainda pareça que Lhe tenhamos fechado a porta, ainda que às vezes não O queiramos ver ou escutar, tenho a íntima convicção de que Deus está muito presente no Congresso. As Cortes são o órgão legislativo do Estado e Deus, o grande legislador do universo.

-Como vive a política?
-Como um magnífico campo para o apostolado, a santificação e o serviço aos outros, como minha vocação pessoal e específica, o lugar donde Deus quer que esteja. Para um católico, dedicar-se à política, aqui e agora, é um desafio apaixonante.

-Como a vivia antes?
-Como uma actividade que me apaixonava. Mas estava instalado no relativismo, e quando não há convicções tudo é cálculo político, interesses partidários.

-Antes falava de providencialismo. Não acredita no azar?
-Na vida as coisas não sucedem porque sim ou graças aos amigos ou por esperto que se seja; tudo isto são causas segundas, mediações humanas, que, respeitando a liberdade de cada um, respondem aos desígnios de Deus. Voltando a Santo Agostinho e guardando de novo as distâncias, se penso no que me aconteceu antes da minha conversão, posso dizer como o de Hipona nas suas Confissões: “Ah, Senhor, eras Tu”.

(jorge fernández díaz, trad ama)

Ante o apostolado: "Eu não sirvo" 2

A desculpa da incapacidade provém do espírito de soberba, como sei o apostolado devesse os seus frutos ou êxitos aos grandes talentos do cristão; é acreditar que o "êxito" depende dos nossos tesouros, dos nossos grandes méritos ou qualidades. Todavia, Deus, na sua misericórdia, chama a cada um desde a sua própria fragilidade: conta com cada um como ele é. Nada provém de nós: o apóstolo é instrumento e receptáculo da graça que comunica aos outros. Daí provem a sua grandeza, do reconhecimento humilde do próprio ser e deixar a Deus ser Deus.
O Maligno dir-nos-á que somos incapazes, e, no fundo, crescerá o espírito de soberba. Somente nos resta confiar que o Senhor actuará por nosso meio, pondo nós o melhor de nós mesmos.

Javier Sánchez Martínez [i], trad ama


[i] Javier Sánchez Martínez, sacerdote da diocese de Córdoba, ordenado a 26 de Junho de 1999. Exerceu o ministério sacerdotal em varias paróquias, nol Centro de Orientación Familiar de Lucena (Córdoba) e como capelão de Mosteiros. Pregou retiros, jornadas anuais de Exercícios espirituais a leigos e religiosas e participado em diversos cursos de formação litúrgica; publicou artigos em revistas e colaborado em rádios e TV locais. É vigário paroquial da Asunción y de Santa Clara em Palma del Río (Córdoba) e está terminando a licenciatura em Teologia na Facultad de San Dámaso (Madrid)".

Evangelho do dia e comentário

Tempo de Natal I Semana

4º Dia da Oitava do Natal 29 de Dezembro


Evangelho: Lc 2, 22-35

22 Depois que se completaram os dias da purificação de Maria, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para O apresentar ao Senhor 23 segundo o que está escrito na Lei do Senhor: “Todo o varão primogénito será consagrado ao Senhor”, 24 e para oferecerem em sacrifício, conforme o que também está escrito na Lei do Senhor: “Um par de rolas ou dois pombinhos”. 25 Havia então em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem era justo e piedoso; esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. 26 Tinha-lhe sido revelado pelo Espírito Santo que não veria a morte sem ver primeiro o Cristo do Senhor. 27 Foi ao templo conduzido pelo Espírito. E, levando os pais o Menino Jesus, para cumprirem as prescrições usuais da Lei a Seu respeito, 28 ele tomou-o nos braços e louvou a Deus, dizendo: 29 «Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz segundo a Tua palavra; 30 porque os meus olhos viram a Tua salvação, 31 que preparaste em favor de todos os povos; 32 luz para iluminar as nações, e glória de Israel, Teu povo». 33 O Seu pai e a Sua mãe estavam admirados das coisas que d'Ele se diziam. 34 Simeão abençoou-os e disse a Maria, Sua mãe: «Eis que este Menino está posto para ruína e ressurreição de muitos em Israel e para ser sinal de contradição. 35 E uma espada trespassará a tua alma. Assim se descobrirão os pensamentos escondidos nos corações de muitos».

Comentário:

Bem-aventurado Simeão que soubeste reconhecer Quem ali era   apresentado!

Foram os olhos da alma, da esperança, da fé e da confiança que tal te permitiram.

Não eras nenhum imperador ou rei, sábio ou letrado mas tão só um homem com uma confiança total no Senhor.

Ajuda-nos a todos a ter essa confiança que dá a luz necessária aos nossos olhos para ver, sempre, em qualquer circunstância, o nosso Senhor.

(ama, comentário sobre Lc 2, 22-35, 2010.12.29)

Música e repouso

 Rossini - Semiramide - Wiener Philarmoniker - Ricardo Muti

selecção ALS

Informação de NUNC COEPI

A partir de 01 de Janeiro poderá fazer a Leitura Espiritual diária em NUNC COEPI

Está aconselhada a leitura espiritual diária de duração mais ou menos 15 minutos. Inclui leitura do Novo Testamento [1] e textos devidamente aprovados.

Não abandones a tua leitura espiritual.

A leitura tem feito muito santos.

(S. josemaria, Caminho 116)




[1] Seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em: “NOVO TESTAMENTO”, Editorial A. O. - Braga

28/12/2011

Conversão

      Reflectindo
Deus opera nos nossos corações, esses impulsos para excitá-lo ao bem, produz-se em nós mas não por nós, porque aparece de improviso sem que nisso tenhamos pensado, nem podido pensar. “Não somos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento” (II Cor., II, 5) que diga respeito à nossa salvação; mas “toda a nossa capacidade vem de Deus" (Ef. I, 4), que nos amou para que “fôssemos santos” (Sl. XX, 4) e, por isso, nos previne com as enunciações da sua doçura fraternal e excita-nos ao arrependimento e à conversão.

(s. francisco de sales, Tratado do Amor de Deus, Livro VI, Cap. IX ) 

Temos de ser humildes

Textos de São Josemaria Escrivá

Não ponhas o teu "eu" na tua saúde, no teu nome, na tua carreira, na tua ocupação, em cada passo que dás... Que coisa tão maçadora! Parece que te esqueceste que "tu" não tens nada, é tudo d'Ele. Quando ao longo do dia te sentires, talvez sem razão, humilhado; quando pensares que o teu critério deveria prevalecer; quando notares que a cada instante borbota o teu "eu", o teu, o teu, o teu..., convence-te de que estás a matar o tempo e que estás a precisar que "matem" o teu egoísmo. (Forja, 1050)

Pertransiit benefaciendo... Que fez Jesus para derramar tanto bem, e só bem, por onde quer que passou? Os Santos Evangelhos transmitiram-nos outra biografia de Jesus, resumida em três palavras latinas, que nos dá a resposta: erat subditus illis, obedecia. Hoje, que o ambiente está cheio de desobediência, de murmuração, de desunião, havemos de estimar especialmente a obediência.
Sou muito amigo da liberdade e precisamente por isso amo tanto essa virtude cristã. Devemos sentir-nos filhos de Deus e viver com o empenho de cumprir a vontade do nosso Pai, de realizar tudo segundo o querer de Deus, porque nos dá na gana, que é a razão mais sobrenatural.
O espírito do Opus Dei, que tenho procurado praticar e ensinar desde há mais de trinta e cinco anos, fez-me compreender e amar a liberdade pessoal. Quando Deus Nosso Senhor concede a sua graça aos homens, quando os chama com uma vocação específica, é como se lhes estendesse a mão, uma mão paternal, cheia de fortaleza, repleta sobretudo de amor, porque nos busca um a um, como filhas e filhos seus, e porque conhece a nossa debilidade. O Senhor espera que façamos o esforço de agarrar a sua mão, essa mão que Ele nos estende. Deus pede-nos um esforço, prova da nossa liberdade. E para conseguirmos isso, temos de ser humildes, temos de sentir-nos filhos pequenos e amar a bendita obediência com que respondemos à bendita paternidade de Deus. (Cristo que passa, 17)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
28/12

Ante o apostolado: "Eu não sirvo" 1

Ante o apostolado que se apresenta como a indicação de alguém que nos sugere um encargo concreto, há uma tentação que é a incapacidade. Pode ser verdade que por vezes nos indiquem um apostolado para o qual claríssimamente não servimos, mas muitas outras vezes é uma subtil tentação. É a tentação de a incapacidade. "Eu não sirvo".

Quantas e quantas vezes o coração diz "eu não sirvo, eu não valho"? Porque não? "A humildade é a verdade": no reconhecimento do que cada um é e do que cada um vale, conhecedor da sua fraqueza, debilidade e miséria, esconde-se o tesouro da graça, em vaso de barro. Cada cristão é, pois, um vaso de barro. E, na sua fragilidade, é chamado pelo Senhor.
  
Javier Sánchez Martínez [i], trad ama



[i] Javier Sánchez Martínez, sacerdote da diocese de Córdoba, ordenado a 26 de Junho de 1999. Exerceu o ministério sacerdotal em varias paróquias, nol Centro de Orientación Familiar de Lucena (Córdoba) e como capelão de Mosteiros. Pregou retiros, jornadas anuais de Exercícios espirituais a leigos e religiosas e participado em diversos cursos de formação litúrgica; publicou artigos em revistas e colaborado em rádios e TV locais. É vigário paroquial da Asunción y de Santa Clara em Palma del Río (Córdoba) e está terminando a licenciatura em Teologia na Facultad de San Dámaso (Madrid)".

Evangelho do dia e comentário

Tempo de Natal I Semana


3º Dia da Oitava do Natal 28 de Dezembro  Santos Inocentes


Evangelho: Mt 2, 13-18

13 Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e lhe disse: «Levanta-te, toma o Menino e Sua mãe, foge para o Egipto, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para O matar». 14 ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e Sua mãe, e retirou-se para o Egipto. 15 Lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta: “Do Egipto chamei o Meu filho”. 16 Então Herodes, percebendo que tinha sido enganado pelos Magos, irou-se em extremo, e mandou matar, em Belém e em todos os seus arredores, todos os meninos de idade de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos Magos. 17 Cumpriu-se então o que estava anunciado pelo profeta Jeremias: 18 “Uma voz se ouviu em Ramá, pranto e grande lamentação; Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem”.

Comentário:

O cristão na sua busca incessante por Cristo o que deve fazer quando perde o “Norte”, o rumo, a direcção?

Pois… perguntar a quem, por inerência de cargo o pode informar.

A direcção espiritual é, assim, fundamental para não perder esse caminho que leva a Cristo.

Sozinhos corremos sério risco de escolher o que não conduz a Ele e, mesmo que nada nos aconteça de mal, não O encontraremos que é o maior mal que nos pode acontecer.

(ama, comentário sobre Mt 2, 13-18, 2011.11.20)

Gospel

University of Utah Singers - Hallelujah!