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25/06/2022

Publicações em Junho 25

 


 

Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Lc II)

Personagem

Sou um pastor e passo muitos dias e noites nos campos com o meu rebanho conduzindo-o para onde sei que os pastos são mais viçosos e abundantes. Sei muito bem que do meu cuidado e dedicação dependerá muito a saúde das ovelhas que me estão confiadas.
Hoje afastei-me um pouco do rebanho porque uns Anjos apareceram no Céu rodeados de luz iridiscente dizendo: Nasceu-vos um Salvador! E descreviam os sinais com que haveríamos de encontrá-Lo. Eu e outros pastores fomos em busca desse Salvador e encontramos tudo como eles nos anunciaram.

Juntamente com outros que já lá estavam, ajoelhei-me aos pés de uma manjedoura onde um recém-nascido, envolto em panos, agitava os braços e sorria em redor. A Mãe estava ao lado, debruçada sobre o Filho; um sorriso lindo iluminava o seu belo rosto; mais atrás um homem, seria o Pai, contemplava embevecido a Mãe e o Filho; percebia-se que o estábulo tinha sido limpo, a palha renovada, uma candeia acesa. Na verdade, a candeia não era necessária porque a estrela por cima do estábulo emitia uma luz que tudo iluminava. Eu sou um pobre homem sem grande instrução estava misturado com outras pessoas que,aliás, não cessavam de chegar,  cujo aspecto e trajar diziam bem ser de condição social muito superior à minha. A simplicidade do quadro que todos contemplavamos induzia-nos ao silêncio contemplativo.

Compreendo que o silêncio, a ausência de palavras, é necessário para que o coração e a alma possam contemplar melhor o que os olhos vêm. No silêncio interior as imagens surgem mais nítidas e compreendemos melhor, muito melhor, o que vemos.

 

Reflexão

 

Olhar e reparar

 

São duas atitudes diferentes.

Olhar pode ser um acto automático que não tem que ser nem mau nem bom. Faz parte da nossa condição humana, dos nossos sentidos, da forma como percorremos a vida de todos os dias.

Reparar é diferente. É deter o olhar em algo que nos desperta a curiosidade e pretendemos avaliar – ou ver mais detidamente – os pormenores, os detalhes. E isto pode ser mau porque, de certa forma alia-se ao reparar a curiosidade e, esta, é sempre má.

Trata-se, pois, de guardar a vista e não se pense que é fácil porque não é. Constantemente, somos confrontados com autênticas “agressões visuais” e há que ter a prontidão de seguir em frente e deixar o assunto.

A vista é a porta da alma!

 

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

29/12/2011

O amor manifesta-se com factos

Textos de São Josemaria Escrivá


Vai até Belém, aproxima-te do Menino, baila com Ele, diz-lhe muitas coisas vibrantes, aperta-o contra o coração... Não estou a falar de infantilidades: falo de amor! E o amor manifesta-se com factos: na intimidade da tua alma, bem o podes abraçar! (Forja, 345)

É preciso ver o Menino, nosso Amor, no seu berço. Olhar para Ele, sabendo que estamos perante um mistério. Precisamos de aceitar o mistério pela fé, aprofundar o seu conteúdo. Para isso necessitamos das disposições humildes da alma cristã: não pretender reduzir a grandeza de Deus aos nossos pobres conceitos, às nossas explicações humanas, mas compreender que esse mistério, na sua obscuridade, é uma luz que guia a vida dos homens.
Ao falar diante do presépio sempre procurei ver Cristo Nosso Senhor desta maneira, envolto em paninhos sobre a palha da manjedoura, e, enquanto ainda menino e não diz nada, vê-Lo já como doutor, como mestre. Preciso de considerá-Lo assim, porque tenho de aprender d'Ele. E para aprender d'Ele é necessário conhecer a sua vida: ler o Santo Evangelho, meditar no sentido divino do caminho terreno de Jesus.
Na verdade, temos de reproduzir na nossa, a vida de Cristo, conhecendo Cristo à força de ler a Sagrada Escritura e de a meditar, à força de fazer oração, como agora estamos fazendo diante do presépio.
É preciso entender as lições que nos dá Jesus já desde menino, desde recém-nascido, desde que os seus olhos se abriram para esta bendita terra dos homens. Jesus, crescendo e vivendo como um de nós, revela-nos que a existência humana, a vida corrente e ordinária, tem um sentido divino. (Cristo que passa, nn. 13–14)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

17/12/2011

Presépio


Se alguma vez não posso estar nos braços de Tua Mãe, junto de Ti, colocar-me-ei junto dessa mula e desse boi que Te acompanham no Presépio. Serei o cãozinho da família. 



(Meditação, 06.01.1970.01.06)

16/12/2011

Itália: Presépio 2006

ITÁLIA: O PRESÉPIO NO PARLAMENTO: "É PRESTIGIANTE E UNIFICADOR", DIZ O PRESIDENTE DO PARLAMENTO, COMUNISTA.

Ao aproximar-se o Natal, o presépio esteve no centro da discussão em Roma. Uma cadeia de lojas decidiu não vender as figuras do presépio, alegando que se vendem menos que a árvore de Natal. Por contraste, o presidente do parlamento italiano, Fausto Bertinotti, comunista, confirmou que no hemiciclo se vai continuar a montar o presépio.

A cadeia de lojas indicou razões de natureza comercial para não colocar as figuras nas estantes. Mas tornou-se o centro de uma polémica política. Forza Itália e Aliança Nacional, integradas na coligação de centro-direita, prometeram lançar uma "cruzada mediática" e um boicote comercial à rede de lojas.

Diferentemente, as figuras de Jesus, Maria e José serão recebidas cordialmente no Parlamento. O presidente, ex-secretário da Refundação Comunista, Fausto Bertinotti, não hesita: "Porque é que não havíamos de pôr o presépio? É um elemento prestigiante e unificador".

"Creio que é uma boa maneira de respeitar o Natal", acrescentou Bertinotti. "Também é respeitador para quem não é crente, porque, não se trata só de expressar um sinal religioso, trata-se de expressar também um aspecto da vida do nosso país". Também Francesco Rutelli, ministro dos Bens Culturais e vice-presidente do governo de Prodi, cristão, de esquerda, disse que o presépio "não pode ser apresentado como o fruto de um conceito clerical: seria uma trivialização absurda". Intervindo no simpósio "De S. Nicolau a Santa Claus", realizado numa sala do Parlamento, afirmou que "a dramatização do Natal tem um aspecto histórico, cultural" e que "uma sociedade que perde de vista estes valores, pensando que são narrações ideológicas, é uma sociedade que se auto-empobrece".