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20/03/2012

Cultivar o silêncio

De vez em quando há que recordá-lo, necessitamos do silêncio, que permite entrar na interioridade, e que não é um vazio, mas uma Presença a que se atende por completo.

O silêncio... "dispõe ao recolhimento, à meditação e à oração, para favorecer o progresso espiritual mediante o escutar da voz divina no profundo da alma" (bento xvi, Audiência geral, 10-Agosto-2011).

No silêncio ouve-se Deus.

No silêncio percebe-se a beleza do criado.

No silêncio conhecemo-nos a nós próprios, vendo os pensamentos e imaginações, tocando o desejo mais íntimo.

No silêncio, vê-se a nossa própria verdade que salta para o primeiro plano da consciência.

No silêncio cresce-se.

"E o próprio facto de provar o silêncio, de deixar-se, por assim dizer, "encher" pelo silêncio, predispõe-nos à oração. O grande profeta Elias, no monte Horeb – quer dizer, o Sinai - sentiu a um vento de furacão, depois um terramoto, e por último viu chamas de fogo, mas não reconhecia neles a voz de Deus; reconheceu-a, contudo, numa brisa ligeira (cf. 1Re 19,11-13). Deus fala no silêncio, mas há que saber escutá-lo" (ibíd.).

Comecemos uma particular pedagogia do silêncio; menos ruído, calar-se mais, ir a uma igreja silenciosa e intimar ali com o Senhor e com a própria alma. Então, mediante o silêncio, seremos pacificados interiormente e robustecidos na experiencia da fé.

javier sánchez martínez, trad ama
                                                 

03/01/2012

Ante o apostolado: Eu… não sirvo… 3

O Maligno nos dirá que somos incapazes, e, no fundo, crescerá o espírito de soberba. Penas nos resta confiar em que o Senhor actuará por através de nós, pondo nós o melhor de nós mesmos.
Nós, praticamente todos os dias, estamos sob a tentação de desconfiar da eficácia do nosso apostolado, devido à evidência das nossas fragilidades e misérias. Todos carregamos com o nosso próprio "aguilhão da carne", que a nossa vaidade e orgulho julga incompatível com o poder do Espírito que opera em nós. No dia em que aceitarmos que Deus se serve - e necessita – das nossas debilidades e incompetências para exercer o seu poder como protagonista do apostolado, a fim de que ninguém se auto atribua mas sim ao Senhor, nesse dia começamos a ser verdadeiramente apóstolos e a pôr a nossa confiança em Deus. O Senhor da graça não necessita de instrumentos "superdotados", mas sim de seguidores que reconhecem humildemente a sua própria pequenez, e que confiam o poder de Deus que se revela nela.
Com humildade, afrontemos a tarefa encomendada. Rezemos muito encomendando ao Senhor o apostolado e os seus frutos. E pela nossa parte, façamos tudo o que esteja ao nosso alcance para o fazer bem, com delicadeza, com entrega e sacrifício, e além disso, na medida do possível, capacitando-nos sempre mais e melhor para desenvolver bem o trabalho apostólico.

(javier sánchez martínez [i], trad ama)




[i] Javier Sánchez Martínez, sacerdote de la diócesis de Córdoba, ordenado el 26 de junio de 1999. Ha ejercido el ministerio sacerdotal en varias parroquias, en el Centro de Orientación Familiar de Lucena (Córdoba) y como capellán de Monasterios. Ha predicado retiros, tandas anuales de Ejercicios espirituales a seglares y religiosas e impartido diversos cursillos de formación litúrgica; asimismo ha publicado artículos en distintas as revistas y colaborado en radio y TV locales. Es vicario parroquial de la Asunción y de Santa Clara en Palma del Río (Córdoba) y está terminando la licenciatura en Teología en la Facultad de San Dámaso (Madrid)"

02/01/2012

Ante o apostolado: Eu… não sirvo… 2

A desculpa da incapacidade, provem do espírito de soberba, como se o apostolado devesse os seus frutos ou êxitos aos grandes talentos do cristão; é acreditar que o "êxito" depende dos nossos tesouros, dos nossos grandes méritos ou qualidades. Todavia, Deus, na Sua misericórdia, chama a cada um desde sua própria fragilidade: conta com cada um como é. Nada provem de nós: o apóstolo é instrumento e receptáculo da graça que comunica aos outros. Daí provém a sua grandeza, do reconhecimento humilde do próprio ser e deixar a Deus ser Deus.

(javier sánchez martínez [i], trad ama)


2012.01.02


[i] Javier Sánchez Martínez, sacerdote de la diócesis de Córdoba, ordenado el 26 de junio de 1999. Ha ejercido el ministerio sacerdotal en varias parroquias, en el Centro de Orientación Familiar de Lucena (Córdoba) y como capellán de Monasterios. Ha predicado retiros, tandas anuales de Ejercicios espirituales a seglares y religiosas e impartido diversos cursillos de formación litúrgica; asimismo ha publicado artículos en distintas as revistas y colaborado en radio y TV locales. Es vicario parroquial de la Asunción y de Santa Clara en Palma del Río (Córdoba) y está terminando la licenciatura en Teología en la Facultad de San Dámaso (Madrid)"

01/01/2012

Ante o apostolado: Eu… não sirvo… 1

Ante o apostolado que se apresenta ou a indicação de alguém que nos sugere um encargo concreto, há uma tentação que é a incapacidade. Pode ser verdade que em ocasiões nos indiquem um apostolado para o qual claramente não servimos, mas muitas outras vezes é uma subtil tentação. É a tentação da incapacidade. "Eu não sirvo".

Quantas e quantas vezes o coração diz "eu não sirvo, eu não valho"? Porque não? "A humildade é a verdade": no reconhecimento do que cada um é e o que cada um vale, conhecedor da sua fraqueza, debilidade e miséria, esconde-se o tesouro da graça, em vaso de barro. Cada cristão é, pois, um vaso de barro. E, na sua fragilidade, é chamado pelo Senhor.

(javier sánchez martínez [i], trad ama)




[i] Javier Sánchez Martínez, sacerdote de la diócesis de Córdoba, ordenado el 26 de junio de 1999. Ha ejercido el ministerio sacerdotal en varias parroquias, en el Centro de Orientación Familiar de Lucena (Córdoba) y como capellán de Monasterios. Ha predicado retiros, tandas anuales de Ejercicios espirituales a seglares y religiosas e impartido diversos cursillos de formación litúrgica; asimismo ha publicado artículos en distintas as revistas y colaborado en radio y TV locales. Es vicario parroquial de la Asunción y de Santa Clara en Palma del Río (Córdoba) y está terminando la licenciatura en Teología en la Facultad de San Dámaso (Madrid)"

30/12/2011

Ante o apostolado: "Eu não sirvo" 3

Praticamente cada dia, estamos sob a tentação de desconfiar da eficácia do nosso apostolado, devido à evidência das nossas fragilidades e misérias. Todos carregamos com nosso próprio "aguilhão da carne", que a nossa vaidade e orgulho julga incompatível com o poder do Espírito que opera em nós. No dia em que aceitamos que Deus se serve - e necessita - das nossas debilidades e incompetências para exercer o seu poder como protagonista do apostolado, a fim de que ninguém se envaideça senão no Senhor, nesse dia começamos a ser verdadeiramente apóstolos e a pôr a nossa confiança em Deus. O Senhor da graça não necessita de instrumentos "superdotados", mas seguidores que reconhecem humildemente a sua própria pequenez, e que confiam no poder de Deus que nela se revela.

Com humildade, afrontemos a tarefa encomendada. Rezemos muito encomendando ao Senhor o apostolado e os seus frutos. E por nossa parte, façamos todo o que esteja na nossa mão para o fazer bem, com delicadeza, com entrega e sacrifício, e além disso, na medida do possível, capacitando-nos sempre mais e melhor para bem desenvolver o trabalho apostólico.

Javier Sánchez Martínez [i], trad ama



[i] Javier Sánchez Martínez, sacerdote da diocese de Córdoba, ordenado a 26 de Junho de 1999. Exerceu o ministério sacerdotal em varias paróquias, nol Centro de Orientación Familiar de Lucena (Córdoba) e como capelão de Mosteiros. Pregou retiros, jornadas anuais de Exercícios espirituais a leigos e religiosas e participado em diversos cursos de formação litúrgica; publicou artigos em revistas e colaborado em rádios e TV locais. É vigário paroquial da Asunción y de Santa Clara em Palma del Río (Córdoba) e está terminando a licenciatura em Teologia na Facultad de San Dámaso (Madrid)".

29/12/2011

Ante o apostolado: "Eu não sirvo" 2

A desculpa da incapacidade provém do espírito de soberba, como sei o apostolado devesse os seus frutos ou êxitos aos grandes talentos do cristão; é acreditar que o "êxito" depende dos nossos tesouros, dos nossos grandes méritos ou qualidades. Todavia, Deus, na sua misericórdia, chama a cada um desde a sua própria fragilidade: conta com cada um como ele é. Nada provém de nós: o apóstolo é instrumento e receptáculo da graça que comunica aos outros. Daí provem a sua grandeza, do reconhecimento humilde do próprio ser e deixar a Deus ser Deus.
O Maligno dir-nos-á que somos incapazes, e, no fundo, crescerá o espírito de soberba. Somente nos resta confiar que o Senhor actuará por nosso meio, pondo nós o melhor de nós mesmos.

Javier Sánchez Martínez [i], trad ama


[i] Javier Sánchez Martínez, sacerdote da diocese de Córdoba, ordenado a 26 de Junho de 1999. Exerceu o ministério sacerdotal em varias paróquias, nol Centro de Orientación Familiar de Lucena (Córdoba) e como capelão de Mosteiros. Pregou retiros, jornadas anuais de Exercícios espirituais a leigos e religiosas e participado em diversos cursos de formação litúrgica; publicou artigos em revistas e colaborado em rádios e TV locais. É vigário paroquial da Asunción y de Santa Clara em Palma del Río (Córdoba) e está terminando a licenciatura em Teologia na Facultad de San Dámaso (Madrid)".

28/12/2011

Ante o apostolado: "Eu não sirvo" 1

Ante o apostolado que se apresenta como a indicação de alguém que nos sugere um encargo concreto, há uma tentação que é a incapacidade. Pode ser verdade que por vezes nos indiquem um apostolado para o qual claríssimamente não servimos, mas muitas outras vezes é uma subtil tentação. É a tentação de a incapacidade. "Eu não sirvo".

Quantas e quantas vezes o coração diz "eu não sirvo, eu não valho"? Porque não? "A humildade é a verdade": no reconhecimento do que cada um é e do que cada um vale, conhecedor da sua fraqueza, debilidade e miséria, esconde-se o tesouro da graça, em vaso de barro. Cada cristão é, pois, um vaso de barro. E, na sua fragilidade, é chamado pelo Senhor.
  
Javier Sánchez Martínez [i], trad ama



[i] Javier Sánchez Martínez, sacerdote da diocese de Córdoba, ordenado a 26 de Junho de 1999. Exerceu o ministério sacerdotal em varias paróquias, nol Centro de Orientación Familiar de Lucena (Córdoba) e como capelão de Mosteiros. Pregou retiros, jornadas anuais de Exercícios espirituais a leigos e religiosas e participado em diversos cursos de formação litúrgica; publicou artigos em revistas e colaborado em rádios e TV locais. É vigário paroquial da Asunción y de Santa Clara em Palma del Río (Córdoba) e está terminando a licenciatura em Teologia na Facultad de San Dámaso (Madrid)".

08/10/2011

Que comprida a Missa!"

Duc in altum
"A Missa é comprida, dizes, e eu acrescento:
porque o teu amor é curto" (S. Josemaria Escrivá, Caminho, 529).

Quantas vezes haverá que repeti-o e pregá-lo! 
É que há sempre tanta pressa para tudo e depois desperdiçamos o tempo conversando! 
Haverá que pacificar o coração e centrá-lo em Deus. 
Teremos mais tempo, mais nos renderá o tempo de que dispomos, se o serenamos e multiplicamos adorando o Senhor na Eucaristia.

Sim, é só um recordatório. Não te alarmes.

Mas canso-me de gente com tão pouquito amor que a Missa sempre lhes parece comprida e jamais entram no seu espírito e adoração.

Precisões e voltas sobre o mesmo:

1)   Especifiquei de sobra em que sentido se interpretava esta máxima: Missas de 15-18 minutos, a toda a pressa; fora disso, a Missa a alguns parece-lhes muito comprida, com a desculpa das suas ocupações, ainda que logo se fiquem conversando um bom bocado à porta ou vão para um bar. Onde estava a pressa pelas suas obrigações?

2)   Caso diferente é a homilia, que depende muito da habilidade oratória do pregador, da sua profundidade e da sua oração pessoal. Aí uma má homilia, cansativa, superficial ou pouco preparada, torna-se compridíssima e aborrecidíssima.

3)   Mas aqui refiro-me à Missa enquanto tal que, aos que lhes falta amor, sempre lhes parece comprida se ultrapassa os 15 minutos.

4)   O que todos devemos chegar a entender é que a Missa é o centro da jornada, o mais importante e querido de cada dia, e vivê-la e celebrá-la o melhor que se possa. Dela deriva a santificação do trabalho quotidiano, o discernimento, o apostolado, a evangelização... ¡de à Missa diariamente!

javier sánchez martínez, trad ama