04/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Observando
A debilidade do relativismo 

3. A questão das «verdades» em conflito



Gairdner aponta a situação na qual duas pessoas sustêm opiniões que são contraditórias e opostas entre si. Segundo o relativismo, ambas opiniões devem aceitar-se como verdadeiras. Mas isto significa aceitar que algo pode ser e não ser ao mesmo tempo.

Se todas as opiniões são verdadeiras, então necessariamente cai-se numa contradição: uma coisa qualquer pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo e no mesmo sentido. É uma violação do princípio da não contradição: é impossível que algo seja uma coisa ao mesmo tempo que não o seja.
O relativismo, por princípio, sustenta que as opiniões contrárias são verdadeiras ao mesmo tempo. Se se aceita isso, teria que declarar-se que uma pessoa pode ser ao mesmo tempo uma parede e que uma parede pode ser um barco. Só por pensar que uma pessoa não é um barco, a pessoa seria um não barco; mas pensar que uma pessoa é um barco, faria com que o fosse.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama


Sobre a família

Matrimónio: Um com uma 6

Mas acerca da dignidade humana? As pessoas homossexuais nunca poderão sentir que são completamente aceites e dignas de amor se não forem autorizadas a casar com o parceiro do mesmo sexo.


Amar alguém sexualmente significa estar apto a aceitá-lo completamente, incluindo a sua fertilidade. Os actos sexuais que são fechados à vida, como o sexo anal, sexo oral e o acto sexual heterossexual contraceptivo, podem parecer actos de amor. Mas não o podem ser verdadeiramente porque rejeitam a parte mais profunda da sexualidade da pessoa – a sua capacidade para gerar vida, de ser um pai ou uma mãe. 

mary joseph, [i]  MercatorNet, 2011.03.09, trad ama

cont/



[i] Mary Joseph is a project officer at the Life, Marriage and Family Centre of the Catholic Archdiocese of Sydney.

Mostra que és Mãe!

Senhora:


Vêem aí tempos difíceis, graves para Portugal.

Tu, que és a nossa Rainha, não abandones os teus súbditos que, muitas vezes, não sabem o que fazem.

Ajuda-nos - a todos - a escolher os que melhor nos possam governar, com leis justas e equitativas, de acordo com a Lei Natural, nomeadamente no que se refere à defesa da dignidade humana, em todos os seus aspectos e ao respeito pela prática da Fé Cristã.

Esta "terra de Santa Maria" não pode, sob risco de se perder, continuar a ignorar os valores e princípios que durante séculos teve como norte e guia.

Não esqueças do que, em Fátima, te cantamos: “Ó Glória da nossa terra que nos salvaste mil vezes, enquanto houver portugueses, tu serás o nosso amor!” e MOSTRA QUE ÉS MÃE!

AMA, 2011.06.04

Embriões em vez de animais.

Medicina e Apostolado

Não há dúvida que o tratamento mais benigno para com os animais constitui um aspecto muito positivo do nosso progresso moral; processo longo e difícil, que foi permitindo, pouco a pouco, superar situações intoleráveis e indignas, como a escravidão e o machismo.
Todavia, e como também aconteceu de outras vezes, este louvável processo corre o risco de ser exagerado e perder o rumo (pense-se, por exemplo, no feminismo radical), a ponto de poder terminar sendo pior o remédio que a doença. É o que por desgraça, está acontecendo em alguns âmbitos científicos, preocupados com a experimentação em animais.
Com efeito, num documento do ano 2009 da Direcção Geral de Investigação de Ciências da Vida, Genética e Biotecnologia para a Saúde, da União Europeia, titulado «Alternative Testing Strategies», que procura «substituir, reduzir e refinar a utilização de animais na investigação», propõe-se substituir os animais por embriões humanos e por células mãe embrionárias humanas obtidas via fertilização in Vitro.
Semelhante iniciativa (que já tem alguns anos), baseia-se no princípio dos «Três R»: Substituir (Reemplazo), Redução ou Refinamento – leia-se: «produzir um dano menor» - na utilização de animais para laboratório (especialmente roedores, primatas, gatos, cães).
Com se sabe, as provas com animais tornam-se imprescindíveis para avaliar o risco associado para a saúde humana (e também para o meio ambiente) de uma série de investigações vinculadas à farmacologia, à cosmética, aos pesticidas, aos aditivos alimentares e seus respectivos componentes químicos.
Todavia, à luz desta iniciativa, dá-se o absurdo que para evitar ou pelo menos tentar evitar diversos efeitos nocivos aos seres humanos, e a fim de – como reza o documento – de «maximizar o bem-estar dos animais e reduzir ao mínimo o número de animais utilizados em experiências com fins científicos», propõe-se empregar como «método alternativo» - e logo de «estritas revisões éticas» -, embriões humanos…, uma vez que as experiências «baseadas em modelos animais» (resultam) de idoneidade duvidosa para prever os efeitos na saúde humana, altamente longos e caros, e colocam grandes preocupações sobre o bem-estar animal». Desta forma, pretende-se evitar que se sacrifiquem milhares deles e abrir «novas portas para a ciência e os negócios».
Estranha e perigosa moral esta, que sacrifica pessoas em vez de animais, para o que se desconhece de modo flagrante a igualdade essencial do género humano e que, como não existe a geração espontânea, a vida começa desde a concepção. É de esperar, assim como estão as coisas, que nenhum de nós seja considerado não-pessoa no futuro, em honra do progresso científico e do bem-estar animal.
        max silva abbott, conoZe, trad ama, 2011.04.29

Perguntas e respostas sobre Jesus de Nazaré. 4

Jesus de NazaréPorque se diz que Jesus “subiu” a Jerusalém?



“É antes de mais uma ‘subida’ em sentido geográfico: o Mar da Galileia está aproximadamente a 200 metros abaixo do nível do mar, enquanto a altura média de Jerusalém é de 760 metros acima do nível do mar. Como degraus desta subida, cada um dos Sinópticos  transmitiu-nos três profecias de Jesus sobre a sua Paixão, aludindo com isso também à subida interior, que se vai desenrolando ao longo do caminho exterior”





55 Preguntas y respuestas sobre Jesús de Nazaret, extraídas del libro de Joseph Ratzinger-Benedicto XVI: “Jesús de Nazaret. Desde la Entrada en Jerusalén hasta la Resurrección”, Madrid 2011, Ediciones Encuentro. Pag. 126, marc argemí, trad. ama

Tema para breve reflexão


Reflectindo
Tribulações


É melhor para mim, Senhor, sofrer a tribulação, desde que estejas comigo, que reinar sem Ti, desfrutar sem Ti, glorificar-me sem Ti. É melhor para mim, Senhor, abraçar-me a Ti na tribulação, ter-te comigo no forno de fogo, que estar sem Ti, ainda que seja no próprio Céu. Que me interessa o Céu sem Ti? E contigo, que me importa a Terra?

(s. bernardo, Sermão, nr. 17)

Evangelho do dia e comentário







Páscoa – VI Semana




Evangelho: Jo 16, 23-28

23 Naquele dia, não Me interrogareis sobre nada. «Em verdade, em verdade vos digo que, se pedirdes a Meu Pai alguma coisa em Meu nome, Ele vo-la dará. 24 Até agora não pedistes nada em Meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa. 25 «Disse-vos estas coisas em parábolas. Mas vem o tempo em que não vos falarei já por parábolas, mas vos falarei abertamente do Pai. 26 Nesse dia pedireis em Meu nome, e não vos digo que hei-de rogar ao Pai por vós, 27 porque o próprio Pai vos ama, porque vós Me amastes e acreditastes que saí do Pai. 28 Saí do Pai e vim ao mundo; outra vez deixo o mundo e vou para o Pai».

Meditação:

Estou feliz porque Jesus me dá tantas garantias de que serei ouvido. Por isso não me preocupa o estar sempre a pedir-lhe porque, Ele, também recomendou que pedisse sem cessar.
Obterei aquilo que peço?
Não sei, porque ignoro se o que peço é conveniente, mas, sim, disso tenho a certeza, o Senhor dar-me-á o que, de facto preciso.
Ao prometer tal coisa, Jesus, não fez depender dos nossos méritos o sermos ouvidos mas, sim, da infinita misericórdia divina. E, ainda bem, porque se assim não fora, eu, que não mereço nada, nada receberia.
Continuo, portanto, insistentemente: Ouve, Senhor, a minha prece.


(ama, comentário sobre Jo 16, 23-28, 2010.05.15)

03/06/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos


O que agora estás a fazer com esse teu amigo - pensa nisto – há-de, se Deus quiser, ser a semente que o levará a fazer o mesmo com outro alguém.

Por isso te disse sempre: o apostolado é algo grande…grande…

Não sabemos o alcance que a nossa acção – se feita, como deve, por amor de Deus – pode ter.

ama , 2011.06.03

Confidências de alguém

Confidências de Alguém

Nota de AMA: 
Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.




Amor grande puro e santo

Novamente na Tua presença, Senhor, para Te dizer que Te amo.
Assim, simplesmente como quem não tem mais nada que dizer.
Ficar assim, tempo esquecido e repetir: Senhor amo-te!
Mesmo tendo de pedir-te: Senhor, eu amo-te mas aumenta o meu amor.
Para que ele seja grande, total, imenso.
De uma dimensão tal que me extravase e seja notado por todos, para que os outros ao ver a dimensão desse amor, se sintam atraídos por ele e assim, aproximarem-se de Ti para Te amar também.
Senhor, eu amo-te mas ensina-me como devo amar-te.
Porque eu não sei, Senhor, sou casmurro e desajeitado, faço e digo coisas que não devo e quando não devo.
Tu meu Senhor, e meu Deus, tens de ser amado de uma forma única que é aquela que Tu aceites, sem reservas, sem negócios, sem hesitações e eu, meu Deus, sei bem que não Te amo assim.
É à minha maneira, de uma forma mais cómoda, mais egoísta, menos simples.

Senhor, eu amo-te mas torna o meu amor completo.
Porque eu deixo sempre coisas para trás.
Coisas que amo também e que não quero deixar.
As minhas comodidades, as  minhas cobardias, os meus segredinhos, as minhas preferências, as minhas preguiças, as minhas hesitações, os meus prazeres, a comida, a bebida, a caça, a pesca, o dormir, a família, o dinheiro ... amo-te, Senhor, mais que a isto tudo?
Amo-te eu Senhor, tanto como a isto tudo?
Amo-te eu, Senhor, menos que a isto tudo?
Bem sei que Tu não me pedes que deixe a minha família por Teu amor, nem sequer que mude a minha vida e passe a viver de forma diferente.
Queres que eu seja quem sou e continue a viver como e onde vivo.
Simplesmente queres que eu faça isto tudo na Tua presença, sempre na Tua presença, isto é, na convicção profunda que Tu vês e ouves e conheces a cada momento todos os meus actos.
Assim, eu serei incapaz de Te ofender, de não fazer o que tenho a fazer da forma mais capaz e completa que possa, e também com urgência, sem me deter ou adiar, desta forma, lutando continuamente na Tua presença, eu não Te ofenderei e provarei assim o meu amor.
Amor que sinto, sem dúvida e que peço, aceites, Senhor, mesmo assim como ele é, mal formado e cheio de defeitos, mas é um amor que me sai direito do coração e do espírito em entrega de alegria e acção de graças.

Alegria por ser Teu filho, salvo por Ti para a Vida Eterna.
Ter sido objecto desse acto inacreditável de grandeza, de teres Tu próprio oferecido a Tua vida por mim, pela minha salvação.
Tu, o meu Criador, o Criador de todas as coisas, o ser omnipotente a quem tudo é devido e a quem tudo obedece, achou-me tão importante, achou o meu amor tão necessário, que voluntariamente se fez homem, sofreu a agonia da paixão e morreu numa cruz.
Quem pode ficar indiferente a tal coisa, quem, no seu perfeito juízo, não se alegra até - loucura com tal maravilha?
E, alegrando-se não dê graças e louvores constantemente, pelas maravilhas recebidas.
Sim, porque eu nada fiz para merecer tal coisa, nem poderia alguma vez fazer fosse o que fosse que se aproximasse sequer do merecimento de tal graça.
Não.
Foi o Senhor que quis, porque é infinitamente bom e misericordioso.
Foi o Senhor que achou que valia a pena, que era importante.
O Senhor faz o que quer, sem dúvida, e o que faz é bem feito.
Mas a mim, espanta-me que fosse possível tal acontecimento:
Deus morrendo por mim e sabendo e conhecendo que eu, (…), dois mil anos depois, O ofenderia, me esqueceria dele, renunciaria à Sua chamada, me esqueceria dos meus compromissos.
Mesmo assim, sabendo tudo isto, o Senhor morre por mim e deixa-se ficar, ao mesmo tempo, no Santíssimo Sacramento do Altar, para meu alimento diário.

Oh Senhor!
Que poderei eu fazer para tentar merecer tais graças?

Nada mais que implorar-te que me ajudes, permanentemente, a amar-te com o coração inteiro, esquecendo as minhas coisas, e pensando apenas em Ti, nas Tuas coisas, Senhor.
Fazer da noite dia, da escuridão luz, com o brilho desse mesmo amor apaixonado, que me há-de deixar tão absorvido por ele próprio, que nada mais restará para amar.
Tudo o resto, como o amor da (…) e das (...), será um reflexo desse mesmo amor, puro e casto, e engrandecido pela própria natureza.
Não saber nem poder amar mais. Esgotar a capacidade de amar.
Amar, tanto, tanto, que fique exausto e exaurido de sentimentos, transfigurado em Cristo, no próprio Deus, Senhor deste amor, dono único do meu coração, possa eu ser o veículo permanente deste fogo que arde sem se ver mas que queima verdadeiramente.
E, com esse fogo, incendiar a terra inteira, indo de homem em homem transmitindo centelhas desse fogo de amor, até converter este mundo em que vivo num gigantesco braseiro de amor por Ti.

Que todos vejam, que todos sintam, que todos possa ser arrastados por esse amor, mas, sobretudo, que Tu, Senhor, possas aceitar de braços abertos, esse mesmo amor, e, aceitando-o, só por isso, torná-lo grande, torná-lo puro, torná-lo santo.