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31/12/2020

Reflexão

 



Ameaças à Igreja - Relativismo


  O relativismo, que justifica tudo e qualifica tudo como de igual valor, atenta o carácter absoluto dos princípios cristãos.

 

(São Paulo VI, encíclica Ecclesiam Suam nº 18).

29/04/2019

Leitura espiritual


O RELATIVISMO

A.  O QUÉ É O RELATIVISMO? TIPOS.

1. Há verdades objectivas e tudo depende de o que cada um pense?

As coisas são como são, e cada um interpreta-as à sua maneira aproximando-se mais ou menos da realidade. Ainda que Dumbo seja una boa película, na realidade os elefantes não voam.

2. Tudo é opinável?

Pode opinar-se sobre qualquer coisa, mas nem todos os pareceres são certos. Pode opinar-se que os homens não morrem ou que não existe Pekín, mas são ideias erradas.

3. É o mesmo uma opinião que outra?

Quanto ao seu conteúdo, serão melhores as opiniões mais próximas da realidade.
Quanto a quem opina, serão mais valiosos os comentários de pessoas sinceras e entendidas na matéria.

4. O que é O relativismo?

O relativismo é a postura ou teoria de rejeitar a existência de verdades e defender que tudo é opinável, que tudo depende do ponto de vista. (Mas se não há verdades tampouco o relativismo é verdadeiro).

5. Não depende todo do ponto de vista?

O ponto de vista pode fixar-se mais num aspecto que outro, e acertar mais ou menos com a realidade. Mas a realidade é como é, independentemente de quem veja.

6. Não depende tudo da cultura? (relativismo cultural).

Cada cultura pode acertar mais o menos com a realidade. Mas a realidade não depende de las culturas. Por exemplo, o teorema de Pitágoras é uma verdade universal e não só para os triângulos do seu povo.

7. Que problemas provoca o relativismo?

O relativismo origina sérias dificuldades:
Trava a procura da verdade: Sendo igual uma teoria ou outra, deixa-se de investigar.
Com o relativismo surgem as mais fortes ditaduras: se tudo é opinável, nada é mais conveniente, e se executará o que decida o mais forte.
Se tudo é o mesmo, despreza-se a experiencia e o conselho de outros, e o homem fica só.
Levado ao máximo, o relativismo conduz a uma forma de loucura ou desvario mental onde nada é real, o imaginário mistura-se e confunde-se com o real.

8. Relativismo religioso: é a mesma coisa uma religião que outra?

Não, não. Todas as religiões têm aspectos bons e correctos, mas só uma é completamente verdadeira, pois só há um único Deus.

9. Relativismo moral: Tanto faz obrar de uma forma ou outra?

Obviamente não é igual assassinar e roubar que consolar e servir. Tira a carteira a um relativista e comprovarás que neste ponto não é o mesmo qualquer opinião.

10. Como encontrar a verdade?

Este é o problema. A verdade encontra-se mediante a inteligência. Mas o nosso entendimento julga por vezes erroneamente - por exemplo, deixando-se influenciar pelas paixões (sentimentos) -. Então a melhor maneira de buscar a verdade segue três passos:
O estudo sério das coisas, empregando bem a própria inteligência.
Pedir conselho a pessoas de vida exemplar, aproveitando s sua sabedoria.
Rogar humildemente a Deus a sua ajuda. Ele é a Verdade.

11. Algum remédio face ao relativismo?

- A formação e o interesse pela verdade. Uma pessoa pode ser relativista para com o que desconhece ou não estima, mas não é fácil sê-lo se se sabe o valor de algo e aprecia. Por exemplo, ninguém costuma ser relativista com respeito ao dinheiro da sua carteira, e prefere que ali continue. Não lhe é indiferente que as suas notas passem para o bolso de um ladrão. Conhece e aprecia o dinheiro e não lhe é indiferente que lho tirem. De qualquer forma, quem sabe somar assegura que 2+2=4, e afirma-o com segurança, mas quem desconhece os números e a operação de somar não se importa que sejam 4, 5 ou 7; qualquer opinião lhe parece válida.
Por isto, o remédio face ao relativismo é a formação nesse terreno. Quem é relativista em matemáticas basta que as estude e deixará de lhe ser indiferente um resultado ou outro. Quem é relativista em assuntos religiosos basta que aprenda mais sobre religião... O remédio é buscar a verdade. Ao ir encontrando-a desaparecem as trevas da in diferença.

B. RELATIVISMO e DEMOCRACIA. RELATIVISMO e DIÁLOGO

1. É melhor aceitar firmemente ou duvidar?

- O correcto é aceitar com segurança as verdades que são razoavelmente certas, e duvidar em algum grau das opiniões menos claras. A dificuldade aparece ao distinguir umas das outras.

2. Aceitar verdades com firmeza é pouco democrático?

- A democracia é um bom sistema político, mas mau método científico, desaconselhável para a investigação. Na procura da verdade escutam-se opiniões, mas aceita-se o mais razoável, independentemente de se muitas vozes o apoiam.

3. O relativismo evita posturas fanáticas?

- Quem aceita verdades apoia-se no razoável, e mudará a sua postura se encontra algo mais razoável. Em troca se tudo é relativo, não se decide nada ou tomam-se decisões sem pensar, e isto é menos humano. Em ambos os casos evita-se o fanatismo se há humildade para reconhecer os erros.

4. O relativismo melhora a compreensão e tolerância entre as pessoas?

- São coisas independentes: a compreensão e tolerância são facetas ligadas à caridade, e esta virtude pode praticar-se sendo-se relativista ou não, pois dependerá de se a caridade se inclui entre os valores apreciados. Um relativista pode dizer: cada qual deve viver segundo a sua moral e a minha reclama ser violento e intolerante.

5. A firmeza na verdade é pouco dialogante?

- Ambos aspectos actuam em campos diferentes. a segurança nas afirmações é consequência da certeza de um facto. Enquanto a atitude dialogante opera no trato pessoal e vai unida à caridade. Portanto, é possível manter a verdade com caridade. É igualmente possível duvidar de tudo tiranicamente, pretendendo obrigar todos a duvidar.

6. O relativismo favorece o diálogo?

- Depende de o que se pretenda alcanzar con O diálogo:

Se se busca encontrar una verdade, então o relativismo é um grande obstáculo pois assegura que não há verdades.
Se se deseja aprender o partilhar conhecimentos, também o relativismo é uma dificuldade, já que os conhecimentos são verdades adquiridas.
Se com o diálogo se tenta só um pacto, ainda que se oponha ao verdadeiro e correcto, então é melhor o relativismo, pois como nada interessa, pode ceder-se em tudo.

11/06/2011

Criação, Fé e Ciência



Caminho e Luz
A debilidade do relativismo


10. O relativismo da legitimidade do autoritarismo

Antes tinha-se assinalado que os relativistas afirmam que as crenças pessoais ou culturais devem ser consideradas como certas para essa pessoa ou cultura, concluindo que isso implica não poder melhorar nada. Já que o que se crê ou faz é certo e bom, não há possibilidade de mudança para melhor.
A consequência disto é vital: justifica-se e valida-se o que seja que se acredite e faça numa sociedade, quer dizer, dá-se legitimidade e continuidade a formas autoritárias de governo e práticas cruéis existentes, as que forem.
O relativismo toma o que existe e sem mais requisito que esse afirma que é bom e verdadeiro, seja um governo genocida ou um democrático.
Mais ainda, o relativismo pressupõe que o que existe é bom e verdadeiro, que não tem possibilidade de melhorar. Por consequência, opõe-se a sistemas políticos que admitem essa possibilidade por meio de diálogos, discussão e procura de melhorias.
Já que para o relativismo o que existe, se pensa ou crê é a verdade e o bom, todo diálogo carece de sentido e não existe assim possibilidade de evitar práticas totalitárias.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama


10/06/2011

Criação, Fé e Ciência



Caminho e Luz
A debilidade do relativismo 
9. Nem o crer nem o fazer mudam a natureza do objecto

Gairdner assinala um ponto adicional de mero sentido comum, as coisas não podem ser mudadas, a realidade não muda por efeito de um acto da vontade.
Querer que algo seja bom ou mau, ou que seja verdadeiro ou falso, não pode ser logrado por um simples querer que seja assim. Que algo se faça ou pense, não o torna nem bom nem verdadeiro.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama


09/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Observando
A debilidade do relativismo 

8. Três falhas fatais do relativismo moral e cultural


Sob este enunciado, Gairdner aponta três faltas de esses dois relativismos.

A. Segundo o relativismo, todas as crenças e práticas são aceitáveis. Se tal é sustentado, então nada há que dizer sobre a bondade ou a verdade das coisas e todas as culturas e sistemas de moral se encontram numa posição óptima que não admite a ideia de melhoria.
Nada existiria que uns pudessem aprender de outros pois tudo atingiu o ponto da perfeição.

B. O relativismo afirma que a moralidade está determinada pelas crenças culturais e suas práticas. Se se defende isso, deve concluir-se que o canibalismo pode ser mau aqui e agora, mas que foi bom noutro momento ou é bom noutro local.
Quer dizer, o que num lugar ou num momento se crê tem o poder de alterar a natureza do objecto. E, mais ainda, a verdade e a moral dependerão do número de pessoas que creiam em algo.

C. Segundo o relativismo, todas as culturas são igualmente boas. Se isto se sustenta, então chega-se a conclusões que são absurdas: considerar como desejáveis e positivos costumes como a escravidão, os sacrifícios humanos, os genocídios, se é que essas práticas são parte da cultura num momento e lugar.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama


08/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Caminho e Luz
A debilidade do relativismo 

7. Não é o mesmo variação que relatividade


O relativismo pode ser provocado pela confusão que produz o não diferenciar entre variações e relatividade. Um mesmo principio, invariável, pode ter variações de aplicação ou interpretação, mas isso não implica que o princípio seja relativo.
Um princípio como não roubar, que é equivalente ao respeito da propriedade privada, não pode anular-se considerando-o como relativo por causa de ter sido aplicado de maneiras diferentes em diversos lugares.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama


04/06/2011

Criação, Fé e Ciência

Observando
A debilidade do relativismo 

3. A questão das «verdades» em conflito



Gairdner aponta a situação na qual duas pessoas sustêm opiniões que são contraditórias e opostas entre si. Segundo o relativismo, ambas opiniões devem aceitar-se como verdadeiras. Mas isto significa aceitar que algo pode ser e não ser ao mesmo tempo.

Se todas as opiniões são verdadeiras, então necessariamente cai-se numa contradição: uma coisa qualquer pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo e no mesmo sentido. É uma violação do princípio da não contradição: é impossível que algo seja uma coisa ao mesmo tempo que não o seja.
O relativismo, por princípio, sustenta que as opiniões contrárias são verdadeiras ao mesmo tempo. Se se aceita isso, teria que declarar-se que uma pessoa pode ser ao mesmo tempo uma parede e que uma parede pode ser um barco. Só por pensar que uma pessoa não é um barco, a pessoa seria um não barco; mas pensar que uma pessoa é um barco, faria com que o fosse.

eduardo garcía gaspar, conoZe, 2011.04.13, trad ama