21/04/2011

Sobre a família 28

7O direito dos pais à educação dos filhos (II)

Neste texto explica-se que, juntamente com a família, também o Estado e a Igreja têm obrigações iniludíveis no campo da educação.



No artigo anterior falou-se do fundamento natural do direito dos pais à educação dos seus próprios filhos, e do carácter universal e irrenunciável desse direito.
Certamente, a partir dessas considerações é fácil passar a entender a escola como prolongamento da tarefa formativa que se deve levar a cabo no próprio lar. E, no entanto, é preciso afirmar que não são só os pais que são legitimamente competentes em questões que têm que ver com a educação: o Estado e também a Igreja, por outros títulos, têm obrigações iniludíveis neste campo.
A FUNÇÃO DO ESTADO EM MATÉRIA DE EDUCAÇÃO

São múltiplas as razões que justificam o interesse dos poderes públicos pelo ensino. Do ponto de vista prático, é um facto comprovado a nível internacional que o crescimento efectivo da liberdade e o progresso socio-económico das sociedades se baseiam na necessidade de que os poderes públicos garantam um certo nível cultural à população. Uma sociedade complexa só poderá funcionar correctamente se se der uma adequada distribuição da informação e os conhecimentos proporcionados para a sua oportuna gestão, bem como a suficiente compreensão das virtudes e das normas que possibilitam a convivência civil e condicionam os comportamentos individuais e colectivos.

J.A. Araña e C.J. Errázuriz
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Evangelho do dia e comentário

QUINTA FEIRA SANTA

Evangelho: Jo 13, 1-15 (missa da tarde)

1 Antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a Sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os Seus que estavam no mundo, amou-os até ao extremo. 2 Durante a ceia, tendo já o demónio posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, a determinação de O entregar, 3 Jesus, sabendo que o Pai tinha posto nas Suas mãos todas as coisas, que saíra de Deus e voltava para Deus, 4 levantou-Se da mesa, depôs as vestes e, pegando numa toalha, cingiu-Se com ela. 5 Depois deitou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, e a enxugá-los com a toalha com que estava cingido. 6 Chegou, pois, a Simão Pedro. Pedro disse-Lhe: «Senhor, Tu lavares-Me os pés?». 7 Jesus respondeu-lhe: «O que Eu faço, tu não o compreendes agora, mas compreendê-lo-ás depois». 8 Pedro disse-Lhe: «Jamais me lavarás os pés!». Jesus respondeu-lhe: «Se Eu não te lavar não terás parte comigo». 9 Simão Pedro disse-Lhe: «Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça». 10 Jesus disse-lhe: «Aquele que tomou banho não tem necessidade de se lavar, pois todo ele está limpo. Vós estais limpos, mas não todos». 11 Ele sabia quem era o que O ia entregar, por isso disse: «Nem todos estais limpos». 12 Depois que lhes lavou os pés e que retomou as Suas vestes, tendo tornado a pôr-Se à mesa disse-lhes: «Compreendeis o que vos fiz? 13 Chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem porque o sou. 14 Se Eu, pois, sendo vosso Senhor e Mestre, vos lavei os pés também vós deveis lavar os pés uns aos outros. 15 Dei-vos o exemplo para que, como Eu vos fiz, assim façais vós também.

Meditação:

Também a mim me lavas os pés, Senhor?
Sim, porque eu quero estar limpo como quando nasci.

Será possível?

Vejo neste Teu gesto amoroso que sim, que posso, também eu, não obstante a enorme sujidade que fui acumulando ao longo da vida, ficar limpo, imaculado porque, a Tua água lava, de facto, qualquer mancha.

Não tens feito outra coisa ao longo dos tempos senão lavar-me dos meus pecados e numerosas faltas.

Senhor, que eu não deixe de procurar, sempre, esse Teu gesto de supremo amor, com sinceridade e verdade absolutas, não deixando nada por mostrar, por Te mostrar.

Eu sei que, Tu, sabes tudo, mas nem por isso quero deixar de to dizer, contrito, pesaroso do mal feito, mas sinceramente convencido que, este Teu gesto, me limpa e purifica e torna digno de ser Teu filho.

(ama, meditação sobre Jo13, 1-15, 2009.04.01)

20/04/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos



Sim...é uma história muito bela!

Mas, nota, a sua beleza reside principalmente no facto de, nos últimos dois mil anos, muitos homens terem encontrado nela, a sua própria história.

Revendo-se no homem da parábola, caindo em si, resolvem – talvez como última hipótese – recomeçar a vida onde a deixaram, trocar a aventura que conduz à solidão, pela tranquilidade da casa paterna onde, o Pai, espera – sempre – de braços abertos.




ama, 2011.04.20

Semana Santa: dias para reflexão e não para o pecado

Duc in altum
O Arcebispo de Piura e Tumbes (no norte do Peru), Dom José Antonio Eguren, exortou os fiéis a:

"Viver intensamente a Semana Santa para assim entregar sua vida ao Senhor Jesus, morto e ressuscitado por nós, porque estas datas são para a reflexão e não "dias de férias para o descanso frívolo, a diversão ou pior ainda para o pecado.

Não permitamos que um clima secularizado que vai esfriando a nossa fé cristã se apodere de nós mas seja na verdade o fogo do mistério da Páscoa que dê luz e calor às nossas vidas. Que sejam dias para encontrar, conhecer e seguir a Cristo, Luz do mundo, Vida e nossa Ressurreição!"

ACI, 2011.04.20

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“Tu podes chamar-te filho de Deus”

Dá muitas graças a Jesus, porque por Ele, com Ele e n'Ele, tu podes chamar-te filho de Deus. (Forja, 265)

Se nos sentimos filhos predilectos do nosso Pai dos Céus – é o que somos! –, como é que não estamos sempre alegres? Pensa bem nisto.
(Forja, 266)

Que bonita é a nossa vocação de cristãos – de filhos de Deus! –, que nos dá na terra a alegria e a paz que o mundo não pode dar!
(Forja, 269)

Ut in gratiarum semper actione maneamus! Meu Deus, obrigado, obrigado por tudo: pelo que me contraria, pelo que não entendo, pelo que me faz sofrer.

Os golpes são necessários, para arrancar o que sobra do grande bloco de mármore. Assim esculpe Deus nas almas a imagem do Seu Filho. Agradece ao Senhor essas delicadezas!
(Via Sacra, Estação VI, n. 4)

Quando os cristãos passam maus bocados, é porque não dão a esta vida todo o seu sentido divino.

Onde a mão sente a picadela dos espinhos, os olhos descobrem um ramo de rosas esplêndidas, cheias de aroma. (
Via Sacra, Estação VI, n. 5)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Caiu sozinho (Afonso Cabral)

Navegando pela minha cidade
“Um dos grandes dramas da vida é não poder o Homem passar sem os outros e estar sempre só. “ Quem suportar a solidão é um deus ou uma besta”, diz Aristóteles. Precisemos: um santo ou um doente”.[1] Talvez esta verdade esteja na origem da imensa impressão que me faz ver uma casa arruinada, totalmente arruinada.

 Porque uma casa é (ou foi) o local onde durante anos viveram pessoas carregando as suas pequenas e grandes tragédias; pequenas e grandes alegrias; pequenos e grandes segredos; onde se chorou sem ninguém ver nem ouvir; onde se amou esperançadamente; onde se nasceu e onde se morreu.

 Porque uma casa de família acaba por ser como que a concha – ou o manto - que protege essa família: da indiscrição dos outros; da inveja; da má vontade e dos elementos da natureza. Como também pode ser a gruta onde se perpetram as maiores ignomínias e atentados à liberdade e dignidade humanas. Pode ser um refúgio, bem como um teatro de guerra onde a paz não dorme. Enfim, uma casa é sempre o reflexo da vida de pessoas sempre irrepetíveis e insubstituíveis.

Por isto, fiquei muito tempo parado a olhar para a ruína de um prédio na Rua Miguel Bombarda onde fui à procura de alguma criatividade. Porque é nesta rua e nas que a rodeiam que se pode ver alguma criatividade nesta cidade. O resto é mass art.

Todo o prédio tinha caído excepto uma pequena parte da parede que dava para as traseiras da casa. Nesta, destacava-se – inusitadamente - um autoclismo branco ainda agarrado à parede. Ao lado, como se fosse uma colcha pendurada numa janela, pendia uma velha alcatifa verde por o chão lhe ter fugido. A marca dos pequenos quartos via-se pelas diferentes cores rectangulares que ficaram na parede do prédio vizinho.

Mas o que mais me impressionou foi a frase que numa das paredes foi pintada em grandes letras por alguém possuído dessa criatividade de que eu tinha ido à procura: CAIU SOZINHO.

É assim mesmo: as casas como os homens morrem sozinhos. Sempre.

Numa parede de uma casa ao lado desta ruína outro street artist escreveu aquilo que me pareceu um autêntico epitáfio para o prédio: A CINZA TORNOU-SE A NORMA DO FOGO.

Por coincidência aquele dia era quarta-feira de cinzas. Este dia, que deve ser sempre o início de um recomeço e de uma renovação a par e passo com a primavera que se anuncia na curva alada e negra do voo da andorinha ou na brancura da amendoeira, contrastou singularmente com a ruína daquele prédio e fez-me lembrar um outro epitáfio que pode servir a qualquer homem: EU FUI O QUE TU ÉS, EU SOU O QUE TU SERÁS.

Afonso Cabral




[1] Jacques Leclercq  - DIÁLOGO DO HOMEM E DE DEUS – Colecção Éfeso – Editorial Aster – 1965 – pág.75

Confidências de alguém - 5


Nota de AMA: 
Estas “confidências” têm, obviamente, um autor, que não se revela; foram feitas em tempo indeterminado, por isso não se lhes atribui a data. O estilo discursivo revela, obviamente, que se tratam de meditações escritas ao correr da pena. A sua publicação deve-se a ter considerado que, nelas se encontram muitas situações e ocorrências que fazem parte do quotidiano que, qualquer um, pode viver.



Quarta Feira Santa

Simão de Cirene é compelido pelos soldados a levar o madeiro, a Cruz que Jesus não pode, manifestamente, carregar.

Uma noite sem dormir, tensa e estranha, semeada de contradições e sofrimentos indizíveis, de troças e insultos, de humilhações e desenganos, que terminara pelo abandono mais completo, total, dos Seus discípulos queridos. Jesus olha em volta e não vê nenhum rosto conhecido, nem o meu rosto Ele consegue ver, de tal forma estou escondido no meio da multidão.
Também eu O abandono, não sei quem é, não O conheço. Estive com Pedro, há poucas horas, chorando amargamente tê-lo negado, ter jurado que não O conhecia, que não sabia quem era. Depois de O Senhor ter deixado que o Seu olhar triste repousasse em mim por breves instantes, tudo dentro de mim se desmoronou e vi, sim….vi o pouco que sou, o fraco e incrívelmente pusilânime comportamento de que sou capaz. Esmagado ainda pela minha dor, pelo meu arrependimento, mantenho-me todavia à margem, vou vendo as coisas de longe, tenho pena de Jesus, sofro com os Seus sofrimentos, mas tenho ainda receio de me aproximar dele, de O ajudar, de aliviar um pouco que seja o Seu sofrimento.

Nem sequer faço um pequeno movimento de ajuda, quando compelem o Cireneu, não digo: Não… eu…. Eu é que levarei a Cruz de Cristo. 

E, mais uma vez, perdida uma oportunidade de mudar a minha vida, o meu comportamento, fico-me na inveja do lugar que é do Cireneu e poderia ter sido o meu.
Secretamente pergunto-me como é possível este meu comportamento, sim, eu que tantas vezes tenho dito ao Senhor: Amo-te! Que todos os dias O recebo na Hóstia puríssima, eu que me digo e me tenho entre os Seus amigos mais íntimos, não passo de um cobarde e um fraco.

Triste amigo tens, Senhor, que mal servido Te encontras. Se todos os Teus amigos fossem como eu não precisarias de inimigos, nem de Príncipes de Sacerdotes, nem de Fariseus, nem de ninguém mais, para cumprir a Tua sublime tarefa de Redenção do mundo: eu bastaria!

Leva-me Senhor, contigo, bem junto de Ti, até ao cimo desse Monte Calvário para onde caminhas. Arrasta-me juntamente sem me deixar um instante sequer – basta um pequeno instante para eu ser capaz das piores torpezas, como abandonar-te, por exemplo – leva-me como criança pequena que quero ser.

Senhor, eu nem sei o que quero verdadeiramente, tenho estes (…) anos de vida e sinto-me como uma criança que regressa a cada instante ao colo amigo e seguro do Seu Pai, do Seu irmão mais velho. Aqui me sinto bem, protegido de mim mesmo ao abrigo das minhas próprias loucuras, sem necessidade de tomar decisões, que são sempre as piores e mais inadequadas, as mais cobardes e manhosas, aqui me sinto tranquilo porque nada acontece que tenha de interferir directamente, limito-me a seguir-te, fielmente como o mais humilde cachorrinho, contente e feliz por me deixares ir contigo.
Nada sou, nada valho, nada sei. Senhor…. Senhor, deixa-me que desfrute destes momentos de indizível ternura que sinto invadir-me a alma e sentir o Teu abraço a moroso e amigo, confiante e terno; ouvir a Tua voz serena e amorosa:

Tu…. Vem comigo!


As contrariedades, os sofrimentos físicos e morais, as angústias, as incertezas no futuro, enfim, tudo nisto que sinto e me pesa na alma está agora a atapetar o duro caminho para o Gólgota, tornado mais fácil o Teu doloroso caminhar, suavizando um pouco a agressividade do caminho da salvação que queres, por mim, levar a cabo. Com as minhas lágrimas vou empapando os Teus vestidos, suavizando um pouco a dor e incómodo das feridas secas, mal cicatrizadas e “não suavizadas com azeite e vinho”. [1]

Chega de traições e troças, abandonos e falsas promessas, chega de ser mau filho. Faço o propósito firme de Te merecer, de tudo fazer para não me afastar um milímetro de Ti, de me manter agarrado à orla do Teu manto par assim não me desviar no caminho.
Não mais Senhor chamarás por mim sem que Te responda com prontidão, porque eu estarei ao Teu lado, disponível e solícito para o que de mim necessitares.


[1] S. josemaría, Via-sacra

Aborto - Contradição

Medicina e Apostolado

A  GRANDE  CONTRADIÇÃO

A ciência faz esforços para salvar o maior número de fetos com problemas e a lei do aborto elimina-os. Os médicos podem detectar e intervir sobre anomalias em gestações entre as 12 e as 20 semanas, mas a legislação deixa totalmente nas mãos da mulher a interrupção de uma vida humana às 14 semanas.
A ciência avança a passos largos e a tecnologia já permite, no campo da medicina fetal, reduzir nas gravidezes o número de amniocenteses em 5% e antecipar o diagnóstico de uma boa parte das alterações cromossómicas do futuro bebé.
Assim, desde que apareceram há cerca de 30 anos as novas técnicas de imagem, as grávidas contam com uma grande ajuda para detectar algumas  das doenças que o feto pode ter e, hoje em dia, em muitos casos, intervir para correcção desse defeito e salvar a sua vida.
Dado que o ser que começa a crescer no seio materno não pode manifestar o seu possível padecimento, é importante observá-lo mediante a ecografia para encontrar alguma possível anomalia fetal, o que acontece em 3% das gravidezes, ou alterações que possam terminar em anomalia (10%).
Todos os esforços da ciência, nesse aspecto, vão no sentido de salvar o máximo de vidas intra-uterinas, actuando o mais cedo possível, para evitar consequências na vida futura do bebé.
“ Há tanta resolução nos ecógrafos actuais que somos capazes de detectar pequenas subtilezas. Podemos observar num feto de 20 semanas se o cérebro, que teria de medir uns 2,5 cm, cresce a um ritmo normal”, afirma Eduard Gratacós, chefe de serviço de medicina materno-fetal do Hospital Clínico de Barcelona, numa informação publicada no diário A Vanguardia no passado dia 26 de Março.

TRÊS ECOGRAFIAS, TRÊS DIAGNÓSTICOS

Há três ecografias básicas que permitem trabalhar com esses objectivos: às 12 semanas, confirma-se a presença física do feto e classifica-se o risco. Podem detectar-se até 50% de malformações e observam-se marcadores para alterações cromossómicas nesse sentido que podem levar a detectar uma possível enfermidade, tais como o síndrome de Down ou atraso de crescimento.
Podem encontrar-se anomalias graves na formação do cérebro, com menos de 2 cm, ou detectar problemas do coração, que ronda nesse tempo os 5 cm.
Cerca das 20 semanas, a prova mais complicada de obstetrícia e ginecologia, podem-se detectar até 85% de malformações. Durante 25 ou 30 min, o especialista examina mais de 300 pontos de normalidade. O cérebro ronda então os 5 cm e o coração uns 2 cm.
Uma terceira ecografia às 32 semanas permitirá detectar problemas de crescimento em cerca de 5% das gestações e diagnosticar outros problemas, assim como obter dados sobre o risco de prematuridade.

O GRANDE PARADOXO

Perante esta realidade e a confirmação dos próprios especialistas de que se podem detectar anomalias e, em muitos casos, realizar tratamento fetal, a facilidade com a qual se pode abortar em Espanha demonstra um grande paradoxo e dá ocasião a perguntas.
Como se podem investir grandes verbas em investigação e avanços tecnológicos que procuram salvar o maior número possível de vidas humanas no estado fetal entre as 12 e as 20 semanas e, ao mesmo tempo, aprovar uma lei que permite abortar livremente até às 14 semanas? Um destes dois programas não consegue “encaixar”.
Convém recordar que a nova lei do aborto dá luz verde à opção de abortar nas primeiras 14 semanas. Ao mesmo tempo, facilita relativamente esse procedimento até às 22 semanas, quando exista um grave risco para a vida ou saúde das grávidas, ou risco de graves anomalias fetais. Inclusivamente, para além das 22 semanas, pode-se abortar quando se detectarem anomalias fetais incompatíveis com a vida ou quando se evidencie no feto “uma doença extremamente grave” e assim o “confirme um comité clínico”

FórumLibertas.com, trd als. 2011.04.20

Pensamentos inspirados

À procura de Deus



Quando procuramos Deus, o que os olhos do corpo não vêem, vêem os olhos do coração.


jma, 2011.04.20

Sobre a família 27

O direito dos pais à educação dos filhos (I)
continuação
Abre-se assim o caminho à amizade pessoal, e com ela a um apostolado que acaba beneficiando todas as pessoas do âmbito educativo em que os filhos se desenvolvem. É aqui plenamente aplicável o que São Josemaria deixou escrito em Caminho, sobre a fecundidade do apostolado pessoal: 


És, entre os teus -alma de apóstolo – a pedra caída no lago. – Produz, com o teu exemplo e a tua palavra um primeiro círculo...; e este, outro... e outro, e outro... Cada vez mais largo. Compreendes agora a grandeza da tua missão?[i].

J.A. Araña e C.J. Errázuriz
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet


[i] São Josemaria.  Caminho, n. 831.

Evangelho do dia e comentário

QUARTA FEIRA SANTA

Evangelho: Mt 26, 14-25

14 Então um dos doze, que se chamava Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes, 15 e disse-lhes: «Que me quereis dar e eu vo-l'O entregarei?». Eles prometeram-lhe trinta moedas de prata. 16 E desde então buscava oportunidade para O entregar. 17 No primeiro dia dos ázimos, aproximaram-se de Jesus os discípulos, dizendo: «Onde queres que Te preparemos o que é necessário para comer a Páscoa?». 18 Jesus disse-lhes: «Ide à cidade, a casa de um tal, e dizei-lhe: “O Mestre manda dizer: O Meu tempo está próximo, quero celebrar a Páscoa em tua casa com os Meus discípulos”». 19 Os discípulos fizeram como Jesus tinha ordenado e prepararam a Páscoa. 20 Ao entardecer, pôs-se Jesus à mesa com os doze. 21 Enquanto comiam, disse-lhes: «Em verdade vos digo que um de vós Me há-de 22 Eles, muito tristes, cada um começou a dizer: «Porventura sou eu, Senhor?» 23 Ele respondeu: «O que mete comigo a mão no prato, esse é que Me há-de trair. 24 O Filho do Homem vai certamente, como está escrito d'Ele, mas ai daquele homem por quem será entregue o Filho do Homem! Melhor fora a tal homem não ter nascido». 25 Judas, o traidor, tomou a palavra e disse: «Porventura, sou eu, Mestre?». Jesus respondeu-lhe: «Tu o disseste».

Comentário:

Espantamo-nos com o desfecho desta cena que São Mateus relata tão vivamente.

Como é possível, perguntamos nós, que depois de evidenciadas as suas verdadeiras intenções, Judas não reconvenha e “ceda” ao peso esmagador da traição?

Como pode o coração de um homem que conviveu com Jesus durante três anos permanecer impermeável às Sua palavras de vida eterna, insensível ao Seu exemplo, fincado no seu projecto torpe e infeliz? Sim…como é possível?

Talvez que, em lugar de julgar-mos Judas pensemos muito seriamente se, alguma vez na nossa vida, não nos comportamos como ele e não traímos liminarmente o Nosso Senhor Jesus.

(ama, comentário sobre Mt 26, 14-25, 2011.03.14)