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09/08/2011

ORAÇÃO E MÚSICA

The Southwest American Choral Director's Association Collegiate Choir performing Hallelujah by Beethoven at the Swacda convention March 10th, 2006 in St. Louis, Missouri. 




selecção als

13/05/2011

Suave adeus!

Observando
Boca traçada em milagrosas linhas,
A luz aumenta com o seu falar!
Um dia um bando de andorinhas
Ia-se embora, atravessava o mar...

Chegou-lhes às alturas, pela aragem,
Um suave adeus que Ela lhes dissera
E suspenderam todas a viagem
Julgando que voltara a Primavera...!"

Agrad als

21/04/2011

O melhor ginecologista...

Uma mulher chega apavorada no consultório de seu ginecologista e diz:

- Doutor, o senhor terá de ajudar-me num problema muito sério.
 Este meu bebé ainda não completou um ano e já estou grávida novamente.
Não quero filhos em tão curto espaço de tempo. Quero mais espaço  entre um e outro...

O médico perguntou:

- Muito bem. O que a senhora quer que eu faça?

A mulher respondeu:

- Desejo interromper esta gravidez e conto com a sua ajuda.

O médico então pensou um pouco e depois de algum tempo em silêncio disse para a mulher:

- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema.
E é menos perigoso para a senhora.

A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido.
Ele então completou:

- Veja bem minha senhora, para não ter que ficar com dois bebés de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está nos seus braços.
Assim, a senhora poderá descansar para ter o outro, terá um período de descanso até o outro nascer. Se vamos matar, não há diferença entre um e outro.
Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco...

A mulher apavorada disse:

- Não doutor! Que horror! Matar uma criança é um crime.

- Também acho minha senhora, mas me pareceu tão convencida disso, que por um momento pensei em ajudá-la.

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito.
Convenceu a mãe que não há a menor diferença entre matar a criança que nasceu e matar uma ainda por nascer, mas já viva no seio materno.

agradec. als

20/04/2011

Aborto - Contradição

Medicina e Apostolado

A  GRANDE  CONTRADIÇÃO

A ciência faz esforços para salvar o maior número de fetos com problemas e a lei do aborto elimina-os. Os médicos podem detectar e intervir sobre anomalias em gestações entre as 12 e as 20 semanas, mas a legislação deixa totalmente nas mãos da mulher a interrupção de uma vida humana às 14 semanas.
A ciência avança a passos largos e a tecnologia já permite, no campo da medicina fetal, reduzir nas gravidezes o número de amniocenteses em 5% e antecipar o diagnóstico de uma boa parte das alterações cromossómicas do futuro bebé.
Assim, desde que apareceram há cerca de 30 anos as novas técnicas de imagem, as grávidas contam com uma grande ajuda para detectar algumas  das doenças que o feto pode ter e, hoje em dia, em muitos casos, intervir para correcção desse defeito e salvar a sua vida.
Dado que o ser que começa a crescer no seio materno não pode manifestar o seu possível padecimento, é importante observá-lo mediante a ecografia para encontrar alguma possível anomalia fetal, o que acontece em 3% das gravidezes, ou alterações que possam terminar em anomalia (10%).
Todos os esforços da ciência, nesse aspecto, vão no sentido de salvar o máximo de vidas intra-uterinas, actuando o mais cedo possível, para evitar consequências na vida futura do bebé.
“ Há tanta resolução nos ecógrafos actuais que somos capazes de detectar pequenas subtilezas. Podemos observar num feto de 20 semanas se o cérebro, que teria de medir uns 2,5 cm, cresce a um ritmo normal”, afirma Eduard Gratacós, chefe de serviço de medicina materno-fetal do Hospital Clínico de Barcelona, numa informação publicada no diário A Vanguardia no passado dia 26 de Março.

TRÊS ECOGRAFIAS, TRÊS DIAGNÓSTICOS

Há três ecografias básicas que permitem trabalhar com esses objectivos: às 12 semanas, confirma-se a presença física do feto e classifica-se o risco. Podem detectar-se até 50% de malformações e observam-se marcadores para alterações cromossómicas nesse sentido que podem levar a detectar uma possível enfermidade, tais como o síndrome de Down ou atraso de crescimento.
Podem encontrar-se anomalias graves na formação do cérebro, com menos de 2 cm, ou detectar problemas do coração, que ronda nesse tempo os 5 cm.
Cerca das 20 semanas, a prova mais complicada de obstetrícia e ginecologia, podem-se detectar até 85% de malformações. Durante 25 ou 30 min, o especialista examina mais de 300 pontos de normalidade. O cérebro ronda então os 5 cm e o coração uns 2 cm.
Uma terceira ecografia às 32 semanas permitirá detectar problemas de crescimento em cerca de 5% das gestações e diagnosticar outros problemas, assim como obter dados sobre o risco de prematuridade.

O GRANDE PARADOXO

Perante esta realidade e a confirmação dos próprios especialistas de que se podem detectar anomalias e, em muitos casos, realizar tratamento fetal, a facilidade com a qual se pode abortar em Espanha demonstra um grande paradoxo e dá ocasião a perguntas.
Como se podem investir grandes verbas em investigação e avanços tecnológicos que procuram salvar o maior número possível de vidas humanas no estado fetal entre as 12 e as 20 semanas e, ao mesmo tempo, aprovar uma lei que permite abortar livremente até às 14 semanas? Um destes dois programas não consegue “encaixar”.
Convém recordar que a nova lei do aborto dá luz verde à opção de abortar nas primeiras 14 semanas. Ao mesmo tempo, facilita relativamente esse procedimento até às 22 semanas, quando exista um grave risco para a vida ou saúde das grávidas, ou risco de graves anomalias fetais. Inclusivamente, para além das 22 semanas, pode-se abortar quando se detectarem anomalias fetais incompatíveis com a vida ou quando se evidencie no feto “uma doença extremamente grave” e assim o “confirme um comité clínico”

FórumLibertas.com, trd als. 2011.04.20

12/04/2011

Dignidade da Mulher - A Mulher e a Igreja

Duc in altum
A mulher foi a primeira a ver o sepulcro vazio, a primeira a escutar dos anjos a notícia da Ressurreição, a primeira que divulgou a notícia do triunfo de Cristo. Jesus escolheu-a, preferindo-a aos homens, até aos próprios Apóstolos.
  
A importância que Jesus deu à mulher, em aspectos importantes da sua vida, foi imensa e, a sua Missão salvadora, uma vez que a constitui como discípula, como a samaritana, pecadora, que se converte em pregadora de Cristo : “este é um acontecimento insólito se tivermos em conta o modo usual como aqueles que ensinavam  em Israel tratavam as mulheres “ explica João Paulo II. Conhecer Jesus, admirar os seus prodígios, receber as suas confidências, desejar o seu triunfo nas pessoas, defender os interesses divinos, propagar a bondade de Jesus que anseia salvar a todos : são etapas da actuação da discípula de Jesus que pode ser a mais humilde e desprezada mulher.

NA IGREJA

João Paulo II destaca algumas funções  da mulher

1.    serem esposas fiéis e ardentes para o Divino Esposo Jesus;
2.    serem profetas que anunciem, nos seus ambientes, a Palavra;
3.    serem edificantes, construtoras da comunidade eclesial mediante os próprios carismas e com o seu serviço multiforme;
4.    serem transmissoras da fé aos seus filhos e netos, no sagrado templo do lar;
5.    serem santificadoras da Igreja e da sociedade, com a sua conduta exemplar e a sua ajuda aos apóstolos;
6.    serem modelos por serem encarnação do ideal feminino, exemplares para todos os cristãos,  um exemplo de como a Esposa há-de responder com amor ao amor do Esposo;
7.    serem fieis a Jesus suportando a cruz e na via dolorosa;
8.    serem testemunhas virgens numa sociedade corrompida pelo abuso da sensualidade;
9.    serem assíduas na oração, que é o alimento fundamental da Igreja e da santidade dos seus membros;
10.  serem repartidoras de si mesmas, já que a mulher não pode encontrar-se a si mesma se não dando amor aos demais.
São muitos os ministérios, imensas as possibilidades de uma acção persistente e eficiente da mulher no seio da Igreja.
É difícil conceber algum aspecto substancial de igreja no qual a mulher não encontre um posto eminente em que possa exercer a sua influência, ao estilo de Maria que não foi sacerdote mas que, mesmo assim, foi a pessoa que mais influxo positivo exerceu, a partir da sua casinha de Nazaré, na Encarnação, na evangelização, na Ressurreição e no definitivo triunfo de Jesus.

Somente uma mulher que, sem ser chamada a uma dignidade particular como o sacerdócio, se considere defraudada, fracassa na vocação plurivalente e determinante à qual Deus a chamou.
  
CONFIA-LHE O HOMEM
  
O homem nasce dependente da mulher.  Talvez chegue a ser, rapidamente, uma figura destacada na história da sociedade, mas durante algum tempo dependeu substancialmente da mulher; primeiro, enquanto permanecia no seio materno, e depois, na sua delicada infância, todos os homens dependeram plenamente do amor, da solicitude e das delicadezas de uma mulher.

“ A força moral da mulher, a sua força espiritual, une-se à consciência de que Deus lhe confia, de um modo especial, o homem, isto é, o ser humano. Naturalmente, cada homem é confiado por Deus a todos e a cada um de nós. No entanto, esta entrega refere-se especialmente à mulher – sobretudo em razão da sua feminilidade – e isso decide principalmente a sua vocação “

É preciso que nós, os católicos, aprendamos toda a ciência que a Igreja realça no valor da dignidade feminina. Nela há algo de invisível, mas cujos frutos externos são excelentes. Temos de confiar mais na mulher e nas suas possibilidades, tanto na direcção das actividades da Igreja quanto na participação na evangelização;
Fora do sacerdócio, há pouca actividade e dignidade pastoral que ela não possa ou não deva exercer.

Porque, por sua natureza, a mulher não amordaçada pelo egoísmo, é magnânima com os seus tesouros. “A mulher forte pela consciência desta entrega é forte pelo facto de que Deus lhe confia o homem sempre e em qualquer caso, inclusivamente nas condições de discriminação social em que possa encontrar-se. Esta consciência e esta vocação fundamental falam à mulher da dignidade que recebe da parte do próprio Deus, e tudo isso a faz forte e a reafirma na sua vocação. Deste modo, a mulher perfeita converte-se num apoio insubstituível e numa fonte de força espiritual para os demais, que recebem a grande energia do seu espírito. A estas “mulheres perfeitas” devem muito as suas famílias e, também as Nações“

O refrão universal afirma que junto a todos os grandes homens, há sempre uma mulher, talvez nos bastidores, mas que dirige o homem, anima-o, consola-o, leva-o até ao cume. Também dentro da Igreja.

Nada se pode acrescentar, de maior grandeza para a mulher, àquilo que foi confessado por João Paulo II na sua Mulieris dignitatem (15-8-1988). Tinha razão a Macchiocchi, no seu livro As mulheres de Wojtyla para esclarecer que nenhum Papa jamais falou tão alto a favor da mulher; acrescentamos que talvez tampouco nenhuma autoridade civil nem nenhum filósofo.

germán mazuelo-leyton,  Dignidad de la mujer VI.- La mujer en la Iglesia, trad als, 2011.04.11