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07/07/2023

Publicações em Julho 07

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XXXVII…)

 

 

Uma vez mais considero o papel relevante da mulher na história da Salvação humana.

 

Movidas pelo amor entranhado que sentem por Jesus, depois do fragor da Paixão, mal o dia desponta, acorrem ao Sepulcro para completar a sepultura de Jesus que, na tarde anterior tinha decorrido a toda a pressa.

 

Precisam ver com os seus olhos se tudo está em ordem, se o Corpo do Senhor Se encontra dignamente disposto, se falta algum pormenor.

 

Não sabem se os guardas as deixarão fazer o que se propõem e, muito menos, como hão-de remover a pesada pedra que tapa a entrada mas, essas dificuldades não as detém nem fazem desistir do seu intento.

 

O verdadeiro amor é assim: determinado, consistente, corajoso, não olha a meios para conseguir o que pretende.

 

O meu amor tem de ser assim!

 

Reflexão

Esta "pressão" que sinto: tenho de escrever qualquer coisa... o que for, é isso mesmo: "uma pressão".

É, presumo, parte integrante da minha idiossincrasia, daí que, penso, tenho duas hipóteses:

- Primeira

Deixo-me ir e escrevo.

- Segunda

Resisto e tento "construir" a escrita na minha cabeça.

Acho que, talvez possa utilizar as duas, se uma for o fruto de uma inspiração genuína, pode ser que valha a pena; se a outra for apenas uma "ideia" a necessitar de elaboração... também pode ser que valha a pena... daí que, talvez o melhor seja... escrever e prontos!

Seja qual for a decisão que bem ou mal irreversíveis virão ao mundo? Tombar-se-á? Alteram-se as órbitas celestes?

"Senhor, diz-me o que hei-de dizer, o que hei-de escrever, para Tua Glória, Bem das almas, da minha Salvação Eterna".

Isto escrevia São Tomás de Aquino...

 

Hoje, dia 7 de Julho de 2022, ás 15H15 verifico algo que se repete quase todos os dias: e... agora?

Já almocei demorando o mais possível a refeição,  contrariando a falta de apetite, de facto... almoçar é a maior parte das vezes uma autêntica mortificação, e, por isso mesmo procuro cumprir.

Fiz quanto consta no meu "Plano de Vida", estou "livre", disponível para o "resto" do dia.

São muitas horas pela frente!

São, talvez, as horas mais difíceis de suportar porque não tenho "programa" para elas.

Tenho, concluo, de sujeitar-me a esta realidade ou, pedir ao Senhor:

- Senhor... ajuda-me a fazer o que queres que faça!

 

07.07.2022

 

Links sugeridos:

 

Opus Dei

Evangelho/Biblia

Santa Sé

Religión en Libertad

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

07/07/2022

Publicações em Julho 07

  


Dentro do Evangelho –  (cfr: São Josemaria, Sulco 253)

 

(Re Mt XXXVII…)

 

 

Uma vez mais considero o papel relevante da mulher na história da Salvação humana.

 

Movidas pelo amor entranhado que sentem por Jesus, depois do fragor da Paixão, mal o dia desponta, acorrem ao Sepulcro para completar a sepultura de Jesus que, na tarde anterior tinha decorrido a toda a pressa.

 

Precisam ver com os seus olhos se tudo está em ordem, se o Corpo do Senhor se encontra dignamente disposto, se falta algum pormenor.

 

Não sabem se os guardas as deixarão fazer o que se propõem e, muito menos, como hão-de remover a pesada pedra que tapa a entrada mas, essas dificuldades não as detém fazem desistir do seu intento.

 

O verdadeiro amor é assim: determinado, consistente, corajoso, não olha a meios para conseguir o que pretende.

 

O meu amor tem de ser assim!

 

Reflexão

Esta "pressão" que sinto: tenho de escrever qualquer coisa... o que for, é isso mesmo: "uma pressão".

É, presumo, parte integrante da minha idiossincrasia, daí que, penso, tenho duas hipóteses:

- Primeira

Deixo-me ir e escrevo.

- Segunda

Resisto e tento "construir" a escrita na minha cabeça.

Acho que, talvez possa utilizar as duas, se uma for o fruto de uma inspiração genuína, pode ser que valha a pena; se a outra for apenas uma "ideia" a necessitar de elaboração... também pode ser que valha a pena... daí que, talvez o melhor seja... escrever e prontos!

Seja qual for a decisão que bem ou mal irreversíveis virão ao mundo? Tombar-se-á? Alteram-se as órbitas celestes?

"Senhor, diz-me o que hei-de dizer, o que hei-de escrever, para Tua Glória, Bem das almas, da minha Salvação Eterna".

Isto escrevia São Tomé de Aquino...

 

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29/03/2012

Minha filha, o Senhor conta com a tua ajuda

Textos de São Josemaria Escrivá

– Minha filha, que formaste um lar, agrada-me recordar-te que vós, as mulheres, – bem o sabes! – tendes muita fortaleza, que sabeis envolver numa doçura especial, para que não se note. E, com essa fortaleza, podeis fazer do marido e dos filhos instrumentos de Deus ou diabos. Tu fá-los-ás sempre instrumentos de Deus: Nosso Senhor conta com a tua ajuda. (Forja, 690)

A mulher é chamada a levar à família, à sociedade civil, à Igreja, alguma coisa de característico, que lhe é próprio e que só ela pode dar: a sua delicada ternura, a sua generosidade incansável, o seu amor ao concreto, a sua agudeza de engenho, a sua capacidade de intuição, a sua piedade profunda e simples, a sua tenacidade... A feminilidade não é autêntica se não reconhece a formosura dessa contribuição insubstituível e não a incorpora na própria vida.
Para cumprir essa missão, a mulher tem de desenvolver a sua própria personalidade, sem se deixar levar por um ingénuo espírito de imitação, que – em geral – a colocaria facilmente num plano de inferioridade e deixaria irrealizadas as suas possibilidades mais originais. Se se formar bem, com autonomia pessoal, com autenticidade, realizará eficazmente o seu trabalho, a missão para que se sente chamada, seja ela qual for. A sua vida e o seu trabalho serão realmente construtivos e fecundos, cheios de sentido, tanto se passa o dia dedicada ao marido e aos filhos, como se, tendo renunciado ao matrimónio por alguma razão nobre, se entregou plenamente a outras tarefas. Cada uma no seu próprio caminho, sendo fiel à sua vocação humana e divina, pode realizar e realiza de facto a plenitude da personalidade feminina. Não esqueçamos que Santa Maria, Mãe de Deus e Mãe dos homens, é não só modelo, mas também prova do valor transcendente que pode alcançar uma vida aparentemente sem relevo. (Temas Actuais do Cristianismo, 87)

Uma mulher com preparação adequada deve ter a possibilidade de encontrar aberto o caminho da vida pública, em todos os níveis. Neste sentido, não se podem apontar tarefas específicas da mulher. Como disse antes, o específico neste terreno não é dado tanto pela tarefa ou pelo posto, como pelo modo de realizar esta função, pelos matizes que a sua condição de mulher encontrará para a solução dos problemas com que se enfrente, e inclusivamente pela descoberta e pela formulação destes problemas. (Temas Actuais do Cristianismo, 90)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

12/04/2011

Dignidade da Mulher - A Mulher e a Igreja

Duc in altum
A mulher foi a primeira a ver o sepulcro vazio, a primeira a escutar dos anjos a notícia da Ressurreição, a primeira que divulgou a notícia do triunfo de Cristo. Jesus escolheu-a, preferindo-a aos homens, até aos próprios Apóstolos.
  
A importância que Jesus deu à mulher, em aspectos importantes da sua vida, foi imensa e, a sua Missão salvadora, uma vez que a constitui como discípula, como a samaritana, pecadora, que se converte em pregadora de Cristo : “este é um acontecimento insólito se tivermos em conta o modo usual como aqueles que ensinavam  em Israel tratavam as mulheres “ explica João Paulo II. Conhecer Jesus, admirar os seus prodígios, receber as suas confidências, desejar o seu triunfo nas pessoas, defender os interesses divinos, propagar a bondade de Jesus que anseia salvar a todos : são etapas da actuação da discípula de Jesus que pode ser a mais humilde e desprezada mulher.

NA IGREJA

João Paulo II destaca algumas funções  da mulher

1.    serem esposas fiéis e ardentes para o Divino Esposo Jesus;
2.    serem profetas que anunciem, nos seus ambientes, a Palavra;
3.    serem edificantes, construtoras da comunidade eclesial mediante os próprios carismas e com o seu serviço multiforme;
4.    serem transmissoras da fé aos seus filhos e netos, no sagrado templo do lar;
5.    serem santificadoras da Igreja e da sociedade, com a sua conduta exemplar e a sua ajuda aos apóstolos;
6.    serem modelos por serem encarnação do ideal feminino, exemplares para todos os cristãos,  um exemplo de como a Esposa há-de responder com amor ao amor do Esposo;
7.    serem fieis a Jesus suportando a cruz e na via dolorosa;
8.    serem testemunhas virgens numa sociedade corrompida pelo abuso da sensualidade;
9.    serem assíduas na oração, que é o alimento fundamental da Igreja e da santidade dos seus membros;
10.  serem repartidoras de si mesmas, já que a mulher não pode encontrar-se a si mesma se não dando amor aos demais.
São muitos os ministérios, imensas as possibilidades de uma acção persistente e eficiente da mulher no seio da Igreja.
É difícil conceber algum aspecto substancial de igreja no qual a mulher não encontre um posto eminente em que possa exercer a sua influência, ao estilo de Maria que não foi sacerdote mas que, mesmo assim, foi a pessoa que mais influxo positivo exerceu, a partir da sua casinha de Nazaré, na Encarnação, na evangelização, na Ressurreição e no definitivo triunfo de Jesus.

Somente uma mulher que, sem ser chamada a uma dignidade particular como o sacerdócio, se considere defraudada, fracassa na vocação plurivalente e determinante à qual Deus a chamou.
  
CONFIA-LHE O HOMEM
  
O homem nasce dependente da mulher.  Talvez chegue a ser, rapidamente, uma figura destacada na história da sociedade, mas durante algum tempo dependeu substancialmente da mulher; primeiro, enquanto permanecia no seio materno, e depois, na sua delicada infância, todos os homens dependeram plenamente do amor, da solicitude e das delicadezas de uma mulher.

“ A força moral da mulher, a sua força espiritual, une-se à consciência de que Deus lhe confia, de um modo especial, o homem, isto é, o ser humano. Naturalmente, cada homem é confiado por Deus a todos e a cada um de nós. No entanto, esta entrega refere-se especialmente à mulher – sobretudo em razão da sua feminilidade – e isso decide principalmente a sua vocação “

É preciso que nós, os católicos, aprendamos toda a ciência que a Igreja realça no valor da dignidade feminina. Nela há algo de invisível, mas cujos frutos externos são excelentes. Temos de confiar mais na mulher e nas suas possibilidades, tanto na direcção das actividades da Igreja quanto na participação na evangelização;
Fora do sacerdócio, há pouca actividade e dignidade pastoral que ela não possa ou não deva exercer.

Porque, por sua natureza, a mulher não amordaçada pelo egoísmo, é magnânima com os seus tesouros. “A mulher forte pela consciência desta entrega é forte pelo facto de que Deus lhe confia o homem sempre e em qualquer caso, inclusivamente nas condições de discriminação social em que possa encontrar-se. Esta consciência e esta vocação fundamental falam à mulher da dignidade que recebe da parte do próprio Deus, e tudo isso a faz forte e a reafirma na sua vocação. Deste modo, a mulher perfeita converte-se num apoio insubstituível e numa fonte de força espiritual para os demais, que recebem a grande energia do seu espírito. A estas “mulheres perfeitas” devem muito as suas famílias e, também as Nações“

O refrão universal afirma que junto a todos os grandes homens, há sempre uma mulher, talvez nos bastidores, mas que dirige o homem, anima-o, consola-o, leva-o até ao cume. Também dentro da Igreja.

Nada se pode acrescentar, de maior grandeza para a mulher, àquilo que foi confessado por João Paulo II na sua Mulieris dignitatem (15-8-1988). Tinha razão a Macchiocchi, no seu livro As mulheres de Wojtyla para esclarecer que nenhum Papa jamais falou tão alto a favor da mulher; acrescentamos que talvez tampouco nenhuma autoridade civil nem nenhum filósofo.

germán mazuelo-leyton,  Dignidad de la mujer VI.- La mujer en la Iglesia, trad als, 2011.04.11