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15/09/2013
14/09/2013
13/09/2013
12/09/2013
11/09/2013
31/08/2013
Cultivar a Fé 14
Uma
parte não pequena de uma vida com êxito consiste precisamente nisso, em
desenvolver as capacidades recebidas.
Não
foi por serdes mais numerosos que outros povos que o SENHOR se agradou de vós e
vos escolheu; vós até éreis o mais pequeno de todos os povos. Porque o Senhor
vos ama e é fiel ao juramento que fez a vossos pais 1. Cada homem
foi fruto de um amor de predilecção; ao dar a vida às criaturas humanas, Deus
quer que todas participem da Sua bondade e felicidade, quer ser amado
livremente por elas.
Apesar
dos homens o esquecerem ou desprezarem, Ele não cessa de os procurar, de andar
à sua volta, de pedir a sua correspondência; o Seu desígnio não se altera, o
Seu amor nunca acaba. Ele é o Deus fiel; pelo Seu amor infinito, não se
arrepende dos Seus dons.
m. díez, j. morales, j. verdiá - 2012/02/27
(Cultivar
a Fé © 2013, Gabinete de Informação do Opus
Dei na Internet)
____________________
Notas:
1
Dt 7, 7-8
Labels:
Ano da Fé,
J. Morales,
J. Verdiá,
M. Díez
24/11/2012
CULTIVAR A FÉ 4
O servo mau e preguiçoso [i] desdenhou da predilecção de que tinha sido objecto ao enterrar o talento; deixou passar o tempo sem descobrir as possibilidades que encerrava aquela fortuna. Não quis complicar a vida e, deste modo, nunca chegou a saber o que poderia ter feito, nem descobrir o motivo pelo qual o Senhor tinha tido tanta confiança nele.
É um perigo sempre presente,
porque no caminho da chamada «é fácil um primeiro entusiasmo, mas depois vem a
constância também nos caminhos monótonos do deserto que se hão-de atravessar ao
longo da vida, a paciência de prosseguir sempre igual, mesmo quando diminui o
romantismo da primeira hora e só fica o “sim” profundo e puro da fé» [ii].
Certamente, que se poderia
enterrar o talento uma vez que se começou a negociar com ele. Mas o Senhor
indica-nos qual é o meio para que isso não aconteça: se guardais os Meus mandamentos,
permanecereis no Meu amor [iii]. «Se o fruto que devemos produzir
é amor, uma condição prévia é precisamente este “permanecer”, que tem que ver
profundamente com a fé que não se afasta do Senhor» [iv].
Manter-se no caminho que
Deus mostrou implica, em si mesmo, uma demonstração de amor e de fé. E o
segredo da fidelidade radica precisamente no amor: Qual é o segredo da
perseverança? O Amor. – Enamora-te, e não “O” deixarás [v].
D. Álvaro, sucessor de São
Josemaria, comentando este ponto de Caminho, dizia que também se podia afirmar:
não “O” deixes, e enamorar-te-ás; sê leal e acabarás louco de amor a Deus [vi]. O Senhor recompensa a fé
perseverante, levando a bom termo a Sua obra e atraindo cada um à Sua Pessoa [vii]. Assim, a lealdade é uma
fonte de equilíbrio pessoal, pois quem é leal consolida um clima de paz à sua
volta; comunica segurança e confiança, afasta o medo e as incertezas.
A parábola dos talentos
mostra esta primazia do amor: o amo recompensa os servos fazendo-os
participantes da sua alegria, da sua própria pessoa; não dá simplesmente algo
que lhe pertence, mas dá-se a ele mesmo. A diligência que mostraram os servos
fiéis é também sinal da proximidade que tinham com Ele; e é que a fidelidade
cristã não é só a lealdade a uma doutrina, ou a um dogma: o cristão é fiel à
pessoa viva de Cristo, com quem tem uma relação de amizade.
Por isso, a perseverança não
pode entender-se como algo rígido, frio ou calculado; não produz uma vontade
inamovível nem insensível às alterações de ânimo ou de circunstâncias; é,
antes, o seu contrário: a fidelidade torna o homem flexível, para enfrentar o
sopro de qualquer vento, pois nasce do amor e o amor é inventivo, como o é o
Espírito.
Se permanecer fiel ao meu
Deus, o Amor vivificar-me-á continuamente. A minha juventude renovar-se-á como
a da águia [viii]. A santidade é a vida a que
estamos chamados. O caminho é claro e está traçado, esculpido, com traços
precisos. É este o caminho em que entrámos por mediação de Maria e que seguimos
com a sua protecção ser Obra de Deus, esforçar-nos por responder fielmente –
com o coração! – às moções do Espírito Santo.
m.
díez, j. morales, j. verdiá, 2012.02.27
Nota: Revisão gráfica por ama.
23/11/2012
CULTIVAR A FÉ 3
Desenvolver os talentos implica iniciativa. O Senhor não disse aos servos em que deviam investir; cada um tinha os meios para saber que negócios podia enfrentar e a segurança de que o dinheiro que se lhe tinha confiado era o necessário para os levar a cabo.
Por isso, responder à
própria vocação requer descobrir as qualidades que cada um recebeu e pô-las em
jogo, dando-lhes saída em múltiplas iniciativas. O essencial é procurar que o
talento renda e nos empenhemos continuamente em produzir bom fruto [i], procurando ir ampliando,
pouco a pouco, o impacto social, cultural ou político das nossas actividades,
confiados na palavra do Senhor: ao que tem será dado e terá em abundância; mas,
ao que não tem, até o que tem lhe será tirado [ii]. Frase que, na sua aparente
dureza, nos faz recordar que é Deus que dá o incremento [iii].
Assim, os nossos talentos
darão frutos, não tanto ou não só pelo esforço posto, mas pela benevolência de
Deus, que olha com olhos de bondade as oferendas que lhe apresentamos [iv]. Quando se dedica tempo aos
amigos, aos vizinhos, aos que trabalham connosco, aos condiscípulos da escola
ou da universidade, quando se fomentam os interesses – culturais ou desportivos
– dos filhos, o fruto apostólico chega; e além disso, abundará, sobretudo na
própria alma; porque a primeira consequência será a alegria de ter servido, de
ter ajudado os outros a crescer.
Algo parecido acontece com
os instrumentos apostólicos que promovem os fiéis do Opus Dei em todo o mundo,
com tantas pessoas que são ou não cristãs. Sem perder a sua própria natureza,
são fermento que fecunda a sociedade a partir do seu interior, colaborando com
outras instituições semelhantes na promoção humana, dando a conhecer nos meios
de comunicação os seus projetos, etc. E pondo sempre em tudo o sinal mais.
A parábola continua. O
Senhor regressa e pede contas e os que fizeram frutificar os talentos escutam o
elogio da sua fidelidade: muito bem, servo bom e fiel, foste fiel em coisas de
pouca monta, muito te confiarei. Entra no gozo do teu Senhor [v]. Chama a atenção que o amo
considere pouco as imensas fortunas que tinha doado e que os seus servos
multiplicaram; são nada e menos que nada, comparadas com o muito que Ele tinha
previsto dar-lhes: participar da sua própria alegria.
Na passagem paralela do
Evangelho segundo São Lucas [vi], o prémio consiste em dar aos
servos o governo de cidades. Esta variante ajuda-nos a considerar que os
servidores participam da potestade do seu Senhor, que corresponder aos dons
implica participar no cuidado que o Rei tem para todos os homens.
Os talentos dos servos
hão-de ser administrados para os outros: desenvolvem-se na sociedade e para a
melhorar. Os servos que aproveitaram os seus dons, com a graça de Deus, estão
em melhores condições para se interessarem pelo bem-estar dos seus concidadãos.
Preocupam-se com a sua saúde física e moral; promovem propostas que envolvam
muitas outras pessoas na evangelização da sociedade, começando pelo âmbito,
talvez limitado ou um pouco restrito ao início, em que se desenvolvem.
O importante é mover-se e
pôr o nosso ambiente cristã, alegre, primeiro aí onde estamos: se não o fazemos
nós, quem o fará? O fundador do Opus Dei resumia tudo isto dizendo que nós, os
cristãos, somos para o mundo. Quando servimos, a chamada de Deus atinge toda a
sua pujança.
m.
díez, j. morales, j. verdiá, 2012.02.27
Nota: Revisão gráfica por ama.
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Ano da Fé,
J. Morales,
J. Verdiá,
M. Díez,
Talentos
25/05/2011
Sobre a família 62
O "NEGÓCIO MAIS IMPORTANTE"
A missão educativa dos pais é uma tarefa apaixonante e uma grande responsabilidade. Os pais devem compreender a obra sobrenatural que implica a fundação de uma família, a educação dos filhos, a irradiação cristã na sociedade. Desta consciência da própria missão dependem, em grande parte, a eficácia e o êxito da sua vida, a sua felicidade [i].
Ser pais é a primeira ocupação. São Josemaria costumava dizer que os filhos são o melhor e o mais importante “negócio” dos pais: o negócio da sua felicidade, de que tanto espera a Igreja e a sociedade. E, da mesma forma que um bom profissional mantém sempre um afã nobre de aprender e de melhorar no seu trabalho, deve-se cultivar o desejo de aprender a ser melhores esposos, melhores pais.
Para fomentar este desejo, São Josemaria impulsionou muitas iniciativas práticas que continuam a ajudar milhares de casais na sua tarefa: cursos de orientação familiar, clubes juvenis, colégios em que os pais são os primeiros protagonistas, etc.
Ser bons pais é todo um desafio. Não se deve esconder o esforço que implica mas, com a graça de Deus própria do sacramento do matrimónio e a entrega alegre e enamorada dos esposos, todos os sacrifícios se realizam com gosto. A educação dos filhos não é um ofício determinado pela sorte ou pelo ambiente, mas pelo amor. Com este amor, os pais podem dirigir-se com toda a confiança a Deus, do Qual toma o nome toda a paternidade nos céus e na terra [ii], para que proteja o lar e cubra os filhos com as Suas bênçãos.
m. díez
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
24/05/2011
Sobre a família 61
Reflectir com os filhos será sempre necessário. S. Josemaria concretizava-o dizendo que há que chegar a ser amigos dos filhos; amigos a quem se confiam as inquietações, a quem se consulta sobre os problemas, de quem se espera uma ajuda eficaz e amável. [i] Para o conseguir, é preciso passar tempo juntos, ouvi-los cada um a sós, adiantar-se para falar serenamente dos temas centrais das diferentes etapas da existência: a origem da vida, as crises da adolescência, o namoro e, sem dúvida alguma – porque é o mais importante – a vocação que Deus tem prevista para cada pessoa.
Como assinala Bento XVI, «seria muito pobre uma educação que se limitasse a dar noções e informações, deixando de lado a grande pergunta acerca da verdade, sobretudo acerca da verdade que pode guiar a vida». [ii] Os pais não devem ter medo de falar de tudo com os seus filhos, nem de reconhecer que também se enganam, que têm erros e que foram jovens: longe de lhes retirar autoridade, esta confiança torna-os mais aptos para a sua missão educativa.
m. díez
© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet
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