12/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Jo 3, 22-30

22 Depois disto, foi Jesus com os Seus discípulos para a terra da Judeia. Convivia com eles e baptizava. 23 João estava também a baptizar em Enon, junto a Salim, porque havia ali muita água e o povo concorria para ser baptizado. 24 João ainda não tinha sido metido na prisão. 25 Levantou-se uma questão entre os discípulos de João e um judeu acerca da purificação. 26 Foram ter com João e disseram-lhe: «Mestre, O que estava contigo além Jordão, de Quem tu deste testemunho, ei-l'O que está a baptizar e todos vão a Ele». 27 João respondeu: «O homem não pode receber coisa alguma se lhe não for dada do céu. 28 Vós próprios sois testemunhas de que vos disse: Eu não sou o Cristo, mas fui enviado diante d'Ele. 29 O que tem a esposa é o esposo, mas o amigo do esposo, que está ao lado e o ouve, enche-se de gozo com a voz do esposo. Esta é a minha alegria e ela é perfeita. 30 Convém que Ele cresça e eu diminua.
Comentário:

Nós, por nós mesmos, não somos nada, não podemos nada. Tudo quanto fazemos de bom é feito pelo Senhor que se serve de nós como meros instrumentos da Sua vontade.
Atenção, pois, ser instrumento é tarefa grande, extraordinária desde que, com a humildade necessária, procuremos fazer aquilo que Ele espera de nós e, para o qual, não deixará de nos dar as graças necessárias.
(ama, comentário sobre Jo 3, 22-30, 2012.12.15) 

Leitura espiritual para 12 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Um ano que termina


Quando recordares a tua vida passada, passada sem pena nem glória, considera quanto tempo perdeste, e como podes recuperá-lo: com penitência e com maior entrega. (Sulco, 996)

Um ano que termina – já foi dito de mil modos, mais ou menos poéticos – com a graça e a misericórdia de Deus, é mais um passo que nos aproxima do Céu, nossa Pátria definitiva.

Ao pensar nesta realidade, compreendo perfeitamente aquela exclamação que S. Paulo escreve aos de Corinto: tempus breve est!, que breve é a nossa passagem pela terra! Para um cristão coerente, estas palavras soam, no mais íntimo do seu coração, como uma censura à falta de generosidade e como um convite constante a ser leal. Realmente é curto o nosso tempo para amar, para dar, para desagravar. Não é justo, portanto, que o malbaratemos, nem que atiremos irresponsavelmente este tesouro pela janela fora. Não podemos desperdiçar esta etapa do mundo que Deus confia a cada um de nós.

Pensemos na nossa vida com valentia. Por que é que às vezes não conseguimos os minutos de que precisamos para terminar amorosamente o trabalho que nos diz respeito e que é o meio da nossa santificação? Por que descuidamos as obrigações familiares? Por que é que se nos mete a precipitação no momento de rezar ou de assistir ao Santo Sacrifício da Missa? Por que nos faltará a serenidade e a calma para cumprir os deveres do nosso estado e nos entretemos sem qualquer pressa nos caprichos pessoais? Podeis responder-me: são coisas pequenas. Sim, com efeito, mas essas coisas pequenas são o azeite, o nosso azeite, que mantém viva a chama e acesa a luz. (Amigos de Deus, 39–41)

Tratado da bem-aventurança 37


Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.


Art. 7 — Se são necessárias obras para que o homem alcance de Deus a bem-aventurança.


(I. q. 62, a . 4, Compend. Theol., cap. CLXXII).

O sétimo discute-se assim. — Parece que não são necessárias obras para que o homem alcance, de Deus, a bem-aventurança.



Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 23


23. Bento XVI enfatizou recentemente a importância de recorrer habitualmente ao sacramento da Penitência. Falando a sacerdotes e candidatos ao sacerdócio, no contexto do Ano da Fé, afirmava que «a celebração do Sacramento da Reconciliação é, ela mesma, anúncio e por isso caminho a percorrer para a obra da nova evangelização (…).
Em que sentido a Confissão sacramental é “caminho” para a nova evangelização? Antes de tudo porque a nova evangelização haure linfa vital da santidade dos filhos da Igreja, do caminho quotidiano de conversão pessoal e comunitária, para se conformar cada vez mais profundamente com Cristo. E existe um vínculo estreito entre santidade e Sacramento da Reconciliação, testemunhado por todos os Santos da história. A conversão real dos corações, que significa abrir-se à acção transformadora e renovadora de Deus, é o “motor” de qualquer reforma e traduz-se numa verdadeira força evangelizadora. Na Confissão, o pecador arrependido, por obra gratuita da Misericórdia divina, é justificado, perdoado e santificado, abandona o homem velho para se revestir do homem novo. Só quem se deixou renovar profundamente pela Graça divina, pode trazer em si mesmo, e portanto anunciar, a novidade do Evangelho» [40].

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Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[40] Bento XVI, Discurso aos participantes de um curso sobre o foro interno, 9-III-2012.

11/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Lc 5, 12-16

12 Sucedeu que, encontrando-se Jesus numa cidade, apareceu um homem cheio de lepra, o qual, vendo Jesus, prostrou-se com o rosto por terra e suplicou-Lhe: «Senhor, se Tu queres, podes limpar-me». 13 Ele, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: «Quero, sê limpo!». Imediatamente desapareceu dele a lepra. 14 Jesus ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. «Mas vai, disse-lhe, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua cura o que foi ordenado por Moisés, para lhes servir de testemunho». 15 Entretanto difundia-se cada vez mais a fama do Seu nome; e concorriam grandes multidões para O ouvir e ser curadas das suas doenças. 16 Mas Ele retirava-Se para lugares desertos, e fazia oração.
Comentário:

Oh, como admiro esta mão! Esta mão do meu amado, de ouro engastado de rubis (Cant 5, 14). Esta mão cujo contacto solta a língua do mudo, ressuscita a filha de Jairo (Mc 7, 33; 5, 41) e purifica o leproso. Esta mão da qual o profeta Isaías nos diz: «Todas estas coisas fez a Minha mão» (66, 2).
Estender a mão é dar um presente. Oh Senhor, estende a Tua mão – essa mão que o carrasco estenderá sobre a cruz. Toca o leproso e concede-lhe essa graça. Tudo aquilo em que a Tua mão tocar será purificado e curado. «E tocando na orelha do servo», diz São Lucas, «curou-o» (22, 51). Estende a mão para conceder ao leproso o dom da saúde. Ele diz: «Quero, fica purificado» e imediatamente a lepra se cura; «faz tudo o que Lhe apraz» (Sl 113B, 3). Nele nada separa o querer do realizar.
Ora, esta cura instantânea opera-a Deus cada dia na alma do pecador pelo ministério do sacerdote. Este tem um triplo ofício: estender a mão, quer dizer, rezar pelo pecador e ter piedade dele; tocar-lhe, consolá-lo, prometer-lhe o perdão; querer esse perdão e dar-lho através da absolvição. Tal é o triplo ministério pastoral que o Senhor confiou a Pedro, quando lhe disse por três vezes: «Apascenta as Minhas ovelhas» (Jo 21, 15-17).

(Stº. António, Sermões para o Domingo e as festas dos santos)

Leitura espiritual para 11 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 302


Deus está connosco em todos os momentos.
E nós, queremos sempre a Sua presença?

Tratado da bem-aventurança 36


Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.


Art. 6 — Se o homem pode tornar-se feliz por obra de uma criatura superior, o anjo.




O sexto discute-se assim. — Parece que o homem pode tornar-se feliz por acto de uma criatura superior, como o anjo.


Deixa-o exigir-te!


Deus quer-nos infinitamente mais do que tu próprio te queres... Deixa-o, pois, exigir-te! (Forja, 813)

O Senhor conhece as nossas limitações, o nosso individualismo e a nossa ambição: a dificuldade em nos conhecermos a nós mesmos e de nos entregarmos aos outros. Sabe o que é não encontrar amor e verificar que mesmo aqueles que dizem segui-Lo o fazem só a meias. Recordai as cenas tremendas que os evangelistas nos descrevem e em que vemos os apóstolos ainda cheios de aspirações temporais e de projectos exclusivamente humanos. Mas Jesus escolheu-os, mantém-nos juntos de Si e confia-lhes a missão que recebeu do Pai.

Também a nós nos chama e nos pergunta como a Tiago e João: Potestis bibere calicem quem ego bibiturus sum?; estais dispostos a beber o cálice (este cálice da completa entrega ao cumprimento da vontade do Pai) que eu vou beber? "Possumus"!. Sim, estamos dispostos! – é a resposta de João e Tiago... Vós e eu, estamos dispostos seriamente a cumprir, em tudo, a vontade do nosso Pai, Deus? Demos ao Senhor o nosso coração inteiro ou continuamos apegados a nós mesmos, aos nossos interesses, à nossa comodidade, ao nosso amor-próprio? Há em nós alguma coisa que não corresponda à nossa condição de cristãos e que nos impeça de nos purificarmos? Hoje apresenta-se-nos a ocasião de rectificar. (Cristo que passa, 15)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 22


22. Aqui centra-se, centrar-se-á sempre, um ponto de exame diário para os próximos meses. Como é a nossa luta pela santidade? Descemos a detalhes concretos, em sintonia com o que nos sugerem na direcção espiritual pessoal? Recorremos com frequência ao Senhor, implorando uma fina delicadeza de consciência, que nada tem a ver com os escrúpulos, para descobrir pequenas fissuras nos muros da alma, pelas quais o inimigo tenta introduzir-se, tirando também eficácia ao nosso trabalho apostólico? Enche-nos de alegria a possibilidade de encontrar novos pontos de luta, para enfrentá-los decididamente, desportivamente, sustentados pela graça de Deus?
Non enim vocávit nos Deus in immundítiam sed in sanctificatiónem (1 Ts 4, 7). Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Ainda que alguns meios de comunicação ou desvios de qualquer natureza pretendam incutir outra coisa, em primeiro lugar com a cumplicidade das nossas tendências desordenadas, a luta pela limpeza de conduta mostra-se sempre atraente, sempre possível; portanto em qualquer circunstância pode-se e deve-se propor este ideal a cada pessoa, mesmo que pareça que se encontra longe deste objectivo. Não existe criatura humana que não procure um refúgio onde proteger-se, neste mar de ondas e tempestades que a nossa época atravessa, e que realmente não é uma situação nova. Os cristãos contamos com a grande ventura e capacidade de transmitir essa segurança, que muitos anseiam talvez sem se darem conta. Sigamos em frente, lutando com alegria nas batalhas do Senhor (cfr. 1 Mac 3, 2), in hoc pulchérrimo caritátis bello, nesta formosíssima luta de caridade, cujo feliz resultado está plenamente assegurado, com a vitória do Senhor, para os que se mantêm fiéis ao seu Amor.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

10/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Lc 4, 14-22

14 Voltou Jesus, sob o impulso do Espírito, para a Galileia, e a Sua fama divulgou-se por toda a região circunvizinha. 15 Ensinava nas suas sinagogas e era aclamado por todos. 16 Foi a Nazaré, onde Se tinha criado, entrou na sinagoga, segundo o Seu costume, em dia de sábado, e levantou-Se para fazer a leitura. 17 Foi-Lhe dado o livro do profeta Isaías. Quando desenrolou o livro, encontrou o lugar onde estava escrito: 18 “O Espírito do Senhor repousou sobre Mim; pelo que Me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; Me enviou para anunciar a redenção aos cativos, e a recuperação da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, 19 a pregar um ano de graça da parte do Senhor”. 20 Tendo enrolado o livro, deu-o ao encarregado, e sentou-Se. Os olhos de todos os que se encontravam na sinagoga estavam fixos n'Ele. 21 Começou a dizer-lhes: «Hoje cumpriu-se este passo da Escritura que acabais de ouvir». 22 E todos davam testemunho em Seu favor, e admiravam-se das palavras de graça que saíam da Sua boca, e diziam: «Não é este o filho de José?».

Comentário:

Pela primeira vez, na Sua terra, no meio dos Seus conhecidos e parentes, Jesus Cristo declara a Sua divindade dizendo claramente que, Ele, é o Messias.

Talvez por alguma deferência por aqueles que O conheciam desde muito pequeno, a Sua Mãe e demais pessoas de família, não quis perder esta oportunidade, que não se repetirá, de fazer tal revelação mesmo sabendo que não iriam acolhê-la e, muito menos acreditar nele.

É um ensinamento precioso que Cristo nos dá no que ao apostolado se refere. Os que nos estão mais próximos devem ser o nosso primeiro objectivo

(ama, comentário sobre Lc 4, 14-22, 12-17, 2012.12.16)

Leitura espiritual para 10 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 21


21. Idêntico raciocínio, pelo mesmo motivo, deve fazer-se sobre os pontos essenciais da doutrina cristã que sofrem, nos nossos dias, um ataque intolerante por parte de grupos de pessoas cegamente obstinadas em eliminar o sentido religioso da sociedade civil. Infelizmente, existem muitos exemplos; desde ataques grosseiros a Jesus Cristo, a quem tentam ridicularizar, até acusações caluniosas contra a Igreja, os seus ministros, as suas instituições.

A tarefa do cristão, que deseja ser coerente com a sua vocação consiste em mostrar Cristo aos outros, saber-se alto-falante, primeiro com o exemplo, mas também com a palavra oportuna, dos ensinamentos da Igreja, especialmente nos temas mais debatidas na opinião pública. Vem-me à memória o que tão claramente expôs D. Álvaro: «Como é necessário varrer primeiro a própria casa (...), cada um deve examinar como se preocupa com esta obrigação particularmente cristã» [36]. Palavras que soam como um eco da pregação do Apóstolo aos primeiros fiéis: esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (…) que cada um de vós saiba possuir o seu corpo santa e honestamente, sem se deixar levar pelas paixões desregradas, como os pagãos que não conhecem Deus; e que ninguém, nesta matéria, oprima nem defraude o seu irmão (…). Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.(1 Ts 4, 3-7).

A recomendação de S. Paulo adquire singular relevo nas circunstâncias presentes. É impossível, de facto, lutar eficazmente contra essa onda viscosa e suja que procura envolver tudo, se no nosso interior se admite alguma cumplicidade, mesmo que pareça pequena, com essas «coisas perversas, que sobem e sobem, fervendo dentro de ti, até quererem sufocar, com a sua podridão bem cheirosa, os grandes ideais, os mandamentos sublimes que o próprio Cristo pôs no teu coração» [37].

Com o mesmo relevo ressalta o texto de S. Gregório Nazianzeno, que o beato João Paulo II citava na sua exortação apostólica sobre a missão dos Bispos. Assim se expressava esse Padre e Doutor da Igreja: «Temos de começar por nos purificar, antes de purificarmos os outros; temos de ser instruídos, para podermos instruir; temos de nos tornar luz para iluminar, de nos aproximar de Deus para podermos aproximar d’Ele os outros, ser santos para santificar» [38].

Porque não nos consideramos melhores que os outros – e não nos enganamos nesta apreciação –, convém-nos voltar uma e outra vez a tratar de adequar o mais perfeitamente possível a nossa situação pessoal com a doutrina de Jesus Cristo. Temos de nos persuadir de que, primeiro, havemos de lutar no nosso interior, decididos de verdade a conformar com a vontade de Deus os nossos pensamentos, projetos, palavras e ações, mesmo nas coisas mais pequenas: «a luta tem uma frente dentro de nós mesmos, a frente das nossas paixões. Vigia quem luta interiormente, para se afastar decididamente da ocasião de pecado, do que pode debilitar a fé, desvanecer a esperança ou prejudicar o Amor» [39].

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Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[36] Venerável Álvaro del Portillo, Carta, 1-I-1994.
[37] S. Josemaria, Caminho, n. 493.
[38] S. Gregório Nazianzeno, Oração II, 71 (PG 35, 479); cit. em Beato João Paulo II, Exort. Apost. Pastores gregis, 16-X-2003, n. 12.
[39] S. Josemaria, Carta 28-III-1973, n. 10.

Tratado da bem-aventurança 35




Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.

Art. 5 — Se o homem pelas suas faculdades naturais pode alcançar a bem-aventurança.



(I. q. 12, a . 4,q. 62, a . 1, infra, q. 62, a . 1, III Sent., dist., XXVII. Q. 2, a . 2, IV, dist. LXIX. q. 2, a . 6, III Cont.Gent., cap. LII, CXLVII).

Parece que o homem pelas suas faculdades naturais pode alcançar a bem-aventurança.



Somos cristãos correntes, temos uma vida vulgar


Deus não te arranca do teu ambiente, não te tira do mundo, nem do teu estado, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional... mas, aí, quer-te santo! (Forja, 362)

Por muito que tenhamos pensado nestas verdades, devemos encher-nos sempre de admiração ao pensar nos trinta anos de obscuridade que constituem a maior parte da passagem de Jesus entre os seus irmãos, os homens. Anos de sombra, mas, para nós, claros como a luz do Sol. Mais: resplendor que ilumina os nossos dias e lhes dá uma autêntica projecção, pois somos cristãos correntes, com uma vida vulgar, igual à de tantos milhões de pessoas nos mais diversos lugares do Mundo.

Assim viveu Jesus seis lustros: era filius fabris, o filho do carpinteiro. Virão depois os três anos de vida pública, com o clamor das multidões. E as pessoas surpreendem-se: Quem é este? Onde aprendeu tantas coisas? Pois a sua vida tinha sido a vida comum do povo da sua terra. Era o faber, filius Mariae, o carpinteiro, filho de Maria. E era Deus; e estava a realizar a redenção do género humano; e estava a atrair a si todas as coisas.

Como em relação a qualquer outro aspecto da sua vida, nunca deveríamos contemplar esses anos ocultos de Jesus sem nos sentirmos afectados, sem os reconhecermos como aquilo que são: chamamentos que o Senhor nos dirige para sairmos do nosso egoísmo, do nosso comodismo.

(Cristo que passa, nn. 14-15)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 21


21. Idêntico raciocínio, pelo mesmo motivo, deve fazer-se sobre os pontos essenciais da doutrina cristã que sofrem, nos nossos dias, um ataque intolerante por parte de grupos de pessoas cegamente obstinadas em eliminar o sentido religioso da sociedade civil. Infelizmente, existem muitos exemplos; desde ataques grosseiros a Jesus Cristo, a quem tentam ridicularizar, até acusações caluniosas contra a Igreja, os seus ministros, as suas instituições.
A tarefa do cristão, que deseja ser coerente com a sua vocação consiste em mostrar Cristo aos outros, saber-se alto-falante, primeiro com o exemplo, mas também com a palavra oportuna, dos ensinamentos da Igreja, especialmente nos temas mais debatidas na opinião pública. Vem-me à memória o que tão claramente expôs D. Álvaro: «Como é necessário varrer primeiro a própria casa (...), cada um deve examinar como se preocupa com esta obrigação particularmente cristã» [36]. Palavras que soam como um eco da pregação do Apóstolo aos primeiros fiéis: esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (…) que cada um de vós saiba possuir o seu corpo santa e honestamente, sem se deixar levar pelas paixões desregradas, como os pagãos que não conhecem Deus; e que ninguém, nesta matéria, oprima nem defraude o seu irmão (…). Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.(1 Ts 4, 3-7).

A recomendação de S. Paulo adquire singular relevo nas circunstâncias presentes. É impossível, de facto, lutar eficazmente contra essa onda viscosa e suja que procura envolver tudo, se no nosso interior se admite alguma cumplicidade, mesmo que pareça pequena, com essas «coisas perversas, que sobem e sobem, fervendo dentro de ti, até quererem sufocar, com a sua podridão bem cheirosa, os grandes ideais, os mandamentos sublimes que o próprio Cristo pôs no teu coração» [37].

Com o mesmo relevo ressalta o texto de S. Gregório Nazianzeno, que o beato João Paulo II citava na sua exortação apostólica sobre a missão dos Bispos. Assim se expressava esse Padre e Doutor da Igreja: «Temos de começar por nos purificar, antes de purificarmos os outros; temos de ser instruídos, para podermos instruir; temos de nos tornar luz para iluminar, de nos aproximar de Deus para podermos aproximar d’Ele os outros, ser santos para santificar» [38].

Porque não nos consideramos melhores que os outros – e não nos enganamos nesta apreciação –, convém-nos voltar uma e outra vez a tratar de adequar o mais perfeitamente possível a nossa situação pessoal com a doutrina de Jesus Cristo. Temos de nos persuadir de que, primeiro, havemos de lutar no nosso interior, decididos de verdade a conformar com a vontade de Deus os nossos pensamentos, projectos, palavras e acções, mesmo nas coisas mais pequenas: «a luta tem uma frente dentro de nós mesmos, a frente das nossas paixões. Vigia quem luta interiormente, para se afastar decididamente da ocasião de pecado, do que pode debilitar a fé, desvanecer a esperança ou prejudicar o Amor» [39].

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Notas:

[36] Venerável Álvaro del Portillo, Carta, 1-I-1994.
[37] S. Josemaria, Caminho, n. 493.
[38] S. Gregório Nazianzeno, Oração II, 71 (PG 35, 479); cit. em Beato João Paulo II, Exort. Apost. Pastores gregis, 16-X-2003, n. 12.
[39] S. Josemaria, Carta 28-III-1973, n. 10.

Mistérios da Fé


09/01/2013

Tratado da bem-aventurança 34




Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.


Art. 4 — Se a bem-aventurança pode ser perdida.



(I. p. 64, a . 2, q. 94, a . 1, I Sent., dist., VIII, q. 3, a . 2, IV, dist. XLIX, q. 1, a . 1 q ª 4, III Cont. Gent., cap. LXII, Compend. Theol., Art. I, cap. CLXVI, pArt. II, cap. IX, In Ioann, cap. X, lect V).

O quarto discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança pode ser perdida.


Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Mc 6, 45-52

45 Imediatamente Jesus obrigou Seus discípulos a embarcar, para chegarem primeiro que Ele à outra margem do lago, a Betsaida, enquanto Ele despedia o povo. 46 Depois de os ter despedido, retirou-Se para um monte a fazer oração. 47 Chegada a noite, encontrava-se a barca no meio do mar, e Ele só em terra. 48 Vendo-os cansados de remar, porque o vento lhes era contrário, cerca da quarta vigília da noite, foi ter com eles andando sobre o mar; e fez menção de lhes passar adiante. 49 Quando eles O viram caminhar sobre o mar, julgaram que era um fantasma e gritaram;50 porque todos O viram e se assustaram. Mas logo Ele lhes falou e disse: «Tende confiança, sou Eu, não temais». 51 Subiu em seguida para junto deles na barca, e o vento cessou. Ficaram extremamente estupefactos, 52 pois não se tinham dado conta do que se tinha passado com os pães; a sua inteligência estava obscurecida.

Comentário:

Não sabiam, não podiam saber, que Jesus é Dono e Senhor de quanto existe já que foi Deus Quem criou, onde nada havia, absolutamente tudo.

Assim, pode ordenar o que quiser e quando quiser e tudo Lhe obedece.

Mais tarde, hão-de compreender, quando o Espírito Santo lhes revelar o que não sabem e lhes abrir o entendimento para compreender o que não entendem.

(ama, comentário sobre Mc 6, 45-52, 2013.12.17)