11/04/2013

Tratado dos actos humanos 87



Questão 20: Da bondade e da malícia dos actos humanos exteriores.


Art. 2 ― Se toda bondade e malícia do acto exterior depende da vontade.

(II Sent., dis. XL, a . 2).

O segundo discute-se assim. ― Parece que toda a bondade e malícia do acto exterior depende da vontade.

Amemos a direcção espiritual!


Abriste sinceramente o teu coração ao teu Director, falando na presença de Deus... E foi maravilhoso verificar como tu sozinho ias encontrando resposta adequada às tuas próprias tentativas de evasão. Amemos a direcção espiritual! (Sulco, 152)



Conhecem muito bem as obrigações do vosso caminho de cristãos, que os hão-de levar sem parar e com calma à santidade; também estão precavidos contra as dificuldades, praticamente contra todas, porque já se vislumbram desde o princípio do caminho. Agora insisto em que se deixem ajudar e guiar por um director de almas, a quem confiem todos os entusiasmos santos, os problemas diários que afectarem a vida interior, as derrotas que sofrerem e as vitórias.

Nessa direcção espiritual mostrem-se sempre muito sinceros: não deixem nada por dizer, abram completamente a alma, sem medo e sem vergonha. Olhem que, se não, esse caminho tão plano e tão fácil de andar complica-se e o que ao princípio não era nada acaba por se converter num nó que sufoca.

(...) Lembram-se da história do cigano que se foi confessar? Não passa de uma história, de uma historieta, porque da confissão nunca se fala e, além disso, estimo muito os ciganos. Coitadinho! Estava realmente arrependido: Senhor Padre, acuso-me de ter roubado uma arreata...– pouca coisa, não é? – e atrás vinha uma burra...; e depois outra arreata...; e outra burra... e assim até vinte. Meus filhos, o mesmo acontece no nosso comportamento: quando cedemos na arreata, depois vem o resto, a seguir vem uma série de más inclinações, de misérias que aviltam e envergonham; e acontece o mesmo na convivência: começa-se com uma pequena falta de delicadeza e acaba-se a viver de costas uns para os outros, no meio da indiferença mais gelada. (Amigos de Deus, 15)

SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ


1. A Igreja na história 3


2. A Antiguidade Cristã (até 476, ano da queda do Império Romano do Ocidente) 2

No séc. IV, a Igreja teve que enfrentar uma forte crise interna: a questão ariana. Ário, presbítero de Alexandria, no Egipto, defendia teorias heterodoxas, pelas quais negava a divindade do Filho, que seria, assim, a primeira das criaturas, embora superior às outras. A divindade do Espírito Santo era também negada pelos arianos. A crise doutrinal, com que se encruzilharam frequentemente intervenções políticas dos imperadores, perturbou a Igreja durante mais de 60 anos; foi resolvida graças aos dois primeiros concílios ecuménicos, o primeiro de Niceia (325) e o primeiro de Constantinopla (381), em que se condenou o arianismo, se proclamou solenemente a divindade do Filho (consubstantialis Patri, em grego homoousios) e do Espírito Santo, e se compôs o Símbolo Niceno-Constantinopolitano (o Credo). O arianismo sobreviveu até ao séc. VII, porque os missionários arianos conseguiram converter à sua crença muitos povos germânicos, que só pouco a pouco passaram ao catolicismo.

No séc. V houve, pelo contrário, duas heresias cristológicas, que tiveram o efeito positivo de obrigar a Igreja a aprofundar no dogma, para o formular de modo mais preciso. A primeira heresia é o nestorianismo, doutrina que, na prática, afirma a existência em Cristo de duas pessoas, além de duas naturezas. Foi condenada pelo Concílio de Éfeso (431), que reafirmou a unicidade da pessoa de Cristo. Dos nestorianos derivam as Igrejas siro-orientais e malabares, ainda separadas de Roma. A outra heresia foi o monofisismo, que defendia, na prática, a existência em Cristo de uma só natureza, a divina; o Concílio de Calcedónia (451) condenou o monofisismo e afirmou que em Cristo há duas naturezas, a divina e a humana, unidas na pessoa do Verbo, sem confusão nem mutação (contra o nestorianismo), sem divisão nem separação (contra o monofisismo); são os quatro advérbios de Calcedónia: inconfuse, immutabiliter, indivise, inseparabiliter. Dos monofisitas derivam as Igrejas coptas, siro-ocidentais, arménias e da Etiópia, separadas da Igreja Católica.

Nos primeiros séculos da história do cristianismo assiste-se a um grande florescimento da literatura cristã, homilética, teológica e espiritual: são as obras dos Padres da Igreja, de grande importância na reconstrução da Tradição; os mais relevantes foram Santo Ireneu de Leão, Santo Hilário de Poitiers, Santo Ambrósio de Milão, São Jerónimo e Santo Agostinho, no Ocidente; Santo Atanásio, São Basílio, São Gregório Nacianceno, São Gregório de Nissa, São João Crisóstomo, São Cirilo de Alexandria e São Cirilo de Jerusalém, no Oriente.

carlo pioppi

Bibliografia básica
J. Orlandis, História Breve do Cristianismo, Rei dos Livros, 1993.
M. Clemente, A Igreja no tempo, Grifo, 2000.
A. Torresani, Breve storia della Chiesa, Ares, Milano 1989.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

10/04/2013

Evangelho diário e comentário









Tempo de Páscoa II












Evangelho: Jo 3, 16-21

16 «Porque Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu Seu Filho Unigénito, para que todo aquele que crê n'Ele não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porque Deus não enviou Seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele. 18 Quem n'Ele acredita, não é condenado, mas quem não acredita, já está condenado, porque não acredita no nome do Filho Unigénito de Deus. 19 A condenação é por isto: A luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20 Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de que não sejam reprovadas as suas obras; 21 mas aquele que procede segundo a verdade, chega-se para a luz, a fim de que seja manifesto que as suas obras são feitas segundo Deus».

Comentário:

«Recolhei os pedaços que sobraram para que nada se perca» estas palavras são tão actuais que só não vê quem não quer.

Nestes tempos duros de carências e dificuldades crescentes, renovam-se diáriamente os apelos à contenção nos gastos, a evitar desperdícios, a aproveitar bem o que se tem para poder repartir.

Sim, as palavras do Evangelho são actuais! De facto, são de todos os tempos porque, pronunciadas por Cristo, são palavras de Vida Eterna.

(ama, comentário sobre Jo 3, 16-18, 2012.04.20)

Declarações de Carminho


Carminho diz que é preciso «voltar» à proposta «exigente» e «inspiradora» de Cristo

Tratado dos actos humanos 86


Questão 20: Da bondade e da malícia dos actos humanos exteriores.


Em seguida devemos tratar da bondade e da malícia dos actos humanos exteriores.

E sobre esta questão seis artigos se discutem:

Art. 1 ― Se o bem e o mal está, primeiro, no acto exterior, que no acto da vontade.
Art. 2 ― Se toda bondade e malícia do acto exterior depende da vontade.
Art. 3 ― Se o acto interior da vontade e os actos exteriores tem a mesma bondade ou malícia.
Art. 4 ― Se o acto exterior aumenta a bondade ou a malícia do acto interior.
Art. 5 ― Se as consequências de um acto lhe aumentam a bondade ou a malícia.
Art. 6 ― Se um mesmo acto pode ser bom e mau.

Art. 1 ― Se o bem e o mal está, primeiro, no acto exterior, que no acto da vontade.

(De Malo, q. 2, a. 3).

O primeiro discute-se assim. ― Parece que o bem e o mal estão primeiro no acto exterior que no acto da vontade.


Ide a José e encontrareis Jesus


Ama muito S. José, quer-lhe com toda a tua alma, porque é a pessoa que, com Jesus, mais amou Santa Maria e quem mais conviveu com Deus: quem mais o amou, depois da Nossa Mãe. Merece o teu carinho e convém-te dar-te com ele, porque é Mestre de vida interior e pode muito ante Nosso Senhor e ante a Mãe de Deus. (Forja, 554)



José foi, no aspecto humano, mestre de Jesus; conviveu com Ele diariamente, com carinho delicado, e cuidou dele com abnegação alegre. Não será esta uma boa razão para considerarmos este varão justo, este Santo Patriarca, no qual culmina a Fé da Antiga Aliança, Mestre de vida interior? A vida interior não é outra coisa senão o convívio assíduo e intimo com Cristo, para nos identificarmos com Ele. E José saberá dizer-nos muitas coisas sobre Jesus. Por isso, não deixeis nunca de conviver com ele; ite ad Joseph, como diz a tradição cristã com uma frase tomada do Antigo Testamento.

Mestre da vida interior, trabalhador empenhado no seu trabalho, servidor fiel de Deus em relação contínua com Jesus: este é José. Ite ad Joseph. Com S. José o cristão aprende o que é ser Deus e estar plenamente entre os homens, santificando o mundo. Ide a José e encontrareis Jesus. Ide a José e encontrareis Maria, que encheu sempre de paz a amável oficina de Nazaré. (Cristo que passa, nn. 56)

A Igreja inteira reconhece S. José como seu protector e padroeiro. Ao longo dos séculos tem-se falado dele, sublinhando diversos aspectos da sua vida, sempre fiel à missão que Deus lhe confiara. Por isso, desde há muitos anos, me agrada invocá-lo com um título carinhoso: Nosso Pai e Senhor.

S. José é realmente Pai e Senhor, protegendo e acompanhando no seu caminho terreno aqueles que o veneram, como protegeu e acompanhou Jesus enquanto crescia e se fazia homem. (Cristo que passa, nn. 39).

SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ


1. A Igreja na história 2


2. A Antiguidade Cristã (até 476, ano da queda do Império Romano do Ocidente)

A partir do séc. I, o cristianismo iniciou a sua expansão, sob a orientação de São Pedro e dos apóstolos e, depois, dos seus sucessores. Assiste-se, portanto, a um progressivo aumento dos seguidores de Cristo, sobretudo no interior do Império Romano; nos primeiros tempos do séc. IV constituíam, aproximadamente, 15% da população do Império, e estavam concentrados nas cidades e na parte oriental do império romano. A nova religião difundiu-se, de todos os modos, também para além dessas fronteiras: na Arménia, Arábia, Etiópia, Pérsia, Índia.

O poder político romano viu no cristianismo um perigo, pelo facto de reclamar um âmbito de liberdade na consciência das pessoas a respeito da autoridade estatal; os seguidores de Cristo tiveram que suportar numerosas perseguições, que conduziram muitos ao martírio; a última e a mais cruel, teve lugar no início do séc. IV devida aos imperadores Diocleciano e Galério.

No ano 313 o imperador Constantino I, favorável à nova religião, concedeu aos cristãos a liberdade de professarem a fé, e iniciou uma política muito benévola para com eles. Com o imperador Teodósio I (379-395) o cristianismo converteu-se na religião oficial do Império Romano. Entretanto, nos finais do séc. IV, os cristãos eram já a maioria da população do império romano.

carlo pioppi
Bibliografia básica
J. Orlandis, História Breve do Cristianismo, Rei dos Livros, 1993.
M. Clemente, A Igreja no tempo, Grifo, 2000.
A. Torresani, Breve storia della Chiesa, Ares, Milano 1989.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

09/04/2013

Evangelho diário e comentário









Tempo de Páscoa II












Evangelho: Jo 3, 7-15

7 Não te maravilhes de Eu te dizer: É preciso que nasçais de novo. 8 O vento sopra onde quer, e tu ouves a sua voz, mas não sabes donde ele vem nem para onde vai; assim é todo aquele que nasceu do Espírito». 9 Nicodemos disse-Lhe: «Como pode ser isto?». 10 Jesus respondeu-lhe: «Tu és mestre em Israel e não sabes estas coisas? 11 «Em verdade, em verdade te digo que Nós dizemos o que sabemos e damos testemunho do que vimos, mas vós não recebeis o Nosso testemunho. 12 Se, quando vos falo das coisas terrenas, não Me acreditais, como Me acreditareis, se vos falar das celestes? 13 Ninguém subiu ao céu, senão Aquele que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu. 14 E como Moisés levantou no deserto a serpente, assim também importa que seja levantado o Filho do Homem, 15 a fim de que todo o que crê n'Ele tenha a vida eterna.

Comentário:

Nunca mais o mundo foi o mesmo. Antes e depois de Cristo assim passou a ser dividida a história da humanidade. 
A primeira que não Te conhecia e ansiava pela Tua vinda e, a segunda, em que fica definitivamente marcada a Tua presença no meio dos homens. Muitos não Te receberam, alguns recusam a Verdade mas, nem uns nem outros detêm a 'avalanche' dos que seguem os Teus passos, ouvem a Tua palavra, praticam a Tua doutrina.

A muitos, custou - e continua a custar - sacrifícios e privações de toda a ordem, não poucas vezes com a entrega da própria vida.

Esta história humana, assim, regada pelo sangue de muitos com o próprio Redentor à cabeça, é, de facto, a história do povo de Deus.

(ama, comentário sobre Jo 3, 7b-15, 2012.04.17)

Aniversário


SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ


1. A Igreja na história

A Igreja continua a manter a presença de Cristo na história humana; obedece ao mandato apostólico pronunciado por Jesus antes de subir ao Céu: «Ide e ensinai todas as gentes, baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir todas as coisas que vos mandei. Eu estarei convosco todos os dias até ao fim do mundo» (Mt 28,19-20). Na história da Igreja verifica-se, portanto, um entrecruzar entre o divino e o humano, por vezes, dificilmente diferenciável.
Com efeito, lançando um olhar à história da Igreja, há aspectos que surpreendem o observador, inclusive o não crente:

a) a unidade no tempo e no espaço (catolicidade): a Igreja Católica, ao longo de dois milénios, permaneceu a mesma entidade, com a mesma doutrina e os mesmos elementos fundamentais: unidade de fé, de sacramentos, de hierarquia (pela sucessão apostólica); além disso, em todas as gerações reuniu homens e mulheres dos povos e culturas mais diversos e de zonas geográficas de todos os cantos da terra;

b) a acção missionária: a Igreja aproveitou todos os acontecimentos e fenómenos históricos, em todo o tempo e lugar, para pregar o Evangelho, também nas situações mais adversas;

c) a capacidade, em cada geração, de produzir frutos de santidade em pessoas de todos os povos e condições;

d) um forte poder de recuperação perante crises, às vezes muito graves.

carlo pioppi

Bibliografia básica
J. Orlandis, História Breve do Cristianismo, Rei dos Livros, 1993.
M. Clemente, A Igreja no tempo, Grifo, 2000.
A. Torresani, Breve storia della Chiesa, Ares, Milano 1989.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

A Eucaristia


Tratado dos actos humanos 85


Questão 19: Da bondade do acto interior da vontade.






Art. 10 ― Se a vontade humana, querendo um objecto, deve conformar-se sempre com a divina.

(I Sent., dist. XLVIII, a . 2, 3, 4, De Verit., q. 23, a . 8).

O décimo discute-se assim. ― Parece que a vontade humana, querendo um objecto, não deve sempre conformar-se com a divina.

08/04/2013

Evangelho diário e comentário









Tempo de Páscoa II










Anunciação do Senhor

Evangelho: Lc 1, 26-38

26 Estando Isabel no sexto mês, foi enviado por Deus o anjo Gabriel a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de David; o nome da virgem era Maria. 28 Entrando o anjo onde ela estava, disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça; o Senhor é contigo». 29 Ela, ao ouvir estas palavras, perturbou-se e discorria pensativa que saudação seria esta. 30 O anjo disse-lhe: «Não temas, Maria, pois achaste graça diante de Deus; 31 eis que conceberás no teu ventre, e darás à luz um filho, a Quem porás o nome de Jesus. 32 Será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus Lhe dará o trono de Seu pai David; 33 reinará sobre a casa de Jacob eternamente e o Seu reino não terá fim». 34 Maria disse ao anjo: «Como se fará isso, pois eu não conheço homem?». 35 O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo descerá sobre ti e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; por isso mesmo o Santo que há-de nascer de ti será chamado Filho de Deus. 36 Eis que também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice; e este é o sexto mês da que se dizia estéril; 37 porque a Deus nada é impossível». 38 Então Maria disse: «Eis aqui a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra». E o anjo afastou-se dela.

Comentário:

O homem passa, assim, a um 'estatuto' extraordinário de filho e irmão de Deus e filho 'adoptivo' de Maria.
Desta forma se integra numa família de nobreza inexcedível e de uma grandeza inultrapassável.

Que honra!

Que responsabilidade!

(ama, comentário sobre, Lc 1, 26-38, 2012.03.26)

Deus e Audácia!


Não sejais almas de via reduzida, homens ou mulheres menores de idade, de vistas curtas, incapazes de abrangerem o nosso horizonte sobrenatural cristão de filhos de Deus. Deus e Audácia! (Sulco, 96).

Ao longo dos anos, apresentar-se-ão – talvez mais depressa do que pensamos – situações particularmente custosas, que vão exigir de cada um muito espírito de sacrifício e um maior esquecimento de si mesmo. Fomenta então a virtude da esperança e, com audácia, faz teu o grito do Apóstolo: Eu estimo, efectivamente, que os sofrimentos do tempo presente não têm proporção alguma com a glória que há-de revelar-se em nós. Medita com segurança e com paz: como será o amor infinito derramado sobre esta pobre criatura?

Chegou a hora de, no meio das tuas ocupações habituais, exercitares a fé, despertares a esperança, avivares o amor. Quer dizer: de activar as três virtudes teologais que nos impelem a desterrar imediatamente, sem dissimulações, sem rebuço, sem rodeios, os equívocos da nossa vida profissional e da nossa vida interior. (Amigos de Deus, 71)

SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ


1. A comunhão dos Santos 4


1.1. A Igreja é comunhão e sociedade. Os fiéis: hierarquia, leigos e vida consagrada. 3

Os leigos são aqueles fiéis cuja missão é procurar o Reino de Deus, iluminando e ordenando as realidades temporais segundo Deus. Respondem assim à chamada à santidade e ao apostolado, que se dirige a todos os baptizados. Como participam do sacerdócio de Cristo, os leigos associam-se, também, à sua missão santificadora, profética e real (cf. Compêndio, 189-191). Participam na missão sacerdotal de Cristo, quando oferecem como sacrifício espiritual, sobretudo na Eucaristia, a própria vida com todas as suas obras. Participam na missão profética, quando acolhem na fé a Palavra de Cristo e a anunciam ao mundo com o testemunho da vida e da palavra. Participam na missão real, porque recebem d’Ele o poder de vencer o pecado em si mesmos e no mundo, por meio da abnegação e da santidade da própria vida, e impregnam de valores morais as actividades temporais do homem e das instituições da sociedade.

Dos fiéis leigos e da hierarquia provêm fiéis que se consagram de modo especial a Deus pela profissão dos conselhos evangélicos, castidade (no celibato ou virgindade), pobreza e obediência. A vida consagrada é um estado de vida, reconhecido pela Igreja, que participa na sua missão mediante uma plena entrega a Cristo e aos irmãos, testemunhando a esperança do Reino celeste (cf. Compêndio, 192 e seg.).

miguel de salis amaral

Bibliografia básica
Catecismo da Igreja Católica, 976-987.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 200-201.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)

Tratado dos actos humanos 84

Questão 19: Da bondade do acto interior da vontade.




Art. 9 ― Se a bondade da vontade humana depende da sua conformidade com a divina.

(I Sent., dist. XLVIII, a . 1, De Verit., q. 23, a . 7).

O nono discute-se assim. ― Parece que a bondade da vontade humana não depende da sua conformidade com a divina.

07/04/2013

Evangelho diário e comentário









Tempo de Páscoa II










II Domingo de Páscoa ou da Divina Misericórdia

Evangelho: Jo 20, 19-31

19 Chegada a tarde daquele mesmo dia, que era o primeiro da semana, e estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam juntos, por medo dos judeus, foi Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco!». 20 Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se muito ao ver o Senhor. 21 Ele disse-lhes novamente: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também vos envio a vós». 22 Tendo dito esta palavras, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo.23 Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos». 24 Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25 Os outros discípulos disseram-lhe: «Vimos o Senhor!». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas Suas mãos a abertura dos cravos, se não meter a minha mão no Seu lado, não acreditarei». 26 Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, colocou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». 27 Em seguida disse a Tomé: «Mete aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos, aproxima também a tua mão e mete-a no Meu lado; e não sejas incrédulo, mas fiel!». 28 Respondeu-Lhe Tomé: «Meu Senhor e Meu Deus!». 29 Jesus disse-lhe: «Tu acreditaste, Tomé, porque Me viste; bem-aventurados os que acreditaram sem terem visto». 30 Outros muitos prodígios fez ainda Jesus na presença de Seus discípulos, que não foram escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram escritos a fim de que acrediteis que Jesus é o Messias, Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em Seu nome.

Comentário:

O mais importante que Jesus tem a comunicar aos Apóstolos é de facto, a Paz. Por isso repete uma e outra vez:

«A paz esteja convosco!»

Este Dom de Deus – a Paz – é o maior dom que nos poderia ser dado porque, nós homens, por nós mesmos, não somos capazes de alcançar a paz verdadeira e duradoira, a paz dos corações, dos espíritos, das pessoas, das nações.
E, principalmente, a paz connosco próprios sem o que não conseguiremos transmiti-la aos outros.

O Príncipe da Paz quer fazer ‘jus’ ao Seu título mais proeminente, aquele que de facto O distingue como Filho Unigénito do Pai, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade e, por isso mesmo, Ele uma e outra vez, insiste: «A paz esteja convosco!» como se nos dissesse, que, a partir de agora, teremos de ser os portadores da paz de Cristo a todos os recantos da terra.

(ama, comentário sobre Jo 20, 19-31, 2012.04.16)

Sabendo-me pescador de homens... não pesco?


O Senhor quer de ti um apostolado concreto, como o da pesca daqueles cento e cinquenta e três grandes peixes apanhados à direita da barca, e não outros. E perguntas-me: "Como é que, sabendo-me pescador de homens, vivendo em contacto com muitos companheiros e podendo discernir a quem deve ser dirigido o meu apostolado específico, afinal não pesco?... Falta-me amor? Falta-me vida interior?". Escuta a resposta dos lábios de Pedro, naquela outra pesca milagrosa: – "Mestre, cansámo-nos de trabalhar toda a noite, e não apanhámos nada; apesar disso, sob a Tua palavra, lançarei a rede". Em nome de Jesus, começa de novo. Revigorado. – Fora com essa moleza! (Sulco, 377)

O apostolado, essa ânsia que vibra no íntimo do cristão, não é coisa separada da vida de todos os dias; confunde-se com o próprio trabalho, convertido em ocasião de encontro pessoal com Cristo. Nesse trabalho, ombro a ombro com os nossos colegas, com os nossos amigos, com os nossos parentes, lutando pelos mesmos interesses, podemos ajudá-los a chegar a Cristo, que nos espera na margem do lago... Antes de ser apóstolo, pescador. Também, pescador depois de ser apóstolo. Antes e depois, a mesma profissão. (…)

Passa ao lado dos seus Apóstolos, junto daquelas almas que se lhe entregaram... E eles não se dão conta disso!. (…)Lançai a rede para o lado direito da barca e encontrareis. Lançaram a rede e já não a podiam tirar por causa da grande quantidade de peixes. Agora compreendem. Recordam o que tinham ouvido tantas vezes dos lábios do Mestre: pescadores de homens, apóstolos!... E compreendem que tudo é possível, porque é Ele quem dirige a pesca. (…)

Os outros discípulos foram com a barca, porque não estavam distantes de terra, senão duzentos côvados, tirando a rede cheia de peixes. Em seguida põem a pesca aos pés do Senhor, porque é sua, para que aprendamos que as almas são de Deus, que ninguém nesta terra pode atribuir a si mesmo essa propriedade, que o apostolado da Igreja – a palavra e a realidade da salvação – não se baseia no prestígio de algumas pessoas, mas na graça divina. (Amigos de Deus, nn. 264–267)

SOBRE RESUMOS DA FÉ CRISTÃ


1. A comunhão dos Santos 3


1.1. A Igreja é comunhão e sociedade. Os fiéis: hierarquia, leigos e vida consagrada. 2

O Papa é o Bispo de Roma e sucessor de São Pedro; é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade da Igreja. É o Vigário de Cristo, cabeça do colégio dos bispos e pastor de toda a Igreja, sobre a qual tem, por instituição divina, a potestade plena, suprema, imediata e universal. O colégio dos bispos, em comunhão com o Papa, e nunca sem ele, exerce também a potestade suprema e plena sobre a Igreja. Os bispos receberam a missão de ensinar como testemunhas autênticas da fé apostólica; de santificar, dispensando a graça de Cristo no ministério da Palavra e dos sacramentos, em particular da Eucaristia; e governar o povo de Deus na terra (cf. Compêndio, 184, 186 e seg.).
O Senhor prometeu que a sua Igreja permanecerá sempre na fé (cf. Mt 16, 19) e garante-a com a Sua presença em virtude do Espírito Santo. Esta propriedade é possuída pela Igreja na sua totalidade (não em cada membro). Por isso, os fiéis, no seu conjunto, não se enganam ao aderir indefectivelmente à fé, guiados pelo magistério vivo da Igreja, sob a acção do Espírito Santo que guia uns e outros. A assistência do Espírito Santo a toda a Igreja para que não se equivoque ao crer dá-se também ao magistério para que ensine fiel e autenticamente a Palavra de Deus. Nalguns casos específicos, essa assistência do Espírito garante que as intervenções do magistério não contêm erro; por isso, se costuma dizer que em tais casos o magistério participa da mesma infalibilidade que o Senhor prometeu à sua Igreja. «A infalibilidade exerce-se quando o Romano Pontífice, em virtude da sua autoridade de Supremo Pastor da Igreja, ou o Colégio Episcopal em comunhão com o Papa, reunido sobretudo num Concílio Ecuménico, proclamam com um acto definitivo uma doutrina respeitante à fé ou à moral; e também quando o Papa e os bispos, no seu Magistério ordinário, concordam em propor uma doutrina como definitiva. A tais ensinamentos cada fiel deve aderir com o obséquio da fé» (Compêndio, 185).
miguel de salis amaral

Bibliografia básica
Catecismo da Igreja Católica, 976-987.
Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, 200-201.

(Resumos da Fé cristã: © 2013, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)