28/01/2013

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 39


União com Cristo na Cruz


39. Jesus Cristo deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade (1 Tm 2, 4). E esta santa ambição deve informar o nosso comportamento: havemos de dar uma forte carga apostólica a quanto fazemos, nas situações e nos momentos mais diversos. Assim, cada fiel da Obra, mesmo os que não estejam em condições de realizar um apostolado imediato, devido à doença, por se encontrarem num novo lugar ou desconhecer a língua, etc., desenvolverá um trabalho apostólico diretíssimo muito fecundo. Consegui-lo-emos todos, se nos esmerarmos no trato com Deus através das normas de piedade, empenhando-nos na realização dum trabalho bem acabado, apresentando-o a Deus, em cada dia, na Santa Missa. O Senhor espera que Lhe ofereçamos esse aproveitar e procurar as pequenas mortificações ou exigências com um ritmo constante, «como o bater do coração» 71.

A união com Cristo na Cruz é de suma importância para a realização deste programa apostólico. Não há possibilidade de seguir Jesus sem nos negarmos a nós mesmos, sem cultivar o espírito de mortificação, sem praticar obras concretas de penitência. O Santo Padre assinala que «cada cristão está chamado a compreender, a viver e a testemunhar com a sua existência. A Cruz, a doação de si mesmo por parte do Filho de Deus é, definitivamente, o “sinal” por excelência que nos foi dado para compreender a verdade do homem e a verdade de Deus: todos nós fomos criados e remidos por um Deus que por amor imolou o seu único Filho. Eis por que na Cruz, como escrevi na Encíclica Deus cáritas est, “cumpre-se aquele virar-se de Deus contra Si próprio, com o qual Ele Se entrega para levantar o homem e salvá-lo: este é o amor na sua forma mais radical” (n. 12)» 72.

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Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:
71 S. Josemaria, Forja, n. 518.
72 Bento XVI, Homilia, 26-III-2006.

A luta contra a soberba há-de ser constante



“Grande coisa é saber-se nada diante de Deus, porque é assim mesmo” (Sulco, 260).

O outro inimigo, escreve S. João, é a concupiscência dos olhos, uma avareza de fundo que nos leva a valorizar apenas o que se pode tocar. Os olhos ficam como que pegados às coisas terrenas e, por isso mesmo, não sabem descobrir as realidades sobrenaturais. Podemos, portanto, socorrer-nos desta expressão da Sagrada Escritura para nos referirmos à avareza dos bens materiais e, além disso, àquela deformação que nos leva a observar o que nos rodeia - os outros, as circunstâncias da nossa vida e do nosso tempo - só com visão humana.

Os olhos da alma embotam-se; a razão crê-se auto-suficiente para compreender todas as coisas, prescindindo de Deus. É uma tentação subtil, que se apoia na dignidade da inteligência, da inteligência que o nosso Pai, Deus, deu ao homem para que O conheça e O ame livremente. Arrastada por essa tentação, a inteligência humana considera-se o centro do universo, entusiasma-se de novo com a falsa promessa da serpente, sereis como deuses, e, enchendo-se de amor por si mesma, volta as costas ao amor de Deus.

(...) A luta contra a soberba há-de ser constante, pois não se disse já, dum modo tão gráfico, que essa paixão só morre um dia depois da morte da pessoa? É a altivez do fariseu, a quem Deus se mostra renitente em justificar por encontrar nele uma barreira de auto-suficiência. É a arrogância que conduz a desprezar os outros homens, a dominá-los, a maltratá-los, porque, onde houver soberba aí haverá também ofensa e desonra. (Cristo que passa, 6).

Tratado dos actos humanos 16


Art. 3 ― Se pelo mesmo acto a vontade quer o fim e o meio.




(Infra. q. 12, a . 4, De Verit., q. 22, a . 14).




O terceiro discute-se assim. ― Parece que pelo mesmo acto a vontade quer o fim e o meio.


27/01/2013

Leitura espiritual para 27 de Jan


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Evangelho diário e comentário


   

T. Comum – III Semana









Evangelho: Lc 1, 1-4; 14-21

1 Visto que muitos já empreenderam pôr em ordem a narração das coisas que entre nós se verificaram, 2 como no-las referiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares e vieram a ser ministros da palavra, 3 pareceu-me bem também a mim, depois de ter investigado tudo cuidadosamente desde o princípio, escrever-te por ordem a sua narração, excelentíssimo Teófilo, 4 para que reconheças a firmeza dos ensinamentos que recebeste.
14 Voltou Jesus, sob o impulso do Espírito, para a Galileia, e a Sua fama divulgou-se por toda a região circunvizinha. 15 Ensinava nas suas sinagogas e era aclamado por todos. 16 Foi a Nazaré, onde Se tinha criado, entrou na sinagoga, segundo o Seu costume, em dia de sábado, e levantou-Se para fazer a leitura. 17 Foi-Lhe dado o livro do profeta Isaías. Quando desenrolou o livro, encontrou o lugar onde estava escrito: 18 “O Espírito do Senhor repousou sobre Mim; pelo que Me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; Me enviou para anunciar a redenção aos cativos, e a recuperação da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, 19 a pregar um ano de graça da parte do Senhor”. 20 Tendo enrolado o livro, deu-o ao encarregado, e sentou-Se. Os olhos de todos os que se encontravam na sinagoga estavam fixos n'Ele. 21 Começou a dizer-lhes: «Hoje cumpriu-se este passo da Escritura que acabais de ouvir».

Comentário:

Há alguns pormenores no Evangelho de S. Lucas que esclarecem algo sobre a pessoa de Jesus Cristo.

Aqui avulta a sua preparação – académica, diríamos hoje em dia – sabia ler e, além disso, interpretar as Escrituras. Assim, o ‘filho do carpinteiro’ não é um vulgar artesão, um homem do povo como a grande maioria dos da Sua época, iletrado e pouco esclarecido. Jesus deverá ter andado na escola rabínica de Nazaré onde terá adquirido os conhecimentos que, agora, os seus conterrâneos estranham que possua.
Se Lhe foi dado o livro do profeta Isaías para ler é porque o rabino sabia muito bem a quem encomendava o serviço que, normalmente, era solicitado a pessoas de reconhecida capacidade intelectual.

Não há, pois, incompatibilidade com o exercício de uma profissão por humilde que possa ser, e o conhecimento a doutrina da fé que se professa.

De facto, ninguém está dispensado.

(ama, comentário sobre Lc 1, 1-4, 4, 14-21, 2012.12.28

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 38


UNIÃO COM CRISTO MEDIANTE A ORAÇÃO E O SACRIFÍCIO

38. Consta-me que S. Josemaria repetiu muitas vezes e meditou as palavras de Santo Inácio de Antioquia quando, a caminho de Roma, onde iria sofrer o martírio, considerava que era “trigo de Deus” e que tinha de ser moído pelos dentes das feras “a fim de ser apresentado como pão limpo de Cristo” 70. Os cristãos também nos sabemos trigo de Deus, porque temos a agradável obrigação de fornecer alimento espiritual a quem, por uma razão ou outra, passa ao nosso lado.

Convençamo-nos profundamente que Deus deseja que sejamos pão de Cristo, para saciar a fome das almas. E para consegui-lo, é necessário deixar-se moer, sem resistências, como os grãos das espigas; e decidir-se a aproveitar a fundo, não a meias, as formas de que o Senhor se serve para nos polir, para limar as arestas do nosso carácter, para arrancar da nossa conduta externa e interna, por amor, mesmo que custe, esse eu que cada um tem em grau superlativo. Este trabalho de purificação, não nos falta a experiência pessoal, requer-se para conseguir os frutos sobrenaturais oportunos. O Mestre explicou-o graficamente: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto (Jo 12, 24).

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Notas:
70 S. Inácio de Antioquia, Carta aos Romanos IV, 1 (Funk I, 216).

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 310


Não te preocupes com os teus,
coloca-os nas mãos de Deus.

Implora a misericórdia divina


Realmente, a cada um de nós, como a Lázaro, foi um "veni foras", sai para fora, que nos pôs em movimento. Que pena dão aqueles que ainda estão mortos, e não conhecem o poder da misericórdia de Deus! Renova a tua alegria santa porque, face ao homem que se desintegra sem Cristo, se levanta o homem que ressuscitou com Ele. (Forja, 476)

É bom que tenhamos considerado as insídias destes inimigos da alma: a desordem da sensualidade e a leviandade; o desatino da razão que se opõe ao Senhor; a presunção altaneira, esterilizadora do amor a Deus e às criaturas.

Todas estas disposições de ânimo são obstáculos certos e o seu poder perturbador é grande. Por isso a liturgia faz-nos implorar a misericórdia divina: a ti elevo a minha alma, Senhor, meu Deus. E em ti confio; não seja eu confundido! Não riam de mim os meus inimigos, rezamos no intróito. E na antífona do ofertório iremos repetir: espero em ti,; que eu não seja confundido!

Agora que se aproxima o tempo da salvação, dá gosto ouvir dos lábios de S. Paulo: depois de Deus, Nosso Salvador, ter manifestado a sua benignidade e o seu amor para com os homens, libertou-nos, não pelas obras de justiça que tivéssemos feito, mas por sua misericórdia.

Se lerdes as Santas Escrituras, descobrireis constantemente a presença da misericórdia de Deus: enche a terra, estende-se a todos os seus filhos, super omnem carnem; cerca-nos, antecede-nos, multiplica-se para nos ajudar e foi continuamente confirmada. Deus tem-nos presente na sua misericórdia, ao ocupar-se de nós como Pai amoroso. É uma misericórdia suave, agradável, como a nuvem que se desfaz em chuva no tempo da seca.

Jesus Cristo resume e compendia toda a história da misericórdia divina: Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. E, noutra ocasião: Sede pois misericordiosos como também vosso Pai é misericordioso. (Cristo que passa, 7)

Tratado dos actos humanos 15


Art. 2 ― Se a vontade quer também os meios ou só o fim.




(I Sent., dist. XLV, a. 2, ad 1, II dist. XXIV, q. 1a a. a . 3, ad 3, De Verit., q. 22, a . 13, ad 9).

O segundo discute-se assim. ― Parece que a vontade não quer os meios, mas só fim.




26/01/2013

Evangelho do dia e comentário



   

T. Comum – II Semana










Evangelho: Lc 10, 1-9

1 Depois disto, o Senhor escolheu outros setenta e dois, e mandou-os dois a dois à Sua frente por todas as cidades e lugares onde havia de ir. 2 Disse-lhes: «Grande é na verdade a messe, mas os operários poucos. Rogai, pois, ao dono da messe que mande operários para a Sua messe. 3 Ide; eis que Eu vos envio como cordeiros entre lobos. 4 Não leveis bolsa, nem alforge, nem calçado, e não saudeis ninguém pelo caminho. 5 Na casa em que entrardes, dizei primeiro: A paz seja nesta casa. 6 Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; senão, tornará para vós. 7 Permanecei na mesma casa, comendo e bebendo do que tiverem, porque o operário é digno da sua recompensa. Não andeis de casa em casa. 8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que vos puserem diante; 9 curai os enfermos que nela houver, e dizei-lhes: Está próximo de vós o reino de Deus.

Comentário:

Primeiro escolheu doze, numero que se compreende: as doze Tribus de Israel; agora são setenta e dois os que escolhe, porquê? Poderia ter escolhido mais ou, talvez, menos?
O que sabemos é que podia ter escolhido quantos quisesse mas porquê setenta e dois...

Realmente o assunto não interessa nem constitui um problema, o que nos convém é tomar consciência de dois pontos:

Que o número de discípulos deveria ser muito grande e, depois, que o Senhor quer que levem a cabo a missão que lhes destina, dois a dois.

Mais tarde, os Apóstolos, escolherão alguns discípulos para os acompanharem mais de perto e assim tem sido ao longo dos tempos.

A Igreja de Cristo alicerça-se em colunas mestras e noutras auxiliares que ajudam a suportar todo o edifício.

(ama, comentário sobre Lc 10, 1-9, 2012.01.26)

Leitura espiritual para 26 de Jan


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

Temos de ser humildes

Não ponhas o teu "eu" na tua saúde, no teu nome, na tua carreira, na tua ocupação, em cada passo que dás... Que coisa tão maçadora! Parece que te esqueceste que "tu" não tens nada, é tudo d'Ele. Quando ao longo do dia te sentires, talvez sem razão, humilhado; quando pensares que o teu critério deveria prevalecer; quando notares que a cada instante borbota o teu "eu", o teu, o teu, o teu..., convence-te de que estás a matar o tempo e que estás a precisar que "matem" o teu egoísmo. (Forja, 1050)

Pertransiit benefaciendo... Que fez Jesus para derramar tanto bem, e só bem, por onde quer que passou? Os Santos Evangelhos transmitiram-nos outra biografia de Jesus, resumida em três palavras latinas, que nos dá a resposta: erat subditus illis, obedecia. Hoje, que o ambiente está cheio de desobediência, de murmuração, de desunião, havemos de estimar especialmente a obediência.

Sou muito amigo da liberdade e precisamente por isso amo tanto essa virtude cristã. Devemos sentir-nos filhos de Deus e viver com o empenho de cumprir a vontade do nosso Pai, de realizar tudo segundo o querer de Deus, porque nos dá na gana, que é a razão mais sobrenatural.

O espírito do Opus Dei, que tenho procurado praticar e ensinar desde há mais de trinta e cinco anos, fez-me compreender e amar a liberdade pessoal. Quando Deus Nosso Senhor concede a sua graça aos homens, quando os chama com uma vocação específica, é como se lhes estendesse a mão, uma mão paternal, cheia de fortaleza, repleta sobretudo de amor, porque nos busca um a um, como filhas e filhos seus, e porque conhece a nossa debilidade. O Senhor espera que façamos o esforço de agarrar a sua mão, essa mão que Ele nos estende. Deus pede-nos um esforço, prova da nossa liberdade. E para conseguirmos isso, temos de ser humildes, temos de sentir-nos filhos pequenos e amar a bendita obediência com que respondemos à bendita paternidade de Deus.. (Cristo que passa, 17)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 37


37. Analisando os ensinamentos dos Santos Padres, Bento XVI detém-se num ponto de particular importância nos momentos actuais. Ele afirma que o grande erro das antigas religiões pagãs consistiu em não se limitarem aos caminhos traçados no fundo das almas pela Sabedoria divina. «Por isso o ocaso da religião pagã era inevitável: fluía como consequência lógica do afastamento da religião reduzida a um conjunto artificial de cerimónias, convenções e hábitos» 66. E o Papa acrescenta que os antigos Padres e escritores cristãos em vez disso optaram «pela verdade do ser contra o mito do costume» 67. Tertuliano, como menciona o Pontífice escreveu: «Dóminus noster Christus veritátem se, non consuetúdinem, cognominávit. Cristo afirmou ser a verdade, não o costume» 68. E o Sucessor de Pedro diz-nos que, «a este propósito observe-se que a palavra consuetúdo, aqui empregada por Tertuliano referindo-se à religião pagã, pode ser traduzida nas línguas modernas com as expressões “moda cultural”, “moda do tempo”» 69.

Não duvidemos: apesar da aparente vitória do relativismo nalguns lugares, este modo de pensar e de desorientar tanta gente acabará por se desmoronar como um castelo de cartas, por não estar ancorado na verdade de Deus Criador e Providente, que dirige os caminhos da história. Ao mesmo tempo, a realidade que vemos à nossa volta há-de animar-nos a não ceder e a não abandonar as pessoas que vivem numa situação de desencanto e de falta de conteúdo.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:
66 Bento XVI, Discurso na audiência geral, 21-III-2007.
67 Bento XVI, Discurso na audiência geral, 21-III-2007.
68 Bento XVI, Discurso na audiência geral, 21-III-2007. A citação de Tertuliano está em Sobre o véu das virgens, I, 1 (PL 2, 889).
69 Bento XVI, Discurso na audiência geral, 21-III-2007.

Tratado dos actos humanos 14


Questão 8: Dos actos em que há vontade.


Em seguida devemos tratar dos próprios actos da vontade, em especial. E primeiro, dos actos precedentes da vontade, em si, como elícitos dela. Segundo, dos actos imperados pela vontade.

Mas, como a vontade se move para o fim e para os meios, há-de tratar-se, primeiro, dos actos pelos quais a vontade se move para o fim, e em seguida, dos actos pelos quais se move para os meios.

Ora, os actos da vontade para o fim são três: querer, fruir e intender. Donde, trataremos, primeiro, da vontade. Segundo, da fruição. Terceiro, da intenção.

Sobre o primeiro ponto, consideram-se três questões. A primeira, em que actos há vontade. A segunda é pelo que ela é movida. A terceira, como é movida.

Sobre a primeira Questão três artigos se discutem:
Art. 1 ― Se a vontade quer só o bem.
Art. 2 ― Se a vontade quer também os meios ou só o fim.
Art. 3 ― Se pelo mesmo acto a vontade quer o fim e o meio.
Art. 1 ― Se a vontade quer só o bem.

(I, q. 19, a . 9, IV Sent., dist. XLIX, q. 1, a . 3, q ª 1, De Verit., q. 22, a . 6).

O primeiro discute-se assim. ― Parece que a vontade não quer só o bem.