24/05/2012

Leitura espiritual para 24 Mai 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.




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Evangelho do dia e comentário




Tempo de Páscoa

VIII Semana 

Evangelho: Jo 17, 20-26

20 «Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que hão-de acreditar em Mim por meio da sua palavra, 21 para que todos sejam um, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós, a fim de que o mundo acredite que Me enviaste. 22 Dei-lhes a glória que Me deste, para que sejam um, como também Nós somos um: 23 Eu neles e Tu em Mim, para que a sua unidade seja perfeita e para que o mundo conheça que Me enviaste e que os amaste como Me amaste. 24 Pai, quero que, onde Eu estou, estejam também comigo aqueles que Me deste, para que contemplem a Minha glória, a glória que Me deste, porque Me amaste antes da criação do mundo. 25 Pai justo, o mundo não Te conheceu, mas Eu conheci-Te e estes conheceram que Me enviaste. 26 Dei-lhes e dar-lhes-ei a conhecer o Teu nome, a fim de que o amor com que Me amaste, esteja neles e Eu neles».

Comentário:

Esta união de que Jesus fala é a que os homens - todos os homens - devem aspirar ter.

Em primeiríssimo lugar, união com Deus porque estando unidos a Ele, faremos, em tudo a Sua Vontade e, assim, salvar-nos-emos;

Depois, união entre todos os que professamos a mesma Fé, para que, assim, e com um único Pastor como guia, percorramos o caminho certo que conduz à Vida Eterna.

Tal como Ele nos disse: Um só rebanho e um só Pastor!

(AMA, comentário sobre Jo 17, 20-26, 2011.06.10)

Tratado dos anjos 50

Questão 61: Da produção natural do ser angélico 3

Art. 3 — Se os anjos foram criados antes do mundo corpóreo.

(II Sent., dist. II, q. 1, a. 3; De Pot., q. 3, a. 18; Opusc. XV, De Angelis, cap. XVII, Opusc. XXIII, in Decretal. I)

O terceiro discute-se assim. — Parece que os anjos foram criados antes do mundo corpóreo.

1. — Pois, diz Jerónimo: Ainda se não completaram seis mil dos nossos anos, e quantos tempos, quantas sucessões de séculos devem se computar, durante os quais os Anjos, os Tronos, as Dominações e as outras ordens serviram a Deus! 1 Damasceno também diz: Alguns afirmam que, antes de toda a criação, foram gerados os anjos, como diz o Teólogo Gregório; pois, primeiro, Deus pensou as virtudes angélicas e celestes e o seu pensamento foi criação 2.

2. Demais. — A natureza angélica é média entre a divina e a corpórea. Ora, aquela é eterna; esta, temporal. Logo, a natureza angélica foi feita antes da criação do tempo e depois da eternidade.

3. Demais. — Mais dista a natureza angélica da corpórea do que uma natureza corpórea da outra. Ora, destas, uma foi feita antes de outra, sendo por isso descritos, no princípio do Genesis, os seis dias da criação das coisas. Logo, com maior razão, a natureza angélica foi feita antes de qualquer natureza corpórea.

Mas, em contrário, diz a Escritura (Gn 1, 1): No princípio criou Deus o céu e a terra. Ora, isto não seria verdade se Deus tivesse criado antes algum ser. Logo, os anjos não foram criados antes da natureza corpórea.

Sobre este assunto é dupla a opinião dos santos Doutores, sendo a mais provável a que ensina terem os anjos sido criados simultaneamente com a natureza corpórea. Pois eles fazem parte do universo, não constituindo um, por si, mas concorrendo, com a criatura corpórea, para a constituição do mesmo universo. O que bem se verá considerando a ordem de uma criatura em relação a outra. Pois, a ordem das coisas entre si é o bem do universo. Ora, nenhuma parte é perfeita, separada do todo. Logo, não é provável que Deus, cujas obras são perfeitas, como diz a Escritura (Dt 32, 4), tivesse criado a criatura angélica separadamente, antes das outras criaturas. — Todavia, não se deve reputar por errônea a opinião contrária, sobretudo por causa da opinião de Gregório Nazianzeno, cuja autoridade é tão grande, na doutrina cristã, que ninguém ousaria acusar-lhe de erro os ensinamentos, bem como os ensinamentos de Atanásio, segundo diz Jerónimo 3.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — Jerónimo se exprime segundo o pensamento dos Doutores gregos, todos concordes em sentir que os anjos foram criados antes do mundo corpóreo.

RESPOSTA À SEGUNDA. — Deus não faz parte do universo, mas está totalmente acima deste, cuja total perfeição pre-encerra em si, de modo mais eminente. O anjo, porém, faz parte do universo. Logo, a razão não é a mesma.

RESPOSTA À TERCEIRA. — Todas as criaturas corpóreas se unificam pela matéria; mas aos anjos não convém, por esta, com tais criaturas. Por onde, criada a matéria das criaturas corpóreas, todas elas foram, de certo modo, criadas; mas, criados os anjos, nem por isso criado estaria o universo.

Se porém se aceitar a opinião em contrário, deve-se expor a passagem (Gn 1, 1) — No princípio criou Deus o céu e a terra — assim: no princípio, ou seja, no Filho ou no princípio do tempo; não no princípio, isto é, antes de qualquer ser existir, salvo se se disser, antes de qualquer ser, no género das criaturas corporais.
________________________________
Notas:
1. Super epistolam ad Titum (cap. I).
2. II Orthod. Fidei, cap. III.
3. Vide Rufin, in Or. S. Greg.

23/05/2012

Leitura espiritual para 23 de Mai 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.




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Chiu!

“Silêncio!” O Papa apela ao silêncio. Apanha-nos em pleno mergulho eufórico no mar das novas tecnologias, que estão “Inter mirifica”, entre as maravilhosas invenções da técnica (Vaticano II).

Um mar, de maré a encher. Ou vamos ter com ela, ou ela vem ter connosco. Cada dia a net gera 60 mil sites, 2 milhões de vídeos, 5 milhões de imagens. Hoje o facebook tem mais 460 mil perfis do que ontem.

O mar é um oceano de coisas boas, sobretudo se não lhe der para brincar aos tsunamis. Por isso, às vezes temos alerta, amarelo pelo menos.

Sabíamos que o português médio vê 25 horas de TV por semana. Isto é, em sete dias, um dia e uma noite de olhos na TV. Se esse português viver 70 anos, 10 (dez!) anos, dia e noite, vê TV. A TV mostra-lhe tudo: primaveras árabes, champôs, golos de trivela, tratados de paz, querida júlia e popotas. A imaginação corre o mundo; o corpo fica sentado.

As estatísticas dizem agora que está também uma hora por dia online. Enfim, o português médio quase é super-homem ou supermulher para aguentar tanto.

Os inventores prometem para breve surpreendentes simulações digitais de cheiros e de outras sensações. O melhor é habituar-se, porque a técnica gosta de cumprir promessas. Estaremos envolvidos na “realidade” virtual com a mesma envolvência da “realidade real”.

O Ricardo Araújo Pereira fez o retrato numa rábula antiga. O pai apanha o filho – uma joia de moço – a espetar-se com uma seringa num braço e diz: “come antes uma peça de fruta que te faz melhor, rapaz...”. E ele: “’tá bem, mas agora não, que estou a conversar com este gafanhoto gigante chamado José António”...

Boa observação. Se me sinto bem entre gafanhotos gigantes virtuais, porquê preferir a pera-rocha real? Porque é melhor a “realidade” que o “imaginário”?

O mundo “imaginário” são os infinitos pequenos mundos subjetivos. É um mundo criado pelo homem, espelho das suas limitações. O mundo real são as coisas comuns dadas a todos. É uma prenda do criador. Como as outras prendas, fala sobre quem dá e quem recebe. É um mundo criado por Deus, espelho do seu amor louco pelos homens.

O desafio é harmonizá-los para que a experiência virtual sirva e melhore a experiência real. Nisso, o silêncio conta muito. Compreende-se que Bento XVI olhe “com interesse para as várias formas de sítios, aplicações e redes sociais que possam ajudar o homem atual não só a viver momentos de reflexão e de busca verdadeira, mas também a encontrar espaços de silêncio, ocasiões de oração, meditação ou partilha da Palavra de Deus.”

Sítios desses, há alguns, como o “Evangelho Quotidiano” e o “Passo a rezar”. Contudo, o grande teste é procurar o silêncio “off line”.

Treinados no “pensamento produtivo”, o silêncio assusta-nos. Quando calamos algum tempo agitamo-nos, sentimo-nos inúteis, e desesperamos por, ao menos, um pouco de Antena 2. Temos os músculos do “pensamento contemplativo” atrofiados e esgotamo-nos em qualquer esforço.

Em 1998 um professor de jornalismo perguntou ao então cardeal como podem os jornalistas resistir às várias pressões, e Ratzinger respondeu: “parece-me importante que possam ter com certa regularidade um descanso em que possam respirar fundo. Umas temporadas em que possam recuperar o substrato intelectual, o substrato moral, que lhes permita ordenar de novo as suas ideias.”

O silêncio regenera. O silêncio é um ingrediente das espiritualidades orientais. Para o cristianismo, o silêncio é, porém, mais do que desligar emoções e amarras para imergir no nirvana da impassibilidade.

O silêncio sonha com um inesquecível encontro com Deus. “Deus fala ao homem mesmo no silêncio, também o homem descobre no silêncio a possibilidade de falar com Deus e de Deus.”

E desejar isso não é desejar demais? Podemos ambicionar tanto? Bento XVI falou aos céticos em Fátima: “Deus tem o poder de chegar até nós nomeadamente através dos sentidos interiores, de modo que a alma recebe o toque suave de algo real que está para além do sensível”. Mas há uma condição: “para isso exige-se uma vigilância interior do coração que, na maior parte do tempo, não possuímos por causa da forte pressão das realidades externas e das imagens e preocupações que enchem a alma”. Torna-se crítico abrir uns minutos diários de solidão para robustecer a relação com Deus. Como? O “português médio” só em TV e net, tem muito por onde escolher.

O silêncio ajuda a abreviar a palavra e dizer o essencial. Disse Pascal: “o texto só me saiu longo, porque não tive vagar para o fazer mais curto”. Subscrevo sem relutância.

Pedro Gil, diretor Gabinete de Imprensa do Opus Dei

Música

Dulce Pontes - Ennio Morricone - Your love


Evangelho do dia e comentário




Tempo de Páscoa

VIII Semana 

Evangelho: Jo 17, 11-19

11 Já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para Ti. Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste para que sejam um, assim como Nós. 12 Quando Eu estava com eles, os guardava em Teu nome. Conservei os que Me deste; nenhum deles se perdeu, excepto o filho da perdição, cumprindo-se a Escritura. 13 Mas agora vou para Ti e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da Minha alegria. 14 Dei-lhes a Tua palavra, e o mundo odiou-os, porque não são do mundo, como também Eu não sou do mundo. 15 Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do mal. 16 Eles não são do mundo, como Eu também não sou do mundo. 17 Santifica-os na verdade. A Tua palavra é a verdade. 18 Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. 19 Por eles Eu santifico-Me a Mim mesmo, para que também sejam santificados na verdade.

Comentário:

A verdade santifica!

Que verdade?

A única verdadeira: Cristo!

Ele é a Verdade donde, realmente, Cristo santifica-nos.

Cristo santificou-se por nós e, esse acto sublime, permitiu que, também nós, nos possamos santificar.

Assim se compreende que só permanecendo com Cristo a santificação pessoal é possível.

(ama, comentário sobre Jo 17, 11-19, 2012.04.12)

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS


À procura de Deus


«Quem espera sempre alcança.»
Sobretudo se amar os outros,
como Deus nos ama.
jma Pensamentos inspirados

Tratado dos anjos 49

Questão 61: Da produção natural do ser angélico 2

22/05/2012

Leitura espiritual para 22 Mai 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.




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Perguntas & Respostas 1



Sou divorciado e voltei a casar. Posso receber a Eucaristia?


(N/identificado, Gestor)







"A crença errónea que tem uma pessoa divorciada e novamente casada, de poder receber a Eucaristia normalmente, presume que a consciência pessoal é levada em conta na análise final, de que, baseado nas suas próprias convicções existiu ou não existiu um matrimónio anterior e o valor de uma nova união. Esta posição é inaceitável. O matrimónio, de facto, porque é a imagem da relação de Cristo e da Sua Igreja assim como um factor importante na vida da sociedade civil, é basicamente uma realidade pública." [1]

Com este documento a Santa Sé afirma a contínua teologia e disciplina da Igreja Católica, de que aquele que se divorciou e volta a casar sem um Decreto de Nulidade, para o primeiro matrimónio (indistintamente se foi realizado dentro ou fora da Igreja), se encontra numa relação de adultério, que não lhe permite arrepender-se honestamente, para receber a absolvição de seus pecados e receber a Santa Comunhão. Até que se resolva a irregularidade matrimonial pelo Tribunal dos Processos Matrimoniais, ou outros procedimentos que se aplicam aos matrimónios dos não batizados, não pode aproximar-se aos Sacramentos da Penitência nem da Eucaristia.

Só poderia comungar se, evitado o escândalo e recebida a absolvição sacramental, se comprometesse a viver em plena continência, como diz a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé.
Por outro lado as pessoas casadas só no civil e divorciadas podem comungar. O divórcio civil não é um obstáculo para receber a comunhão. Por ser um acto civil, tudo o que faz, é conseguir um acordo sobre os resultados civis e legais do matrimónio (distribuição das propriedades, custódia dos filhos, etc.).


[1] Membros da Congregação para a Doutrina da Fé, carta a todos os bispos do mundo, 1994.10.14

Sabendo-me pescador de homens... não pesco?

Textos de S. Josemaria

O Senhor quer de ti um apostolado concreto, como o da pesca daqueles cento e cinquenta e três grandes peixes apanhados à direita da barca, e não outros. E perguntas-me: "Como é que, sabendo-me pescador de homens, vivendo em contacto com muitos companheiros e podendo discernir a quem deve ser dirigido o meu apostolado específico, afinal não pesco?... Falta-me amor? Falta-me vida interior?". Escuta a resposta dos lábios de Pedro, naquela outra pesca milagrosa: – "Mestre, cansámo-nos de trabalhar toda a noite, e não apanhámos nada; apesar disso, sob a Tua palavra, lançarei a rede". Em nome de Jesus, começa de novo. Revigorado. – Fora com essa moleza! (Sulco, 377)

O apostolado, essa ânsia que vibra no íntimo do cristão, não é coisa separada da vida de todos os dias; confunde-se com o próprio trabalho, convertido em ocasião de encontro pessoal com Cristo. Nesse trabalho, ombro a ombro com os nossos colegas, com os nossos amigos, com os nossos parentes, lutando pelos mesmos interesses, podemos ajudá-los a chegar a Cristo, que nos espera na margem do lago... Antes de ser apóstolo, pescador. Também, pescador depois de ser apóstolo. Antes e depois, a mesma profissão. (…)
Passa ao lado dos seus Apóstolos, junto daquelas almas que se lhe entregaram... E eles não se dão conta disso!. (…)Lançai a rede para o lado direito da barca e encontrareis. Lançaram a rede e já não a podiam tirar por causa da grande quantidade de peixes. Agora compreendem. Recordam o que tinham ouvido tantas vezes dos lábios do Mestre: pescadores de homens, apóstolos!... E compreendem que tudo é possível, porque é Ele quem dirige a pesca. (…)
Os outros discípulos foram com a barca, porque não estavam distantes de terra, senão duzentos côvados, tirando a rede cheia de peixes. Em seguida põem a pesca aos pés do Senhor, porque é sua, para que aprendamos que as almas são de Deus, que ninguém nesta terra pode atribuir a si mesmo essa propriedade, que o apostolado da Igreja – a palavra e a realidade da salvação – não se baseia no prestígio de algumas pessoas, mas na graça divina. (Amigos de Deus, nn. 264–267).

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Música

Bryam Adams - Rod Stewart - Sting - All for love


Evangelho do dia e comentário




Tempo de Páscoa

VIII Semana 

 Santa Rita de Cássia [i]
Evangelho: Jo 17, 1-11

1 Assim falou Jesus; depois, levantando os olhos ao céu, disse: «Pai, chegou a hora: Glorifica o Teu Filho, para que Teu Filho Te glorifique a Ti 2 e, pelo poder que Lhe deste sobre toda a criatura, dê a vida eterna a todos os que lhe deste. 3 Ora a vida eterna é esta: Que Te conheçam a Ti como o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a Quem enviaste. 4 Glorifiquei-Te sobre a terra; acabei a obra que Me deste a fazer. 5 E agora, Pai, glorifica-Me junto de Ti mesmo, com aquela glória que tinha em Ti antes que houvesse mundo. 6 «Manifestei o Teu nome aos homens que Me deste do meio do mundo. Eram Teus e Tu Mos deste; e guardaram a Tua palavra. 7 Agora sabem que todas as coisas que Me deste vêm de Ti, 8 porque lhes comuniquei as palavras que Me confiaste; eles as receberam, e conheceram verdadeiramente que Eu saí de Ti e creram que Me enviaste. 9 «É por eles que Eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que Me deste, porque são Teus. 10 Todas as Minhas coisas são Tuas e todas as Tuas coisas são Minhas; e neles sou glorificado. 11 Já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para Ti. Pai Santo, guarda em Teu nome aqueles que Me deste para que sejam um, assim como Nós.

Comentário:

As palavras de Jesus devem encher-nos de tranquilidade.
De facto, mostram-nos um caminho seguro para a salvação que desejamos conquistar: basta-nos seguir o Pastor.

Caminhos há muitos mas um só é o que nos interessa.

Talvez que outros sejam, aparentemente, mais agradáveis ou fáceis de percorrer, mas...onde levam? Onde acabam?

(ama, comentário sobre Jo 17, 1-11, 2011.06.07)


[i] Nota Histórica: Resplandeceu na Úmbria no século XV. Casada com um homem violento, suportou pacientemente as suas crueldades e conseguiu reconciliá-lo com Deus. Depois, privada do marido e dos filhos, ingressou como religiosa num mosteiro da Ordem de Santo Agostinho. Dando a todos um sublime exemplo de paciência e de compunção, aí morreu antes do ano 1457.

Tratado dos anjos 48


Questão 61: Da produção natural do ser angélico.