Questão 64: Da pena dos demónios.
Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
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14/06/2012
31/05/2012
30/05/2012
29/05/2012
28/05/2012
27/05/2012
26/05/2012
24/05/2012
Tratado dos anjos 50
Questão 61: Da produção natural do ser angélico 3
Art. 3 — Se os
anjos foram criados antes do mundo corpóreo.
Sobre este assunto é dupla a opinião dos
santos Doutores, sendo a mais provável a que ensina terem os anjos sido criados
simultaneamente com a natureza corpórea. Pois eles fazem parte do universo, não
constituindo um, por si, mas concorrendo, com a criatura corpórea, para a
constituição do mesmo universo. O que bem se verá considerando a ordem de uma
criatura em relação a outra. Pois, a ordem das coisas entre si é o bem do
universo. Ora, nenhuma parte é perfeita, separada do todo. Logo, não é provável
que Deus, cujas obras são perfeitas, como diz a Escritura (Dt 32, 4),
tivesse criado a criatura angélica separadamente, antes das outras criaturas. —
Todavia, não se deve reputar por errônea a opinião contrária, sobretudo por
causa da opinião de Gregório Nazianzeno, cuja autoridade é tão grande, na
doutrina cristã, que ninguém ousaria acusar-lhe de erro os ensinamentos, bem
como os ensinamentos de Atanásio, segundo diz Jerónimo 3.
Art. 3 — Se os
anjos foram criados antes do mundo corpóreo.
(II Sent., dist. II, q. 1, a. 3; De Pot., q. 3, a. 18;
Opusc. XV, De Angelis, cap. XVII, Opusc. XXIII, in Decretal. I)
O terceiro discute-se assim. — Parece que os anjos
foram criados antes do mundo corpóreo.
1. — Pois, diz Jerónimo: Ainda se não completaram seis
mil dos nossos anos, e quantos tempos, quantas sucessões de séculos devem se
computar, durante os quais os Anjos, os Tronos, as Dominações e as outras
ordens serviram a Deus! 1
Damasceno também diz: Alguns afirmam que, antes de toda a criação, foram gerados
os anjos, como diz o Teólogo Gregório; pois, primeiro, Deus pensou as virtudes
angélicas e celestes e o seu pensamento foi criação 2.
2. Demais. — A natureza angélica é média entre a divina
e a corpórea. Ora, aquela é eterna; esta, temporal. Logo, a natureza angélica
foi feita antes da criação do tempo e depois da eternidade.
3. Demais. — Mais dista a natureza angélica da corpórea
do que uma natureza corpórea da outra. Ora, destas, uma foi feita antes de
outra, sendo por isso descritos, no princípio do Genesis, os seis dias da criação
das coisas. Logo, com maior razão, a natureza angélica foi feita antes de
qualquer natureza corpórea.
Mas, em contrário, diz a Escritura (Gn 1, 1):
No princípio criou Deus o céu e a terra. Ora, isto não seria verdade se Deus
tivesse criado antes algum ser. Logo, os anjos não foram criados antes da
natureza corpórea.
Sobre este assunto é dupla a opinião dos
santos Doutores, sendo a mais provável a que ensina terem os anjos sido criados
simultaneamente com a natureza corpórea. Pois eles fazem parte do universo, não
constituindo um, por si, mas concorrendo, com a criatura corpórea, para a
constituição do mesmo universo. O que bem se verá considerando a ordem de uma
criatura em relação a outra. Pois, a ordem das coisas entre si é o bem do
universo. Ora, nenhuma parte é perfeita, separada do todo. Logo, não é provável
que Deus, cujas obras são perfeitas, como diz a Escritura (Dt 32, 4),
tivesse criado a criatura angélica separadamente, antes das outras criaturas. —
Todavia, não se deve reputar por errônea a opinião contrária, sobretudo por
causa da opinião de Gregório Nazianzeno, cuja autoridade é tão grande, na
doutrina cristã, que ninguém ousaria acusar-lhe de erro os ensinamentos, bem
como os ensinamentos de Atanásio, segundo diz Jerónimo 3.
DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — Jerónimo se
exprime segundo o pensamento dos Doutores gregos, todos concordes em sentir que
os anjos foram criados antes do mundo corpóreo.
RESPOSTA À SEGUNDA. — Deus não faz parte do universo,
mas está totalmente acima deste, cuja total perfeição pre-encerra em si, de
modo mais eminente. O anjo, porém, faz parte do universo. Logo, a razão não é a
mesma.
RESPOSTA À TERCEIRA. — Todas as criaturas corpóreas se
unificam pela matéria; mas aos anjos não convém, por esta, com tais criaturas.
Por onde, criada a matéria das criaturas corpóreas, todas elas foram, de certo
modo, criadas; mas, criados os anjos, nem por isso criado estaria o universo.
Se porém se aceitar a opinião em contrário, deve-se
expor a passagem (Gn 1, 1) — No princípio criou Deus o céu e a terra
— assim: no princípio, ou seja, no Filho ou no princípio do tempo; não no
princípio, isto é, antes de qualquer ser existir, salvo se se disser, antes de
qualquer ser, no género das criaturas corporais.
________________________________
Notas:
1. Super epistolam ad Titum (cap. I).
2. II Orthod. Fidei, cap. III.
3. Vide Rufin, in Or. S. Greg.
23/05/2012
25/04/2012
Tratado dos anjos 51
Art. 4 — Se os anjos foram criados no
céu empíreo.
O
quarto discute-se assim. — Parece que os anjos não foram criados no céu empíreo.
1.
— Pois, são substâncias incorpóreas. Ora, a substância incorpórea não depende
do corpo pelo seu ser e, por consequência, nem pelo vir-a-ser. Logo, os anjos
não foram criados num lugar corpóreo.
2.
Demais. — Agostinho diz que os anjos foram criados na parte superior do ar 1. Logo, não no céu empíreo.
3.
Demais. — O céu empíreo é chamado o céu supremo. Se, logo, os anjos tivessem
sido nele criados, não lhes caberia subir a um céu superior, o que vai contra o
que a Escritura diz da pessoa do anjo pecador (Is 14, 13): Subirei
ao céu.
Mas,
em contrário, diz Estrabão, a propósito do passo — No princípio criou Deus o
céu e a terra: Chama aqui, céu, não ao firmamento visível, mas ao empíreo, ou seja,
ígneo ou intelectual, assim dito não pelo ardor, mas pelo esplendor e o qual,
imediatamente depois de feito, se encheu de anjos.
DONDE
A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. — Os anjos não foram criados em lugar corpóreo,
como se dependentes do corpo, pelo ser ou pelo vir a ser deles; pois, Deus
poderia ter criado os anjos antes de toda criatura corpórea, e muitos santos
Doutores assim o pensam. Mas foram feitos em lugar corpóreo para mostrar a
relação que tem com a natureza corpórea e que, pela sua virtude, tem contato
com corpos.
RESPOSTA
À SEGUNDA. — Talvez Agostinho, pela suprema parte do ar entenda a suprema parte
do céu, com a qual o ar tem certa conveniência por causa da sua sutileza e
diafaneidade. — Ou se refere, não a todos os anjos, mas aos que pecaram e que,
segundo alguns, eram das ordens inferiores. Pois, nada impede dizer-se que os
anjos superiores, tendo sobre todos os corpos virtude elevada e universal,
foram criados no lugar supremo da criatura corpórea; os outros, porém, tendo virtudes
mais particulares, foram criados nos corpos inferiores.
RESPOSTA
À TERCEIRA. — O passo citado se refere não a algum céu corpóreo, mas ao da
santa Trindade, ao qual o anjo pecador quis subir quando quis, de certo modo,
equiparar-se a Deus, como a seguir se verá3.
________________________________
Notas:
1. III Super Gen. ad litt. (cap. X).
2. Q. 61, a. 3.
14/03/2012
Tratado Dos Anjos 6
Questão 50:
Da substância dos anjos em absoluto
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13/03/2012
Tratado Dos Anjos 5
Art. 4 — Se os anjos diferem pela espécie.
(II Sent., dist. III, q. 1, a. 4; dist. XXXII, q. 2, a. 3; IV, dist. XII, q. 1, a. 1, qª 3; II Cont. Gent., cap. XCII; De Spirit. Creat., a. 8; Qu. De Anima. a. 3; De Ent. et Ess., cap. V).
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12/03/2012
Tratado Dos Anjos 4
Art. 3 — Se é grande o número dos anjos existentes.
(Infra, q. 112, a. 4, ad 2; II Sent., dist, III, q. 1, a. 3; II Cont. Gent., cap. XCII; De Pot., q. 6, a. 6; Opusc. XV, De Angelis, cap. II)
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11/03/2012
Tratado Dos Anjos 3
Questão 50:
Da substância dos anjos em absoluto
Art. 2 — Se o anjo é composto de matéria e forma.
(I Sent., dist. VIII, a. 5, a. 2; II, dist. III, q. 1, a. 1; II Cont. Gent., cap L, LI; De Spirit. Creat., a. 1; Quodl. III, q. 8, IX, q. 4, a. 1; Compend. Theol., cap. LXXIV; Opusc. XV, De Angelis, cap. V seqq.; cap. XVIII; De Ent. et Ess., cap. V).
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10/03/2012
Tratado Dos Anjos 2
Questão 50:
Da substância dos anjos em absoluto
(II Cont. Gent.., cap. XLVI, XLXIX; Opusc. XV, De Angelis, cap. XVIII).
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09/03/2012
Tratado Dos Anjos 1
Questão 51: Da relação dos anjos com os corpos.
Questão 52: Da relação dos anjos com os lugares.
Questão 53: Do movimento local dos anjos.
Questão 54: Do conhecimento angélico.
Questão 55: Dos meios do conhecimento angélico.
Questão 56: Do conhecimento angélico dos seres imateriais.
Questão 57: Do conhecimento angélico em relação às coisas materiais.
Questão 58: Do modo do conhecimento angélico.
Questão 59: Da vontade dos anjos.
Questão 60: Do amor ou da dilecção dos anjos.
Questão 61: Da produção natural do ser angélico.
Questão 62: Da perfeição dos anjos na existência da graça e da glória.
Questão 63: Da malícia dos anjos quanto à culpa.
Questão 64: Da pena dos demónios.
Questão 50: Da substância dos anjos em absoluto.
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