04/01/2012

Música e repouso

14 year old plays Liszt's Hungarian Rhapsody No.2








selecção JMA



Leitura Espiritual para 04 Jan 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)



Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.





Para ver texto completo para hoje, clicar abaixo

Pensamentos inspirados à procura de Deus

À procura de Deus



Se crês em Deus,


crês em ti próprio.



jma

Implosão

Navegando pela minha cidade
Apesar de saber que a implosão ia dar em directo num canal da televisão tinha 

que ir ver. Pela televisão não é mesma coisa. Nunca é. Mas no dia anterior fui fazer o necessário reconhecimento do terreno. Ou seja, dos limites do perímetro de segurança.

Entrei no bairro do Aleixo pela Rua Diogo Botelho em direcção à Rua do Progresso onde encontrei dois ou três sexagenários à conversa no passeio (esta maneira de caracterizar seres humanos pela idade é quase zoológica ou botânica) e parei para perguntar onde era exactamente a Torre 5.

“Tenho aqui um croquis e o senhor vê já”. Dizendo isto um deles mete-me pela janela do carro uma folha A4 com a planta do bairro onde estão sinalizadas as torres com um circulo a marcador amarelo. É esta aqui? Perguntei apontando para a Torre 3. Um... não! essa é onde eu vivo! Indignado e escandalizado foi a resposta do homem arrancando-me o croquis das mãos. “É aquela mesmo à sua frente.”
De facto, a poucos metros de distância, a Torre 5 erguia-se nos seus treze andares de altura, igualzinha a todas as outras. Desci pela Rua da Mocidade até à Rua do Ouro que faz a marginal do rio Douro em frente à Afurada, junto à Cantareira.

Foi esse o sítio que escolhi e em que, no dia seguinte pelas nove da manhã – manhã fria e cinzenta - já lá estava para ver a implosão da Torre 5.
Se sempre que um homem se eleva, eleva toda a humanidade e se sempre que um homem se avilta e degrada, avilta e degrada toda a humanidade o mesmo se pode dizer dos edifícios numa cidade. Ou seja, quando aquelas Torres foram levantadas, levantaram a cidade e os seus habitantes de uma situação inferior.
E agora que uma delas ia ser implodida? Iria também implodir qualquer coisa na cidade ou já tinha sido implodido no coração de tantos e tantos toxicodependentes que usavam aquele bairro e, em particular, aquela torre, como inesgotável fonte de abastecimento da sua dependência degradante?

Essa é a chaga social visível do Aleixo. E tudo o resto? E as dezenas e dezenas de famílias honradas e honestas que contra toda a adversidade do meio ambiente lá vivem, sonham, amam e têm ilusões e esperanças justas e dignas?

E todos opinam. E eu tenho direito a não ter opinião. Porque ter opinião é formular um juízo para o qual não estou qualificado. Foi mais ou menos isto que disse a uma jornalista do Público que pelas dez e meia da manhã me abordou. Mas antes disse-lhe que estava ali para ver a implosão fora de mim, porque as dentro de mim já as conhecia. “Pois, mas isso é outra coisa”, disse-me a jornalista.

E há a polícia, e há pequenos helicópteros comandados por controlo remoto com uma câmara da RTP; e há as ambulâncias do INEM; e há carros de bombeiros e jipes da Protecção Civil e peritos em catástrofes e camiões e retroescavadoras alinhados para atacarem o entulho; e há Sua Excelência o Sr. Presidente da Câmara que, com o nosso dinheiro alugou um enorme barco da Douro Azul para assistir do meio do rio, porque se estivesse na Rua do Ouro teria ouvido o que alguns lhe gritavam: “bandido! ladrão! traficante!”; e há muita gente com máquinas de filmar e fotográficas para registar o momento da implosão como se fosse possível registar o impossível.

E há ex-moradores da Torre 5 e doutras torres que irão talvez para as Antas. Para longe do rio que há dezenas e dezenas de gerações lhes corre perto da vida. Para quanto mais longe melhor, porque aquele espaço agora já vale 15 milhões de euros e eles estragam a vista para a foz do condomínio de luxo que lá se fará.

Quatro ou cinco estoiros e em dois segundos a Torre 5 de treze andares e muitas vidas veio abaixo.  

Afonso Cabral                              


Livres para construir o futuro 2

Durante a sua vida, São Josemaria pôde observar com dor vários fenómenos culturais e sociais que causaram uma forte despersonalização: massificação, diversos tipos de alienações, totalitarismos e ditaduras, deformações devidas ao clericalismo... Perante esses ataques à pessoa e à sua liberdade, São Josemaria reagiu com sensibilidade cristã, saindo em defesa da dignidade de cada ser humano.

Um exemplo da sua valentia na defesa da liberdade de todos os homens e mulheres é o artigo «As riquezas da fé», publicado num jornal diário de Madrid em 1969.

A ele – como a nós – tocou-lhe viver numa situação cultural paradoxal, onde uma forte percepção da liberdade se unia à consciência de que esta se malograva, com frequência, de diversos modos. Entre estes encontra-se a visão parcial da liberdade como pura capacidade de escolha, desligada da perfeição que a pessoa está chamada a conquistar.

© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet 2011.07.06

Tratado De Deo Trino 50

Art. 2 – Se devemos dizer que as três Pessoas são de uma só essência.

(I Sent., dist. XXV, exposit. text.; dist. XXXIV, q. 1, a. 2).

O segundo discute-se assim. – Parece que não devemos dizer serem as três Pessoas de uma só essência.

1. – Pois, diz Hilário: O Pai, o Filho e o Espírito Santo são três certamente pela substância, porém um pela consonância [1]. Ora, a substância é a essência de Deus. Logo, não são as três Pessoas de uma só essência.

2. Demais. – Nada devemos afirmar de Deus que não esteja expresso pela autoridade da Sagrada Escritura, como está claro em Dionísio [2]. Ora, nunca a Sagrada Escritura diz, que o Pai, o Filho e o Espírito Santo sejam de uma só essência. Logo, tal não devemos afirmar.

3. Demais. – A natureza divina é o mesmo que a essência divina. Bastaria, pois, dizer, segundo parece, que as três Pessoas têm a mesma natureza.

4. Demais. – Não se costuma dizer, que a pessoa é da essência, mas antes, que esta é daquela. Logo, não parece conveniente dizer, que as três Pessoas são de uma só essência.

5. Demais. – Segundo Agostinho, não dizemos que as três Pessoas provêm de uma só essência, para que se não pense que, em Deus, uma coisa é a essência e outra, a pessoa [3]. Mas como as preposições, também os casos oblíquos encerram a ideia de transição. Donde, pela mesma razão não devemos dizer, que as três Pessoas são de uma só essência.

6. Demais. – O que pode ser ocasião de erro não se deve dizer de Deus. Ora, dizer que as três Pessoas são de uma só essência ou substância dá ocasião a erro. Assim, diz Hilário: A substância una predicada do Pai e do Filho significa ou um ser subsistente, em dois sentidos diversos; ou uma substância dividida em duas substâncias imperfeitas; ou uma terceira substância primária apropriada e assumida pelas duas outras [4]. Por onde, não se deve dizer, que as três Pessoas sejam de uma só substância.

Mas, em contrário, diz Agostinho, que o nome homoousion firmado no Concílio Niceno, contra os Arianos, significa o mesmo que dizer serem as três Pessoas de uma só essência [5].


Como dissemoso nosso intelecto nomeia as coisas divinas, não ao modo delas, pois assim não nas pode conhecer; mas ao modo das coisas criadas. Ora, nas coisas sensíveis, das quais o nosso intelecto tira a sua ciência, a natureza de uma espécie individualiza-se pela matéria, fazendo a natureza a função de forma e o indivíduo, de suposto da forma. Por isso, também em Deus, pelo seu modo de significar, a essência é como a forma em relação às três Pessoas. Assim, na ordem das coisas criadas, dizemos que uma forma pertence ao ser do qual ela é; como a saúde ou a beleza, a um certo homem. Porém não dizemos que um ser, que tem uma forma, pertença a essa forma, senão acrescentando um adjectivo designativo de tal forma; assim, dizemos: que esta mulher é de egrégia forma, este homem é de perfeita virtude. E semelhantemente, como, em Deus, a multiplicidade de pessoas não implica a da essência, dizemos que uma só é a essência das três Pessoas; e que as três Pessoas são de uma só essência, entendendo-se, que esses genitivos são empregados para designarem a forma.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. – Substância, no caso, toma-se como hipóstase e não como essência.

RESPOSTA À SEGUNDA. – Embora não se encontre textualmente dito na Escritura que as três Pessoas são de uma só essência, encontra-se, todavia, esse sentido. Como nos lugares: Eu e o Pai somos uma mesma coisa (Jo 10, 30); O Pai está em mim, e eu no Pai (Jo 38; 14, 10). E o mesmo se conclui de muitos outros lugares.

RESPOSTA À TERCEIRA. – Designando a natureza o princípio do acto, e derivando, porém, a essência do verbo ser, podem considerar-se da mesma natureza os seres que convêm em algum acto, como, p. ex., todos os que aquecem; mas da mesma essência se não podem chamar senão os que têm o mesmo ser. Donde, seja melhor exprimimos a unidade divina dizendo que as três Pessoas são de uma só essência, do que dizendo que são de uma só natureza.

RESPOSTA À QUARTA. – A forma, falando absolutamente, é de ordinário expressa como pertencendo ao ser do qual é; p. ex. a virtude de Pedro. Porém, inversamente, não costumamos dizer, que pertence à forma o ser que a tem, senão quando queremos determiná-la ou designá-la. E então se requerem dois genitivos, significando um a forma e o outro, a determinação dela; como se disséssemos: Pedro é de grande virtude. Ou então requer-se um genitivo com a força de dois, como se disséssemos: Este é homem de sangue, i. e, derramador de muito sangue. Ora, a essência divina, considerada forma em relação à pessoa, convenientemente se chama essência da pessoa. Porém não, inversamente; salvo se se fizer um acréscimo à designação da essência; p. ex., dizendo, que o Pai é uma pessoa de essência divina, ou que as três Pessoas são de uma só essência.

RESPOSTA À QUINTA. – A preposição de (por e de) não designa relação de causa formal, mas antes, de causa eficiente ou material. Ora, estas causas distinguem-se sempre dos seres dos quais o são; pois, nenhum ser é a sua própria matéria ou o seu princípio activo. Porém, há seres, que são a sua própria forma como o demonstram todos os seres imateriais. Logo, quando dizemos que as três Pessoas são de uma só essência, significando essência, forma, não queremos dizer que uma coisa seja a essência e outra, a pessoa, o que assim seria se disséssemos, que as três Pessoas são provenientes da mesma, essência.

RESPOSTA À SEXTA. – Diz Hilário: Muito prejudicadas ficariam as coisas santas se deixassem de o ser porque muitos assim não as reputam. Assim, se entendem mal a expressão homoousion, que isso me importa a mim, que bem a entendo? [7] E antes: Pois, é uma substância pela mesma propriedade de geração e não resul­tante de porções, de uma união ou comunhão [8].

SÃO TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica,



[1] De Synod., in exposit., Fidei Antioch.
[2] I cap. De div. nom.
[3] De Trin., l. VII, c. 6.
[4] De Synod., num. 68.
[5] II Contra Maximum, c. 14 (al. Lib. III).
[6] Q. 13, a. 1, ad 2; a. 3
[7] De Synod., num. 85, 86.
[8] Ibid., num. 71.

Evangelho do dia e comentário


Natal II Semana



04 de Janeiro

Evangelho: Jo 1, 35-42

35 No dia seguinte, João lá estava novamente com dois dos seus discípulos. 36 Vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». 37 Ouvindo as suas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38 Jesus, voltando-Se para trás, e vendo que O seguiam, disse-lhes: «Que buscais?». Eles disseram-Lhe: «Rabi (que quer dizer Mestre), onde habitas?». 39 Jesus disse-lhes: «Vinde ver». Foram, viram onde habitava e ficaram com Ele aquele dia. Era então quase a hora décima. 40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido o que João dissera e que tinham seguido Jesus. 41 Encontrou ele primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias», que quer dizer Cristo. 42 Levou-o a Jesus. Jesus, fixando nele o olhar, disse: «Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas», que quer dizer Pedra.
Comentário:

João tem uma atitude decisiva no seguimento de Jesus por parte dos dois discípulos: Indica quem é o que passa com um nome que o identifica plenamente.
Quando O aponta como o “Cordeiro de Deus”, sabem muito bem os dois homens a quem João se refere ao empregar este termo das Escrituras.

O Cordeiro de Deus é Aquele que Deus envia para ser sacrificado pelo Seu povo e, desta forma, redimi-lo do pecado e reatar as relações interrompidas com a queda de Adão e Eva.

Indicar o Senhor que passa nas nossa vidas, na vida de cada homem e de cada mulher, é um “trabalho” de apostolado que deve “obrigar” qualquer cristão porque, muitas pessoas, não se dão conta desse Jesus que passa tão perto e disponível… mais… tão desejoso que O sigamos.

Algumas vezes, muitas vezes… Jesus é essa pessoa que se cruza connosco e volve para nós o olhar pedindo ajuda porque tem fome, frio ou qualquer outra carência que, talvez, nós possamos remediar.

Jesus é aquele idoso que permanece na cama do hospital dias e dias sem uma visita de um familiar, um amigo alguém que troque com ele uma palavra, que manifeste algum interesse pela sua pessoa ou que, simplesmente, lhe sorria.

Tal como a de João, o Baptista, a nossa atitude pode também ser decisiva para que esse nosso amigo, parente ou simples conhecido reconheça o Senhor que passa, se sinta atraído pela Sua figura amabilíssima e se decida a segui-lo.

(ama, comentário sobre Jo 1, 35-42, 2011.12.06)

Porquê Deus se esconde? 4

 “Mestre, onde vives? Vinde e vereis”
Jo 1, 38.

Às vezes o silencio é mais eloquente que a palavra; em certas ocasiões, a ausência de uma presença  interpela mais que a própria presença. Basta que um ser querido esteja longe durante dias, para que notemos a necessidade que temos dele. A sua ausência descobre-nos a importância da sua presença na nossa vida, às vezes obscurecida pelo tráfego de acontecimentos diários.
Deus oculta-se para que sintamos a Sua falta. O seu silêncio, a sua ausência suscita no nosso coração um anseio dele, uma procura. “Onde estás?”, perguntamos, “para onde foi Deus?”, “esqueceu-se de mim”? Os salmos são um excelente exemplo desta experiencia humana de desolação e solidão.
Todavia, para sentir a falta de Deus é imprescindível ter tido experiência dele.
Em qualquer caso, lidamos com metáforas; mas estas por vezes podem enganar-nos. Realmente Deus “não está ao nosso lado”?
Realmente o Senhor “abandona-nos” para logo voltar? Será que acaso brinca connosco para provocar em nós um maior desejo dele? Brinca connosco às escondidas? Metáforas que podem confundir-nos.

(carlos jariod borrego, [1], trad  ama)


[1] Professor de filosofia num Instituto de Toledo e professor convidado de teoria educativa num instituto de ciências religiosas da mesma cidade. Interessado pela educação, presidiu à Federação toledana de CONCAPA durante quatro anos e é co-fundador e presidente da associação toledana de professores Educação e Pessoa.

Um ano que termina

Textos de São Josemaria Escrivá

Quando recordares a tua vida passada, passada sem pena nem glória, considera quanto tempo perdeste, e como podes recuperá-lo: com penitência e com maior entrega. (Sulco, 996)

Um ano que termina – já foi dito de mil modos, mais ou menos poéticos – com a graça e a misericórdia de Deus, é mais um passo que nos aproxima do Céu, nossa Pátria definitiva.
Ao pensar nesta realidade, compreendo perfeitamente aquela exclamação que S. Paulo escreve aos de Corinto: tempus breve est!, que breve é a nossa passagem pela terra! Para um cristão coerente, estas palavras soam, no mais íntimo do seu coração, como uma censura à falta de generosidade e como um convite constante a ser leal. Realmente é curto o nosso tempo para amar, para dar, para desagravar. Não é justo, portanto, que o malbaratemos, nem que atiremos irresponsavelmente este tesouro pela janela fora. Não podemos desperdiçar esta etapa do mundo que Deus confia a cada um de nós.
Pensemos na nossa vida com valentia. Por que é que às vezes não conseguimos os minutos de que precisamos para terminar amorosamente o trabalho que nos diz respeito e que é o meio da nossa santificação? Por que descuidamos as obrigações familiares? Por que é que se nos mete a precipitação no momento de rezar ou de assistir ao Santo Sacrifício da Missa? Por que nos faltará a serenidade e a calma para cumprir os deveres do nosso estado e nos entretemos sem qualquer pressa nos caprichos pessoais? Podeis responder-me: são coisas pequenas. Sim, com efeito, mas essas coisas pequenas são o azeite, o nosso azeite, que mantém viva a chama e acesa a luz. (Amigos de Deus, 39–41)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

A evolução do evolucionismo 4

Que provas avalizam a evolução?

A teoria evolutiva apoia-se em quatro provas de diferente valor demonstrativo: 

a anatomia comparada, a embriologia, o registo fóssil e o parentesco genético.

(jose ramón ayllón, trad. ama)


03/01/2012

Leitura Espiritual para 03 Jan 2012

Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado pelo P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.




Para ver texto completo para hoje, clicar abaixo

Livres para construir o futuro 1

Ser livres não é apenas um direito: implica uma responsabilidade, que deve levar os cristãos a envolverem-se nos problemas da sociedade, contribuindo com soluções plurais para os problemas de cada época. Publica-se um artigo sobre a liberdade e a responsabilidade social do cristão.

Quero-os rebeldes, livres de todas os laços, porque os quero – Cristo quer-nos! – filhos de Deus [i]. São Josemaria empenhou-se incansavelmente em estimular em todas as pessoas com quem contactava a terem a valentia de serem livres, com o risco e a responsabilidade que isso implica, e a defender ou a viver essa liberdade, que foi de facto ganha por Cristo para todos os homens, sem esperar que lhes seja concedida por outros, especialmente, no âmbito político, pelo poder constituído.

Essa é uma das chaves para entender a grandeza da vida corrente; nela cada homem e cada mulher deve crescer dia a dia naquilo que é o núcleo da sua dignidade: na liberdade pessoal dos filhos de Deus.

© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet 2011.07.06


[i] Amigos de Deus, n. 38. 

Ante o apostolado: Eu… não sirvo… 3

O Maligno nos dirá que somos incapazes, e, no fundo, crescerá o espírito de soberba. Penas nos resta confiar em que o Senhor actuará por através de nós, pondo nós o melhor de nós mesmos.
Nós, praticamente todos os dias, estamos sob a tentação de desconfiar da eficácia do nosso apostolado, devido à evidência das nossas fragilidades e misérias. Todos carregamos com o nosso próprio "aguilhão da carne", que a nossa vaidade e orgulho julga incompatível com o poder do Espírito que opera em nós. No dia em que aceitarmos que Deus se serve - e necessita – das nossas debilidades e incompetências para exercer o seu poder como protagonista do apostolado, a fim de que ninguém se auto atribua mas sim ao Senhor, nesse dia começamos a ser verdadeiramente apóstolos e a pôr a nossa confiança em Deus. O Senhor da graça não necessita de instrumentos "superdotados", mas sim de seguidores que reconhecem humildemente a sua própria pequenez, e que confiam o poder de Deus que se revela nela.
Com humildade, afrontemos a tarefa encomendada. Rezemos muito encomendando ao Senhor o apostolado e os seus frutos. E pela nossa parte, façamos tudo o que esteja ao nosso alcance para o fazer bem, com delicadeza, com entrega e sacrifício, e além disso, na medida do possível, capacitando-nos sempre mais e melhor para desenvolver bem o trabalho apostólico.

(javier sánchez martínez [i], trad ama)




[i] Javier Sánchez Martínez, sacerdote de la diócesis de Córdoba, ordenado el 26 de junio de 1999. Ha ejercido el ministerio sacerdotal en varias parroquias, en el Centro de Orientación Familiar de Lucena (Córdoba) y como capellán de Monasterios. Ha predicado retiros, tandas anuales de Ejercicios espirituales a seglares y religiosas e impartido diversos cursillos de formación litúrgica; asimismo ha publicado artículos en distintas as revistas y colaborado en radio y TV locales. Es vicario parroquial de la Asunción y de Santa Clara en Palma del Río (Córdoba) y está terminando la licenciatura en Teología en la Facultad de San Dámaso (Madrid)"

Evangelho do dia e comentário


Natal II Semana



03 de Janeiro Santíssimo Nome de Jesus

Evangelho: Jo 1, 29-34

29 No dia seguinte João viu Jesus, que vinha ter com ele, e disse: «Eis o Cordeiro de Deus, eis O que tira o pecado do mundo. 30 Este é Aquele de Quem eu disse: Depois de mim vem um homem que é superior a mim, porque era antes de mim, 31 eu não O conhecia, mas vim baptizar em água, para Ele ser reconhecido em Israel». 32 João deu este testemunho: «Vi o Espírito descer do céu em forma de pomba e repousou sobre Ele. 33 Eu não O conhecia, mas O que me mandou baptizar em água, disse-me: Aquele sobre quem vires descer e repousar o Espírito, esse é O que baptiza no Espírito Santo. 34 Eu O vi, e dei testemunho de que Ele é o Filho de Deus».

Comentário:

Há, neste trecho do Evangelho de S. João, uma passagem que envolve algum mistério: 
«O que me mandou baptizar em água, disse-me». 

Quem é este que deu a João o encargo de baptizar e anunciar o Reino de Deus?

Só pode ser alguém que Deus enviou directamente a João com as instruções do que tinha a fazer, como, onde e quando e uma clara indicação de como reconheceria o Messias que iria anunciar.

Por aqui se vê a singularidade da história da salvação humana, se por um lado, João, “dá um pouco nas vistas” devido ao seu comportamento de asceta, à forma como se vestia e vivia, sobre Jesus é o silêncio mais absoluto e, isto, durante trinta longos anos.

Ou seja, percebemos que os primos – Jesus e João – não se conheciam pessoalmente e que, se por um lado se compreende que João deveria ter ficado órfão bastante novo – não esqueçamos que os seus pais eram de idade avançada quando do seu nascimento – logo, entregue a si mesmo e responsável pela sua própria vida de eremita o que não deixaria de chamar a atenção e, como costume, conquistar prosélitos, Jesus viveu no seio de uma família normalíssima, com a maior descrição e anonimato, nada fazendo que chamasse a atenção de quem quer que fosse.

Porque será que o Evangelho não fala nesse “emissário” de Deus a João?

De facto não é importante que o faça porque, embora a figura do Baptista seja fulcral na história da salvação humana, o Salvador é Jesus Cristo que, a partir do momento do Seu baptismo, assume definitivamente a missão para a qual veio ao mundo.

(ama, comentário sobre Jo 1, 29-34, 2011.12.05)

Porquê Deus se esconde? 3

Um Deus poderoso, que renega a cruz e o amor, que pela força do poder domina o homem, não é realmente um Deus: é demónio transfigurado em Deus. Não é de estranhar que Jesus chamasse “Satanás” a Pedro quando este resistiu a que o Senhor viajasse par Jerusalém para ser crucificado (Mt 16, 23).  
Falando de física, Hegel ensinava que a luz se manifesta como tal na medida em que se distingue da escuridão. Porque há escuridão, há luz. O ensino hegeliano é também válido no espiritual. É imprescindível a escuridão para poder ver a luz. A nossa escuridão – o pecado, a terrível miséria humana que há em nós - permite procurar e viver  a luz de Deus.  Felix culpa.
Só porque podemos dizer não a Deus podemos ser abraçados por Ele. Paradoxo doloroso? Sem dúvida. Mas quereríamos um Deus cuja luz nos abrasasse? Sim, é verdade, tudo seria mais fácil. Todo o fácil que o demónio quereria. Mas Deus nega-se a tal.
Quando pedimos que Deus se nos revele com a claridade do dia, quando exigimos a Deus que se torne presente na nossa vida como se não o estivesse já ou quando lhe atiramos à cara o seu silencio, a sua ausência aparente, estamos reproduzindo sem o sabe a petição do tentador.  
Tal como no deserto Deus deixa-se tentar por nós. Tal como naquela ocasião Deus não cai na tentação. Para nosso bem e para maior desespero do príncipe deste mundo.

(carlos jariod borrego [i], trad  ama)


[i] Profesor de filosofía de un Instituto de Toledo y profesor invitado de teoría educativa en el instituto de ciencias religiosas de la misma ciudad. Interesado por la educación, ha presidido la Federación toledana de CONCAPA durante cuatro años y es cofundador y presidente de la asociación toledana de profesores Educación y Persona.

Servir o Senhor no mundo

Textos de São Josemaria Escrivá

Repara bem: há muitos homens e mulheres no mundo, e nem a um só deles o Mestre deixa de chamar. Chama-os a uma vida cristã, a uma vida de santidade, a uma vida de eleição, a uma vida eterna. (Forja, 13)

Permiti-me que volte de novo à naturalidade, à simplicidade da vida de Jesus, que já vos tenho feito considerar tantas vezes. Esses anos ocultos do Senhor não são coisa sem significado, nem uma simples preparação dos anos que viriam depois, os da sua vida púbica. Desde 1928 compreendi claramente que Deus deseja que os cristãos tomem exemplo de toda a vida do Senhor. Entendi especialmente a sua vida escondida, a sua vida de trabalho corrente no meio dos homens: o Senhor quer que muitas almas encontrem o seu caminho nos anos de vida calada e sem brilho. Obedecer à vontade de Deus, portanto, é sempre sair do nosso egoísmo; mas não tem por que se traduzir no afastamento das circunstâncias ordinárias da vida dos homens, iguais a nós pelo seu estado, pela sua profissão, pela sua situação na sociedade.
Sonho – e o sonho já se tornou realidade – com multidões de filhos de Deus santificando-se na sua vida de cidadãos correntes, compartilhando ideais, anseios e esforços com as outras pessoas. Preciso de lhes gritar esta verdade divina: se permaneceis no meio do mundo, não é porque Deus se tenha esquecido de vós; não é porque o Senhor vos não tenha chamado; convidou-vos a permanecer nas actividades e nas ansiedades da Terra, porque vos fez saber que a vossa vocação humana, a vossa profissão, as vossas qualidades não só não são alheias aos seus desígnios divinos, mas que Ele as santificou como oferenda gratíssima ao Pai! (Cristo que passa, 20).

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

A evolução do evolucionismo 3

O que é a árvore da vida?

Não caso da teoria da evolução, afirma-se que todos os organismos vivos estão relacionados com um antepassado comum, do qual descendem. Esse parentesco universal das espécies pode dessenhar-se na árvore da vida, cuja verdade é uma conclusão científica que supera qualquer dúvida razoável. Ainda que jamais se tenha visto ou demonstrado, há bons argumentos para imaginar os passos desde celeula originária até ao tubarão, à lebre ou ao pintassilgo. Chama-se evolução a todo esse processo de transformação, ainda que se deva reconhecer que é por uma etiqueta num processo sumamente obscuro, cujo primeiro capítulo é precisamente a misteriosa aparição da vida.

(jose ramón ayllón, trad. ama)