11/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Lc 5, 12-16

12 Sucedeu que, encontrando-se Jesus numa cidade, apareceu um homem cheio de lepra, o qual, vendo Jesus, prostrou-se com o rosto por terra e suplicou-Lhe: «Senhor, se Tu queres, podes limpar-me». 13 Ele, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: «Quero, sê limpo!». Imediatamente desapareceu dele a lepra. 14 Jesus ordenou-lhe que a ninguém o dissesse. «Mas vai, disse-lhe, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua cura o que foi ordenado por Moisés, para lhes servir de testemunho». 15 Entretanto difundia-se cada vez mais a fama do Seu nome; e concorriam grandes multidões para O ouvir e ser curadas das suas doenças. 16 Mas Ele retirava-Se para lugares desertos, e fazia oração.
Comentário:

Oh, como admiro esta mão! Esta mão do meu amado, de ouro engastado de rubis (Cant 5, 14). Esta mão cujo contacto solta a língua do mudo, ressuscita a filha de Jairo (Mc 7, 33; 5, 41) e purifica o leproso. Esta mão da qual o profeta Isaías nos diz: «Todas estas coisas fez a Minha mão» (66, 2).
Estender a mão é dar um presente. Oh Senhor, estende a Tua mão – essa mão que o carrasco estenderá sobre a cruz. Toca o leproso e concede-lhe essa graça. Tudo aquilo em que a Tua mão tocar será purificado e curado. «E tocando na orelha do servo», diz São Lucas, «curou-o» (22, 51). Estende a mão para conceder ao leproso o dom da saúde. Ele diz: «Quero, fica purificado» e imediatamente a lepra se cura; «faz tudo o que Lhe apraz» (Sl 113B, 3). Nele nada separa o querer do realizar.
Ora, esta cura instantânea opera-a Deus cada dia na alma do pecador pelo ministério do sacerdote. Este tem um triplo ofício: estender a mão, quer dizer, rezar pelo pecador e ter piedade dele; tocar-lhe, consolá-lo, prometer-lhe o perdão; querer esse perdão e dar-lho através da absolvição. Tal é o triplo ministério pastoral que o Senhor confiou a Pedro, quando lhe disse por três vezes: «Apascenta as Minhas ovelhas» (Jo 21, 15-17).

(Stº. António, Sermões para o Domingo e as festas dos santos)

Leitura espiritual para 11 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

Para ver, clicar SFF.

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 302


Deus está connosco em todos os momentos.
E nós, queremos sempre a Sua presença?

Tratado da bem-aventurança 36


Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.


Art. 6 — Se o homem pode tornar-se feliz por obra de uma criatura superior, o anjo.




O sexto discute-se assim. — Parece que o homem pode tornar-se feliz por acto de uma criatura superior, como o anjo.


Deixa-o exigir-te!


Deus quer-nos infinitamente mais do que tu próprio te queres... Deixa-o, pois, exigir-te! (Forja, 813)

O Senhor conhece as nossas limitações, o nosso individualismo e a nossa ambição: a dificuldade em nos conhecermos a nós mesmos e de nos entregarmos aos outros. Sabe o que é não encontrar amor e verificar que mesmo aqueles que dizem segui-Lo o fazem só a meias. Recordai as cenas tremendas que os evangelistas nos descrevem e em que vemos os apóstolos ainda cheios de aspirações temporais e de projectos exclusivamente humanos. Mas Jesus escolheu-os, mantém-nos juntos de Si e confia-lhes a missão que recebeu do Pai.

Também a nós nos chama e nos pergunta como a Tiago e João: Potestis bibere calicem quem ego bibiturus sum?; estais dispostos a beber o cálice (este cálice da completa entrega ao cumprimento da vontade do Pai) que eu vou beber? "Possumus"!. Sim, estamos dispostos! – é a resposta de João e Tiago... Vós e eu, estamos dispostos seriamente a cumprir, em tudo, a vontade do nosso Pai, Deus? Demos ao Senhor o nosso coração inteiro ou continuamos apegados a nós mesmos, aos nossos interesses, à nossa comodidade, ao nosso amor-próprio? Há em nós alguma coisa que não corresponda à nossa condição de cristãos e que nos impeça de nos purificarmos? Hoje apresenta-se-nos a ocasião de rectificar. (Cristo que passa, 15)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 22


22. Aqui centra-se, centrar-se-á sempre, um ponto de exame diário para os próximos meses. Como é a nossa luta pela santidade? Descemos a detalhes concretos, em sintonia com o que nos sugerem na direcção espiritual pessoal? Recorremos com frequência ao Senhor, implorando uma fina delicadeza de consciência, que nada tem a ver com os escrúpulos, para descobrir pequenas fissuras nos muros da alma, pelas quais o inimigo tenta introduzir-se, tirando também eficácia ao nosso trabalho apostólico? Enche-nos de alegria a possibilidade de encontrar novos pontos de luta, para enfrentá-los decididamente, desportivamente, sustentados pela graça de Deus?
Non enim vocávit nos Deus in immundítiam sed in sanctificatiónem (1 Ts 4, 7). Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Ainda que alguns meios de comunicação ou desvios de qualquer natureza pretendam incutir outra coisa, em primeiro lugar com a cumplicidade das nossas tendências desordenadas, a luta pela limpeza de conduta mostra-se sempre atraente, sempre possível; portanto em qualquer circunstância pode-se e deve-se propor este ideal a cada pessoa, mesmo que pareça que se encontra longe deste objectivo. Não existe criatura humana que não procure um refúgio onde proteger-se, neste mar de ondas e tempestades que a nossa época atravessa, e que realmente não é uma situação nova. Os cristãos contamos com a grande ventura e capacidade de transmitir essa segurança, que muitos anseiam talvez sem se darem conta. Sigamos em frente, lutando com alegria nas batalhas do Senhor (cfr. 1 Mac 3, 2), in hoc pulchérrimo caritátis bello, nesta formosíssima luta de caridade, cujo feliz resultado está plenamente assegurado, com a vitória do Senhor, para os que se mantêm fiéis ao seu Amor.

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

10/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Lc 4, 14-22

14 Voltou Jesus, sob o impulso do Espírito, para a Galileia, e a Sua fama divulgou-se por toda a região circunvizinha. 15 Ensinava nas suas sinagogas e era aclamado por todos. 16 Foi a Nazaré, onde Se tinha criado, entrou na sinagoga, segundo o Seu costume, em dia de sábado, e levantou-Se para fazer a leitura. 17 Foi-Lhe dado o livro do profeta Isaías. Quando desenrolou o livro, encontrou o lugar onde estava escrito: 18 “O Espírito do Senhor repousou sobre Mim; pelo que Me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres; Me enviou para anunciar a redenção aos cativos, e a recuperação da vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, 19 a pregar um ano de graça da parte do Senhor”. 20 Tendo enrolado o livro, deu-o ao encarregado, e sentou-Se. Os olhos de todos os que se encontravam na sinagoga estavam fixos n'Ele. 21 Começou a dizer-lhes: «Hoje cumpriu-se este passo da Escritura que acabais de ouvir». 22 E todos davam testemunho em Seu favor, e admiravam-se das palavras de graça que saíam da Sua boca, e diziam: «Não é este o filho de José?».

Comentário:

Pela primeira vez, na Sua terra, no meio dos Seus conhecidos e parentes, Jesus Cristo declara a Sua divindade dizendo claramente que, Ele, é o Messias.

Talvez por alguma deferência por aqueles que O conheciam desde muito pequeno, a Sua Mãe e demais pessoas de família, não quis perder esta oportunidade, que não se repetirá, de fazer tal revelação mesmo sabendo que não iriam acolhê-la e, muito menos acreditar nele.

É um ensinamento precioso que Cristo nos dá no que ao apostolado se refere. Os que nos estão mais próximos devem ser o nosso primeiro objectivo

(ama, comentário sobre Lc 4, 14-22, 12-17, 2012.12.16)

Leitura espiritual para 10 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 21


21. Idêntico raciocínio, pelo mesmo motivo, deve fazer-se sobre os pontos essenciais da doutrina cristã que sofrem, nos nossos dias, um ataque intolerante por parte de grupos de pessoas cegamente obstinadas em eliminar o sentido religioso da sociedade civil. Infelizmente, existem muitos exemplos; desde ataques grosseiros a Jesus Cristo, a quem tentam ridicularizar, até acusações caluniosas contra a Igreja, os seus ministros, as suas instituições.

A tarefa do cristão, que deseja ser coerente com a sua vocação consiste em mostrar Cristo aos outros, saber-se alto-falante, primeiro com o exemplo, mas também com a palavra oportuna, dos ensinamentos da Igreja, especialmente nos temas mais debatidas na opinião pública. Vem-me à memória o que tão claramente expôs D. Álvaro: «Como é necessário varrer primeiro a própria casa (...), cada um deve examinar como se preocupa com esta obrigação particularmente cristã» [36]. Palavras que soam como um eco da pregação do Apóstolo aos primeiros fiéis: esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (…) que cada um de vós saiba possuir o seu corpo santa e honestamente, sem se deixar levar pelas paixões desregradas, como os pagãos que não conhecem Deus; e que ninguém, nesta matéria, oprima nem defraude o seu irmão (…). Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.(1 Ts 4, 3-7).

A recomendação de S. Paulo adquire singular relevo nas circunstâncias presentes. É impossível, de facto, lutar eficazmente contra essa onda viscosa e suja que procura envolver tudo, se no nosso interior se admite alguma cumplicidade, mesmo que pareça pequena, com essas «coisas perversas, que sobem e sobem, fervendo dentro de ti, até quererem sufocar, com a sua podridão bem cheirosa, os grandes ideais, os mandamentos sublimes que o próprio Cristo pôs no teu coração» [37].

Com o mesmo relevo ressalta o texto de S. Gregório Nazianzeno, que o beato João Paulo II citava na sua exortação apostólica sobre a missão dos Bispos. Assim se expressava esse Padre e Doutor da Igreja: «Temos de começar por nos purificar, antes de purificarmos os outros; temos de ser instruídos, para podermos instruir; temos de nos tornar luz para iluminar, de nos aproximar de Deus para podermos aproximar d’Ele os outros, ser santos para santificar» [38].

Porque não nos consideramos melhores que os outros – e não nos enganamos nesta apreciação –, convém-nos voltar uma e outra vez a tratar de adequar o mais perfeitamente possível a nossa situação pessoal com a doutrina de Jesus Cristo. Temos de nos persuadir de que, primeiro, havemos de lutar no nosso interior, decididos de verdade a conformar com a vontade de Deus os nossos pensamentos, projetos, palavras e ações, mesmo nas coisas mais pequenas: «a luta tem uma frente dentro de nós mesmos, a frente das nossas paixões. Vigia quem luta interiormente, para se afastar decididamente da ocasião de pecado, do que pode debilitar a fé, desvanecer a esperança ou prejudicar o Amor» [39].

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

____________________
Notas:

[36] Venerável Álvaro del Portillo, Carta, 1-I-1994.
[37] S. Josemaria, Caminho, n. 493.
[38] S. Gregório Nazianzeno, Oração II, 71 (PG 35, 479); cit. em Beato João Paulo II, Exort. Apost. Pastores gregis, 16-X-2003, n. 12.
[39] S. Josemaria, Carta 28-III-1973, n. 10.

Tratado da bem-aventurança 35




Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.

Art. 5 — Se o homem pelas suas faculdades naturais pode alcançar a bem-aventurança.



(I. q. 12, a . 4,q. 62, a . 1, infra, q. 62, a . 1, III Sent., dist., XXVII. Q. 2, a . 2, IV, dist. LXIX. q. 2, a . 6, III Cont.Gent., cap. LII, CXLVII).

Parece que o homem pelas suas faculdades naturais pode alcançar a bem-aventurança.



Somos cristãos correntes, temos uma vida vulgar


Deus não te arranca do teu ambiente, não te tira do mundo, nem do teu estado, nem das tuas ambições humanas nobres, nem do teu trabalho profissional... mas, aí, quer-te santo! (Forja, 362)

Por muito que tenhamos pensado nestas verdades, devemos encher-nos sempre de admiração ao pensar nos trinta anos de obscuridade que constituem a maior parte da passagem de Jesus entre os seus irmãos, os homens. Anos de sombra, mas, para nós, claros como a luz do Sol. Mais: resplendor que ilumina os nossos dias e lhes dá uma autêntica projecção, pois somos cristãos correntes, com uma vida vulgar, igual à de tantos milhões de pessoas nos mais diversos lugares do Mundo.

Assim viveu Jesus seis lustros: era filius fabris, o filho do carpinteiro. Virão depois os três anos de vida pública, com o clamor das multidões. E as pessoas surpreendem-se: Quem é este? Onde aprendeu tantas coisas? Pois a sua vida tinha sido a vida comum do povo da sua terra. Era o faber, filius Mariae, o carpinteiro, filho de Maria. E era Deus; e estava a realizar a redenção do género humano; e estava a atrair a si todas as coisas.

Como em relação a qualquer outro aspecto da sua vida, nunca deveríamos contemplar esses anos ocultos de Jesus sem nos sentirmos afectados, sem os reconhecermos como aquilo que são: chamamentos que o Senhor nos dirige para sairmos do nosso egoísmo, do nosso comodismo.

(Cristo que passa, nn. 14-15)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 21


21. Idêntico raciocínio, pelo mesmo motivo, deve fazer-se sobre os pontos essenciais da doutrina cristã que sofrem, nos nossos dias, um ataque intolerante por parte de grupos de pessoas cegamente obstinadas em eliminar o sentido religioso da sociedade civil. Infelizmente, existem muitos exemplos; desde ataques grosseiros a Jesus Cristo, a quem tentam ridicularizar, até acusações caluniosas contra a Igreja, os seus ministros, as suas instituições.
A tarefa do cristão, que deseja ser coerente com a sua vocação consiste em mostrar Cristo aos outros, saber-se alto-falante, primeiro com o exemplo, mas também com a palavra oportuna, dos ensinamentos da Igreja, especialmente nos temas mais debatidas na opinião pública. Vem-me à memória o que tão claramente expôs D. Álvaro: «Como é necessário varrer primeiro a própria casa (...), cada um deve examinar como se preocupa com esta obrigação particularmente cristã» [36]. Palavras que soam como um eco da pregação do Apóstolo aos primeiros fiéis: esta é a vontade de Deus: a vossa santificação (…) que cada um de vós saiba possuir o seu corpo santa e honestamente, sem se deixar levar pelas paixões desregradas, como os pagãos que não conhecem Deus; e que ninguém, nesta matéria, oprima nem defraude o seu irmão (…). Pois Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade.(1 Ts 4, 3-7).

A recomendação de S. Paulo adquire singular relevo nas circunstâncias presentes. É impossível, de facto, lutar eficazmente contra essa onda viscosa e suja que procura envolver tudo, se no nosso interior se admite alguma cumplicidade, mesmo que pareça pequena, com essas «coisas perversas, que sobem e sobem, fervendo dentro de ti, até quererem sufocar, com a sua podridão bem cheirosa, os grandes ideais, os mandamentos sublimes que o próprio Cristo pôs no teu coração» [37].

Com o mesmo relevo ressalta o texto de S. Gregório Nazianzeno, que o beato João Paulo II citava na sua exortação apostólica sobre a missão dos Bispos. Assim se expressava esse Padre e Doutor da Igreja: «Temos de começar por nos purificar, antes de purificarmos os outros; temos de ser instruídos, para podermos instruir; temos de nos tornar luz para iluminar, de nos aproximar de Deus para podermos aproximar d’Ele os outros, ser santos para santificar» [38].

Porque não nos consideramos melhores que os outros – e não nos enganamos nesta apreciação –, convém-nos voltar uma e outra vez a tratar de adequar o mais perfeitamente possível a nossa situação pessoal com a doutrina de Jesus Cristo. Temos de nos persuadir de que, primeiro, havemos de lutar no nosso interior, decididos de verdade a conformar com a vontade de Deus os nossos pensamentos, projectos, palavras e acções, mesmo nas coisas mais pequenas: «a luta tem uma frente dentro de nós mesmos, a frente das nossas paixões. Vigia quem luta interiormente, para se afastar decididamente da ocasião de pecado, do que pode debilitar a fé, desvanecer a esperança ou prejudicar o Amor» [39].

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[36] Venerável Álvaro del Portillo, Carta, 1-I-1994.
[37] S. Josemaria, Caminho, n. 493.
[38] S. Gregório Nazianzeno, Oração II, 71 (PG 35, 479); cit. em Beato João Paulo II, Exort. Apost. Pastores gregis, 16-X-2003, n. 12.
[39] S. Josemaria, Carta 28-III-1973, n. 10.

Mistérios da Fé


09/01/2013

Tratado da bem-aventurança 34




Questão 5: Da consecução da bem-aventurança.


Art. 4 — Se a bem-aventurança pode ser perdida.



(I. p. 64, a . 2, q. 94, a . 1, I Sent., dist., VIII, q. 3, a . 2, IV, dist. XLIX, q. 1, a . 1 q ª 4, III Cont. Gent., cap. LXII, Compend. Theol., Art. I, cap. CLXVI, pArt. II, cap. IX, In Ioann, cap. X, lect V).

O quarto discute-se assim. — Parece que a bem-aventurança pode ser perdida.


Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Mc 6, 45-52

45 Imediatamente Jesus obrigou Seus discípulos a embarcar, para chegarem primeiro que Ele à outra margem do lago, a Betsaida, enquanto Ele despedia o povo. 46 Depois de os ter despedido, retirou-Se para um monte a fazer oração. 47 Chegada a noite, encontrava-se a barca no meio do mar, e Ele só em terra. 48 Vendo-os cansados de remar, porque o vento lhes era contrário, cerca da quarta vigília da noite, foi ter com eles andando sobre o mar; e fez menção de lhes passar adiante. 49 Quando eles O viram caminhar sobre o mar, julgaram que era um fantasma e gritaram;50 porque todos O viram e se assustaram. Mas logo Ele lhes falou e disse: «Tende confiança, sou Eu, não temais». 51 Subiu em seguida para junto deles na barca, e o vento cessou. Ficaram extremamente estupefactos, 52 pois não se tinham dado conta do que se tinha passado com os pães; a sua inteligência estava obscurecida.

Comentário:

Não sabiam, não podiam saber, que Jesus é Dono e Senhor de quanto existe já que foi Deus Quem criou, onde nada havia, absolutamente tudo.

Assim, pode ordenar o que quiser e quando quiser e tudo Lhe obedece.

Mais tarde, hão-de compreender, quando o Espírito Santo lhes revelar o que não sabem e lhes abrir o entendimento para compreender o que não entendem.

(ama, comentário sobre Mc 6, 45-52, 2013.12.17)

Leitura espiritual para 09 Jan 2013


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.

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PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 301


A Mãe não vem dizer-nos "coisas" novas,
vem lembrar-nos o que não devemos esquecer!

Para obedecer, é preciso humildade


Quando tiveres de mandar, não humilhes: procede com delicadeza; respeita a inteligência e a vontade de quem obedece. (Forja, 727)

Muitas vezes fala-nos através doutros homens e pode acontecer que, à vista dos defeitos dessas pessoas ou pensando que não estão bem informadas ou que talvez não tenham entendido todos os dados do problema, surja uma espécie de convite a não obedecermos.
Tudo isso pode ter um significado divino, porque Deus não nos impõe uma obediência cega, mas uma obediência inteligente, e temos de sentir a responsabilidade de ajudar os outros com a luz do nosso entendimento. Mas sejamos sinceros connosco próprios: examinemos em cada caso se o que nos move é o amor à verdade ou o egoísmo e o apego ao nosso próprio juízo. Quando as nossas ideias nos separam dos outros, quando nos levam a quebrar a comunhão, a unidade com os nossos irmãos, é sinal certo que não estamos a actuar segundo o espírito de Deus.

Não o esqueçamos: para obedecer, repito, é preciso humildade. Vejamos de novo o exemplo de Cristo. Jesus obedece, e obedece a José e a Maria. Deus veio à Terra para obedecer, e para obedecer às criaturas. São duas criaturas perfeitíssimas – Santa Maria, Nossa Mãe; mais do que Ela só Deus; e aquele varão castíssimo, José. Mas criaturas. E Jesus, que é Deus, obedecia-lhes! Temos de amar a Deus, para amar assim a sua vontade, e ter desejos de responder aos chamamentos que nos dirige através das obrigações da nossa vida corrente: nos deveres de estado, na profissão, no trabalho, na família, no convívio social, no nosso próprio sofrimento e no sofrimento dos outros homens, na amizade, no empenho de realizar o que é bom e justo... (Cristo que passa, 17)

Carta do Prelado do Opus Dei por ocasião do Ano da Fé. 20


A moralidade pública

20. Outro desafio prioritário da evangelização é o da moralidade pública. Um dos obstáculos que com mais iniquidade se opõe ao reinado de Cristo, nas almas e na sociedade, como um todo, é a onda de sensualidade que invade os costumes, leis, modas, meios de comunicação, expressões artísticas. Para deter esse ataque venenoso, além de rezar e convidar a rezar, de reparar e de levar à reparação, movidos por uma responsabilidade cristã e também humana, havemos de mobilizar muitas pessoas, católicas ou não, mas homens e mulheres de boa vontade, instando-os a que sintam a urgência de fazer algo. Sobram os lamentos estéreis, e muito mais qualquer atitude de indiferença, de se conformar com não fazer pessoalmente o mal. Pelo contrário, a toda a hora se apresenta o momento propício de se lançar com mais brio a um apostolado capilar, a uma mudança radical, começando pela própria vida, o próprio lar, o próprio ambiente profissional.

Escutemos o Apóstolo dos gentios, que nos exorta: a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: “Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação”. Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação (2Cor6, 1-2). Os cristãos devemos proceder com a segurança da fé, precisamente para refazer tudo o que à nossa volta está em desacordo com a lei de Deus, sem respeitos humanos, sem medo de que se note a nossa condição de pessoas convictas da nossa fé. Há valores que não são negociáveis, como repetidamente tem manifestado Bento XVI: «tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da conceção até à morte natural; reconhecimento e promoção da estrutura natural da família, como união entre um homem e uma mulher baseada no matrimónio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uniões que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabilização, obscurecendo o seu caráter particular e o seu papel social insubstituível; tutela do direito dos pais de educar os próprios filhos» [34].

O Papa esclarecia que «estes princípios não são verdades de fé mesmo se recebem ulterior luz e confirmação da fé. Eles estão inscritos na natureza humana e, portanto, são comuns a toda a humanidade. A ação da Igreja de os promover não assume, por conseguinte, um caráter confessional, mas dirige-se a todas as pessoas, prescindindo da sua filiação religiosa. Ao contrário, esta ação é tanto mais necessária quanto mais estes princípios forem negados ou mal compreendidos porque isto constitui uma ofensa contra a verdade da pessoa humana, uma grave ferida infligida à própria justiça» [35].

Copyright © Prælatura Sanctæ Crucis et Operis Dei
Nota: Publicação devidamente autorizada

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Notas:

[34] Bento XVI, Discurso a um grupo de parlamentares da União Europeia, 30-III-2006.
[35] Bento XVI, Discurso a um grupo de parlamentares da União Europeia, 30-III-2006.

08/01/2013

Evangelho do dia e comentário




TEMPO DE NATAL








Evangelho: Mc 6, 34-44

34 Ao desembarcar, viu Jesus uma grande multidão e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor, e começou a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Fazendo-se tarde chegaram-se a Ele os discípulos, dizendo: «Este lugar é solitário e a hora é já adiantada; 36 despede-os, a fim de que vão às quintas e povoados próximos e comprem alguma coisa para comer». 37 Ele respondeu-lhes: «Dai-lhes vós de comer». Eles disseram: «Iremos, pois, com duzentos denários comprar pão para lhes darmos de comer?». 38 Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes? Ide ver». Depois de se terem informado, disseram-Lhe: «Temos cinco pães e dois peixes». 39 Então mandou-lhes que os fizessem sentar a todos, em grupos, sobre a relva verde. 40 E sentaram-se em grupos de cem e de cinquenta. 41 Jesus, tomando os cinco pães e os dois peixes, elevando os olhos ao céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e os deu a Seus discípulos para que os distribuíssem; igualmente repartiu os dois peixes por todos. 42 Comeram todos e ficaram saciados. 43 E recolheram doze cestos cheios das sobras dos pães e dos peixes. 44 Os que tinham comido dos pães eram cinco mil homens.
Comentário:

Esta ordem de Jesus: «Dai-lhes vós de comer» parece despropositada já que sabia muito bem da impossibilidade de ser cumprida.

Mas, o verdadeiro objectivo das Suas palavras é obter a colaboração dos discípulos, aquilo que têm para entregar ao Senhor.

Quando o fazem o resultado é espantoso, como se pode ver neste relato de S. Marcos.

Assim nós, quando entregamos nas mãos de Deus o que temos – pouco ou muito – Ele há-de multiplicar infinitamente o que Lhe entregámos com alegria e inteira disponibilidade e, o bem que fará com essa nossa oferta não o podemos sequer imaginar.

(ama, comentário sobre Mc 6, 34-44, 12-17, 2012.12.15)