21/06/2016

Doutrina – 181

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO SEGUNDO

CREIO EM JESUS CRISTO, O FILHO UNIGÉNITO DE DEUS
«E EM JESUS CRISTO, SEU ÚNICO FILHO, NOSSO SENHOR»
«JESUS CRISTO FOI CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, E NASCEU DA VIRGEM MARIA»

85. Porque é que o Filho de Deus se fez homem?


O Filho de Deus encarnou no seio da Virgem Maria pelo poder do Espírito Santo, por causa de nós homens e para nossa salvação, ou seja: para nos reconciliar a nós pecadores com Deus; para nos fazer conhecer o seu amor infinito; para ser o nosso modelo de santidade; para nos tornar «participantes da natureza divina» (2 Ped 1, 4).

20/06/2016

Querer a todos, compreender, desculpar

O amor às almas, por Deus, faz-nos querer a todos, compreender, des­culpar, perdoar... Devemos ter um amor que cubra a multidão das de­ficiências das misérias humanas. Devemos ter uma caridade maravi­lhosa, "veritatem facientes in caritate", defendendo a verdade, sem ferir. (Forja, 559)

Se vos examinardes com valentia na presença de Deus, vós, tal como eu, sentir-vos-eis diariamente carregados de muitos erros. Quando lu­tamos por arrancá-los com a ajuda divina, carecem de verdadeira im­portância e podem ser superados, embora pareça que nunca consegui­mos desarraigá-los totalmente. Além disso, independentemente des­sas fraquezas, tu contribuirás para remediar as grandes deficiências dos outros, sempre que te empenhares em corresponder à graça de Deus. Reconhecendo-te tão fraco como eles – capaz de todos os erros e de todos os horrores – serás mais compreensivo, mais delicado e, ao mesmo tempo, mais exigente, para que todos nos decidamos a amar a Deus com o coração inteiro.

Nós, os cristãos, os filhos de Deus, temos de prestar assistência aos outros, pondo em prática honradamente o que aqueles hipócritas re­torcidamente elogiavam ao Mestre: Não olhas à condição das pessoas. Isto é, havemos de rejeitar por completo a acepção de pessoas – inte­ressam-nos todas as almas! – embora, logicamente, devamos começar por ocupar-nos daquelas que, por esta ou aquela circunstância, e até só por motivos aparentemente humanos, Deus colocou ao nosso lado. (Amigos de Deus, 162)

Leitura espiritual

Leitura Espiritual


INTRODUÇÃO AO CRISTIANISMO

"Creio em Deus" – Hoje

TERCEIRA PARTE
O ESPÍRITO E A IGREJA
CAPÍTULO SEGUNDO

Duas Questões Fundamentais do Artigo sobre o Espírito Santo e sobre a Igreja

As considerações feitas até aqui tentaram sublinhar a riqueza e a vastidão dos Últimos artigos do símbolo. Ressoam aí novamente a imagem cristã do homem, o problema do pecado e da salvação; sobretudo, porém, neles está ancorada a afirmação da ideia sacramental que, por sua vez, exprime o cerne do conceito de Igreja: Igreja e sacramento estão unidos como que por um cordão umbilical: ficam de pé ou caem juntamente. Igreja sem sacramentos não passaria de organização vazia; e sacramentos sem Igreja seriam ritos sem sentido e sem nexo interno. Portanto, a primeira questão principal apresentada pelo último artigo do Credo é sobre a Igreja; o outro grande problema indicado ali está contido no artigo sobre a "ressurreição da carne", doutrina não menos escandalosa para a nossa mentalidade moderna do que o foi para o espiritualismo do mundo helénico, muito embora os motivos do escândalo tenham sido alterados. Vamos tentar uma reflexão um pouco mais detalhada sobre estas questões, à guisa de epílogo para o nosso giro através do símbolo.

1.   "A Igreja santa, católica”.

Evidentemente não podemos desenvolver aqui uma doutrina completa sobre a Igreja. Abstraindo das diversas questões teológicas, técnicas, desejamos tentar concisamente descobrir a dificuldade exacta que nos barra o caminho ao pronunciarmos a fórmula da "Igreja santa, católica", e esforçar-nos por identificar a resposta já incluída no mesmo texto do Credo. Sem perder de vista o que se disse antes a respeito da localização espiritual e do nexo intrínseco dessas palavras relacionadas com a crença na poderosa actividade do Espírito Santo na história e, por outro lado, expressas nas palavras do perdão dos pecados e da comunhão dos santos, em que se aponta para o baptismo, a penitência e a eucaristia como pontos arquitectónicos da Igreja, como seu exacto conteúdo e sua certa maneira de existir.

Se se conserva diante dos olhos este duplo nexo, quiçá já se tenha eliminado muito do que nos perturba na crença na Igreja. Apesar disto manifestemos o que hoje nos preocupa neste ponto. Se formos sinceros, seremos tentados a dizer que a Igreja não é nem santa, nem católica: o próprio Concílio Vaticano II venceu a relutância, falando não apenas da Igreja santa, mas também da Igreja pecadora; e se algo existe a censurar-lhe, será, no máximo, o facto de se ter conservado hesitante demais nas suas declarações, tão forte é a impressão da pecaminosidade da Igreja na consciência de todos. Naturalmente pode haver aí alguma influência teológica luterana sobre o pecado e, com ela, a agir, uma hipótese gerada de influxo de decisões dogmáticas. Mas o que torna essa "dogmática" tão penetrante é sua concordância com a nossa experiência. Os séculos da história da Igreja estão tão replectos de humano fracasso, que podemos compreender a horrível visão de Dante, ao descrever a prostituta babilónica sentada na carruagem da Igreja, parecendo-nos também plausíveis as terríveis palavras do bispo de Paris, Guillaume d'Auvergne (século XIII) o qual acreditava que qualquer pessoa que visse o embrutecimento da Igreja, deveria ficar tomado de horror: "Não é mais esposa, mas um monstro de medonho aspecto e selvageria... ".

Como a santidade, também a catolicidade da Igreja parece problemática. A túnica inconsútil do Senhor está dividida entre partidos litigantes, a Igreja única fraccionada em muitas igrejas, das quais cada uma tem a pretensão, mais ou menos extremada, de ser a única a ter razão. Por isso a Igreja para muitos tornou-se um real impedimento para a fé. Eles são capazes apenas de ver as aspirações humanas pelo poder, o espectáculo mesquinho daqueles seus membros que, afirmando serem os administradores do cristianismo oficial, parecem constituir o empecilho máximo ao verdadeiro espírito cristão.

Não existe teoria capaz de rebater convincentemente tais objecções, como, naturalmente, elas, por sua vez, não nascem apenas da razão, mas de corações amargurados, desiludidos quiçá na sua grande expectativa, que, presa de um amor magoado e ferido, apenas sentem a destruição da sua esperança. Portanto, que resposta podemos dar-lhes? Em última análise, só podemos fazer uma profissão de fé, explicando por que, apesar de tudo, estamos em condições de amar esta Igreja, pela fé; por que ousamos, ainda e sempre, reconhecer, através do rosto desfigurado, a face da santa Igreja. Apesar disto, comecemos pelos elementos objectivos. A palavra "santo", como já vimos, não denota em primeiro lugar a santidade de pessoas humanas, mas aponta para as dádivas divinas que distribuem santidade no meio da miséria humana. A Igreja é chamada de "santa", não porque todos os seus membros sejam santos, isentos de pecado – sonho a renovar-se em todos os séculos mas sem lugar no mundo vigilante do nosso texto, sonho que exprime tão comovedoramente um anseio dos homens que jamais o podem abandonar, até que um novo céu e uma terra nova lhes deem o que este tempo presente jamais lhes poderá conceder. Já neste ponto há-de reconhecer-se que os críticos mais implacáveis da Igreja no nosso tempo, secretamente, também vivem deste sonho e, como o encaram desiludidos, batem, a porta da casa e denunciam-no como falso. Mas, tornemos ao assunto: a santidade da Igreja consiste naquela força de santificação que Deus exerce nela, apesar da pecaminosidade humana. Deparamos aqui com a precípua característica da "nova aliança": em Cristo o próprio Deus amarrou-se aos homens, deixou-se atar por eles. A nova aliança não se baseia mais – no cumprimento de estipulações mútuas, mas é presente de Deus, como graça que subsiste também contra a infidelidade do homem. É expressão do amor de Deus que não se deixa vencer pela incapacidade do homem, mas, apesar de tudo, volta sempre a mostrar-se-lhe bondoso, a recebê-lo exactamente como pecador, a voltar-se para o homem, a santificá-lo, a amá-lo.

Devido à doação jamais revogada pelo Senhor, a Igreja é continuamente santificada por ele, sendo o lugar onde a santidade do Senhor está presente entre os homens. Mas trata-se da autêntica santidade do Senhor a tornar-se presente, escolhendo sem cessar, em amor paradoxal, as mãos poluídas dos homens para vasos da sua presença. É santidade que, como santidade de Cristo, irradia-se sem cessar no meio do pecado da Igreja. Assim a figura paradoxal da Igreja, onde o divino tantas vezes se apresenta em mãos indignas, onde o divino sempre está presente apenas sob a forma do "apesar de tudo", essa figura é para os crentes um sinal do "mesmo assim" de um amor de Deus ainda maior. O excitante entrelaçamento de fidelidade de Deus e de humana infidelidade, que caracteriza a estrutura da Igreja, é como que a dramática figura da graça, mediante a qual a realidade desta graça, enquanto agraciamento dos indignos em si, se torna presente de modo claro na história. Partindo daí, podemos dizer que a Igreja é a figura da graça neste mundo, precisamente na sua estrutura paradoxal de santidade e pecaminosidade.

Avancemos mais um passo. A santidade é imaginada, no sonho humano por um mundo melhor, como isenção do pecado e do mal, e não misturada com eles; conserva-se assim, de algum modo, uma ideia de preto-e-branco, que elimina e condena implacavelmente a respectiva forma negativa (que naturalmente admite muitas maneiras de ser concebida). Na crítica hodierna da sociedade e nas acções através das quais ela é exercida, torna-se clara demais esta tendência que sempre acompanha os ideais humanos. Por isso, o escandaloso na santidade de Cristo já era, para os seus coevos, o facto de lhe faltar totalmente esse traço julgador – não caiu fogo sobre os indignos nem se permitiu aos zelosos arrancar o joio que eles viam a vicejar. Ao contrário, a sua santidade revelava-se precisamente como procura dos pecadores, que Jesus atraía para perto de si; como um misturar-se até ao extremo de ele próprio se ter tornado "pecado", carregando a maldição da lei no seu suplício – total comunidade de destino com o perdido (cfr. 2Cor 5,21; Gál 3,13). Jesus atraiu a si o pecado e tornou-o parte dele, revelando deste modo o que é autêntica "santidade": não isolamento, não julgamento, mas amor salvador. Não é a Igreja a mera continuação desse compromisso divino com a miséria humana; não é a Igreja a mera continuação da comunidade da mesa de Jesus com os pecadores, do seu misturar-se com a miséria do pecado, de modo a dar a impressão de naufragar nele? Na santidade pecadora da Igreja, em contraste com a expectativa humana dos puros, não se revela a verdadeira santidade de Deus que é amor, amor que não se conserva a nobre distância diante dos puros intocáveis, mas se mistura com a sujidade do mundo para vencê-la? Nesta perspectiva a santidade da Igreja poderia ser outra coisa que o mútuo suportar-se que, naturalmente, flui para todos do facto de Cristo a todos sustentar?

Confesso: para mim a santidade pecadora da Igreja tem algo de infinitamente confortador. Pois não se deveria desanimar diante de uma santidade imaculada, capaz de exercer influência sobre nós exclusivamente julgando e queimando? E quem poderia afirmar de si que não tem necessidade de ser suportado e até sustentado por outros? E como poderia dispensar o suportar, quem vive de ser suportado por parte dos outros? Não estaria aí a única dádiva que ele está em condições de oferecer em troca, o único consolo que lhe resta, por suportar assim como é suportado? A santidade na Igreja começa com o suportar-se e conduz ao portar, ao carregar; ora, onde não há mais o suportar, cessa o portar, e à existência sem apoio só lhe resta cair no vácuo. Pode conceder-se calmamente que em tais palavras se exprime uma existência precária faz parte do ser-cristão a impossibilidade da autarquia e a própria fraqueza: existe sempre um secreto orgulho a actuar no fundo da crítica contra a Igreja, quando ela assume aquele amargor de fel que hoje começa a tomar feição de gíria. Lamentavelmente, não poucas vezes, a esse amargor associa-se um vazio espiritual, em que não se enxerga mais a Igreja na sua forma exacta, mas se considera apenas como uma estrutura política utilitária, cuja organização se sente como mísera ou brutal, como se o específico da Igreja não se localizasse para além da instituição, no conforto da palavra e dos sacramentos que a Igreja prodigaliza em bons e maus dias. Os crentes autênticos não dão excessiva importância à luta pela reorganização de formas eclesiásticas. Vivem do que a Igreja sempre é. E querendo saber o que é a Igreja, basta dirigir-se a eles. Porquanto a Igreja geralmente está não onde se organiza, reforma, rege, mas nos que creem singelamente, recebendo dela a dádiva da fé, que se lhes torna fonte de vida. Só quem experimentou de que modo, por cima das vicissitudes dos seus ministros e das suas formas, a Igreja sustenta os homens, lhes dá pátria e esperança, uma pátria que é esperança: caminho para a vida eterna – só quem o experimentou, sabe o que é Igreja em todos os tempos.

Isto não significa que se deva deixar tudo correr como sempre foi, aceitando-o como inevitável. O suportar pode ser um processo altamente ativo, uma luta para tornar a Igreja sempre mais suportadora e portadora. A Igreja não vive de outro modo senão em nós, vive da luta dos pecadores pela santidade, como, logicamente, esta luta vive da dádiva divina sem a qual seria irrealizável. Mas esta luta frutificará e edificará somente quando animada pelo espírito do suportar, pelo verdadeiro amor. Simultaneamente tocamos aqui no critério a ser aplicado sempre a qualquer luta crítica por uma santidade melhor, critério que não só não se opõe ao suportar, mas que é por ele exigido. Esse critério é a edificação. Um amargor que só destrói, já se julga a si mesmo. Uma porta fechada, sem dúvida, pode servir de lembrete a sacudir os que ficaram do lado de dentro. Mas a ilusão de que na solidão se possa edificar mais do que no convívio não passa de ilusão, exactamente como a utopia de uma Igreja dos "santos" em invés de uma "santa Igreja", que é santa porque o Senhor oferece nela a dádiva da santidade sem merecimento.

Com isto chegamos a outra palavra com que o Credo denomina a Igreja: ela é "católica". São múltiplas as nuances de sentido que esta palavra traz, desde a origem. Apesar disto, pode constatar-se um pensamento principal como decisivo desde o início: a palavra aponta para a unidade da Igreja em dois sentidos: primeiro, para a unidade local – somente é "Igreja católica" a comunidade unida com o bispo, e não os agrupamentos que – qualquer que seja a razão – se tenham dela separado. Em segundo lugar, conota-se com ela a unidade das numerosas igrejas locais, ligadas entre si, que não podem fechar-se em si mesmas, somente podendo continuar como Igreja se permanecerem inter-abertas, dando testemunho comum da palavra e da comunhão da mesa eucarística, à disposição de todos os que integram uma Igreja. As antigas explicações do Credo confrontam a Igreja "católica" com aquelas igrejas que existem "só nas suas províncias", contradizendo assim a verdadeira natureza da Igreja.

Portanto, na palavra "católica" expressa-se a estrutura episcopal da Igreja e a necessidade da união de todos os bispos entre si; o símbolo não contém nenhuma alusão à cristalização dessa unidade na sede episcopal de Roma. Sem dúvida, versaria em erro quem concluísse daí que um tal ponto de orientação ou convergência da unidade não passa de evolução secundária. Em Roma, onde surgiu o nosso símbolo, muito depressa essa ideia passou a ser considerada como evidente. Contudo, é certo que essa afirmação não se deve contar entre os elementos primários do conceito de Igreja e muito menos ainda encarada como seu ponto de construção propriamente dito. Surgem antes como elementos básicos da Igreja: perdão, conversão, penitência, comunidade eucarística e, a partir dela, pluralidade e unidade: pluralidade das igrejas locais que, no entanto, só se conservam igrejas pelo entrosamento no organismo da Igreja única. – Como conteúdo da unidade devem ser considerados, antes de tudo, palavra e sacramento – a Igreja é una pela palavra una e pelo único pão. A estrutura episcopal transparece como instrumento desta unidade. Ela não existe para si, mas pertence à ordem dos meios; a sua posição pode ser descrita pela partícula "para": ela serve a concretização da unidade das igrejas locais em si e entre si. Um próximo estádio na ordem dos meios descreveria serviço do bispo de Roma.

Uma coisa é clara: a Igreja não deve ser pensada a partir da sua organização, mas a organização a partir da Igreja. Ao mesmo tempo, porém, é claro que, para a Igreja visível, a unidade visível é algo mais do que "organização". A unidade concreta da fé comum a testemunhar-se na palavra e na mesa comum de Jesus Cristo pertence essencialmente ao sinal a ser erguido pela Igreja no meio do mundo. Só como "católica", isto é, visivelmente una, apesar da multiplicidade, a Igreja corresponde ao postulado do Credo. Cumpre-lhe ser sinal e instrumento de unidade em meio do mundo dilacerado, superando e unindo nações, raças e classes. Por mais que ela tenha sempre fracassado, saibamos: já na antiguidade lhe foi infinitamente pesado ser ao mesmo tempo Igreja dos bárbaros e dos romanos; na época moderna ela não conseguiu evitar a luta entre nações cristãs e hoje continua não logrando unir ricos e pobres de modo tal que o excesso de uns se torne a saciação dos outros – continua irrealizado o sinal da comunidade de mesa. Apesar disto, não se podem negar todos os imperativos que a pretensão de catolicidade sem cessar fez e faz soar aos ouvidos dos homens; sobretudo, porém, em vez de ajustar contas com o passado, cumpriria colocar-nos à disposição do presente, tentando não só professar catolicidade no Credo, mas realizá-la pela vida em nosso mundo conturbado.

(cont)

joseph ratzinger, Tübingen, verão de 1967.


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Pequena agenda do cristão


SeGUNDa-Feira



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)


Propósito:
Sorrir; ser amável; prestar serviço.

Senhor que eu faça ‘boa cara’, que seja alegre e transmita aos outros, principalmente em minha casa, boa disposição.

Senhor que eu sirva sem reserva de intenção de ser recompensado; servir com naturalidade; prestar pequenos ou grandes serviços a todos mesmo àqueles que nada me são. Servir fazendo o que devo sem olhar à minha pretensa “dignidade” ou “importância” “feridas” em serviço discreto ou desprovido de relevo, dando graças pela oportunidade de ser útil.

Lembrar-me:
Papa, Bispos, Sacerdotes.

Que o Senhor assista e vivifique o Papa, santificando-o na terra e não consinta que seja vencido pelos seus inimigos.

Que os Bispos se mantenham firmes na Fé, apascentando a Igreja na fortaleza do Senhor.

Que os Sacerdotes sejam fiéis à sua vocação e guias seguros do Povo de Deus.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?




Doutrina – 180

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO SEGUNDO

CREIO EM JESUS CRISTO, O FILHO UNIGÉNITO DE DEUS
«E EM JESUS CRISTO, SEU ÚNICO FILHO, NOSSO SENHOR»

84. O que significa o título «Senhor»?


Na Bíblia, este título designa habitualmente Deus Soberano. Jesus atribui-o a si mesmo e revela a sua soberania divina através do poder sobre a natureza, sobre os demónios, sobre o pecado e sobre a morte, sobretudo com a sua Ressurreição. As primeiras confissões cristãs proclamam que o poder, a honra e a glória devidas a Deus Pai são também devidas a Jesus: Deus «deu-Lhe o Nome que está acima de todos os nomes» (Fil 2,9). Ele é o Senhor do mundo e da história, o único a quem o homem deve submeter completamente a própria liberdade pessoal.

Evangelho e comentário


Tempo Comum

Beatas Sancha, Mafalda e Teresa

Evangelho: Mt 7, 1-5

«Não julgueis, para que não sejais julgados; 2 pois, segundo o juízo com que julgardes, sereis julgados; e com a medida com que medirdes, vos medirão também a vós.3 Porque olhas tu para a palha que está no olho de teu irmão, e não notas a trave no teu olho? 4 Como ousas dizer a teu irmão: Deixa-me tirar-te do olho uma palha, tendo tu uma trave no teu? 5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás para tirar a palha do olho de teu irmão.

Comentário:

Faz parte da condição humana o exercer juízos, quase que de forma automática, a respeito de pensamentos, obras e opiniões sobre os outros que se cruzam na nossa vida.

Nem sempre evidentemente sob o aspecto da crítica e reprovação; também o fazemos para louvar e de alguma forma sublinhar algo que achamos bem e até invejamos.

Pois seja qual for a intenção devemos abster-nos porque em caso algum fomos constituídos juízes.

(ama, comentário sobre Mt 7, 1-5, 22.06.2015)







Reflectindo - 191 - Normalidade 1

A “normalidade”

Muitas vezes ouve-se esta sentença:

‘Fulano fez isso? É normal!’

O que é que isto quer dizer de facto?

Que, talvez as pessoas comuns têm um conceito do que é aceitável – normal – esperar-se do comportamento do outro ou, até, de si próprio?
O comportamento normal não tem história, não se fala dele nem se sublinha seja como for.
Então, temos de concluir, que quando se fala de comportamentos se quer referir algo que sai fora desses padrões.

(cont)

Diálogos apostólicos

Diálogos apostólicos II Parte
12 - [1]

Mas, quando é que um acto é moralmente bom?



Respondo:

O acto é moralmente bom quando supõe, ao mesmo tempo, a bondade do objecto, do fim em vista e das circunstâncias. O objecto escolhido pode, por si só, viciar toda a acção, mesmo se a sua intenção for boa. Não é lícito fazer o mal para dele derive um bem. Um fim mau pode corromper a acção, mesmo que, em si, o seu objecto seja bom. Pelo contrário, um fim bom não torna bom um comportamento que for mau pelo seu objecto, uma vez que o fim não justifica os meios. As circunstâncias podem atenuar ou aumentar a responsabilidade de quem age, mas não podem modificar a qualidade moral dos próprios actos, não tornam nunca boa uma acção que, em si, é má.


[1] Nota: Normalmente, estes “Diálogos apostólicos”, são publicados sob a forma de resumos e excertos de conversas semanais. Hoje, porém, dado o assunto, pareceu-me de interesse publicar quase na íntegra.

19/06/2016

Verdades que o egoísmo esconde - 8

Resultado de imagem para egoísmo

É muito difícil estabelecer vínculos afectivos e autênticos quando não se é solidário com as pessoas.


Fonte: REVISTA SER PERSONA

(Revisão da versão portuguesa por ama)

Leitura espiritual

Leitura Espiritual


INTRODUÇÃO AO CRISTIANISMO

"Creio em Deus" – Hoje

TERCEIRA PARTE
O ESPÍRITO E A IGREJA
CAPÍTULO PRIMEIRO

Unidade Intrínseca dos Últimos Artigos do Símbolo

A afirmação central do símbolo na sua terceira parte reza, de acordo com o texto grego: "Creio em Espírito Santo". Portanto falta-lhe o artigo definido, tal como nos acostumamos a vê-lo em nossas versões. O facto é de suma importância para a interpretação do seu sentido positivo. Porquanto daí se conclui que este artigo não foi encarado como expressão da ideia intra-trinitária, mas como expressão soteriológica. Por outras palavras: a terceira parte do símbolo não aponta em primeiro lugar para o Espírito Santo, como terceira pessoa na divindade, mas como dádiva de Deus à história na comunidade dos crentes em Cristo.

Naturalmente que aí não está excluída a ideia trinitária, relacionada com o Deus uno e trino. Nas considerações introdutórias tivemos ocasião de ver que o Credo se originou do tríplice interrogatório baptismal sobre a fé no Pai, Filho e Espírito, que, por sua vez, se baseia na fórmula do batismo, testemunhada e transmitida em Mateus (28,19). Neste sentido, a forma mais antiga da nossa fé, com a sua tríplice divisão, apresenta até uma das mais decisivas raízes da imagem trinitária de Deus. Somente o alargamento paulatino do questionário baptismal, até formar um texto desenvolvido do símbolo, encobriu um tanto a sua estrutura trinitária. Então, como já foi visto, foi encaixada a história inteira de Jesus, desde a conceição até ao retorno, formando a parte média do Credo. Com isto começou-se a encarar também a primeira parte mais do ponto de vista histórico, relacionando-a essencialmente com a história da criação e com a época pré-cristã. Com isto tornava-se inevitável uma compreensão histórica do texto inteiro; a terceira parte devia ser compreendida qual prolongamento da história de Cristo na dádiva do Espírito, isto é, como indicação para o "tempo derradeiro" entre a vinda e o retorno do Senhor. Com esta evolução, naturalmente, não se suprimiu sem mais o ponto de vista trinitário, como, pelo contrário, o interrogatório baptismal não pretendia tratar de um Deus transcendente, ausente da história, mas do Deus voltado para nós. Neste sentido, é característica dos estádios mais antigos do pensamento cristão uma interferência de visão histórico-soteriológica e uma reflexão trinitária, que somente mais tarde foi esquecida, com prejuízo para a coisa, de modo que se chegou a uma divisão entre metafísica teológica de um Credo, de um lado, e teologia da história, de outro: ambas passaram a apresentar-se como totalmente alheadas uma da outra. Pratica-se ou especulação ontológica, ou Teologia antifilosófica da história da salvação, perdendo-se assim, de modo trágico, a unidade primitiva do pensamento cristão. No seu ponto de origem este pensamento não está determinado nem de modo meramente "histórico-soteriológico", nem puramente "metafísico", mas traz o cunho da unidade de história e ser. Estamos aí diante de uma grande tarefa a apresentar-se à pesquisa teológica de hoje, que volta a sofrer o desfazer deste dilema.

Deixemos, contudo, as considerações gerais, para indagar concretamente o sentido do nosso texto, tal como hoje se nos apresenta. Como acabamos de ver, ele não trata da vida intra-trinitária, mas de "Deus manifestado para fora", do Espírito Santo como força mediante a qual o Senhor permanece presente no meio da história do mundo, como princípio de uma história nova e de um novo mundo. Com este rumo da declaração surgiu automaticamente outra conclusão. Do facto de não se tratar aqui do Espírito como pessoa intra-trinitária, mas como divino poder na história inaugurada com a ressurreição de Jesus, resultou que, na consciência dos orantes, interferiu crença no "Espírito" e crença na "Igreja". Temos aqui uma aplicação prática da interferência já constatada de Trindade e história da salvação. De novo há de ser contabilizado ao azar da evolução posterior o facto de se terem separado as duas interferências: tanto a doutrina da Igreja como a do Espírito Santo sofreram com isto. Não se compreendia mais "Igreja" sob o ponto de enfoque pneumático-carismático, mas exclusivamente na perspectiva da encarnação, de modo excessivamente terreno e finalmente sob o enfoque das categorias de poder do pensamento profano. Deste modo a doutrina sobre o Espírito Santo ficou deslocalizada; enquanto não levou uma mísera existência em pura atmosfera piedosa, foi absorvida na especulação geral sobre a Trindade, perdendo assim qualquer função prática para a consciência cristã. Aqui o texto do Credo apresenta uma tarefa muito concreta: a doutrina sobre a Igreja há-de encontrar o seu ponto de partida na doutrina sobre o Espírito Santo e os seus sete dons. Mas a doutrina sobre a Igreja há-de convergir para a doutrina da história de Deus com os homens, ou seja, da função da história de Cristo para a humanidade, como um todo. Com isto revela-se logo a direcção em que a Cristologia deverá desdobrar-se: ela não deve ser praticada como doutrina sobre o enraizamento de Deus no mundo, a qual encara a Igreja de maneira excessivamente intra-mundana, a partir da humanidade de Jesus. Cristo continua presente pelo Espírito Santo com sua abertura e vastidão e liberdade, que, não excluindo absolutamente a forma institucional, contudo lhe limita, no entanto, as pretensões, não permitindo, sem mais, que se equipare às instituições mundanas.

As restantes declarações da terceira parte do símbolo nada mais representam do que os desdobramentos da sua afirmação fundamental: "Creio em Espírito Santo". Esse desdobramento processa-se em dois sentidos. Primeiro, na palavra sobre a Comunhão dos santos que, não fazendo parte, embora, do antigo texto do símbolo de Roma, reproduz, contudo, um valor da antiga Igreja. A seguir vem a palavra sobre o perdão dos pecados. Ambas as afirmações hão-de ser compreendidas como concretização da palavra sobre o Espírito Santo, como representação da maneira como o Espírito actua na história. Ambas têm um significado sacramental, de que hoje mal temos consciência. Porquanto o artigo sobre a comunhão dos santos aponta primeiro para a comunidade eucarística que reúne, numa Igreja única, em torno do corpo do Senhor, as igrejas dispersas pelo mundo inteiro. Portanto, a palavra sanctorum não se refere originariamente a pessoas, mas denota as dádivas sagradas, o sagrado, doado por Deus à Igreja, como ligamento propriamente dito da sua unidade. Por conseguinte, Igreja não se define pelos seus cargos e pela sua organização, mas a partir do seu serviço divino, da sua liturgia: como comunidade de mesa em torno do Ressuscitado, que os reúne e une em todos os lugares. Não se pode negar que muito cedo se passou a pensar também nas pessoas que estão ou são unidas entre si e santificadas mediante a dádiva única e santa de Deus. Não mais se compreendendo Igreja apenas como unidade da mesa eucarística, começou a ver-se nela também a comunidade dos que, devido à mesa comum, são um entre si. Em breve surgiu daí uma dimensão cósmica conotando a ideia de Igreja como comunidade dos santos a atravessar a fronteira da morte, reunindo entre si a todos os que receberam o mesmo Espírito e a sua força unificante e vivificadora.

Em contrapartida, o artigo do perdão dos pecados aponta para o outro sacramento fundamental da Igreja, o baptismo; e muito depressa desenvolve-se daí a relação com o sacramento da penitência. Naturalmente, primeiro ergue-se o baptismo como o grande sacramento do perdão, como o movimento da conversão transformadora. Só aos poucos uma dolorosa experiência haveria de ensinar que o cristão, também como baptizado, necessita do perdão, de modo que o iterado perdão dos pecados no sacramento da penitência passou a ocupar, mais e mais, o primeiro plano, sobretudo desde que o baptismo recuou para o início da vida, cessando de ser expressão de uma conversão activa. Mesmo assim, continuou válido que ninguém é cristão por nascimento, mas só por renascimento: ser-cristão realiza-se mediante a mudança da existência humana, voltando-se as costas à auto-satisfação do mero viver, e "convertendo-se". Neste sentido o baptismo, como início de uma conversão vitalícia, continua como sinal básico da existência cristã, sinal lembrado pela palavra do "perdão dos pecados". Ora, não se encarando o "ser-cristão" somente como uma formação ocasional de grupos, mas como conversão para o "ser-homem" propriamente dito, esta crença, ultrapassando o limite dos baptizados, denota que o homem não chega a si mesmo, se se deixar levar simplesmente pela lei da sua gravidade natural. Para se tornar homem autêntico, há-de opor-se a essa gravidade, há-de voltar-se: também as águas pela sua natureza não sobem automaticamente.

Sintetizando o que se disse, até agora constatamos que no nosso Credo a Igreja é compreendida, a partir do Espírito Santo, como a sua oficina no mundo. Em concreto: a Igreja é encarada sob o enfoque dos seus dois pontos básicos: Baptismo (penitência) e Eucaristia. Esse princípio sacramental cria um conceito totalmente teocêntrico da Igreja: no primeiro plano, não se encontra o agrupamento de homens que ela é, mas a dádiva de Deus, que converte os homens a uma nova existência à qual eles não são capazes de se darem, existência polarizada para uma comunidade que o homem só pode receber como dádiva. E no entanto, justamente esse conceito teocêntrico da Igreja é completamente humano, completamente real: girando em volta da conversão e união e entendendo ambas como processo intra-histórico perene, revela o nexo humano de sacramento e Igreja. Assim a maneira "real" de considerar (a partir da dádiva de Deus), automaticamente traz à colacção o elemento pessoal: a nova existência do perdão conduz à coexistência com os que vivem do perdão; o perdão funda comunidade e comunidade com o Senhor na Eucaristia conduz necessariamente à comunidade dos convertidos, que comem todos do único e mesmo pão, para tornar-se nele "um corpo" (1Cor 10,17), ou até "um único homem novo" (Cfr. Ef 2,15).

Igualmente os artigos finais do símbolo, sobre a "ressurreição da carne" e a "vida eterna" devem ser compreendidos como desdobramento da fé no Espírito Santo e no seu poder transformante, cujo efeito derradeiro exprimem. Com efeito, a perspectiva da ressurreição, em que esse conjunto desemboca, segue-se necessariamente à fé na transformação da história, inaugurada com a ressurreição de Jesus. Com ela, como vimos, foi transposta a fronteira do bios, isto é da morte, e iniciada um novo contexto: o biológico foi absorvido pelo espírito, pelo amor mais forte do que a morte. Com isto a fronteira da morte foi fundamentalmente vencida, abrindo-se um futuro definitivo para o homem. Esta convicção, em que se encontram a fé em Cristo e a crença no poder do Espírito Santo, é aplicada expressamente ao nosso futuro, nas palavras com que o Credo se encerra. O olhar para o Ómega da história universal, no qual tudo encontrará a sua realização, resulta, com necessidade intrínseca, da fé no Deus que quis ser pessoalmente, na cruz, o Ómega do mundo, a sua última letra. Exactamente com isto ele fez do ómega o seu ponto central, de modo que um dia há de revelar-se definitivamente que o amor é mais forte do que a morte e que, da complexidade do bios pelo amor, surgirá o complexo definitivo, o estado definitivo da pessoa e da unidade que nasce do amor. Deus tornou-se verme, última letra no alfabecto da criação; por esta razão tornou-se a última letra, a sua letra, com o que a história ficou orientada para o triunfo definitivo do amor: a cruz, de facto, é a salvação do mundo.

(cont)

joseph ratzinger, Tübingen, verão de 1967.


(Revisão da versão portuguesa por ama)

Pequena agenda do cristão


DOMINGO



(Coisas muito simples, curtas, objectivas)



Propósito:
Viver a família.

Senhor, que a minha família seja um espelho da Tua Família em Nazareth, que cada um, absolutamente, contribua para a união de todos pondo de lado diferenças, azedumes, queixas que afastam e escurecem o ambiente. Que os lares de cada um sejam luminosos e alegres.

Lembrar-me:
Cultivar a Fé

São Tomé, prostrado a Teus pés, disse-te: Meu Senhor e meu Deus!
Não tenho pena nem inveja de não ter estado presente. Tu mesmo disseste: Bem-aventurados os que crêem sem terem visto.
E eu creio, Senhor.
Creio firmemente que Tu és o Cristo Redentor que me salvou para a vida eterna, o meu Deus e Senhor a quem quero amar com todas as minhas forças e, a quem ofereço a minha vida. Sou bem pouca coisa, não sei sequer para que me queres mas, se me crias-te é porque tens planos para mim. Quero cumpri-los com todo o meu coração.

Pequeno exame:

Cumpri o propósito que me propus ontem?



Doutrina – 179

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

Compêndio


PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ
SEGUNDA SECÇÃO: A PROFISSÃO DA FÉ CRISTÃ
CAPÍTULO SEGUNDO

CREIO EM JESUS CRISTO, O FILHO UNIGÉNITO DE DEUS
«E EM JESUS CRISTO, SEU ÚNICO FILHO, NOSSO SENHOR»

83. Em que sentido Jesus é o «Filho Unigénito de Deus»?

No sentido único e perfeito. No momento do Baptismo e da Transfiguração, a voz do Pai designa Jesus como seu «Filho predilecto». Apresentando-se a Si mesmo como o Filho que «conhece o Pai» (Mt 11,27), Jesus afirma a Sua relação única e eterna com Deus Seu Pai. Ele é «o Filho Unigénito de Deus» (1 Jo 2, 23), a segunda Pessoa da Trindade. É o centro da pregação apostólica: os Apóstolos viram «a Sua glória, como de Unigénito do Pai» (Jo 1, 14).

Evangelho e comentário


Tempo Comum

Evangelho: Lc 9, 18-24


18 Aconteceu que, estando a orar só, se encontravam com Ele os Seus discípulos. Jesus interrogou-os: «Quem dizem as multidões que Eu sou?». 19 Responderam e disseram: «Uns dizem que és João Baptista, outros que Elias, outros que ressuscitou um dos antigos profetas». 20 Ele disse-lhes: «E vós quem dizeis que sou Eu?». Pedro, respondendo, disse: «O Cristo de Deus». 21 Mas Ele, em tom severo, mandou que não o dissessem a ninguém, 22 acrescentando: «É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas, que seja rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas, que seja morto e ressuscite ao terceiro dia. 23 Depois, dirigindo-Se a todos disse: «Se alguém quer vir após Mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias, e siga-Me. 24 Porque quem quiser salvar a sua vida, a perderá; e quem perder a sua vida por causa de Mim, salvá-la-á.

Comentário:

Nós temos a felicidade de saber Quem É Jesus Cristo.

Conhecemos, admiramos, agradecemos.

Só nos resta segui-lo.

As condições para o fazer foi Ele próprio Quem as definiu.


(ama, comentário sobre Lc 9, 18-22, Garrão, 2015.09.25)








A vossa vocação humana é uma parte da vossa vocação divina

Jesus, nosso Senhor e nosso Modelo, crescendo e vivendo como um de nós, revela-nos que na existência humana – a tua –, as ocupações correntes e vulgares têm um sentido divino, de eternidade. (Forja, 688)

A fé e a vocação de cristãos afectam toda a nossa existência e não só uma parte dela. As relações com Deus são necessariamente relações de entrega e assumem um sentido de totalidade. A atitude de um homem de fé é olhar para a vida, em todas as suas dimensões, com uma perspectiva nova: a que nos é dada por Deus.

Vós, que hoje celebrais comigo esta festa de S. José, sois todos homens dedicados ao trabalho em diversas profissões humanas, formais diversos lares, pertenceis a diferentes nações, raças e línguas. Adquiristes formação em centros de ensino, em oficinas ou escritórios, tendes exercido durante anos a vossa profissão, estabelecestes relações profissionais e pessoais com os vossos companheiros, participastes na solução dos problemas colectivos das vossas empresas e da sociedade.

Pois bem: recordo-vos, mais uma vez, que nada disso é alheio aos planos divinos. A vossa vocação humana é uma parte, e parte importante, da vossa vocação divina.


Esta é a razão pela qual vos haveis de santificar, contribuindo ao mesmo tempo para a santificação dos outros, vossos iguais, precisamente santificando o vosso trabalho e o vosso ambiente: a profissão ou ofício que enche os vossos dias, que dá fisionomia peculiar à vossa personalidade humana, que é a vossa maneira de estar no mundo: o vosso lar, a vossa família; e a nação em que nascestes e que amais. (Cristo que passa, 46)