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27/06/2016

Reflectindo - 193 - Normalidade 3

A “normalidade”

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O interessante é constatar que os próprios promotores de leis ou regulamentos que pretendem nivelar todo e qualquer comportamento que tenha a ver – sobretudo - com a sexualidade ou a defesa da vida humana – como o aborto ou a eutanásia - não defendem com o mesmo vigor e empenho o “direito” a matar o seu semelhante, apropriar-se do que lhe pertence, ou de qualquer modo, provocar-lhe algum dano.

O “princípio” que esses tais invocam é que o homem é o dono de si mesmo, pode fazer da sua vida o que muito bem entender e esta prerrogativa é sagrada e não pode sofrer nem contestação nem restrições de nenhuma ordem.

Não é de facto necessário ter grandes conhecimentos de sociologia para compreender a falsidade dos argumentos e a debilidade dos conceitos em que se baseiam.
E, a verdade, é que lhe chamam questões “fracturantes” o que mais não quer dizer que pretendem dividir a sociedade em polos cada vez mais opostos e antagónicos.
E, se atentar-mos bem, bem no fundo são consistentes nos seus objectivos: quanto mais dividida estiver a sociedade mais possibilidades terão de os fazer vingar.

Em suma podemos concluir com uma máxima que qualquer estratega conhece perfeitamente: DIVIDIR PARA REINAR!

ama, 2016.02.27

23/06/2016

Reflectindo - 192 - Normalidade 2

A “normalidade”

…/2

Ao pretender, por exemplo, considerar que a união entre duas pessoas do mesmo sexo é absolutamente normal e que, sendo assim têm os mesmos direitos, prerrogativas e deveres que qualquer outro casal – um homem com uma mulher – corre-se exactamente para essa incongruência: se é “normal” porque se fala disso?

Do mesmo modo podemos considerar que apropriar-se do alheio não é “normal” por mais recorrente que seja. Por isso se fala, escreve e se persegue quem rouba.

Não consta que – até aos dias de hoje – alguém tenha sido agraciado com uma condecoração qualquer por não roubar. Seria, no mínimo, estranho e um contrassenso.


(cont)

20/06/2016

Reflectindo - 191 - Normalidade 1

A “normalidade”

Muitas vezes ouve-se esta sentença:

‘Fulano fez isso? É normal!’

O que é que isto quer dizer de facto?

Que, talvez as pessoas comuns têm um conceito do que é aceitável – normal – esperar-se do comportamento do outro ou, até, de si próprio?
O comportamento normal não tem história, não se fala dele nem se sublinha seja como for.
Então, temos de concluir, que quando se fala de comportamentos se quer referir algo que sai fora desses padrões.

(cont)