Sexta-Feira
(Coisas muito
simples, curtas, objectivas)
Propósito: Contenção;
alguma privação; ser humilde.
Senhor: Ajuda-me a
ser contido, a privar-me de algo por pouco que seja, a ser humilde. Sou
formado por este barro duro e seco que é o meu carácter, mas não Te importes,
Senhor, não Te importes com este barro que não vale nada. Parte-o,
esfrangalha-o nas Tuas mãos amorosas e, estou certo, daí sairá algo que se
possa - que Tu possas - aproveitar. Não dês importância à minha prosápia, à
minha vaidade, ao meu desejo incontido de protagonismo e evidência. Não sei
nada, não posso nada, não tenho nada, não valho nada, não sou absolutamente
nada.
Lembrar-me: Filiação
divina.
Ser Teu filho
Senhor! De tal modo desejo que esta realidade tome posse de mim, que me
entrego totalmente nas Tuas mãos amorosas de Pai misericordioso, e embora não
saiba bem para que me queres, para que queres como filho a alguém como eu,
entrego-me confiante que me conheces profundamente, com todos os meus
defeitos e pequenas virtudes e é assim, e não de outro modo, que me queres ao
pé de Ti. Não me afastes, Senhor. Eu sei que Tu não me afastarás nunca.
Peço-Te que não permitas que alguma vez, nem por breves instantes, seja eu a
afastar-me de Ti.
Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do
que me propus ontem?
|
Padroeiros do blog: SÃO PAULO; SÃO TOMÁS DE AQUINO; SÃO FILIPE DE NÉRI; SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ
24/05/2013
Pequena agenda do cristão
Tratado das paixões da alma 36
Em seguida devemos tratar da concupiscência. E sobre esta questão quatro artigos se discutem:
Art.
1 ― Se a concupiscência reside só no apetite sensitivo.
Art.
2 ― Se a concupiscência é uma paixão especial da potência concupiscível.
Art.
3 ― Se certas concupiscências são naturais e outras, não-naturais.
Art.
4 ― Se a concupiscência é infinita.
Art. 1 ― Se a concupiscência reside só no apetite sensitivo.
O
primeiro discute-se assim. ― Parece que a concupiscência não reside só no
apetite sensitivo.
Resumos da Fé cristã

TEMA 19. A Eucaristia (I)
A Eucaristia é o memorial
da Páscoa de Cristo, a actualização do seu único sacrifício, na liturgia da
Igreja.
1. Natureza sacramental da
Santíssima Eucaristia
1.1. O que é a Eucaristia?
A
Eucaristia é o sacramento que torna presente, na celebração litúrgica da
Igreja, a Pessoa de Jesus Cristo (Cristo total: Corpo, Sangue, Alma e
Divindade) e o seu sacrifício redentor, na plenitude do Mistério Pascal, da sua
paixão, morte e ressurreição. Esta presença não é estática ou passiva (como a
de um objecto num lugar), mas activa, porque o Senhor Se torna presente com o
dinamismo do seu amor salvador: na Eucaristia Ele convida-nos a acolher a
salvação que nos oferece e a receber o dom do seu Corpo e do seu Sangue como
alimento de vida eterna, permitindo-nos entrar em comunhão com Ele – com a sua
Pessoa e o seu sacrifício – e em comunhão com todos os membros do seu Corpo
Místico que é a Igreja.
Com
efeito, como afirma o Concílio Vaticano II, «O nosso Salvador instituiu na
última Ceia, na noite em que foi entregue, o Sacrifício eucarístico do seu
Corpo e do seu Sangue para perpetuar pelo decorrer dos séculos, até Ele voltar,
o Sacrifício da cruz, confiando à Igreja, sua esposa amada, o memorial da sua
morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de
caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e
nos é concedido o penhor da glória futura» 1.
ángel garcia
ibáñez
O perigo é a rotina

"Nonne
cor nostrum ardens erat in nobis, dum loqueretur in via?". – Não é verdade
que sentíamos abrasar-se-nos o coração, quando nos falava caminho? Se és
apóstolo, estas palavras dos discípulos de Emaús deviam sair espontaneamente
dos lábios dos teus companheiros de profissão, depois de te encontrarem a ti no
caminho da vida. (Caminho, 917)
Agrada-me
falar de caminho, porque somos caminhantes, dirigimo-nos para a casa do Céu,
para a nossa Pátria. Mas reparemos que um caminho, mesmo que um ou outro trecho
apresente dificuldades especiais, mesmo que alguma vez nos obrigue a passar a
vau um rio ou a atravessar um pequeno bosque quase impenetrável, habitualmente
é simples, sem surpresas. O perigo é a rotina: supor que nisto, no que temos de
fazer em cada instante, não está Deus, porque é tão simples, tão vulgar!
Iam
os dois discípulos para Emaús. O seu caminhar era normal, como o de tantas
outras pessoas que transitavam por aquelas paragens. E aí, com naturalidade,
aparece-lhes Jesus e vai com eles, com uma conversa que diminui a fadiga.
Imagino a cena: já bem adiantada a tarde. Sopra uma brisa suave. De um lado e
de outro, campos semeados de trigo já crescido e as velhas oliveiras com os
ramos prateados pela luz indecisa...
Jesus,
no caminho! Senhor, que grande és Tu sempre! Mas comoves-me quando te rebaixas
para nos acompanhares, para nos procurares na nossa lida diária. Senhor,
concede-nos a ingenuidade de espírito, o olhar limpo, a mente clara, que
permitem entender-Te, quando vens sem nenhum sinal externo da Tua glória.
Termina
o trajecto ao chegar à aldeia e aqueles dois que – sem o saberem – tinham sido
feridos no fundo do coração pela palavra e pelo amor do Deus feito homem, têm
pena de que Ele se vá embora. Porque Jesus despede-se como quem vai para mais
longe. Nosso Senhor nunca se impõe. Quer que O chamemos livremente, desde que
entrevimos a pureza do Amor que nos meteu na alma. (Amigos
de Deus, nn. 313–314)
23/05/2013
Evangelho diário e comentário
| Tempo comum VII Semana |
Evangelho: Mc 9, 41-50
41 «Quem vos der um copo de água, porque sois de Cristo, em verdade vos
digo que não perderá a sua recompensa. 42 «Quem escandalizar um
destes pequeninos que crêem em Mim, melhor fora que lhe atassem ao pescoço a mó
que um asno faz girar, e que o lançassem ao mar. 43 Se a tua mão é
para ti ocasião de pecado, corta-a; melhor te é entrar na vida eterna mutilado,
do que, tendo as duas mãos, ir para a Geena, para o fogo inextinguível. 44
Omitido pela Neo-Vulgata. 45 Se o teu pé é para ti ocasião de
pecado, corta-o; melhor te é entrar na vida eterna coxo, do que, tendo os dois
pés, ser lançado na Geena.46 Omitido pela Neo-Vulgata. 47
Se o teu olho é para ti ocasião de pecado, lança-o fora; melhor te é entrar no
reino de Deus sem um olho do que, tendo dois, ser lançado na Geena, 48
“onde o seu verme não morre e o seu fogo não se apaga”.49 Todo o
homem será salgado no fogo. 50 O sal é uma coisa boa; porém, se se
tornar insípido, com que haveis de lhe dar o sabor? Tende sal em vós, e tende
paz uns com os outros».
Comentário:
O que é um copo de água?
Pergunta talvez desnecessária para quem não tem
sede e tenha água à sua disposição mas, para uma incontável multidão de seres
humanos – hoje – um copo de água pode ser a salvação.
Por isso não se estranha que Jesus seja tão
lapidar na Sua afirmação porque as obras de misericórdia não têm dimensão nem
grau de importância.
Estes são-lhes dados pelas circunstâncias e pela
disponibilidade dos que as praticam e são, sempre, actos meritórios que o
Senhor nunca deixa de recompensa e, recompensa que excede sempre o valor do
acto.
Leitura espiritual para 23 Maio
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)
Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.
Para ver, clicar SFF.
Para ver, clicar SFF.
Pequena agenda do cristão
Quinta-Feira
(Coisas muito
simples, curtas, objectivas)
Propósito: Participar
na Santa Missa.
Senhor, vendo-me
tal como sou, nada, absolutamente, tenho esta percepção da grandeza que me
está reservada dentro de momentos: Receber o Corpo, o Sangue, a Alma e a
Divindade do Rei e Senhor do Universo.
O
meu coração palpita de alegria, confiança e amor. Alegria por ser convidado,
confiança em que saberei esforçar-me por merecer o convite e amor sem limites
pela caridade que me fazes. Aqui me tens, tal como sou e não como gostaria e
deveria ser.
Não
sou digno, não sou digno, não sou digno! Sei porém, que a uma palavra Tua a
minha dignidade de filho e irmão me dará o direito a receber-te tal como Tu
mesmo quiseste que fosse.Aqui me tens, Senhor. Convidaste-me e eu vim.
Lembrar-me: Comunhões
espirituais.
Senhor, eu quisera receber-vos com aquela pureza,
humildade e devoção com que Vos recebeu Vossa Santíssima Mãe, com o espírito
e fervor dos Santos
Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do
que me propus ontem?
|
Tratado das paixões da alma 35
Resumos da Fé cristã

TEMA 18. O Baptismo e a
Confirmação 8
Confirmação 3
3. Ministro e sujeito
Enquanto
sucessores dos Apóstolos, só os bispos são «os ministros originários da
Confirmação» 4. No ricto latino, o ministro ordinário é exclusivamente
o bispo; um presbítero pode confirmar validamente só nos casos previstos na
legislação geral (baptismo de adultos, acolhimento na fé católica, equiparação
episcopal, perigo de morte), quando recebe a faculdade específica ou quando é
associado momentaneamente a estes efeitos pelo bispo. Nas igrejas orientais, o
presbítero também é ministro ordinário, o qual deve usar sempre o crisma
consagrado pelo patriarca ou bispo.
Como
sacramento de iniciação, a Confirmação está destinada a todos os cristãos e não
só a alguns escolhidos. No ricto latino, é conferida uma vez que o candidato
chegue ao uso da razão: a idade concreta depende dos usos locais, as quais
devem respeitar o seu carácter de iniciação. Requer-se a prévia instrução,
verdadeira intenção de a receber e estado de graça.
philip goyret
Bibliografia
básica:
Catecismo
da Igreja Católica, 1212-1321.
Compêndio
do Catecismo da Igreja Católica 251-270.
(Resumos da Fé cristã: © 2013,
Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet)
_____________________________
Notas:
4
Ibidem, 26
"CREIO NO ESPÍRITO SANTO" (4)
.
.
Mas talvez seja bom, nestes momentos finais do nosso encontro, tentar
dar algum testemunho, o meu testemunho pessoal, daquilo que o Espírito Santo
opera em nós, quando a ele nos abrimos e deixamos, (umas vezes mais outras
menos), que Ele nos ensine e conduza.
Muitos saberão que na minha vida vivi afastado de Deus e da Igreja cerca
de 20 e tal anos, entre os 18/19 e os 44/45.
E este viver afastado de Deus e da Igreja, não foi só um afastamento da
fé, mas também um afundar numa vida desregrada.
Um caminho certo para o abismo.
Houve um tempo em que por causa de umas discussões sobre a Igreja,
(alguém que a contestava), eu tomei a defesa da mesma, pois curiosamente, ou
talvez não, durante todo esse tempo, tentei sempre nunca dizer mal de Deus nem
da Igreja, embora por vezes fizesse as minhas criticas.
Deus e a Igreja eram coisas, salvo seja, que não me interessavam.
Mas essas discussões acabaram por despertar em mim um desejo, uma
vontade, de me aproximar de Deus, da Igreja.
Assim, quando não estava ninguém na igreja, eu ia sentar-me em frente do
sacrário e conversava, perguntando se era verdade, se ali estava alguém, as
minhas dificuldades, etc., etc.
Ora o Espírito Santo não dorme e sabe aproveitar muito bem estas
oportunidades, (desculpem a simplicidade da linguagem), porque «aqueles que
procuram encontram».
E a primeira constatação que eu faço de que as palavras de Jesus são
verdadeiras, «o Espírito Santo há-de recordar-vos tudo o que Eu vos disse», Jo
14, 26 é que muito rapidamente me comecei a lembrar de tudo quanto tinha
aprendido de meus pais, da catequese, dos colégios católicos por onde tinha
passado e de alguns retiros que tinha feito.
Foi para mim uma grande admiração, (naquele tempo, porque agora percebo
o que aconteceu), como era possível lembrar-me com tanto pormenor da Doutrina,
das orações e até da Liturgia.
Encontrei no Renovamento Carismático Católico, (um dos Movimentos da
Igreja surgidos após o Concilio Vaticano II), uma espiritualidade muito aberta
ao Espírito Santo, muito viva, e eu precisava mesmo de alguma coisa que me
fizesse mexer, que me confrontasse, até porque sou um pouco impaciente.
Uma das coisas que ainda hoje me espanta, foi a enorme modificação das
prioridades da minha vida.
Eu vivia para a sociedade, para ter o melhor, para vestir o melhor, para
comer o melhor, para desfrutar o mais possível daquilo a que o mundo chama os
prazeres da vida.
E devagar, (o Espírito Santo é muito paciente), todas essas prioridades
foram mudando, e essas coisas deixaram de ser importantes, para passar a ser
muito mais importante eu conhecer-me a mim próprio e descobrir como poderia ser
de Deus para os outros.
Não estou totalmente “curado”, diga-se, pois o caminho é de uma vida,
mas vou-o caminhando sempre na confiança de que Ele nunca me abandona.
Outra coisa muito importante que constatei, é que Deus, o Espírito
Santo, não nos quer transformar em pessoa diferente do que somos, mas ao
descobrirmos que precisamos mudar as nossas prioridades, percebermos que somos
exactamente aquilo que eramos, com uma nova visão da vida, porque está
iluminada por Deus.
E tanto assim é que nunca me afastei daqueles que eram meus amigos,
alguns deles é que se afastaram de mim, não porque eu os “chateasse” com a
religião, mas porque se calhar não se sentiam bem ao meu lado, com a mudança de
prioridades e comportamentos que ia acontecendo na minha vida.
Mas outra das graças que o Espírito Santo derrama em nós, é a capacidade
de percebermos como actuar nos gestos e nas palavras, nos diversos momentos a
que somos chamados.
Por vezes com o silêncio, por vezes com palavras, por vezes com gestos e
atitudes.
Quantos de nós já se admiraram porque alguém chegou ao pé de nós e nos
agradeceu um gesto, uma palavra, dizendo que lhe fez muito bem, e nós nem
sequer nos apercebemos disso, ou não demos qualquer importância a esse facto?
Tenho para mim, (e dou-o como provado), que muitas vezes o nosso
testemunho silencioso, mas verdadeiro e coerente fala muito mais alto do que as
nossas palavras, e quem nos leva a dar esse testemunho é sem dúvida o Espírito
Santo, que sem nos forçar, serenamente nos conduz.
E a descoberta do perdão, de perdoar e pedir perdão?
É tão maravilhosa que é difícil de descrever, e quem coloca em nós essa
capacidade é, mais uma vez, o Espírito Santo.
Conto-vos uma história verdadeira que se passou comigo.
Logo no início do meu reencontro com Deus, tive uma enorme discussão com
um homem com quem fui muito mal criado e rude.
Passado algum tempo, fui para a igreja à hora em que estava deserta,
como sempre, para ter as minhas conversas com Deus.
Mas não conseguia falar, não conseguia estar, não conseguia sequer
concentrar-me, porque em todo o momento apenas me vinha o pensamento que tinha
de pedir perdão ao homem.
Ora isso para mim era muito difícil, tanto mais que em termos sociais,
para mim naquele tempo, ele era menos do que eu, (por favor entendam o que eu
quero dizer, pois não penso hoje em dia assim).
O homem tinha uma loja perto da igreja e eu decidi ir lá pedir-lhe
desculpa.
Cheio de uma força que eu não conhecia em mim, dirigi-me para a loja,
mas quando lá cheguei, passei adiante e não entrei.
Voltei para trás e quando passei novamente à porta, tornei a não entrar.
Julgo que fiz isto três ou quatro vezes, até que, vencendo os meus
preconceitos entrei
e pedi humildemente desculpa da minha má criação e rudeza.
O homem ficou sem palavras e eu senti dentro de mim uma alegria tão
grande que não a consigo descrever.
Sei que voltei para a igreja para agradecer o momento extraordinário que
Deus me tinha proporcionado.
Permitam-me ainda que vos fale do perdão a nós próprios, que o Espírito
Santo nos mostra e conduz.
Quando comecei a tomar mais contacto com a realidade da vivência da fé,
começou a ser muito difícil lidar com o meu passado.
Queria apaga-lo, queria ter a certeza de que Deus me perdoava e achava
isso tão difícil, dado tudo o que tinha feito e vivido.
E essa dificuldade não me dava paz e era um tropeço na minha caminhada.
Pedi muitas vezes que me fosse concedida a graça de entender o perdão de
Deus e me perdoar a mim próprio.
Um dia numa adoração ao Santíssimo, numa oração, (e a oração é presença
do Espírito Santo, não o esqueçamos), sobreveio uma paz imensa e eu percebi uma
coisa tão simples como esta: se Deus me perdoava na Confissão quem era eu para
não me perdoar a mim próprio.
Depois ao longo do tempo o meu passado, passou da vergonha de o ter
vivido, para a aceitação do mesmo como um ensinamento para a minha vida e como
testemunho, sobretudo aos jovens, de que uma vida daquelas é uma vida sem
sentido e sem futuro.
Havia tanto mais para dizer, mas deixo para o fim a extraordinária e
sensível presença do Espírito Santo na Palavra de Deus e em nós, quando a Ele
nos abrimos para A ler e meditar.
Uma das experiências, (permitam-me que lhes chame experiências) mais
tocantes da presença, da assistência do Espírito Santo nas nossas vidas,
acontece quando lemos e meditamos a Palavra de Deus.
Com efeito, temos muitas vezes o hábito, quando abrimos a Bíblia em
determinadas passagens que já conhecemos muito bem, de passarmos à frente,
pensando que nada nos poderão dizer de novo.
Mas se lermos essas passagens de nós mais conhecidas, repetidamente,
meditando, haverá pormenores que nos irão saltar à vista, ou melhor dizendo, ao
coração, e se pedirmos ao Espírito Santo que nos dê o necessário discernimento,
aparecerá a Palavra viva, que se fará vida e nos questionará em tantos
procedimentos do nosso dia-a-dia.
Vamos assim descobrindo a riqueza da Palavra de Deus e percebendo que
ela é viva e eficaz, porque foi inspirada pelo Espírito Santo e assim é Ele
próprio que nos pode mostrar a sua riqueza e vida.
Um dia em que falava sobre este tema, há uns anos em Lisboa, o Espírito
Santo quis “mostrar-me” um modo de exemplificar o que queria dizer, o que
queria explicar.
Se estivermos uma exposição de pintura moderna, perante um daqueles
quadros que “apenas” tem várias cores misturadas, e se intitule, por exemplo,
“Senhora num banco de jardim”, é muito provável que não consigamos minimamente
ver retratado o que o titulo “apregoa”.
Se chamarmos o pintor e ouvirmos as suas explicações é então muito
possível que já consigamos distinguir o que ele quis “retratar”.
Pelos contornos das cores, pelos pormenores que ele nos vai mostrando, conseguiremos
ver através dos seus olhos aquilo que ele quis retratar.
Assim se passa com a Palavra de Deus.
Muitas vezes não entendemos, não percebemos o que Ela nos quer dizer, e
então é preciso chamar o Autor, o Espírito Santo, para que Ele nos ilumine e
nos faça entender o que a Palavra, o que Deus nos quer dizer.
E, se cremos no Espírito Santo e a Ele nos abrimos, podemos confiar que
Ele nos vai mostrar o que Deus nos quer dizer com aquela passagem, que nem
sempre é o que desejamos ouvir, mas talvez um ensinamento, uma chamada de
atenção para algo que temos de mudar nas nossas vidas.
Mas há uma grande diferença entre as duas situações.
Enquanto aquilo que está no quadro é imutável, ou seja representa aquilo
que o pintor quis “retratar”, e apenas aquilo, e depois de percebermos isso,
tudo está compreendido, a Palavra de Deus, iluminada pelo Espírito Santo é
sempre nova, responde sempre de maneira diversa, conforme as necessidades das
nossas vidas a que Deus quer responder, para nos guiar.
E aquilo que está no quadro é igual para todos os que o vejam,
representa sempre o mesmo, mas a Palavra de Deus, na mesma passagem bíblica,
pode ser diferente para cada um conforme a sua necessidade em cada momento.
Ou seja o quadro é “estático”, a Palavra de Deus é viva, porque o
Espírito Santo a ilumina na sabedoria e no amor.
Para terminar gostaria de pedir aos sacerdotes presentes que numa breve
oração, estendendo as suas mãos sobre nós, invocassem o Espírito Santo, para
que Ele avive em nós a graça do Baptismo e da Confirmação.
Marinha
Grande, Novembro de 2012
.
.
Labels:
JMA - Espírito Santo
«Mãe, ensina-me a ser nada, para que Cristo seja tudo em mim».
Oração que um dia o Espírito Santo quis colocar no meu coração e me esforço para que seja verdade na minha vida.
Seguir Cristo: é este o segredo

Ao
oferecer-te aquela História de Jesus, pus como dedicatória: "Que procures
a Cristo. Que encontres a Cristo. Que ames a Cristo". – São três etapas
claríssimas. Tentaste, pelo menos, viver a primeira? (Caminho,
382)
Como
poderemos superar estes inconvenientes? Como conseguiremos fortalecer-nos nessa
decisão que começa a parecer-nos muito pesada? Inspirando-nos no modelo que nos
apresenta a Virgem Santíssima, nossa Mãe: uma rota muito ampla, que passa
necessariamente através de Jesus.
Neste
esforço por nos identificarmos com Cristo, costumo falar de quatro degraus:
procurá-lo, encontrá-lo, conhecê-lo, amá-lo. Talvez pareça que estamos na
primeira etapa... Procuremo-lo com fome, procuremo-lo dentro de nós com todas
as forças! Se o fizermos com este empenho, atrevo-me a garantir que já O
encontrámos e que já começámos a conhecê-lo e a amá-lo e a ter a nossa conversa
nos céus.
Rogo
a Nosso Senhor que nos decidamos a alimentar nas nossas almas a única ambição
nobre, a única que merece a pena: ir ter com Jesus Cristo, como fizeram a sua
Bendita Mãe e o Santo Patriarca, com ânsia, com abnegação, sem descuidos.
Participaremos na dita da amizade divina – num recolhimento interior,
compatível com os nossos deveres profissionais e sociais – e agradecer-Lhe-emos
a delicadeza e a caridade com que Ele nos ensina a cumprir a Vontade do Nosso
Pai que está nos céus.
Seguir
Cristo: é este o segredo. Acompanhá-lo tão de perto, que vivamos com Ele, como
os primeiros doze; tão de perto, que com Ele nos identifiquemos. Se não
levantarmos obstáculos à graça, não tardaremos a afirmar que nos revestimos de
Nosso Senhor Jesus Cristo. Nosso Senhor reflecte-se na nossa conduta como num
espelho. Se o espelho for como deve ser, captará o rosto amabilíssimo do nosso
Salvador sem o desfigurar, sem caricaturas: e os outros terão a possibilidade
de O admirar, de O seguir. (Amigos de Deus, nn. 299–303)
22/05/2013
Evangelho diário e comentário
| Tempo comum VII Semana |
Evangelho: Mc 9, 38-40
38 João disse-lhe: «Mestre, vimos um homem, que não
anda connosco, expulsar os demónios em Teu nome e nós lho proibimos porque não
nos segue». 39 Jesus, porém, respondeu: «Não lho proibais, porque
não há ninguém que faça um milagre em Meu nome e que possa logo dizer mal de
Mim. 40 Porque quem não é contra nós, está connosco.
Comentário:
A primeira reflexão sobre este Trecho do Evangelho
de S. Marcos é exactamente sobre a frequente atitude, diria, superioridade que
alguns cristãos assumem perante outras pessoas que professam outras religiões
ou que não têm nenhuma. Jesus Cristo, disse-o claramente, veio salvar toda a
humanidade e converter todos, sem excepção, em Filhos de Deus, com todos os
direitos que tal implica. Ou seja, os direitos são iguais embora as
responsabilidades sejam diferentes. Quem mais recebe mais terá de dar, a quem
mais se deu mais lhe será exigido.
A segunda detém-se sobre a última frase deste
texto: «Quem não é contra nós é por nós».
Quem não se enfrenta com Cristo, não combate a Sua
Igreja mas, por ignorância ou qualquer outra razão não segue os Seus passos ou
obedece à Sua Doutrina, não é ostracizado, não pode, não deve ser impedido de
praticar as boas obras que, é fundamental ter isto claro, não são monopólio dos
cristãos.
(ama, comentário sobre Mc 9, 38-40,
2013.04.29)
Leitura espiritual para 22 Maio
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemaria, Caminho 116)
Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.
Para ver, clicar SFF.
Para ver, clicar SFF.
Pequena agenda do cristão
Quarta-Feira
(Coisas muito
simples, curtas, objectivas)
Propósito: Simplicidade
e modéstia.
Senhor, ajuda-me a ser simples, a despir-me da minha
‘importância’, a ser contido no meu comportamento e nos meus desejos, deixando-me
de quimeras e sonhos de grandeza e proeminência.
Lembrar-me: Do
meu Anjo da Guarda.
Senhor, ajuda-me a lembrar-me do meu
Anjo da Guarda, que eu não despreze companhia tão excelente. Ele está sempre
a meu lado, vela por mim, alegra-se com as minhas alegrias e entristece-se
com as minhas faltas.
Anjo da minha Guarda,
perdoa-me a falta de correspondência ao teu interesse e protecção, a tua
disponibilidade permanente. Perdoa-me ser tão mesquinho na retribuição de
tantos favores recebidos.
Pequeno exame: Cumpri o propósito e lembrei-me do
que me propus ontem?
|
Tratado das paixões da alma 34
Art. 5 ― Se podemos odiar a verdade.
O quinto discute-se assim. ― Parece que não podemos odiar a verdade.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



