13/10/2012

Evangelho do dia e comentário








    T. Comum – XXVII Semana






Evangelho: Lc 11, 27-28

27 Aconteceu que, enquanto Ele dizia estas palavras, uma mulher, levantando a voz do meio da multidão, disse-Lhe: «Bem-aventurado o ventre que Te trouxe e os peitos a que foste amamentado». 28 Porém, Ele disse: «Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

Comentário:

É fácil ouvir a Palavra de Deus, basta, sem grande esforço, recorrer às inúmeras oportunidades que se nos deparam.

Pensemos nos muitos - uma enorme parcela da humanidade - que não têm essa possibilidade e, até, correm sérios riscos para o fazer.
Com que devoção e entrega esses nossos irmãos devem aproveitar todo o ensejo que se lhes depara!

Nós, nesta velha Europa, repleta de templos e locais onde a Palavra está permanentemente disponível, não temos senão que dar graças, muitas graças, a Deus por tal privilégio e aproveitar para pôr em obras o que Palavra nos sugere.

(ama, comentário sobre Lc 11, 27-28, 2011.10.08)

Tratado sobre a conservação e o governo das coisas 22


Questão 108: Da ordenação dos anjos por hierarquias e ordens.

12/10/2012

Leitura espiritual para 12 Out 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.


Para ver, clicar SFF.

Tratado sobre a conservação e o governo das coisas 21


Questão 108: Da ordenação dos anjos por hierarquias e ordens.

A Igreja nomeia dois novos Doutores


No Pórtico do Ano da Fé e no contexto da nova evangelização, o Papa decidiu aumentar o "claustro" dos Doutores da Igreja. Dos trinta e três actuais passará a ter trinta e cinco a 7 de Outubro, no início da Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos.

Doutor da Igreja é um título que o Papa dá a certos santos, reconhecendo-os como eminentes mestres da fé e modelos de sabedoria cristã para os fiéis de todos os tempos. Nesta ocasião trata-se de um santo espanhol Juan de Ávila (1499-1569) e da mística alemã Hildegarda de Bingen (1098-1179). Esta será a quarta mulher declarada doutora da Igreja, depois de Santa Teresa de Jesus, Catarina de Sena e Teresa do Menino Jesus.

PENSAMENTOS INSPIRADOS À PROCURA DE DEUS 261

À procura de Deus

Se amas constróis!
Se não amas,
para que te serve a vida?


Luta ascética e mística 1


Ambas situações pertencem ao desenvolvimento da vida espiritual de uma alma. Mas acontece, que muitas pessoas não sabem distinguir correctamente entre a situação ascética e a mística. E no momento que vêm que alguém é um pouco piedoso, põem-lhe imediatamente a etiqueta de místico. Eu mesmo muitas vezes sorri interiormente, quando por mais de uma vez me escreveram e me adjectivaram como místico. Ainda que não seja difícil chegar a essa situação.

Para que quem isto leia e não tenha as ideias muito claras, pensará que os místicos se dão como as hortaliças numa horta, que basta apenas plantá-las, regá-las e produzem com tal abundância e todas ao mesmo tempo, que se alguém tem a desgraça de ter horta, passa o ano inteiro, a empanturrar-se de pepinos, couves, beringelas ou hortaliça que haja segundo a época, e como nem Ele nem a família, as podem comer todas, acabam oferecendo às suas amizades da cidade, o que não são capazes de comer, antes que apodreçam.

(JUAN DO CARMELO, trad AMA)

Travestis e transexuais


Nos tempos actuais uma das mudanças culturais e morais más preocupantes refere-se à «perspectiva de género», una ideologia que surge das filas do feminismo radical e se difunde na Conferencia Mundial sobre a Mulher, celebrada em Pequim em 1995. Ainda que reconhecendo o sexo biológico, naturalmente bipolar, macho e fêmea, varão e mulher, dá-se mais importância ao «género» como uma construção social que cada ser humano pode adoptar de acordo com a sua orientação sexual e, definitivamente, a sua liberdade. Na actualidade há uma multiplicidade de orientações sexuais, entre elas, as pessoas transexuais, homossexuais e bissexuais.
A ideologia de género postula que cada ser humano pode adquirir uma nova «identidade de género», independentemente do seu sexo biológico. Um problema especial se coloca no caso das pessoas travestis e transexuais que não se sentem identificadas com a sua sexualidade biológica. Os travestis varões querem que se os trate como mulheres. Num primeiro passo maquilham-se, deixam crescer uma longa cabeleira e vestem-se com roupas femininas. Alguns arriscam-se a tratamentos de maior envergadura, não isentos de riscos. Para mudar a voz tomam hormonas femininas e para aumentar o tamanho dos peitos e dos glúteos submetem-se a implantes de silicone ou de gel. O processo de mudança de género culmina com a operação cirúrgica de reajuste sexual dos órgãos genitais, a qual obviamente nem sempre é satisfatória.
As ciências biológicas ensinam que todas as células corporais levam a impressa a sexualidade masculina ou feminina que todo o ser humano tem no seu genótipo até à morte. Há casos anómalos, antigamente conhecidos como hermafroditas e actualmente como intersexuais, devido a fenómenos precoces na gestação, sejam cromossomáticos ou gonádicos, que afectam o genótipo ou o fenótipo e que merecem um tratamento especializado. Mas em todos os demais casos mudar a identidade sexual é um mito impossível de realizar. Por outra parte a psicologia mostra que frequentemente as pessoas que desejam mudar de sexo tiveram problemas ou traumas psicológicos, inclusive em tenra idade, que podem ser resolvidos.
Alguns transexuais queixam-se da rejeição da população, muito especialmente no âmbito laboral, pelo que frequentemente acabam dedicando-se à prostituição, ainda que aqui também sintam maltrato e discriminação. As relações afectivas entre casal, similares às do noivado, costuma ser muito instáveis e não oferecem garantia para o futuro. Há, além disso, casos documentados de transexuais que se sentem arrependidos pela deterioração grave da sua saúde e desejam voltar à sua situação anterior, o que já não é possível, com o qual se agrava sua frustração.
No âmbito jurídico deve proceder-se com toda a cautela. Certamente nenhuma pessoa pode ser discriminada pelo seu desejo de obter uma nova identidade de género. Mas a sociedade tem que manter os valores profundos e a moral pública como base da convivência social. O direito a uma nova identidade de género pode trazer problemas de segurança, quando, por exemplo, uma pessoa quere obter um novo bilhete de identidade para iludir obrigações familiares ou escapar à justiça.
Outros pretendidos direitos são muito más discutíveis por exemplo o direito à segurança social para los tratamentos e operações de reajuste sexual, já que, além de sere caros e irreversíveis, importam sérios riscos de saúde corporal e mental. No que se refere aos direitos familiares não se deve conceder o direito a contrair matrimónio com una nova identidade sexual, já que este seria naturalmente inválido. Tampouco se legitima o direito a adoptar, já que na adopção deve primar o bem superior do menino ou menina, cujo próprio desenvolvimento afectivo e sexual se poria em risco.
Desde a perspectiva moral não se justifica a mudança de sexo. A ética natural aconselha resolver o problema, acudindo, si for preciso, a pessoas sábias e virtuosas com uma visão transcendente da vida humana. A Igreja Católica ensina a respeitar a natureza de cada pessoa e a descobrir nela o caminho para chegar à perfeição pessoal segundo o plano de Deus que, tal como a Bíblia refere, criou o homem, varão e mulher, numa dualidade de complementação que de alguma maneira reflecte a mesma essência divina.
Desde a ética cristã deve-se tratar estas pessoas com problemas de identidade de género com respeito, compaixão e delicadeza, evitando todo o sinal de discriminação injusta e animando-os a que no meio das dificuldades que atravessam aprendam a descobrir a vontade de Deus na sua vida [1]. O matrimónio, como união heterossexual, foi e será a vocação mais comum do ser humano para poder formar una família, que permita crescer no amor fiel e indissolúvel, aberto à fecundidade e assegurar, assim, uma velhice feliz.

miguel manzanera, SJ (Membro da Comissão de Doutrina de a Conferencia Episcopal da Bolívia)
(Tradução ama)



[1] (Cf. Catecismo Igreja Católica 2358)

O perdão vem-nos da misericórdia de Deus

                                                             
Textos de S. Josemaria Escrivá

 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

Escreves-me, dizendo que te aproximaste por fim do confessionário, e que sentiste a humilhação de ter de abrir a cloaca (é assim que o dizes) da tua vida diante de "um homem". Quando arrancarás essa vã estima por ti mesmo? Então irás à Confissão contente por te mostrares como és, diante "desse homem" ungido (outro Cristo, o próprio Cristo!) que te dá a absolvição, o perdão de Deus. (Sulco, 45)
Padre: como pode suportar todo este lixo? – disseste-me, depois de uma confissão contrita.

Calei-me, pensando que, se a tua humildade te leve a sentires-te isso – lixo, um montão de lixo – ainda poderemos fazer algo de grande de toda a tua miséria. (Caminho, 605)

Que pouco Amor de Deus tens quando cedes sem luta porque não é pecado grave! (Caminho, 328)

De novo às tuas antigas loucuras!... E depois, quando regressas, sentes-te com pouca alegria, porque te falta humildade.

Parece que te obstinas em desconhecer a segunda parte da parábola do filho pródigo, e ainda continuas apegado à pobre felicidade das bolotas. Soberbamente ferido pela tua fragilidade, não te decides a pedir perdão, e não reparas que, se te humilhares, te espera o jubiloso acolhimento do teu Pai, Deus: a festa do teu regresso e do teu recomeço! (Sulco, 65)

Evangelho do dia e comentário








    T. Comum – XXVII Semana





Evangelho: Lc 11, 15-26


15 Mas alguns disseram: «Ele expulsa os demónios pelo poder de Belzebu, príncipe dos demónios». 16 Outros, para O tentarem, pediam-Lhe um prodígio vindo do céu. 17 Ele, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Todo o reino dividido contra si mesmo será devastado, e cairá casa sobre casa. 18 Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como estará em pé o seu reino? Porque vós dizeis que por virtude de Belzebu é que lanço fora os demónios. 19 Ora, se é pelo poder de Belzebu que Eu expulso os demónios, os vossos filhos pelo poder de quem os expulsam? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes. 20 Mas se Eu, pelo dedo de Deus, lanço fora os demónios, certamente chegou a vós o reino de Deus. 21 Quando um, forte e armado, guarda o seu palácio, estão em segurança os bens que possui; 22 porém, se, sobrevindo outro mais forte do que ele, o vencer, tira-lhe as armas em que confiava, e reparte os seus despojos. 23 Quem não é comigo é contra Mim; e quem não colhe comigo desperdiça. 24 «Quando o espírito imundo saiu de um homem, anda por lugares áridos, buscando repouso. Não o encontrando, diz: Voltarei para minha casa, donde saí. 25 Quando vem, encontra-a varrida e adornada. 26 Então vai, toma consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, ali se instalam. E o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro».

Comentário:

O Senhor não se mostra ofendido com o verdadeiro insulto que Lhe fazem tão gratuitamente como sem nenhum sentido lógico. (O insulto nunca é gratuito e, muito menos obedece à lógica).
Ao contrário, com uma paciência extraordinária, explica, faz ver que o que aduzem é um contrassenso, não pode ser.

Mas, não temos que nos espantar porque é exactamente o que Cristo faz connosco quando o ofendemos com o pecado. (Que, também, nunca é gratuito nem lógico).

Recebe as nossas desculpas, o nosso pedido de perdão, aceita-os, manda-nos em paz e, ainda, nos abençoa em Seu Nome, no Nome do Pai e no Nome do Espírito Santo.

(ama, comentário sobre Lc 11, 1526, 2012.07.31)

Garra

P o e m a s  d a  m i n h a  v i d a

Há uma garra que me aperta o peito
fazendo-me doer, doer...

De quem é ela?

Quem a perdeu?

Não me queiram fazer dono
do que nunca foi meu.

Coimbra, 61

Mártires de Espanha 49


por Jorge López Teulón

11/10/2012

Leitura espiritual para 11 Out 2012


Não abandones a tua leitura espiritual.
A leitura tem feito muitos santos.
(S. josemariaCaminho 116)


Está aconselhada a leitura espiritual diária de mais ou menos 15 minutos. Além da leitura do novo testamento, (seguiu-se o esquema usado por P. M. Martinez em “NOVO TESTAMENTO” Editorial A. O. - Braga) devem usar-se textos devidamente aprovados. Não deve ser leitura apressada, para “cumprir horário”, mas com vagar, meditando, para que o que lemos seja alimento para a nossa alma.


Para ver, clicar SFF.

Nove perguntas sobre o Ano da Fé


1. O que é o Ano da Fé?
O Ano da Fé "é um convite para uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo" (Porta Fidei, 6).

2. Quando se inicia e quando termina?
Inicia-se a 11 de Outubro de 2012 e terminará a 24 de Novembro de 2013.

3. Porquê nessas datas?
Em 11 de Outubro coincidem dois aniversários: o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e o 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica. O encerramento, em 24 de Novembro, será a solenidade de Cristo Rei.

4. Porque é que o Papa convocou este ano?"
Enquanto que no passado era possível reconhecer um tecido cultural unitário, amplamente compartilhado no seu apelo aos conteúdos da fé e aos valores por ela inspirados, hoje parece que já não é assim em grandes setores da sociedade, devido a uma profunda crise de fé que atingiu muitas pessoas". Por isso, o Papa convida para uma "autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo". O objetivo principal deste ano é que cada cristão "possa redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo".

5. Que meios assinalou o Santo Padre?
Como expos no Motu Proprio "Porta Fidei": Intensificar a celebração da fé na liturgia, especialmente na Eucaristia; dar testemunho da própria fé; e redescobrir os conteúdos da própria fé, expostos principalmente no Catecismo.

6. Onde terá lugar?
Como disse Bento XVI, o alcance será universal. "Teremos oportunidade de confessar a fé no Senhor Ressuscitado nas nossas catedrais e nas igrejas do mundo inteiro, nas nossas casas e no meio das nossas famílias, para que cada um sinta fortemente a exigência de conhecer melhor e de transmitir às gerações futuras a fé de sempre. Neste Ano, tanto as comunidades religiosas como as comunidades paroquiais e todas as realidades eclesiais, antigas e novas, encontrarão forma de fazer publicamente profissão do Credo".

7. Onde encontrar indicações mais precisas?
Numa nota publicada pela Congregação para a doutrina da fé.

Aí se propõe, por exemplo:

- Encorajar as peregrinações dos fiéis à Sede de Pedro;
- Organizar peregrinações, celebrações e reuniões nos principais Santuários.
- Realizar simpósios, congressos e reuniões que favoreçam o conhecimento dos conteúdos da doutrina da Igreja Católica e mantenham aberto o diálogo entre fé e razão.
 - Ler o reler os principais documentos do Concílio Vaticano II.
- Acolher com maior atenção as homilias, catequeses, discursos e outras intervenções do Santo Padre.
- Promover transmissões televisivas ou radiofónicas, filmes e publicações, inclusive a nível popular, acessíveis a um público amplo, sobre o tema da fé.
- Dar a conhecer os santos de cada território, autênticos testemunhos de fé.
- Fomentar o apreço pelo património artístico religioso.
- Preparar e divulgar material de caráter apologético para ajudar os fiéis a resolver as suas dúvidas.
- Eventos catequéticos para jovens que transmitam a beleza da fé.
- Aproximar-se com maior fé e frequência do sacramento da Penitência.
- Usar nas escolas ou colégios o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica.
- Organizar grupos de leitura do Catecismo e promover a sua difusão e venda.

8. Que documentos posso ler por agora?
- O motu proprio de Bento XVI "Porta Fidei"
- A nota com indicações pastorais para o Ano da Fé
- O Catecismo da Igreja Católica
- 40 resumos sobre a fé cristã

9. Onde posso obter mais informação?
Visite o site www.annusfidei.va

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