18/04/2011

Andreia André congregou toda a familia em busca da Fé

Duc in altum
Jovem de Lisboa, baptizada já em adulta, conta como este sacramento mudou a sua vida

Andreia André, de Casal de Cambra, em Lisboa, é um exemplo de persistência numa jornada em busca da fé que conseguiu congregar toda a sua família.

“Os meus pais eram testemunhas de Jeová quando eu nasci, afastaram-se da religião durante um tempo, fui crescendo sempre com as bases de testemunha de Jeová mas sempre com uma grande curiosidade sobre a Igreja” recorda a jovem, em entrevista ao Programa da Igreja Católica na Antena 1.

Apesar do seu núcleo familiar não aceitar que se baptizasse, foi uma tia que serviu de porta de entrada para a fé católica, levando-a à eucaristia e correspondendo com disponibilidade ao interesse que demonstrava.

“Perguntava-lhe tudo e mais alguma coisa, desde de quem é que eram aquelas imagens que ali estavam, e foi assim que nasceu a minha vontade de entrar para a Igreja, de me sentir parte da Igreja” explica Andreia.

Aos 15 anos, depois de frequentar as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica às escondidas dos pais, decidiu pedir à família que a deixasse preparar-se para o sacramento do baptismo.

A jovem lembra-se que “o seu pai, um bocadinho zangado e sem vontade, deixou-a ir com a mãe à Igreja falar com o padre”, uma concessão que iria marcar um ponto de viragem para toda a família.

O irmão de Andreia foi padrinho de baptismo, mas viria a falecer pouco tempo depois da cerimónia.

“Iniciou-se com uma alegria, teve uma tristeza mas manteve-se a alegria” refere a jovem, para quem Deus “não deixou que a família caísse”.
Baptismo2.jpg
E hoje, 10 anos depois do seu baptismo, Andreia André continua em busca de saciar, todos os dias, a sua curiosidade de Deus, no caminho neocatecumenal, no seu casamento, e com a sua família.

“O meu pai também veio, a minha mãe, passado uns anos o meu irmão mais velho, a minha cunhada e os meus sobrinhos, Deus todos chamou e tenho continuado a aprofundar esta fé que todos os dias me faz reviver o meu baptismo” conclui.

A iniciação cristã, o sacramento do baptismo como forma de conversão, é o tema em destaque esta semana, no Programa da Igreja Católica da Antena 1, a partir das 22h45




 INFORMAÇÕES MUITO BREVES    [De vez em quando] 2011.04.115

Exercitando o espírito: Podemos escutar a Deus?

Duc in altum
Um seminarista pergunta ao Papa:

"...A linguagem de Deus é especial e só quem está atento pode captá-la entre as mil vozes que ressoam dentro de nós. Por isso, lhe pedimos que nos ajuda compreender como fala Deus em concreto e que marcas deixa ao falar-nos no nosso interior".
Resposta do Papa:
Como podemos distinguir a voz de Deus entre as mil vozes que escutamos cada dia no nosso mundo? Eu diria que Deus fala connosco de muitíssimas maneiras. Fala por meio de outras pessoas, por meio dos amigos, dos padres, do pároco, dos sacerdotes - aqui, fala-vos através dos sacerdotes que se encarregam da vossa formação, que vos orientam -. Fala por meio dos acontecimentos da nossa vida, nos quais podemos descobrir um gesto de Deus. Fala também através da natureza, da criação; e, naturalmente, fala sobretudo na sua Palavra, na sagrada Escritura, lida na comunhão da Igreja e lida pessoalmente em conversa com Deus.
É importante ler a sagrada Escritura, por um lado, de modo muito pessoal, e realmente, como diz São Paulo, não como palavra de um homem o como um documento do passado, como lemos Homero ou Virgílio, mas como uma palavra de Deus sempre actual, que fala comigo. Aprender a escutar um texto, que historicamente pertence ao passado, a palavra viva de Deus, quer dizer, entrar na oração, convertendo assim a leitura da sagrada Escritura numa conversação com Deus.
Santo Agostinho diz amiúde nas suas homilias: “chamei muitas vezes por esta Palavra, até que pude perceber o que o próprio Deus me dizia”. Por um lado, esta leitura muito pessoal, esta conversação pessoal com Deus, na qual trato de descobrir o que o Senhor me diz; e juntamente com esta leitura pessoal, é muito importante a leitura comunitária, porque o sujeito vivo da sagrada Escritura é o povo de Deus, é a Igreja.
Esta Escritura não era algo meramente privado, de grandes escritores – ainda que o Senhor necessite sempre da pessoa, necessita a sua resposta pessoal -, mas cresceu com pessoas que estavam implicadas no caminho do povo de Deus e assim as suas palavras são a expressão deste caminho, desta reciprocidade da chamada de Deus e da resposta humana.
Por conseguinte, o sujeito vive hoje como viveu naquele tempo; a Escritura não pertence ao passado, dado que o seu sujeito, o povo de Deus inspirado pelo próprio Deus, é sempre o mesmo. Assim pois, trata-se sempre de uma Palavra viva no sujeito vivo. Por isso, é importante ler a sagrada Escritura e escutar a sagrada Escritura na comunhão da Igreja, quer dizer, com todos os grandes testemunhos desta Palavra, desde os primeiros Padres até aos santos de hoje, até ao Magistério de hoje.
Sobretudo a liturgia converte-se numa Palavra vital e viva. Por conseguinte, eu diria que a liturgia é o lugar privilegiado onde cada um entra no "nós" dos filhos de Deus em conversação com Deus. É importante: o pai-nosso começa com as palavras "Pai-nosso". Só poderei encontrar o Pai si estou enxertado no "nós" deste "nosso"; só escutamos bem a palavra de Deus dentro deste "nós", que é o sujeito da oração do Pai-nosso.
Assim pois, isto parece-me muito importante: a liturgia é o lugar privilegiado onde Palavra está viva, está presente; mais ainda, onde Palavra, o Logos, o Senhor, fala connosco e se põe nas nossas mãos. Se nos dispomos a escutar o Senhor nesta grande comunhão da Igreja de todos os tempos, encontrá-lo-emos.
Ele abre-nos a porta pouco a pouco. Portanto, eu diria que neste ponto se concentram todos os outros: o Senhor guia-nos pessoalmente no nosso caminho e, ao mesmo tempo, vivemos no grande "nós" da Igreja, onde palavra de Deus está viva.
Logo vêm os outros pontos: escutar os amigos, escutar os sacerdotes que nos guiam, escutar a voz viva da Igreja de hoje, escutando assim também as vozes dos acontecimentos deste tempo e da criação, que resultam indecifráveis neste contexto profundo.
Portanto, para resumir, diria que Deus nos fala de muitas maneiras. É importante, por uma parte, estar no "nós" da Igreja, no "nós" vivendo a liturgia. É importante personalizar este "nós" em mim mesmo; é importante estar atentos às outras vozes do Senhor, deixar-nos guiar também por pessoas que têm experiencia com Deus, por assim dizer, e nos ajudam neste caminho, para que este "nós" se transforme em mim "nós", e eu, em um que realmente pertencem a este "nós". Assim cresce o discernimento e cresce a amizade pessoal com Deus, a capacidade de perceber, no meio das mil vozes de hoje, a voz de Deus, que sempre está presente e fala sempre connosco.

juan garcia ínza, Religionenlibertad, trad ama, 2011.04.18

Pensamentos inspirados

À procura de Deus



“Para baixo todos os santos ajudam” - Dito popular


Para baixo é o demónio que ajuda, para cima é que precisamos da ajuda dos Santos!

jma, 2011.04.18

ORAÇÃO E MÚSICA


Paixão gundo São Matheus (BWV 244) - Bach 

Karl Richter Munchener Bach Orchester



Evangelho do dia e comentário

2ª FEIRA SANTA

Evangelho: Jo 12, 1-11

1 Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde se encontrava Lázaro, que Jesus tinha ressuscitado. 2 Ofereceram-Lhe lá uma ceia. Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com Ele.3 Então, Maria tomou uma libra de perfume feito de nardo puro de grande preço, ungiu os pés de Jesus e Os enxugou com os seus cabelos; e a casa encheu-se com o cheiro do perfume. 4 Judas Iscariotes, um dos Seus discípulos, aquele que O havia de entregar, disse: 5 «Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários para se dar aos pobres?». 6 Disse isto, não porque se importasse com os pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, roubava o que nela se deitava. 7 Mas Jesus respondeu: «Deixa-a; ela reservou este perfume para o dia da Minha sepultura; 8 porque pobres sempre os tereis convosco, mas a Mim nem sempre Me tereis». 9 Uma grande multidão de judeus soube que Jesus estava ali e foi lá, não somente por causa de Jesus, mas também para ver Lázaro, a quem Ele tinha ressuscitado dos mortos. 10 Os príncipes dos sacerdotes deliberaram então matar também Lázaro, 11 porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus.

Meditação:

São João é, de facto, duro e lapidar com respeito a Judas. Com as suas palavras descobre-nos, talvez, o denso mistério que envolve esta figura estranha que vive, tal como os outros Onze, na companhia de Jesus, ouve a Sua doutrina, partilha o Seu pão, foi, como eles, enviado a pregar a chegada do Reino com poderes para fazer milagres, curar doentes, etc.

Há como que uma revelação do “engano” que Judas representa na história da salvação. Eis aqui um homem movido pelo interesse, cujo coração se move por outras razões que não as de Cristo.

Mistério ainda maior quando pensamos em Jesus e na Sua relação com Judas. 

Como é possível que, o Senhor que sabe tudo e conhece os segredos dos corações, não Se desse conta do que se passava com o discípulo?

Só encontramos como explicação a extraordinária misericórdia do Senhor, que espera, até ao último momento, que já não tardará muito, que Judas se converta e viva em vez de permanecer no erro que o levará à morte desesperada.  

(ama, comentário sobre Jo 12, 1-11, 2011.03.12)

17/04/2011

Sobre a família 24

O direito dos pais à educação dos filhos (I)
continuação 
Como o Concílio Vaticano II ensina, o poder público – ainda que seja por uma questão de justiça distributiva – deve oferecer os meios e as condições favoráveis para que os pais possam  «escolher com liberdade absoluta, de acordo com a sua própria consciência, as escolas para os seus filhos»[i]. Daí a importância daqueles que trabalham em ambientes políticos ou relacionados com a opinião pública procurem que tal direito fique salvaguardado e, na medida do possível, seja promovido.
O interesse dos pais pela educação dos filhos manifesta-se em mil detalhes. Independentemente da instituição em que os filhos estudem, é natural interessarem-se pelo ambiente existente e pelos conteúdos que se transmitem.

J.A. Araña e C.J. Errázuriz

© 2011, Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet


[i] Concílio Vaticano II, decl. Gravissimum educationis, n. 6.

Boa Tarde!

Diálogos



Disseste bem...a parábola do Filho Pródigo é como que uma confirmação disto mesmo.

O filho atormentado pelo remorso que é recebido em festa pelo Pai extremoso é bem a nossa imagem quando nos damos conta das nossas misérias e voltamos ao “abrigo” da casa paterna.














ama, 2011.04.17

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

“E, com esse convívio, gerar-se-á o Amor”

O único meio de conhecer Jesus: privar com Ele! N'Ele encontrarás sempre um Pai, um Amigo, um Conselheiro e um Colaborador para todas as actividades honestas da tua vida quotidiana... E, com esse convívio, gerar-se-á o Amor. (Sulco, 662)

Se procuras meditar, o Senhor não te negará a sua assistência. Fé e obras de fé! Obras, porque o Senhor – tu já reparaste nisso desde o princípio e eu já to fiz notar a seu tempo – cada dia é mais exigente. Isto já é contemplação e união; e assim há-de ser a vida de muitos cristãos, avançando cada um pela sua própria via espiritual – são infinitas – no meio dos afazeres deste mundo, mesmo sem se darem conta disso.
Uma oração e uma conduta que não nos afastam das nossas actividades correntes, que nos conduzem a Nosso Senhor no meio dos nossos nobres empenhos terrenos. Ao elevar a Deus todas essas ocupações, a criatura diviniza o mundo. Tenho falado tantas vezes do mito do rei Midas que convertia em ouro tudo aquilo em que tocava! Podemos converter em ouro de méritos sobrenaturais tudo o que tocamos, apesar dos nossos erros pessoais.
Assim actua o Nosso Deus. Quando aquele filho regressa, depois de ter gasto o seu dinheiro, vivendo mal, depois – sobretudo – de se ter esquecido do pai, o pai diz: depressa, trazei aqui o vestido mais rico e vesti-lho e colocai-lhe um anel no dedo; calçai-lhe as sandálias. Tomai um vitelo gordo, matai-o e comamos e celebremos um banquete. O Nosso Pai, Deus, quando recorremos a Ele com arrependimento, tira riqueza da nossa miséria e força da nossa debilidade. Que preparará para nós, se não O abandonarmos, se O procurarmos todos os dias, se Lhe dirigirmos palavras carinhosas confirmadas pelas nossas acções, se Lhe pedirmos tudo, confiados na Sua omnipotência e na Sua misericórdia? (Amigos de Deus, nn. 308–309).


http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Combater a “mentalidade anticonceptiva” é “essencial” para a cultura da vida. 3

Medicina e Apostolado

Continuação

Disse que “não sem razão, há um temor cada vez maior que a Igreja seja incapaz de manter nalgumas nações as suas obras educativas, de atenção à saúde e de caridade, porque a legislação civil requer que essas obras da Igreja cooperem com acções que são sempre e em qualquer lugar essencialmente más”.


O prelado pôs em relevo a relação entre “viver a verdade no que respeita à sexualidade humana e a vida humana” e a “prática da justiça”. “O ataque à vida inocente e indefesa dos não-nascidos, por exemplo, tem a sua origem numa visão errónea da sexualidade humana, que tenta eliminar, através de meios mecânicos ou químicos, a natureza essencialmente procriativa do acto conjugal”, explicou em particular.

patrick b. craine
SYDNEY, Australia, 28 de Março de 2011 (Notifam) trad ama

Cont/

Papa destaca exemplo dos santos para os católicos de hoje

Duc in altum
Bento XVI conclui ciclo de dois anos dedicado a catequeses sobre a santidade na audiência pública semanal

Bento XVI encerrou hoje (13 de Abril) no Vaticano um ciclo de dois anos de catequeses dedicadas a santos e santas da Igreja Católica, sublinhando que estas figuras “dizem que é possível percorrer a estrada da santidade”.

Na audiência pública desta semana, diante de milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, o Papa falou sobre a “santidade”, afirmando que esta “consiste em unir-se a Cristo e assumir as suas atitudes, pensamentos e formas de vida”.

“Por isso a santidade tem a sua raiz última no baptismo, pelo qual somos enxertados em Cristo e nos é comunicado o seu Espírito, a sua vida de Ressuscitado”, disse, em português.

Deus respeita sempre a nossa liberdade, pedindo que aceitemos este dom e vivamos as suas exigências; isto é, pede que nos deixemos transformar pela acção do Espírito Santo, conformando a nossa vontade com a dele”, prosseguiu.

Bento XVI declarou que todos os católicos são “chamados à santidade”, apesar dos seus “limites” e “fragilidade”, porque esta não é “fruto” dos seus esforços, mas iniciativa de Deus.

“A santidade é possível para todos, em qualquer idade e momento, porque cada um de nós recebe a sua parte do favor divino”, referiu.

Falando da caridade como “alma da santidade”, o Papa destacou que esta “produz frutos” graças à “escuta da Palavra de Deus, à participação frequente nos sacramentos, sobretudo na Eucaristia, à oração constante, à abnegação, ao serviço fraterno e à prática das virtudes”.

“A Igreja propõe-nos muitos Santos, que viveram plenamente a caridade, que souberam amar e seguir Cristo na sua vida quotidiana. Todos eles nos dizem que é possível percorrer a estrada da santidade”, precisou.

Bento XVI deixou uma saudação aos peregrinos do Brasil e os portugueses da paróquia de São Martinho do Bispo e da Escola da Lourinhã.

“Esta vossa peregrinação a Roma seja para todos um encontro com Jesus Cristo, que encha cada vez mais a vossa vida de amor de Deus e do próximo”, pediu.

As catequeses pronunciadas pelo Papa nos últimos dois anos, nestas audiências públicas, podem ser encontradas no site oficial do Vaticano.

 INFORMAÇÕES MUITO BREVES    [De vez em quando] 2011.04.13

Senhor! Sou um homem sem remédio?

Duc in altum
Eu reconheço a minha culpa, diz o salmista. Se eu a reconheço, digna-te tu perdoá-la. Não tenhamos de modo algum a presunção de que vivemos rectamente e sem pecado. O que testemunha a favor da nossa vida é o reconhecimento das nossas culpas.  Os homens sem remédio são aqueles que deixam de atender os seus próprios pecados para se fixarem nos dos outros. Não procuram o que há que corrigir, mas em quem podem morder. E, ao não poderem desculpar-se a si mesmos, estão sempre dispostos a acusar os outros.  Não é assim que nos ensina o salmo a orar e dar a Deus satisfação, já que diz: Pois eu reconheço a minha culpa, tenho sempre presente o meu pecado. O que ora assim não atende aos pecados alheios, mas examina-se a si mesmo, e não de maneira superficial, como quem apalpa, mas aprofundando no seu interior. Não se perdoa a si mesmo, e precisamente por isto pode atrever-se a pedir perdão. (Sant. Agustinho. Sermão 19,2)

A Quaresma vai chegando ao seu fim. Já com a Semana Santa tão próxima convém repassar alguns textos dos Padres da Igreja, para que com essa linguagem tão directa e viva, nos ajudem a aprofundar na conversão.

Senhor! Sou um homem sem remédio? Olho para os outros procurando o seu pecado? Estou preparado para os morder, desprezando corrigi-los com caridade e afecto? Sou dos que acusam os outros para ocultar as minhas culpas e impotências?

Quem pode pedir perdão a Deus realmente? Quem não se perdoa a si mesmo. Deus é o que perdoa e nos dá a Graça que nos converte. Nós, no máximo, podemos esquecer os nossos erros sem chegar a transformar-nos.  Reflectindo sobre este texto encontram-se muitas chaves do sacramento da reconciliação e porque é como é e não de outra forma.

Senhor perdoa os nossos pecados e sobretudo, perdoa que esqueçamos que o perdão, que converte, que transforma, só pode provir de Ti.
Amén

néstor mora núñez, Religionenlibertad, trad ama, 2011.04.13

Evangelho e comentário

 Domingo de RAMOS

Evangelho: Mt 27, 1-54

1 Ao romper da manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo tiveram conselho contra Jesus, para O entregarem à morte. 2 Em seguida, manietado, levaram-n'O e entregaram-n'O ao governador Pôncio Pilatos. 3 Então Judas, o traidor, vendo que Jesus fora condenado, tocado pelo remorso, tornou a levar as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, 4 dizendo: «Pequei, entregando sangue inocente». Mas eles disseram: «Que nos importa? Isso é contigo!». 5 Então, tendo atirado as moedas de prata para o templo, retirou-se e foi-se enforcar. 6 Os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: «Não é lícito deitá-las na arca das esmolas, porque são preço de sangue». 7 E, tendo consultado entre si, compraram com elas o Campo do Oleiro para sepultura dos estrangeiros. 8 Por esta razão aquele campo foi chamado até ao dia de hoje “campo de sangue”. 9 Então se cumpriu o que foi anunciado pelo profeta Jeremias: “Tomaram as trinta moedas de prata, custo d'Aquele cujo preço foi avaliado pelos filhos de Israel, 10 e deram-nas pelo Campo do Oleiro, como o Senhor me ordenou”. 11 Jesus foi apresentado diante do governador, que O interrogou, dizendo: «És Tu o Rei dos Judeus?». Jesus respondeu-lhe: «Tu o dizes». 12 Mas, sendo acusado pelos príncipes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu. 13 Então Pilatos disse-Lhe: «Não ouves de quantas coisas Te acusam?». 14 E não lhe respondeu a palavra alguma, de modo que o governador ficou muito admirado. 15 O governador costumava, por ocasião da festa da Páscoa, soltar aquele preso que o povo quisesse.16 Naquela ocasião tinha ele um preso famoso, que se chamava Barrabás. 17 Estando eles reunidos, perguntou-lhes Pilatos: «Qual quereis vós que eu vos solte? Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo?». 18 Porque sabia que O tinham entregado por inveja. 19 Enquanto ele estava sentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: «Não te metas com esse justo, porque fui hoje muito atormentada em sonhos por causa d'Ele». 20 Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e que fizesse morrer Jesus. 21 O governador, tomando a palavra, disse-lhes: «Qual dos dois quereis que vos solte?». Eles responderam: «Barrabás!». 22 Pilatos disse-lhes: «Que farei então de Jesus, que se chama Cristo?». 23 Disseram todos: «Seja crucificado!». O governador disse-lhes: «Mas que mal fez Ele?». Eles, porém, gritavam mais alto: «Seja crucificado!». 24 Pilatos, vendo que nada conseguia, mas que cada vez o tumulto era maior, tomando água, lavou as mãos diante do povo, dizendo: «Eu sou inocente do sangue deste justo; a vós pertence toda a responsabilidade!». 25 Todo o povo respondeu: «O Seu sangue caia sobre nós e sobre os nossos filhos». 26 Então soltou-lhes Barrabás. Quanto a Jesus, depois de O ter mandado flagelar, entregou-O para ser crucificado. 27 Então os soldados do governador, conduzindo Jesus ao Pretório, juntaram em volta d'Ele toda a coorte. 28 Depois de O terem despido, lançaram sobre Ele um manto escarlate. 29 Em seguida, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-Lha na cabeça, e na mão direita uma cana. E, dobrando o joelho diante d'Ele, O escarneciam, dizendo: «Salve, ó rei dos Judeus!». 30 Cuspindo-Lhe, tomavam a cana e batiam-Lhe com ela na cabeça. 31 Depois que O escarneceram, tiraram-Lhe o manto, revestiram-n'O com os Seus vestidos e levaram-n'O para O crucificar. 32 Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, ao qual obrigaram a levar a cruz de Jesus. 33 Tendo chegado ao lugar chamado Gólgota, isto é, “lugar da Caveira”, 34 deram-Lhe a beber vinho misturado com fel. Tendo-o provado, não quis beber.35 Depois que O crucificaram, repartiram entre si os Seus vestidos, lançando sortes. 36 E, sentados, O guardavam. 37 Puseram por cima da Sua cabeça uma inscrição indicando a causa da Sua condenação: «Este é Jesus, o Rei dos Judeus». 38 Ao mesmo tempo foram crucificados com Ele dois ladrões: um à direita e outro à esquerda. 39 Os que passavam, movendo as suas cabeças, ultrajavam-n'O, 40 dizendo: «Ó Tu, que destróis o templo e o reedificas em três dias, salva-Te a Ti mesmo. Se és Filho de Deus, desce da cruz!». 41 Igualmente, também os príncipes dos sacerdotes com os escribas e os anciãos, insultando-O, diziam: 42 «Ele salvou outros e a Si mesmo não se pode salvar. Se é rei de Israel, desça agora da cruz e acreditaremos n'Ele. 43 Confiou em Deus: Se Deus O ama, que O livre agora; porque Ele disse: “Eu sou o Filho do Deus”». 44 Do mesmo modo O insultavam os ladrões que estavam crucificados com Ele. 45 Desde a hora sexta até à hora nona, houve trevas sobre toda a terra. 46 Perto da hora nona, exclamou Jesus com voz forte: «Eli, Eli, lemá sabachtani?», isto é: «Meu Deus, Meu Deus, porque Me abandonaste?». 47 Ao ouvir isto, alguns dos que ali estavam, diziam: «Ele chama por Elias». 48 Imediatamente, um deles, a correr, tomou uma esponja, ensopou-a em vinagre, pô-la sobre uma cana, e dava-Lhe de beber.49 Porém, os outros diziam: «Deixa; vejamos se Elias vem livrá-l'O». 50 Jesus, soltando de novo um alto grito, expirou. 51 E eis que o véu do templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo, a terra tremeu, as rochas fenderam-se, 52 as sepulturas abriram-se, e muitos corpos de santos, que tinham adormecido, ressuscitaram, 53 e saindo das sepulturas depois da ressurreição de Jesus, foram à cidade santa e apareceram a muitos. 54 O centurião e os que com ele estavam de guarda a Jesus, vendo o terramoto e as coisas que aconteciam, tiveram grande medo, e diziam: «Na verdade Este era Filho de Deus!».

Comentário:

O comentário que se pode fazer, que convém que se faça é apenas este:

Ler de vagar, com atenção, “metendo-nos" em cada cena aqui relatada, viver – por dentro – esta Paixão do Senhor, sem lamechices ou falsas lágrimas, mas com verdadeira compunção pela magnitude dos acontecimentos.

(ama, comentário sobre Mt 27, 1-54, 2011.03.11)