13/03/2011

Tema para breve reflexão - Caminho de oração

Reflectindo


A oração é um caminho para pouco a pouco purificar os nossos desejos, corrigi-los e conhecer aquilo de que verdadeiramente temos necessidade: 


Deus e o Seu Espírito.

(Cf. Bento XVI, Jesus de Nazaré, Cap. V.)

São José: Oração e música

Em honra de São José

Evangelho do dia e comentário

Quaresma - I Semana

Evangelho: Mt 4, 1-11

1 Então Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo demónio. 2 Jejuou quarenta dias e quarenta noites, e depois teve fome. 3 E, aproximando-se d'Ele o tentador, disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, diz que estas pedras se convertam em pães». 4 Jesus respondeu: «Está escrito: “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”». 5 Então o demónio transportou-O à cidade santa, pô-l'O sobre o pináculo do templo, 6 e disse-Lhe: «Se és Filho de Deus, lança-Te daqui a baixo, porque está escrito: “Mandou aos seus anjos em teu favor, eles te levarão nas suas mãos, para que o teu pé não tropece em alguma pedra”». 7 Jesus disse-lhe: «Também está escrito: “Não tentarás o Senhor teu Deus”». 8 De novo o demónio O transportou a um monte muito alto, e Lhe mostrou todos os reinos do mundo e a sua magnificência, 9 e disse-Lhe: «Tudo isto Te darei, se, prostrado, me adorares». 10 Então, Jesus disse-lhe: «Vai-te, satanás, porque está escrito: “Ao Senhor teu Deus adorarás e a Ele só servirás”». 11 Então o demónio deixou-O; e eis que os anjos se aproximaram e O serviram.

Comentário:

O Tempo da Quaresma começa com o Evangelho que relata as tentações a que Jesus foi sujeito pelo demónio.
Permanece um mistério este episódio que, sem dúvida, terá sido relatado pelo próprio Mestre aos Seus discípulos: 


Porque é que Jesus permitiu que o demónio o tentasse?

Em primeiro lugar patenteia-se a humanidade de Jesus: como qualquer homem sentiu fome após tão longo jejum. 
Depois vem a saber-se as verdadeiras limitações do demónio e do seu poder sobre as criaturas. 


Reagindo aos sinais externos – a fraqueza de Jesus -, não sabendo com segurança quem Ele de facto era, o longo jejum terá despertado a sua “curiosidade” em testar um homem que apresentava tais sinais de virtude.
Como estes sinais eram de grande magnitude também as tentações escolhidas o foram na tentativa de certificar-se de quem era o objecto da tentação: 


“Se és Filho de Deus”, repete por duas vezes.


Ao colocar este trecho do Evangelho no início da Quaresma a Igreja quer dar um sinal claro de que ninguém está a salvo da tentação podendo, até, inferir-se que quanto maior virtude maior a tentação.

(ama, comentário sobre Mt4, 1-11, 2011.02.02)

12/03/2011

Homilia na Missa das 11.00 na Igreja da Lapa

Duc in altum
Tomando como tema o último versículo do Evangelho de hoje:

«Não vim chamar os justos mas os pecadores à penitência.» [i]

Referiu nomeadamente que, nos tempos da sua infância, na aldeia de que é oriundo e onde viveu a sua meninice, talvez por causa de uma compreensão um pouco rigorista da moral que moldava a consciência, as pessoas muito tementes a Deus, eram levadas a considerarem “quase tudo” como pecado e a necessitarem, por isso, do sacramento da confissão, para “estarem de bem” com Deus.

Hoje, em dia, as pessoas, porque perderam muito a noção de Deus e daquilo que Ele é e representa em relação às Suas criaturas (quem conhece, hoje, de cór, os dez Mandamentos da Lei de Deus?), porque, apesar das crises, dispõem de tantas coisas e possibilidades que quase não precisam de ninguém (nem de Deus!), pensam que o pecado não existe, que nada é pecado, isto é, que não pecam e, por conseguinte não têm por que recorrer ao sacramento da penitência.

Passou-se do “oito para o oitenta”.

A Quaresma, tempo litúrgico em que estamos a entrar, é um tempo precioso, criado e aconselhado pela Igreja a fim de que os homens se recolham e meditem sobre quem é Deus e sobre cada um dos Seus dez Mandamentos e reflictam, também, sobre quem são diante de Deus.
A Quaresma é o “tempo favorável” para um profundo e honesto exame interior perante Deus e para, com sincera valentia, nos dispormos a corrigir o que está mal e a repor o a nossa vida no caminho certo, rumo a Jesus Cristo.

(Rev. Cónego Dr. antónio ferreira dos santos, 2011.03.12)


[i] Lc 5, 32

Diálogos apostólicos

Diálogos




Isso! Habitua-te a pedir ao Senhor que te faça santo.

Nem que seja "à força"...

Porque sozinho, não conseguirás nada.






AMA, 2011.03.12

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

2011/03/12


“Deus está junto de nós continuamente”

É preciso convencermo-nos de que Deus está junto de nós continuamente. – Vivemos como se o Senhor estivesse lá longe, onde brilham as estrelas, e não consideramos que também está sempre ao nosso lado. E está como um pai amoroso – quer mais a cada um de nós do que todas as mães do mundo podem querer a seus filhos – ajudando-nos, inspirando-nos, abençoando... e perdoando. Quantas vezes fizemos desanuviar a fronte dos nossos pais, dizendo-lhes, depois de uma travessura: não torno a fazer mais! – Talvez naquele mesmo dia tenhamos tornado a cair... – E o nosso pai, com fingida dureza na voz, de cara séria, repreende-nos..., ao mesmo tempo que se enternece o seu coração, conhecedor da nossa fraqueza, pensando: pobre rapaz, que esforços faz para se portar bem! É necessário que nos embebamos, que nos saturemos de que é Pai e muito Pai nosso, o Senhor que está junto de nós e nos Céus. (Caminho, 267)


Descansai na filiação divina. Deus é um Pai cheio de ternura, de amor infinito. Chama-lhe Pai muitas vezes durante o dia e diz-lhe – a sós, na intimidade do teu coração – que o amas, que o adoras, que sentes o orgulho e a força de seres seu filho. Tudo isto pressupõe um autêntico programa de vida interior, que é preciso canalizar através das tuas relações de piedade com Deus – poucas, mas constantes, insisto – que te permitirão adquirir os sentimentos e as maneiras de um bom filho.

Devo prevenir-te, no entanto, contra o perigo da rotina – verdadeiro sepulcro da piedade – a qual se apresenta frequentemente disfarçada com ambições de realizar ou empreender gestas importantes, enquanto se descuida comodamente a devida ocupação quotidiana. Quando notares essas insinuações, põe-te diante do Senhor com sinceridade. Pensa se não te terás aborrecido de lutar sempre nas mesmas coisas, porque na realidade não estavas à procura de Deus. Vê se não terá decaído a tua perseverança fiel no trabalho, por falta de generosidade, de espírito de sacrifício. Nesse caso, as tuas normas de piedade, as pequenas mortificações, a actividade apostólica que não produz fruto imediato parecem-te tremendamente estéreis. Estamos vazios e talvez comecemos a sonhar com novos planos, para calar a voz do nosso Pai do Céu, que exige de nós uma lealdade total. E, com um pesadelo de grandezas na alma, lançamos no esquecimento a realidade mais certa, o caminho que sem dúvida nos conduz direitos à santidade. Aí temos um sinal evidente de que perdemos o ponto de vista sobrenatural, a convicção de que somos meninos pequenos, a persuasão de que o nosso Pai fará em nós maravilhas, se recomeçarmos com humildade. (Amigos de Deus, n. 150)

© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

                                          

Temas para a Quaresma - 4

Tempo de Quaresma
Continuação

Acusar-se de faltar à fidelidade não chegará se não acrescentarmos em que consistiu a falta. É substancialmente diferente ser infiel no matrimónio do que o ser nas contas que se prestam a quem nos dá trabalho, ou, ainda, se o fomos uma única vez ou se a falta teve alguma regularidade ou frequência.

Estas considerações levam-nos inevitavelmente à necessidade de um exame prévio, cuidado, feito na presença de Deus, com valentia e humildade.
Sobretudo para quem não tem por hábito confessar-se com regularidade, este exame é fundamental para se chegar à Confissão com as ideias claras e a disposição humilde e contrita.

Convém não ter receio de esquecer algo importante a confessar. Se houver este exame que se referiu, isso não acontecerá pelo simples facto de que, se não nos lembramos é porque não era importante. 

Além do mais, consta da Confissão regulamentar a declaração expressa do arrependimento pelas faltas presentes e passadas que não se revelam por omissão passiva ou esquecimento.

ama, 2011.03.12

cont./

Doutrina - Ideal 3


Doutrina


Um ideal é um amor?


Há diferenças entre amor e ideais.

Importa não confundir amor e ideais, mas falando com precisão são algo diferente pois o desejo de um bem é diferente do bem.
Um amor é um desejo; um ideal é o que se deseja.

O amor é desejo que está sempre no interior de quem ama; o ideal amiúde é algo exterior.


O amor é o afã que já se possui; o ideal ainda não.

ideasrapidas, trad ama, 2011.03.12

São José – Discrição

Duc in altum



«encontraram o Menino e Sua Mãe»[1] porque eram Eles os protagonista da História da Salvação que começava.

José, permanece na sombra.

O que lhe compete é zelar por Eles e, por isso, é o que faz.





ama, 2011.03.13


[1] Cfr Lc 2, 16

Tema para breve reflexão - Unidade de vida



(Devemos ter tal unidade de vida que) entre as ocupações temporais e a vida espiritual, entre o trabalho e a oração, não pode existir só um “armistício” mais ou menos conseguido; tem de dar-se uma união plena, fusão sem resíduo. O trabalho alimenta a oração e a oração “embebe” o trabalho. E isto até ao ponto de que o trabalho em si mesmo, enquanto serviço feito ao homem e à sociedade – e, portanto, com mais claras exigências de profissionalismo -, converte-se em oração agradável a Deus.




Reflectindo

(A. del portillo, Trabajo y oración, em revista Palabra, Maio 1986, p. 30, trd ama)

Evangelho do dia e comentário

Tempo comum - XI Semana


Evangelho: Lc 5, 27-32

27 Depois disto, Jesus saiu, e viu sentado no banco de cobrança um publicano, chamado Levi, e disse-lhe: «Segue-Me». 28 Ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu-O. 29 E Levi ofereceu-Lhe um grande banquete em sua casa, e havia grande número de publicanos e outros, que estavam à mesa com eles. 30 Os fariseus e os seus escribas murmuravam dizendo aos discípulos de Jesus: «Porque comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?». 31 Jesus respondeu-lhes: «Os sãos não têm necessidade de médico, mas sim os doentes. 32 Não vim chamar os justos, mas os pecadores à penitência».

Comentário:

Que alegria devemos sentir com estas palavras do Senhor!

Nós, portadores de inúmeras doenças da alma como a pouca Fé, uma Vontade débil, uma Esperança condicionada e uma Caridade sempre medida com excesso de rigor e parcimónia, temos este Médico Divino sempre disponível para nos atender e medicar.

Nós, pecadores, que andamos sempre em “fuga para a frente”, deixando para mais tarde o arrependimento que é necessário agora, temos este Confessor Divino que nos espera para nos perdoar e devolver a paz de espírito e da alma.

Que alegria devemos sentir e que agradecidos temos de estar.


(ama, comentário sobre Lc 5, 27-32, 2011.01.28)

11/03/2011

Diálogos apostólicos

Diálogos




Não te assustes!

Garanto-te que, ser santo, alcance de qualquer um.

Com ajuda de Deus, claro, porque...sem ela...não é possível.




AMA, 2011.03.11

92% das Francesas considera o aborto um acontecimento traumático

Observando



Um inquérito recente feito por OpinionWay sobre a mentalidade das mulheres francesas acerca do aborto e da contracepção, revelou que 92 por cento considera o aborto um acontecimento traumática, e 83 por cento diz 
que o aborto é fisicamente doloroso.





Paris, March 10, 2011, REBECCA MILLETTE, (LifeSiteNews.com), trad ama.


O texto completo em francês está disponível aqui.

TEXTOS DE SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ

2011/03/11

“Tu e eu procedemos como filhos de Deus?”

Um filho de Deus não tem medo da vida nem medo da morte, porque o fundamento da sua vida espiritual é o sentido da filiação divina: Deus é meu Pai, pensa, e é o Autor de todo o bem, é toda a Bondade. – Mas tu e eu procedemos, de verdade, como filhos de Deus? (Forja, 987)

A nossa condição de filhos de Deus levar-nos-á – insisto – a ter espírito contemplativo no meio de todas as actividades humanas – luz, sal e levedura, pela oração, pela mortificação, pela cultura religiosa e profissional –, fazendo realidade este programa: quanto mais dentro do mundo estivermos, tanto mais temos de ser de Deus.
(Forja, 740)

Quando se trabalha por Deus, é preciso ter "complexo de superioridade" – fiz-te notar. – Mas – perguntavas-me – isso não é uma manifestação de soberba? – Não! É uma consequência da humildade, de uma humildade que me faz dizer: – Senhor, Tu és o que és. Eu sou a negação. Tu tens todas as perfeições: o poder, a fortaleza, o amor, a glória, a sabedoria, o império, a dignidade... Se eu me unir a Ti, como um filho quando se põe nos braços fortes do pai ou no regaço maravilhoso da mãe, sentirei o calor da tua divindade, sentirei as luzes da tua sabedoria, sentirei correr pelo meu sangue a tua fortaleza.
(Forja, 342) 
© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

Temas para a Quaresma - 3

Tempo de Quaresma
Continuação

E não cabe ir confessar a falta dos outros, isto é, “eu fiz isto porque alguém me levou a fazê-lo”. Claro que alguém nos levou a fazer algo incorrecto ou menos bom e, a maior parte das vezes, esse “alguém”, fomos nós próprios e à nossa falta de critério e de laxismo no comportamento.
A confissão completa não é uma confissão cheia de pormenores e detalhes. Por razões de decoro e respeito devemos poupar ao Sacerdote esse “sacrifício” de ouvir tais coisas que, a ele, não lhe interessando, à confissão, não acrescentam absolutamente nada. Tenhamos sempre a certeza que o Sacerdote não deixará de fazer as perguntas que considerar necessárias a um juízo mais apropriado.
Uma confissão completa é, em suma, não deixar voluntariamente algo por dizer que possa constituir matéria importante para o juízo do comportamento que estamos a revelar.

ama, 2011.03.11

cont./

Pensamentos inspirados

À procura de Deus



Os Magos não desistiram, apesar de Herodes, e pela sua perseverança encontraram Jesus.
E nós, também perseveramos, apesar dos Herodes deste mundo?


jma, 2011.03.11

Doutrina - Ideal 2


Doutrina


É bom ter ideais? 

Os ideais são convenientes para dar à vida o sentido animador de procurar metas valiosas.

Sem ilusões a vida pode ser mais cómoda, mas menos atraente.


Se não há ideais é sinal de que não há amor, e uma vida sem amor é menos feliz.

ideasrapidas, trad ama, 2011.03.11

Tema para breve reflexão - A força do amor


Tema para breve reflexão





É o amor que discerne o que ajuda a ir a Deus daquilo que o entorpece.

(Stº agostinho, De las costumbres de le Iglesia Católica, 25, 46, trad ama)

São José: Oração e música

Em honra de São José

Evangelho do dia e comentário

Tempo comum - XI Semana


Evangelho: Mt 9, 14-15

14 Então foram ter com Ele os discípulos de João e disseram-Lhe: «Qual é a razão por que nós e os fariseus jejuamos e os Teus discípulos não jejuam?». 15 Jesus respondeu-lhes: «Porventura podem estar tristes os companheiros do esposo, enquanto o esposo está com eles? Mas virão dias em que lhes será tirado o esposo e então eles jejuarão.

Comentário:

A alegria de estar junto do Senhor sobrepõe-se a todas as contingências da vida corrente. Mas, para estar na companhia de Cristo é fundamental viver como Ele deseja que vivamos. A mortificação pessoal – o jejum é uma delas – ajuda-nos a manter essa visão clara da vida cristã sem nos perdermos em coisas supérfluas, atendo-nos ao fundamental para a nossa salvação.

Ao mesmo tempo, a mortificação do corpo, dá-nos um senhorio sobre o mesmo, ajudando-nos a libertarmo-nos das inclinações à concupiscência, às insidiosas propostas do tentador sempre à espreita de um momento de fraqueza da nossa parte.
Mortificação não tem que ser algo de extraordinário, penoso e difícil. Mortificação é, antes, contenção e temperança nas coisas pequenas de cada dia a que, normalmente, não ligamos grande importância – até porque, na verdade, talvez não a tenham – mas que são óptimos meios para se conseguir a guarda dos sentidos, sobretudo da vista, lembrando-nos que, ver, não é a mesma coisa que olhar com atenção detalhes que não interessam para nada ou, até, podem ser ocasião de pecado.

(ama, comentário sobre Mt 19, 14-15, 2011.01.28)