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03/09/2019

Temas para reflectir e meditar


Unidade de vida


Hoje não parece que haja muita gente que sofra com a Sua ausência; há cristãos para os quais a presença ou ausência de Cristo nas suas almas não significa praticamente nada.
Passam da graça ao pecado e não experimentam sofrimento nem dor, aflição nem angústia.
Passam do pecado à graça e não dão a impressão de homens que voltaram do inferno, que passaram da morte à vida: não se lhes vê o alívio, o gozo, a paz e o sossego de quem recuperou Jesus.


(f. suarezJosé o esposo de Maria, 195)



22/07/2018

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã - 9

Talvez que para melhor compreender o que é a unidade de vida seja considerar o oposto: a duplicidade.

Tal não é outra coisa que uma vida de mentira em que se age conforme se julgue mais conveniente sem outro critério que a vantagem pessoal.

Desde logo, a esta pessoa não se pode confiar seja o que for ou no que for.

Sendo assim, tal pessoa acabará por ficar sozinha, isolada, sem amigos.

(AMA, reflexões)

21/07/2018

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã - 8

A unidade de vida, na verdade, não é um objectivo, mas, antes, uma condição para que esta tenha sentido.

Fazer o que se diz e dizer o que se faz!

Este é o princípio, a base fundamental.

Propósitos, desejos, intenções de pouco ou nada valem se não forem secundados por acções concretas.

Continuando a falar da unidade de vida temos de ter bem claro o que isso significa.

Em primeiro lugar convém pedir ao Espírito Santo os Dons que mais necessitamos para atingir tal fim.

Ser igual ao que se diz ser, seja qual for a circunstância, pode não ser tão fácil como se julgue.

Requer, antes de mais, uma estabilidade de carácter que – como já falámos – de certa forma nos protege dos acidentes - ou incidentes – que a vida diária sempre trás consigo

(AMA, reflexões)

20/07/2018

Temas para reflectir e meditar


Formação humana e cristã - 7

O Plano de vida ajudará a conseguir ter unidade de vida.

Esta consiste, principalmente, em ser estável nos pensamentos, desejos e acções, sem súbitas mudanças no carácter ou no modo de reagir.

As pessoas hão-de conhecer-nos por isso mesmo e terão confiança em nós.

A pessoa volúvel que reage como que automaticamente conforme as circunstâncias, sem pensar ou ponderar e não tem, decididamente, unidade de vida.

(AMA, reflexões)

22/05/2018

Temas para reflectir e meditar

Incapacidade para a Graça

Ao que é diligente e fervoroso, dar-se-à toda a ajuda que depende de Deus: mas ao que não tem nem amor nem fervor nem faz o que dele depende, tão pouco se lhe dará o de Deus. 

Porque ainda o que parece ter – diz o Senhor – o perderá; não porque Deus lho tire, mas porque se incapacita para novas graças.

(São João CrisóstomoHomílias sobre o Evangelho de S. Mateus, 45, I.)

29/04/2018

Temas para reflectir e meditar

Vida cristã

A vida de união íntima de Cristo com a Igreja nutre-se com os auxílios espirituais comuns a todos os fiéis, muito especialmente com a participação activa na sagrada liturgia. 

Os leigos devem servir-se destes auxílios de tal forma que, ao cumprir devidamente as suas obrigações no meio do mundo, nas circunstâncias normais da vida, não separem a união com Cristo da sua vida privada, antes cresçam intensamente nessa união realizando as suas tarefas em conformidade com a Vontade de Deus. 

(CV II, Decr. Apostolicam actuositatem, 4)

28/04/2018

Temas para reflectir e meditar

Dar doutrina

Entre aqueles para quem é uma carga recolher-se no seu coração (Jer 12, 11) ou não o querem fazer, não faltam os que reconhecem a consequente pobreza da sua alma, e se desculpam com o pretexto de que se entregaram totalmente ao serviço das almas. 

Mas enganam-se. 

Tendo perdido o costume de se relacionar com Deus, quando falam d’Ele aos homens ou dão conselhos de vida cristã, estão totalmente vazios do espírito de Deus, de forma que a palavra do Evangelho parece como que morta neles.

(São Pio XEnc. Haerent animo, 1908.08.04, 15)

12/04/2016

Temas para meditar - 321

Unidade de vida


Mediante a unidade de vida, o cristão evidencia como Jesus Cristo é o foco de luz que ilumina todo o seu dia: a família, o trabalho, os negócios, os amigos, a doença, quando se deve viver a doutrina social da Igreja nos diferentes âmbitos da sua actividade, no cuidado com a natureza, que faz parte da Criação divina.



(F. F. CARVAJAL & PEDRO BETTETA LÓPEZ, Filhos de Deus, DIEL, ISBN 972-8040-08-03, nr.125)

11/01/2015

Temas para meditar - 331


Unidade de vida



A dificuldade não está em não furtar os bens alheios; mas sim em não os desejar. É fácil em tribunal não levantar falso testemunho, mas difícil será em não mentir nas conversas. Com facilidade nos afastaremos da embriaguez, mas com maior dificuldade viveremos a sobriedade.


(são francisco de sales, Introdução à Vida devota, IV, 8)

08/09/2012

Deus chama-vos a servi-Lo em e a partir das tarefas civis

                                         Textos de S. Josemaria Escrivá
 http://www.opusdei.pt/art.php?p=13979     © Gabinete de Inform. do Opus Dei na Internet

O mundo espera-nos. Sim! Amamos apaixonadamente este mundo, porque Deus assim no-lo ensinou: "sic Deus dilexit mundum...", Deus amou assim o mundo; e porque é o lugar do nosso campo de batalha – uma formosíssima guerra de caridade – para que todos alcancemos a paz que Cristo veio instaurar. (Sulco, 290)

Tenho ensinado constantemente com palavras da Sagrada Escritura: o mundo não é mau porque saiu das mãos de Deus, porque é uma criatura Sua, porque Iavé olhou para ele e viu que era bom (Cfr. Gen. 1, 7 e ss.). Nós, os homens, é que o tornamos mau e feio, com os nossos pecados e as nossas infidelidades. Não duvideis, meus filhos: qualquer forma de evasão das honestas realidades diárias é, para vós, homens e mulheres do mundo, coisa oposta à vontade de Deus.

Pelo contrário, deveis compreender agora – com uma nova clareza – que Deus vos chama a servi-Lo em e a partir das ocupações civis, materiais, seculares da vida humana: Deus espera-nos todos os dias no laboratório, no bloco operatório, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Ficai a saber: escondido nas situações mais comuns há um quê de santo, de divino, que toca a cada um de vós descobrir.

Eu costumava dizer àqueles universitários e àqueles operários que vinham ter comigo por volta de 1930 que tinham que saber materializar a vida espiritual. Queria afastá-los assim da tentação, tão frequente então como agora, de viver uma vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas.

Não, meus filhos! Não pode haver uma vida dupla; se queremos ser cristãos, não podemos ser esquizofrénicos. Há uma única vida, feita de carne e espírito, e essa é que tem de ser - na alma e no corpo - santa e cheia de Deus, deste Deus invisível que encontramos nas coisas mais visíveis e materiais.


Não há outro caminho, meus filhos: ou sabemos encontrar Nosso Senhor na nossa vida corrente ou nunca O encontraremos Por isso posso dizer-vos que a nossa época precisa de restituir à matéria e às situações que parecem mais vulgares o seu sentido nobre e original, colocá-las ao serviço do Reino de Deus, espiritualizá-las, fazendo delas o meio e a ocasião do nosso encontro permanente com Jesus Cristo. (Temas Actuais do Cristianismo, 114).

02/05/2012

Para ti estudar é uma obrigação grave

Textos de S. Josemaria

Oras, mortificas-te, trabalhas em mil coisas de apostolado..., mas não estudas. – Então, não serves, se não mudas. O estudo, a formação profissional, seja qual for, entre nós é obrigação grave. (Caminho, 335)

Se tens de servir a Deus com a tua inteligência, para ti estudar é uma obrigação grave. (Caminho, 336)

Frequentas os Sacramentos, fazes oração, és casto... e não estudas... – Não me digas que és bom; és apenas bonzinho. (Caminho, 337)


© Gabinete de Informação do Opus Dei na Internet

31/03/2011

Evangelho do dia e comentário

Quaresma - III Semana

Evangelho: Lc 11, 14-23

14 Jesus estava a expulsar um demónio, que era mudo. Depois de ter expulsado o demónio, o mudo falou e as multidões ficaram maravilhadas. 15 Mas alguns disseram: «Ele expulsa os demónios pelo poder de Belzebu, príncipe dos demónios». 16 Outros, para O tentarem, pediam-Lhe um prodígio vindo do céu. 17 Ele, porém, conhecendo os seus pensamentos, disse-lhes: «Todo o reino dividido contra si mesmo será devastado, e cairá casa sobre casa. 18 Se, pois, Satanás está dividido contra si mesmo, como estará em pé o seu reino? Porque vós dizeis que por virtude de Belzebu é que lanço fora os demónios. 19 Ora, se é pelo poder de Belzebu que Eu expulso os demónios, os vossos filhos pelo poder de quem os expulsam? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes. 20 Mas se Eu, pelo dedo de Deus, lanço fora os demónios, certamente chegou a vós o reino de Deus. 21 Quando um, forte e armado guarda o seu palácio, estão em segurança os bens que possui; 22 porém, se, sobrevindo outro mais forte do que ele, o vencer, tira-lhe as armas em que confiava, e reparte os seus despojos. 23 Quem não é comigo é contra Mim; e quem não colhe comigo desperdiça.

Meditação:

Tantas vezes me encontro dividido entre o que devo fazer e o que me apetece fazer; aquilo que me diz o meu íntimo e o que e sussurra a imaginação!

Vontade e desejos, confiança e ansiedade, fé e dúvida, humildade e protagonismo, como se não soubesse definir as prioridades, o que é importante e o acessório.

Dividido porque, afinal, me falta unidade de vida.

Não posso escutar o Senhor o que Ele me diz, sugere, insinua apenas quando estou na Sua presença no sacrário, ou, vá lá... quando faço oração, afinal, se acredito que está onde eu estou, me vê, me ouve, tenho de comportar-me de forma igual.

Unidade de vida que corresponda, de facto, a uma verdadeira e real presença de Deus.

(ama, meditação sobre Lc 11, 14-23, NS Boavista, 2010.03.12)

12/03/2011

Tema para breve reflexão - Unidade de vida



(Devemos ter tal unidade de vida que) entre as ocupações temporais e a vida espiritual, entre o trabalho e a oração, não pode existir só um “armistício” mais ou menos conseguido; tem de dar-se uma união plena, fusão sem resíduo. O trabalho alimenta a oração e a oração “embebe” o trabalho. E isto até ao ponto de que o trabalho em si mesmo, enquanto serviço feito ao homem e à sociedade – e, portanto, com mais claras exigências de profissionalismo -, converte-se em oração agradável a Deus.




Reflectindo

(A. del portillo, Trabajo y oración, em revista Palabra, Maio 1986, p. 30, trd ama)