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18/08/2020

Filosofia, Religião, Vida Humana.


Teologia do Sacrosanctum Concilium 7 

3 – A liturgia como acção simbólico-sacramental

A constituição sobre a sagrada liturgia diz que pelo exercício do sacerdócio de Jesus Cristo “mediante sinais sensíveis é, de modo particular a cada sinal, realizada a santificação do homem” e a glorificação de Deus (SC 7). Não se pode aqui apresentar toda uma antropologia e teologia de sinal e símbolo. Mas isso nem é necessário para uma compreensão daquilo que o Concílio queria dizer sobre a natureza da liturgia. A constituição não fala de simples sinais que apenas manifestam uma realidade ou a ela remetem. Ela fala de sinais que também realizam aquilo que manifestam ou significam. Tais sinais chamamos na liturgia e na ciência litúrgica geralmente de símbolos. A realidade sensível do símbolo é também na liturgia normalmente uma coisa, um objecto ou uma acção sensível que manifesta e realiza o mistério celebrado ou a salvação. Assim, por exemplo, a comunidade reunida em assembleia litúrgica, não apenas remete ao corpo místico de Cristo, mas é este corpo. E quando alguns membros desta assembleia exercem determinados ministérios, são os membros do corpo de Cristo que o fazem. Naquele que preside, a cabeça deste corpo, Jesus Cristo mesmo, está presente e agindo, falando para nós em nome do Pai do céu, ou levando a nossa oração a Deus. Quando o presidente da celebração eucarística diz: “Isto é o meu corpo que será entregue por vós”, é Jesus Cristo mesmo que diz isso; e então a espécie do pão não nos remete apenas ao corpo de Cristo, mas é o corpo de Cristo eucarístico. Convém lembrar ainda, neste momento, que graças a seu carácter simbólico a liturgia pode manifestar aquilo que nela se realiza muito melhor do que o poderiam as palavras. Por exemplo, um aperto de mão ou um abraço podem dizer muito mais do que apenas palavras.

Falando assim do simbólico da liturgia, falamos de sua sacramentalidade. Os sete sacramentos são acções simbólicas que realizam o que significam. Desta sacramentalidade participam todas as acções litúrgicas, também os agentes da celebração, os objectos que se usam, e até o espaço e o tempo em que a liturgia se realiza.

(P. Gregório Lutz, CSSp)



28/03/2020

Temas para reflectir e meditar

Liturgia

Quaerite Dominum.

Nunca podemos deixar de O procurar: todavia, há períodos que exigem que o façamos com mais intensidade, porque neles o Senhor está particularmente próximo, e portanto é mais fácil achá-lo e encontrar-se com Ele. 
Esta proximidade constitui a resposta do Senhor à invocação da Igreja, que se expressa continuamente mediante a liturgia. 

Mais ainda, é precisamente a liturgia a que actualiza a proximidade do Senhor. 

(São João Paulo IIHomília, 1980.03.20, 3.20, trad do Castelhano por ama

29/04/2018

Temas para reflectir e meditar

Vida cristã

A vida de união íntima de Cristo com a Igreja nutre-se com os auxílios espirituais comuns a todos os fiéis, muito especialmente com a participação activa na sagrada liturgia. 

Os leigos devem servir-se destes auxílios de tal forma que, ao cumprir devidamente as suas obrigações no meio do mundo, nas circunstâncias normais da vida, não separem a união com Cristo da sua vida privada, antes cresçam intensamente nessa união realizando as suas tarefas em conformidade com a Vontade de Deus. 

(CV II, Decr. Apostolicam actuositatem, 4)