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16/01/2012

Igreja doméstica

Ontem, Domingo, na Santa Missa das 18.15 na Igreja de Nossa Senhora da Lapa, no Porto, o celebrante, Rev. Cónego António Ferreira dos Santos fez uma notável homília, como são todas, sobre o Evangelho do dia.


Referiu que para, se viver com Jesus é importante: perguntar - «onde moras» -, ver - «vinde ver» e conhecer - «ficaram com Ele essa tarde».


Encontra-se Jesus no Sacrário, na Igreja.


A família é a igreja doméstica.


Pergunta: se alguém fosse a casa de um de nós, aqui presentes, à casa da nossa família cristã, encontraria Jesus Cristo, quer dizer, que ali se vive como Jesus vivia, se fala e se faz como cristãos autênticos?
De facto as palavras que dizemos, têm força mas o que fazemos tem muito mais.

12/03/2011

Homilia na Missa das 11.00 na Igreja da Lapa

Duc in altum
Tomando como tema o último versículo do Evangelho de hoje:

«Não vim chamar os justos mas os pecadores à penitência.» [i]

Referiu nomeadamente que, nos tempos da sua infância, na aldeia de que é oriundo e onde viveu a sua meninice, talvez por causa de uma compreensão um pouco rigorista da moral que moldava a consciência, as pessoas muito tementes a Deus, eram levadas a considerarem “quase tudo” como pecado e a necessitarem, por isso, do sacramento da confissão, para “estarem de bem” com Deus.

Hoje, em dia, as pessoas, porque perderam muito a noção de Deus e daquilo que Ele é e representa em relação às Suas criaturas (quem conhece, hoje, de cór, os dez Mandamentos da Lei de Deus?), porque, apesar das crises, dispõem de tantas coisas e possibilidades que quase não precisam de ninguém (nem de Deus!), pensam que o pecado não existe, que nada é pecado, isto é, que não pecam e, por conseguinte não têm por que recorrer ao sacramento da penitência.

Passou-se do “oito para o oitenta”.

A Quaresma, tempo litúrgico em que estamos a entrar, é um tempo precioso, criado e aconselhado pela Igreja a fim de que os homens se recolham e meditem sobre quem é Deus e sobre cada um dos Seus dez Mandamentos e reflictam, também, sobre quem são diante de Deus.
A Quaresma é o “tempo favorável” para um profundo e honesto exame interior perante Deus e para, com sincera valentia, nos dispormos a corrigir o que está mal e a repor o a nossa vida no caminho certo, rumo a Jesus Cristo.

(Rev. Cónego Dr. antónio ferreira dos santos, 2011.03.12)


[i] Lc 5, 32

20/12/2010

Pai Natal outra vez no Porto

A história é verdadeira porque o Rev. Cónego Ferreira dos Santos, não mente nunca e, muito menos, se o fizer diante do altar na "sua" estupenda Igreja da Lapa.


Eis a história - mais ou menos - como a ouvi:


«Chamado à escola, o Pai do menino de quatro ou cinco anos de idade, estranhou que a professora lhe perguntasse se acontecia alguma coisa ao rapazinho que, ultimamente, parecia bastante alheado e como se tivesse alguma coisa "por resolver"  na sua cabecinha, e declarou que, não senhor, não acontecia nada e,  "veja a senhora professora, o miúdo até acredita no Pai Natal".


A professora chamou o rapazinho e perguntou-lhe o que se passava com ele e obteve esta resposta extraordinária:

_ É o meu Pai, sabe, quer que eu acredite no Pai Natal!»

Palavras... para quê!?

01/11/2010

DIA DE TODOS OS SANTOS






Quem são os santos que hoje veneramos, cantamos, louvamos, a quem recorremos, a quem admiramos, com quem desabafamos, para quem compomos música, sobre os quis escrevemos poesia e prosa, a quem pintamos e de quem fazemos esculturas?  

São os imitadores fiéis de Jesus Cristo, são, pela graça que neles frutificou, o desdobramento de Deus, Criador, Redentor e Santificador, a favor dos homens e do mundo, pelos séculos fora, passados e futuros. Fora e são aqueles e aquelas que fizeram suas as palavras de Paulo «para mim, viver é Cristo» e «posso tudo naquele que me conforta». São os canais abertos à força de Deus, por onde passou, passa e passará o plano de Jesus, o estabelecimento, no mundo e com os homens, do plano de Jesus Cristo: Um reino de Paz, de Justiça, Verdade e de Amor

Foram os que pregaram e pregam a todos os povos o Evangelho de Jesus.

Foram eles que criaram e criam, sem olhar a obstáculos, milhares e milhares de instituições para assistir aos pobres, aos sem tecto nem pátria, aos órfãos, aos viúvas, aos leprosos, aos doentes da sida, ás vítimas das doenças mais estranhas. Foram e são eles que ensinaram, e ensinam, os ignorantes, educam os abandonados e ensinam, também, com a sua inteligência e com a sua alma cheia do Espírito Santo, a digerir o Evangelho. Foram eles que deram e dão a sua vida por Jesus quando os inimigos da fé lhe queriam ou querem varrer da inteligência e do coração a fé em Jesus Cristo. Foram e são eles que, como pais, como mães e como filhos, como reis e príncipes, como professores, empresários e trabalhadores apostaram, absolutamente, no Primeiro Mandamento da Lei de Deus: Amar a Deus sobre todas as coisas.

Foram eles e são eles que nos ensinaram o valor da oração, do desprendimento, da humildade, da esperança, da alegria, da vitória sobre as paixões, da perseverança, da bondade, da pureza, da misericórdia.

Que extraordinário património! Que extraordinária e transcendente sementeira de bem lançada sobre os homens e sobre o mundo por milhões e milhões de santos, canonizados ou não, a viver no céu ou a viver, ainda, na terra. O mundo seria um autêntico inferno, se eles não tivessem existido, se não existissem hoje, ou se não continuassem a existir.

Por isso, meus irmãos, Santos precisam-se: cristãos apostados numa progressiva identificação pessoal com Cristo: ricos e pobres, homens e mulheres e crianças, jovens  e velhos, professores, alunos políticos ou simples cidadãos. Ouço um grito lançado por eles dirigido a todos nós: Entregai-vos a Cristo, de alma e coração, como indivíduos, como casal, como família, como comunidade de trabalho, científica, artística, económica, política. Acreditai em Cristo: Ele é o «único Caminho, a única Verdade, a única Vida. Sem Ele, reina a desorientação, a mentira, a morte.

Deixai-vos seduzir por Ele, entregai-Lhe as vossas vidas por inteiro. Amai-O na Sua Palavra, amai-O no próximo, amai-O dentro do vosso coração, amai-O na Eucaristia. Não desconfieis dEle. Pertencei-Lhe para sempre. Convertei-vos totalmente a Ele e sereis Cristos na terra, luz do mundo e sal da terra.

Convertei-vos a Cristo e chamai outros à conversão e à perseverança na Fidelidade a Cristo. Ámen.

(Rev. Cónego. António Ferreira dos Santos Homília na Missa das 18H15 na Igreja da Lapa – Porto em 2010.11.01)