16/11/2010

Bom Dia! 48



O perdão, de facto liberta-os de um peso, por vezes quase insuportável, e que, podemos ter a tentação de arrastar indefinidamente mantendo o tal “registo” que anteriormente se anotou.


Outra atitude prudente e séria é considerar se, também nós, não fazemos o mesmo, isto é, não ofendemos ninguém propositadamente ou sem querer e nem sequer nos preocupamos em pedir perdão.

É que, como se compreende no Pai-Nosso, o perdão tem duas “viagens”, uma dos outros para nós e outra de nós para os outros.
É sempre recíproco e só assim é verdadeiro e válido.

Os seres humanos têm a garantia de que Deus nos perdoa sempre que lho peçamos com verdadeiro arrependimento, esta garantia foi Ele próprio quem no-la deu. Porque, então, não assumir a mesma posição perante o nosso próximo e perdoá-lo tal como Deus nos perdoa, tanto mais que, sendo desmesuradamente diferente a ofensa feita a Deus pelos homens da ofensa feita pelos homens a outros homens, não se entende muito bem como seja possível não atender a esta verdade.

Dar a Deus é também, perdoar, dissemos anteriormente e, realmente, nada melhor Lhe podemos dar já que Ele nos retribui com o Seu próprio perdão.

Já quando se trata de César, não é bem assim.

O perdão de César, ao contrário do perdão de Deus que é gratuito, tem um preço que se tenta, seja regulado conforme o cariz e gravidade da ofensa.  É avaliado, com rigor, o teor da ofensa, as circunstâncias, a estatura pessoal e social de quem a comete, tal como as do ofendido, e, por vezes, mesmo que este tenha concedido o seu perdão ao ofensor, César, insiste numa pena a cumprir.

E porquê?

Porque a ofensa pode – e é em muitos casos – um caso social, isto é, causa um mal à sociedade e, neste caso, é aceitável que o perdão tenha condições.

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Tema para breve reflexão - 2010.11.16

Teologia

A teologia é a ciência acerca de Deus, enquanto o conhecemos pela fé mediante a luz da revelação. É um conhecimento que se baseia na fé e que, ao mesmo tempo, é uma ciência, um esforço racional para entender mais profundamente os mistérios revelados. É «a fé que procura entender, como dizia Santo Anselmo: é o conhecimento que surge da fé que procura uma maior compreensão dos mistérios revelados.

 (Vicente Ferrer BARRIENDOS, Jesucristo nuestro salvador, cap. 1, 4. A, trad ama).

Textos de Reflexão para 16 de Novembro

Terça 16 Nov
  
Evangelho: Lc 19, 1-10

1 Tendo entrado em Jericó, atravessava a cidade. 2 Eis que um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos e rico, 3 procurava conhecer de vista Jesus, mas não podia por causa da multidão, porque era pequeno de estatura. 4 Correndo adiante, subiu a um sicómoro para O ver, porque havia de passar por ali. 5 Quando chegou Jesus àquele lugar, levantou os olhos e disse-lhe: «Zaqueu, desce depressa, porque convém que Eu fique hoje em tua casa». 6 Ele desceu a toda a pressa, e recebeu-O alegremente. 7 Vendo isto, todos murmuravam, dizendo: «Foi hospedar-Se em casa de um homem pecador». 8 Entretanto, Zaqueu, de pé diante do Senhor, disse-Lhe: «Eis, Senhor, que dou aos pobres metade dos meus bens e, naquilo em que tiver defraudado alguém, restituir-lhe-ei o quádruplo». 9 Jesus disse-lhe: «Hoje entrou a salvação nesta casa, porque este também é filho de Abraão. 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido».

Comentário:

A verdadeira “chave” deste trecho do Evangelho reside exactamente no último versículo: «Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que estava perdido».
Sem a presença de Jesus, Zaqueu, continuaria perdido para a Vida, para o Reino. Esta presença, constante, permanente na vida dos seres humanos é real e verdadeira porque Jesus continua à procura dos que precisam de ser encontrados e salvos. È também este o papel de todos os baptizados, levar a Jesus todos os homens com quem nos cruzamos na nossa vida corrente, sobretudo aqueles que, seja porque motivo for, parecem não dar pela Sua presença ou voluntariamente a ignoram. Para tal, sigamos o exemplo de Zaqueu e deixemos de lado qualquer hesitação motivada pelos respeitos humanos. A nossa missão, se a não fizermos, provavelmente ficará por fazer porque, cada um, tem uma missão própria que o Senhor lhe atribui e da qual terá de dar contas. 

(ama, comentário sobre Lc 19, 1-10, 2010.10.22)

Tema: Novíssimos - Inferno 4

Ser condenado ao Inferno não é, de facto, uma exactidão. O homem condena-se a si mesmo quando, voluntariamente, se afasta de Deus. Deste modo, Jesus Cristo não fará mais que confirmar essa opção. 

(ama, comentário sobre Inferno 3, 2010.10.22)

 Doutrina: CCIC – 561:  Como é que os pais educam os filhos na fé cristã?
                    CIC -  2252-2253

Principalmente com o exemplo, a oração, a catequese familiar e a participação na vida eclesial.

15/11/2010

LITURGIA DAS HORAS

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IV. QUEM CELEBRA A LITURGIA DAS HORAS



a) Celebração comunitária

20. A Liturgia das Horas, tal como as demais acções litúrgicas, não é acção privada, mas pertence a todo o corpo da Igreja, manifesta-o e afecta-o.91 O carácter eclesial da celebração aparece-nos com toda a sua clareza – e, por isso mesmo, é sumamente recomendável – quando realizada, com a presença do próprio Bispo rodeado dos seus presbíteros e restantes ministros,92 por uma Igreja particular, «na qual está presente e operante a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica».93 Esta celebração, quando levada a efeito, mesmo sem a presença do Bispo, por um cabido de cónegos ou por outros presbíteros, far-se-á sempre atendendo à verdade das Horas e, tanto quanto possível, com a participação do povo. O mesmo se diga dos cabidos das colegiadas.

21. As outras assembleias de fiéis, entre as quais há que destacar as paróquias como células da diocese, localmente constituídas sob a presidência dum pastor como substituto do Bispo, e que «dalgum modo representam a Igreja visível estabelecida por toda a terra»,94 celebrem as Horas principais, quanto possível, na igreja e em forma comunitária.

22. Sempre que os fiéis são convocados e se reúnem para celebrar a Liturgia das Horas, pela união das vozes e dos corações manifestam a Igreja que celebra o mistério de Cristo.95

23. É função daqueles que receberam as ordens sacras ou foram investidos dalguma especial missão canónica 96 organizar e dirigir a oração da comunidade. «Devem, por isso, esforçar-se para que todos aqueles que estão entregues aos seus cuidados sejam unânimes na oração».97 Procurarão convidar os fiéis e formá-los mediante uma catequese adequada para a celebração comunitária das partes mais importantes da Liturgia das Horas, mormente nos domingos e festas.98 Hão-de ensiná-los a fazer desta participação uma oração autêntica.99 Para isso, terão que os ajudar, através duma formação apropriada, a penetrar no sentido cristão dos salmos, por forma a serem levados, pouco a pouco, a saborear e utilizar mais amplamente a oração da Igreja.100

24. As comunidades de cónegos, de monges, de monjas e de outros religiosos, que, por força da Regra ou das Constituições, celebram integral ou parcialmente a Liturgia das Horas, quer segundo o rito comum quer segundo o seu rito particular, representam a Igreja orante dum modo muito especial. Estas comunidades reproduzem de uma forma mais completa a imagem da Igreja a cantar ininterruptamente, numa só voz, os louvores divinos; além disso, cumprem também o dever de «trabalhar», antes de mais pela oração, «para a edificação e crescimento de todo o Corpo Místico de Cristo e para o bem das igrejas particulares».101 Isto se aplica de modo especial aos que se entregam à vida contemplativa.

25. Os ministros sagrados e todos os clérigos não obrigados por outro título à celebração comunitária, quando vivam em comunidade ou se encontrem juntos, procurem celebrar em comum pelo menos algumas das partes da Liturgia das Horas, mormente Laudes pela manhã e Vésperas à tarde.102

26. Aos religiosos de ambos os sexos não obrigados à celebração comunitária e aos membros de qualquer Instituto de perfeição, recomenda-se encarecidamente que se reúnam em comum, ou entre si ou juntamente com o povo, para celebrar a Liturgia das Horas ou alguma parte da mesma.

27. Os grupos de leigos, onde quer que se encontrem reunidos, seja qual for o motivo destas reuniões — oração, apostolado ou outro motivo — são igualmente convidados a desempenhar esta função da Igreja,103 celebrando alguma parte da Liturgia das Horas. Importa, de facto, que aprendam acima de tudo a adorar a Deus Pai em espírito e verdade 104 na acção litúrgica, e se lembrem que, através do culto público e da oração, eles podem atingir todos os homens e contribuir muito para a salvação do mundo inteiro.105 Convém, finalmente, que a família, qual santuário doméstico da Igreja, não se contente com a oração feita em comum, mas, dentro das suas possibilidades, procure inserir-se mais intimamente na Igreja, com a recitação dalguma parte da Liturgia das Horas.106


91 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 26.
92 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 41.
93 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Christus Dominus, n. 11.
94 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 42: cf. Decr.
Apostolicam Actuositatem, n. 10.
95 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, nn. 26 e 84.
96 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Ad gentes, n. 17.
97 Conc. Vat. II, Decr. Christus Dominus, n. 15.
98 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 100.
99 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Presbyterorum Ordinis, n. 5.
100 Cf. infra, nn. 100-109.
101 Conc. Vat. II, Decr. Christus Dominus, n. 33; cf. Decr. Perfectae
Caritatis, nn. 6. 7. 15; cf. Decr. Ad gentes, n. 15.
102 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 99
103 Cf. Conc. Vat. II, Const. Sacrosanctum Concilium, n. 100.
104 Cf. Jo 4, 23.
105 Cf. Conc. Vat. II, Decl. Gravissimum educationis, n. 2: Decr.
Apostolicam Actuositatem, n. 16.
106 Cf. Conc. Vat. II, Decr. Apostolicam Actuositatem, n. 11.


Retirado do site do Secretariado Nacional de Liturgia
(continua)
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Bom Dia! 47



A maior parte das vezes, são estas as situações que de facto ocorrem, e, não tendo importância nenhuma, não temos que as ter em conta ou preocupar-nos com elas.


Mas, é evidente que a ofensa existe e que, existindo, magoa, fere, condiciona o nosso relacionamento.

Tratemos de uma ofensa grave como, por exemplo, alguém que disse algo a nosso respeito que, além de não ser verdade, lesa a nossa honestidade, honra ou, simplesmente, o nosso direito, comum a todos os homens, ao bom nome.
Qual, neste caso, a nossa atitude?

“Não sou nenhum santo” é frequente dizer-se.

Esta posição é totalmente descabida porque a nossa obrigação é, de facto, sê-lo.

Ninguém pode ser santo aos bocados, com intervalos ou conforme as circunstâncias.
Tal como ser honesto, ou se é ou não se é, não importando para nada nem a ocasião ou a coisa em si.

Provavelmente, a melhor atitude, talvez seja a de considerar, tal como aconselha um destacadíssimo condutor de almas: Coitado, disse isto de mim porque não me conhece bem, se realmente me conhecesse diria muito pior!

Neste momento, no nosso íntimo já concedemos o perdão e, a ofensa é esquecida.

Esta atitude não tem que ver com o nosso direito ao esclarecimento da coisa e, por exemplo, pedir explicações ao próprio sobre o que disse ou fez que nos caiu mal.

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Tema para breve reflexão - 2010.11.15

Tentação

O núcleo de toda a tentação: remover Deus, o Qual, face a tudo o que na nossa vida se apresenta mais urgente, parece secundário. Pôr ordem no mundo sozinhos, sem Deus, contar apenas com as próprias capacidades, reconhecer como verdadeiras apenas as realidades políticas e materiais e deixar de lado Deus como uma ilusão, tal é a tentação que de múltiplas formas nos ameaça.
Faz parte da natureza da tentação a sua aparência moral: não nos convida directamente a realizar o mal, seria demasiado grosseiro. Finge que indica o melhor: abandonar finalmente as ilusões e empregar eficazmente as nossas forças para melhorar o mundo. Além disso, apresenta-se com a pretensão do verdadeiro realismo. O real é o que se constata: poder e pão. Comparadas com isto, as coisas de Deus aparecem irreais, um mundo secundário de que verdadeiramente não há necessidade.

 (Cf. Bento XVI, Jesus de Nazaré, Cap. II.)

Textos de Reflexão para 15 de Novembro

Segunda 15 Nov

Evangelho: Lc 18, 35-43
35 Sucedeu que, aproximando-se eles de Jericó, estava sentado à beira da estrada um cego a pedir esmola. 36 Ouvindo a multidão que passava, perguntou que era aquilo. 37 Disseram-lhe que era Jesus Nazareno que passava. 38 Então ele clamou: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim!». 39 Os que iam adiante repreendiam-no para que se calasse. Porém, ele, cada vez gritava mais: «Filho de David, tem piedade de mim!». 40 Jesus, parando, mandou que Lho trouxessem. Quando ele chegou, interrogou-o: 41 «Que queres que te faça?». Ele respondeu: «Senhor, que eu veja». 42 Jesus disse-lhe: «Vê; a tua fé te salvou». 43 Imediatamente, recuperou a vista, e foi-O seguindo, glorificando a Deus. Todo o povo, vendo isto, deu louvores a Deus.
Meditação:

Tal como Bartimeu, Senhor, que eu não me cale, não descanse enquanto Tu não parares ao pé de mim e me fizeres a graça de me dar a vista. Sim Senhor, que eu veja a verdade da minha vida, que descortine com exactidão todos nos pormenores e mais pequenos detalhes que possam denunciar falta de unidade de vida.
Domine, ut videam! 

(AMA, Meditação sobre Lc 18, 35-43, Maio 2002)

Tema: Novíssimos - Juízo 4

A alma tem “direito” a advogado neste Juízo?
Sim tem. O Anjo da Guarda acompanhará a nossa alma até ao último momento, ou seja, a sentença final. Tratará de realçar as boas obras que, em vida levámos a cabo, e, ao mesmo tempo, encontrar as atenuantes para os actos maus que tenhamos praticado. Convém muito, portanto, termos uma devoção prática e constante ao nosso Anjo da Guarda, invocando o seu auxílio para nos mantermos no bom caminho. 

(ama, comentário sobre Juízo 3, 2010.10.22)

Doutrina: CCIC – 560:  Quais os deveres dos pais para com os filhos?
                   CIC 2252 – 2253

Os pais, participantes da paternidade divina, são os primeiros responsáveis da educação dos filhos e os primeiros anunciadores da fé. Têm o dever de amar e respeitar os filhos como pessoas e filhos de Deus e, dentro do possível, de prover às suas necessidades materiais e espirituais, escolhendo para eles uma escola adequada e ajudando-os com prudentes conselhos na escolha da profissão e do estado de vida. Em particular, têm a missão de educá-los na fé cristã.

Festa: Santo Alberto Magno

                                                                                                                                                              Nota Histórica 
Nasceu em Lauingen, junto do Danúbio (Alemanha), cerca do ano 1206. Fez os seus estudos em Pádua e em Paris. Entrou na Ordem dos Pregadores e exerceu o magistério em vários lugares com grande competência. Ordenado bispo de Ratisbona, pôs todo o seu empenho em estabelecer a paz entre os povos e cidades. É autor de muitas e importantes obras, tanto de cultura sagrada como profana. Morreu em Colónia no ano 1280.

14/11/2010

Ataques à Família

Posted: 13 Nov 2010 06:07 PM PST
Hilary White
La familia está bajo el ataque constante de nuevas ideologías que “banalizan el cuerpo humano” y distorsionan el propósito y el significado del matrimonio, dijo el papa Benedicto XVI en un documento dado a conocer hoy por el Vaticano.
En el documento, mencionado como una Exhortación Apostólica, el Papa sostiene que “frente a la confusión generalizada… y el surgimiento de formas de pensar que banalizan el cuerpo humano y la diferenciación sexual, la palabra de Dios reafirma la bondad original del ser humano, creado como hombre y mujer, y llamado a un amor que es fiel, recíproco y fecundo”.
Dijo que la realidad objetiva del matrimonio entre un hombre y una mujer fue establecida por Cristo mismo, que elevó “a la dignidad de un sacramento lo que fue inscrito en la naturaleza humana desde el principio”.
El Papa identificó “la responsabilidad esencial de los padres hacia sus hijos” como “paternidad auténtica”, al tener que “transmitir y dar testimonio del sentido de la vida”.
“A través de su fidelidad y de la unidad de la vida familiar, los cónyuges son los primeros en proclamar la palabra de Dios a sus hijos”.
Estos comentarios se hacen eco de recientes declaraciones del papa Benedicto XVI en su visita a España la semana pasada, donde dijo que la Iglesia “se opone a todas las formas de negación de la vida humana y apoya cuanto promueva el orden natural en el ámbito de la institución familiar”.
John Smeaton, director de la Sociedad para la Protección de los Niños no Nacidos, dijo que las declaraciones del Papa defendiendo la familia natural y la responsabilidad de los padres “son inclusive indicaciones importantes” que la política de cooperación de los obispos católicos de Inglaterra y Gales con el gobierno en sus planes de educación sexual “se aparta peligrosamente de la doctrina católica”.
Smeaton se refería al trabajo del servicio de educación de los obispos que ayudó a redactar un plan de educación sexual para el anterior gobierno del partido laborista. Los lineamientos habrían obligado a las escuelas, inclusive a las escuelas religiosas, a enseñar a los niños cómo efectuar abortos y cómo obtener anticonceptivos artificiales, y enseñarles que la homosexualidad es “normal e inofensiva”. (ROMA, 11 de noviembre de 2010 (Notifam)

Bom Dia! 46



B - Considerar que a pessoa não tinha a intenção de ofender?


É muito possível que, a maior parte das vezes, aquilo que nos magoa parta de pessoas que têm por hábito a crítica, o reparo a denúncia de algo que não lhes agrada nos outros e, isso, pode não ser porque o que fizemos ou dissemos fosse mau mas porque ou não foi entendido ou, por qualquer razão, foi mal interpretado.
Estas pessoas vão pela vida assumindo um papel de críticos e, às vezes, de autênticos juízes dos outros sem que para isso tenham nem autoridade nem motivo válido.

Sendo assim, realmente, não ofendem ninguém porque se limitam a dar expressão a um espírito crítico e curto de sensibilidade. Logo, conclui-se, não há nada a perdoar.

C - Mas, como é que, realmente, nos ofendeu?

Considerando esta última interrogação talvez atentemos que a pessoa se limitou a dizer uma verdade sobre nós ou a respeito da nossa actuação em determinada circunstância.
Sentimo-nos ofendidos, em primeiro lugar, porque não tínhamos dado conta que o que fizemos ou dissemos não era bom, aceitável. Talvez tenhamos faltado à caridade ou ao respeito a alguém e, não tendo dado por isso, sentimo-nos magoados por outrem o ter notado e feito sentir.

Mas, então, neste caso, não se trata de facto duma ofensa que magoa e fere, mas tão só uma nota de alguém que, muito provavelmente, querendo-nos bem, nos chama a atenção para que corrijamos.

Ou seja, fazendo-nos um favor, não há nada a perdoar!

46


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Tema para breve reflexão - 2010.11.14

Soberba – Efeitos

Muitas vezes se disse que a soberba é o maior inimigo da santidade, por ser origem de grande número de pecados e porque priva de inumeráveis graças e méritos diante do Senhor.

(R. Garrigou-Lagrange, Las tres edades de la vida interior, vol. I, nr. 445-446, trad ama)

Textos de Reflexão para 14 de Novembro

Domingo 14 Nov
                                                                                                             
Evangelho: Lc 21, 5-19

5 Dizendo alguns, a respeito do templo, que estava ornado de belas pedras e de ricas ofertas, Jesus disse: 6 «De tudo isto que vedes, virão dias em que não ficará pedra sobre pedra que não seja derrubada». 7 Então interrogaram-n'O: «Mestre, quando acontecerão estas coisas, e que sinal haverá de que estão para acontecer?». 8 Ele respondeu: «Vede, não vos deixeis enganar; porque muitos virão em Meu nome, dizendo: Sou eu, está próximo o tempo. Não os sigais. 9 Quando ouvirdes falar de guerras e de tumultos, não vos assusteis; estas coisas devem suceder primeiro, mas não será logo o fim». 10 Depois disse-lhes: «Levantar-se-á nação contra nação e reino contra reino. 11 Haverá grandes terramotos por várias partes, pestes e fomes; aparecerão coisas espantosas e extraordinários sinais no céu. 12 Mas antes de tudo isto, lançar-vos-ão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e às prisões e vos levarão à presença dos reis e dos governadores por causa do Meu nome. 13 Isto vos será ocasião de dardes testemunho. 14 Gravai, pois, nos vossos corações o não premeditar como vos haveis de defender, 15 porque Eu vos darei uma linguagem e uma sabedoria à qual não poderão resistir, nem contradizer, todos os vossos inimigos. 16 Sereis entregues por vossos pais, irmãos, parentes e amigos, e farão morrer muitos de vós; 17 e sereis odiados de todos por causa do Meu nome; 18 mas não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.19 Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas.
Comentário:

E não é verdade que não ficou pedra sobre pedra? Como se o Senhor pudesse enganar ou enganar-se... De que vale, de facto, tanta correria, aflição, stress na procura de bem-estar, de conforto, de bens, quase sempre excessivos, desnecessários, se, no fim, nada resta para o que parte e, o que fica para os que ficam, será partido e repartido vezes sem conta e, não poucas vezes, motivo de zangas, dissabores, desavenças? E, no entanto, muitos não pensam senão na grandeza do momento, no aparato do que fazem esquecendo-se que, a posteridade é algo aleatório e inconsistente. Todo o homem será lembrado pelo que fez e de que outros beneficiaram, e não pelos bens que deteve ou usufruiu. 

(ama, comentário sobre Lc 21, 5-11, 2009.11.24)

Tema: Novíssimos - Morte 4

A consciência da morte apenas nos deve levar a vivermos segundo nos diz a Lumen Gentium (48) «vigiemos continuamente, a fim de que no termo da nossa vida sobre a terra, que é só uma (cfr. Hebr. 9,27), mereçamos entrar com Ele para o banquete de núpcias e ser contados entre os eleitos»

(jma, sobre Morte 4, 2010.10.26)
Doutrina: CCIC – 559:  Quais os deveres dos filhos para com os pais?
                   CIC 2214-2220; 251

Em relação aos pais, os filhos devem respeito (piedade filial), reconhecimento, docilidade e obediência, contribuindo assim, também com as boas relações entre irmãos e irmãs, para o crescimento da harmonia e da santidade de toda a vida familiar. Se os pais se encontrarem em situação de indigência, de doença, de solidão ou de velhice, os filhos adultos devem-lhes ajuda moral e material.

13/11/2010

Hoje Sábado - Salvé Rainha

Bom Dia! 45



Dar a Deus é também, perdoar. 
Quando se perdoa, de facto, está-se a cumprir o que o Pai-Nosso aconselha: «perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido».


Muitas pessoas guardam como que um “registo” de ofensas que lhe tenham sido feitas e, quando julgado oportuno, esse registo vem à tona para justificar uma atitude de repúdio ou desinteresse por alguém.

A capacidade de perdoar é o que mais aproxima o homem de Deus e o que, realmente, o torna semelhante a Ele.

E, afinal o que é o perdão?

A - Tomar a ofensa como não existente?
B - Considerar que a pessoa não tinha a intenção de ofender?
C - Mas, como é que, realmente, nos ofendeu?

Vejamos:

A - Tomar a ofensa como não existente?

É difícil considerar que não existe algo que nos magoa e fere os nossos sentimentos quando tal foi expresso por outra pessoa.
Mas, de facto, essa outra pessoa merece crédito naquilo que disse ou fez?
Quer dizer, tem autoridade pessoal e, sobretudo moral, para o fazer?
Se a tem, então, não se trata de uma ofensa mas, quando muito, de um reparo autorizado que só pode ter como intenção corrigir-nos e, neste caso, não existindo ofensa não há lugar a perdão mas a agradecimento.

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Textos de Reflexão para 13 de Novembro

Sábado 13 Nov

Evangelho: Lc 18, 1-8

1 Disse-lhes também uma parábola, para mostrar que importa orar sempre e não cessar de o fazer: 2 «Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. 3 Havia também na mesma cidade uma viúva, que ia ter com ele, dizendo: Faz-me justiça contra o meu adversário. 4 Ele, durante muito tempo, não a quis atender. Mas, depois disse consigo: Ainda que eu não tema a Deus nem respeite os homens, 5 todavia, visto que esta viúva me importuna, far-lhe-ei justiça, para que não venha continuamente importunar-me». 6 Então o Senhor acrescentou: «Ouvi o que diz este juiz iníquo. 7 E Deus não fará justiça aos Seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, e tardará em socorrê-los? 8 Digo-vos que depressa lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, julgais vós que encontrará fé sobre a terra?».

Comentário:

Jesus insistiu muitas vezes na necessidade de perseverar na    oração.
Não o recomendou porque Deus precise da nossa oração para alguma coisa - Deus não precisa de nada - mas porque nós, homens, necessitamos, diria eu, desesperadamente, da oração, para nos mantermos vivos espiritualmente e, até, fisicamente.
Como já temos considerado algumas vezes, temos bem presente que rezar não é fazer grandes coisas, práticas intermináveis, orações extensíssimas, enfim; rezar é sobretudo falar intimamente com Deus, de filho para Pai, com respeito, sem dúvida, mas com enorme confiança e indiscutível amor.
«Sê ainda mais audaz e, quando precisares de alguma coisa, sempre disposto a dizer "Fiat" - faça-se a Tua Vontade - não peças; diz: "Jesus, quero isto ou aquilo", porque é assim que pedem as crianças.» (S. Josemaría, Caminho, 403)
Nada posso acrescentar a estas sábias palavras. Os nossos filhos pequenos sempre nos pediram as coisas assim: "Quero isto!...” nós, na nossa sabedoria de pais, julgámos sempre da conveniência de acedermos ou não ao pedido.
Não poucas vezes porém, a nossa decisão foi influenciada pela insistência da criança que nos "massacrou" a paciência repetindo uma e outra vez a mesma cantilena: - "Pai, quero isto!; Pai, dá-me aquilo!..."
"Massacremos", diria eu, a "paciência" do Nosso Pai do Céu, com os nossos pedidos de ajuda, sem descanso, sem receio e com confiança.
Ao ver a nossa determinação e "teimosia", a Nossa Mãe do Céu, cujo mês do Rosário estamos vivendo, intercederá por nós e, tal como nas bodas de Caná, não obstante não ter chegado a Sua hora, porque Ela intercedeu pelos noivos, Jesus fará o milagre e atenderá às nossa necessidades. 

(ama, palestra, Ponte de Lima Outubro de 1993)

Tema: Novíssimos – Paraíso 3

Como imaginar o Paraíso? Se conseguir-mos fazer uma ideia da suprema beleza, da tranquilidade absoluta, do gozo mais perfeito e completo, talvez nos aproximemos um pouco dessa realidade. 

(ama, comentário sobre Paraíso 3, 2010.10.20)

Doutrina: CCIC – 558: Quais as fontes da oração cristã?
                   CIC – 2652 – 2662

São: a Palavra de Deus, que nos dá a «sublime ciência de Cristo» (Filp 3,8); a Liturgia da Igreja que anuncia, actualiza e comunica o mistério da salvação; as virtudes teologais; as situações quotidianas, porque nelas podemos encontrar Deus.

«Eu Vos amo, Senhor, e a única graça que Vos peço é a de Vos amar eternamente. Meu Deus, se a minha língua não pode repetir, a todo o momento, que Vos amo, quero que o meu coração o repita tantas vezes quantas eu respiro».  (S. João Maria Vianney).

Tema para breve reflexão - 2010.11.13

Prazer físico

Longe de desenvolver e de aperfeiçoar o indivíduo, o abuso desenfreado do prazer físico (e, neste caso, o único freio válido e digno do homem é a moral) não faz mais que degradar e arruinar, tanto o corpo, como a alma. Mata a vida da inteligência, escraviza a vontade, murcha toda a frescura do coração, e gera as mais tristes e cruéis aberrações, físicas e morais.

(A. Veloso, BROTÉRIA, Vol. LXX, nr. 6, nr. 666)